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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

CONSCIÊNCIA NEGRA e 6x1: Racismo, Exploração e a Luta por Justiça no Brasil Atual | ECONOMIA É FÁCIL

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=1hRts5aCvSM


🚨Na quinta-feira, dia 21/11, às 21h, no programa Economia é Fácil da @radiocensuralivre. 🎙Apresentação e produção: Almir Cezar Filho, economista Nosso convidado especial, o historiador e professor Robson da Silva, analisando a situação do negro e negra do Brasil e a luta antirracista. No dia seguinte ao primeiro feriado nacional de Consciência Negra, o Economia É Fácil discute como o racismo estrutural continua a impactar a vida da população negra no Brasil. Desde as condições precárias de trabalho com salários baixos e jornadas extenuantes até a exclusão em favelas e a violência no sistema de justiça, o programa traz uma reflexão sobre os desafios da luta por igualdade e justiça social no país:

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

ECONOMIA É FÁCIL | África Ocidental em ebulição: Levantes Militares ou Revoluções Anticoloniais?


📻 Nesta segunda-feira 18/09 a partir das 18h mais uma edição ao vivo e inédita do programa Economia É Fácil na Web Rádio Censura Livre, tratando dos temas de economia e conjuntura mais importante dos últimos dias com linguagem fácil e na perspectiva dos trabalhadores. 

🎙️Apresentação do economista Almir Cezar Filho

🎤 Convidado: Hertz Dias, professor de História

📰 Uma produção da Agência de Notícias Alternativas-ANOTA para a Rádio Censura Livre.


🗣️Na mais recente edição do nosso programa de economia e conjuntura, convidamos o renomado acadêmico Hertz Dias para uma profunda análise dos eventos que têm abalado a África Ocidental nos últimos três anos. Estamos testemunhando levantes militares ou movimentos de revolução anticolonial?

Junte-se a nós enquanto exploramos as complexidades por trás dos golpes de estado na região, examinando se o imperialismo russo e chinês estão desempenhando um papel na ascensão das novas ditaduras militares em detrimento dos governos democráticos.

Além disso, vamos mergulhar no caso específico de Burkina Faso e compará-lo com o legado inspirador de Thomas Sankara. Como esses eventos se comparam com o passado histórico da região?

Não perca esta entrevista esclarecedora e provocativa que lança luz sobre questões cruciais que afetam não apenas a África Ocidental, mas também o cenário geopolítico global.

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Assista: https://youtube.com/live/n3b5rODRVBg

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

#podcast ECONOMIA É FÁCIL | Os desafios da igualdade racial no governo Lula. Analisando o estudo do IBGE "Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil" e a Equipe de Transição de Governo



📻NESTA segunda-feira 21/11, às 18h, mais uma edição live do programa Economia é Fácil, a economia na sua linguagem; as notícias econômicas dos últimos dias analisadas pela ótica dos trabalhadores.
🎙️ Apresentação do economista Almir Cezar Filho.
🎙️Convidada: Dayse Oliveira, professora, historiador e liderança sindical e do movimento negro Quilombo Raça & Classe 
📢 O tema desta edição é… As desigualdades sociais por cor ou raça seguem evidentes no mercado de trabalho e na sociedade brasileira em geral. Pessoas pretas e pardas continuam com menor acesso a emprego, educação, segurança e saneamento. No mês da consciência negra e no dia seguinte do Dia de Zumbi dos Palmares vamos debater os desafios da igualdade racial no governo Lula 3. Analisando a última edição do estudo do IBGE Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil" e a composição e propostas da Equipe de Transição de Governo. E mais: como o movimento negro deve se posicionar perante o novo governo, o enfrentamento ao crescimento da extrema-direita e as ameaças golpistas dos bolsonaristas. Como também os informes da Marcha da Periferia 2022.

🎧Ouça o Podcast: https://spotifyanchor-web.app.link/e/ksRt9jOdfvb

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Desafios da igualdade racial no governo Lula 3, racismo e transição de governo

📻NESTA segunda-feira 21/11, às 18h, mais uma edição live do programa Economia é Fácil, a economia na sua linguagem; as notícias econômicas dos últimos dias analisadas pela ótica dos trabalhadores.
🎙️ Apresentação do economista Almir Cezar Filho.
🎙️Convidada: Dayse Oliveira, professora, historiador e liderança sindical e do movimento negro Quilombo Raça & Classe 
📢 O tema desta edição é… 
As desigualdades sociais por cor ou raça seguem evidentes no mercado de trabalho e na sociedade brasileira em geral. Pessoas pretas e pardas continuam com menor acesso a emprego, educação, segurança e saneamento. No mês da consciência negra e no dia seguinte do Dia de Zumbi dos Palmares vamos debater os desafios da igualdade racial no governo Lula 3. 
Analisando a última edição do estudo do IBGE Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil" e a composição e propostas da Equipe de Transição de Governo. 
E mais: como o movimento negro deve se posicionar perante o novo governo, o enfrentamento ao crescimento da extrema-direita e as ameaças golpistas dos bolsonaristas. Como também os informes da Marcha da Periferia 2022.

📡 Transmissão ao vivo nas plataformas da Web Rádio Censura Livre e retransmissão às quartas-feiras 18h na Rádio Comunidade Friburgo 104,9 FM.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

28 Documentários para debater o racismo

1) Menino 23
https://www.youtube.com/watch?v=4wmraawmw38

2) Chacinas nas periferias
https://www.youtube.com/watch?v=53rQggrAouI

3) The Colour of Money - A História do Racismo e do Escravismo
https://www.youtube.com/watch?v=0NQz2mbaAnc

4) Raça Humana
https://www.youtube.com/watch?v=y_dbLLBPXLo

5) O negro no Brasil
https://www.youtube.com/watch?v=zJAj-wGtoko

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Neofundamentalismo religioso e o neofascismo são pós-moderno

Extremismo e poder estão a serviço dos lucros

Ensaios sobre a Direita e a Pós-Modernidade

por Almir Cezar Filho

Duas notícias recentes trouxeram choque em setores mais esclarecidos da opinião pública. O ato do MBL contra a exposição de arte Queermuseu que levou aos patrocinadores a cancelá-lo. E atos de terror de traficantes a moradores praticantes de religiões afro-brasileiras nas comunidades que suas quadrilhas controlam.

Como pode lideranças de uma minoria religiosa (pastores evangélicos) se aliar com a escória da sociedade (os narcotraficantes) pra perseguir uma outra minoria religiosa (os umbandistas e os candomblecistas)? Como pode uma escória se achar "ungida" e taxar de satânica fiéis e sacerdotes de outras religiões minoritárias e persegui-los impunemente com extrema violência? Cadê os líderes evangélicos repudiando essas ações? É isso mesmo?

É de senso comum, mesmo entre os mais intelectualizados, que este fundamentalismo religioso, ou mesmo o neofascismo corrente na atualidade, brotariam e seriam manifestações reacionárias, pré-modernistas, antemodernistas. Contudo, ao contrário disso, ambos partem justamente de aspirações e manifestações pós-modernistas. Violando as regras que se justamente ditariam as manifestações em parâmetros modernos. A diferença entre o fundamentalismo clássico e esses neofundamentalistas se explica na mentalidade universal que se instalou na atual etapa senil do sociedade de tipo burguesa, no Capitalismo, na Pós-modernidade.

Vamos lá: no Brasil parece ser um fato corrente que a intolerância religiosa ativa parece ser a prática corrente de boa parte das lideranças protestantes evangélicas (pentecostais e neopentecostais) e seus seguidores fanatizados. Difere do retrospecto histórico, que a intolerância brota em geral de um religião majoritária (os evangélicos são apenas 20%), e logo assim, no Brasil, teria partir do Catolicismo romano, que ainda é maior religião no país, coisa que centralmente não ocorre.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Aluá, a cerveja rústica indígena e negra – a verdadeira origem da bebida favorita nacional

Por Almir Cezar Filho

O público consumidor e mesmo o metiê cervejeiro desconhece que há uma longuíssima tradição nacional na produção dessa bebida, que antecede a cerveja de padrão alemão, remetendo a verdadeira origem da bebida favorita nacional a suas versões rústica indígena, negra e mestiça, a chamada Aluá. Para escândalo de racistas, a aluá preparou o público brasileiro para a moderna produção de cerveja e pode ser muito bem ser resgatada para uma produção de grande escala e até industrial, especialmente para o crescente mercado de microcervejarias e cervejas artesanais, com muito mais afinidades com o perfil do consumidor brasileiro, e mesmo com os ingredientes facilmente encontrados localmente.

Há poucos anos raramente se falava a respeito de cervejas especiais aqui no Brasil. Eram em viagens internacionais que alguns brasileiros tinham a oportunidade de conhecer cervejas diferentes que iam além da nossa tradicional Pilsen. Mas nos últimos 10 anos isso mudou muito. Hoje já é possível encontrar novas variedades e marcas nos principais supermercados do país, além de poder degustá-las em diversos empórios e bares especializados. 

O recente crescimento de rótulos de cervejas especiais, de abertura de microcervejarias e incremento da produção artesanal, e mesmo caseira, não é um fenômeno só brasileiro - aliás chegamos atrasados. Nos EUA já existem mais de 1.500 microcervejarias espalhadas por todo o continente, respondendo por uma rentável fatia de mercado. A Alemanha, o país com a maior tradição cervejeira do mundo, possui pelo menos uma microcervejaria em cada cidade. Atualmente existem cerca de uma centena de microcervejarias em funcionamento no Brasil, e a maioria está localizada nas regiões sul e sudeste. Este número de empresas se apresenta expressivo uma vez que, em torno de 90% da produção nacional de cervejas está concentrado em três grandes grupos.

A popularização das cervejas especiais e artesanais foi acompanhada de dois fenômenos culturais. O primeiro da proliferação de rótulos com nomes inspirados geralmente em língua alemã, e menor grau em neerlandês e tcheco. O segundo, a disseminação do conhecimento sobre os tipos de cerveja, geralmente classificados a partir dessa língua. 

Mas, ao contrário do que o senso comum brasileiro atribui, a produção de cerveja produzido em território nacional antecede em muito a chegada dos imigrantes de povos germânicos. A concentração das fábricas no Sul e Sudeste, regiões com forte presença de descendentes desses imigrantes, como também a tentativa de mimetizar a tradição produtiva europeia, dita como qualidade, reforça essa característica.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Liberdade e Capitalismo

Ensaio sobre a Pós-Modernidade de Direita nº 3

por Almir Cezar Filho

É facilmente afirmável que o Capitalismo tem fracassado, ou ao mínimo tem dificuldades, em generalizar as liberdades enaltecidas por seus porta-vozes, os economistas e demais filósofos sociais burgueses.

A Grã-Bretanha, por exemplo, jamais levou ao seu império a liberdade econômica e as liberdades civis de que gozam os habitantes das Ilhas Britânicas. Nos EUA há milhões cuja cidadania é apenas de segunda classe — negros, hispano-americanos e membros de grupos minoritários, o que inclui não só outros grupos raciais ou mesmo religiosos, mas também, outros tipos de grupos, como os homossexuais e as mulheres — cujos pretensos direitos constitucionais são constantemente pisoteados de formas por vezes claras e óbvias e por vezes ocultas e obscuras.

Em suma, até a mais livre sociedade capitalista pratica formas de discriminação que envolvem a redução das liberdades de alguns dos seus membros ou dependentes. Haverá razão para se acreditar que essa discriminação resulte da própria essência do sistema capitalista.

A discriminação e as opressões estão associados aos elementos mais básicos do sistema capitalista, o principio da extração de mais-valia e acumulação de capital. Do ponto de vista econômico, a discriminação é lucrativa; e, por assim ser, sobrevive e reaparece a despeito de todos os esforços porventura desenvolvidos para a sua abolição.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

13 de Maio: vamos falar sobre Manuel Querino, um intelectual negro brasileiro

Rememorando o dia de hoje, 13 de maio, que se celebra mais um aniversário da Abolição da Escravatura no Brasil, republicamos o artigo sobre Manuel Raimundo Querino, importante intelectual negro. Contudo, como tantos outros, pouco conhecido na Academia. A data não é comemorada pelo movimento negro, não é por menos, após a Lei Áurea faltou ao Estado e às elites criarem as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade.

Depois do fim da escravidão, de acordo com o sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995), em sua obra A integração do negro na sociedade de classes, de 1964, "as classes dominantes não contribuíram para a inserção dos ex-escravos no novo formato de trabalho". Pelo contrário, no período subsequente o pensamento hegemônico, mesmo na Academia, tentou "esconder", ou mesmo demonizar, de todas as formas, e por todos os argumentos, os negros e sua contribuição ao Brasil - aproveitando-se de um ambiente em que se manteve o racismo cultural e o latifúndio agroexportador e se difundiu a imigração de europeus e esteve ausente qualquer reparação aos ex-escravos e seus descentes.

Manuel Querino foi uma daquelas figuras espalhadas pelo país no final do século XIX e começo do século XX, anos que se seguiram ao fim da escravidão, na luta contra o racismo a partir da desenvolvimento de uma análise sociológica e antropológica da contribuição dos negros e africanos à cultura e sociedade brasileira em geral, elaborada a partir dos próprios negros.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Valeu, Zumbi! Apesar da negligencia de não ser feriado nacional, data à Consciência Negra é lembrada pelos movimentos sociais

por Almir Cezar, da Sucursal Brasília (DF)
Editor da ANotA e um brasileiro negro

No mês de novembro as brasileiras e os brasileiros, sejam negros ou não, celebram a memória do líder Zumbi e dos mártires do Quilombo dos Palmares, através da comemoração do 20 de novembro e do mês da Consciência Negra.

Diante da importância da questão, em muitas cidades e vários estados esta data chega a ser feriado. Infelizmente, esta data ainda não é feriado nacional, e em Brasília, capital da República, também não. Para piorar, seguindo essa prática, a administração pública pouco faz menção à data, não a aproveitando, nem que seja internalmente, para celebrar a data e/ou debater os temas que ela inspira.

Apesar disso, os movimentos sindicais e populares não deixam passar a data em "branco" e o relembram com festa e/ou protestos.

O triste legado que é preciso ser enfrentado

Essa data, dia de morte de Zumbi, morto em 1696, em uma tocaia por tropas portuguesas e de bandeirantes mercenários às ordens da Coroa, é o momento para lembrar de debater a questão do racismo e da desigualdade no Brasil, especialmente a racial, à medida que por séculos, negros, índios e seus descendentes foram vítimas da escravidão e do racismo legal. Motivo pelo que Zumbi e sua comunidade, ainda no tempo do Brasil colonial, lutaram e morreram, e até hoje inspiram vários ativistas.

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Uma abordagem marxista sobre Pré-vestibulares populares e outras modalidades de Educação Popular Autônoma e seus currículos pedagógicos.

por Almir Cezar*

O movimento e as iniciativas de Educação Popular autônoma não são um fenômeno restritamente contemporâneo, mas sim acompanham a longa história do movimento socialista. Mas sua recente visibilidade, por um lado, acompanha a dinâmica recente que sofre o movimento operário-popular e, por outro, descortina todo um amplo e forte espaço que o marxismo deve analisar em razão das possibilidades à luta proletária presentes ali, ainda mais presentes na etapa atual de reorganização da luta de classes pelo que passa o Brasil.

A educação popular e as múltiplas frentes da luta proletária

O proletariado segundo a teoria marxista é a classe mais homogênea da História. Mas como também afirma a Teoria, o capital é multitudinário (múltiplas formas, origens e inter-relações) e, ainda por cima, ataca o proletariado em múltiplas frentes. O proletariado o responde a partir do respectivo ataque, logo há muitas frentes a ser encaradas, o que fraciona a luta – senão há um projeto estratégico e unificatório.

Assim há múltiplos movimentos proletários: sindical (ataque econômico), racial, de gênero, de livre orientação sexual, de qualidade de vida, comunitário-bairrial, de educação popular, eleitoral (o partido operário), a autodefesa operária (contra a violência do Estado e dos lúmpens), etc. Só o Partido Revolucionário consegue aglutinar, coordenar a luta comum dessas frentes de maneira conseqüente. Há momentos que essas lutas se coadunam, se aglutinam uma as outras; sendo a Revolução o momento que se reunificam, contra o inimigo comum, aquele que as gerou como reação – o capital, o domínio da burguesia.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Racismo, Capitalismo e Socialismo

Hoje 20/11, dia em que se comemora pelo Brasil o Dia da Consciência Negra, em memória de Zumbi dos Palmares, republicamos aqui no blog um artigo que trata do fenômeno estrutural do racismo, sua vinculação com modo capitalista de produção, e a dúvida dos militantes socialistas e marxistas de que sua superação é possível no Socialismo.
por Almir Cezar

Dia 20/11 se celebra o Dia da Consciência
Negra em memória de Zumbi dos Palmares
Um tema que inquieta os militantes negros marxistas e socialistas em geral: no Socialismo haverá ainda racismo ou qualquer outra forma de discriminação ou preconceito? Podemos infelizmente dizer que sim., por uma série de motivos, em uma espécie de "herança maldita" do Capitalismo. Porém, apenas com o advento desse novo sistema sócio-econômico será possível superá-lo em definitivo na sociedade humana.

As contradições primárias e secundárias

A dialética explica que em todo sistema existem contradições primárias e secundárias. Ambas se desenvolvem sempre de maneira combinada e desigual. As contradições primárias são aquelas básicas em um sistema, que têm implicações gerais, totalizantes; logo têm mais importância que as secundárias, até por suas próprias implicações. Frequentemente originam as secundárias, quando não as absorvem, ou as retroalimentam, quando as precedem temporalmente.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O serviço público necessita de políticas afirmativas? Sim

A presidenta Dilma Rousseff enviou na terça-feira (5) ao Congresso projeto de lei, em caráter de urgência constitucional, que destina 20% das vagas em concursos públicos federais para negros. “A sociedade brasileira tem que arcar com as consequências do longo período escravocrata”, disse a presidenta.

O anúncio do projeto de lei foi em meio à 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR), que reuniu até quinta-feira (7), 1.400 representantes de todos os estados e do Distrito Federal, entre convidados, membros do Poder Público e da sociedade civil, para debater as políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade. E não por acaso, acontece em novembro, mês da Consciência Negra, em que se comemora na maioria das grandes cidades e em vários estados, o feriado de Zumbi dos Palmares, em 20/11. A medida estabelece prazo de 45 dias para votação do projeto na Câmara e o mesmo período para o Senado, caso contrário tranca a pauta da Casa e proíbe a votação de outra matéria.

Embora, o projeto de lei da presidenta Dilma tenha óbvios fins eleitorais e viés populista, fica a pergunta de fundo: o serviço público necessita de políticas afirmativas? A resposta é sim, são necessários à medida que no serviço público, apesar do acesso pelo "meritocrático" concurso público, são presentes fortes desigualdades raciais e de gênero entre seus trabalhadores, e que os mecanismos de promoção parecem influenciados e reprodutores da desigualdades às mulheres e aos negros.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Desemprego ainda atinge mais os negros


Desemprego ainda atinge mais os negros
Monitor Mercantil -19/11/2012

Apesar de ser maioria da população economicamente ativa (PEA), os negros são os que mais sofrem com o desemprego. Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), referente a 2011, feita Dieese em parceira com a Fundação Seade e o Ministério do Trabalho (MTE). O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira - véspera do Dia Nacional da Consciência Negra. "Apesar da intensidade da presença dos negros no mercado de trabalho metropolitano, esse segmento populacional ainda convive com patamares de desemprego mais elevados. No último ano, a proporção de negros no contingente de desempregados na maioria das regiões foi superior a 60%, exceto nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (18,2%) e São Paulo (40,0%)", diz a pesquisa.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Diferença racial de salário segue no Brasil, inclusive na capital federal

Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan) a diferença racial de salário segue no Brasil, inclusive na capital federal. Mulheres negras são as mais prejudicadas. Negros são a minoria no serviço público. E entre os domésticos, os afrodescendentes são maioria.Os negros têm mais oportunidades com políticas públicas específicas.

Negros têm mais oportunidades
LARISSA GARCIA | Correio Braziliense - 14/11/2012

Pesquisa Dieese revela que diminuiu o abismo étnico no mercado de trabalho, mas persistem as discrepâncias salariais

Enquanto os negros que vivem na capital do país ainda têm salários menores que os não negros, a taxa de desemprego entre os dois grupos diminui a cada ano. Números da Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF (PED-DF) de 2011, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan), mostram que a diferença entre não ocupados dos dois segmentos é de apenas 1,9 ponto percentual. Em 2002, a discrepância chegava a quase 6 pontos. O rendimento médio mensal de trabalhadores brancos e amarelos é 55,26% maior. Afrodescendentes recebem R$ 1.737, contra R$ 2.697 dos indivíduos de outros grupos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Crise econômica mundial e aumento do conflito de terras no Brasil

por Almir Cezar

No Brasil, a má distribuição é um problema histórico, marca da colonização e dos rumos das sucessivas revoluções burguesas, que não infligiram alterações ao padrão fundiário. Atualmente [1], 56% da terra agricultável do país estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais, enquanto que, os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras. Contudo, a crise mundial, a expansão dos negócios com commodities e a corrida pela terra, inclusive por estrangeiros, impactaram no aumento dos conflitos fundiários, na ampliação do riscos à segurança e soberania alimentar e em um forte perigo às populações tradicionais, já vulneráveis.

No fim da década de 1990 e ao longo da década de 2000 houve uma "corrida mundial por terras", que transformou a América Latina, em geral, e o Brasil, em particular, em alvos preferenciais para negócios, com aumento considerável de investimentos estrangeiros no setor agropecuário, inclusive na compra de terras, com a participação de empresas do setor financeiro. Mesmo sendo um mercado de baixa liquidez, os negócios com terras não são novidade no Brasil, mas têm aumentado consideravelmente após 2002, sendo, inclusive, possível perceber esse processo no sistema de cadastro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Salários dos negros ainda é 61% do valor dos brancos

Em pleno mês da consciência negra e do feriado de Zumbi dos Palmares, pesquisa comprova que a  apesar de menor, salários entre os negros ainda é quase a metade do valor dos brancos. Rendimento do grupo correspondia a 61% dos demais em 2011, mas em 2002 percentual era de 54%. Prova que o racismo está presente no mercado de trabalho e é usado como mecanismo de superexploração da força de trabalho.

Diferença entre salários de negros e não negros está menor, mostra pesquisa
AGÊNCIA BRASIL | 13/11/12

Embora os trabalhadores negros ainda tenham, na média, salários mais baixos do que os da população não negra, as diferenças, tanto de rendimento quanto de participação no mercado de trabalho, estão diminuindo, segundo levantamento apresentado nesta terça-feira pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).

Em 2011 o rendimento dos negros correspondia a 61% do valor recebido pelos brancos, nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Em 2002, essa proporção era inferior, 54,6%. Enquanto os negros ganhavam, em 2011, o valor médio de R$ 6,28 por hora, os não negros recebiam R$ 10,30. O estudo foi feito com base na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da própria fundação e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A diferença entre as taxas de desemprego de negros e não negros também diminuiu nos últimos anos, embora a do primeiro segmento ainda supere a do segundo, em 2011 (12,2% e 9,6%, respectivamente), diferença de 2,6 pontos percentuais. Em 2002, a distância era 7,2 pontos percentuais, em 2002.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Portal sobre Comunidades Quilombolas do Brasil

da série cartografias sociais do Brasil

Comunidades Quilombolas do Pará
comunidade quilombola no Pará


   
Existem comunidades quilombolas em pelo menos 24 estados do Brasil: Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O objetivo desta seção é apresentar um pouco da história e da vida dessas comunidades. Trata-se de um projeto em construção. Por enquanto ela contém informações a respeito das comunidades quilombolas dos estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.  A meta é periodicamente incluir novas seções até que todos os estados sejam contemplados.

Já se sabe da existência no Estado do Pará de 240 comunidades quilombolas. Acredita-se que muitas outras ainda serão identificadas.À primeira vista pode causar estranheza a existência de número tão significativo de comunidades descendentes de quilombos no Pará em função da idéia bastante difundida de que na Amazônia a escravidão não teve tanta importância.(CPISP)

domingo, 4 de dezembro de 2011

As opressões e a sua invisibilidade no capitalismo: Há racismo no Brasil?

por Almir Cezar Filho 

Um mesmo tipo de opressão assume múltiplas faces no Capitalismo, que o recicla e o reinventa ao seu serviço, o mesmo fazendo até com a resistência a opressão. Um dos aspectos nesse sentido é a “invisibilização” da opressão, talvez a mais grave nesse sentido. Outra, é a absorção da luta e resistência dos  "oprimidos" aos interesses do capital, ou sua transformação em mera válvula de escape ao agravamento das tensões sociais decorrentes das opressões, ou ainda legar à manifestação de resistências, mesmo as não politizadas, a pequenos, restritos e subterrâneos espaços de manifestações, que não incomodam ao capital ou ao moralismo burguês, ou usados para legitimar o sistema como sem discriminações ou opressões. Daí ficamos com uma velha impressão que não há racismo no Brasil.

Contudo, vemos inúmeras manifestações que justamente confirmam o contrário. Há discriminação e opressão mesmo quando visualizamos formas que a princípio a negariam. Da mesma forma que a figura de Che Guevara virou estampa mais vendida de camiseta, vemos hoje as Marcha do Orgulho e as boates gays como espaço de entretenimento burguês, revistas da “mulher moderna” e salões de beleza e indústria fonográfica negra. Temos ainda o samba e o futebol, etc.