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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PEC é recessiva e aprofundará desigualdades. Problema foi a queda nas receitas

Jornal do Senado | Brasília, quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Especialistas participaram de sessão temática para debater a proposta, que ontem passou pela 4ª sessão de discussão em Plenário. Votação em 1º turno está prevista para terça-feira

O Senado fez ontem uma sessão temática de debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos por 20 anos. Com quase quatro horas de duração, a sessão reuniu especialistas no tema. 

Problema foi a queda nas receitas, avalia Rugistsky

A crise fiscal é fruto da desaceleração econômica e de desonerações praticadas nos últimos anos, que causaram uma queda na arrecadação, e não de um suposto “descontrole” nos gastos públicos, afirmou na sessão temática o economista Fernando Rugitsky, da Universidade de São Paulo (USP).

Rugitsky mostrou que entre 1996 e 2011 a economia brasileira produziu superávits primários  sistemáticos entre 2,5% e 3% do PIB. Essa relação começa a declinar a partir de 2012, como consequência da desaceleração.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Contas públicas tem rombo. E a culpa é do ajuste fiscal

Contas do setor público têm déficit de R$ 11,5 bilhões em outubro. Queda da atividade econômica impacta resultado fiscal. O próprio ajuste fiscal está provocando o rombo.

Contas do setor público têm déficit de R$ 11,5 bilhões em outubro
Agência Brasil | 30/11/2015 

O setor público consolidado - governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais - registrou déficit primário de R$ 11,530 bilhões em outubro, de acordo com dados do Banco Central, divulgados hoje. No mesmo mês de 2014, houve superávit primário de R$ 3,729 bilhões. O resultado do mês passado foi o pior para um outubro desde o começo da série histórica do BC,  em dezembro de 2001.

Nos 10 primeiros meses deste ano, o setor público registrou déficit primário de R$ 19,953 bilhões. No acumulado de 12 meses até outubro, o setor público apresentou déficit primário de R$ 40,932 bilhões, o que corresponde a 0,71% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O governo não conseguiu fazer a economia para o pagamento dos juros da dívida, o superávit primário, que ajuda a conter o endividamento do governo, no médio e no longo prazos.

Hoje, o governo publicou no Diário Oficial da União decreto com a nova programação orçamentária de 2015, com o cronograma mensal de desembolso e um corte de 10 bilhões nas despesas orçamentárias deste ano.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Dilma insiste na volta da CPMF. Além de ruim ao contribuinte, não resolve o problema

 por Almir Cezar

Dilma, em vista à Suécia, falou em defesa da volta da CPMF
(Foto: Agência Brasil)
A presidente Dilma Rousseff, no domingo passado (dia 18), durante evento na Suécia, fez a defesa da volta da CPMF, extinta há oito anos. A medida integrou o anúncio no mês passado de R$ 64,9 bilhões de aumento de arrecadação para equilibrar as contas públicas em 2016 para retomar a "confiança" do mercado financeiro, visando que o país volte a crescer. Mas nem todo mundo se lembra como a CPMF funciona. "Antipática", não era um imposto cobrado sobre os preços de produtos e serviços, nem na renda ou patrimônio - ela aparece no extrato bancário do contribuinte. De fato era ruim, e não resolve o problema do país, muito pelo contrário.

A Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) foi um imposto que existiu até 2007 para cobrir gastos do governo federal com projetos de saúde. Agora, o governo propõe cobrar uma alíquota de 0,2% sobre todas as transações bancárias de pessoas físicas e empresas para ajudar a cobrir o rombo da Previdência Social. A proposta ainda precisa ser enviada ao Congresso Nacional para votação.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Opção preferencial do governo Dilma ou a "vaca tossiu". Sobre as novas medidas de restrição de benefícios previdenciários e trabalhistas

por Almir Cezar

Diferente do que Dilma disse na campanha
eleitoral,  a 'vaca tossiu' . E está sendo ordenhada.
Durante a campanha eleitoral a então candidata à reeleição Dilma Roussef afirmara que não mudaria direitos sociais "nem que a vaca tussa", acusando seus dois principais rivais, Marina Silva e Aécio Neves, que caso eleitos viriam a adotar medidas neoliberais.  Mas não foi isso que aconteceu tão logo se passou a eleição: o governo federal anunciou na semana passada, a última do ano, uma série de medidas de restrição ao acesso aos benefícios previdenciários e trabalhistas (veja a lista de mudanças ao final do artigo). A economia prevista por ano com os cortes é de R$ 18 bilhões (0,3% do PIB), valor equivale apenas 25% da meta de superavit primário de 2015.

As medidas, embora também fechem algumas brechas para abusos, sinalizam que, em seu segundo mandato, a presidente Dilma vai insistir, na melhor das hipóteses, em medidas cosméticas, deixando intocáveis as verdadeiras causas do não crescimento do país e do rombo aos cofres públicos: a salgada conta de juros que engordam um pequeno grupo de poucos votos, mas grande financiador de campanhas e com alta influência na mídia.  A gastança financeira, entre janeiro e novembro, custou ao Erário R$ 283,8 bilhões (o  equivalente a 6,06% do PIB do país).

Diferente do que Dilma disse na campanha eleitoral, a 'vaca tossiu' . E está sendo ordenhada em detrimento dos trabalhadores em benefício dos banqueiros e rentistas. Esperemos que em 2015, com a expectativa de mais ajuste fiscal pela nova equipe econômica do governo apesar da previsão de crescimento zero do PIB para o ano, a "vaca não vá pro brejo".

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Corte de R$ 44 bi: Enxugando gelo

Cedendo ao mercado financeiro Dilma corta de R$ 44 bilhões do Orçamento para ampliar o superávit primário. Presidenta amplia aperto fiscal para gastança com juros. Medida será inócua para a dívida pública, porém terá forte impacto na demanda agregada numa economia já parada.

Dilma cede à banca e tira R$ 44 bi da economia
Monitor Mercantil | 20/02/2014 

Com economia parada, presidente amplia aperto fiscal para gastança com juros

Obedecendo à pressão do mercado financeiro, o governo anunciou que o corte no Orçamento da União de 2014 alcançará R$ 44 bilhões. Apesar do crescimento medíocre da economia, a medida visa a viabilizar um desvio de 1,9% do setor público consolidado para pagar juros (superávit primário), somente na esfera da União. Dos R$ 44 bilhões, R$ 13,5 bilhões são despesas obrigatórias e R$ 30,5 bilhões correspondem a despesas discricionárias.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Governo anuncia corte de R$44 bi no orçamento e põe servidores mais uma vez frente a cenário de arrocho

Sindsef-SP

Se quiserem ver sua pauta de reivindicações mais urgente atendida, os servidores federais vão precisar reforçar a mobilização e pressão em torno de suas demandas. Nesta quinta-feira o governo anunciou um corte de R$44 bilhões no orçamento. A maior parte em despesas obrigatórias. A categoria sabe que esta é a imposição de um cenário de arrocho que atinge investimentos e melhorias no setor público e que afeta diretamente o atendimento à população. Os obstáculos não são novos. As dificuldades no processo de negociação com o governo já são, por si só, indicadores fortes de que a busca por avanços no atendimento de demandas urgentes só devem ocorrer acompanhadas de forte pressão. Na próxima semana termina o prazo que o Ministério do Planejamento apontou para dar uma resposta formal à pauta da Campanha Salarial Unificada 2014.

Enquanto o governo segue dando prioridade a setores privilegiados, a administração pública sofre do mal do sucateamento. Esse cenário não só enfraquece o setor público como abre espaço para uma desastrosa política que entrega cada vez mais ao setor privado serviços essenciais à população que já paga uma das maiores cargas tributárias do mundo. Recordes sucessivos de arrecadação não são suficientes para que o governo priorize investimentos nos segmentos que mais interessam à população que segue refém de um atendimento precário onde falta mão de obra e sobram problemas funcionais. Servidores sobrecarregados, muitas vezes desviados de funções, além de mal remunerados são parte integrante dessa realidade.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Enquanto as ruas pedem mais investimentos, governo anuncia "cortes" e ataca previdência pública!,

 por Atnágoras Lopes

Com cortes anunciados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não repassará R$ 4,5 bilhões ao INSS e ainda suspenderá a convocação de servidores concursados, conforme defende a presidente Dilma.

O anuncio do corte de R$ 10 bilhões nas “despesas”, andou longe de atender as expectativas do “mercado”. Esse é o centro da crítica que faz a grande mídia e os economistas liberais de plantão. No fundo eles defendem a mesma coisa que o Governo: manter intacto os compromissos com o pagamento (sangria) da dívida pública.

No que isso dialoga com o clamor das ruas? Em absolutamente nada. Na verdade, se observado a fundo, esse “corte”, mesmo nos itens como passagens, diárias e locação de veículos, entre outros, quando efetivados (e já vimos isso antes), de fato só afetará as condições de trabalho de vários servidores, especialmente os que têm como principal atividade a fiscalização e combate aos diversos crimes praticados contra o país e contra as pessoas. Assim, mais uma vez, serão sacrificados setores e demandas dos trabalhadores, como a situação indígena e ambiental, a sonegação fiscal e mesmo a precária fiscalização contra os altos índices de acidentes de trabalho.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Governo aumenta em R$ 10 bi cortes no Orçamento. Valor é o que a União gastará em juros com o aumento da Selic

Por Almir Cezar, de Brasília

O Governo anunciou na segunda-feira (22/07) o aumento de R$ 28 bilhões para R$ 38 bi cortes de recursos com contingenciamento de verba, medida para cumprir a meta fiscal do Governo e evitar o não endividamento do País.  O bloqueio previsto para que o governo atinja a meta de superávit primário de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto). O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Porém, esse corte corresponde ao valor que a União gastará em juros com o aumento da Selic anunciada na semana passada.

Segunda-feira foi o último dia para o envio ao Congresso Nacional do relatório bimestral de receitas e despesas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega e a ministra do Planejamento Miriam Belchior anunciaram cortes adicionais de recursos do Orçamento Geral da União. A arrecadação em queda com a desaceleração da atividade econômica e as desonerações às empresas justificaram em parte a decisão da redução nas despesar para manter a meta de superávit primário.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Corte: governo aumenta em R$ 10 bi cortes no Orçamento

Valor corresponde exatamente o que a União gastará com juros a mais com o aumento da taxa Selic

Medida para cumprir a meta fiscal do Governo e evitar o não endividamento do País, o Governo anunciou o aumento de R$ 28 bilhões para R$ 38 bi cortes de recursos com contingenciamento de verbas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega e a ministra do Planejamento Miriam Belchior anunciaram, na segunda-feira (22/07), os cortes adicionais de recursos do Orçamento Geral da União. O Governo pretende ampliar em os cortes para cumprir a meta de esforço fiscal.

O bloqueio está previsto para que o governo atinja a meta de superávit primário de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto). O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Segunda-feira foi o último dia para o envio ao Congresso Nacional do relatório bimestral de receitas e despesas. O esforço do governo é para evitar cortes nas áreas sociais. No começo do mês, Mantega disse que os cortes ficariam em aproximadamente R$ 15 bilhões, envolvendo principalmente despesas de custeio. Ele informou que o governo se empenha para não aumentar os impostos. - O importante é cumprir a meta de 2,3% e ela será obtida a qualquer custo - disse ele, na ocasião.

Pela terceira vez seguidae com a inflação desacelerando, no dia 10/07 o Banco Central (BC) reajustou a taxa básica de juros (Selic). Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 8,5% ao ano.  Segundo cálculos da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o aumento de 0,5 ponto porcentual na taxa leva o governo a gastar R$ 10 bilhões a mais, com o pagamento de juros da dívida pública. O valor supera o triplo da quantia destinada a ajuda aos municípios (R$ 3 bilhões) ou para a construção de creches (R$ 3,2 bilhões), determinada após as manifestações que tomaram as ruas do país.

A queda na arrecadação com a desaceleração da atividade econômica e as desonerações
De acordo com o Ministério do Planejamento, R$ 4,4 bilhões da verba contingenciada vêm de despesas discricionárias (não obrigatórias), que foram cortadas. Os R$ 5,6 bilhões restantes vêm da reestimativa de despesas obrigatórias, cujos valores foram revisados para baixo pela equipe econômica. Segundo o governo, investimentos e programas sociais foram poupados do corte.

Dilma se reúne com ministros no Planalto para tratar de cortes no Orçamento

Nova tesourada: Ministros anunciam nesta tarde cortes adicionais no Orçamento

A presidente Dilma Rousseff se reuniu, na manhã desta segunda-feira (22), no Palácio da Alvorada, com os ministros do Planejamento, Miriram Belchior; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; de Relações Institucionais, Ideli Salvatti e da Fazenda, Guido Mantega, para tratar dos cortes no Orçamento. O governo deve definir ainda hoje o corte adicional de recursos do Orçamento Geral da União.O bloqueio está previsto para que o governo atinja a meta de superávit primário de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto). O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública.

Terminou por volta das 13h a reunião em que a presidente Dilma Rousseff. Mantega e Miriam Belchior anunciam, hoje à tarde, cortes adicionais de recursos do Orçamento Geral da União. Os ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda apresentarão hoje, o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referente ao terceiro bimestre de 2013. O anúncio aconteceu às 15h30 , no auditório principal do bloco K, na Esplanada dos Ministérios.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A União tem os R$ 115 bi para atender os manifestantes em saúde, educação e mobilidade

Recursos adicionais até 2020 existem, bastam vir dos juros, superávit e desonerações

Mobilizações exigem  mais saúde, educação e transporte 
por Almir Cezar

A grande mídia, em seu habitual fiscalismo, ataca que para atender às demandas dos manifestantes por todo o país serão usados em projetos nas áreas de saúde, educação e mobilidade urbana, a União gastaria em recursos a enorme quantia de R$ 115 bilhões até 2020. Ao apresentar esses números, o jornal Valor Econômico na verdade, tendenciosamente, questiona da onde a União retiraria esses recursos para cobrir esses valores, e se adotado afetaria o "rigor orçamentário".

Contudo, tomados como verdadeiros esse montante, ao analisarmos o orçamento da União, verifica-se que apenas em 2013 há recursos suficientes para arcar com esses despesas adicionais. Tanto no pagamento dos juros da dívida pública, que neste ano consumirá mais 8 vezes desse valor estimado pelo Valor Econômico. Como no superávit primário, que o governo programa poupar a mais do previsto no orçamento geral da União para juros, de 93% do montante de gastos adicionais na saúde, educação e mobilidade para os próximos 6 anos. Por sua vez, apenas nos últimos cinco meses, as desonerações liberadas pela equipe econômica, mesmo com baixo resultado em aquecer a economia, somam R$ 9,134 bilhões, quase três vezes mais que o orçamento liberado para o ano todo com o desenvolvimento agrário (R$ 3,5 bi).

A grande mídia, em detrimento do povo das ruas, que justamente a denuncia e rechaça, fica ao lado de seus financiadores e anunciantes - banqueiros, megaempresários e multinacionais -, que se beneficiam com os juros e desonerações, que rivalizam com os gastos adicionais em saúde, educação e mobilidade urbana que o povo exige.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dilma já torrou 95% de 2012 com débitos


Dilma já torrou 95% de 2012 com débitos
Monitor Mercantil - 28/09/2012

Em 8 meses, gastança atingiu R$ 670 bilhões, quase igual a todo o ano passado

Apesar da taxa básica de juros (Selic) em queda, até 25 de setembro o governo já torrou R$ 670 bilhões com juros e amortizações da dívida federal. Isso corresponde a 95% dos R$ 708 bilhões gastos em todo o ano passado.

A informação é do economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida, ao comentar informação do Banco Central (BC), dando conta de que, em agosto, o superávit primário (desvio de recursos para gastar com juros) chegou a R$ 2,997 bilhões. No entanto, o arrocho fiscal no mês passado foi menor do que de agosto de 2011 (R$ 4,561 bilhões).


Nos oito meses do ano, o superávit primário ficou em R$ 74,225 bilhões, menor do que em igual período de 2011 (R$ 96,54 bilhões). Em 12 meses encerrados em agosto, o resultado atingiu R$ 106,395 bilhões, ou 2,46% de tudo o que o país produz - Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é R$ 139,8 bilhões.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Juro alto e cortes mudam patamar de crescimento para 2012


Juro alto e cortes mudam patamar de crescimento do país
Para economista, média da elevação do PIB já está abaixo dos últimos anos
Monitor Mercantil -17/02/2012

"Embora não tenha voltado aos "vôos de galinha", o Brasil já está crescendo em patamar inferior à média dos últimos anos." A opinião é do economista José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), que há muito alerta para o processo de desindustrialização em curso no país.

Essa percepção é reafirmada, na opinião do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi), que chama atenção para o pífio desempenho da indústria no ano passado (0,3%) em relação às vendas do comércio varejista (6,7%, segundo o IBGE).

Para o Iedi, "a concorrência com o produto importado se torna cada vez mais desigual devido a condições internas francamente adversas, como por exemplo, nas áreas cambial e tributária". Isso faz com que até a produção de bens de consumo não duráveis, "que deveriam se beneficiar largamente da evolução do poder de compra da população brasileira", declinasse 0,7%.

Mesmo a expansão do comércio, destaca o Iedi, apresentou desaceleração, após crescer 10,8% em 2010. "Aumento de juros, corte de gastos e, especialmente, as medidas macroprudenciais na área do crédito foram as ações que levaram ao resultado", diz o Iedi. O instituto ressalva que, ainda assim, o comércio teve evolução significativa em 2011.

"É possível que a desaceleração do varejo em 2011 tenha seqüência em 2012, quando se espera que o quadro negativo da economia mundial restrinja o crescimento econômico brasileiro", alerta o Iedi, pouco depois de o governo anunciar corte de R$ 55 bilhões no Orçamento.

Oreiro, porém, observa que, "embora o Orçamento brasileiro seja uma peça de ficção", o país vive uma mudança estrutural que manterá a arrecadação em alta. "O crescimento da receita cobrirá o corte orçamentário. A formalização está inflando as receitas, que, sistematicamente, vêm crescendo acima do PIB", salienta.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Governo Dilma faz o maior corte orçamentário da história

Governo Dilma faz o maior corte orçamentário da história 

Corte de R$ 55 bilhões atinge principalmente a Saúde e Educação


DA REDAÇÃO - www.pstu.org.br
 


 Agência Brasil
 
  Guido Mantega detalha o corte recorde no Orçamento de 2012
• O Governo Federal aproveitou a morna semana que antecede o carnaval para anunciar o maior corte no Orçamento já realizado na história do país. A tesoura de Dilma vai extirpar nada menos que R$ 55 bilhões da peça orçamentária aprovada pelo Congresso para 2012, ou R$ 5 bilhões a mais que os cortes anunciados no início do ano passado, e que era até agora o recorde.

A área social foi a mais atingida. Os dois setores mais afetados pelos cortes foram Saúde e Educação, tratados no discurso como prioridades pelo governo. As duas pastas perderam no total R$ 7,4 bilhões. A Saúde foi a grande vítima do governo Dilma, perdendo nada menos que R$ 5,5 bilhões previstos em seu orçamento. Já o Ministério da Educação perdeu R$ 1.9 bi.

Além disso, o Ministério das Cidades, responsável pelo programa Minha Casa Minha Vida, viu desaparecer R$ 3,3 bilhões, o mesmo corte que sofreu o Ministério da Defesa. Os ministérios da Justiça e da Integração Nacional tiveram, juntos, um corte de R$ 4,3 bi. E o Ministério do Desenvolvimento Agrário, responsável pela reforma agrária vai perder, por sua vez, R$ 1,2 bilhão.

Dos R$ 55 bilhões anunciados no corte, R$ 20 bilhões fazem parte das despesas obrigatórias que devem ser mantidas por lei (e que, portanto, dependem de fatores como redução de gastos no INSS ou aumento da arrecadação para se concretizar) e R$ 35 bilhões seriam investimentos para 2012.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Corte de R$ 55 bilhões no orçamento mais uma vez sairá das áreas sociais para beneficiar banqueiros

CSP Conlutas - 16/02/2012
 O governo Dilma anunciou ontem (15/02) que bloqueará -um eufemismo para corte- R$ 55 bilhões de importantes áreas sociais. O objetivo desse corte é alcançar a meta de R$ 140 bilhões de superávit primário, que é a reserva de recursos para o pagamento da dívida pública cuja maior parte é paga diretamente aos bancos. (clique aqui e veja o estudo do Dieese: Dez Perguntas e Respostas Para Entender A Dívida Pública Brasileira).

 Conforme consta na “Programação Orçamentária” distribuída pelos ministérios da Fazenda e o do Planejamento, Orçamento e Gestão, serão cortados R$ 20 bilhões de despesas obrigatórias (áreas de Previdência e Assistência Social, FGTS e outros). Os R$ 35 bilhões restantes, relacionados como despesas “discricionárias”, são receitas provisionadas das quais o governo não tem a obrigação legal de gastar integralmente o que está previsto. Serão cortes de R$ 5,5 bilhões na saúde, R$ 1,9 bilhão na educação, R$ 1,2 bilhão da Reforma Agrária, R$ 3,3 bilhões das Cidades, R$ 2 bilhões dos Transportes, R$ 2,2 bilhões da Integração Nacional, dentre outros.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O superávit primário e os cortes no Orçamento da União 2012

O superávit primário é o nome dado ao desvio de recursos da economia para gastar com juros, o que consumiu R$ 237 bilhões ano passado. 

Definição sobre o tamanho do corte que o governo federal fará no Orçamento-Geral da União deste ano necessário para garantir o cumprimento integral da meta de superávit primário deste ano, de R$ 140 bilhões para União, estados, municípios e estatais. Para chegar ao valor final do contingenciamento, o governo alega considerar não apenas a meta de superávit primário, mas, também, reestimar as receitas em relação ao montante aprovado pelo Congresso para o Orçamento. 

Os cortes de gastos públicos foram uma das principais razões de o país ter crescido menos de 3% ano passado. Caso, no entanto, não queira dar novo tranco na economia, desta vez num ano eleitoral, a presidente Dilma terá de levar em consideração, não apenas o dinheiro a ser destinado aos rentistas, mas também a necessidade de manter o país crescendo. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Superávit primário cresce e chega a R$70 bi. E o servidor, ô!

Superávit primário cresce e chega a R$70 bi. E o servidor, ô!

Enquanto o superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) cresce 19% no ano e chega a R$70 bilhões, muito acima do que a meta inicial oficial (R$ 50 bi), o Governo Dilma alega não poder reajustar salários dos servidores federais e realizar novos concursos públicos. E para piorar, ainda dizem que é preciso fazer nova reforma da previdência. É brincadeira com o servidor!

Superavit primário cresce 19% no ano e chega a R$ 70 bi

Folha Online, 29/09/2011 - 14h24 - ANA CAROLINA OLIVEIRA - DE BRASÍLIA

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou saldo de R$ 69,8 bilhões entre janeiro e agosto deste ano. O resultado é R$ 40,1 bilhões superior ao apurado no mesmo período de 2010.

No ano, as receitas líquidas somaram R$ 532,043 bilhões, crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as despesas totais caíram 10,6%, ante crescimento de 17,3% registrado no ano passado e ficaram em R$ 462,200 bilhões.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Juros levam 48% do Orçamento 2012. Restam ao Social 36% e servidores menos de 10%

PROPOSTA PARA 2012 DESTINA SÓ 36% PARA ÁREA SOCIAL, MAS SE QUEDA DA SELIC CONTINUAR, GASTANÇA SERÁ MENOR.

Em 2011 a gastança financeira "suga" R$ 138 bi em 7 meses. Dilma destina R$ 111 bi a programa

 Juros levam 48% do Orçamento
Monitor Mercantil, 01/09/2011


PROPOSTA PARA 2012 DESTINA SÓ 36% PARA ÁREA SOCIAL, MAS SE QUEDA DA SELIC CONTINUAR, GASTANÇA SERÁ MENOR

De acordo com a Auditoria Cidadã da Dívida, a proposta orçamentária do governo federal para 2012 destina 47,9% dos recursos para gastar com juros e amortizações da dívida. Enquanto isso, os gastos com servidores públicos - "sempre acusados de vilões do Orçamento" - ficarão com 9,59% do total. Ainda segundo a Auditoria, todos os demais gastos sociais ficam com 36%, e os investimentos com apenas 2,73%.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tem de baixar juro para enfrentar a crise

Tem é de baixar juro para enfrentar a crise
Monitor Mercantil, 29/08/2011


Dilma decepciona sindicalistas ao optar por ampliar o aperto fiscal em R$ 10 bi

Brasília - Representantes de centrais sindicais saíram insatisfeitos da reunião com a presidente Dilma Rousseff, após ouvirem dela que, sob pretexto de enfrentar a crise internacional, o governo vai ampliar o desvio de recursos da economia para gastar com juros (superávit primário). Para os sindicalistas, em lugar de ampliar o aperto fiscal, o governo precisa é reduzir a taxa básica de juros (Selic).

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Governo anuncia aumento do superávit e cortes de mais R$ 10 bi

Governo anuncia aumento do superávit e cortes de mais R$ 10 bi. Opção aplicada por Dilma/Mantega é ampliar aperto e travar ainda mais a economia. Gasto com juro é o triplo do aumento do aperto fiscal. Medida visa “preparar” o país para a recessão internacional que se desenha. Apesar das insistentes declarações de que o Brasil estava hoje mais preparado para uma crise econômica internacional, Com ampliação, arrocho já chega a R$ 91 bi - 62% da soma de Saúde e Educação.

Gasto com juro é o triplo do aumento do aperto fiscal
Monitor Mercantil, 29/08/2011


Com ampliação, arrocho já chega a R$ 91 bi - 62% da soma de Saúde e Educação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira que a meta de superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) aumentará de aproximadamente R$ 81,8 bilhões para cerca de R$ 91 bilhões este ano.

Este total equivale a 61,6% da soma do Orçamento da Saúde (R$ 77 bilhões) com o da Educação (R$ 69 bilhões) para todo o ano de 2011. Além disso, este ano, o governo já torrou R$ 138 bilhões com pagamento de juros, contra R$ 109 bilhões em igual período de 2010.

Esses R$ 29 bilhões a mais entre um ano e outro equivale ao triplo do aumento do superávit primário.

"A parte do governo federal é aproximadamente R$ 81 bilhões. Eu estou anunciando um aumento para R$ 91 bilhões de (superávit) primário a ser realizado em 2011. Ou seja, (quase) R$ 10 bilhões a mais de resultado primário que nós vamos cumprir em 2011", disse Mantega.

O anúncio foi feito em entrevista no Ministério da Fazenda, após a reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto. No encontro, as mudanças foram apresentadas aos líderes de partidos da base aliada do governo no Congresso Nacional.

A única forma de o aumento do aperto não reduzir ainda mais o ritmo da economia brasileira - já em desaceleração pela nova escalada do aumento da taxa básica de juros (Selic) e das medidas de restrição fiscal - é se ele vier pelo não uso do excedente da arrecadação para estimular a economia.

Mantega destacou que o ajuste não se dará à custa de cortes adicionais. O governo já sinalizara a adoção de mudanças na política fiscal. Na última sexta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, antecipara que um resultado fiscal forte supostamente abriria "um espaço interessante" para a redução das taxas de juros, apesar de a trajetória do país nas últimas duas décadas e meia em nenhum momento tenha confirmado isso.