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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Palestra de lançamento do livro 'Anarquismo e Comunismo' na UnB

A Assembleia Nacional dos Estudantes no Distrito Federal (ANEL/DF) e a Editora Sundermann convidam para o lançamento do livro Anarquismo e Comunismo de Evgueni Preobrazhenski (economista membro do comitê central do Partido Bolchevique, que dirigiu a revolução russa de 1917).

A onda de manifestações espontâneas em junho de 2013, seguida de um grande ascenso das greves e das lutas populares, colocaram na ordem do dia um questionamento ao regime de dominação política, e ao sistema de exploração e opressão existente e abriram uma nova situação política no país. 

Há hoje avivamento da consciência dos trabalhadores, da juventude, dos explorados e oprimidos, de que só a luta muda a vida. 

Os governos e o Estado, por sua vez, não incapazes de atender às reivindicações que vinham das ruas e respondem com o reforço dos seus aparatos repressivos e com o acirramento do processo de criminalização da pobreza, das lutas e dos movimentos sociais. 

Isso coloca para a juventude lutadora, que participou ativamente das manifestações de junho, a necessidade de uma profunda reflexão sobre as questões estratégicas que envolvem a nossa luta contra todo tipo de opressão e exploração.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Congresso da CSP-Conlutas avança em alternativa independente de luta e organização



Congresso reuniu 2.300 delegados de 26 estados e do DF e marca a aproximação de importantes entidades nacionais à central, que vai se consolidando como alternativa contra o sindicalismo governista



Jornal Opinião Socialista - DIRETO DE SUMARÉ (SP)



• O tempo podia estar chuvoso e frio do lado fora, prenúncio do inverno, mas no interior do auditório da Estância Árvore da Vida, em Sumaré (SP), o clima era de muita alegria. O I Congresso da CSP-Conlutas foi encerrado com a certeza de que um importante passo foi dado na consolidação de uma alternativa de luta para o movimento sindical, social e popular no país.

O congresso reuniu quase 2.300 pessoas, sendo 1.809 delegados eleitos em assembleias de base, representando 114 sindicatos , 2 associações de classe, 118 oposições sindicais e minorias de diretorias sindicais, 1 movimento de luta pela terra (MTL), e, representando um grande salto em relação ao congresso de fundação, 11 movimentos populares urbanos. Além disso, houve a presença de 4 movimentos de luta contra as opressões e 1 entidade nacional dos estudantes, a ANEL. 

“Tivemos representantes de quase todos os estados da Federação, com a exceção de Rondônia, fica aí o compromisso para o próximo congresso”, afirmou Sebastião Carlos, o Cacau, da Secretaria Nacional Executiva da CSP-Conlutas. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Em Nota CSP-Conlutas apoia a luta dos estudantes da USP contra militarização da Universidade

Nota

CSP-Conlutas apoia a luta dos estudantes da USP contra militarização da Universidade

10/11/2011


A CSP-Conlutas esclarece que apoia a luta dos milhares de estudantes que se levantam contra a repressão inaceitável, imposta no campus da USP pelo reitor João Rodas através da militarização da Universidade. Essa ação é parte da tentativa de destruição da organização sindical e estudantil, se utilizando de processos administrativos, judiciais e inquéritos contra do movimento estudantil e dirigentes e militantes do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

A detenção recentemente dos três estudantes, acusados de portar e usar maconha, no prédio da História e Geografia, foi o que desencadeou a reação de centenas de estudantes e de alguns funcionários que presenciavam o evento.  Aquela situação fez com que se manifestassem diante de uma ação totalmente arbitrária e que se repetia desde a do convênio entre a USP e a PM.

Perseguições, abordagens truculentas, blitzes, extorsão de dinheiro, ameaças e discriminação racial e homofóbica. As práticas imputadas só eram vistas na Universidade na época da Ditadura Militar.

Apoiar essa luta não significa tomar uma posição com relação à maconha como a reitoria, a polícia e a mídia tentam afirmar. Pelo contrário é trazer um debate à sociedade de que não podemos aceitar a militarização das universidades para reprimir e criminalizar as lutas dos trabalhadores e estudantes. Querem dar um caráter de caso de polícia e de drogas. Mas trata-se de militarização, repressão e ataque à democracia.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Marcha em Brasília reúne 20 mil manifestantes e pede investimentos em saúde, educação e reforma agrária

www.cspconlutas.org.br

A Marcha em Brasília, atividade convocada pela Jornada Nacional de Lutas, reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, com início por volta das 10h e encerramento às 13h30. Trabalhadores de diversas categorias do país participaram da iniciativa, entre eles, metalúrgicos, petroleiros, professores universitários, trabalhadores dos Correios, servidores públicos federais, mineradores, bancários, rodoviários, estudantes, além de integrantes de movimentos populares. Os manifestantes saíram do estádio Mané Garrincha e percorreram as ruas do centro de Brasília finalizando o protesto em frente ao Congresso Nacional.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Entenda a crise econômica em Portugal

O jornalista Marcelo Bernardes ouviu o cientista político português Miguel Soares Domingues que dá sua opinião sobre a grave crise econômica no país europeu. Para ele, a crise não é um desdobramento da crise financeira de 2009 iniciada nos EUA ou da crise da dívida grega de 2010 e sim um reflexo de que em Portugal se constituiu um padrão de desenvolvimento econômico e social dependente, baseado num crédito exterior (endividamento), e que desde 1964 Portugal deixou de ser um país soberano para ser um Estado que se submete a decisões econômicas que flutuam com os mercados financeiros do mundo.

Entenda a crise econômica em Portugal
Marcelo Bernardes, Monitor Mercantil - 23/05/2011


Paris - Corrupção, má utilização de recursos financeiros e de fundos econômicos europeus levou Portugal a uma situação econômica semelhante a que passou pelos anos de 1910. Atualmente, aquele país tem um déficit em torno de 125% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme disse ao MONITOR MERCANTIL Miguel Soares Domingues, estudioso do assunto com Licenciatura em Ciências Políticas pela Universidade de Lisboa, Portugal, para quem essa má gestão econômica levou a "jovem democracia portuguesa à bancarrota".

quarta-feira, 30 de março de 2011

Debate 'As revoluções Sacodem o Mundo Árabe'

Debate “As revoluções Sacodem o Mundo Árabe”

Evento integrante da calourada da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre, entidade estudantil nacional filiada à CSP Conlutas) na Universidade de Brasília

Participação de:
* Fábio Bosco – PSTU
* Fábio Félix – PSOL (CST)
* representante do PCB

Dia 05 de abril, terça-feira, às 18h30 no ANF6 - Campus Darci Ribeiro - UnB - Brasília

sábado, 19 de março de 2011

PM reprime com violência protesto contra Obama no Rio

Uma manifestação contra a vinda do presidente norte-americano Barack Obama ao Brasil foi duramente reprimida pela Polícia Militar no Rio de Janeiro, no final da tarde e início da noite desta sexta-feira. Organizada por sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, como o PSTU e a CSP-Conlutas, o protesto enfrentou, desde o início, a truculência da polícia. Mesmo assim, mais de 300 ativistas saíram em caminhada rumo ao Consulado dos EUA. Quando chegavam ao destino, por volta das 19h, a PM reprimiu a manifestação com cassetete e balas de borracha.

Segundo informou o PSTU em seu site oficial, 15 ativistas foram presos, entre eles cinco militantes do partido, e várias pessoas ficaram feridas, inclusive um jornalista da CBN, atingido por uma bala de borracha.

De última hora, o presidente dos Estados Unidos decidiu discursar apenas para convidados no Theatro Municipal, em vez de fazer um pronunciamento aberto ao público na Cinelândia, neste domingo, como chegou a ser anunciado por sua assessoria.

Polícia reprime ato contra Obama no Rio e prende dezenas de manifestantes
DA REDAÇÃO, Opinião Socialista, 17/03/2011

• A manifestação contra a vinda do presidente norte-americano foi duramente reprimida pela Polícia Militar no Rio de Janeiro, no final da tarde e início da noite desse 18 de março.

Organizada por sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, como o PSTU e a CSP-Conlutas, o protesto enfrentou, desde o início, o autoritarismo da polícia. Antes mesmo de se iniciar, na concentração na Candelária, a PM impediu a aproximação do carro de som. Momentos depois, os policiais tentaram impedir a saída dos manifestantes em passeata pela Avenida Rio Branco, em uma cena inédita.

Mesmo assim, mais de 300 ativistas saíram em caminhada rumo ao Consulado dos EUA. Quando chegavam ao Consulado, por volta das 19h, a PM reprimiu a manifestação com cassetete e balas de borracha. As últimas informações dão conta de que 15 ativistas foram presos, entre eles cinco militantes do PSTU. Há ainda vários feridos, inclusive um jornalista da CBN, atingido por uma bala de borracha.

Thiago Hastenheiter, militante do PSTU, contou que “Eles vieram com cassetetes e bombas e nos atacaram. Depois perseguiram os grupos nas ruelas próximas, atirando com balas de borracha”. Segundo Thiago, os manifestantes foram seguidos e revistados, nas ruas próximas.

A PM acusou os manifestantes de terem jogado um coquetel molotov, e usa isto como para tentar justificar a selvageria. "Não reconhecemos isso. Ninguém do PSTU atirou nada contra a embaixada", conta Ricardo Tavares, do PSTU-RJ. "Essa é uma desculpa da polícia. Parece que voltamos para a ditadura", protesta.

Muitos ainda não foram localizados e podem estar presos. Os presos foram levados para a 5º Delegacia de Polícia, a Rua Gomes Freire, onde, segundo informações, também está a delegada Marta Rocha, chefe da Polícia Civil. Há informações de que, entre os presos, está um menor de idade, ativista do movimento estudantil. A OAB-RJ foi procurada e está auxiliando na libertação dos manifestantes.

O PSTU repudia a violência e da absurda violação dos direitos humanos e exige respostas do governador Sergio Cabral. Para o PSTU, a agressão mostra que vale tudo para ocultar os protestos e garantir a festa ao presidente dos Estados Unidos, desde afastar moradores de comunidades de suas próprias casas até repetir métodos da ditadura, como a repressão de hoje.

O partido afirma que continuará nas ruas contra o governo Obama e a entrega do pré-sal pelo governo Dilma e convoca todos para o ato deste domingo, às 10h, no Largo do Machado.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Elevação da Selic confirma:política econômica seguirá privilegiando banqueiros

www.conlutas.org.br 21/01/2011
Taxa de Juros
Elevação da Selic confirma: política econômica de Dilma seguirá privilegiando banqueiros

Na reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) ocorrida nesta quinta-feira (19), foi definido o aumento da taxa básica de juros, a Selic, de 10,75% para 11,25%. Esta foi a primeira reunião do órgão depois da posse da Presidenta Dilma. Esta decisão revela a prioridade do novo governo. A política monetária seguirá privilegiando o sistema financeiro que “nunca antes na história desse país” ganhou tanto como nos oito anos de mandato de Lula.

A justificativa do COPOM é a mesma utilizada em outros momentos de elevação da taxa de juros. A mesma “ladainha” da necessidade de segurar a inflação. O Brasil segue na lista dos países com maiores taxas a de juros. Só perde para o Paquistão (14%) e para a Venezuela (18,10%). Se a taxa de juros alta fosse o remédio, esses países não estariam com índices de inflação de 27% e 20% respectivamente, enquanto que no Brasil este índice é de 5,91% (pelo IPCA).

Outra questão que contradiz os argumentos do Banco Central é de que boa parte da inflação registrada nos últimos períodos é produto da alta nos alimentos. Esse fenômeno mundial é causado pelo aumento de áreas cultiváveis para a produção de biocombustíveis, assim como a especulação financeira realizada pelos grandes produtores. O aumento nos juros, portanto, não vai afetar a inflação.

A decisão do COPOM em sintonia com a política econômica do governo Dilma segue a mesma lógica dos oito anos de Lula: aumentar os lucros já exorbitantes dos investidores internacionais, atraídos por uma das maiores taxas de juros do mundo. Além disso, essa elevação da taxa de juros vai significar o aumento da dívida pública, já que a taxa básica de juros determinada pelo BC é o valor de referência para os títulos da dívida emitidos pelo país, determinando os juros cobrados em financiamentos, empréstimos, etc. Os banqueiros nacionais e internacionais agradecem.

Atnágoras Lopes
Membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estudantes em solidariedade às vítimas da chuva

Nota da Assembleia Nacional dos Estudante-Livre, entidade nacional estudantil filiada à CSP Conlutas, em solidariedade às vítimas da chuva.

NOTA ANEL

Estudantes do Rio de Janeiro em solidariedade às vítimas da chuva.
Chega de mortes! Exigimos medidas dos governos já!

Em abril do ano passado diversos estudantes se reuniram na 2ª Assembléia Estadual da ANEL, realizada nocampus da Praia Vermelha da UFRJ. Tínhamos acabado de presenciar uma enorme tragédia na cidade do Rio de Janeiro e em Niterói, onde uma forte chuva e enchente haviam destruído lares, provocado desabamentos, matado mais de 300 homens, mulheres e crianças e deixado desabrigados mais de 70.000. Todas as semelhanças com o que vivemos atualmente em nosso Estado, na região Serrana, não são meras coincidências. 

Foram cenas chocantes que rodaram o mundo de mortes, a correnteza da água invadindo casas, morros desabando, prédios, casas e escolas indo abaixo. A famosa Praça do Suspiro, local turístico de Nova Friburgo, se transformou num mar de lama. Já são mais de 600 mortes, até onde se pode calcular. Vidas que não voltarão mais, que foram levadas junto com a forte tempestade. 

O sentimento de dor e revolta que vem a todos os brasileiros ao presenciar cenas como essas nos fazem refletir se toda essa desgraça não poderia ter sido evitada. Pensar que estamos reféns dos desastres naturais é muito fácil para não enxergamos responsáveis por essa tragédia. A chuva foi muito forte, disso não há dúvidas. Mas o homem, ao longo da história com todo o avanço da ciência, já conseguiu prever enormes desastres naturais e construir edifícios que suportam furacões e terremotos. Por que então não conseguimos evitar todas essas nefastas conseqüências?

Precisamos de investimento dos governos para evitar novas mortes!

Em abril do ano passado, após as discussões da II Assembléia Estadual-RJ, a ANEL lançou uma Campanha chamada “O Rio Por Água Abaixo – Uma saída social para os problemas do Rio de Janeiro”. Através dela, estudantes de todo o Estado organizaram em suas escolas e universidades arrecadação de doações de roupa e alimentos, além de materiais de divulgação e conscientização dos problemas que estavam por trás dessa tragédia. Dessa vez, não faremos diferente.

O governador do Estado, Sérgio Cabral, deu uma declaração se eximindo de culpa, dizendo que não era possível prever a força da chuva e tirando a responsabilidade dos governos. Além, mais uma vez, de culpar a população por morar nas encostas dos morros, como se tivessem muitas opções. Ora, mas se os governos não são os responsáveis, quem é? A própria população, trabalhadora, que recebe baixos salários e não tem moradias populares com a segurança necessária? Ou então a natureza, que não devia fazer chover com tanta força? 

Apenas em 2010, 60% do orçamento estadual pra prevenção de enchentes simplesmente não foi usado. Fala-se muito dos investimentos que o Rio vai fazer ao sediar as Olimpíadas e a Copa do Mundo, mas não se ouve falar de uma política séria de prevenção dos acidentes naturais, saneamento básico, moradias populares, etc. 

O problema é que depois de um desastre como esse, fica evidente que quem mais se prejudica é a população pobre, os trabalhadores, que não tem condições de ter moradias seguras. Um exemplo categórico disso é o da favela Campo Grande, em Teresópolis, onde centenas de pessoas foram mortas soterradas e logo em frente à favela está uma das mansões de luxo da família Marinho, donos da Rede Globo, que passou intacta ao temporal. Essa é a lógica de funcionamento da sociedade capitalista. Impõe uma enorme desigualdade entre os seres humanos que explica porque mesmo com um governo atrás do outro, com mais e mais promessas, não há mudança qualitativa na vida da população mais pobre, nos colocando reféns de situações como essa.  

E agora, o que fazer? Devemos esperar um novo desastre, deixar que se percam mais vidas no futuro? Nós, da ANEL, faremos o que estiver ao nosso alcance para cobrar dos governos medidas concretas que evitem que tragédias como essa voltem a se repetir, além de prestar toda a solidariedade às vítimas.

Nesse sentido, exigimos dos governos municipais, estadual e federal um poderoso investimento para dar novas casas aos atingidos, com a construção de moradias populares que tenham toda a segurança necessária; um plano estadual de obras públicas de saneamento e escoamento de água e para prevenção e contenção de encostas; melhorias e barateamento no sistema de transportes públicos. Precisamos de uma verdadeira Reforma Urbana no Estado do Rio de Janeiro, e por isso toda a população deve estar unida cobrando dos nossos governantes, dando o valor merecido no suor da nossa luta à vida de cada trabalhador e trabalhadora que nos deixou depois dessa tragédia. A ANEL coloca sua força a serviço disso e convoca os estudantes livres de todo o país a se somarem nesta Campanha, prestando solidariedade e lutando por um Rio de Janeiro melhor.  


Participe também da Campanha!
Para saber melhor como participar ativamente da Campanha, mande um email para anelrj@hotmail.com ou ligue para 99888085 (Júlio). Abaixo segue uma conta para efetuar depósitos e postos de coleta que estão recebendo doações.

Conta para depósito:
Banco do Brasil
Titular: Associação Coordenação Nacional de Lutas
Agência: 0249-6
Conta poupança: 38194-2
Variação: 91
Enviar cópia do comprovante do depósito para: cspconlutas-rj@cspconlutas.org.br

Postos de coleta no Rio de Janeiro:
Sede da CSP-Conlutas e ANEL-RJ - Rua Teotônio Regadas, 26, sala 602, Lapa, Rio, Rio de Janeiro – RJ
Sindsprev-RJ - Rua Joaquim Silva, 98-A, Centro – Rio de Janeiro – RJ
Sepe-RJ - Rua Evaristo da Veiga, 55 – 8º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lições da França: juventude em luta com a reforma da previdência

Lições da França

Uma das coisas que mais incomodam os defensores dos avanços sobre os direitos previdenciários no Brasil em relação às manifestações na França é a presença da juventude. O estranhamento com a forte participação dos jovens no protesto só é compreensível para os que consideram que a batalha nas ruas francesas se dá apenas em torno do aumento em dois anos da idade para aposentadoria.

Com o desemprego batendo em dois dígitos, os jovens percebem que a ampliação do tempo em que seus pais serão obrigados a trabalhar significará a impossibilidade de encontrarem vagas suficientes quando se formarem. Além disso, o ataque à Previdência se dá pouco depois de o Governo Sarkozy torrar bilhões de euros no salvamento de bancos da falência.

A lição que vem das ruas da França é que a redução dos direitos previdenciários é apenas parte de um ataque mais geral ao Estado de Bem-estar Social, duramente conquistado pelos europeus, e que, sim, haverá resistência.

Leia a seguir manifesto de apoio ao movimento estudantil francês assinado pela ANEL, entidade estudantil nacional brasileira filiada a CSP Conlutas.

***

Estudantes brasileiros apóiam as mobilizações dos estudantes e trabalhadores na França


No dia 12 de outubro 3,5 milhões de pessoas saíram às ruas em mobilização na França. As diversas manifestações que tomaram todo o país exigiam o fim da reforma da Previdência do governo Sarkozy, que tem imposto duros ataques aos trabalhadores e jovens franceses diante das conseqüências da crise econômica na Europa. O projeto de Reforma de Sarkozy tem como central o atraso do tempo mínimo para as aposentadorias que com as sistemáticas crises, o aumento do desemprego e da informalidade aumenta na prática a idade da aposentadoria de 60 para 67 anos.


Diante desses ataques, a mesma efervescência de luta da juventude francesa que em 2005 derrubou o projeto de lei que flexibilizava as contratações de jovens (Lei do Primeiro Emprego) se expressou na atual luta dos trabalhadores franceses com a adesão de milhares de estudantes. Nessa última quinta-feira as mobilizações estudantis tomaram o território Francês, paralisando cerca de 600 instituições de ensino, entre escolas e universidades, enfrentando inclusive a repressão policial. A luta estudantil tem colocado em cheque não só os projetos de reforma do governo Sarkozy mas também tem apontado a importante perspectiva da defesa dos direitos a partir da luta lado a lado com os trabalhadores.


Nesse dia 19, terça-feira e sexto dia da greve geral, os estudantes deram mais um exemplo de ousadia, resistência e rebeldia. Já passam de 850 escolas paralisadas e as manifestações tem se radicalizado ainda mais. Diante dessa situação, a saída de Sarkozy foi apelar para a repressão policial para tentar calar os estudantes: Lyon e Nanterre, periferia de Paris, foi foco da mais brutal repressão contra os manifestantes.


Frente à crise, os governos de todo o mundo tem imposto aos trabalhadores e a juventude duros ataque aos direitos sociais, salários e empregos, sempre em favor dos lucros das empresas e dos poderosos. Porém, a resistência que temos visto por parte dos trabalhadores europeus, e agora em evidência com a luta dos estudantes franceses, mostra que a mobilização é o único caminho para derrotar esses governos e impor uma saída para a crise sob a ótica da classe trabalhadora e da juventude.


Nesse sentido, a ANEL se solidariza com os milhares de estudantes franceses que tem ido as ruas com ousadia se enfrentar com os ataques de Sarkozy e exigir seus direitos ao lado dos trabalhadores. Convidamos os estudantes brasileiros a apoiarem o conjunto das mobilizações francesas que seguem sacudindo a França repudiando qualquer ação do governo e dos patrões de se utilizar da repressão para conter o movimento.


Os trabalhadores e a juventude não pagarão pela Crise! Viva a luta do povo francês!


ANEL (ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES - LIVRE!)


anelivre@hotmail.com

domingo, 17 de outubro de 2010

Assembleia Nacional dos Estudantes com novo site



A Assembleia Nacional de Estudantes – LIVRE, a ANEL, marca presença na WEB com novo site!!!


No site da entidade do movimento estudantil brasileiro filiada à CSP CONLUTAS você pode acompanhar as novidades, mobilizações, calendário, campanhas da entidade e muito mais.


Confira: anelonline.org


ANEL
ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES - LIVRE!




(11) 31077984

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Greve da educação de MG segue forte

A greve dos profissionais de Educação pública do Estado de Minas Gerais segue forte a mais de um mês apesar da repressão do governador Aécio Neves e da justiça estadual.

Veja matéria do boletim de greve:

Juntos para Avançar... Não vamos recuar
A greve por tempo indeterminado deflagrada em Minas Gerais, no dia 08 de abril, configura-se no maior movimento dos últimos anos em nosso estado. Enfrentamos até aqui ameaças, tentativas de demissão, arbitrariedades, repressão e agressão física. Respondemos com organização, mobilização, manifestações e com a continuidade da greve.

Temos um claro objetivo: a implementação do piso salarial profissional de R$1.312,85 para jornada
de 24 horas e nível médio de escolaridade. Enfrentamos uma articulação do Governo do Estado envolvendo mídia paga, inteligência do serviço de segurança pública e decisões políticas do Poder Judiciário. O nosso recuo neste momento significará uma derrota não apenas da campanha salarial de 2010, mas a nossa derrota enquanto categoria. Perderemos a capacidade de conquistar qualquer mudança de salários além de ficarmos vulneráveis às retaliações da Secretaria Estadual de Educação (SEE).

A liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Mandado de Segurança impetrado
pelo Sind-UTE/MG) que garantiu aos/as trabalhadores/ as em educação o direito de greve sem que haja demissões ou substituições foi uma importante vitória jurídica e política para a continuidadeda greve.

No entanto, o Governo de Estado ajuizou ação civil pública pedindo a decretação da ilegalidade da greve. Um Desembargador do Tribunal de Justiça deferiu a tutela antecipada determinando a imediata suspensão da greve, por considerá-la ilegal. O Desembargador não ouviu o Sind-UTE/MG antes de decidir. A decisão proferida é de 04/05/10, véspera da nossa assembleia estadual.

O Sind-UTE/MG cumpriu todos os requisitos determinados pela Lei Federal 7.783/89 que é aplicada ao direito de greve do setor público. No entanto, o Tribunal de Justiça optou por declarar a ilegalidade da nossa greve. O Sind-UTE/MG recorreu da decisão do TJMG e está se organizando para assumir a multa diária de R$10.000,00. Voltar para a escola neste momento não reverterá o que o Governo Estadual está fazendo.
Precisamos manter a nossa mobilização para modificar o atual quadro de ameaças e tentativas de retaliação. Não será a primeira vez que os/as trabalhadores/as enfrentam decisões judiciais que têm perfil político.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Essa semana acontece o 2o Congresso da Conlutas

No fim da presente semana, no feriadão de Corpus Christi, ocorrerá o II Congresso Nacional da Conlutas e o Congresso da Classe Trabalhadora.

O II Congresso Nacional da Conlutas, nos dias 3 e 4, deve expressar a construção dessa entidade que ocupou, sem dúvida, a dianteira do processo de reorganização do movimento de massas após a chegada de Lula à presidência.

É esperado ainda que, após esse balanço positivo, os delegados indiquem o avanço desse processo, apoiando a unificação da Conlutas com outras entidades, como a Intersindical, MTST, MAS,MTL e Pastoral Operária, que deve ser decidido no Congresso da Classe Trabalhadora, já nos dias 5 e 6. Todas as polêmicas serão democraticamente decididas pelo voto.

Em ambos congressos haverá delegados representando sindicatos, federações e associações sindicais, oposições e minorias em diretorias, como também representantes do movimento popular, de combate a opressões e estudantil.

Números esperados:

CONGRESSO DA CONLUTAS
Participantes esperados: 2.000
Entidades inscritas: 389
Assembleias realizadas: 767

CONGRESSO DA CLASSE TRABALHADORA
Participantes esperados: 3.000
Entidades inscritas: 499
Assembleias realizadas: 962

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Relatos diretos comprovam a farsa sobre a tragédia do Haiti

Dois incríveis relatos de testemunhas oculares brasileiras dos terríveis eventos em Porto Princípe, Haiti. Um do estudante da Unicamp Otávio Calegari e outro do presidente da ong Viva Rio Rubém César. Ambos contradizem em muito a que a grande imprensa vem noticiando sobre a tragédia naquele nosso país irmão latino-americano.

A mensagem do estudante da Unicamp, Otávio Calegari, além de mais uma vez comprovar a farsa "humanitária" da Minustah, ausente até o momento nas ruas da cidade, também confirma o assassinato momentos antes do tremor, do professor Université d État, Jean Anil Juste, conhecido intelectual e lutador haitiano. E ainda nega que haja um explosão de violência, como a mídia brasileira e internacional vem tentando mostrar. A solidariedade e organização espontânea dos trabalhadores haitianos vêm sendo os principais meios de resistência e reação diante da catástrofe.

Já outra testemunha ocular, o sociólogo Rubém César, presidente do Viva Rio, em entrevista apresenta um relato que segue uma linha parecida, obviamente "puxando a sardinha" para sua ong. Porém, bate na tese apresentada pela mídia do suposto "surto de violência" e ainda afirma que o Brasil ajudou até o momento bem menos do que a República Dominicana, o pobre vizinho do Haiti.

Clique e leia esse artigo no portal da Conlutas e clique aqui e leia a entrevista de Rubém Cesar para o site Terra Magazine.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um caso de racismo dentro da USP


A estudante Luanda denunciou sofrer de racismo dentro da USP ocorrido no último dia 11 de novembro e que pode ser lido aqui e aqui.

A aluna do curso de história Luanda Dessana Ferreira dos Santos, 26, registrou um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) acusando um rapaz e uma menina de ofendê-la.

O episódio ocorreu numa reunião convocada por diretores da Amorcrusp (Associação de Moradores do Crusp) para discutir um furto no caixa da entidade, no dia 11.  Luanda, atual tesoureira da associação, teria sido acusada pelo crime. Segundo a universitária, um bate-boca começou e o rapaz, que não é estudante da USP, ofendeu-a com palavras de caráter racista.Ao ser acusado de preconceito, o jovem reafirmou que era racista. Luanda também foi ameaçada de agressão pela namorada do jovem, que é integrante da associação.
O programa Manhã Maior da RedeTV! debateu o caso de racismo. O programa contou com a participação dela, de Wilson,  e a presença do fundador no núcleo de consciência negra da USP e coordenador do Movimento Quilombo Raça e Classe.

Os agressores não podem ficar impunes. Nossa total solidariedade à Luanda.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

(Honduras) Retorno de Zelaya reacende protestos


Retorno de Zelaya reacende protestos em Honduras

Jornal Opinião Socialista, 22 de setembro de 2009

• Por Jeferson Choma, da redação - Nesta segunda-feira, dia 21, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, tinha acabado de retornar secretamente ao país. Ele estava refugiado na embaixada brasileira na capital, Tegucigalpa, para onde milhares de manifestantes estavam se dirigindo pedindo o fim do governo golpista.

O retorno de Zelaya reacende as mobilizações contra o golpe. Milhares de pessoas de todos os cantos do país voltam às ruas para exigir o retorno do presidente deposto. Em resposta, o governo golpista de Roberto Micheletti anunciou que todos os aeroportos hondurenhos ficarão fechados. Também foi declarada a extensão do estado de sítio quando foi confirmada a presença de Zelaya na embaixada do Brasil. Os ativistas dos movimentos sociais, sindical e estudantil brasileiros devem permanecer de prontidão para cercar de solidariedade a luta do povo hondurenho.

Logo após o anúncio do retorno de Zelaya, o Opinião Socialista entrevistou Tomas Andino, integrante da Frente de Resistência Contra o Golpe, no momento em que estava na frente da embaixada com outros milhares de ativistas.


Como está a situação neste momento em Honduras?
Tomas Andino – Hoje, chegou secretamente a Tegucigalpa o presidente deposto, Manuel Zelaya, que está refugiado na embaixada do Brasil. Desde então, está chegando uma grande quantidade de pessoas daqui da capital, que está se reunindo em frente à embaixada. Há também milhares de pessoas de outros departamentos do país que estão vindo para cá em caravanas. Vamos fazer amanhã (dia 22) um ato com centenas de milhares de pessoas de todo o país.

Neste momento, o governo da ditadura impôs um estado de sítio para impedir que as pessoas cheguem a Tegucigalpa. Há muito entusiasmo do povo, que está aqui para proteger o presidente. Há uma situação um pouco diferente no exército. Não há muita presença de militares aqui, por enquanto. Suspeitamos que algo, algum tipo de movimento, pode estar ocorrendo internamente nas Forças Armadas.

Neste momento, quantas pessoas estão em frente à embaixada?
Tomas - Há por volta de 8 mil a 10 mil pessoas aqui. Muitos estão dispersos, em piquetes em diferentes ruas e avenidas da cidade. A energia elétrica foi cortada e a água também em toda essa região para tentar dispersar as pessoas. No entanto, com paciência e criatividade, elas estão improvisando uma iluminação. Há um grande entusiasmo. As pessoas não estão amedrontadas, ninguém tem medo, e todos estão dispostos a defender com tudo o que se pode a luta contra o golpe.

Existe algum temor com relação a uma onda de repressão?
Tomas - As pessoas não têm medo da repressão. O governo nos reprimiu duramente por 85 dias, mas o povo aprendeu a suportar e, hoje, existe uma enorme disposição de enfrentar qualquer repressão com seus próprios meios. Não há medo, mas sim disposição de lutar.

Qual é a sua expectativa em relação aos próximos dias de luta contra o golpe?
Tomas - O presidente Zelaya, assim como a OEA [Organização dos Estados Americanos], disseram que seu retorno ao país serve para abrir um diálogo com os golpistas. Mas o povo aqui mobilizado não quer diálogo algum com eles. Queremos derrubar os golpistas. Quando o presidente reassumir suas funções, queremos que todos os deputados e funcionários que participaram deste golpe, que são praticamente todos, sejam punidos. Por isso, a burguesia tem horror a este tipo de mobilização. Os únicos que os protegem são as Forças Armadas. Mas, se o exército é derrotado pela mobilização, poderá se desatar uma revolução democrática no país, cujas consequências serão destrutivas para o atual Estado hondurenho.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Trabalhadores e estudantes do Triângulo Mineiro em reorganização

No sábado, 12/09 os trabalhadores e estudantes de Uberlândia e Triângulo Mineiro vão se reunir na UFU para discutir sua organização e lutas.

SEMINÁRIO DE REORGANIZAÇÃO SOCIAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

Estamos vivendo um momento caracterizado pela reorganização social no país diante a ofensiva neoliberal que caracterizou a conjuntura nacional e internacional nos últimos 20 anos. Essa conjuntura caracterizada pelos ataques à previdência pública, à educação pública, à saúde pública e aos direitos trabalhistas, contou com a inércia e a acriticidade da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a essas e outras políticas neoliberais do governo Lula.

Mas desde o início do Governo Lula, em 2003, setores da esquerda brasileira não se furtaram em fazer a crítica às políticas neoliberais desse Governo e não se furtaram em realizar mobilizações nacionais e regionais em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras dessa país. Essas lutas foram protagonizadas pela Coordenação Nacional de Lutas Sociais (CONLUTAS), pela Intersindical, por algumas pastorais operárias, por sindicatos nacionais, e por diversos setores do movimento estudantil e do movimento social.

Durante esse período esses setores não deixaram de colocar em pauta a necessidade de construir um mundo socialista, apresentando a idéia de que a única estratégia para superar os inúmeros e profundos problemas sociais existentes hoje no Brasil e no mundo, é a luta internacional pela destruição do capitalismo.

Nesse sentido, diante a fraguimentação e às dificuldades concretas que essas organizações encontram na luta contra as políticas neoliberais, na luta pela reforma agrária e urbana, na luta contra os transgênicos e na luta contra a destruição devastadora do meio ambiente; iniciou-se um debate visando à construção de uma nova Organização Social que aglutine esses setores e que contribua na organização das futuras lutas sociais.

Essa atividade ocorrerá em várias cidades e regiões do país, e em Uberlândia será realizada no dia 12 de Setembro. Convidamos todos os militantes, ativistas, sindicatos, entidades estudantis, organizações populares e movimentos sociais do campo e da cidade a contribuírem na construção desse processo que aponta para um novo marco na história das lutas sócias no Brasil.


DATA: 12 de Setembro de 2009 - SÁBADO HORÁRIO: 9 horas às 17 horas

LOCAL: Universidade Federal de Uberlândia – Campus Santa Mônica - BLOCO 3Q - SALA 110

ÔNIBUS DO TERMINAL CENTRAL: T131 DESCER NA ESTAÇÃO 6

Após o Seminário todos estão convidados a participar do Buteco dos Lutadores. Traga sua Bandeira e seu Violão!!

CONTATOS: BETÂNIA (34) 8807-1585 / MÁRIO (34) 9945-3174

sábado, 29 de agosto de 2009

Não a repressão! Fora Minustah do Haiti!

Advogado de diretos humanos sofre atentado no Haiti!



Advogado de estudantes presos por missão das Nações Unidas sofre atentado. Repressão é comandada por forças de pacificação da ONU, lideradas pelo Brasil. Estudantes presos protestavam pela lei de reajuste no salário mínimo.

24/09/2009


Por Tatiana Lotierzo - Campanha Latino Americana pelo Direito à Educação (Clade)


Patrice Florvilus, advogado e ativista de direitos humanos, foi vítima de um atentado no dia 14 de agosto. Ele vinha recebendo ameaças de pessoas não-identificadas desde o dia 10, quando se comprometeu a defender legalmente, junto aos tribunais haitianos, cinco estudantes presos injustamente pela polícia e pela Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) na segunda semana do mês. Em comunicado público, ele explica a grave situação de seu país, que culminou na prisão dos jovens.

Os estudantes presos protestavam devido à não promulgação da lei que determina um reajuste no salário mínimo. A lei foi aprovada em abril de 2009 pelo Congresso Nacional, mas até agora não foi publicada oficialmente pelo governo haitiano. Os protestos contra a atitude do governo não são um fato recente no país, assim como a repressão contra os manifestantes. “Já nos meses de maio e junho, a polícia e a MINUSTAH intervieram violentamente para reprimir manifestações estudantis, chegando ao extremo de violar os prédios da Faculdade de Medicina, o que é proibido pela Constituição”, diz o comunicado. Também foram atacadas as faculdades de Ciências Humanas, Etnologia e a Escola Nacional de Normalistas, que forma professores e professoras para o ensino fundamental.

Desde o início dos conflitos, Florvilus vem denunciando as violações aos direitos humanos e apoiando as pessoas detidas, tanto através da mídia, como no Palácio da Justiça. Na sexta-feira, dia 14, quando voltava do Palácio da Justiça e do escritório do procurador do governo, o advogado e as pessoas que o acompanhavam foram surpreendidos com um ataque inesperado. “Acredito que seja um ato de intimidação contra a luta a favor do direito de protestar e a luta pela descriminalização dos movimentos sociais”, declara. No dia 18 de agosto, três dos estudantes foram liberados depois de uma investigação e da ação judicial. O advogado tentou obter um habeas corpus, mas sem resultados concretos.

“O povo haitiano necessita do apoio de todos e todas para ajudá-lo nesse momento bastante difícil em sua historia. Entendo que, em nível regional, em toda América Latina, podemos gerar uma força midiática de denúncia dessa situação, já não tanto por minha segurança pessoal, mas sim pela própria luta dos e das estudantes no Haiti. São urgentes as ações de denúncia pública”, declara Florvilus, no comunicado.
Diante do aumento da repressão ao povo haitiano, está sendo realizada uma campanha internacional de repúdio à repressão e de exigência pela retirada imediata das tropas da ONU naquele país, encabeçada pelas tropas brasileiras.

Assine a moção abaixo:

As Entidades Sindicais, do Movimento Estudantil e Popular, parlamentares e personalidades políticas vêem, por meio desta moção, repudiar veementemente o crescimento vertiginoso da repressão contra o heróico povo do Haiti, desferidas pelas Tropas de Ocupação da ONU, chefiadas pelo Exército brasileiro.

Nos últimos dias as justas manifestações pelo reajuste do salário mínimo, que é o menor do Continente Americano, foram duramente reprimidas pela Minustah, nome dado as tropas de ocupação naquele país.

Já existem dezenas de presos e feridos, especialmente as lideranças das manifestações, com destaque para dirigentes do movimento estudantil haitiano, que estão sendo agredidos e detidos dentro do Campus Universitário.

Da mesma forma, responsabilizamos o Governo brasileiro por estas ações inaceitáveis, que ferem a Soberania Nacional do Haiti e revelam a verdadeira natureza da ocupação militar daquele país – reprimir violentamente as manifestações dos trabalhadores, dos estudantes e do povo pobre haitiano pelo seu direito a autodeterminação e atendimento de suas justas reivindicações.

Intensificaremos no Brasil as ações da campanha de exigência ao Governo Lula de retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.

São Paulo, 19 de agosto de 2009.

Coordenação Nacional de Lutas - CONLUTAS


As mensagens podem ser encaminhadas para os endereços abaixo:

1- Ministério das Relações Exteriores
celsoamorim@mre.gov.br
jmaia@mre.gov.br

2- Coordenação Nacional de Lutas – CONLUTAS: secretaria@conlutas.org.br

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Viva a resistêcia hondurenha...eles não passarão!

Segundo dia: nada será como antes em Honduras



Cristina Barbosa, presidente da Fed. Estudantil da Costa Rica e Roberto Herrera do MAS (LIT-QI)



• Acompanhe a reportagem sobre a resistência ao golpe de Estado, enviada por uma delegação que está em Honduras. Desde o dia seguinte ao golpe, formou-se na Costa Rica o Movimento de Solidariedade ao Povo Hondurenho. O Movimento ao Socialismo (MAS), seção oficial da LIT-QI na Costa Rica, participa desde o início das atividades do comitê, com a firme certeza de que a atitude dos revolucionários da América Central deve ser assumir para si qualquer luta que ocorra nos cinco países da região que foram artificialmente divididos. Neste momento, uma delegação se encontra em Honduras, levando solidariedade e participando da resistência. Estas são as primeiras notícias que eles nos enviam desta importante luta democrática, antioligárquica e antiimperialista.


# Leia a reportagem do primeiro dia



Quinta-feira, 16 de julho, segundo dia
Hoje completam-se 19 dias de luta contra o golpe. Participamos do fechamento de ruas na altura de El Durazno, principal saída de Tegucigalpa para o norte do país. O bloqueio durou das 8h30 até 15h.

O protesto, aqui, reuniu duas mil pessoas e, no sul, cerca de mil. Nesta saída, concentraram-se os ativistas liberais que se opõem ao golpe. Em El Durazno, se concentraram os sindicatos do estado (PANI, Frente de organizações do magistério, INA, enfermeiras etc.).

Além destes bloqueios, estavam fechadas as cidades de San Pedro Sula (capital industrial onde se concentram as maquiladoras) e Porto Cortês (principal porto do país), o que representou uma paralisação importante da economia. Para sexta-feira, espera-se uma nova jornada de resistência, igual à da quinta-feira. Um novo dia de luta nos espera.

Muitos símbolos indicam que, em meio a muitos “estica e afrouxa”, tentam solucionar por cima o conflito. Os olhos apontam para a negociação de sábado em Costa Rica. Vamos resumir alguns fatos políticos que nos parecem importantes.

1) O governo golpista mostra sinais de cansaço. A saída de dois servidores públicos do governo, entre eles López Colindres (chanceler), se soma a um estranhamento dos militares com o governo e com o próprio anúncio de Michelletti de que poderia renunciar desde que Zelaya não regressasse.

2) Diferentes formas de repressão seguem ativas, como, por exemplo, o fechamento temporário dos sinais de rádio e TV, o toque de recolher, a perseguição a servidores públicos governistas, a perseguição sindical, o assassinato seletivo ocultado como crime comum. Esta violência política é acompanhada também pelo aumento da delinquência, como ajustes de contas e fatos vinculados aos “maras” (violenta gangue da região).

3) O custo econômico do golpe num país tão pobre como Honduras, começa a surgir. Há projetos interrompidos, fundos congelados e bloqueios. Além disso, há o custo de manter mobilizado o exército por 19 dias. Amanhã é o pagamento de salário dos servidores públicos. Gabriela Núñez, ministra de finanças, está tentando reunir fundos de todos os lados.

4) O mais importante é que o movimento popular segue ativo apesar das ameaças. Entre os docentes, é muito forte. Exemplo disso foi o início da transmissão da rádio clandestina ligada à Resistência (Rádio Morazán) e de que as ações continuarão amanhã, mesmo que não se concretize a paralisação geral. No interior do país, as ações também ganham força.

5) É importante assinalar que a direita latino-americana mantém uma campanha muito agressiva em relação a Honduras. Hoje chegou o grupo UNO América, que é o “rim dos vermes”. Seu objetivo era legalizar o golpe e lhe dar apoio político. Na delegação, haviam reconhecidos representantes da direita da Venezuela e da Colômbia. Além do delírio fascistóide e dos argumentos deste grupo, a presença de UNO América assinala um claro vínculo das direitas golpistas latino-americanas e norte-americanas, mas, sobretudo, um esforço deste setor ultradireitista em descongelar o isolamento internacional dos golpistas.

Estes são alguns fatos, mas como assinalamos, a situação é instável. Ainda que existam sinais de negociação, o “estica e afrouxa” de ambos os lados, o fato mais importante para os revolucionários é que o povo continua nas ruas e com um nível crescente de politização. Se Zelaya retornar pela ação das massas, isso representaria uma clara vitória democrática e popular, que não seria detida facilmente, mas continuaria avançando e questionando o regime. Se as elites conseguem uma saída negociada [1], não será fácil para eles desativar as bandeiras que foram articuladas pelo movimento popular, sobretudo, o chamado à Assembleia Nacional Constituinte.

Como dissemos algumas vezes, nada será como antes em Honduras.


NOTA:
1. É claro, no processo de possíveis saídas negociadas, que cumpre um papel fundamental a mediação pró-imperialista do presidente Arias, que já tem levantado a consigna de governo de reconciliação nacional, que consistiria em duas opções: ou num governo de transição, apoiado na Corte Suprema de Justiça, ou num regresso condicionado de Mel Zelaya, isto é, afastado da Alba, sem o projeto de quarta urna, e com a anistia para ambos os lados. Estas saídas são incômodas para os golpistas, sobretudo para as forças armadas. Outra opção pela qual se decantariam os golpistas é um governo de reconciliação sem Zelaya, em que ele possa regressar e ser anistiado dos supostos delitos políticos, mas que seja julgado pelos delitos de corrupção. Como se vê, os cenários são múltiplos e variáveis. Evidentemente, para os revolucionários, a melhor saída é que o movimento popular consiga através de sua ação independente uma quebra total do regime e uma convocação à Assembleia Nacional Constituinte sobre as ruínas do velho regime, apoiado nas organizações populares. Para conseguir isto, é evidente que é preciso forjar uma força política ampla, orientada pela independência de classe e a meta socialista.


Retirado do Portal www.pstu.org.br

terça-feira, 14 de julho de 2009

14 de julho: França em Vermelho!

por Almir Cezar Filho

O vermelho que correu hoje em Paris não foi da bandeira tricolor francesa desfralda nas comemorações ao "14 de julho" (aniversário da Queda da Bastilha, principal evento da Revolução Francesa), mas do sangue, das bandeiras vermelhas e das chamas dos protestos dos trabalhadores e do povo pobre nas ruas e nas manifestações contra a crise econômica, o governo Sarkozy e o desemprego.

Com o capitalismo contemporâneo em plena CPI (especialmente nos países do núcleo central, entre eles a França), os estragos das duas décadas de neoliberalismo e o colapso da esquerda tradicional francesa empurraram os movimentos sociais (organizados ou não) para ação. Vimos isso nos últimos anos com a juventude na rua, tanto a juventude estudantil como a das comunidades periféricas. Também se viu o mesmo com os servidores públicos. Agora vemos de novo os trabalhadores industriais, que desde o início da década de 1970 andavam sumidos.

Nem a ideologia do patriotismo e civismo, nem o cacetetes e gás lacrimogênio de Sarkozy conseguiu impedir. A temperatura da "panela-de-pressão" da luta de classe está em ebulição.

Estamos às vesperas de uma "nova Bastilha"? Só o tempo dirá. O que vemos agora, com certeza, é que o "verdadeiro vermelho" que inspirou a bandeira tricolor está de volta às ruas. Esperamos que a esquerda aproveite essa oportunidade histórica para transformações sociais.