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quinta-feira, 18 de março de 2010

Seminário Cátedras IPEA do Desenvolvimento "Pensamento de Rui Mauro Marini

SEMINÁRIO CÁTEDRAS DO DESENVOLVIMENTO PENSAMENTO DE RUI MAURO MARINI
Instituto de Economia - Universidade Federal de Uberlândia


25 de março e 29 de abril

Campus Santa Mônica, Uberlândia - MG
 
 
  • 25 de março
9h (Anfiteatro da Biblioteca)

Sessão de abertura

9h15 (Anfiteatro da Biblioteca)

Painel 1 – Atualidade do pensamento de Rui Mauro Marini

Carlos Eduardo da Rosa Martins (Departamento de Ciência Política da UFRJ)

Roberta Traspadini (economista, educadora popular e membro da Consulta Popular)

14h30 (Anfiteatro da Biblioteca)

Painel 2 – Superexploração do trabalho e desenvolvimento periférico

Marcelo Dias Carcanholo (Departamento de Economia da UFF)

Marisa da Silva Amaral (Doutoranda da USP)



  • 29 de abril
9h (Anfiteatro da Biblioteca)

Sessão de abertura

9h15 (Anfiteatro da Biblioteca)

Painel 3 – Possibilidades de aumento do grau de autonomia do desenvolvimento brasileiro

Theotônio dos Santos (Programa em Pós-Graduação em Ciência Política da UFF)

Leda Maria Paulani (Departamento de Economia da USP)

14h30 (Anfiteatro da Biblioteca)

Painel 4 – Condição estrutural periférica: natureza intrínseca ou condição

Frederico Katz (bolsista IPEA)

Rubens Rogério Sawaya (Departamento de Economia da PUC-SP)



Realização:

Organização: NUDES – Núcleo de Desenvolvimento Econômico, IE-UFU

Responsável: Professor Niemeyer Almeida Filho

Financiamento: IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas

Apoio: PPGE – Programa de Pós-Graduação em Economia, Instituto de Economia, Universidade Federal de Uberlândia

http://www.ie.ufu.br/

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PNAD 2008: Brasil continua desigual


Jornal dos Economistas Outubro de 2009 (CORECON-RJ) para ler no original ou outras matérias clique aqui

por Almir Cezar Baptista Filho*

Diferentemente do alardeado na divulgação da PNAD 2008, dados apontam que o Brasil continua desigual, especialmente entre suas regiões, e rendimentos do trabalhador crescem menos que o PIB.

Na sexta-feira 18/09, foram divulgados os dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008. O estudo, publicado anualmente, traz uma radiografia da situação econômica do país, com informações sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimentos.

Em meio ao exagero de otimismo, diferentemente do divulgado pelo governo e pela mídia, os dados revelam muito mais que (as poucas) melhorias nas condições de vida e de progresso social, mostram o quanto o país segue desigual, e que a expansão econômica de 2008 não foi apropriada pelos trabalhadores.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Trabalhadores e estudantes do Triângulo Mineiro em reorganização

No sábado, 12/09 os trabalhadores e estudantes de Uberlândia e Triângulo Mineiro vão se reunir na UFU para discutir sua organização e lutas.

SEMINÁRIO DE REORGANIZAÇÃO SOCIAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

Estamos vivendo um momento caracterizado pela reorganização social no país diante a ofensiva neoliberal que caracterizou a conjuntura nacional e internacional nos últimos 20 anos. Essa conjuntura caracterizada pelos ataques à previdência pública, à educação pública, à saúde pública e aos direitos trabalhistas, contou com a inércia e a acriticidade da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a essas e outras políticas neoliberais do governo Lula.

Mas desde o início do Governo Lula, em 2003, setores da esquerda brasileira não se furtaram em fazer a crítica às políticas neoliberais desse Governo e não se furtaram em realizar mobilizações nacionais e regionais em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras dessa país. Essas lutas foram protagonizadas pela Coordenação Nacional de Lutas Sociais (CONLUTAS), pela Intersindical, por algumas pastorais operárias, por sindicatos nacionais, e por diversos setores do movimento estudantil e do movimento social.

Durante esse período esses setores não deixaram de colocar em pauta a necessidade de construir um mundo socialista, apresentando a idéia de que a única estratégia para superar os inúmeros e profundos problemas sociais existentes hoje no Brasil e no mundo, é a luta internacional pela destruição do capitalismo.

Nesse sentido, diante a fraguimentação e às dificuldades concretas que essas organizações encontram na luta contra as políticas neoliberais, na luta pela reforma agrária e urbana, na luta contra os transgênicos e na luta contra a destruição devastadora do meio ambiente; iniciou-se um debate visando à construção de uma nova Organização Social que aglutine esses setores e que contribua na organização das futuras lutas sociais.

Essa atividade ocorrerá em várias cidades e regiões do país, e em Uberlândia será realizada no dia 12 de Setembro. Convidamos todos os militantes, ativistas, sindicatos, entidades estudantis, organizações populares e movimentos sociais do campo e da cidade a contribuírem na construção desse processo que aponta para um novo marco na história das lutas sócias no Brasil.


DATA: 12 de Setembro de 2009 - SÁBADO HORÁRIO: 9 horas às 17 horas

LOCAL: Universidade Federal de Uberlândia – Campus Santa Mônica - BLOCO 3Q - SALA 110

ÔNIBUS DO TERMINAL CENTRAL: T131 DESCER NA ESTAÇÃO 6

Após o Seminário todos estão convidados a participar do Buteco dos Lutadores. Traga sua Bandeira e seu Violão!!

CONTATOS: BETÂNIA (34) 8807-1585 / MÁRIO (34) 9945-3174

domingo, 28 de junho de 2009

Por democracia no transportes públicos

continuação do artigo VLT: alternativa de transporte sobre trilhos para os trabalhadores 
                                                                                                                          
por Almir Cezar Filho

Agora, mais do que um discussão sobre qual matriz ou modal de transporte urbana é o melhor, até porque não estamos fazendo aqui uma elegia do VLT (não represento o lobby desse modal nem desejo sê-lo), o que se deve fazer é uma discussão sobre democratização das políticas sobre transporte.

Por democracia no transporte público

Até hoje a organização do sistema de transporte no Brasil é feito em gabinetes da burocracia ou nos corredores dos parlamentos, nunca em plenários de audiências públicas e debate onde estudos documentais tanto estatísticos, teóricos e prospectivos são confrontados. Em geral, os trabalhadores do setor, os usuários e os moradores das comunidades e suas respectivas entidades não são ouvidas. No Brasil sempre imperou a solução de mercado e força dos lobbies das grandes empresas na questão do transporte.

Na metade do século XX com aceleração da urbanização as cidades viram perder seus transportes sobre trilhos, bondes e trens suburbanos, em geral em mãos de empresas estatais ou privadas à beira da estatização para liberação do emprego de linhas de ônibus. Vimos a pulverização do sistema de transporte em cada cidade, sendo portanto controlado por cartéis locais de empresas. Nossas ruas entupidas de linhas de ônibus sobrepostas e o ar poluído pela carburação dos motores à diesel. Enquanto que bairros inteiros sem nenhuma linha ou vítimas de ônibus lotados ou em pouquíssimos horários.

Linhas de ônibus eram criadas não por estudo e licitação de concessão, mas por pedido e permissão de empresas pelos governos municipais e estaduais. Passagens, que deveriam ser tarifadas a partir de decisão do Poder Público, ficaram sujeitos a caixa-preta de planilhas cujos valores de custos são majorados pelas empresas. O direito ao passe-livre a parcela da população que a precisa ficou sujeita ao beneplácito do conluio das empresas e dos tribunais.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

50 anos da Revolução Cubana

conferência que vai ocorrer na Universidade Federal de Uberlândia sobre os 50 anos da Revolução Cubana.

Vai ser na próxima Quarta (17/06/2009), às 19 h, no campus Santa Mônica, anfiteatro da biblioteca.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Movimento do campo resiste a despejo da justiça

O MPRA - Movimento Popular pela Reforma Agrária - organização que dirige vários acampamentos de sem-terra e é filiada a CONLUTAS está em resistência a uma ação da Justiça de reintegração de posse de uma área em Uberlândia, Minas Gerais, já declarada improdutiva pelo INCRA e ocupada a mais de 2 anos.

Eis as cartas públicas:



Companheiros e Companheiras,


O MPRA - Movimento Popular pela Reforma Agrária, está concentrado para resistir a efetivação da liminar de reintegração de posse impetrada pela "justiça", que ameaça as famílias que ocupam a área da fazenda Cabaça, localizada no município de Uberlândia - MG. Como estamos concentrados no acampamento desde domingo, o alimento já esta acabando, e prevemos que se esgotará totalmente até amanhã, quinta-feira.

Sem como nos arredar das tarefas de resistência para produzir por nosso trabalho os recursos para aquisição de alimentos, recorremos aos companheiros, solicitando que façam uma campanha para arrecadação de alimentos.

Ficou confirmado hoje, pelo advogado do MPRA, que a qualquer momento a polícia pode comparecer para expulsar os moradores do acampamento, já que eles negaram recurso apresentado após a liminar de despejo. Reafirmamos que as familias não vão sair da área, que os trabalhadores que estão fazendo aquela terra produzir tem o direito de continuar ali.

Pedimos que enviem moções de apoio para:

E-Mail do MPRA: gentedaterra@gmail.com
E-Mail do INCRA-MG: comunicacao@bhe.incra.gov.br
INCRA NACIONAL: presidencia@incra.gov.br

NOTA DE APOIO AO MPRA:

Nós do (nome de quem apoia), repudiamos a ação da Vara agrária de Mg contra o MPRA [Movimento Popular Pela Reforma Agrária] que há mais de dois anos ocupa a fazenda Cabaça, um latifúndio que, segundo o próprio INCRA-MG, é improdutivo.

Agora, depois de tanto esforço das pessoas que estão na área para recuperá-la e tentarem, mesmo sem nenhum auxílio do governo, tirar dali o seu sustento, o Juiz de direito Alberto Diniz Junior, determinou seu depejo.

Exigimos que o Incra assuma a improdutividade e legitime as famílias na fazenda.


Por uma Reforma Agrária emancipatória!

Entrem em contato para engrossar as fileiras de nossa resistência!


*Movimento Popular pela Reforma Agrária*
gentedaterra@gmail.com
(34)9802-8151, (34)9992-9670.
________________________________________________

Abaixo está a nota anterior, explicando o processo da área.



Oitenta famílias do Movimento Popular pela Reforma Agrária - MPRA, ocupam a área da fazenda Cabaça, no município de Uberlândia há aproximadamente 2 anos. São 645 hectaries de terra que estavam totalmente abandonados até a ocupação. A fazenda foi vistoriada pelo Incra e o laudo indicou sua improdutividade. As famílias iniciaram o cultivo da terra. Plantaram cará, mandioca, milho, hortaliças.

A proprietária da fazenda, após uma suposta negociação com o Incra, conseguiu um laudo considerando a fazenda como área produtiva e entrou com uma liminar de reintegração de posse.

O juiz de direito da vara agrária de Minas Gerais, Alberto Diniz Junior, em audiência que ocorreu no dia 01 de Abril, negou o pedido de reintegração de posse ao receber vários documentos irregulares que a fazendeira utilizou para tentar provar que a fazenda era produtiva. Dia 13 de Maio (quarta-feira) o mesmo juiz assinou a liminar determinando que as familias devem sair da área até o dia 18 (segunda-feira). Nos perguntamos: O que fez o juiz mudar de idéia tão repentinamente? Porque ele passou a acreditar nos dados apresentados pela latifundiária e se voltou contra as 80 famílias que pleiteam a fazenda? Porque tentar intimidar os moradores do acampamento enviando o documento por um comboio da polícia militar?

Esta ação do poder judiciário deixa claro o atrelamento das instituições do Estado com os interesses dos latifundiários. Mais uma vez eles fecham os olhos para as
questões sociais, deixando desamparados os trabalhadores, e se colocando a serviço de uma só classe, a dos grandes proprietários. O que eles não dizem é
para onde estas famílias devem ir após o depejo.

Pedimos a todos aqueles e aquelas que apoiam a luta pela Reforma Agrária que mantenham-se atentos, pois as familias acampadas decidiram resistir e permanecer na área e, mais uma vez, o poder judiciário poderá acionar a truculência e a violência policial a serviço do latifúndio e da desigualdade social.

*Movimento Popular pela Reforma Agrária*
gentedaterra@gmail.com
(34)9802-8151, (34)9992-9670.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A História pulsa!

por Almir Cezar

Mensagem que recebi do meu amigo, Henrique Barros, pesquisador do CEPES (Centro de Estudos, Pesquisas e Planejamento Econômico-Social) da Universidade Federal de Uberlândia, comentando o momento histórico que vivemos nas últimas semanas.

Queria acrescentar a comovente mensagem que talvez estejamos vivendo aqueles momentos que o historiador Valério Arcary se referiu como "esquinas perigosas da História", quando num determinado momento, sob certas circunstâncias, a dinâmica social se acelera e várias grandes transformações se precipitam simultaneamente.


Alguns acontecimentos recentes têm me dado uma sensação que pode parecer, mas não o é, paradoxal.

Há alguns dias atrás liguei a TV para acompanhar a quebra do Lehman Brothers.
Hoje, 05/11/2008, amanheci ao som do noticiário sobre a vitória de Obama.
Nos dois momentos fui tomado por uma sensação de distanciamento, de estar noutro plano vendo a linha da história oscilar.
Ao mesmo tempo me senti arraigado no presente, vendo tudo acontecer tão próximo, tão sólido, tão compreensível e explicável.
O aparente paradoxo nada mais é do que um amante da História observando o momento em que esta é escrita.
Talvez o futuro nos conte que o presente não era tão diferente do passado.
Que não se vive um momento de inflexão.
Mas esses dias serão lembrados, serão citados, na pior das hipóteses como a marca da possibilidade, como um ponto de partida para exercícios do que poderia ter sido.
A História tem nomes, rostos, cores, sentimentos, tem o anonimato de forças silenciosas.
Mas em dias como esses, em dias como hoje, 05/11/2008, a História pulsa.



Henrique Barros.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Estive alguns dias ausente.

Tive que ir a Uberlândia entregar e defender meu projeto de dissertação.
Aproveitei para rever as pessoas queridas, assistir uma defesa final de dissertação e debater sobre a crise com colegas e professores.

Enfim, já estou de volta a minha base operacional pra comentar o mundo.
Vi meio que de longe as notícias.

O mundo pareceu meio montanha-russa nos últimos dois dias (segunda e terça-feira). Foi um mega subida sucedida por uma hiper tombo.

Vamos juntos tentar explicar isso.

Vamo 'bora!