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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PNAD 2008: Brasil continua desigual


Jornal dos Economistas Outubro de 2009 (CORECON-RJ) para ler no original ou outras matérias clique aqui

por Almir Cezar Baptista Filho*

Diferentemente do alardeado na divulgação da PNAD 2008, dados apontam que o Brasil continua desigual, especialmente entre suas regiões, e rendimentos do trabalhador crescem menos que o PIB.

Na sexta-feira 18/09, foram divulgados os dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008. O estudo, publicado anualmente, traz uma radiografia da situação econômica do país, com informações sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimentos.

Em meio ao exagero de otimismo, diferentemente do divulgado pelo governo e pela mídia, os dados revelam muito mais que (as poucas) melhorias nas condições de vida e de progresso social, mostram o quanto o país segue desigual, e que a expansão econômica de 2008 não foi apropriada pelos trabalhadores.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"Reforma no DCE da UFF" - O Globo bairros

http://oglobo.globo.com/rio/bairros/default.asp?a=353

Reforma no DCE da UFF

Com infiltrações, sistema de fiação aparente e risco de queda de rebocos, o prédio do Diretório Central dos Estudantes (DEC) da UFF, no Valonguinho, enfim começou a passar por uma reforma. A intervenção iniciada no fim do mês passado para sanar os problemas identificados numa inspeção realizada pela Defesa Civil municipal trouxe, porém, novas ameaças a alunos e também a operários que trabalham na obra. Como a direção da universidade não determinou a interdição do edifício, agora os alunos estão dividindo espaço com entulho e andaimes. Leia a íntegra da reportagem que O GLOBO-Niterói publica neste domingo, clicando aqui (somente para assinantes).
Quem aponta o perigo é o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro. Depois de analisar as fotos feitas no local pelo GLOBO-Niterói, o engenheiro afirmou que não é possível calcular o tamanho do risco.
- O prédio deveria ter sido interditado, enquanto a obra não fosse concluída. As normas de segurança determinam a interdição num caso como esse. Observamos também que alguns homens têm capacete e, outros, não. Faltam também máscaras e óculos para protegê-los integralmente -concluiu Guerreiro.
o superintendente de Arquitetura, Engenharia e Patrimônio da UFF, Mario Ronconi, admite parte das falhas, mas contra-argumenta:
A obra não é estrutural, por isso não isolamos a área. Estamos reformando a fachada, refazendo banheiros e outros reparos. A estrutura do prédio não está ameaçada. Essa é a primeira de mais de 40 intervenções que vamos fazer

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Reitoria da USP toma prédio do DCE e estudantes reagem com ocupação. Na UFF pode ocorrer o mesmo.

Recebi essa mensagem que reproduzo. É uma carta pública da comissão organizadora do I Congresso Nacional dos Estudantes que pede solidariedade a ocupação da sede do DCE da USP. O prédio do DCE passou por uma reforma realizada pela Reitoria daquela universidade, que na sequência não foi devolvida ao movimento estudantil.

Temo que esse seja o mesmo fim do prédio do Espaço DCE sede do DCE da Universidade Federal Fluminense, que vem passando por uma severa crise, tendo inclusive sido interditado pela defesa civil de Niterói, tudo provocado pela total omissão da reitoria da UFF e uma diretoria do DCE apoplética.

***

Todo Apoio à Ocupação do DCE da USP!


No último dia 23 de abril, os estudantes da USP, após sua assembléia realizaram uma ocupação do espaço que até 2006 abrigava a sede do DCE e tinha sido fechado para reforma. Ao final da reforma, a Reitoria da Universidade nada sinalizava para garantir que o espaço voltasse a ser a sede da entidade. Dessa forma, os estudantes, através de um movimento justo, realiaram a ocupação e lá se mantém até hoje, para garantir o espaço para os estudantes.

A Comissão organizadora do Congresso Nacional de Estudantes vem manifestar seu apoio irrestrito a luta dos estudanteas da USP, por entender que estão ocupando um espaço que lhes pertence e que a Reitoria da Universidade não lhes queria garantir.

Mais uma vez, os estudantes da Universidade de São Paulo estão mostrando o caminho das conquistas dos estudantes: a luta e a ação direta. Achamos muito importante que essa mobilização sirva para impulsionar a luta contra os ataques às Universidades Estaduais Paulistas, orquestradas pelo governo do Estado. A Univesp e o corte de verbas são dois grandes ataques, que para serem enfrentados, deve recorrer à disposção de luta impressa na ocupação do DCE da Universidade.

Achamos muito importante que esse processo de mobilização seja refletido na construção e realização do Congresso Nacional de Estudantes, afinal não é de hoje que as Reitorias recorrem a esse tipo de postura autoritária para atacar o movimento estudantil pelo país.

Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Camila - Conlutas
(21) 71252952
(11) 72731753
Construindo o Congresso Nacional de Estudantes!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

CAMPANHA SALVEMOS O ESPAÇO DCE-UFF

Por omissão e casuísmo da Reitoria da UFF e da atual diretoria majoritária do DCE, está em perigo o Espaço DCE-UFF, uma conquista dos estudantes de quase 30 anos.

A própria Defesa Civil de Niterói se viu obrigada a interditar parcialmente o prédio para evitar acidentes e cobrar imediatas reformas por parte da reitoria. Mas apesar disso nada de obras começarem.

Parece até o que que o objetivo é expulsar os atuais usuários do prédio. Inclusive fomos informados que a Reitoria, com o aval da diretoria do DCE, já até realizou um concurso para reformulação do espaço, baseado no conceito de shopping cultural onde não há espaço para os projetos comunitários atualmente lá existentes(como o Pré-Popular).

Contra este absurdo iniciamos uma rede de solidariedade para lutar contra esta situação, denunciando a Reitoria e a direção majoritária do DCE e exigindo o início o imediato das obras. Além disso, queremos a garantia de que não seremos expulsos deste espaço que é destinado aos estudantes e ao movimento estudantil.

Salvemos o DCE-UFF antes que o prédio caia e acabem construindo lá um shopping ou estacionamento!


PARTICIPE! DENUNCIE! DIVULGUE!*


Comunidade no orkut: SALVEMOS O ESPAÇO DCE UFF


*CONCLAMOS A TODOS QUE PARTICPEM ENVIANDO MENSAGENS PARA JORNAIS, REVISTAS, RÁDIOS E DEMAIS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, ALÉM DE CONTATOS NA INTERNET, ETC.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Prédio do Espaço DCE UFF trepida. Tragédia anunciada

Por Almir Cezar Filho

Na sexta-feira dia 03/04, a diretoria realizou festa no prédio do Espaço DCE UFF, o mesmo que foi condenado pela Defesa Civil, enquanto que a Reitoria nada faz, a segunda desde a interdição da fachada.

Essas festas exigem muito das instalações do prédio e os recursos arrecadados não são revertidos para os seus reparos. O acesso ao prédio nesses eventos, à medida que a rampa encontra-se interditada, vem inclusive sendo feito pelo oferecimento da escada de fuga do Teatro MPB4, numa flagrante violação das normas de segurança.

Para piorar, relatos apurados pelo blog dizem ter visto o prédio trepidar durante o evento, fenômeno sentido por quem estava no prédio e também visto mesmo por quem passava pela avenida Visconde do Rio Branco, comprometendo ainda mais a abalada estrutura do prédio e comprovando também o risco a uma tragédia.

domingo, 12 de abril de 2009

Comunidade do Orkut "Salvemos o Espaço DCE UFF"

Criamos uma comunidade do orkut para organizar a campanha de solidariedade para salvar o Espaço DCE UFF.

A comunidade é Salvemos o Espaço DCE UFF.

Para se associar é acessar o link http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=56789564.

Participem e ajudem a salvar esse importante espaço cultural e político da UFF, do movimento estudantil e de Niterói.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tragédia anunciada no Espaço DCE. Apesar disso Reitoria UFF e diretoria do DCE não fazem nada

Prossegue sem solução a crise no Espaço DCE UFF, sede e espaço cultural do Diretório Central dos Estudantes da UFF (Universidade Federal Fluminense). Apesar de interdição em fachada, o prédio continua funcionando ainda sem previsão de obras. Pequenos acidentes viraram rotinas mas há sinais claros de que poderá em breve ocorrer uma tragédia. Contudo, a Reitoria da UFF e a diretoria do DCE agem ignorando tão grave situação.

O prédio

Os cinco andares da entidade estudantil, situado no Campus do Valonguinho, na Avenida Visconde do Rio Branco, hospeda em suas dependência um vasta gama de atividades. Além da secretaria da diretoria do DCE e o tradicional Teatro MPB4, há um curso pré-vestibular popular, 3 lojas, cantina e oficinas de artes e desportos. O prédio é também usado por uma ocupação estudantil, que luta pela implantação de um alojamento estudantil na UFF, por animadas festas, e no 4o andar ainda abriga a Biblioteca Central do Valonguinho.

O prédio encontra-se em estado físico tão precário, com risco acidentes por queda de reboco e mesmo de desmoronamento e incêndio. Por constatar tal situação, a Defesa Civil de Niterói mandou isolar o local no aguardo do começo das obras emergenciais pela Reitoria da UFF até agora ainda não anunciadas.

Omissão

O drama envolvendo o prédio arrasta-se a seis meses, quando piorou severamente o quadro das instalações, que não passa por uma reforma a alguns anos, abandonada pela reitoria da UFF e sob a aparente negligência das recentes diretorias do DCE. Pequenos acidentes, rachaduras nas paredes, quedas de rebocos e inúmeros curto-circuitos com incêndios não graves viraram rotina para os usuários do prédio. No entanto, até o momento, mesmo após duas intimações da Defesa Civil, não foram anunciadas nenhum obra para evitar uma eventual tragédia eminente.

A Reitoria embora tenha sido acionada (vide os laudos da própria Defesa Civil - 01 e 02) e afirmar já dispor dos recursos, em nenhum momento vê-se o início das obras ou alguma previsão de começo. Por sua vez, a diretoria do DCE apesar de anos de omissão, parece, mesmo agora, não fazer nenhum movimento político, institucional ou de protesto para reivindicar o imediato começo dos reparos.

A Defesa Civil contudo, limitou-se a emitir dois laudos à Reitoria da UFF, onde indica sérias reformas, na parte hidráulica, elétrica e estrutural, e cercar emergencialmente a fachada do prédio, não realizando nenhum tipo de medida mais enérgica, provavelmente inibida pelo fato do prédio estar em área federal. Apesar do acesso ao prédio pela fachada junto a Avenida Visconde do Rio Branco estar interdidata o prédio continua funcionando normalmente pondo em risco os usuários do prédio, transeuntes e comprometendo ainda mais a estrutura do prédio.

Aumenta-se o risco de um tragédia

Apesar do cenário de uma tragédia anunciada a diretoria do DCE-UFF trata o caso com total indiferença. Além da interdição da fachada, nas últimas semanas áreas internas do prédio do Espaço DCE estão interditadas, como banheiros e escadarias. Emboços de tetos inteiros estão caindo e uma viga da laje de um andar praticamente envergou comprometida com infiltrações. Mesmo com os laudos e a interdição a diretoria do DCE continua usando tendo uma relação problemática com o prédio, inclusive o comprometendo ainda mais.

Na sexta-feira passada, dia 03 de abril, como vêm sendo praxe, a diretoria realizou festa no prédio, a segunda desde a interdição da fachada. Essas festas exigem muito das instalações do prédio, e ainda, nenhum dos recursos ali arrecados são revertidos para os seus reparos. O acesso ao prédio nesses eventos, à medida que a rampa encontra-se interdidata, vem inclusive sendo feito pelo oferecimento da escada de fuga do Teatro MPB4, numa flagrante violação das normas de segurança.

Para piorar, relatos apurados pelo blog de estudantes, servidores da UFF e mesmo entre os transeuntes dizem ter visto o prédio trepidar durante o evento, fenômeno sentido por quem estava no prédio e também visto mesmo por quem passava pela avenida Visc. Rio Branco. Comprometendo ainda mais a já abalada estrutura do prédio e comprovando também o seríssimo risco a uma tragédia.

Tragédia anunciada

Uma tragédia anunciada, onde nenhuma das partes que poderiam resolver parecem nada fazer. Enquanto isso, aqueles que desenvolvem atividades ou utilizavam o prédio como o principal acesso alternativo a parte alta do campus do Valonguinho ou estão prejudicados ou expostos a uma grave ameaça.


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Anexos

Laudo da Defesa Civil 02 e 01

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Reitor e Diretoria do DCE levam o prédio do Espaço DCE à destruição

Redito hoje o artigo sobre a interdição pela Defesa Civil de Niterói do prédio do Espaço DCE UFF provocada por anos de omissão da diretoria do DCE e da Reitoria da UFF. O prédio em vários trechos parece que vai desmoronar oferecendo risco as atividades políticas, culturais e sociais que ocorrem lá e os transeuntes.

Mesmo após a interdição do acesso a fachada do prédio feita unilateralmente pela própria Defesa Civil a diretoria violou essa ordem e continua realizando atividades lá e não pressiona a Reitoria pelo imediato início das obras.

***

O Espaço DCE-UFF, prédio do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Fluminense, na entrada do campus do Valonguinho, foi interditada pela Defesa Civil Municipal. A culpa é do Reitor da UFF e da Diretoria do DCE que nada fizeram pelo prédio após anos de abandono e omissão de ambas às partes. Enquanto isso, os usuários do prédio e a comunidade universitária que por lá trânsita estão severamente prejudicados ou ameaçados. Porém tal omissão infelizmente não é casualidade, é orquestrada e deliberada, e põe em perigo não apenas a segurança física dos estudantes mas também a autonomia do movimento estudantil da UFF.

O prédio é uma espécie de centro cultural administrado autonomamente pelo movimento estudantil embora pertencente à universidade. Foi construída pelos Diretório Acadêmicos e pelo DCE a décadas atrás e passou pela repressão da Ditadura Militar e outras repressões. Em cinco andares estão abrigados, além da biblioteca central do Valonguinho (que fica no 4o andar), uma cantina (3o andar), o Pré-Universitário Popular Fernando Santa Cruz (2o andar), o Teatro MPB-4 (1o andar), uma loja, um ateliê, um mecanografia (xerox), cursos e oficinas. Atualmente no 5o andar encontra-se a ocupação do movimento dos sem-moradia universitária. O prédio também é usado pelos estudantes do campus do Valonguinho como principal meio de acesso da Avenida Visc. do Rio Branco com o alto do morro do Valonguinho, onde há o Instituto de Química, de Biologia e Anatômico.

Desde a década de 90, sob a influência dos ataques neoliberais, a manutenção do prédio passou a ser arcada exclusivamente pelo DCE, quebrando o compromisso político e administrativo inaugurado no início da década de 1980, de que a Reitoria apoiaria o DCE nos cuidados do prédio. A cada luta do DCE contra os reitores e o Ministério da Educação contra a reforma universitária, cortes de verbas e extinção de assistência estudantil (fechamento do restaurante estudantil, diminuição do número de bolsas, etc), a Reitoria diminuía repasses, funcionários para conservação do prédio. Contudo, até a metade da década de 2000 as sucessivas diretorias do DCE conseguia manter pelo menos a salubridade das instalações, tanto pressionando às vezes a Reitoria para conseguir algumas migalhas para reparos no prédio como pelo recursos captados com os aluguéis das lojas e cantina e realizando atividades culturais no Teatro e no 5o andar. Porém, nos últimos anos houve uma virada na postura da diretoria do DCE. Praticamente passou-se a abandonar o prédio.

Hoje em dia, a diretoria não pressiona mais a Reitoria da UFF e também não aplica os recursos levantando com prédio no próprio prédio. A deteriorização a cada dia foi ficando mais visível. O feio foi ficando perigoso. Graves infiltrações, rachaduras, embolços e rebocos caíndo surgiram e pioraram sem nada ser feito para consertá-los. O prédio continuou sendo usado e os aluguéis eram recolhidos. Contraditoriamente passou-se a usar ainda mais o prédio, e para usos que o desgastaram ainda mais, e que o prédio não teria condições nem se estivesse reformado, e que as diretorias anteriores tinham preocupação disso. E para piorar nenhum centavo dos aluguéis ou do arrecado do DCE foi usado no para reparos no prédio. O resultado é visto agora, com a interdição interposta pela Defesa Civil, algo anunciado desde a metade do semestre passado.

A diretoria do DCE e o reitor nada fizeram para impedir e até agora não fizeram nada. As promessas de obras por parte da administração central da UFF não foram cumpridas. Por sua vez, a diretoria do DCE não pressiona, não corre atrás, nada faz. Os recursos da universidade para um reforma emergencial do prédio estão aprovados desde a metade do ano passado, e estão parados na SAEP-UFF (Superintendência de Arquitetura, Engenharia e Projetos da UFF, órgão que sucedeu a Prefeitura do Campus, e que é responsável por obras, reparação e manutenção de instalações dos campi). A SAEP foi procurada inúmeras vezes por locatários do Espaço DCE e pela coordenação do Pré-Universitário Fernando Santa Cruz e em todas as vezes os responsáveis disseram não ter sido acionados pela diretoria do DCE. Para piorar, todas as previsões de começo da suposta obra foram adiados ou negadas haver datas.

Nas últimas semanas, a Defesa Civil veio várias vezes inspecionar o prédio, condenando dos banheiros até a fachada. Fontes da Defesa Civil nos informaram que muitos avisos foram enviados a Reitoria e a SAEP. Os engenheiros e técnicos da UFF retrucaram para não interditar pois já estariam por iniciar as obras, o que não foi feito. O que acabou ocorrendo foi que a Defesa Civil julgou por fim interditar a entrada do prédio, o que pode ser visto na parte fachada com a avenida Visc. do Rio Branco. Porém, a interdição aconchabrada com a diretoria do DCE, restringiu a rampa e a fachada, enquanto isso o 1o andar como os demais andares continuam liberados.

A própria diretoria do DCE violou o parecer de interdição da Defesa Civil, organizou na sexta-feira passada, 27 de março, já após a interdição, uma festa no Teatro MPB-4, onde a entrada do mesmo se deu pela escada de emergência que tem acesso por fora do prédio, por dentro do campus, violando todas as normas de segurança. Enquanto isso, o acesso ao restante do prédio está se dando exclusivamente pelo portão do alto do campus do Valonguinho prejudicando os usuários regulares do prédio e os estudantes que transitam pelo campus, que usam o Espaço DCE como via que facilita a subida do morro.

Parece estranho e contraditório, a diretoria do DCE parece querer protelar o começo da obra de seu prédio. Há um fundamento por trás disso. Se fecharem agora o Espaço DCE para as reformas a UFF serão obrigados a dar locais alternativos as atividades lá instalados (a ocupação do movimento dos sem-moradia, o Pré-vestibular, as lojas, os cursos de capoeira, etc), e ainda recebê-los no prédio de volta após a reforma. O que parece não estar nos seus planos. Com isso, a reitoria e a diretoria do DCE não teriam obrigações de acomodá-los de volta no prédio, o parece não querer. Visto que a atual diretoria do DCE possui diferença políticas com a Coordenação do Pré e com a Ocupação.

Dessa forma, há uma lógica nessa negligência da diretoria do DCE sobre o prédio. Essa diretoria acredita que em algum momento futuro a Reitoria seria obrigada a fazer uma grande reforma com melhorias nas instalações.

Ilude-se a diretoria do DCE, visto que o mais provável é que o novo prédio em qualquer concepção do Reitor seria um "shopping" e que sua administração estaria unicamente sob o controle da Reitoria. No máximo a diretoria receberia um pequeno espaço para instalar a sede do DCE. Contudo, a diretoria de crer, que apesar dessa derrota, poderão divulgara aos estudantes que foi uma vitória, que conseguiram arrancar da reitoria da UFF um "mega-reforma".

A diretoria do DCE parece não discutir publicamente suas ações, não ouve ou respeita os fóruns democráticos, e ainda, ao invés de criticar a Reitoria fica na inércia ou parte para uma política de contemporanização com o reitor.

É preciso lembrar, que o Espaço DCE é fruto de muita luta do movimento estudantil, uma patrimônio material e histórico, construído após muitos sacrifícios de sucessivas gerações de lutadores. A autonomia gerencial desse prédio é uma garantia de independência do movimento estudantil, de ter um espaço livre para reunir-se, realizar eventos e desenvolver projetos culturais e políticos. Por outro lado, é uma obrigação da reitoria a manutenção física do prédio, pois é um espaço do campus universitário da UFF, tal qual outra unidade acadêmica, e é dever da diretoria do DCE exigir da reitoria o cumprimento dessa função.

O blog é absolutamente contrário a transformação do Espaço DCE em shopping, centro de convivência, ou qualquer outra coisa que não seja o que o movimento estudantil democraticamente decidiu e construiu ao longo dos anos, muito menos que se destrua em meio ao descaso.

Mas também, por outro lado, o prédio do Espaço DCE deve passar urgentemente por uma séria e profunda reforma estrutural bancada pela Reitoria da UFF, sem prejuízo a autonomia gerencial do prédio ao DCE e aos atuais "condôminos" do prédio (lojistas, professores e alunos do Pré e demais cursos, moradores da ocupação do 5o andar, encenadores do teatro, etc), que precisam ter seus trabalhos preservados de prejuízos, riscos e interferências.

Que a reitoria, SAEP e a diretoria do DCE se pronunciem.

O blog está aberto a resposta de ambos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Risco de Acidentes no Espaço DCE da UFF

Exclusivo: o blog tem em mãos um relatório de risco de acidentes do Espaço DCE-UFF

O Espaço DCE, prédio que é sede e uma espécie de centro cultural do movimento estudantil da UFF (Universidade Federal Fluminense) e administrado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) passa por uma grave crise estrutural. Totalmente abandonado pela diretoria do DCE e pela reitoria da UFF que deveriam zelar pelo prédio.

Agora o estado de abandono chegou ao um ponto que põe severamente em risco aos usuários do prédio e culminou com a interdição na sexta-feira, 27 de março, pela Defesa Civil.

O blog Limiar teve acesso ao um laudo formulada por uma técnica em segurança do trabalho que condena o prédio e diagnostica a exigência de obras urgentes para proteger os usuários do Espaço DCE perante riscos de acidentes e salubridade. O relatório tem fotos que mostram a vergonha que chegou o prédio, sendo que as imagens já estão desatualizadas, o estado do prédio ficou ainda pior no passar das semanas.


O laudo pode ser baixado aqui

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

blog oficial de Theotonio dos Santos

Começamos, hoje, embora ainda em caráter de testes, o blog oficial do professor Theotonio dos Santos, economista e sociológo brasileiro.

O blog está no endereço http://theotoniodossantos.blogspot.com/

A ideia é que seja um canal direto da web entre esse brilhante e importe intelectual e o grande público.

Theotonio dos Santos foi um dos formuladores da Teoria da Dependência, atualmente é um dos principais expoentes da Teoria do Sistema Mundo. Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e Doutor em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, é professor titular da Universidade Federal Fluminense e Coordenador da Cátedra e Rede UNESCO-ONU sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (a REGGEN) .

Entre seus aportes mais destacados está sua contribuição à formulação geral do conceito de dependência, a periodização das diversas fases da dependência na história da acumulação capitalista mundial, a caracterização das estruturas internas dependentes e a definição dos mecanismos reprodutivos da dependência. Tem trabalhado também sobre a teoria dos ciclos, a dinâmica de longo prazo do capitalismo e a Teoria do Sistema-Mundo.

Por enquanto eu serei o administrador do blog, até montarmos uma equipe para ajudá-lo nisso. Lá ele postará ideias, comentários e artigos.