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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Salve a Aldeia Maracanã e o Museu do Índio! A Ação cultural aconteceu sábado, 12/01

por Almir Cezar Filho
fotos: Eduardo Araujo Almeida


Nesse último sábado à noite houve uma intervenção política cultural em favor da Aldeia Maracanã, no local. Disponibilizaram uma estrutura de voz e violão para a participação de músicos, cantores, instrumentistas, poetas que queriam participar fortalecendo a visibilidade do protesto e a corrente a fim de impedir o despejo definitivo com ameaça de se concretizar no dia seguinte domingo dia 13, mas a resistência foi vitoriosa e mobilizou toda a sociedade carioca centenas de apoiadores e ativistas foram até a aldeia prestar solidariedade e foi o terceiro assunto mais comentado em toda a internet.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"Dossiê Itaocara" - para onde vai a CUT e MST?

Eduardo Araujo Almeida, do Rio de Janeiro

facha e itaocara 108.JPG
local onde será construída o "paredão" em Itaocara/RJ
Após a retirada do MST/MAB (Movimento dos Sem Terra /Movimento dos Atingidos por Barragens), em Itaocara, município no Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, o consórcio liderado pela companhia elétrica Light, veio com toda força sobre a população, já começando a dragagem do rio Paraíba do Sul, no local que será construída uma barragem que inundará toda a região. O mais grave é que as resistência local ficou totalmente sozinha na luta, e só não foram assassinados porque os interessados pelo projeto também são seus parentes. Um caso muito sério em que lideranças e dirigentes com suas cúpulas e acordos com os governos não poderiam deixar os trabalhadores locais sem nenhum auxílio.

Esperamos que o Prefeito eleito de Itaocara Sr. Gelsimar do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) se posicione o mais rapidamente sobre o caso, pois a população nem sequer sabe como e quando serão indenizadas, outro problema é que o próprio Consórcio anuncia o canteiro de obras para março de 213, mas o esvaziamento da região já começou, mas nenhuma placa sequer foi posta para e como orientação.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cidades Partidas: problemas sistêmicos por trás dos engarrafamentos, casas descendo morros, bueiros voadores e bondes desgovernados

Eduardo Araujo Almeida
Um especialista nas entranhas de nossas grandes cidades vê no incidente [a queda do edifício no Centro do Rio] o sintoma de um problema mais amplo e perturbador: a exaustão das estruturas e infraestruturas das metrópoles brasileiras. Para o arquiteto gaúcho Vinicius M. Netto, professor adjunto do Departamento de Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Cidades partidas
www.estadao.com.br | Ivan Marsiglia

Se a causa foi a famigerada reforma no 9º andar, as inclinações registradas durante as obras do metrô nos anos 70, os três pavimentos extras malandramente incorporados ao projeto original ou o fato de o prédio ter sido construído sobre um terreno alagadiço, cabe aos responsáveis pela investigação esclarecer. Entretanto, há outra reflexão a fazer diante da tragédia do Edifício Liberdade, que desabou no último dia 25, arrastando outros dois prédios no centro do Rio de Janeiro.
Problemas pedem planejamento sistemático e mudança de mentalidade - Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE
Problemas pedem planejamento sistemático e mudança de mentalidade
Um especialista nas entranhas de nossas grandes cidades vê no incidente o sintoma de um problema mais amplo e perturbador: a exaustão das estruturas e infraestruturas das metrópoles brasileiras. Para o arquiteto gaúcho Vinicius M. Netto, professor adjunto do Departamento de Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), há um problema sistêmico por trás das imagens de engarrafamentos, casas descendo morros, bueiros voadores e bondes desgovernados que vemos nos noticiários do País.
“Temos dificuldade em entender os problemas de nossas cidades, planejar estrategicamente as ações e mobilizar técnicos em número e preparo suficientes para executá-las”, diz o pesquisador, que concluiu seu doutorado na University College London (UCL) sob a orientação de Bill Hillier, um dos mais influentes urbanistas contemporâneos, e conviveu com expoentes como David Harvey e Anthony Giddens.
Na entrevista a seguir, Netto - que, de volta da Inglaterra, escolheu o Rio “pela vitalidade encantadora de suas ruas” - alerta para a degradação que afeta indiscriminadamente todas as capitais do País. “Estamos produzindo cidades cada vez menos sustentáveis, baseadas em uma urbanização rarefeita, na forma de condomínios e edifícios fechados à convivência pública.” E chama a atenção para as oportunidades e riscos que eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada trazem para uma necessária mudança na mentalidade brasileira em relação ao tema.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dossiê revela abusos rumo à Copa do Mundo

por Eduardo Araújo de Almeida

prezados companheiros e companheiras...


como acho que este espaco e democratico gostaria de expor tres diferencas com o dossie apresentado hoje e contribuir para o debate sobre os rumos das cidades diante dos fatos...

setores governistas, ongs e dos movimentos sociais compartilham o mesmo resultado mas o desdobramento precisara de muito tempo para que a discussao se qualifique, pois nao acho que t...er setores do governo nos foruns cria uma falsa ilusao de que as coisas poderao ser contemporizadas...

divulgaram hoje  (11/12) um dossie sobre o impacto social e ambiental das olimpiadas e copa do mundo que sera entregue a diversos orgaos governamentais...li o relatorio que na nossa opiniao deixou algumas interrogacoes...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A serviço de quem estão os mega-eventos e a atual reforma urbana?

Eduardo Araújo e Sérgio Luiz, do Movimento Resistência Urbana e da CSP-Conlutas

Bairro do Caju, Parque Alegria, próximo a entrada da Linha Vermelha pela Avenida Brasil, local onde D. João VI tomava banho[1]. Hoje local de moradia, há 50 anos, de Dona Maria de Lurdes, de 85 anos de vida. D. Maria chegou ali em 1960 como migrante de Campina Grande, na Paraíba, talvez ainda sonhando com as promessas do velho populismo de desenvolvimento do Brasil Grande.

Depois de 48 anos morando no Rio de Janeiro, em 2009, D. Maria assistia pela tevê à comemoração, juntando Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Lula que abraçados diziam que as obras e os investimentos para os Jogos Olímpicos seriam a redenção do Rio de Janeiro. Mas Dona Maria, paraibana de nascimento, e que adotou o Rio como a sua terra ficou com uma pulga atrás da orelha - chegara no local onde mora e vira tantas promessas de melhorias, “melhorias” anunciadas ao longo do tempo, como a construção da Linha Vermelha, que de uma tacada só removeu cerca de 100 família – mandando vizinhos de décadas para longe de seu convívio.

A situação descrita acima é emblemática da impactante reforma urbana que tem sido levada a cabo na cidade do Rio de Janeiro. Tudo por conta da proximidade de dois dos maiores megaeventos esportivos mundiais: A Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas do Rio de 2016. Em nome de uma suspeita ‘revitalização’ (palavra da moda) a capital fluminense tem atraído altos investimentos para a realização de grandes obras na região portuária do Rio; a construção da linha 4 do Metrô em direção a Barra da Tijuca; o corredor viário ligando o Aeroporto do Galeão à Barra, o teleférico do Morro do Alemão à Vila Cruzeiro e etc.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ocupações do espaço urbano na Cidade do Rio: grupos de trabalhadores moradores na Região Central e os atingidos pelos Projetos Porto Maravilha e Morar Carioca (SMH)

Estudos sobre Habitação no Rio de Janeiro

Diálogos sobre a questão da moradia popular no Rio de Janeiro

Ocupações do espaço urbano na Cidade do Rio de Janeiro: grupos de trabalhadores moradores na Região Central e os atingidos pelos Projetos Porto Maravilha e Morar Carioca (SMH)


Eduardo Araujo
Historiador e integrante da Frente de Resistência Urbana

Sérgio Pereira
Historiador e Educador

“Perscrutar, pesquisar meticulosamente, abordar um assunto de modo atencioso, por todos os lados. Dotado desse objetivo, nos intrometemos pelos caminhos outrora sinuosos da orla da Gamboa, que no olhar de uma viajante estrangeira, a inglesa Mary Graham, na década de 1820, considerava a mais linda visão da Baia da Guanabara ““.

Localizava-se no Morro do Pinto. Parece que os moradores da época, até avançando bem meados do século XIX, não diferenciavam muito distintamente de o morro do Pinto ao conjunto de colinas onde se instalou, e é registrada historicamente como, a primeira favela brasileira.

Ali, antes de a palavra favela (slum em inglês, e lá na Inglaterra já registrada com esse conceito, pra esse sentido, há mais de 200 anos, e tema vigorosamente descrito e bem abordado, e para as condições da estatística do período, bem detalhada em dados, por Frederic Engel em A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra, texto referência para aqueles que estudam desde então a questão das condições de moradia dos trabalhadores sob o capitalismo) vir a conceituar o que hoje são espaços que servem como moradia geralmente precária em serviços públicos, sem titulação de propriedade, sem regularização fundiária, em regiões não dotadas de plano urbanístico.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Movimentos sociais do Rio de Janeiro organizam “Frente de Solidariedade com o povo do Haiti”

Eduardo Araujo, do Rio de Janeiro 
Blog Quilombo Raça e Classe da Conlutas
 
No último dia 18, representantes de vários movimentos socais realizaram, com a presença de cerca de 40 ativistas, uma reunião no Sindicato dos Petroleiros - SINDIPETRO-RJ, para a organização do comitê na cidade. 
Na reunião, verificou-se a necessidade de se realizar o quanto antes o lançamento da campanha, que foi realizada, com uma panfletagem, com faixas e carro de som, para a sexta dia 22-01.
O ato, que ocorreu na Cinelândia, em frente  à Câmara Municipal, contou com a presença de 80 ativistas, que distribuíram à população cerca de 3 mil panfletos e se revezaram nas intervenções, com a palavra de militantes de diversos movimentos populares, sindical, de mulheres, dos partidos e do movimento negro.
O Coletivo Quilombo Raça e Classe, da Conlutas, esteve presente, tendo uma participação importante desde a organização do comitê até a realização do ato.
Foi Como disse Júlio Condaque, militante da Secretaria de Negros e Negras do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e membro da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas).
"O Brasil vem cumprido a missão da Minustha-ONU, para treinar seus soldados nas ruas e favelas de Porto Príncipe, para depois aplicar nas favelas cariocas o que aprenderam, é a política de extermínio do Estado brasileiro ao povo negro, criminalizando os movimentos sociais que resistem a isso, como vem ocorrendo no Haiti e vemos frenquentemente nas ações de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro", concluiu Júlio.
 
Solidariedade, sim. Invasão militar, não!
Desde a ocupação da Minustha ao Haiti em 2004 dezenas de trabalhadores e camponeses vem se organizando para que as tropas de ocupação da ONU saiam de seu país. O Brasil, com envio de forças militares àquele país, vem cumprindo um papel importante na sustentação da ocupação militar estrangeira, cumprindo a função de força auxiliar de países imperialistas como Estados Unidos e a França, no que tange a exploração do povo haitiano e das suas riquezas, através das chamadas maquilas (áreas em que empresas estrangeiras podem explorar a mão-de-obra mais barata das Américas, aplicando leis próprias, inclusive contratando empresas de "segurança" ou até mesmo contando com a ajuda das tropas de ocupação para reprimir qualquer organização sindical desses trabalhadores).
Com a ocorrência do terremoto do dia 12-01-10 o Haiti vem sofrendo bastante com esse golpe da natureza.
Só que agora está sofrendo outro duro golpe, desta vez dos Estados Unidos, com a conivência de Rene Preval, que enviaram mais de 10 mil soldados, podendo ser dobrado, até o final do mês de janeiro.
Perguntamos: por que não enviam médicos, enfermeiros, engenheiros, arquitetos, ou mesmo máquinas(!), ao contrário do que o Ministro da Defesa de Lula vem defendendo - a prorrogação do "acordo" de ocupação ao país caribenho por mais cinco anos.
Muitos relatos de militantes e ativistas no Haiti vem denunciando que as tropas militares não estariam ajudando na reconstrução, mas sim na segurança aos ricos do Haiti, iclusive se omitindo do salvamento das vítimas dos escombros dessa catástrofe. Estão sim sendo usadas pelo imperialismo para aprofundar a exploração e a repessão aos movimentos sociais haitianos que resitem à ocupação.
O imperialismo, contando com a ajuda do Brasil - pois até agora nenhum país assegurou o cancelamento total da "dívida" externa do Haiti sem impor condições - está mais uma vez disposto a transformar o Haiti em uma área livre para a exploração não só de seu povo, mas agora livre de impostos para a instalação de fábricas, como o empenho da Coteminas de José Alencar, ou como até mesmo disse o Presidente Lula, transformar o Haiti numa grande plantação de cana para produção do etanol, mostrando que o interesse no Haiti é garantir a exploração capitalista. 
A formação da FRENTE DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DO HAITI, para desenvolver campanhas de solidariedade, contra a militarização e a retirada das tropas da Minustha, se forjou através de uma plenária que se realizou em São Paulo no dia 18-01, em que diversos setores dos movimentos populares e sindicatos, com cerca de 23 orgaizações, e que a Conlutas faz parte, junto com Jublieu Sul, Via Campesina, Comitê Pró-Haiti e Cáritas, entre outras.
Inclusive por já ter enviado diversos companheiros ao Haiti, a Conlutas vê como prioritária essa campanha, pois fica cada vez mais urgente que as organizações de trabalhadores brasileiros e haitianos e de todas as américas na Campanha pela retirada das tropas militares brasileiras e estrangeiras seja uma campanha de solidariedade de classe, pois a retirada da Minustha do Haiti significaria uma vitória do movimento social de todo o continente, pois a reconstrução do país passa prioritariamente coordenada pelos prórpios haitianos.
 
Multiplicar os comitês
Por isso é fundamental que cada companheiro, não só no Rio de Janeiro, como também ativistas e militantes de diversos Estados, estejam envolvidos nessa campanha, pois a história do país que realizou a primeira revolução de escravos vitoriosa nas Américas, que derrotou o exército de Napoleão, nos mostrou que é possivel transformar a realidade adversa através da organização e mobilização dos trabalhadores contra o imperialismo.
Organize em sua cidade um comitê de solidariedade, recolhendo bônus para a campanha financeira, organizando atos denunciando a ação das tropas brasileiras e estrangeiras no Haiti. Portanto fique atento no calendário proposto pela FRENTE DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DO HAITI, veja o calendário, ou entre em contato com a Conlutas, o importante é participar.
DIA 23 DE FEVEREIRO - Próxima Reunião Nacional de Solidariedade ao Povo Haitiano
DIA 21 DE MARÇO - Mobilização Nacional - Dia Internacional para a eliminação da discriminação racial
DIA 22 DE MARÇO - Haiti Livre e Soberano

 
Fontes:
Resumo e Encaminhamento da Reunião Nacional - 18-01-10
Resumen de la Ponencia de PAPDA-Jubileo SUR
www.conlutas.org.br

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Jardim da liberdade": a Escola de Artes Visuais do Parque Laje

Prezado companheiros,

leiam este artigo que fala da Escola de Artes Visuais Parque Laje uma bela experiência de se constituir arte e resistência, na qual todos nós participamos dessa idéia.

Abraços,

Eduardo.


***

Jardim da Liberdade

Em pleno tempos de chumbo, o Parque Lage abria suas portas para poetas e cabeludos: estava criada a Escola de Artes Visuais no Rio de Janeiro.

Bernardo Camara

As coisas andavam calmas pelo jardim. Com cavaletes espalhados pelo casarão, jovens e senhoras pintavam suas paisagens e moldavam seus bustos de gesso. A notícia chegou como um furacão: “Estão dizendo que não querem mais o clássico e o acadêmico. Dizem que o novo diretor quer tudo moderníssimo e muita liberdade”, denunciava ao Jornal do Brasil uma das alunas do Instituto de Belas Artes.

Sediada no antigo palacete do Parque Lage, no Rio de Janeiro, a tradicional instituição trocou de nome e de rumos, nos idos de 1975, no decorrer da ditadura militar. A sigla IBA deu lugar às letras EAV – Escola de Artes Visuais. Foi o primeiro sinal de que a gestão do artista plástico Rubens Gerchman se iniciava para não deixar, por ali, pedra sobre pedra.

E não deixou. Numa dessas contradições da ditadura brasileira, a Secretaria de Cultura do Estado chamou o contestador Gerchman para assumir o ensino no Parque Lage. Chegando lá, ele encontrou cursos engessados no academicismo. As aulas ocupavam as salas da antiga construção de estilo eclético, que até hoje divide espaço harmoniosamente com árvores e cascatas. Nas palavras do jornalista e crítico de arte Wilson Coutinho, o Instituto vivia “um tempo descompassado, desatualizado”.

O balde de contemporaneidade veio de repente. Em poucos meses, o novo diretor estava com um time de artistas de vanguarda formado. Gente como Lina Bo Bardi, Helio Eichbauer, Sérgio Santeiro e Léliz Gonzalez teriam o papel de desenferrujar a noção de ensino de arte.

No início de 1976, os primeiros cursos já mudavam o cenário do parque: as aulas transbordaram das salas para os pátios e jardins. E se o IBA era apegado às artes plásticas, a EAV abria largos caminhos para que literatura, cinema, teatro, fotografia e outras formas de expressão se embaralhassem à vontade.

Em tempos de ditadura, o local se tornou um refúgio de poetas e cabeludos. “Esse lugar era muito sedutor, fascinante. Eu via isso como uma ilha de liberdade cercada de repressão por todos os lados”, recorda Luiz Ernesto Moraes, que estava entre os mais de dois mil alunos que circularam por ali à época.

Entre as árvores centenárias, vez por outra um maluco-beleza transitava como veio ao mundo. A marola que exalava dos cigarros de maconha se misturava com o ar puro. E alunos, professores e curiosos passavam dias inteiros se embebedando de uma cultura que, dali para fora, fatalmente encontraria resistência.

“Tudo o que não podia acontecer em lugar algum – filmes censurados, artistas que tinham trabalhos proibidos, poetas – acontecia aqui. Isso era um oásis, as pessoas vinham para cá porque sabiam que aqui as coisas aconteciam”, diz Luiz Ernesto.

Com aulas instigantes e interativas, o espaço logo transcendeu o ensino e passou a ser o principal palco de eventos, debates, exposições, leituras de poesia, teatro e performances que aconteciam na cidade. Gil, Caetano, Paulo Moura e uma penca de outros grandes artistas passaram por lá.

“Era o lugar no Rio em que as pessoas se refugiavam, se encontravam. Um lugar muito efervescente, de encontros, idéias”, define o artista plástico Helio Eichbauer, que integrou a primeira equipe de professores da EAV. “Em termos de cultura, ali aconteceram as coisas mais importantes no Rio, na época. Foi onde se fez história da cultura, da arte”.

Hippies inofensivos

Ao lado do palacete, um camburão da Polícia Militar batia ponto todos os dias. Luiz Ernesto cansou de ser revistado pelos soldados. “Muitas vezes eu parava, botava as mãos no carro, o cara dava uma geral, derrubava minhas coisas da bolsa”, conta, acrescentando, porém, que a opressão não passava disso.

“Eles achavam que os artistas eram hippies e que não tinham uma atuação tão perigosa”, explica Eichbauer. O que poderia ser ingenuidade, já que a nata revolucionária de pensadores não parava de borbulhar ideias e críticas ao regime. Mais que artistas, a escola congregou sociólogos, antropólogos, historiadores e outras áreas de discussão. “O que exercíamos ali era um outro tipo de guerrilha. Uma guerrilha espiritual, intelectual, de ideias”.

Foi nos jardins do parque que a poesia marginal – a mais importante expressão literária de resistência – encontrou morada. Ali, os psicanalistas da vanguarda lacaniana sediaram a Escola Freudiana do Brasil. Foi nos porões do casarão que uma das primeiras revistas gay, Lampião, saiu impressa. “Enfim, aqui era onde se pensava artisticamente e politicamente”, conclui Luiz Ernesto.

As coisas aconteciam no ímpeto. As verbas do Estado mal davam para o papel higiênico e o café, dizia Gerchman. Mas só o prazer de se expressar livremente valia a conta, garante Eichbauer: “Os artistas iam porque queriam. Ali era uma escola de contracultura oficial. Um lugar onde se exercia o direito à liberdade de pensamento e de ação”. Algo tão em falta naqueles tempos de chumbo.

Retirado do Portal - www.revistadehistoria.com.br

domingo, 21 de junho de 2009

Brasil Império, por Boris Fausto

por Eduardo Almeida

Prezados camaradas,

Apesar da espera daremos prosseguimento as vídeo-aulas deste bom material produzido sobre a História brasileira, a primeira foi sobre Brasil Colônia, esta parte é sobre o período Imperial, ele foi feito a partir do Livro escrito pelo Professor Boris Fausto da Universidade de São Paulo (USP).

O documentáio está separado em quatro partes, postarei a primeira e quem quizer poderá dar sequencia através da rede, a pesquisa de imágem e a iconografia são muito interessantes, e foi produzida pela TV Escola.

Boa aula a todos, pois um pouco mais sobre Brasil faz muito bem,
abraços.


http://www.youtube.com/watch?v=BuSrhijIiO8


terça-feira, 21 de abril de 2009

Augusto de Campos

Prezados camaradas,

assistam a uma pequena parte de um dos maiores poetas concretistas.

Abraços,

Eduardo

http://www.youtube.com/watch?v=0AMX8Fj8gP4


sexta-feira, 27 de março de 2009

Encontro de Estadual de Mulheres da CONLUTAS-RJ

O vídeo é uma das sessões do 1o Encontro Estadual de Mulheres da CONLUTAS-RJ, mesa coordenadora do plenário. O fórum ocorreu no dia 15 de novembro de 2008, no Palácio Universitário, campus da Praia Vermelha da UFRJ, e foi organizado pelo GT de Mulheres da CONLUTAS-RJ.

A equipe, composta de Alexandre e Almir, cinegrafistas, e a montagem incluiu Dirley e Eduardo "Xuxu", registrou o Encontro e agora estou postando várias partes do evento.


http://www.youtube.com/watch?v=TWNJIzXpYJo



Mais vídeos do 1o. Encontro Estadual de Mulheres vocês poderam assistir clicando a barra de vídeos lateral aqui do blog. São vídeos com o material ainda bruto. O documentário final pronto estará nas mãos da Secretaria da CONLUTAS-RJ.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Vídeos: Trabalhadores em luta contra a Crise e demissões

Mais vídeos enviados pelo nosso amigo Eduardo.

Agora temos uma série de vídeos sobre atos dos movimentos sociais contra a crise econômica e demissões.

(...) te mando um endereço de um ato de trabalhadores em Barcelona com 40.000 pessoas contra as demissões e outra em Itabira, Minas Gerais poderia ver se daria para postar 1 (...).

Abraços,

Eduardo


Barcelona

http://www.youtube.com/watch?v=XERBwLYHrj0



Itabira - terra da Companhia Vale

http://www.youtube.com/watch?v=sB-gSwaxt_4&feature=related



ou http://www.youtube.com/watch?v=ELwYEJV3-RQ&feature=related



São Paulo

http://www.youtube.com/watch?v=NJr0hhh4dpY

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A primeira greve geral de 1917: a "plebe" na rua!

Mandando pelo parceiro do blog Eduardo:

Esse documentário fala sobre a primeira greve geral de 1917, e o Jornal anarquista 'A Plebe". Achei muito interessante.

O documentário é um trabalho sobre a imprensa anarquista brasileira durante a Greve Geral de 1917. A Greve Geral de 1917 foi construída pelo clima político e social no Brasil e no mundo pela Primeira Grande Guerra e pela Revolução Russa de 1917.

Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=E-NN1dIzAxM&feature=related




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

vídeo A Urgência

Recebi a indicação desse filme pelo meu amigo cinéfilo Eduardo.

"O vídeo é experimental, mas utiliza várias imagens de momentos de lutas e revoluções, no mundo todo, e ainda toca a internacional."