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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024
sexta-feira, 10 de março de 2023
VINHO AZEDO Casos de trabalho escravo 'mancham' o Agronegócio?
📻 O programa Economia É Fácil com mais uma edição ao vivo - o seu espaço de economia, na sua linguagem e o que realmente importa na vida dos trabalhadores. Uma produção da Web Rádio Censura Livre.
🎙️ Convidado: Jeferson Choma, pesquisador de questão agrária e ambiental
🎙️ Apresentação do economista Almir Cezar Filho.
🗣️O tema da semana: O caso de trabalho análogo à escravidão em vinícolas no RS. Operação encontrou mais de 200 homens contratados para trabalhar na colheita de uva em Bento Gonçalves, no RS, em condições degradantes. As vinícolas Salton, Aurora e Garibaldi firmaram, na noite desta quinta-feira (9), um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pagar R$ 7 milhões de indenização por danos morais individuais e coletivos após cerca de 200 trabalhadores serem resgatados de situação análoga à escravidão. Inclusive, pela legislação brasileira, terras que foram praticadas crimes graves contra lei trabalhista e ambiental deveriam destinado para a reforma agrária. Casos de trabalho escravo 'mancham' o Agronegócio?
🎙️ Convidado: Jeferson Choma, pesquisador de questão agrária e ambiental
🎙️ Apresentação do economista Almir Cezar Filho.
🗣️O tema da semana: O caso de trabalho análogo à escravidão em vinícolas no RS. Operação encontrou mais de 200 homens contratados para trabalhar na colheita de uva em Bento Gonçalves, no RS, em condições degradantes. As vinícolas Salton, Aurora e Garibaldi firmaram, na noite desta quinta-feira (9), um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pagar R$ 7 milhões de indenização por danos morais individuais e coletivos após cerca de 200 trabalhadores serem resgatados de situação análoga à escravidão. Inclusive, pela legislação brasileira, terras que foram praticadas crimes graves contra lei trabalhista e ambiental deveriam destinado para a reforma agrária. Casos de trabalho escravo 'mancham' o Agronegócio?
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quinta-feira, 7 de julho de 2022
ECONOMIA É FÁCIL | Escândalo com presidente da CAIXA revela bastidores de assédio e corrupção
Toda 2ª-feira na Rádio Censura Livre. Em novo horário (18h)!
📻 Mais uma edição do programa Economia É Fácil pelas plataformas web da Rádio Censura Livre. A economia na sua linguagem. As principais notícias econômicas dos últimos dias analisadas na ótica dos trabalhadores. Com o economista Almir Cezar Filho e seus convidados.
🎤 Convidada: Júlia Eberhardt, funcionária da CAIXA e diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro (oposição CSP-Conlutas).
📢 Tema da semana: Os casos que vieram a público de assédio moral e sexual praticados na Caixa Econômica Federal (CEF) pelo queridinho do presidente Jair Bolsonaro, o agora demitido Pedro Guimarães, e que enrolam outros diretores do banco, não apenas revelam a degradação do ambiente de trabalho com fins de superexploração dos funcionários, mas explicam a precarização do atendimento vivida por clientes e a irresponsabilidade com o papel social da CEF. Enquanto isso, os acionistas da CAIXA obtêm superlucros, e os executivos do banco ligados ao bolsonarismo recebiam gordos privilégios, ao mesmo tempo que garantiam práticas corruptas a serviço de políticos aliados ao governo.
📻 Mais uma edição do programa Economia É Fácil pelas plataformas web da Rádio Censura Livre. A economia na sua linguagem. As principais notícias econômicas dos últimos dias analisadas na ótica dos trabalhadores. Com o economista Almir Cezar Filho e seus convidados.
🎤 Convidada: Júlia Eberhardt, funcionária da CAIXA e diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro (oposição CSP-Conlutas).
📢 Tema da semana: Os casos que vieram a público de assédio moral e sexual praticados na Caixa Econômica Federal (CEF) pelo queridinho do presidente Jair Bolsonaro, o agora demitido Pedro Guimarães, e que enrolam outros diretores do banco, não apenas revelam a degradação do ambiente de trabalho com fins de superexploração dos funcionários, mas explicam a precarização do atendimento vivida por clientes e a irresponsabilidade com o papel social da CEF. Enquanto isso, os acionistas da CAIXA obtêm superlucros, e os executivos do banco ligados ao bolsonarismo recebiam gordos privilégios, ao mesmo tempo que garantiam práticas corruptas a serviço de políticos aliados ao governo.
sexta-feira, 10 de julho de 2020
ECONOMIA E PANDEMIA | As implicações do teletrabalho em nossas vidas
NESTA quinta-feira (9/07), às 20h, o economista Almir Cezar Filho e convidados, comenta ao vivo o assunto econômico mais importante da semana, no programa ECONOMIA É FÁCIL, com transmissão pela Web Rádio Censura Livre: a maior parte das instituições públicas e privadas estão aderindo ao trabalho remoto durante a quarentena recomendada por autoridades para conter a expansão da Covid-19. Com live no YouTube e Facebook. Participação especial: do engenheiro Rodrigo Souza e do economia Vitor Santos.
Assista no Youtube: https://youtu.be/Mngr-G7EHL8
📲 Envie já uma pergunta ou um comentário:
* WhatsApp: (21) 9 9833-6490
* E-mail: economiaefacil@gmail.com
🎙Você pode ouvir a emissora no aplicativo RadiosNet (http://l.radios.com.br/r/100204), no App exclusivo da emissora (http://webapp.hoost.com.br/clwebrad/) ou no site www.clwebradio.com
segunda-feira, 20 de abril de 2020
Exploração, crescimento e desigualdade, para o Marxismo
por Almir Cezar Filho
Há toda uma literatura econômica recente que estuda a relação entre níveis de distribuição de renda e crescimento, na contramão da noção neoclássica tradicional que afirma que problemas de eficiência econômica podem, e devem, ser tratados separadamente de temas de equidade social não é válida. Os resultados mais recentes sugerem que tal relação é branda ou não existente. O que o Marxismo explicaria facilmente.
Pode-se mesmo dizer que sociedades que com maior exploração conseguem maior crescimento. Sociedades que intensificaram o ritmo de trabalho e atingiram o patamar de extração de mais-valia relativa, são mais superiores em termos de desenvolvimento capitalista, daquelas que se mantêm em extração de mais-valia em termos absolutos, sob um ritmo extensivo de trabalho.
O economista e velho-bolchevique Eugene Preobrazhenski procurou tornar cientificamente ainda mais explicável essa correlação e trazê-la ao contexto do capitalismo monopolístico do século XX (ao menos da primeira parte desse século).
Taxa de exploração e taxa de crescimento
No modo de produção capitalista, segundo o Marxismo, há uma vinculação entre taxa de crescimento e taxa de exploração. A classe capitalista força a classe trabalhadora a executar mais trabalho do que se requer para cobrir seus meios de subsistência, produzindo assim mais-valia. Quanto maior a porção excedente, maior a taxa. É exatamente a mesma razão entre o valor excedente e o capital variável.
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Educação não é suficiente para reduzir a desigualdade. Pesquisa derruba mito.
por Almir Cezar Filho
Apenas acesso à educação não é suficiente para reduzir desigualdade no Brasil, diz estudo. Simulação aponta que se país tivesse garantido educação secundária para a população desde 1994, disparidade da renda do trabalho teria caído apenas 2%. A pesquisa foi realizada pelos sociólogos Marcelo Medeiros, do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicadas (Ipea), Rogério Barbosa, da Universidade de São Paulo (USP), e Flávio Carvalhes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para tentar diminuir tamanha brecha entre os ricos e os pobres, o investimento em educação quase sempre aparece como um dos remédios mais promissores. A solução frequentemente repetida para tentar resolver a desigualdade, entretanto, já é relativizada por especialistas. Isto é, mesmo se houvesse igualdade de escolaridade, e mesmo sem discriminação salarial, o fator determinante na desigualdade de renda das famílias é a desigualdade de patrimônio. Leia a matéria do jornal El País.
Os resultados vão contra tudo que a maioria das pessoas acreditem que fosse o melhor para transferência de renda de maneira sustentável. A ciência é geralmente contra-intuitiva, e a Economia não seria difere. A redução da desigualdade poderia ser atacada de forma mais rápida caso fossem adotadas medidas contra a discriminação de gênero, raça e cor no mercado de trabalho e através de uma reforma tributária que adotasse um programa que aumentasse a progressividade dos impostos.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Terceirização irrestrita: microempresas serão penalizadas, ao contrário da promessa dos políticos e da FIESP
por Almir Cezar Filho
O discurso de redução de direitos trabalhistas e de flexibilização das relações empregatícias galvaniza o empresariado. Apesar das entidades empresariais gerais, como a FIESP, Fecomércio, etc., serem dominadas por grandes empresas ou terem suas lideranças oriundas desses segmentos, a maioria da categoria são de micro e pequenas empresas (MPE), que passam a entender que serão beneficiadas com as mudanças. Contudo, uma análise desideologizada e científica da estratégia de terceirização não se chega a mesma conclusão. Pelo contrário, as MPEs serão penalizadas.
Para os políticos apoiadores da medida e/ou as lideranças empresariais, manifestada em várias entrevistas, declarações, etc., trata-se algo muito positivo às MPEs. Segundo esses, a terceirização irrestrita além de supostamente adequar os contratos de trabalho "às modernas relações que a CLT não contempla e traz insegurança jurídica", proporciona a especialização produtiva das empresas, permitindo que as micro e pequenas empresas participem de cadeias produtivas como prestadoras de serviços especializados de outras empresas. Mas, ao contrário do que se alega, não beneficia as MPEs, muito pelo contrário por 10 simples motivos:
1- Agora uma empresa grande liberada legalmente de ter todos os seus funcionários contratados diretamente para suas atividades fins pode simplesmente fatiar sua produção em dezenas de outras empresas subsidiárias, abertas por ela justamente para isso, correspondendo exclusivamente cada etapa da produção, passando agora a prestar "serviços" à empresa final-mãe, e dispensando de contratar legitimas MPEs de prestação de serviço.
segunda-feira, 27 de março de 2017
Terceirização ilimitada precariza relações de trabalho, abre brechas para driblar legislação e prejudica as pequenas empresas
por Almir Cezar Filho, com informações*
A Câmara dos Deputados aprovou na tarde do dia 23/03 a regulamentação da terceirização, abrindo espaço para que empresas realizem toda a sua atividade-fim com o trabalho de outras prestadoras de serviço. Terceirização ilimitada precariza relações de trabalho e abre brechas para driblar legislação trabalhista, e ainda prejudica as pequenas e microempresas.A liberação quase irrestrita da terceirização serve mais como atalho para escapar do cipoal dos encargos que pesam sobre a folha de pagamentos, principalmente das micro e pequenas empresas que mais empregam, e escapar da Justiça do trabalho que uma alternativa real de geração de emprego e renda.
O texto que agora segue para sanção do presidente Michel Temer ultrapassa o objetivo declarado de proporcionar a especialização produtiva das empresas e abre grandes brechas para que a terceirização seja utilizada como forma de substituição permanente dos trabalhadores de cada empresa. Embora a regulamentação da terceirização fosse uma necessidade para assegurar o uso correto dessa modalidade, o equilíbrio entre os objetivos de ganhos de eficiência nas empresas e os de proteção ao trabalhador deveria ser assegurado.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Salários dos negros ainda é 61% do valor dos brancos
Em pleno mês da consciência negra e do feriado de Zumbi dos Palmares, pesquisa comprova que a apesar de menor, salários entre os negros ainda é quase a metade do valor dos brancos. Rendimento do grupo correspondia a 61% dos demais em 2011, mas em 2002 percentual era de 54%. Prova que o racismo está presente no mercado de trabalho e é usado como mecanismo de superexploração da força de trabalho.
Diferença entre salários de negros e não negros está menor, mostra pesquisa
AGÊNCIA BRASIL | 13/11/12
Embora os trabalhadores negros ainda tenham, na média, salários mais baixos do que os da população não negra, as diferenças, tanto de rendimento quanto de participação no mercado de trabalho, estão diminuindo, segundo levantamento apresentado nesta terça-feira pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).
Em 2011 o rendimento dos negros correspondia a 61% do valor recebido pelos brancos, nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Em 2002, essa proporção era inferior, 54,6%. Enquanto os negros ganhavam, em 2011, o valor médio de R$ 6,28 por hora, os não negros recebiam R$ 10,30. O estudo foi feito com base na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da própria fundação e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A diferença entre as taxas de desemprego de negros e não negros também diminuiu nos últimos anos, embora a do primeiro segmento ainda supere a do segundo, em 2011 (12,2% e 9,6%, respectivamente), diferença de 2,6 pontos percentuais. Em 2002, a distância era 7,2 pontos percentuais, em 2002.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Mais tempo livre para não pensar em trabalho
Mais tempo livre para não pensar em trabalho
Monitor Mercantil, 21/03/2012
Se a jornada de trabalho fosse reduzida, mais de 60% dos
trabalhadores dedicariam o tempo livre a outras atividades. Essa é uma
das constatações de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e
Aplicada (Ipea) sobre o trabalho e o tempo livre, divulgado nesta
quarta-feira.
Para 39,5% dos entrevistados, o tempo
dedicado ao trabalho compromete a qualidade de vida. Para esse grupo, o
trabalho provoca cansaço e estresse (13,8%); compromete as relações
amorosas e a atenção à família (9,8%); prejudica estudo, lazer e
práticas esportivas (7,2%) e afeta as relações de amizade (5,8%).
O Ipea entrevistou 3.796 pessoas que
moram em áreas urbanas das cinco regiões do país, todas com mais de 18
anos de idade e que exerciam alguma atividade remunerada na semana de
referência da pesquisa.
O estudo mostra que 63,8% dos
trabalhadores usariam o tempo livre com a redução da jornada para
atividades não ligadas ao trabalho, enquanto que 36,2% não sentiriam
diferença porque cumprem jornada de trabalho superior as 44 horas
semanais previstas na legislação.
O estudo mostra ainda que 45,4% dos
entrevistado têm dificuldade para se desligar totalmente do trabalho ao
fim da jornada diária. Argumentam que precisam ficar de prontidão para
fazer alguma atividade extraordinária (26,0%); planejar ou desenvolver
alguma atividade de trabalho usando a internet ou o telefone celular
(8%); ou que precisam aprender mais sobre o próprio trabalho (7,2%).
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Juros não puxaram a queda da inflação. Recuo é causado pela commodities
por Almir Cezar
A recente queda na taxa de inflação brasileira comprova que taxa Selic não deveria ser usada como instrumento de política monetária, questão inúmeras vezes apresentada aqui no blog. Agora usando as palavras do professor Dércio Garcia Munhoz da Universidade de Brasília: "A Selic não altera a liquidez na economia, portanto não é instrumento de política monetária, mas os preços estão caindo por causa da queda da demanda interna e dos preços das commodities. As empresas, por causa da falta de mercado, estão reduzindo margem de lucro" [ Leia a matéria ao final ]. O Brasil ao trilhar o caminho do desenvolvimento capitalista dependente está preso a uma armadilha macroeconômica que lhe empurra a uma crônica inflação relativamente alta (em comparação ao países capitalistas centrais), onde os juros altos não ajudam a reprimi-la.
A inflação no Brasil é gerada sempre por três fatores característicos, herdados de nosso desenvolvimento capitalista dependente: demanda interna a frente da oferta, sobre-importância dos preços das commodities na economia e margens de lucros exageradas fixadas pelos oligopólios e multinacionais. Esse último fator é o menos estudado, embora seja justamente o fator mais determinante, típico de países capitalistas dependentes dentro do sistema mundial. Em resumo: no Brasil, juros altos não combatem a inflação. Como pelo contrário, na atualidade a vem mantendo alta, retroalimentando-a [para mais saber mais a sugestão é o artigo "Juros, inflação e dependência no Brasil atual" ].
A alta taxa de inflação em países industriais dependentes lhe é um traço típico, e é causado simultaneamente pela própria industrialização acelerada e pela dependência. Quanto mais cresce a economia maior é a inflação, à medida que a estrutura produtiva ainda não está completa a atender o incremento de renda dela resultante, além do mais, traz consigo a formação de grandes oligopólios nacionais e a entrada das multinacionais no mercado doméstico. Portanto, mesmo agora no Brasil, a causa primária da inflação alta crônica é a estrutura de preços herdada do modelo de desenvolvimento, e o principal agente que a provoca são os oligopólios e multinacionais e suas altas margens de lucros, que não são superados através de mera medidas de políticas macroeconômicas, mas sim estruturais. Seria esse fenômeno é uma espécie de "armadilha" macroeconômica, inevitável aos países em desenvolvimento. Com efeitos inclusive em excessos de importações e declínio da rentabilidade das exportações de produtos primários, logo gerando gargalos na contas externas e balanço de pagamentos. Consequentemente situação que não se combate da forma convencional como diria a Economia burguesa, controlando a demanda agregada via fixação da taxa básica juros ou orçamento público "equilibrado".
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Pelo menos 2/3 do mundo não dispõe de benefícios trabalhistas
Pelo menos 2/3 do mundo não dispõe de benefícios trabalhistas. Análise faz parte de estudo feito pela ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, responsável pela ONU-Mulher. Uma pena que quando presidenta do Chile nada fez para diminuir isso em seu país.
Pelo menos 2/3 do mundo não dispõe de benefícios trabalhistas
Monitor Mercantil, 28/10/2011
A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que dois terços da população mundial, ou seja 5,1 bilhões de pessoas, não dispõem de benefícios sociais trabalhistas. Apenas 15% dos desempregados no mundo recebem seguro-desemprego. A análise faz parte de um estudo feito pela responsável pela ONU-Mulher, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile.
Pelo menos 2/3 do mundo não dispõe de benefícios trabalhistas
Monitor Mercantil, 28/10/2011
A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que dois terços da população mundial, ou seja 5,1 bilhões de pessoas, não dispõem de benefícios sociais trabalhistas. Apenas 15% dos desempregados no mundo recebem seguro-desemprego. A análise faz parte de um estudo feito pela responsável pela ONU-Mulher, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O desabafo da bancária à Globo
A bloguesfera anda repercutindo uma carta de uma bancária à rede Globo em que reclama da cobertura parcial e desfavorável a greve dos bancários. Veja a seguir:
Carta desabafo de uma bancária à Rede Globo
Carta à Direção Globo de Jornalismo
Sr. Carlos Henrique Schroder,
É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil.
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Assalariados pagam mais IR que os bancos
por Marcos Penna Júnior
O artigo esta no Estado de São Paulo de domingo (16.10.2011 - Caderno de Economia). O interessante é que no Brasil os bancos operam com o maior Spread que se tem notícia, em relação ao resto do mundo. O prêmio, pela "performance", é esse ai... Até quando vai durar a "farra" ninguém sabe. Alguém arrisca um palpite?
Esse me parece mais um motivo nítido e forte para nosso pífio desenvolvimento econômico e nosso eterno "status" de país do futuro, a distorção tributária!!
O artigo esta no Estado de São Paulo de domingo (16.10.2011 - Caderno de Economia). O interessante é que no Brasil os bancos operam com o maior Spread que se tem notícia, em relação ao resto do mundo. O prêmio, pela "performance", é esse ai... Até quando vai durar a "farra" ninguém sabe. Alguém arrisca um palpite?
Esse me parece mais um motivo nítido e forte para nosso pífio desenvolvimento econômico e nosso eterno "status" de país do futuro, a distorção tributária!!
Assalariados pagam mais IR que os bancos
Trabalhadores garantem 9,9% da arrecadação federal, mais que o dobro dos 4,1% pagos pelas instituições financeiras, aponta estudo
Iuri Dantas, de O Estado de S.Paulo
16 de outubro de 2011
BRASÍLIA - As distorções tributárias do País prejudicam a classe média, que contribui com mais impostos do que os bancos. Análise feita pelo Sindicato Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), e confirmada por especialistas, indica que os trabalhadores pagaram o equivalente a 9,9% da arrecadação federal somente com o recolhimento de Imposto de Renda ao longo de um ano. As entidades financeiras arcaram com menos da metade disso (4,1%), com o pagamento de quatro tributos.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Construtoras brasileiras se expandem pela América Latina
Mais uma manifestação da "submetropolização" do Brasil. Duas grandes correntes teóricas marxistas, o trotskismo e a teoria marxista da dependência, já apontavam para a condição da economia brasileira para seus vizinhos sul-americanos como um submetrópole (Nahuel Moreno) ou mesmo subimperialismo (Ruy Mauro Marini).
Nas últimas décadas essa característica parece ter se acelerado, e ganho inclusive um papel preponderante para o funcionamento interno das respectivas economias (da submetrópole e das suas satélites), como também uma importância mais global ao sistema mundial capitalista, além das fronteiras latino-americanas. É não é a toa que o Brasil passou a ser tratado na escala de submetrópoles mundiais, os chamados BRICS.
Construtoras brasileiras se expandem pela América Latina

Impulsionadas pelo Governo Federal, transnacionais da construção civil ampliam sua ação na América Latina causando conflitos e destruição ambiental por onde passam

• As empresas brasileiras de construção civil tiveram um grande crescimento em sua atuação no exterior nos últimos dez anos. Graças ao financiamento público do BNDES e a ação do governo Lula, empresas como a OAS Ltda., Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht tiveram um crescimento de 544% em sua atuação na América Latina e na África.
O movimento de internacionalização destas empresas iniciou-se nos anos 1970 com a encomenda pela Ditadura Militar de obras de grande porte, como rodovias e usinas hidrelétricas, o que garantiu o aumento dos lucros e a formação de conglomerados. Agora, este movimento é acelerado pela atuação do BNDES, que entre 2001 e 2010 aumentou em 1.185% o financiamento das obras realizadas por empreiteiras brasileiras no exterior, passando de US$73 milhões para US$937 milhões. Para este ano a previsão é de que os desembolsos cheguem a US$1,3 bilhão.
Nas últimas décadas essa característica parece ter se acelerado, e ganho inclusive um papel preponderante para o funcionamento interno das respectivas economias (da submetrópole e das suas satélites), como também uma importância mais global ao sistema mundial capitalista, além das fronteiras latino-americanas. É não é a toa que o Brasil passou a ser tratado na escala de submetrópoles mundiais, os chamados BRICS.
Construtoras brasileiras se expandem pela América Latina
Impulsionadas pelo Governo Federal, transnacionais da construção civil ampliam sua ação na América Latina causando conflitos e destruição ambiental por onde passam
MANUELA MORAES, DE BAURU (SP) |
| Ponte da Odebrecht na Venezuela | ||
• As empresas brasileiras de construção civil tiveram um grande crescimento em sua atuação no exterior nos últimos dez anos. Graças ao financiamento público do BNDES e a ação do governo Lula, empresas como a OAS Ltda., Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht tiveram um crescimento de 544% em sua atuação na América Latina e na África.
O movimento de internacionalização destas empresas iniciou-se nos anos 1970 com a encomenda pela Ditadura Militar de obras de grande porte, como rodovias e usinas hidrelétricas, o que garantiu o aumento dos lucros e a formação de conglomerados. Agora, este movimento é acelerado pela atuação do BNDES, que entre 2001 e 2010 aumentou em 1.185% o financiamento das obras realizadas por empreiteiras brasileiras no exterior, passando de US$73 milhões para US$937 milhões. Para este ano a previsão é de que os desembolsos cheguem a US$1,3 bilhão.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Educação doente: Em 2011, 700 professores no ES se licenciaram por doenças psiquiátricas
Educação doente: só em 2011, 700 professores da rede pública municiapal de Vitória no ES se licenciaram por doenças psiquiátricas, correspondendo a 50% do total dos afastamentos. A matéria não fala mas todos sabemos as causas: o excesso de trabalho, a falta de estrutura, o assédio moral e a superexploração.
Em 2011, 700 professores se licenciaram na rede pública de Vitória por problemas psiquiátricos
Flávia Bernardes - UOL Notícias, 30/08/2011
Depressão, transtornos de ansiedade, transtornos bipolares e o estresse são as doenças responsáveis por mais de 50% dos afastamentos dos professores da rede municipal pública de Vitória, no Espírito Santo, segundo o Sindiupes (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo).
Segundo o levantamento do sindicato, foram concedidas 700 licenças médicas por problemas psiquiátricos até agosto de 2011, sendo 356 por depressão, 187 por transtornos de ansiedade, 41 por transtornos bipolares e 72 por estresse. No total, a rede possui cerca de 4.000 docentes.
Na avaliação do diretor do Sindiupes, Rafael Ângelo Brizotto, o quadro é "grave". “Hoje os professores estão doentes devido à excessiva carga horária de trabalho, o grande número de alunos que prejudica a organização, o pouco tempo que há para se deslocar entre uma escola e outra, inclusive, que impede muitas vezes que o professor almoce, o que consequentemente acarreta um caos na saúde do profissional”, disse Brizotto.
Segundo o Sindiupes, os mais de 50% de educadores de Vitória afastados da rede municipal de educação deve-se também ao medo da violência sofrida muitas vezes por alunos de apenas 12 e 13 anos e aos baixos salários.
Preocupante
Segundo a doutoranda e funcionária dos Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Educação de Vitória, Karla Veruska Azevedo, o número de licenças é, sem dúvida, preocupante. Segundo ela, no primeiro semestre deste ano, os licenciamentos ocorreram primeiramente nos casos que tratam de mães e esposas (problemas ligados a família e a saúde); em 2º por problemas respiratórios (sinusite, asma, bronquite); em 3º devido a recuperações cirúrgicas e em 4º devido as doenças chamadas da modernidade, como a depressão e o estresse.
“Entendemos que essa situação se estende ao externo também, ou seja, se constitui tanto dentro do trabalho como fora, na ligação com a família, a cidade, entre outros agentes”, disse Karla Azevedo.
Neste sentido, além da medicina do trabalho que acompanha e discute o problema, foi formado pela prefeitura de Vitória um grupo de trabalho que atua integrado com as escolas e seus atores para identificar os problemas. Segundo ela, um seminário vem sendo organizado para unir as propostas neste sentido.
Entre as medidas em andamento, Karla Azevedo informou que há um trabalho específico para diminuir o número de alunos na sala de aula, que hoje chega a atingir 35 alunos por sala de aula. Entretanto, o trabalho é gradativo, já que é necessário estrutura para alocar os alunos removidos das salas em questão e reduzir a quantidade para 30 alunos por sala no máximo.
“O afastamento dos educadores também é uma preocupação nossa, afinal, a conseqüência deste problema é um buraco na educação”, ressaltou Karla Azevedo.
Só em 2010, por exemplo, foram 7.587 licenças médicas concedidas a funcionários do magistério da rede municipal de Vitória. Em primeiro lugar na causa dos afastamentos estão problemas respiratórios, seguido por doenças músculo-esqueléticas (dores nas costas, artroses, dores lombares ou outras dores pelo corpo). Já os distúrbios psiquiátricos apareceram em terceiro lugar no ranking com 703 casos durante todo o ano de 2010 – número bem inferior aos 700 já registrados no primeiro semestre de 2011.
Em 2011, 700 professores se licenciaram na rede pública de Vitória por problemas psiquiátricos
Flávia Bernardes - UOL Notícias, 30/08/2011
Depressão, transtornos de ansiedade, transtornos bipolares e o estresse são as doenças responsáveis por mais de 50% dos afastamentos dos professores da rede municipal pública de Vitória, no Espírito Santo, segundo o Sindiupes (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo).
Segundo o levantamento do sindicato, foram concedidas 700 licenças médicas por problemas psiquiátricos até agosto de 2011, sendo 356 por depressão, 187 por transtornos de ansiedade, 41 por transtornos bipolares e 72 por estresse. No total, a rede possui cerca de 4.000 docentes.
Na avaliação do diretor do Sindiupes, Rafael Ângelo Brizotto, o quadro é "grave". “Hoje os professores estão doentes devido à excessiva carga horária de trabalho, o grande número de alunos que prejudica a organização, o pouco tempo que há para se deslocar entre uma escola e outra, inclusive, que impede muitas vezes que o professor almoce, o que consequentemente acarreta um caos na saúde do profissional”, disse Brizotto.
Segundo o Sindiupes, os mais de 50% de educadores de Vitória afastados da rede municipal de educação deve-se também ao medo da violência sofrida muitas vezes por alunos de apenas 12 e 13 anos e aos baixos salários.
Preocupante
Segundo a doutoranda e funcionária dos Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Educação de Vitória, Karla Veruska Azevedo, o número de licenças é, sem dúvida, preocupante. Segundo ela, no primeiro semestre deste ano, os licenciamentos ocorreram primeiramente nos casos que tratam de mães e esposas (problemas ligados a família e a saúde); em 2º por problemas respiratórios (sinusite, asma, bronquite); em 3º devido a recuperações cirúrgicas e em 4º devido as doenças chamadas da modernidade, como a depressão e o estresse.
“Entendemos que essa situação se estende ao externo também, ou seja, se constitui tanto dentro do trabalho como fora, na ligação com a família, a cidade, entre outros agentes”, disse Karla Azevedo.
Neste sentido, além da medicina do trabalho que acompanha e discute o problema, foi formado pela prefeitura de Vitória um grupo de trabalho que atua integrado com as escolas e seus atores para identificar os problemas. Segundo ela, um seminário vem sendo organizado para unir as propostas neste sentido.
Entre as medidas em andamento, Karla Azevedo informou que há um trabalho específico para diminuir o número de alunos na sala de aula, que hoje chega a atingir 35 alunos por sala de aula. Entretanto, o trabalho é gradativo, já que é necessário estrutura para alocar os alunos removidos das salas em questão e reduzir a quantidade para 30 alunos por sala no máximo.
“O afastamento dos educadores também é uma preocupação nossa, afinal, a conseqüência deste problema é um buraco na educação”, ressaltou Karla Azevedo.
Só em 2010, por exemplo, foram 7.587 licenças médicas concedidas a funcionários do magistério da rede municipal de Vitória. Em primeiro lugar na causa dos afastamentos estão problemas respiratórios, seguido por doenças músculo-esqueléticas (dores nas costas, artroses, dores lombares ou outras dores pelo corpo). Já os distúrbios psiquiátricos apareceram em terceiro lugar no ranking com 703 casos durante todo o ano de 2010 – número bem inferior aos 700 já registrados no primeiro semestre de 2011.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Juros, inflação e dependência no Brasil atual
por Almir Cezar
| Banco Central do Brasil (Bacen) |
E ainda alimenta a uma grande mudança estrutural no padrão de desenvolvimento brasileiro, reforçando ainda mais a dependência do Brasil dentro do sistema mundial capitalista ao capital externo, com severos prejuízos aos trabalhadores, muito maiores do que o super-endividamento das famílias e o melindre ao consumo à prazo. Temos então não apenas uma relação inversa entre juros e inflação, mas uma nova "armadilha" que deve ser combatida pelos trabalhadores em suas raízes, no modelo de desenvolvimento.
Juros e inflação em um país em "armadilha macroeconômica"
A Economia convencional sempre divulgou como ruim uma alta inflação, como um desequilíbrio entre oferta e demanda agregada impactando sobre os preços. E recomenda usar a taxa de juros para combater a inflação, tanto pela sua ação sobre a demanda agregada (pressionando investimentos e consumo), como sobre a oferta agregada (a taxa de juros alta atraí dólares, apreciando o câmbio, levando a queda dos preços das importações, e diminuindo as exportações, aumentando a oferta interna). A queda das exportações, e consequentemente dos rendimentos dela, combinada com aumento dos juros, leva a um desaquecimento da economia. Esse desaquecimento pressiona a uma queda na taxa de inflação e logo na taxa de juros, em um movimento de re-equilíbrio na inflação e juros, garantindo que a evolução do crescimento econômico pudesse ser mais moderada e em equilíbrio entre oferta e demanda agregada.
sábado, 27 de agosto de 2011
Brasil: dois sinais do fim do ciclo positivo
Dois indicadores que o ciclo econômico positivo da economia brasileira pode estar por um fim: a queda da produtividade da indústria e uma forte alta do custo de vida.
Produtividade da indústria ficou zerada até junho
Monitor Mercantil, 19/08/2011
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) alertou que a produtividade do trabalho na indústria no primeiro semestre de 2011 ficou estagnada no primeiro, em relação ao mesmo período do ano passado.
O avanço de apenas 0,1% deveu-se ao incremento de 1,7% na produção física e de 1,6% nas horas pagas: "Esses percentuais apontam para a desaceleração do ritmo de atividade do setor, contrastando com o desempenho observado ao longo de 2010, de franca recuperação da produção (10,5%) e da produtividade (6,1%) em relação ao ano de 2009. O comportamento do emprego ainda foi positivo no primeiro semestre de 2011, com expansão de 1,9%, porém as variações mês a mês, com apenas duas taxas positivas, apontam também para um desaquecimento no ritmo do mercado de trabalho da indústria", analisa o Iedi em nota.
E acrescenta que o aumento do custo da mão-de-obra, fator obtido pela comparação das taxas de crescimento da folha de pagamento média real (3,5%) com a produtividade (0,1%) cresce 3,5% no semestre.
No ano anterior, o indicador fechara no vermelho (2,6%), assim como no primeiro semestre (-8,9%). Na comparação mensal, o custo da mão- de-obra avançou 1,9%: "Assim, o primeiro semestre da indústria configura um cenário de desaceleração da produção e da produtividade e de aumento dos custos da mão de obra no setor", avalia o Iedi.
A outra face do populismo cambial
Monitor Mercantil, 17/08/2011
Com real valorizado, custo de vida de Rio e São Paulo já se aproxima de NY
Brasília e São Paulo - A mesma valorização do real que permite aos brasileiros aumentarem o número de viagens ao exterior, configurando o fenômeno do Bolsa Juros, vem corroendo o poder de compra dos habitantes de Rio e São Paulo
Segundo relatório Preços e Salários do banco suíço UBS sobre o custo de vida em 73 cidades do mundo divulgado pela BBC Brasil, o poder aquisitivo nas duas cidades tem caído nos últimos cinco anos, apesar do avanço dos salários..
Há cinco anos, o custo de vida nas duas mega cidades brasileiras equivalia a pouco mais da metade do de Nova York. Agora, saltou para 74% (São Paulo) e 69% (Rio). Excluindo-se os valores de aluguel, o custo de vida em São Paulo já é quase equivalente (97%) ao nova-iorquino.
Entre 2006 e 2011, o nível de salários de São Paulo passou de 24% para 39% do nível nova-iorquino. Já o do Rio aumentou de 19% para 34% na mesma comparação.
Mas esse avanço foi insuficiente para evitar que as duas metrópoles brasileiras caíssem no ranking do banco do poder de compra doméstico.
Em 2006, São Paulo e Rio ocupavam, respectivamente, as posições número 42 e 52 do ranking de poder de compra nos países analisados pelo UBS. Em 2011, as duas cidades caíram para os lugares número 54 e 58.
O relatório considera uma cesta de 122 produtos e serviços variados, como moradia, alimentação, transporte (público e privado, incluindo manutenção de veículos), roupas, artigos domésticos e até corte de cabelo.
Os cálculos para 2011 foram baseados nos preços de 2009, ajustados por inflação, crescimento do PIB e câmbio.
As cidades mais caras para se viver, por ordem no ranking, são Oslo, Zurique, Genebra, Copenhague, Estocolmo, Tóquio, Sydney e Helsinque. São Paulo e Rio ficaram, respectivamente, nas posições 19 e 26.
Produtividade da indústria ficou zerada até junho
Monitor Mercantil, 19/08/2011
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) alertou que a produtividade do trabalho na indústria no primeiro semestre de 2011 ficou estagnada no primeiro, em relação ao mesmo período do ano passado.
O avanço de apenas 0,1% deveu-se ao incremento de 1,7% na produção física e de 1,6% nas horas pagas: "Esses percentuais apontam para a desaceleração do ritmo de atividade do setor, contrastando com o desempenho observado ao longo de 2010, de franca recuperação da produção (10,5%) e da produtividade (6,1%) em relação ao ano de 2009. O comportamento do emprego ainda foi positivo no primeiro semestre de 2011, com expansão de 1,9%, porém as variações mês a mês, com apenas duas taxas positivas, apontam também para um desaquecimento no ritmo do mercado de trabalho da indústria", analisa o Iedi em nota.
E acrescenta que o aumento do custo da mão-de-obra, fator obtido pela comparação das taxas de crescimento da folha de pagamento média real (3,5%) com a produtividade (0,1%) cresce 3,5% no semestre.
No ano anterior, o indicador fechara no vermelho (2,6%), assim como no primeiro semestre (-8,9%). Na comparação mensal, o custo da mão- de-obra avançou 1,9%: "Assim, o primeiro semestre da indústria configura um cenário de desaceleração da produção e da produtividade e de aumento dos custos da mão de obra no setor", avalia o Iedi.
A outra face do populismo cambial
Monitor Mercantil, 17/08/2011
Com real valorizado, custo de vida de Rio e São Paulo já se aproxima de NY
Brasília e São Paulo - A mesma valorização do real que permite aos brasileiros aumentarem o número de viagens ao exterior, configurando o fenômeno do Bolsa Juros, vem corroendo o poder de compra dos habitantes de Rio e São Paulo
Segundo relatório Preços e Salários do banco suíço UBS sobre o custo de vida em 73 cidades do mundo divulgado pela BBC Brasil, o poder aquisitivo nas duas cidades tem caído nos últimos cinco anos, apesar do avanço dos salários..
Há cinco anos, o custo de vida nas duas mega cidades brasileiras equivalia a pouco mais da metade do de Nova York. Agora, saltou para 74% (São Paulo) e 69% (Rio). Excluindo-se os valores de aluguel, o custo de vida em São Paulo já é quase equivalente (97%) ao nova-iorquino.
Entre 2006 e 2011, o nível de salários de São Paulo passou de 24% para 39% do nível nova-iorquino. Já o do Rio aumentou de 19% para 34% na mesma comparação.
Mas esse avanço foi insuficiente para evitar que as duas metrópoles brasileiras caíssem no ranking do banco do poder de compra doméstico.
Em 2006, São Paulo e Rio ocupavam, respectivamente, as posições número 42 e 52 do ranking de poder de compra nos países analisados pelo UBS. Em 2011, as duas cidades caíram para os lugares número 54 e 58.
O relatório considera uma cesta de 122 produtos e serviços variados, como moradia, alimentação, transporte (público e privado, incluindo manutenção de veículos), roupas, artigos domésticos e até corte de cabelo.
Os cálculos para 2011 foram baseados nos preços de 2009, ajustados por inflação, crescimento do PIB e câmbio.
As cidades mais caras para se viver, por ordem no ranking, são Oslo, Zurique, Genebra, Copenhague, Estocolmo, Tóquio, Sydney e Helsinque. São Paulo e Rio ficaram, respectivamente, nas posições 19 e 26.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O que está por trás do debate sobre desindustrialização do país?


• Nas últimas semanas, ganhou fôlego na grande imprensa, jornal do sindicato dos metalúrgicos do ABC e nas declarações de líderes sindicais e empresariais, um debate sobre o perigo das importações da China que supostamente poderá provocar a desindustrialização do Brasil. Seminários foram realizados e as propostas serão levadas ao governo Dilma.
Nos últimos três anos o Brasil aumentou a importação de produtos industrializados, principalmente carros. Ao mesmo tempo, passou a exportar mais produtos primários (minério de ferro, soja, açúcar, carne etc.) do que produtos industrializados. Isso em razão do fato da indústria ter se concentrado no mercado interno, com o incrível aumento do crédito.
Mas nesse debate vemos alguns conceitos estranhos sendo esgrimidos pelos líderes sindicais, como por exemplo, a defesa de uma suposta indústria nacional no setor automobilístico. A Volkswagen do Brasil, a Ford do Brasil, a General Motors do Brasil, a FIAT do Brasil seriam, supostamente, parte dessa “indústria nacional”.
Renato Lobato de Taubaté (SP) - Opinião Socialista 2/8/2011 |
• Nas últimas semanas, ganhou fôlego na grande imprensa, jornal do sindicato dos metalúrgicos do ABC e nas declarações de líderes sindicais e empresariais, um debate sobre o perigo das importações da China que supostamente poderá provocar a desindustrialização do Brasil. Seminários foram realizados e as propostas serão levadas ao governo Dilma.
Nos últimos três anos o Brasil aumentou a importação de produtos industrializados, principalmente carros. Ao mesmo tempo, passou a exportar mais produtos primários (minério de ferro, soja, açúcar, carne etc.) do que produtos industrializados. Isso em razão do fato da indústria ter se concentrado no mercado interno, com o incrível aumento do crédito.
Mas nesse debate vemos alguns conceitos estranhos sendo esgrimidos pelos líderes sindicais, como por exemplo, a defesa de uma suposta indústria nacional no setor automobilístico. A Volkswagen do Brasil, a Ford do Brasil, a General Motors do Brasil, a FIAT do Brasil seriam, supostamente, parte dessa “indústria nacional”.
sábado, 30 de julho de 2011
Metade dos brasileiros está insatisfeita no trabalho, diz estudo
Metade dos brasileiros está insatisfeita no trabalho, diz estudo
Éverton Oliveira - Redação Saúde PlenaOs resultados mostraram que o percentual de mulheres (59%) supera o de homens (41%) igualmente insatisfeitos. Os mais jovens também estão menos felizes no trabalho, já que os mais descontentes têm entre 20 e 30 anos e representam 32% dos entrevistados contra apenas 8% de não satisfeitos na faixa dos 40 aos 50 anos. De acordo com a pesquisa, isto pode ser explicado de acordo com a experiência adquirida na vida profissional: os cargos são de mais responsabilidade e os salários vão aumentando.
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