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sábado, 27 de dezembro de 2025

Bolsonarismo econômico, uma agenda em comum no governo, na oposição e na mídia. Mas qual seria a agenda alternativa?

Por Almir Cezar Filho* 


(*) Escrito em outubro de 2020, publicado na coluna "Economia É Fácil" do portal de notícias CL Web Rádio, da Rádio Censura Livre. Segue atual - personagem mudaram, contextos foram ajustados e medidas foram calibradas, oposição e governo trocaram de posição, Teto de Gasto foi substituído pelo Arcabouço Fiscal, mas o que o artigo chama de "bolsonarismo econômico" prosseguem, infelizmente.


O Brasil vivendo a maior crise econômica em décadas*, e sem superar a pandemia de covid-19, a grande imprensa centra seu debate na necessidade do governo federal se comprometer à questão da austeridade fiscal e ao prosseguimento de privatizações e da aprovação de reformas neoliberais. Ao contrário do que sugere a cobrança, essa “agenda” tem amplo respaldo no governo Bolsonaro, apesar das tensões entre as suas várias alas, inclusive com uma sintonia com setores que lhe fazem oposição, permitindo dizer que, há um mesmo projeto e discurso, ao menos em torno da economia: o Bolsonarismo Econômico. Mas essa agenda tem as respostas para os problemas que o povo passa em seus municípios e estados? É possível uma agenda alternativa?

Você que está lendo este artigo já percebeu que todos os dias todos os veículos da grande imprensa só falam disso: É tal “necessidade de fazer a Reforma Administrativa pra cá, de Reforma Tributária para lá, e respeitar o Teto de Gastos para acolá”? Mesmo nos grupos empresariais de comunicação que fazem certa oposição a Bolsonaro? 

Estados e principalmente os Municípios com dificuldades de garantir o atendimento em saúde e pagar os gastos já feitos. Queda na arrecadação e dificuldades nos negócios e empregos. Governadores e prefeitos desesperados com UTI lotadas e com dificuldades de decretar lockdown.

Isso tudo aqui, enquanto a Europa já lida com medidas sanitárias e econômicas para combater a segunda onda de infecção e prevenir uma terceira onda. Por sua vez, o Brasil não conseguiu passar o tal “platô” da primeira onda e foi “surpreendido” com um forte repique. Reabre todas as atividades econômicas e até mesmo com dificuldades para acertar a vacinação em massa.

Toda essa confusão nacional, torna-se ainda mais diante do contraste com o que se passa na Europa e nos Estados Unidos, onde o Neoliberalismo surgiu, cuja discussão é outra: programas públicos de socorro econômico e acelerar ainda mais a vacinação. Isso vindo com o respaldo inclusive de instâncias que são baluartes do Neoliberalismo, como o FMI, o Banco Mundial, o Banco Central Europeu, etc.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Sobre a Política Econômica no Governo Federal: A criação de um “sistema estruturante” e o papel central dos servidores economistas

por Almir Cezar Filho*

Resumo:

Este artigo (escrito em 2022)** analisa a dispersão da política econômica na Administração Pública da União e propõe a criação de um Sistema Federal de Política Econômica. Destaca a falta de uma estrutura específica para essa área, enfatizando a necessidade de reestruturação. O texto destaca a presença de setores e instrumentos de política econômica em diversos ministérios, propondo a coordenação para melhor desenvolvê-los. Aponta a viabilidade da reforma, dada a existência das atribuições e da presença atual de servidores no quadro de pessoal do Poder Executivo com perfil profissional especializado para composição desse sistema. Por fim, destaca a importância desse sistema estruturante para facilitar a cooperação governamental, participação social, avaliação contínua e transparência.


Palavras-chaves: Política Econômica,  Administração Pública Federal, Sistema Federal de Política Econômica, Economistas, Descentralização, Coordenação setorial


Este artigo analisa a política econômica na Administração Pública Federal**, destacando sua dispersão por várias pastas governamentais e propondo uma estrutura coordenativa com pessoal especializado em cada órgão e articulado entre si. O texto apresenta o conceito e a importância da política econômica, examina o marco jurídico atual e identifica a falta de um sistema estruturante específico para essa área. Embora haja uma estruturação geral na Administração Pública Federal, não existe uma organização específica para a política econômica. 

O objetivo é analisar como está instituído na Administração Público Federal a política econômica, não se limitando às pastas da assim chamada “Equipe Econômica do Governo”** (Ministério da Fazenda, do Planejamento, da Gestão, da Indústria e Comércio, entre outros), mas ao contrário disso, dispersa por todo o Poder Executivo, buscando dar um novo formato, que preserve a sua descentralização e segmentação setorial, mas busque uma estrutura comum coordenativa e com pessoal especializado para melhor desenvolvê-la em cada órgão.

A ideia que o permeia é preparar subsídios para repensar e de fato constituir o Sistema Federal de Política Econômica, motivada pela necessidade de reformá-lo em profundidade, o que se pretende mostrar evidente. Mas, principalmente, pela viabilidade tecnopolítica de empreender tal reforma, pois os recursos críticos requeridos para levá-la à frente estão quase todos sob o controle do Poder Executivo Federal.

Os instrumentos de política econômica criados pela Constituição Federal de 1988 (CF/1988) têm sofrido diversas interpretações e experimentado variadas tentativas de aplicação prática sem, no entanto, se afirmarem de maneira mais duradoura e sem conquistarem adesões políticas e intelectuais que os legitimem e os transformem em efetivos mecanismos de condução dos processos de governo.

À primeira vista, a política econômica é atribuição nata do atual Ministério da Economia** (Ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Gestão, e até mesmo com o de Indústria e Comércio, e outros casos até Agricultura, Infraestrutura, etc.), mas, se é verdade que a política macroeconômica e de desenvolvimento econômico estão concentradas no Ministério da “Economia”, e de maneira auxiliada pelo Banco Central (política monetária), cada outro ministério possui seu próprio setor, secretaria, assessoria de conjuntura econômica, e/ou próprios instrumentos de realização de política econômica setorial. 

Seja de pastas explicitamente ligadas à produção nacional, tal como o Ministério da Agricultura, ou das Minas e Energia, passando pelos Transportes, ou do Desenvolvimento Regional e das Cidades. Mas até mesmo, o da Cultura (política de fomento e regulação) do mercado cultural, passando pelo das Comunicações e pela da Ciência, Tecnologia & Inovação, chegando até o do Turismo. Muitos desses Ministérios contêm secretarias inteiras de Política “X”, referindo-se a propriamente dita política econômica setorial de sua própria Pasta.

O artigo aborda diferentes aspectos relacionados à política econômica na Administração Pública Federal. Inicialmente, são apresentados conceitos e finalidades da política econômica, tanto como política pública quanto na teoria econômica, destacando sua dispersão por várias pastas de governo. Em seguida, é analisado o marco jurídico atual da política econômica, seguido pela identificação de sistemas estruturantes existentes na Administração Pública, que visam melhorar as atividades administrativas, mas que não abrangem adequadamente a política econômica. 

O texto também menciona a existência de carreiras segmentadas para cada sistema estruturante, mas a ausência de equivalente para a política econômica. A partir disso, é apontado que os servidores do cargo de “economista” possuem as habilidades necessárias para compor um sistema estruturante dedicado à política econômica. 

Por fim, nas considerações finais, destaca-se que um sistema estruturante para a política econômica pode facilitar a cooperação governamental, a participação social, a avaliação contínua e corretiva, bem como a transparência.

sábado, 29 de novembro de 2025

As Cinco Dimensões do Gasto Público e os Fundamentos a uma Teoria Fiscal Moderna

por Almir Cezar Filho 

Introdução

O gasto público é um dos principais instrumentos à disposição do Estado para promover desenvolvimento, garantir direitos e reduzir desigualdades. No entanto, sua análise convencional tende a desconsiderar aspectos mais profundos de sua lógica econômica e política, limitando-se à ótica do controle fiscal e da “responsabilidade” orçamentária imediata.

Este ensaio propõe uma visão alternativa, dividida em duas partes: a primeira explora cinco dimensões fundamentais do gasto público; a segunda avança rumo aos fundamentos para uma Teoria Fiscal Moderna (TFM) — uma abordagem que articula gasto, arrecadação e fundos públicos a partir do princípio da demanda efetiva e da coordenação fiscal intertemporal e interespacial.

I. As Cinco Dimensões do Gasto Público

Para avaliar a qualidade e o impacto de uma política pública, é necessário ir além do montante investido ou do saldo fiscal. As cinco dimensões abaixo oferecem um arcabouço mais robusto:

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Lula amigo de Xi e Putin? Articulações geopolíticas do Brasil na Rússia e na China

 🔗https://youtu.be/5r__AlWS_DM

Mais um vídeo do Economia É Fácil, o seu canal de economia e conjuntura com linguagem fácil e na perspectiva dos trabalhadores.

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quinta-feira, 29 de maio de 2025

TEMPO, PLANEJAMENTO E TRANSFORMAÇÃO: A coerência motivacional retroativa como princípio para a teoria econômica, a política pública e o fomento ao desenvolvimento

Um ensaio heurístico-dialético aplicada à Economia


Por Almir Cezar Filho


Vivemos em um tempo de incertezas profundas, marcado por choques externos, transições tecnológicas aceleradas e limites ambientais. Nesse contexto, cresce a exigência por políticas públicas que não apenas resolvam problemas imediatos, mas que preservem a coerência estratégica e histórica de seus objetivos. Este ensaio propõe uma lente alternativa para pensar a racionalidade econômica e a ação governamental no tempo: a coerência motivacional retroativa.

Este ensaio propõe uma lente alternativa para pensar a racionalidade econômica e a ação governamental no tempo: a coerência motivacional retroativa.

Trata-se de uma heurística — ou seja, uma regra prática orientadora que ajuda a pensar e agir em cenários complexos, instáveis ou incertos. Heurísticas não pretendem fornecer soluções fechadas, mas sim guiar decisões eficazes quando os modelos tradicionais não dão conta da realidade. No planejamento e na formulação de políticas públicas, esse tipo de ferramenta é essencial, pois permite alinhar intenção e efeito mesmo quando as condições mudam e os resultados são parcialmente imprevisíveis.

Originalmente inspirada por reflexões filosóficas e paradoxos da literatura de ficção científica, essa noção assume aqui um novo papel: o de princípio heurístico para o planejamento e o fomento ao desenvolvimento. Ela parte de uma pergunta fundamental: uma política continua justificável quando seus efeitos anulam ou distorcem os fins que a motivaram? Em outras palavras, os resultados de uma intervenção pública ainda legitimam a motivação que a originou?

A Economia contemporânea já opera com modelos baseados em expectativas retroalimentadas, como no caso das expectativas racionais. Entretanto, a teoria da coerência motivacional retroativa sugere um passo além: considerar não apenas as consequências econômicas previstas, mas a manutenção ou transformação da motivação que justifica as decisões.

Políticas econômicas ou movimentos de mercado só se sustentam historicamente se os efeitos retroativos dessas ações reproduzem ou atualizam a motivação que as impulsionou.

Exemplo: Um país adota uma política de juros altos para conter a inflação. Se, de fato, a inflação cai, mas ao custo de uma recessão prolongada, desemprego em massa e precarização social, a motivação original — estabilizar a economia — pode perder sua legitimidade.

Nesse caso, os sujeitos sociais/agentes econômicos exigem mudanças, ou até reversão, na política econômica, mesmo que ainda esteja em curso ou até nem tenha completado/finalizado a sua atuação. Isto é, a ação entra em contradição retroativa: os meios deslegitimam o fim.

Esse critério permite uma avaliação histórica da legitimidade das políticas econômicas, não apenas em termos de eficácia técnica, mas de coerência estratégica ao longo do tempo.


1. A Crise da Causalidade Linear nas Políticas Econômicas

Grande parte da teoria econômica moderna opera com um modelo de causalidade linear: políticas geram efeitos que, por sua vez, são avaliados por indicadores. Entretanto, crises sucessivas — como a estagflação, o colapso financeiro de 2008, ou os efeitos distributivos regressivos de reformas estruturais — mostraram que resultados econômicos podem deslegitimar a intenção original de uma política.

A lógica da coerência motivacional retroativa propõe, nesse cenário, um teste de consistência estratégica ao longo do tempo. Uma ação econômica ou institucional só se sustenta se os contextos que ela gera ainda justificam a sua adoção — ou reconfiguram, de forma coerente, sua motivação inicial.

Esse problema decorre, em parte, da persistência do raciocínio causal linear e do uso sistemático do ceteris paribus nos modelos econômicos, que isolam variáveis como se o restante do sistema permanecesse inalterado. No mundo real, porém, as políticas públicas e as decisões econômicas operam em contextos dinâmicos e interativos, onde cada ação modifica as condições iniciais e afeta outras variáveis relevantes. A coerência motivacional retroativa se apresenta, nesse cenário, como uma alternativa mais adequada: ela rejeita a fixação artificial de parâmetros e propõe um critério de causalidade histórico-dinâmica, em que a ação só se justifica se seus efeitos preservarem — ou reconfigurarem de modo legítimo — a motivação que a originou.

sábado, 24 de maio de 2025

No Brasil, quem vive do trabalho paga imposto pesado, quem vive de renda... não paga nada!

 💰 Desde 1995, lucros e dividendos distribuídos a acionistas são isentos, enquanto trabalhadores arcam com até 27,5% de IR. Neste vídeo, desmontamos os mitos sobre a chamada “bitributação” e mostramos por que tributar lucros e dividendos é o mínimo de justiça fiscal.

📊 Países como EUA e Alemanha tributam — e continuam atraindo investimentos!

💸 No Brasil, só os super-ricos ganham: os 0,1% mais ricos concentram 70% dos rendimentos isentos. A pergunta é: Lula e Haddad terão coragem de aprovar essa medida?

Assista aqui: https://youtube.com/shorts/zDE5tIf59CI 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Mudanças Econômicas e Estruturais Pós-Revolução: Impactos dos Regimes Políticos do Século XX | A ECONOMIA & A REVOLUÇÃO Parte 18

por Almir Cezar de Carvalho Baptista Filho

As revoluções proletárias do século XX geraram transformações profundas nas economias e estruturas políticas de diversas nações. Os regimes políticos que surgiram após essas revoluções tiveram um impacto significativo nas economias, moldando o desenvolvimento econômico e as relações sociais. Nesta seção, analisaremos as mudanças econômicas e estruturais operadas pelos três tipos principais de regimes políticos pós-revolucionários do século XX: o Estado de Bem-Estar Social, os Estados Nacionalistas/Desenvolvimentistas e os Estados Operários Burocratizados.

O Estado de Bem-Estar Social surgiu como uma resposta às crises econômicas e sociais do capitalismo, buscando mitigar as desigualdades e promover uma rede de proteção social.

Primeiramente, é preciso definir as características do Estado de Bem-Estar Social, moldados pela Proteção Social, como pela Intervenção Estatal.

 O Estado de Bem-Estar Social implementou sistemas de seguridade social para garantir proteção contra riscos econômicos, como desemprego, doença e velhice. Os sistemas de saúde, educação e seguridade social foram ampliados para oferecer uma rede de proteção aos cidadãos.

Este modelo promoveu uma maior intervenção do Estado na economia para regular o mercado e assegurar o bem-estar social. Políticas fiscais e monetárias foram usadas para controlar o ciclo econômico e reduzir as desigualdades.

Há toda uma série de impactos econômicos e estruturais, como uma espécie de legado.

A redistribuição de renda através de impostos e benefícios sociais ajudou a reduzir as desigualdades e melhorar a qualidade de vida das camadas mais pobres da população.

sábado, 26 de outubro de 2024

Compras Públicas: Reduzindo a Desigualdade e Reindustrializando o Brasil | Economia É Fácil


Como o poder das compras públicas pode transformar o futuro econômico do Brasil? No Economia É Fácil, da Web Rádio Censura Livre, vamos analisar como políticas de compras públicas podem não apenas reduzir a desigualdade social, mas também impulsionar a reindustrialização nacional. ⚙💼




sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Inovação e Sustentabilidade no Desenvolvimento Econômico, com Flauzino Antunes do SINAEG

No XIV Encontro de Economistas do Centro-Oeste (ENEOESTE 2024), Flauzino Antunes Neto, presidente do SINAEG, mediou a mesa temática sobre "Inovação e Sustentabilidade: Avançando Rumo a um Futuro Resiliente". Em sua fala, Flauzino destacou o papel dos economistas e demais profissionais da carreira ERCE (Arquitetos, Economistas, Engenheiros, Estatísticos e Geólogos do Poder Executivo Federal) no desenvolvimento sustentável e nas políticas públicas de infraestrutura. Ele ressaltou a importância da atuação interdisciplinar e da valorização dos servidores, especialmente diante da emergência climática e das necessidades de inovação no setor público. Confira os principais pontos desse debate fundamental para o futuro do desenvolvimento econômico regional e nacional.


Assista em: https://youtu.be/vAfGrU8ey0s?si=l-CaSZ7x6IfDd4sF

#ENEOESTE2024 #SINAEG #DesenvolvimentoSustentável #Inovação #EmergênciaClimática #desenvolvimentosustentável #sinaeg #valorizaçãoprofissional

terça-feira, 10 de setembro de 2024

TRANSVERSALIDADE PARA A CARREIRA ERCE Uma Necessidade para a Eficiência no Serviço Público Federal


Por Almir Cezar Filho

       A carreira de Estrutura dos Cargos Específicos (ERCE), consolidada pelo Artigo 19 da Lei Federal 12.277/2010, desempenha um papel crucial na administração pública federal, razão inclusive para redação dessa lei. No entanto, diferentemente de outras carreiras de gestão, a ERCE ainda não é reconhecida oficialmente como transversal no Serviço Público Federal. Essa situação contrasta com a realidade prática em que os servidores ERCE já operam, destacando a necessidade de oficializar sua transversalidade.
      
Atuação Nacional e Multifuncional e Vocação Finalística dos Servidores ERCE

       Os servidores da carreira ERCE estão presentes em 47 órgãos diferentes, espalhados por todos os 27 estados brasileiros e em todos os ministérios. Essa ampla distribuição geográfica e institucional já indica que a atuação desses profissionais transcende as barreiras de um único órgão ou setor. Na prática, os servidores ERCE exercem suas funções de maneira similar às carreiras transversais, contribuindo para uma gama diversificada de projetos e políticas públicas em múltiplas áreas e temas.

       Os servidores ERCE são uma carreira finalística, vocacionada para atuar nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e investimento público. Seu conhecimento técnico especializado e sua alta formação os tornam peças fundamentais para a formulação e execução de políticas que visam o crescimento e a sustentabilidade econômica do país.

domingo, 7 de julho de 2024

Você Sabe o Que são os Servidores da ERCE? Descubra Agora! onheça os Servidores da Estrutura de Cargos Específicos do Governo Federal

Olá, servidores e servidoras da ERCE! Você sabe o que é a ERCE e quem são os profissionais que a compõem? A ERCE é a Estrutura de Cargos Específicos do Governo Federal, definida pelo artigo 19 da Lei 12.277/2010. Composta por arquitetos, estatísticos, engenheiros, economistas e geólogos, esses cargos regulamentados são essenciais para o funcionamento eficiente do governo. 

Assista ao vídeo e descubra como o SINAEG trabalha para defender a estruturação e valorização desses profissionais!




#ERCE #SINAEG #ServidoresFederais #Arquitetos #Estatísticos #Engenheiros #Economistas #Geólogos

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Carta Aberta do Sindicato dos Servidores Federais destaca papel vital dos profissionais da Estrutura Remuneratória de Cargos Específicos (ERCE) em meio à tragédia no Rio Grande do Sul

O Sindicato Nacional dos Servidores dos Cargos Esecíficos do Poder Executivo Federal (SINAEG) emitiu uma carta aberta ao Presidente Lula da Silva, destacando a importância crucial dos profissionais da Estrutura Remuneratória de Cargos Específicos (ERCE) diante da catástrofe decorrente das fortes chuvas no Rio Grande do Sul.

Os profissionais da ERCE, que incluem Arquitetos, Economistas, Engenheiros, Estatísticos e Geólogos, desempenham um papel essencial em diversos ministérios e autarquias do governo, dedicando-se a investimentos públicos, infraestrutura e projetos de desenvolvimento.

No entanto, a carta ressalta que a falta de investimentos em infraestrutura não apenas contribui para a ocorrência de tragédias como esta, mas também revela a carência de profissionais qualificados para executar os projetos necessários.

Além disso, os profissionais da ERCE serão indispensáveis na reconstrução pós-tragédia, uma vez que as liberações de recursos emergenciais, análises de emendas e projetos de recuperação passarão literalmente por suas mãos, conforme destaca o Sindicato.

Apesar da importância vital de seu trabalho, os profissionais da ERCE enfrentam disparidades salariais significativas em comparação com as carreiras de elite, destacando a necessidade urgente de reconhecimento e valorização de seu papel na sociedade.

Diante deste contexto, a carta aberta ao Presidente Lula da Silva destaca a urgência de medidas que garantam o reconhecimento e a valorização dos profissionais da ERCE, especialmente em momentos como este, em que sua expertise é fundamental para lidar com desastres naturais e para a reconstrução do país.


Segue a íntegra da Carta Aberta:

terça-feira, 9 de abril de 2024

ECONOMIA É FÁCIL | Servidores federais aumentam a pressão, enquanto Haddad corre pelo déficit zero

🎙Mais um episódio do Economia É Fácil, o seu espaço de economia e conjuntura com linguagem fácil e na lógica dos trabalhadores da @rádiocensuralivre. Apresentação e produção do economista Almir Cezar Filho.
💬 Mesa-redonda com:
🎙 Alexandro Florentino, servidor da UFF e diretor do SINTUFF.
🎙 Gelta Xavier, professora UFF e coordenação da CSP-Conlutas/RJ
💥Tema do episódio: Servidores públicos federais por todo o Brasil e por várias carreiras se mobilizam aumentando a pressão contra o governo Lula, que acusam de enrolação nas mesas de negociação. Algumas categorias já entraram em greve, como os servidores das universidade e institutos federais, e agora os da Saúde. Esses trabalhadores lutam por reajuste salarial, reestruturação de carreiras e melhoria nas condições para atendimento da população.  Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, corre contra o tempo para garantir o déficit zero nas contas públicas deste ano, exigida apelo Novo Marco Fiscal, para agradar o Mercado.


terça-feira, 12 de setembro de 2023

Podcast ECONOMIA É FÁCIL | Episódio: "Reajuste de 1% em 2024: Servidores Federais pagam pelo custo do novo Arcabouço Fiscal"

Desafios dos Servidores Públicos: Reajustes Salariais, Reforma Administrativa e a Busca por Valorização"
📻 Nesta segunda-feira 11/09 a partir das 18h mais uma edição ao vivo e inédita do programa Economia É Fácil na Web Rádio Censura Livre, tratando dos temas de economia e conjuntura mais importante dos últimos dias com linguagem fácil e na perspectiva dos trabalhadores.
🎙️Apresentação do economista Almir Cezar Filho
🎤 Convidado: Raoni Lucena, técnico-administrativo de universidade federal e liderança sindical dos servidores públicos federais
📰 Uma produção da Agência de Notícias Alternativas-ANOTA para a Rádio Censura Livre.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Orçamento 2024: Servidores pagam pelo Arcabouço Fiscal | ECONOMIA É FÁCIL


"Desafios dos Servidores Públicos: Reajustes Salariais, Reforma Administrativa e a Busca por Valorização"
📻 Nesta segunda-feira 11/09 a partir das 18h mais uma edição ao vivo e inédita do programa Economia É Fácil na Web Rádio Censura Livre, tratando dos temas de economia e conjuntura mais importante dos últimos dias com linguagem fácil e na perspectiva dos trabalhadores. 
🎙️Apresentação do economista Almir Cezar Filho
🎤 Convidado: Raoni Lucena, técnico-administrativo de universidade federal e liderança sindical dos servidores públicos federais
📰 Uma produção da Agência de Notícias Alternativas-ANOTA para a Rádio Censura Livre.
Em uma conversa franca e esclarecedora, Raoni Lucena, diretor do Sintuff (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense) discutirá os desafios enfrentados pelos servidores públicos federais, incluindo a proposta de reajuste de 1% para 2024 apresentado pela Ministra da Gestão e Inovação Pública (MGI) Esther Dweck. O  Orçamento 2024 será o primeiro sob vigência do recém-aprovado novo Arcabouço Fiscal e a equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad visa cumprir um déficit fiscal zero, mesmo que em detrimento dos servidores. E ainda: a retomada do projeto de reforma administrativa ressuscitado pelo presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira. Também debateramos as perspectivas para a valorização das carreiras. Não perca este importante debate sobre o futuro do serviço público no Brasil.
* Como os servidores públicos federais e outras entidades sindicais estão reagindo à proposta de reajuste salarial de 1% em 2024? Quais são as principais demandas dos servidores neste momento?
* O presidente da Câmara Arthur Lira e membros da equipe econômica do governo Lula anunciaram a retomada da reforma administrativa. Como isso afeta os servidores e qual é a posição do Sintuff em relação a essa reforma?
* Um dos pontos críticos é a evasão de servidores públicos devido aos baixos salários. Como o sindicato está lidando com essa situação e quais estratégias estão sendo adotadas para reverter esse cenário?
* A ausência das mesas setoriais de negociação entre sindicatos e o governo é uma preocupação para muitos servidores Como o movimento enxerga essa questão e quais são os esforços para promover a equidade entre as carreiras do serviço público?
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📺 Live nas plataformas de vídeo (https://youtube.com/live/uHMytJfl5U8) e nas redes sociais. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Política Decifrada: Popularidade dos Prefeitos, Eleições 2024 e Lula em busca do Centrão


Nesta segunda-feira 07/08, às 18h, no programa Economia É Fácil em mais uma edição semanal - o seu espaço de economia, na sua linguagem e o que realmente importa na vida dos trabalhadores. 🎙️ Apresentação do economista Almir Cezar Filho.
📻Nesta edição... "Desvendando os bastidores da política brasileira com Cyro Garcia! Analisamos a popularidade dos prefeitos, divulgando as últimas pesquisas de opinião nas capitais, e exploramos as especulações sobre a reeleição de Lula em 2026. Aprofundamos a relação estratégica com o Centrão, investigando sua entrada no governo, e discutimos a notável lua-de-mel do governo com o mercado, liderada por Fernando Haddad. Além disso, mergulhamos na corrida eleitoral, avaliando o cenário político das grandes cidades e a gestão do prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro. Uma análise crucial para entender o panorama político atual e as perspectivas futuras do Brasil. Não perca essa conversa instigante e esclarecedora!"



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📺 Live nas plataformas de vídeo e nas redes sociais: https://youtube.com/live/2pX7RMdwM3o

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

#podcast ECONOMIA É FÁCIL | Orçamento secreto (ou "Bolsolão"): corrupção oficializada?

A economia na sua linguagem e o destaque das notícias dos últimos dias analisadas pela ótica dos trabalhadores. Nesta edição do programa Economia É Fácil, desta segunda-feira 17/10 às 18h, pelas plataformas web da Rádio Censura Livre. 

📢 Tema: O presidente Jair Bolsonaro (PL), no final de 2020, criou um 'orçamento paralelo' para aumentar sua base de apoio no Congresso. A nomenclatura "Bolsolão" foi dada por veículos de imprensa na qual há uma alusão ao escândalo de corrupção anterior do "mensalão" ocorrido no governo Lula em junção ao sobrenome de Jair Bolsonaro, que constantemente afirma que "em seu governo não havia corrupção".

domingo, 12 de setembro de 2021

PEC 32 | Reforma Administrativa: "presente de grego" para a população

 A PEC 32 apresentada pelo Governo Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes, que trata da Reforma administrativa, é um "presente de grego" para a população brasileira.



📺 Assista a no YouTube: https://youtu.be/IxGrZTXhyBY

sábado, 11 de setembro de 2021

Você sabia? O que vai acontecer se a Reforma Administrativa de Bolsonaro e Guedes for aprovada

Você sabia o que vai acontecer se a Reforma Administrativa (PEC 32) de Bolsonaro e Guedes for aprovada o Governo não será mais obrigado a oferecer serviço público a população?


📺 Assista  no YouTube: https://youtu.be/GwDF9_VtiDE
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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

PROGRAMA DEBATE LIVRE | PEC 32: A REFORMA ADMINISTRATIVA DE BOLSONARO E GUEDES

❓Você já ouviu falar na PEC 32?
❓Por que a "Reforma Administrativa" é tão importante para o governo Bolsonaro?
❓Como ela afetará os usuários dos serviços públicos?
❓O que os movimentos sociais estão fazendo para barra-la?
⏰ Terça-feira 09/08 às 18h, ao vivo na Web Rádio Censura Livre.
🗣️ Convidado: Paulo Barela da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas 
🎤 Apresentação: Raoni Lucena



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