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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Orçamento 2024: Servidores pagam pelo Arcabouço Fiscal | ECONOMIA É FÁCIL


"Desafios dos Servidores Públicos: Reajustes Salariais, Reforma Administrativa e a Busca por Valorização"
📻 Nesta segunda-feira 11/09 a partir das 18h mais uma edição ao vivo e inédita do programa Economia É Fácil na Web Rádio Censura Livre, tratando dos temas de economia e conjuntura mais importante dos últimos dias com linguagem fácil e na perspectiva dos trabalhadores. 
🎙️Apresentação do economista Almir Cezar Filho
🎤 Convidado: Raoni Lucena, técnico-administrativo de universidade federal e liderança sindical dos servidores públicos federais
📰 Uma produção da Agência de Notícias Alternativas-ANOTA para a Rádio Censura Livre.
Em uma conversa franca e esclarecedora, Raoni Lucena, diretor do Sintuff (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense) discutirá os desafios enfrentados pelos servidores públicos federais, incluindo a proposta de reajuste de 1% para 2024 apresentado pela Ministra da Gestão e Inovação Pública (MGI) Esther Dweck. O  Orçamento 2024 será o primeiro sob vigência do recém-aprovado novo Arcabouço Fiscal e a equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad visa cumprir um déficit fiscal zero, mesmo que em detrimento dos servidores. E ainda: a retomada do projeto de reforma administrativa ressuscitado pelo presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira. Também debateramos as perspectivas para a valorização das carreiras. Não perca este importante debate sobre o futuro do serviço público no Brasil.
* Como os servidores públicos federais e outras entidades sindicais estão reagindo à proposta de reajuste salarial de 1% em 2024? Quais são as principais demandas dos servidores neste momento?
* O presidente da Câmara Arthur Lira e membros da equipe econômica do governo Lula anunciaram a retomada da reforma administrativa. Como isso afeta os servidores e qual é a posição do Sintuff em relação a essa reforma?
* Um dos pontos críticos é a evasão de servidores públicos devido aos baixos salários. Como o sindicato está lidando com essa situação e quais estratégias estão sendo adotadas para reverter esse cenário?
* A ausência das mesas setoriais de negociação entre sindicatos e o governo é uma preocupação para muitos servidores Como o movimento enxerga essa questão e quais são os esforços para promover a equidade entre as carreiras do serviço público?
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📺 Live nas plataformas de vídeo (https://youtube.com/live/uHMytJfl5U8) e nas redes sociais. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

AGORA É LULA? As perspectivas para os trabalhadores e o que a mídia não diz sobre o futuro governo. Diplomação pelo TSE, anuncio dos primeiros ministros e tramitação da PEC da Transição

📻NESTA segunda-feira 12/12, às 18h, mais uma edição live do programa Economia é Fácil, a economia na sua linguagem; as notícias econômicas dos últimos dias analisadas pela ótica dos trabalhadores.
🎙️ Apresentação do economista Almir Cezar Filho.
🎙️Convidado: CYRO GARCIA, historiador, professor universitário, dirigente partidário e ex-deputado federal.
📢 O tema desta edição é… 
Diplomação de Lula e Alckimin, eleitos presidente e vice, pelo TSE está marcada para a tarde desta segunda-feira (12). Manifestantes bolsonaristas golpista convocam ato contra a cerimônia que vai ocorrer antecipadamente, a pedido do petista. Lula anunciou na última sexta-feira, 9, titulares de cinco ministérios. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad comandará a Fazenda; o governador da Bahia, Rui Costa, irá para a Casa Civil; o ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro ficará à frente da Defesa; o senador eleito Flávio Dino será ministro da Justiça e o embaixador Mauro Vieira, o novo chanceler. A última etapa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição tramitação no Congresso Nacional. Aprovado em dois turnos no Senado nesta quarta-feira, o texto ainda deve passar pelo crivo da Câmara. A proposta amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões, por dois anos, para pagar o Bolsa Família, e libera outros R$ 23 bilhões para investimentos, em caso de receitas extraordinárias. Quais as perspectivas do futuro governo? 
📡 Transmissão ao vivo nas plataformas da Web Rádio Censura Livre e retransmissão às quartas-feiras 18h na Rádio Comunidade Friburgo 104,9 FM.



quarta-feira, 24 de agosto de 2022

#podcast ECONOMIA É FÁCIL | Juros altos não afastam projeção para inflação maior em 2023. Mas já paralisam a economia. E mais: Saiba da campanha por limite legal nos juros

Nesta segunda-feira 22/08 ao vivo às 18h  |  Mais uma edição do programa Economia É Fácil pelas plataformas web da Rádio Censura Livre. A economia na sua linguagem e o destaque das notícias dos últimos dias analisadas pela ótica dos trabalhadores.
🎙️Com o economista Almir Cezar Filho e seus convidados.
🎙️ Convidado: PAULO LINDESAY, do mov. Auditoria Cidadã da Dívida (ACD)
📢 Tema da semana: Juros altos não afastam projeção para inflação maior em 2023. Mas já paralisam a economia. E mais: Saiba da campanha por limite legal nos juros da Auditoria Cidadã da Dívida.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

#podcast ECONOMIA É FÁCIL | Episódio: "Dívida pública no governo Bolsonaro e PEC Kamikaze"



📻 Mais uma edição do programa Economia É Fácil pelas plataformas web da Rádio Censura Livre. A economia na sua linguagem. As principais notícias econômicas dos últimos dias analisadas na ótica dos trabalhadores. Com o economista Almir Cezar Filho e seus convidados.
🎤 Convidado: PAULO LINDESEY, coordenador da Auditoria Cidadão da Dívida (ACD).

📻: https://anchor.fm/wrcensuralivre/episodes/ECONOMIA--FCIL--Dvida-pblica-no-governo-Bolsonaro-e-PEC-Kamikaze-e1ldbjq
📺 Assista a live no YouTube (https://youtu.be/4tFp-SGzt90), Facebook e Twitter.

domingo, 17 de julho de 2022

ECONOMIA É FÁCIL | Dívida pública no governo Bolsonaro e PEC Kamikaze

ECONOMIA É FÁCIL | Dívida pública no governo Bolsonaro e PEC Kamikaze

📻 Mais uma edição do programa Economia É Fácil pelas plataformas web da Rádio Censura Livre. A economia na sua linguagem. As principais notícias econômicas dos últimos dias analisadas na ótica dos trabalhadores. Com o economista Almir Cezar Filho e seus convidados.
🎤 Convidado: PAULO LINDESEY, coordenador da Auditoria Cidadão da Dívida (ACD).

📢 Tema da semana:




📺 Assista a live no YouTube (https://youtu.be/T2tE36sj-dU), Facebook e Twitter. 

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

#podcast ECONOMIA É FÁCIL | Pacotes contra servidores estaduais e o Regime de Recuperação Fiscal

NESTA quinta-feira 30/09, às 19h30 (em novo horário!), mais um episódio inédito e ao vivo do programa Economia É Fácil, o economista Almir Cezar Filho e seus convidados, aqui nas plataformas da Web Rádio Censura Livre, debatendo os temas econômicos mais importantes do momento, em linguagem fácil e na ótica dos trabalhadores. 🗣️No tema da semana: Pacotes contra servidores estaduais  e o Regime de Recuperação Fiscal
🎙️ Convidado: Paulo Lindesay, Auditoria Cidadã da Dívida (núcleo RJ).
🎙️ E: Prof. Maurício Rodrigues Souza, do Comitê de Mobilização  Escola T.E. Henrique Lage.
ℹ️ E mais: o quadro INFORME ECONÔMICO, com a análise das notícias econômicas em destaque dos últimos dias.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

ECONOMIA É FÁCIL | CADÊ O DINHEIRO PARA A PANDEMIA? Bolsonaro impõe ao RJ jugo do Regime de Recuperação Fiscal (RRF)

Economia é Fácil | Nesta quinta-feira, 22/04 às 20h, mais uma edição inédita e ao vivo do programa ECONOMIA É FÁCIL, pela Web Rádio CENSURA LIVRE, com o economista Almir Cezar Filho e convidados, apresentando os temas econômicos mais importantes do momento na ótica dos trabalhadores. 

No tema da semana: em pleno agravamento da pandemia de covid e que ainda mais é exigido dos governadores e prefeitos gastos na saúde e no auxílio econômico, o governo federal edita decreto renovando o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O Rio de Janeiro é o estado mais pressionado, pois metade do seu orçamento seria destinado ao pagamento de juros de amortização das dívidas, e ainda deve implantar as reformas  e construir um novo plano de cortes nas finanças. Essa medida inviabiliza ou não a prestação de boas políticas públicas? Participação especial: Paulo Lindsey, da Auditoria Cidadã da Dívida/RJ.

E MAIS: o quadro INFORME ECONÔMICO, com as principais notícias econômicas dos últimos dias explicadas ao vivo.



quinta-feira, 22 de abril de 2021

#podcast ECONOMIA É FÁCIL 22/04 | CADÊ O DINHEIRO PARA A PANDEMIA? O RJ sob o julgo do Regime de Recuperação Fiscal (RRF)


Nesta quinta-feira, 22/04 às 20h, mais uma edição inédita e ao vivo do programa ECONOMIA É FÁCIL, pela Web Rádio CENSURA LIVRE, com o economista Almir Cezar Filho e convidados, apresentando os temas econômicos mais importantes do momento na ótica dos trabalhadores.  Participação especial: Paulo Lindsey, da Auditoria Cidadã da Dívida/RJ.

E MAIS: o quadro INFORME ECONÔMICO, com as principais notícias econômicas dos últimos dias explicadas ao vivo.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

ECONOMIA É FÁCIL 22/04 | CADÊ O DINHEIRO PARA A PANDEMIA? O RJ sob o julgo do Regime de Recuperação Fiscal (RRF)

Nesta quinta-feira, 22/04 às 20h, mais uma edição inédita e ao vivo do programa ECONOMIA É FÁCIL, pela Web Rádio CENSURA LIVRE, com o economista Almir Cezar Filho e convidados, apresentando os temas econômicos mais importantes do momento na ótica dos trabalhadores. 
No tema da semana: em pleno agravamento da pandemia de covid e que ainda mais é exigido dos governadores e prefeitos gastos na saúde e no auxílio econômico, o governo federal edita decreto renovando o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O Rio de Janeiro é o estado mais pressionado, pois metade do seu orçamento seria destinado ao pagamento de juros de amortização das dívidas, e ainda deve implantar as reformas  e construir um novo plano de cortes nas finanças. Essa medida inviabiliza ou não a prestação de boas políticas públicas? Participação especial: Paulo Lindsey, da Auditoria Cidadã da Dívida/RJ.

E MAIS: o quadro INFORME ECONÔMICO, com as principais notícias econômicas dos últimos dias explicadas ao vivo.

domingo, 11 de abril de 2021

Vídeo | As "crises" do Orçamento Federal 2021: risco de impeachment a Bolsonaro ou chantagem do Mercado?

ECONOMIA É FÁCIL (8/04) | Nesta quinta-feira, 08/04 às 20h, mais uma edição inédita e ao vivo do programa ECONOMIA É FÁCIL, pela Web Rádio CENSURA LIVRE, com o economista Almir Cezar Filho e convidados, apresentando os temas econômicos mais importantes na ótica dos trabalhadores. No tema principal:  nos últimos dias a imprensa aponta graves problemas no Orçamento da União 2021. Em plena pandemia, as contas não fechariam. Recém aprovado pelo Congresso, com atraso de muitos meses após intensa negociação, o noticiário recomenda até seu veto, mesmo com prejuízos à população. Mas afinal, seria uma "peça de ficção" ou essa acusação é um "terrorismo" do Mercado?  E que problemas seriam? De fato, há risco de impeachment a Bolsonaro? E a culpa, caberia ao ministro da Economia Paulo Guedes ou aos congressistas? Vamos conversar com o economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida. Com participação especial, da Thaís Rabello, socióloga e dirigente sindical bancária.

E MAIS: o quadro INFORME ECONÔMICO, com as principais notícias econômicas dos últimos dias explicadas ao vivo.



📼Acompanhe ao vivo: live no Youtube (https://youtu.be/q9cuEQNpzQI) e no FacebookParticipe: comente ou envie sua pergunta.

📻 Ouça a programação completa da Web Rádio direto do nosso site http://www.clwebradio.com/
​ e se informe mais com outras notícias.

sábado, 10 de abril de 2021

As "crises" do Orçamento Federal 2021: risco de impeachment ou chantagem do Mercado? | #podcast ECONOMIA É FÁCIL (8/04)

Nesta quinta-feira, 08/04 às 20h, mais uma edição inédita e ao vivo do programa ECONOMIA É FÁCIL, pela Web Rádio CENSURA LIVRE, com o economista Almir Cezar Filho e convidados, apresentando os temas econômicos mais importantes na ótica dos trabalhadores.

No tema principal: nos últimos dias a imprensa aponta graves problemas no Orçamento da União 2021. Em plena pandemia, as contas não fechariam. Recém aprovado pelo Congresso, com atraso de muitos meses após intensa negociação, o noticiário recomenda até seu veto, mesmo com prejuízos à população. Mas afinal, seria uma "peça de ficção" ou essa acusação é um "terrorismo" do Mercado?  E que problemas seriam? De fato, há risco de impeachment a Bolsonaro? E a culpa, caberia ao ministro da Economia Paulo Guedes ou aos congressistas? 

Vamos conversar com o economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida. Com participação especial da Thaís Rabello, socióloga e dirigente sindical bancária.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Programe-se! ))) As "crises" do Orçamento Federal 2021: risco de impeachment ou chantagem do Mercado? | ECONOMIA É FÁCIL (8/04)

Nesta quinta-feira, 08/04 às 20h, mais uma edição inédita e ao vivo do programa ECONOMIA É FÁCIL, pela Web Rádio CENSURA LIVRE, com o economista Almir Cezar Filho e convidados, apresentando os temas econômicos mais importantes na ótica dos trabalhadores. 

No tema principal:  nos últimos dias a imprensa aponta graves problemas no Orçamento da União 2021. Em plena pandemia, as contas não fechariam. Recém aprovado pelo Congresso, com atraso de muitos meses após intensa negociação, o noticiário recomenda até seu veto, mesmo com prejuízos à população. Mas afinal, seria uma "peça de ficção" ou essa acusação é um "terrorismo" do Mercado?  E que problemas seriam? De fato, há risco de impeachment a Bolsonaro? E a culpa, caberia ao ministro da Economia Paulo Guedes ou aos congressistas? Vamos conversar com o economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida. Com participação especial da Thaís Rabello, socióloga e dirigente sindical bancária.

E mais: o quadro INFORME ECONÔMICO, com as principais notícias econômicas dos últimos dias explicadas ao vivo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Desigualdade e dívida ameaçam economia mundial, diz o FMI

No ECONOMIA É FÁCIL (versão reduzida) desta terça-feira 20/10, o economista Almir Cezar Filho comenta ao vivo com o jornalista Antônio de Pádua Figueiredo, durante a transmissão do programa Boletim Censura Livre, sobre o destaque do noticiário econômico: "Desigualdade e dívida ameaçam economia mundial. Combate à Covid-19 já exige US$ 11,7 trilhões",  foi o que expressou o Fundo Monetário Internacional (FMI), a respeito da crise da economia mundial, no relatório World Economic Outlook, da semana passada, em que a Europa assiste à reincidência da pandemia.

Assista o vídeo em: https://youtu.be/qXj0zUHz-IA




📺 Acompanhe os vídeos pelos canais do Economia É Fácil no Youtube (https://www.youtube.com/c/economiaefacil). Também acompanhe pelo canal da Web Rádio Censura Livre no Youtube (https://www.youtube.com/c/censuralivre) e no Facebook (https://www.facebook.com/programacensuralivre).

sábado, 18 de abril de 2020

PEC de 'Orçamento de Guerra' ou como arcar com as despesas com a pandemia e a proteção da economia

ECONOMIA É FÁCIL (versão estendida, edição de 16/04/2020) | "PEC de 'Orçamento de Guerra' ou como arcar com as despesas com a pandemia e a proteção da economia".
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Em edição inédita e ao vivo do programa da Web Rádio Censura Livre, transmitida também por live no Facebook, o economista Almir Cezar Filho comenta e debate o principal tema econômico da semana. 
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Assista no YouTube em: https://youtu.be/1OK2LEkQBAQ
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segunda-feira, 18 de março de 2019

DÍVIDA | Rombo das contas não vem da Previdência, mas da Dívida. Parte não é excesso de despesas, mas vem do BC.

Almir Cezar Filho, da Agência ANOTA 

 A proposta de reforma da previdência social é o principal tema do noticiário nacional. Alega-se para a reforma um rombo das contas públicas, causada por um déficit da Previdência. Contudo, a principal despesa é o pagamento da dívida pública. Parte desta nem mesmo é gerada no excesso de despesas, mas vem de operações financeiras regulares do Banco Central.

Reformar a previdência social é uma proposta que vem recorrentemente circulando nos meios políticos, mercado financeiro e na grande imprensa já a muitos anos. As sucessivas reformas feitas pelo governo FHC, Lula e Dilma não teriam sido suficientes para esses círculos. A justificativa seria conter um suposto déficit da Previdência, que contaminaria as contas públicas, prejudicando o orçamento.

Auditores-fiscais, pesquisadores e uma Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) demonstraram que as receitas da Seguridade Social são mais que suficientes para as suas despesas, inclusive aposentadorias e pensões.  A exceção da previdência dos servidores militares, da magistratura e dos cargos políticos eletivos. Muitas das receitas da Seguridade Social são desviadas por meio da chamada Desvinculação das Receitas da União (DRU) para cobrir o déficit público gerado em outras áreas.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Dívida cresce 4 vezes mais que inflação em 12 meses

jornal Monitor Mercantil | coluna Fatos & Comentários  | 19 dez. 2016

A dívida líquida do governo cresceu em 12 meses (até outubro de 2016, último dado disponível) 34,8%, quase quatro vezes o registrado pela inflação no período (8,76%, pelo IPCA), passando de R$ 2,095 trilhões para R$ 2,824 trilhões, um pulo de R$ 729 bilhões. Se a equipe econômica aplicasse à dívida pública o mesmo limite que impôs às despesas não financeiras, o débito líquido teria se limitado a R$ 2,278 bilhões, um valor R$ 546 bilhões, ou meio trilhão de reais, em relação ao aumento efetivo, turbinado pelos mais altos juros reais do planeta.

Mas, diriam, o governo impõe o torniquete nos gastos não financeiros justamente para continuar cevando os rentistas. Sim, o que não quer dizer que isto é justo, ou mesmo legal. Para os economistas da Auditoria Cidadão da Dívida, o que vem sendo feito – aumento das emissões de papéis para pagar juros, disfarçado de rolagem – contraria a Constituição. É o que a entidade, especialmente Maria Lucia Fattorelli, chama de “sistema da dívida”, que classifica de “mega esquema de corrupção institucionalizado”, com a “utilização desse instrumento [dívida pública] como veículo para desviar recursos públicos em direção ao sistema financeiro”, complementou, em entrevista à CartaCapital.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PEC é recessiva e aprofundará desigualdades. Problema foi a queda nas receitas

Jornal do Senado | Brasília, quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Especialistas participaram de sessão temática para debater a proposta, que ontem passou pela 4ª sessão de discussão em Plenário. Votação em 1º turno está prevista para terça-feira

O Senado fez ontem uma sessão temática de debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos por 20 anos. Com quase quatro horas de duração, a sessão reuniu especialistas no tema. 

Problema foi a queda nas receitas, avalia Rugistsky

A crise fiscal é fruto da desaceleração econômica e de desonerações praticadas nos últimos anos, que causaram uma queda na arrecadação, e não de um suposto “descontrole” nos gastos públicos, afirmou na sessão temática o economista Fernando Rugitsky, da Universidade de São Paulo (USP).

Rugitsky mostrou que entre 1996 e 2011 a economia brasileira produziu superávits primários  sistemáticos entre 2,5% e 3% do PIB. Essa relação começa a declinar a partir de 2012, como consequência da desaceleração.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dívida pública federal cresceu 21,7% em 2015

por Almir Cezar

A dívida pública federal bateu, em 2015, seus recordes de valor absoluto e de crescimento em relação ao ano anterior. Com R$ 498 bilhões a mais que em 2014, ela subiu 21,7% e chegou a R$ 27,9 bilhões em dezembro do ano passado, de acordo com o Tesouro Nacional, que estima um aumento para entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões até o fim de 2016 - aumento de mais 18,5%

O gasto com juros e amortizações da dívida pública federal atingiu em 2015 (apenas até 1/12/2015) o valor de R$ 958 bilhões. Em parte, a dívida é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo, mas não apenas. Ao contrário do que saí na grande imprensa, a maior parte decorre de cobertura de gastos feitos pelo Banco Central com, por exemplo, Operações de Mercado Aberto e de Swap Cambial, da ordem de centenas de bilhões de reais. 

Não há transparência sobre tais operações, seus beneficiários, e suas reais necessidades para o país, conforme pode ser verificado no artigo “O Banco Central está suicidando o Brasil”, de Maria Lucia Fattorelli, coordenadora nacional do movimento Auditoria Cidadã da Dívida. Destaca-se também a falta de transparência e discussão com a sociedade sobre a real necessidade das altíssimas taxas de juros, responsáveis pelo crescimento da dívida pública e pelo expressivo aumento dos gastos do Tesouro com a dívida. 

A justificativa de “controle da inflação” não tem se confirmado na prática, dado que a alta de preços não tem sido causada, preponderantemente, por um suposto excesso de demanda, mas sim, por preços administrados pelo próprio governo, como energia, combustíveis, transporte público, planos de saúde, e pela alta de alimentos, em um contexto no qual é priorizada a agricultura para exportação.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dilma veta a realização de auditoria da dívida pública

Veto prejudica a transparência de gasto que consome mais de 40% do orçamento federal.

A auditoria da dívida pública contaria com a participação de entidades da sociedade civil.

Hoje, 14/1/2016, o Diário Oficial da União (Seção 1, pág 9) divulgou o veto da Presidência da República à realização de auditoria da dívida pública com participação de entidades da sociedade civil, no âmbito do Ministério da Fazenda. Essa auditoria havia sido incluída no Plano Plurianual (PPA 2016-2019), por meio de emenda do Deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), acatada pela Comissão de Finanças e Tributação, que é o principal Órgão Colegiado da Câmara dos Deputados sobre o orçamento público.

Em sua justificativa, o governo diz: "O conceito de dívida pública abrange obrigações do conjunto do setor público não financeiro, incluindo União, Estados, Distrito Federal e Municípios e suas respectivas estatais. Assim, a forma abrangente prevista na iniciativa poderia resultar em confronto com o pacto federativo garantido pela Constituição. Além disso, a gestão da dívida pública federal é realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional e as informações relativas à sua contratação, composição e custo, são ampla e periodicamente divulgadas por meio de relatórios desse órgão e do Banco Central do Brasil, garantindo transparência e controle social. Ocorrem, ainda, auditorias internas e externas regulares realizadas pela Controladoria Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União."

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Contas públicas tem rombo. E a culpa é do ajuste fiscal

Contas do setor público têm déficit de R$ 11,5 bilhões em outubro. Queda da atividade econômica impacta resultado fiscal. O próprio ajuste fiscal está provocando o rombo.

Contas do setor público têm déficit de R$ 11,5 bilhões em outubro
Agência Brasil | 30/11/2015 

O setor público consolidado - governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais - registrou déficit primário de R$ 11,530 bilhões em outubro, de acordo com dados do Banco Central, divulgados hoje. No mesmo mês de 2014, houve superávit primário de R$ 3,729 bilhões. O resultado do mês passado foi o pior para um outubro desde o começo da série histórica do BC,  em dezembro de 2001.

Nos 10 primeiros meses deste ano, o setor público registrou déficit primário de R$ 19,953 bilhões. No acumulado de 12 meses até outubro, o setor público apresentou déficit primário de R$ 40,932 bilhões, o que corresponde a 0,71% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O governo não conseguiu fazer a economia para o pagamento dos juros da dívida, o superávit primário, que ajuda a conter o endividamento do governo, no médio e no longo prazos.

Hoje, o governo publicou no Diário Oficial da União decreto com a nova programação orçamentária de 2015, com o cronograma mensal de desembolso e um corte de 10 bilhões nas despesas orçamentárias deste ano.