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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Neofundamentalismo religioso e o neofascismo são pós-moderno

Extremismo e poder estão a serviço dos lucros

Ensaios sobre a Direita e a Pós-Modernidade

por Almir Cezar Filho

Duas notícias recentes trouxeram choque em setores mais esclarecidos da opinião pública. O ato do MBL contra a exposição de arte Queermuseu que levou aos patrocinadores a cancelá-lo. E atos de terror de traficantes a moradores praticantes de religiões afro-brasileiras nas comunidades que suas quadrilhas controlam.

Como pode lideranças de uma minoria religiosa (pastores evangélicos) se aliar com a escória da sociedade (os narcotraficantes) pra perseguir uma outra minoria religiosa (os umbandistas e os candomblecistas)? Como pode uma escória se achar "ungida" e taxar de satânica fiéis e sacerdotes de outras religiões minoritárias e persegui-los impunemente com extrema violência? Cadê os líderes evangélicos repudiando essas ações? É isso mesmo?

É de senso comum, mesmo entre os mais intelectualizados, que este fundamentalismo religioso, ou mesmo o neofascismo corrente na atualidade, brotariam e seriam manifestações reacionárias, pré-modernistas, antemodernistas. Contudo, ao contrário disso, ambos partem justamente de aspirações e manifestações pós-modernistas. Violando as regras que se justamente ditariam as manifestações em parâmetros modernos. A diferença entre o fundamentalismo clássico e esses neofundamentalistas se explica na mentalidade universal que se instalou na atual etapa senil do sociedade de tipo burguesa, no Capitalismo, na Pós-modernidade.

Vamos lá: no Brasil parece ser um fato corrente que a intolerância religiosa ativa parece ser a prática corrente de boa parte das lideranças protestantes evangélicas (pentecostais e neopentecostais) e seus seguidores fanatizados. Difere do retrospecto histórico, que a intolerância brota em geral de um religião majoritária (os evangélicos são apenas 20%), e logo assim, no Brasil, teria partir do Catolicismo romano, que ainda é maior religião no país, coisa que centralmente não ocorre.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Mulheres ganham menos no Brasil. Se salário fosse igualado injetaria bilhões na economia

por Almir Cezar Filho

No Programa Censura Livre, que vai ao ar todo sábado das 18 às 20h, pela Rádio Difusora Aliança FM 98,7, para São Gonçalo e região (RJ), também transmitido online pelo aplicativo iRadio, e pelo site www.radioaliancafm.org, comento no quadro Economia é Fácil as principais notícias econômicas da semana. No programa de sábado dia 11 de março, portanto, na semana do Dia Internacional da Mulher (8), além do quadro regular, em um comentário extra pude falar à respeito da série de  de pesquisas recém divulgadas que confirmam a persistência da triste desigualdade de gênero nos salários. Leia a seguir o que falei:

Olá ouvintes do Censura Livre! Olá pessoal do estúdio!

Com a proximidade do “8 de Março”, Dia Internacional das Mulheres, ganham repercussão os tristes dados sobre desigualdade de gênero no Brasil e no mundo. O destaque é uma série de pesquisas divulgadas recentemente que identificou o quanto é desigual os salários para ambos os sexos. Por outro lado, também mostrou o tanto é ruim para a economia: se fossem igualados injetariam bilhões e ajudaria em muito a resolver a crise econômica.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Liberdade e Capitalismo

Ensaio sobre a Pós-Modernidade de Direita nº 3

por Almir Cezar Filho

É facilmente afirmável que o Capitalismo tem fracassado, ou ao mínimo tem dificuldades, em generalizar as liberdades enaltecidas por seus porta-vozes, os economistas e demais filósofos sociais burgueses.

A Grã-Bretanha, por exemplo, jamais levou ao seu império a liberdade econômica e as liberdades civis de que gozam os habitantes das Ilhas Britânicas. Nos EUA há milhões cuja cidadania é apenas de segunda classe — negros, hispano-americanos e membros de grupos minoritários, o que inclui não só outros grupos raciais ou mesmo religiosos, mas também, outros tipos de grupos, como os homossexuais e as mulheres — cujos pretensos direitos constitucionais são constantemente pisoteados de formas por vezes claras e óbvias e por vezes ocultas e obscuras.

Em suma, até a mais livre sociedade capitalista pratica formas de discriminação que envolvem a redução das liberdades de alguns dos seus membros ou dependentes. Haverá razão para se acreditar que essa discriminação resulte da própria essência do sistema capitalista.

A discriminação e as opressões estão associados aos elementos mais básicos do sistema capitalista, o principio da extração de mais-valia e acumulação de capital. Do ponto de vista econômico, a discriminação é lucrativa; e, por assim ser, sobrevive e reaparece a despeito de todos os esforços porventura desenvolvidos para a sua abolição.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Presença das mulheres no mercado de trabalho cai em 2013

Na véspera do Dia das Mulheres más notícias com relação ao mercado de trabalho.

A presença das mulheres no mercado de trabalho diminuiu de 56,1% em 2012 para 55,1% em 2013, de acordo com a pesquisa A presença feminina no mercado de trabalho em 2013 na região metropolitana de São Paulo, feita pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ao mesmo tempo, a participação masculina caiu de 71,5% para 70,6%.

Segundo os dados, em 2012 a taxa de desemprego total entre as mulheres estava em 12,5% e caiu para 11,7% em 2013, sendo a menor taxa de desemprego total registrada na década de 2000. Entre os homens, essa taxa passou de 9,4% em 2012 para 9,2% em 2013. "Para as mulheres, a retração da taxa de desemprego é decorrente da relativa estabilidade do nível de ocupação, concomitante à diminuição da sua presença no mercado de trabalho", mostra a pesquisa.

sábado, 28 de setembro de 2013

Ganhos de rendimento das mulheres foram menores que dos homens

Pnad indica rendimento médio do trabalho das mulheres menores que os dos homens

Os ganhos de rendimentos do trabalho das mulheres foram menores do que os obtidos pelos homens entre 2011 e 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o rendimento das mulheres aumentou 5,1% no período, o dos homens subiu 6,3%.

O rendimento médio do trabalho das mulheres chegou a R$ 1.238 em 2012, ou seja, 72,9% do obtido pelos homens: R$ 1.698. Em 2011, o rendimento das trabalhadoras representava 73,7% do valor recebido pelas pessoas do sexo masculino.

“É preciso tomar um certo cuidado, porque nessa média a gente não está levando em consideração a função que ela exerce, a carga horária em que ela trabalha. O trabalho doméstico, por exemplo, tem normalmente rendimentos menores e é feito, em 98% dos casos, por mulheres. Já em algumas ocupações e cargos de chefia, os homens são maioria. É preciso tomar cuidado para não dizer que é simplesmente discriminação pelo sexo”, disse a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Estudo mostra agravamento da discriminação com mulheres e negros

Estudo mostra agravamento da discriminação com mulheres e negros

Pode parecer paradoxal, mas quanto mais baixo o índice de desemprego – pelos cálculos do IBGE no Brasil estamos no patamar de cerca de 6% desde 2011 – mais difícil fica arranjar trabalho para os setores que sofrem com maior discriminação e rebaixamento de salários.

Encomendado pelo Globo, o Dieese realizou estudo que evidencia que mulheres e negros, além de serem a maioria entre os desempregados brasileiros, também são os que estão procurando serviço há mais tempo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Nos EUA, homens trabalham mais horas do que mulheres

Nos EUA, homens trabalham mais horas do que mulheres
25/07/2013 - FOLHA DE SÃO PAULO

Homens e mulheres norte-americanos que estão empregados em tempo integral têm uma diferença menor de remuneração do que a que se verifica em geral.

Uma pesquisa do departamento de trabalho dos EUA mostra que os homens que têm emprego integral (lá, isso significa 35 horas por semana) trabalham um pouco a mais do que as mulheres. São 8,46 horas diárias contra 7,87.

Os dados são de 2012.

Eles também mostram que as pessoas que não fizeram curso superior trabalham mais horas (7,97 por dia) do que as que fizeram faculdade (7,57).

De acordo com a área da economia pode haver diferenças significativas. Por exemplo, quem está empregado nas áreas de agricultura e pesca gasta em média 6,92 horas no trabalho; no setor de instalação, manutenção e reparos, fica-se, em média, 8,35 horas por dia.

quarta-feira, 6 de março de 2013

No Dia da Mulher associações do INCRA e MDA debaterão políticas públicas para as mulheres rurais e para aquelas que levam as políticas para elas

cartaz das associações com as atividades
Com o tema as políticas públicas para as mulheres rurais e para as mulheres que levam as políticas para as mulheres rurais, as servidoras e os servidores do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) de Brasília irão nesta sexta-feira, 08 de março, celebrar o Dia Internacional da Mulher com um café da manhã com debate "A Mulher no meio rural e no serviço público".  

O evento é organizado pela ASSEMDA (Associação Nacional dos Servidores do MDA) e ASSERA/Br (Associação de Brasília dos Servidores da Reforma Agrária) e é parte de um calendário maior ao longo dessa semana (vide cartaz ao lado).

A mesa de debate contará com Karla Hora, diretora de Política para Mulheres Rurais do MDA (DPMR);  Ana Beatriz Serpa, servidora pública e liderança do Movimento Mulheres em Luta (MML); uma representante do movimento popular do campo; e a mediação será de Tamara, servidora do INCRA e diretora da ASSERA e Marina Muniz, servidora do MDA e conselheira da ASSEMDA. O debate  contará portanto, com o "olhar" do governo, do movimento feminista, do movimento camponês e das servidoras públicas dos dois órgãos federais agrários.

O "café da manhã com debate" começará às 9h no auditório do 11o. andar do Edifício Palácio do Desenvolvimento (sede nacional do INCRA e das secretarias do MDA), no Setor Bancário Norte, zona central de Brasília, Distrito Federal.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Desemprego ainda atinge mais os negros


Desemprego ainda atinge mais os negros
Monitor Mercantil -19/11/2012

Apesar de ser maioria da população economicamente ativa (PEA), os negros são os que mais sofrem com o desemprego. Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), referente a 2011, feita Dieese em parceira com a Fundação Seade e o Ministério do Trabalho (MTE). O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira - véspera do Dia Nacional da Consciência Negra. "Apesar da intensidade da presença dos negros no mercado de trabalho metropolitano, esse segmento populacional ainda convive com patamares de desemprego mais elevados. No último ano, a proporção de negros no contingente de desempregados na maioria das regiões foi superior a 60%, exceto nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (18,2%) e São Paulo (40,0%)", diz a pesquisa.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Diferença racial de salário segue no Brasil, inclusive na capital federal

Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan) a diferença racial de salário segue no Brasil, inclusive na capital federal. Mulheres negras são as mais prejudicadas. Negros são a minoria no serviço público. E entre os domésticos, os afrodescendentes são maioria.Os negros têm mais oportunidades com políticas públicas específicas.

Negros têm mais oportunidades
LARISSA GARCIA | Correio Braziliense - 14/11/2012

Pesquisa Dieese revela que diminuiu o abismo étnico no mercado de trabalho, mas persistem as discrepâncias salariais

Enquanto os negros que vivem na capital do país ainda têm salários menores que os não negros, a taxa de desemprego entre os dois grupos diminui a cada ano. Números da Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF (PED-DF) de 2011, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan), mostram que a diferença entre não ocupados dos dois segmentos é de apenas 1,9 ponto percentual. Em 2002, a discrepância chegava a quase 6 pontos. O rendimento médio mensal de trabalhadores brancos e amarelos é 55,26% maior. Afrodescendentes recebem R$ 1.737, contra R$ 2.697 dos indivíduos de outros grupos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Venda de terras em larga escala pode agravar insegurança alimentar


Agência Brasil | 16/10/2012

A venda de terras de comunidades tradicionais em larga escala pode agravar a insegurança alimentar, principalmente com a concentração da posse por grupos estrangeiros. O alerta está no relatório Situação da Terra, divulgado nesta terça-feira (16/10), Dia Mundial da Alimentação, pela organização não governamental (ONG) ActionAid.

No levantamento, a organização analisa o avanço das grandes aquisições de terra em 24 países da América Latina, África e Ásia, inclusive no Brasil, e aponta os riscos desse mercado para as comunidades tradicionais, principalmente as mulheres, considerado o grupo mais vulnerável. Com a concentração da terra na mão de estrangeiros, a produção agrícola passa a ser focada na exportação e a produção local fica marginalizada, comprometendo a sobrevivência das comunidades e os preços dos alimentos no mercado interno.


“Em geral, as grandes aquisições envolvem transferência de direitos do uso da terra das comunidades para os investidores, colocando grandes áreas – e a água – nas mãos de poucos, em detrimento dos pequenos produtores”, diz o texto. O fenômeno do comércio de terras em larga escala tem avançado nos últimos anos estimulado, segundo o relatório, pelo aumento do preço dos alimentos e pela expansão da produção de biocombustíveis, que elevam a demanda por áreas agricultáveis. “Até 2008, girava em torno de 4 milhões de hectares de terra por ano. Só entre outubro de 2008 e agosto de 2009, movimentou 45 milhões de hectares, tomou uma proporção muito grande”, compara o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil tem maior desigualdade salarial


Brasil tem maior desigualdade salarial
Monitor Mercantil, 11/09/2012 

Segundo o estudo Olhar sobre a Educação 2012, que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira, em Paris, na França, o Brasil é o país com a maior diferença salarial entre pessoas com diploma universitário e as com grau de instrução inferior.

De acordo com o secretário-geral da organização, Angel Gurría, a diferença salarial existente no Brasil entre pessoas com ensino superior e as demais representa "o triplo da média dos países da OCDE". A vantagem salarial média nos 34 países da OCDE entre pessoas que cursaram o terceiro grau e as com nível de instrução menor é de 67% no caso dos homens e de 59% entre as mulheres.

A mesma pesquisa apontou que em um grupo de 29 países, o Brasil ocupa o 23º lugar no ranking de investimentos no ensino superior. O estudo mostra que foi investido apenas 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nessa etapa de ensino. A pesquisa se refere a números até 2009. De acordo com a organização, o Brasil está "gradualmente se aproximando" dos países que integram o G20 (grupo das nações mais ricas do mundo).

No entanto, o estudo alerta sobre o baixo investimento em educação quando há a comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os dados, os investimentos brasileiros em ensino em geral atingiram 5,55% do PIB, enquanto a meta para os países da OCDE é 6,23%.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Proteção das Mães e a Luta Pela Elevação do Nível Cultural, de Trotski (1925)


Campanha Nacional por Creches!
campanha do MML/ CSP-Conlutas


Camaradas:
Vossa Conferência é importante porque o conteúdo das discussões demonstra que a construção de uma nova cultura socialista está sedo levada a cabo sob várias perspectivas simultaneamente. Somente ontem, tive a oportunidade de conhecer as teses apresentadas em vossa Conferência e ainda não tive tempo de analisá-las a fundo. Mas o que salta aos olhos desde a primeira leitura, ainda que não esteja diretamente envolvido no processo (embora ninguém tenha o direito de permanecer à margem deste) é que vosso trabalho adquiriu uma extraordinária profundidade e concretude. Desde os problemas nebulosos sobre todos os aspectos da nossa cultura e nossa vida, que discutíamos em 1918 e 1919, temos avançado até o pensamento e a atividade concretos, sem perder a perspectiva futura nem cair no desalento. E isto significa um grande avanço, que se expressa amplamente nas teses sobre a proteção às mães e às crianças.

Camaradas: o que mais me chamou a atenção (e suponho que o mesmo deve suceder-se com todo leitor das teses) foi a taxa de mortalidade infantil incluída no trabalho da camarada Lebedeva. Assombrou-me. Provavelmente vocês já discutiram a questão muito mais concretamente, mas ainda que correndo o risco de ser repetitivo, vou abordar expressamente este ponto. A taxa compara a mortalidade infantil até um ano de idade de 1913 a 1923. São corretos estes dados? Esta é a primeira questão que proponho a mim e a vocês. De todo modo, isto poderá ser verificado. Creio que a taxa deve ser separada das teses e publicada em toda a imprensa soviética e partidária, como elemento muito valioso de nosso inventário cultural socialista.



quinta-feira, 8 de março de 2012

O Dia da Mulher, de Alexandra Kollontai (1913)


Alexandra Kollontai


O quê é o dia da Mulher? É realmente necessário? Será que é uma concessão às mulheres da classe burguesa, às feministas e sufragistas? Será que é nocivo para a unidade do movimento operário? Estas questons ainda se escuitam na Rússia, embora já nom no estrangeiro. A vida mesma deu umha resposta clara e eloqüente a tais perguntas.

O Dia da Mulher é um elo na longa e sólida cadeia da mulher no movimento operário. O exército organizado de mulheres trabalhadoras cresce cada dia. Há vinte anos, as organizaçons operárias nom tinham mais do que grupos dispersos de mulheres nas bases dos partidos operários... Agora os sindicatos ingleses tenhem mais de 292.000 mulheres sindicadas; na Alemanha som à roda de 200.000 sindicadas e 150.000 no partido operário, na Áustria há 47.000 nos sindicatos e 20.000 no partido. Em toda as parte, em Itália, na Hungria, na Dinamarca, na Suécia, na Noruega e na Suíça, as mulheres da classe operária estám a organizar-se a si próprias. O exército de mulheres socialistas tem perto de um milhom de membros. Umha força poderosa! Umha força com a qual os poderes do mundo devem contar quando se pom sobre a mesa o tema do custo da vida, a segurança da maternidade, o trabalho infantil ou a legislaçom para proteger os trabalhadores.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Comunismo e a Família, de Alexandra Kollontai (1920)

Alexandra Kollontai
A mulher já não depende do homem.

Se manterá a família em um Estado comunista? Persistirá na mesma forma atual? São estas questões que atormentam, nesse momento, à mulher trabalhadora e a seus companheiros, os homens.

Não devemos achar estranho que nesses últimos tempos este problema perturbe a mente das mulheres trabalhadoras. A vida muda continuamente diante de nossos olhos; antigos hábitos e costumes desaparem pouco a pouco. Toda a existencia da familia proletaria se modifica e se organiza de uma forma tão nova, tão fora do comum, tão estranha, como nunca podemos imaginar.

E uma das coisas que mais causa perplexidade na mulher, nesses momentos, é a maneira como foi facilitado o divórcio.

De fato, em virtude do decreto do Comissario do Povo de 18 de dezembro de 1917, o divórcio deixou de ser um privilégio acessível somente aos ricos; de agora em diante, a mulher trabalhadora não terá que esperar meses e, inclusive, até anos para que seja julgado seu pedido de separação matrimonial que dê a ela o direito de separar-se de um marido alcólatra ou violento, acostumado a espancá-la. De agora em diante poderá se obter o divórcio amigavelmente dentro do período de uma ou duas semanas, no máximo.

Porém, é precisamente esta facilidade para obter o divorcio, fonte de tantas esperanças para as mulheres que são desgraçadas em seu matrimônio, o que assusta outras mulheres, particularmente aquelas que consideram o marido como o "provedor" da família, como o único sustento da vida, a essas mulheres que não compreendem que devem acostumar-se a buscar e a encontrar esse sustento em outro lugar, não na pessoa do homem, mas sim na pessoa da sociedade, do estado.

(clique aqui para ler o texto todo)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BBB12: Investigação e Punição aos agressores já!


BBB12: Investigação e Punição aos agressores já!


blog do movimento Mulheres em Luta, da CSP-Conlutas  | terça-feira, 17/01/2012
Basta de violência contra  as mulheres!
  
Na noite do dia 16 (segunda),  o modelo Daniel Echanoz, 31 anos,  foi excluído do “Big Brother Brasil 12” . A notícia foi dada pelo apresentador Pedro Bial, que informou que a direção do programa avaliou criteriosamente a conduta do participante Daniel e entendeu que ele infringiu as regras do jogo. A decisão foi tomada somente  no fim da tarde de segunda (16), após a polícia do Rio de Janeiro ter visitado o Projac (onde funciona a rede globo) e aberto inquérito para apurar um “fato atípico”, que tem por detrás uma possível acusação de estupro praticado por Daniel a Monique Amim, ambos participantes do programa.

domingo, 4 de dezembro de 2011

As opressões e a sua invisibilidade no capitalismo: Há racismo no Brasil?

por Almir Cezar Filho 

Um mesmo tipo de opressão assume múltiplas faces no Capitalismo, que o recicla e o reinventa ao seu serviço, o mesmo fazendo até com a resistência a opressão. Um dos aspectos nesse sentido é a “invisibilização” da opressão, talvez a mais grave nesse sentido. Outra, é a absorção da luta e resistência dos  "oprimidos" aos interesses do capital, ou sua transformação em mera válvula de escape ao agravamento das tensões sociais decorrentes das opressões, ou ainda legar à manifestação de resistências, mesmo as não politizadas, a pequenos, restritos e subterrâneos espaços de manifestações, que não incomodam ao capital ou ao moralismo burguês, ou usados para legitimar o sistema como sem discriminações ou opressões. Daí ficamos com uma velha impressão que não há racismo no Brasil.

Contudo, vemos inúmeras manifestações que justamente confirmam o contrário. Há discriminação e opressão mesmo quando visualizamos formas que a princípio a negariam. Da mesma forma que a figura de Che Guevara virou estampa mais vendida de camiseta, vemos hoje as Marcha do Orgulho e as boates gays como espaço de entretenimento burguês, revistas da “mulher moderna” e salões de beleza e indústria fonográfica negra. Temos ainda o samba e o futebol, etc.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

25 de Novembro: Dia de luta contra a violência à Mulher!


22/11/2011 | Movimento Mulheres em Luta  | CSP Conlutas (nacional)


Basta de Violência contra as Mulheres!

A violência contra a mulher é um problema escandaloso em nosso País! Segundo o Anuário das Mulheres Brasileiras (2011 – DIEESE e Secretaria de Políticas para Mulheres), o local em que as mulheres mais sofrem violência é dentro de casa. Xingamentos, agressões verbais, humilhações e ameaças também fazem parte do cotidiano e em muitos lares avançam para a agressão física e até morte. É uma combinação entre violência física e violência psicológica.

 Segundo o Instituto Avon, a violência assombra principalmente as mulheres que ganham entre 1 e 2 salários mínimos. Na mesma pesquisa, 46% dos entrevistados alegam que o principal motivo para esta realidade é o fato de “o homem se achar dono da mulher”. Esta ideia é uma ideia machista.
  
O machismo é uma ideologia que ganha força em um sistema social baseado em relações de exploração entre patrões e trabalhadores. Os patrões utilizam o machismo para pagar menos as mulheres trabalhadoras e para dividir a classe trabalhadora. Por isso, a luta contra a violência machista deve ser uma luta de homens e mulheres da classe trabalhadora. Quando um trabalhador agride alguma mulher, está ajudando a reforçar a ideologia do patrão e está dividindo os trabalhadores.
  

domingo, 20 de novembro de 2011

Negro sofre 'discriminação institucionalizada' no serviço de saúde, diz diretor de ONG

BBC Brasil

Além de ter menos acesso a planos de saúde do que brancos, a população negra também sofre uma "discriminação institucionalizada" nos serviços públicos de saúde do país, segundo o diretor do Fundo Baobá, Athayde Motta.

"De alguma forma, os serviços do Estado reproduzem o preconceito de parte da sociedade. Pesquisas mostram que nos locais onde a maior parte da população é negra o serviço tende a ser pior", diz Motta.
A tese defendida por Motta, que dirige o Fundo Baobá, uma ONG que viabiliza projetos que promovam a equidade racial, já foi sentida na pele por Marcelo Antonio de Jesus. Educador em uma ONG em São Paulo, 36 anos, Jesus conta que "durante exames", já sentiu "que há o receio de alguns médicos de tocar o paciente, pelo fato de ser negro". "Isso também ocorreu com familiares. No meu caso, em uma ocasião, fui a dois médicos diferentes. Um deles nem me examinou e deu o diagnóstico só a partir do que eu havia contado", disse.