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sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Cyro Garcia avisa: PSTU terá pré-Candidaturas nas cidades do RJ e é Oposição ao Governo Lula

"Em entrevista exclusiva, Cyro Garcia revela o anúncio surpreendente do PSTU de lançar pré-candidaturas nas principais cidades do RJ. Além disso, explora a postura de oposição de esquerda defendida pelo partido em relação ao governo Lula. Uma análise instigante sobre a estratégia política e as perspectivas eleitorais no cenário carioca, fluminense e brasileiro.
Esse é um trecho da live de entrevista para o programa Economia É Fácil, da Rádio Censura Livre (youtube.com/@UCOUubkXfsV2Y2E0OvzsJZ9w), com apresentação e produção do economista Almir Cezar Filho.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

25 anos sem Nahuel Moreno


Extraído do Portal da LIT-QI

A 25 anos da morte de Nahuel MorenoPDFImprimirEmail
Escrito por   
Em 25 de janeiro de 2012 fez 25 anos da morte de Nahuel Moreno, fundador da LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional). Para render-lhe homenagem, nosso site publica diversos textos, a maioria dos quais foram publicados na edição especial que a revista Marxismo Vivo dedicou, em 2007, pelos 20 anos de seu falecimento.


Dessa edição publicamos A 20 anos da morte de Nahuel Moreno, algumas reflexões sobre o morenismo. Este é um artigo escrito por Martín Hernández, onde o autor defende a validade conceitual e política de falar da existência de uma “corrente morenista” dentro do trotskismo. Por sua vez, o texto Um militante pela classe operária, o socialismo e o internacionalismo, escrito por Alejandro Iturbe, foi publicado em 2010 nesta página. Recorda o ato e a caravana que acompanhou os restos de Moreno ao cemitério da Chacarita (Buenos Aires), e traça um perfil do dirigente.

Da citada edição da revista Marxismo Vivo publicamos também a cronologia que localiza os principais fatos pessoais e políticos da vida de Moreno, no marco dos processos políticos e da luta de classes mais destacados do século XX. E, do próprio Moreno, escolheram-se dois textos. O primeiro é a transcrição de uma intervenção sua no Congresso da LIT-QI de 1985, à que se deu o título de “Por que IV Internacional?”, no qual ele explica porque defender esse “número” para nossa organização. O segundo são os parágrafos finais do livro O Partido e a Revolução, publicados na revista com o título “A construção de um partido revolucionário mundial é a maior tarefa a que um ser humano já se propôs”.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Debate 'As revoluções Sacodem o Mundo Árabe'

Debate “As revoluções Sacodem o Mundo Árabe”

Evento integrante da calourada da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre, entidade estudantil nacional filiada à CSP Conlutas) na Universidade de Brasília

Participação de:
* Fábio Bosco – PSTU
* Fábio Félix – PSOL (CST)
* representante do PCB

Dia 05 de abril, terça-feira, às 18h30 no ANF6 - Campus Darci Ribeiro - UnB - Brasília

quinta-feira, 24 de março de 2011

Polêmica: 'Não dá para ser antiimperialista apoiando Kadafi'

Não dá para ser antiimperialista apoiando Kadafi
Parte da esquerda falsifica a realidade para apoiar o massacre do ditador líbio contra o povo

DIEGO CRUZ - da redação, Opinião Socialista e PSTU Online

• A onda de revoltas árabes que irrompeu na Tunísia e se espalhou pelo Norte da África, confrontando ditaduras de décadas, atraiu a atenção de toda a esquerda mundial. Seu ponto alto, o Egito, foi tema de controvérsias e debates, mas ninguém poderia negar a solidariedade à luta dos jovens e trabalhadores contra o regime de Mubarak.

Quando o levante chegou à vizinha Líbia, no entanto, essa história mudou. Para uma parte da esquerda e o chavismo, já não se tratava mais da luta de um povo contra uma ditadura opressiva, mas uma articulação das potências para derrubar um governo antiimperialista. A brutal contra-ofensiva de Kadafi contra os rebeldes e as ameaças de intervenção estrangeira parecem ter dado novo impulso a essa visão.

Na prática, esse setor se presta ao vergonhoso papel de atacar a mobilização popular na Líbia, apoiando e se solidarizando à ditadura Kadafi. No Brasil essas posições se expressam de forma mais clara através dos stalinistas PCB e PCdoB. O que dizem esses partidos sobre o que ocorre hoje na Líbia?

Interpretações
Editorial do portal Vermelho, órgão do PCdoB, de 12 de março, “O medo do espectro do anti-imperialismo”, relembra o passado nacionalista de Muammar Kadafi. “O coronel Muamar Kadafi, que governa a Líbia desde a deposição da monarquia, em 1969, lidera um regime que expulsou empresas estrangeiras (principalmente britânicas e norte-americanas), nacionalizou a economia e colocou o país numa rota de crescimento e bem-estar, por um lado, e de enfrentamento do imperialismo, por outro”, diz um trecho do texto.

Até aí é um fato. Em seguida, porém, o editorial afirma que “mesmo tendo chegado a acordos com os governos dos EUA e da Europa, há uma década, Kadafi nunca chegou a ser confiável para as grandes empresas multinacionais e para os mandatários do imperialismo”. O acordo da Líbia com o imperialismo a partir de 2002 é outro fato. Resta saber a razão de o ditador não ser “confiável” às grandes potências.

As multinacionais petroleiras certamente não compartilham dessa opinião. Nos últimos 10 anos Kadafi já deu demonstrações de ser plenamente confiável ao imperialismo, a ponto de os EUA e a Europa despejarem bilhões de dólares em investimentos na prospecção de gás e petróleo no país. Confiável a ponto de só a Itália comprar quase 1/3 da produção petrolífera da Líbia.

A partir de seu movimento de aproximação com o Ocidente, o ditador líbio escancarou seu país ao capital estrangeiro. Dos “Acordos do Deserto” assinado com o primeiro-ministro Tony Blair em 2004, aos negócios com o dirigente italiano Silvio Berlusconi, Kadafi tornou-se nos últimos anos o queridinho do imperialismo europeu na região. Destinava ao continente 80% do petróleo exportado. Só a petrolífera italiana Eni operava 13 campos de gás e petróleo na Líbia, tendo uma produção de mais de 300 mil barris diários.

Em contrapartida, Kadafi investia seus petrodólares no país. Chegou a ter 10% da Fiat e, em plena crise econômica, socorreu o maior banco italiano, o UniCredit, tornando-se o maior acionista da instituição, com mais de 7% de suas ações.

A nota política da direção do PCB vai mais longe e chega a justificar a guinada à direita do regime líbio após sua fase nacionalista. “Fatores como a queda da URSS enfraqueceriam, logo a seguir, a economia e a autonomia política da Líbia e, após a invasão do Iraque pelos EUA e seus aliados, em 2003, tentando, ao que tudo indica, evitar outra agressão à Líbia, Khadafi começou a fazer concessões políticas e econômicas ao imperialismo, abrindo a economia a bancos e empresas – com destaque para o setor petrolífero e as corporações italianas e inglesas”. Ou seja, para o PCB o ditador líbio abriu o país às multinacionais com medo de ser invadido pelos EUA.

Apesar de criticar a repressão contra o povo líbio, o PCB, assim como o PCdoB, acusa os manifestantes de serem financiados pela CIA. O editorial do Vermelho afirma que o levante é um complô orquestrado entre setores pró-imperialistas e outros saudosos da antiga monarquia, apresentando como “prova” disso as bandeiras erguidas pelos manifestantes, dos tempos do rei Idris, deposto por Kadafi. Outra evidência seria a luta armada, em contraste com as “legítimas” mobilizações de massas na Tunísia e no Egito, por exemplo.

Argumentos falaciosos
Os argumentos desfilados pelos stalinistas para justificarem seu apoio ao ditador Kadafi são tão frágeis quanto falaciosos. Vale lembrar que quem determinou a forma de guerra civil para a luta no país não foram os manifestantes, mas a própria ditadura. Kadafi não hesitou em reprimir violentamente as mobilizações e mandar bombardear a oposição. Se ainda existe luta hoje no país é porque a oposição pegou em armas para responder ao regime e pela deserção de grande parte do Exército líbio. Caso contrário, os rebeldes já teriam sido exterminados.

A bandeira hasteada pelos opositores tampouco reivindica a volta da monarquia. A bandeira com as faixas vermelha, negra e verde, com a meia lua e a estrela, é o símbolo da independência do país, conquistada em 1951. Ela foi substituída por Kadafi em 1977 pela bandeira totalmente verde, a cor do Islã. Os manifestantes também usam a antiga bandeira apenas com as faixas, sem a meia lua e a estrela, que representariam o clã do rei Idris.

Já a suposta manipulação dos manifestantes pelo imperialismo foi usada pelo ditador tunisiano Ben Ali e seu colega egípcio Hosni Mubarak. Quando se vêem acuados, os ditadores tratam de recorrer ao sentimento antiimperialista das massas árabes, acusando seus opositores de estarem aliados às potências ocidentais. De tão hipócrita, o discurso foi completamente desmoralizado, já que esses mesmos ditadores, de Ben Ali a Kadafi, estiveram ao lado do imperialismo até o fim.

Recentemente, o filho do ditador, Saif al Islam, chegou a declarar à imprensa internacional que a Líbia financiou a última campanha presidencial do atual mandatário francês, Nicolas Sarkozy. “Fomos nós que financiamos sua campanha. Temos todos os detalhes e estamos prontos para revelá-los”, disse à rede de TV Euronews. Ou seja, as ligações entre o regime da Líbia e o imperialismo europeu extrapolavam os investimentos e acordos para a exploração do país.

Por outro lado, no início da guerra civil, manifestações no centro da oposição, Bengasi, rechaçaram qualquer tipo de intervenção estrangeira. No que se transformou uma gafe internacional, soldados de elite britânicos, que estavam clandestinos na Líbia, foram detidos pelos rebeldes e expulsos do país. Só quando a oposição começou a ser esmagada pelas milícias de Kadafi é que um setor da oposição reivindicou a imposição de uma zona de exclusão aérea.

Os combatentes rebeldes, por outro lado, estão longe de serem os mercenários armados e financiados pelo imperialismo que afirmam a esquerda pró-Kadafi. São antes jovens e trabalhadores que, de forma heróica, se armam improvisadamente com facas e, se muito, com velhos fuzis kalashnikov, contra pesada e moderna artilharia do ditador.

O discurso do tirano nos auges dos protestos contra seu governo tentava justamente convencer os EUA da conveniência de se manter no poder. Kadafi tentou se mostrar como um porto seguro contra o avanço da Al Qaeda e até contra a imigração africana para a Europa.

Imperialismo e a esquerda
Se a oposição ao ditador líbio não é pró-imperialista como acusa parte da esquerda, o que motivaria as ameaças de intervenção militar no país? Para os EUA e a Europa, parece inaceitável uma situação de instabilidade em uma região tão rica em petróleo. Mais inaceitável ainda a ascensão de um governo contrário à orientação pró-imperialista que a atual ditadura protagonizou nos últimos 10 anos.

Isso significa que os EUA e as potências europeias vão fazer o que o governo Obama fez no Egito, ou seja, tentar articular uma transição a um governo confiável aos seus interesses. As últimas movimentações mostram que, para isso, todas as cartas estão colocadas sobre a mesa, inclusive a intervenção militar.

A esquerda de conjunto tem como obrigação se opor com todas as forças a qualquer intervenção imperialista na Líbia. Mas isso não é possível apoiando um ditador sanguinário, sustentado até o último momento pelos mesmos países que agora ameaçam intervir, como faz parte da esquerda utilizando como pretexto falsificações típicas do stalinismo. Setores que, na prática, apóiam o brutal massacre de Kadafi, que no mundo árabe só tem paralelo à política genocida de Israel contra os palestinos.

Nos próximos dias o representante máximo do imperialismo, Barack Obama, estará no Brasil. O PSTU vai aproveitar a ocasião para exigir que o imperialismo tire as mãos da Líbia, ao mesmo tempo em que prestará total solidariedade ao povo árabe que se levanta contra a ditadura Kadafi. Trabalhadores e jovens que enfrentam de peito aberto o ditador que tem a seu lado as milícias paramilitares, os mercenários estrangeiros e, lamentavelmente, até mesmo parte da esquerda.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Justiça decide libertar presos políticos do ato contra Obama

URGENTE: Justiça decide libertar presos políticos do ato contra Obama

Ato com o grupo será realizado hoje, às 17h, nas escadarias do Theatro Municipal


da redação - 
http://www.pstu.org.br/



• Cerca de uma hora após o presidente Barack Obama ter deixado o país, a Justiça deu um despacho a favor da libertação dos 13 manifestantes, presos desde a sexta-feira, após protesto no Consulado dos Estados Unidos. O grupo está nos presídios de Bangu 8 e Água Santa e deve ser liberado nas próximas horas. No sábado, um juiz de plantão havia negado a liberdade, alegando que os ativistas representariam uma ameaça ao presidente norte-americano e poderiam "macular" a imagem do Brasil.

Durante o final de semana, uma grande campanha foi feita, com atos e milhares de assinaturas de apoio aos presos. "Estamos aliviados e agradecidos por toda a solidariedade. Foi o que garantiu a liberdade ao grupo. Agora é ver se todos estão bem", comemorou Cyro Garcia, presidente do PSTU, partido que tem 10 militantes presos. Cyro criticou o caráter político das prisões e até na libertação. "Nada vai apagar o que aconteceu. Foi um ataque sem precedentes aos direitos humanos. Obama discursou falando da democracia, comemorando não estarmos mais em uma ditadura, mas o governador deixou pessoas inocentes em presídios até que a viagem terminasse. O governo de Dilma, presa na ditadura, não fez absolutamente nada", afirmou.

O grupo ficou em celas isoladas nos presídios, mas ainda assim, os advogados irão averiguar indícios de maus tratos. "Todos os homens em Água Santa tiveram a cabeça raspada", conta Aderson Bussinger, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que acompanha o caso. "Obama veio aqui e deixou um Guantánamo. E ninguém noticiou", completa Cyro.

Uma situação especial é o de Maria de Lourdes Pereira da Silva, de 69 anos. A senhora, que também é conhecida pela torcida do Fluminense como “Vovó tricolor”, pela assiduidade aos jogos, estava passando pelo Centro do Rio, na sexta-feira, quando se juntou ao grupo que dizia “Obama, go home”. Ela terminou presa em Bangu 8 com Gabriela Proença da Costa, estudante de Artes da Uerj, e a professora Pâmela Rossi. Por ironia, o presidente Obama recebeu uma camisa do Fluminense durante a visita a uma escola de samba, no Rio de Janeiro.

Os presos irão deixar o presídio acompanahdos por oficiais de justiça, em ônibus e carros da secretaria de Segurança, em direção ao Instituto Médico Legal, onde farão exames. De lá, seguirão para uma entrevista coletiva, com seus parentes. Em seguida, às 17h, um ato público será feito nas escadarias do Theatro Municipal, onde Obama discursou. "Vamos lavar as escadarias e abraçar os presos", comemora o professor Miguel Malheiros. "Não vamos parar aqui. Também vamos exigir que sejam retirados as acusações, para que não retornem a prisão mais à frente apenas por estarem em um ato pacífico e em defesa do nosso petróleo", completou.

CONTATO
PSTU-RJ - (21) 2232-9458
Assessoria imprensa PSTU RJ – (21) 9511.0045 (21) 7133.0088/ 8676.6239

Passeata reuniu 800 antes do discurso de Obama

Passeata reuniu 800 pessoas, antes de discurso de Obama

Protesto chegou até a Rua do Passeio, onde ato exigiu a libertação dos 13 presos políticos



http://www.pstu.org.br
 

20/3/2011
  Fael Miranda
 
    Parentes dos presos políticos

• GALERIA DE FOTOS: Protesto no Rio contra Obama

Cerca de 800 pessoas fizeram uma passeata contra a visita de Obama, a entrega do petróleo e pela libertação dos 13 ativistas presos desde a sexta-feira, no ato em frente ao consulado. Eles chegaram até a Rua do Passeio, próximo da Cinelândia, já cercada por policiais da Tropa de Choque.

Ali, fizeram um ato político, com discursos e palavras de ordem, como "Fora já,fora já daqui. Obama do Brasil e Dilma do Haiti", versão renovada do que se cantou durante as invasões ao Iraque e Haiti. Por volta das 14h, os organizadores resolveram encerrar o protesto. "Nosso objetivo hoje foi cumprido, fizemos uma passeata vitoriosa e voltaremos aqui amanhã", afirmou Cyro Garcia, presidente do PSTU. Os manifestantes farão uma lavagem da Cinelândia e das escadarias do Theatro Municipal, na segunda, às 17h, para "apagar a presença de Obama", completa Cyro.

O protesto unificou as duas concentrações que ocorreram desde às 10h: uma em frente ao metrô da Glória, e outra, no Largo do Machado. Juntos, manifestantes percorreram o trecho até o Passeio Público. O protesto reuniu a CSP-Conlutas, CTB, Intersindical, MST, Jubileu Sul, MTL, Círculo Bolivariano e o movimento sem-teto. Muitos sindicatos compareceram, com destaque para o dos petroleiros e dos professores.

Entre os partidos, muitos militantes do PSTU, PSOL, PCB e PCdoB. A deputada estadual Janira Rocha (PSOL), que assina uma nota junto com outros parlamentares, participou da manifestação. Seguindo orientação do diretório estadual, o PT não esteve representado.

O discurso do PSTU foi feito por Zé Maria, que parabenizou os manifestantes. "Vocês, aqui no Rio, nos protestos que têm feito nestes dias, têm demonstrado que o apoio à vinda de Obama não há uma unanimidade. Vocês mostraram ao país e ao mundo que há motivos para protestar". Ele condenou a prisão e exigiu a libertação dos presos e também a retirada de todas as acusações contra eles.

Libertação dos presos
A solidariedade com os presos também fez com que muitos estudantes fossem ao ato, convocados pela ANEL, UNE, Ubes e diversos DCEs. Havia muitos estudantes secundaristas, entre eles diversoos amigos do jovem estudante do Colégio Pedro II, militante do PSOL, que está preso desde sexta, no Centro de Triagem da Ilha do Governador. As entidades de juventude devem lançar ainda hoje um manifesto unitário, pela libertação dos presos.

Cirlete Proença, mãe de Yuri e Gabriela, dois dos 13 presos, discursou na concentração do ato. Ela contou que o avô dos dois foi militante político, perseguido pela repressão. "Quando pequena, tivemos de nos mudar, fugir. Agora, que não há mais ditadura, os dois estão presos", comparou. Ela declarou ainda que vai continuar participando de todos os atos. Os pais e parentes dos presos formaram uma coluna no ato.

A arbitrariedade tem despertado muitas demonstrações de solidariedade. No ato de hoje, entre os manifestantes, destacavam-se os advogados Marcelo Cerqueira e Antonio Modesto da Silveira, dois símbolos das batalhas nos tribunais pelos presos políticos durante a ditadura militar. Modesto, de 84 anos, chegou a ser sequestrado pelo DOI-CODI e é autor da Lei da Anistia. Em 1999, ele recebeu a Medalha Chico Mendes, do grupo Tortura Nunca Mais, que também enviou mensagem de solidariedade aos presos.

Doze manifestantes estão ainda nos presídios de Bangu 8 e Água Santa. O outro, menor de idade, está em um Centro de Triagem. Neste sábado, o juiz de plantão negou o pedido de libertação do grupo, alegando ameaças à visita de Barack Obama.

  • Assine a petição online


  • domingo, 20 de março de 2011

    PM reprime protesto contra Obama no Rio; parlamentares solidarizam-se com presos

    PM reprime protesto contra Obama no Rio; parlamentares solidarizam-se com presos
    Monitor Mercantil, 18/03/2011

    Uma manifestação contra a vinda do presidente norte-americano Barack Obama ao Brasil foi duramente reprimida pela Polícia Militar no Rio de Janeiro, no final da tarde e início da noite desta sexta-feira.Organizada por sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, como o PSTU e a CSP-Conlutas, o protesto enfrentou, desde o início, a truculência da polícia, segundo afirmaram algumas lideranças do protesto. Mesmo assim, mais de 300 ativistas saíram em caminhada rumo ao Consulado dos EUA. Quando chegavam ao destino, por volta das 19h, a PM reprimiu a manifestação com cassetete e balas de borracha.

    Segundo informou o PSTU em seu site oficial, 15 ativistas foram presos, entre eles cinco militantes do partido, e várias pessoas ficaram feridas, inclusive um jornalista da CBN, atingido por uma bala de borracha. De última hora, o presidente dos EUA decidiu discursar apenas para convidados no Theatro Municipal, em vez de fazer um pronunciamento aberto ao público na Cinelândia, neste domingo, como chegou a ser anunciado por sua assessoria.

    Visita - Uma comissão de parlamentares fará uma visita na tarde deste sábado aos ativistas. O senador Lindberg Farias (PT) e os deputados Janira Rocha (P-SOL) e Stepan Nercessian (PPS-RJ) confirmaram a participação. O deputado Marcelo Freixo (P-SOL), que ontem prestou apoio aos presos, e o deputado federal Chico Alencar (P-SOL) também estão sendo contatados para fazer parte da comissão.

    Dos ativistas, 10 são militantes do PSTU. Segundo Cyro Garcia, presidente do partido, “a visita dos parlamentares é muito importante. Estas prisões são políticas. Não há nenhum motivo para eles estarem em um presídio”, afirmou.

    O grupo é formado por três mulheres, que estão em uma cela com mais uma detenta em Bangu 8, em uma cela com outra detenta; e nove homens, que estão em Água Santa. Um estudante, menor de idade, teve o seu habeas corpus negado há pouco e pode ser transferido para o Instituto Padre Severino, com jovens infratores.

    Os manifestantes não têm direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado “causar um incêndio” no consulado dos EUA.

    - É uma vergonha o que está acontecendo. São presos políticos do governo Sergio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil. Estamos muito preocupados com a segurança e faremos uma campanha internacional por sua liberdade. O governador é responsável pela integridade deles - protestou Cyro Garcia.

    Juíza indefere pedido de revogação da prisão de menor que participou de protesto contra Obama

    20/03/2011 - 10:07 | Paulo Cezar Monteiro | São Paulo| Opera Mundi

    Juíza indefere pedido de revogação da prisão de menor que participou de protesto contra Obama

    De acordo com informações do PSTU (Partido Socialista de Trabalhadores Unificados), a juíza Virginia Lucia Lima da Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, indeferiu neste sábado (19/03) o pedido de revogação de prisão do menor de idade detido na manifestação contra a recepção do presidente norte-americano, Barack Obama, no Rio de Janeiro, ontem (18/03). O jovem está detido no Instituto Padre Severino, destinado a menores infratores. 

    O menor e outros doze acusados, três mulheres e nove homens, que também estão detidos, são acusados de tentar incendiar o Consulado dos Estados Unidos, localizado região central do Rio. Durante o protesto, um segurança foi atingido por um coquetel molotov. Segundo informações da polícia, lançados pelos manifestantes.

    O presidente do PSTU/RJ, Cyro Garcia, afirmou que não há provas contra os manifestantes e que eles não tiveram direito a fiança. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova. É um absurdo”, disse. 

    O juiz João Ferreira Morão negou o pedido de soltura dos outros doze presos, maiores de idade. As mulheres estão sendo mantidas no presídio de Bangu e os homens no presídio de Água Santa.

    Garcia informou que os advogados do PSTU ainda esperam a resposta para o pedido de habears corpus do menor e dos outros doze presos.

    A assessoria do PSTU do Rio de Janeiro informou que o senador Lindberg Farias, do PT, e os deputados Janira Rocha, (PSOL) e Stepan Nercessian (PPS) fariam uma visita neste sábado aos manifestantes detidos.

    Um abaixo assinado pela libertação dos 13 manifestantes, classificados pelo PSTU como presos políticos, está disponível na internet. O partido fará um ato neste domingo (20/03), às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos político.

    Veja a lista das pessoas presas em ato contra a visita de Obama:

    Gilberto Silva - eletricista

    Rafael Rossi - professor de estado, dirigente sindical do SEPE

    Pâmela Rossi - professora do estado

    Thiago Loureiro - estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça

    Yuri Proença da Costa - funcionário dos Correios

    Gualberto Tinoco "Pitéu" - servidor do estado e dirigente sindical do SEPE

    Gabriela Proença da Costa - estudante de Artes da UERJ

    Gabriel de Melo Souza Paulo - estudante de Letras da UFRJ, DCE-UFRJ

    José Eduardo Braunschweiger - advogado

    Andriev Martins Santos - estudante da UFF

    João Paulo - estudante Colégio Pedro II

    Vagner Vasconcelos - Movimento MV Brasil

    Maria de Lurdes Pereira da Silva - doméstica 

    Libertem os presos políticos do RJ

    Libertem Vovó Tricolor e os outros presos políticos do RJ

    Link: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/dizventura/posts/2011/03/19/libertem-vovo-tricolor-369866.asp

    Está circulando um abaixo-assinado na internet que pede a libertação dos 13 manifestantes presos ontem à noite no ato contra a visita de Barack Obama ao país. Converso com um integrante da assessoria de comunicação do PSTU, um dos organizadores da manifestação, e ele me diz que, entre os presos, está Maria de Lourdes Pereira da Silva, mais conhecida como Vovó Tricolor, um dos símbolos do Fluminense.

    Num site que mostra fotos da confusão, há até uma declaração de Rosângela Pereira, filha dela:
    - Minha mãe de 69 anos é essa que corre pela rua. Está presa desde às 7h (da noite) de ontem porque estava nessa manifestação. É uma tragédia!!! Ela é a Vovó Tricolor e é hipertensa.
    A lista dos 13, dez deles militantes do PSTU, inclui ainda Gilberto Silva (eletricista); Rafael Rossi (professor de estado, dirigente sindical do Sepe); Pâmela Rossi (professora do estado);Thiago Loureiro (estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça); Yuri Proença da Costa (carteiro); Gualberto Tinoco (servidor do estado e dirigente sindical do Sepe); Gabriela Proença da Costa (estudante de Artes da Uerj); Gabriel de Melo Souza Paulo (estudante de Letras da frj); José Eduardo Braunschweiger (advogado); Andriev Martins Santos (estudante da UFF); João Paulo (estudante do colégio Pedro II) e Vagner Vasconcelos (movimento MV Brasil).

    - As mulheres estão detidas em Bangu 8 e os homens, em Água Santa. São presos políticos, mas estão misturados aos presos comuns em penitenciárias - diz o integrante do partido.
    Um dos presos, diz ele, tem 16 anos e está no centro de triagem da Ilha do Governador, podendo ser transferido para o Instituto Padre Severino, junto a menores infratores.

    A principal acusação para a prisão é de terem tentado "causar um incêndio" no Consulado dos Estados Unidos. O PSTU alega que a provocação - lançaram um coquetel molotov, que atingiu um vigilante do consulado - foi feita por "por elementos infiltrados que queriam jogar a repressão contra a manifestação pacífica”.

    - Na hora, estávamos reunidos num grande círculo. Não estávamos voltados para o consulado, como se pode ver no vídeo. Os manifestantes e os jornalistas ouviram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás.

    Eu não estava lá, não sei o que aconteceu e não concordo com as críticas dos militantes a Obama. Mas acho um excesso encarcerar na penitenciária os manifestantes, sem direito a fiança.
    A foto de que Rosângela fala, feita por Antonio Scorza, da AFP, é essa abaixo:

    YouTube -

    Rosangela Pereira disse...

    Sou a filha da vovó tricolor e ainda não tenho boas notícias.São quase 48 horas presa.A família está muito preocupada com a saúde dela e grata pelas ligações e demonstraço~es de carinho e preocupação. Rosângela Pereira da Silva

    sábado, 19 de março de 2011

    Enquanto Dilma e Obama se reúnem, presos políticos estão em Bangu e Água Santa. Proteste!

    Enquanto Dilma e Obama se reúnem,
    presos políticos estão em Bangu e Água Santa. Proteste!



    URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa 







    Samuel Tosta
    Presos políticos são levados a presídio 

    • Depois de passar a madrugada na 5º DP (Gomes Freire), os 13 detidos nesta sexta-feira, 18, foram levados para presídios por volta das 8h de hoje. Após exame de corpo-delito no IML, os homens serão encaminhados ao presídio de Bangu 8 e as mulheres ao presídio de Água Santa. Dos 13 presos, 10 são militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)

    Os manifestantes foram enquadrados em vários artigos, e não terão direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo. É uma prisão política. São presos políticos do governo Sergio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil", protestou o presidente do PSTU no Rio de Janeiro, Cyro Garcia. "Estamos muito preocupados com a segurança de nossos militantes e faremos uma campanha internacional pela liberdade deles", afirmou.

    Os 13 manifestantes foram presos após um coqueter molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. Na noite de ontem, o partido lançou umcomunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação e que nenhum militante do partido organizou ou participou do ataque. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro. "Estão criminalizando os protestos e o partido. É um absurdo a polícia exibir cartazes políticos e bandeiras do partido como provas aos fotógrafos, como quem exibe armas," protesta.

    Os advogados do PSTU estão entrando na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionam os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável. O partido fará um ato neste domingo, às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos políticos. Hoje, em Brasília, militantes do partido irão até a Praça dos Três Poderes, também para exigir a libertação.


    Assine para a libertação dos presos
    CLIQUE AQUI PARA ASSINAR

    domingo, 30 de janeiro de 2011

    Nahuel Moreno: um militante pela classe operária, o socialismo e o internacionalismo

    Um excelente artigo de Alejandro Iturbe em memória aos 24 anos de falecimento do teórico e dirigente trotskista argentino Nahuel Moreno, um dos mais importantes, senão o mais importante, da segunda metade do século XX. Infelizmente o texto está em espanhol. Quando houver um versão em português postaremos aqui no blog.

    Nahuel Moreno: Un militante por la clase obrera, el socialismo y el internacionalismo
    por  Alejandro Iturbe*

    En la muy calurosa tarde de verano del sábado 26 de enero de 1982**, una compacta columna de más de diez mil personas marcha desde el centro de Buenos Aires hasta el cementerio del barrio de Chacarita, acompañando los restos de Nahuel Moreno. Portando numerosas banderas rojas, hay obreros industriales, maestros, jóvenes estudiantes y familias enteras provenientes de los barrios más populares del Gran Buenos Aires.

    Algunos pasaron toda la noche en el velatorio realizado en el local central del MAS (Movimiento al Socialismo), otros llegaron en la mañana, incluyendo las delegaciones del interior. Los compañeros de Neuquén (en la lejana cordillera patagónica) viajaron más de 24 horas en ómnibus para estar presentes.

    Bajo un sol implacable, la tristeza de los participantes no puede ocultarse: hasta en los rostros más duros y curtidos se ven lágrimas. Sin embargo, la columna, al mismo tiempo que avanza a paso lento, va cantando: “Lo vamos a recordar, lo vamos a recordar, al compañero Moreno, construyendo el MAS y la Internacional”.

    Los diarios de Buenos Aires informan extrañados del multitudinario homenaje a un dirigente que era casi desconocido públicamente. La extrañeza aumenta al saber que hay varias delegaciones internacionales presentes y que desde muchos lugares del mundo han llegado condolencias, incluyendo las de centrales sindicales de Bolivia, Brasil, Colombia y España.

    En una carta, el conocido dirigente trotskista belga Ernst Mandel lo despide diciendo: “Con él desaparece uno de los últimos representantes del grupo de cuadros dirigentes que, después de la Segunda Guerra Mundial, mantuvieron la continuidad de la lucha de León Trotsky en condiciones difíciles...”. Por su parte, Hugo Blanco, quien fuera un gran dirigente de los campesinos del Cuzco, en Perú, expresa: "Reconozco en él a mi mayor maestro del marxismo”.

    Muchos años después de su muerte, Nahuel Moreno sigue presente en la vida política de importantes sectores de la izquierda latinoamericana y mundial. Al cumplirse 20 años de su fallecimiento, el PSTU organizó en San Pablo, Brasil, un acto con cerca de 3.000 personas, entre las que se contaban varias delegaciones internacionales. Actualmente, numerosas organizaciones políticas de Latinoamérica y Europa se reivindican “morenistas”. Al mismo tiempo, otras organizaciones trotskistas y de izquierda conforman su perfil político criticando (y a veces falsificando) sus posiciones.

    ¿Quién fue, entonces, Nahuel Moreno para merecer aquel homenaje de 1987 y esta presencia política actual? En este artículo, trataremos de responder a esta pregunta. Nuestro objetivo no es escribir una biografía, ni siquiera un esbozo biográfico tradicional. Ya existen trabajos en este sentido y, en todo caso, una biografía completa aún está por ser escrita. Intentaremos es presentar lo que consideramos los principales significados de la larga trayectoria militante y algunos criterios centrales que, desde nuestro punto de vista, conforman al “morenismo” como una corriente específica dentro de la izquierda en general y el trotskismo en particular.

    Una tercera vía
    Comenzaremos por lo más evidente. Hugo Bressano Capacete nació, en 1924, en un pequeño pueblo de la provincia de Buenos Aires, Argentina. Muy joven, a los 15 años, inició su militancia revolucionaria en las filas del trotskismo y permaneció en ellas hasta su muerte. En sus casi 50 años de militancia fundó, construyó u orientó numerosas organizaciones en Argentina, Latinoamérica y otros países, y también tuvo una destacada militancia internacional.

    Sin embargo, este brevísimo resumen no explica el significado ni las característica propias de esa militancia. Para hacerlo, vamos a tomar dos ángulos de enfoque. El primero se refiere al proceso vivido por el movimiento trotskista y la IV Internacional en la segunda posguerra, y la ubicación de Moreno en ese marco.

    El pequeño núcleo de cuadros y militantes trotskistas agrupados en la IV, después del fin de la Segunda Guerra Mundial, se vio sometido a duras presiones y pruebas. Y debió hacerlo, sin la presencia de Trotsky y su gran experiencia revolucionaria acumulada, con una dirección muy débil e inexperta.

    Por un lado, la guerra produjo, de acuerdo a los pronósticos previos de Trotsky, un gran ascenso revolucionario en Europa y otras regiones del mundo y el surgimiento de nuevos estados obreros que se sumaban a la URSS. Pero, por el otro, contra esos pronósticos, la IV no ganó peso de masas e incidencia en esos procesos sino que continuó siendo un pequeño núcleo. Por el contrario, fue el estalinismo quien los dirigió. Algo que, sumado al papel de la URSS en la derrota del nazifascismo, lo convertieron en la dirección indiscutida del movimiento obrero y de masas mundial.

    En este contexto, la mayoría de la nueva dirección de la IV no pasó la prueba. Frente a esa realidad, las organizaciones trotskistas tendieron a dividirse en dos grandes corrientes. Una de ellas, que asumió la dirección de la IV, encabezada por Michel Pablo y Ernest Mandel, adoptó un curso oportunista. En su afán de intervenir en los procesos revolucionarios en curso y ligarse a ellos, capituló a sus direcciones burocráticas y pequeño-burguesas. Primero al estalinismo, luego al titoísmo (Yugoslavia), posteriormente a los movimientos nacionalista burgueses, al castrismo, etc. En función de esa capitulación, creaba teorías justificativas y abandonaba los principios y la estrategia. Llegaron al colmo de de rehusarse a defender la retirada del Ejército Rojo cuando explotaron las revoluciones políticas en Berlín Oriental (1953) y Hungría (1956).

    La otra corriente tomó un curso sectario: como los procesos no seguían los pronósticos de Trotsky, no eran revoluciones ni surgían nuevos estados obreros. Al no reconocerlos, se incapacitaban para intervenir en esos nuevos procesos revolucionarios y se refugiaron en una defensa propagandística del programa, la estrategia y los principios. Posteriormente, varias de estas organizaciones (especialmente el healismo inglés y el lambertismo francés) se separaron de la construcción centralizada de la IV, transformándose en lo que Moreno denominaba nacional-trotskistas. En el mejor de los casos, construyeron débiles organizaciones colaterales internacionales.

    El SWP, entonces el partido trotskista más fuerte y el que contaba con los cuadros más experimentados (varios de ellos educados por el propio Trotsky) a pesar de que tuvo posiciones semejantes a las de Moreno en relación tanto a la defensa de las revoluciones políticas en Hungría y Alemania Oriental como en el reconocimiento de los nuevos estados obreros deformados en el Este y en Cuba, padecía de una desviación que lo llevaría a jugar un papel extremamente negativo en la crisis de la IV. El SWP nunca asumió la tarea central de construir una dirección de la IV, que le hubiera correspondido por peso y experiencia. Sus dirigentes no veían como su grande tarea ser el eje de construcción de la Internacional y, de hecho, veían a la IV como una federación de partidos y no una dirección internacional centralizada. De esa forma, ese partido fue responsable por omisión de la crisis vivida por esta organización. Y esa concepción más temprano que tarde lo llevaría a una revisión del propio trotskismo y a transformarse en grandes capituladores al estalinismo y al castrismo en los años 80.

    En ese contexto, Moreno intentó construir, por así decirlo, una “tercera vía”. Mantuvo una defensa intransigente de los principios y la estrategia. Pero, a la vez, buscó desarrollar explicaciones marxistas de los nuevos fenómenos e impulsó las necesarias actualizaciones programáticas. Al mismo tiempo, tuvo siempre la obsesión de que las organizaciones trotskistas, especialmente las que él dirigía, interviniesen y se construyesen en los procesos concretos de lucha de las masas, aprovechando las oportunidades y superando la marginalidad que las caracterizaba.       
           
    Una obsesión por la intervención y la inserción en el movimiento obrero
    Quizás fue su militancia en Argentina, su necesidad de superar, al mismo tiempo, la esterilidad del “trotskismo de café”, imperante en su país en esa época, y el obstáculo que el peronismo, uno de los movimientos nacionalistas burgueses más fuertes de la historia, representaba en el objetivo de difundir las ideas revolucionarias entre la clase obrera. Pero lo cierto es que, en su larga trayectoria, Moreno se mostró como un “maestro” en la tarea de elaborar y proponer tácticas concretas para intervenir en la realidad, aprovechar las oportunidades que ofrecía y construir organizaciones en el seno del movimiento de masas, especialmente en la clase obrera.

    En base a análisis rigurosos de las diferentes situaciones de Argentina y de otros países, las numerosas tácticas propuestas, “posibles” y “aplicables”, conforman, en su conjunto, un verdadero “catálogo” de construcción revolucionaria. Abarca desde las intervenciones en los procesos electorales y el aprovechamiento de la legalidad hasta la militancia en la más absoluta clandestinidad o la lucha armada contra las dictaduras, pasando por la participación en las luchas y la organización sindical de los trabajadores.

    Sería muy largo enumerarlas a todas. Queremos destacar especialmente aquellos momentos en que las organizaciones orientadas por Moreno consiguieron “romper el cerco” de la marginalidad y ser partícipes destacadas de importantes procesos de la lucha de clases.

    Entre 1956 y 1958, el pequeño POR argentino edita, junto con activistas obreros peronistas combativos, el periódico Palabra Obrera del que se vendían miles de ejemplares. Su influencia en las fábricas permitió que el POR tuviese un peso muy importante en las principales huelgas de esos años y co-dirigiese la Resistencia Peronista contra la dictadura militar.

    En los primeros años de la década de 1960, Hugo Blanco (estudiante peruano captado en Argentina por el grupo de Moreno) vuelve a Perú donde organiza y dirige los sindicatos y la lucha de los campesinos del Cuzco por la reforma agraria. Se transforma así, según palabras del propio Moreno, en “el más importante dirigente de masas trotskista después de Trotsky”.

    En 1979, el PST de Colombia impulsa la formación de la Brigada Simón Bolívar que va a combatir, en Nicaragua, contra la dictadura de Anastasio Somoza, junto a las fuerzas del FSLN. En los combates, tiene tres muertos y varios heridos. De esta forma, militantes y simpatizantes trotskistas tienen el orgullo de intervenir directamente en un gran proceso revolucionario y en el derrocamiento de uno de los más sangrientos dictadores del continente latinoamericano.

    Ese mismo año, en Brasil, los militantes de la Convergencia Socialista llaman a construir un Partido de los Trabajadores. En el IX Congreso de los Metalúrgicos del Estado de Sao Paulo, José Maria de Almeida propone un manifiesto que llama a "todos los trabajadores brasileños a unirse en la construcción de su partido, el Partido de los Trabajadores". La moción es aprobada a pesar de la posición de Lula en ese momento (participar en el MDB, un frente opositor con la burguesía). También fue levantada por los morenistas la política de construir una nueva central, la CUT derribando los burócratas amarillos. Así fueron vanguardia en las propuestas de construir uno de los mayores partidos obreros del mundo y la nueva central, en aquel momento una de las más dinámicas y democráticas del mundo. Gracias a eso se pudo forjar una sólida inserción de los morenistas brasileños en la clase obrera.

    A partir de 1982, aprovechando las condiciones de legalidad electoral, su participación en las luchas obreras y su intervención en las listas sindicales antiburocráticas, el MAS argentino va a transformarse en el partido más importante de la izquierda de su país y en el partido trotskista más grande del mundo.
    Más allá del curso posterior de estas experiencias, ellas quedan como importantes enseñanzas de que, con una política correcta y audaz, el trotskismo puede dar importantes saltos en su construcción, incluso en momentos aparentemente muy difíciles.

    Un consejo muy profundo
    El segundo ángulo de enfoque para interpretar el significado de Moreno y el morenismo se refiere a un consejo que él daba a las organizaciones que orientaba, especialmente en momento de crisis. Él decía que había que tratar de ser “más obreros, marxistas e internacionalistas que nunca”. En esa corta frase, resumía una verdadera orientación para la construcción de esas organizaciones.

    Con respecto a los de ser “más obreros” fue algo que comenzó a aplicar desde los inicios de su militancia cuando rompe con el “trotskismo bohemio” y traslada el pequeño grupo de adolescentes que formaban el GOM a Villa Pobladora, en el corazón más obrero e industrial de la Argentina de la época.

    Para él, construirse en la clase obrera (aunque podían y debían aprovecharse coyunturas de construcción en otros sectores pero siempre para volver después con esas fuerzas a la clase obrera) surgía de dos razones muy profundas. La primera es que, si bien otros sectores sociales podían ser más dinámicos y explosivos en sus luchas, la clase obrera era mucho más sólida y consecuente en su combate contra el capitalismo. Por eso, el partido que crease fuertes raíces en la clase obrera sería también mucho más sólido y consecuente, mucho menos sujeto a los vaivenes coyunturales.

    La segunda razón es profundamente estratégica. Él señalaba que nuestro modelo de revolución socialista sólo podría llevarse adelante con la movilización autodeterminada y permanente de la clase obrera. Aunque tardásemos más tiempo, allí debíamos construirnos e impulsar ese proceso. No se podía engañar a la historia buscando atajos y construyéndonos como una corriente campesina o plebeya urbana porque eso nos llevaría inevitablemente a profundas desviaciones de nuestra estrategia.

    Con respecto a ser “más marxistas” se refería, por un lado, a la necesidad de estudiar con profundidad, en base a las herramientas teóricas del marxismo, los nuevos fenómenos y procesos que no se encuadraban en los viejos esquemas y, de ser necesario, corregir esas herramientas teóricas para que respondiesen a las nuevas realidades. Por otro lado, se trataba de estudiar con profundidad las situaciones del mundo y de cada país para, recién a partir de allí, elaborar las políticas y orientaciones correctas. Él señalaba que había que hacer política revolucionaria como actúa un buen médico que sólo indica un tratamiento después de realizar los análisis necesarios y elaborar un cuidadoso diagnóstico. Varias veces, criticó a dirigentes nacionales de su corriente y los calificó de “curanderos” por no cumplir este requisito y trabajar sólo en base a intuiciones y golpes de vista que, inevitablemente, quedaban sujetos a las presiones, modas o falsas apariencias de la realidad.

    Con respecto a ser “más internacionalista”, en el libro “Conversaciones” (1985), Moreno señala que el centro de las preocupaciones de su extensa actividad estuvo dedicado a la intervención en las diferentes organizaciones internacionales en las que militó. Como Trotsky, él consideraba que no podía haber militancia u organización trotskista nacional que no se desarrollase como parte de la construcción de una organización internacional. Y desde 1948, año en que participa como delegado del POR en el II Congreso de la IV Internacional, fue fiel a este principio.

    Durante largos períodos estuvo en minoría en esas organizaciones. Así ocurrió en la IV unificada hasta 1953, en el Comité Internacional hasta 1963 y en el SU entre 1963 y 1979. Pero nunca abandonó esa militancia internacional ni dejó de participar activamente en las polémicas y debates que surgían. En 1979, comienza la construcción de su propia corriente internacional: primero con la Fracción Bolchevique (FB) y, desde 1982, con la LIT-CI (Liga Internacional de los Trabajadores).

    Al mismo tiempo, a pesar de que la LIT-CI se había transformado en la corriente trotskista internacional de mayor desarrollo y dinámica, nunca cayó en la tentación de autoproclamarla “la IV”. Por el contrario, desde sus propios estatutos, siempre puso ese desarrollo al servicio de la tarea de reconstruir la IV Internacional como alternativa de dirección revolucionaria para las masas.

    Sus escritos
    Nos detendremos un poco en los escritos de Moreno. La mayoría de sus trabajos está destinada a analizar, caracterizar y orientarse en procesos políticos concretos o generales y es dentro de ellos donde desarrolla las cuestiones teóricas o conceptuales. Veamos una revisión, seguramente incompleta, de ellos.

    Hay dos que se destacan, escritos en forma de polémica, contra posiciones de Ernst Mandel. El primero es “El Partido y la Revolución” (también conocido como “El Morenazo”), de 1973, que polemiza con la desviación guerrillerista, ultraizquierdista y vanguardista. Algunos de sus capítulos, como Partido Leninista o Partido Mandelista, con su análisis de la relación entre acción, experiencia y conciencia, el método para elaborar consignas y su relación con el programa, educaron a toda una generación de cuadros.

    El segundo es “La Dictadura Revolucionaria del Proletariado” que polemiza con una nueva desviación de Mandel: un intento de adaptar el concepto de dictadura del proletariado al contenido de la democracia burguesa. Junto con una clara sistematización de qué significa la dictadura del proletariado y sus diferentes variantes, Moreno realiza un pronóstico: si el SU profundizaba ese camino, acabaría abandonando el campo del trotskismo y de los revolucionarios para pasar al del reformismo. El pronóstico lamentablemente se cumplió.

    También están escritos en forma de polémica sus trabajos sobre la revolución boliviana de 1952, la revolución portuguesa de 1974 y los textos de ruptura con el lambertismo  (que contienen importantes elaboraciones sobre el frente popular y la teoría de los “campos”).

    Seguramente, su trabajo más ambicioso fue Actualización del Programa de Transición (1974) en el que Moreno busca realizar una sistematización del análisis de los nuevos fenómenos y procesos surgidos en la segunda posguerra y su reflejo en la actualización del programa escrito por Trotsky en 1938.

     Otros textos, en especial de sus últimos años, adoptan una forma pedagógica, como Las Revoluciones del Siglo XX, Conceptos Políticos Elementales y Problemas de Organización. Reflejaban la necesidad de formar y educar a toda una nueva generación de miles de cuadros y militantes que habían ingresado en el MAS y en la LIT-CI.

    En el terreno de los trabajados más alejados de la política concreta cabe mencionar dos de carácter teórico-historico. “Cuatro tesis sobre la colonización española y portuguesa en América” (1948) combate la caracterización del estalinismo y otras corrientes de que la colonización había sido feudal y no capitalista. En “Bases para la interpretación científica de la historia argentina” sistematiza las etapas del desarrollo económico y social del país y, a la vez, realiza aportes al sistema de categorías de clasificación de los países. En el campo puramente teórico, encontramos “Lógica marxista y ciencias modernas”, escrito inicialmente como un prólogo a un libro del estadounidense George Novack y luego publicado como folleto independiente. En sus apretadas páginas, Moreno reivindica la influencia de Hegel en Marx, expone brevemente las leyes de la dialéctica, presenta una historia de las lógicas y, entre ellas, destaca la lógica hipotético-deductiva descubierta por Jean Piaget, a la que considera como un sistema análogo al de la lógica marxista.   

    Finalmente, cabe señalar que, si bien nunca escribió un trabajo específico sobre economía, diferentes escritos, como Actualización o las Tesis y el Manifiesto de la LIT-CI de 1984, contienen elaboraciones imprescindibles para comprender la actual crisis económica.

    La capacidad de autocrítica
    Otro rasgo que queremos destacar de Nahuel Moreno es su capacidad de autocrítica. Todos los que lo conocimos en la militancia, recordamos como, días, meses o años después de haber defendido apasionadamente una posición, aparecía y decía, o escribía, que se había equivocado y que tenía que corregirla.

    En varias ocasiones, expresó que, desde su juventud, estaba cansado de estar entre “genios trotskistas”, dirigentes a los que le bastaba construir un grupo o partido de algunas decenas o centenas de militantes para reivindicar el derecho de ser considerados los legítimos sucesores de Lenin o Trotsky.

    Seguramente en su mente la principal imagen que surgía era la de J. Posadas, primero autocrático jefe del pablismo en Latinoamérica (su apodo era el “virrey”) y luego dirigente de su propia, en realidad bastante pequeña, corriente internacional posadista. Posadas pontificaba en sus artículos sobre “lo humano y lo divino”. Sin llegar a tales extremos, Mandel, a quien Moreno consideraba un ser humano mucho más amable, jamás escribió una autocrítica a pesar de que, muchas veces, dio giros de 180º en sus posiciones.

    Moreno, por el contrario, hizo de la autocrítica una herramienta de militancia. Por ejemplo, en la polémica sobre la revolución portuguesa, el sostenía que lo esencial para construir un partido en los procesos revolucionarios era un núcleo fundacional y una política correcta. Mandel y la dirección del SWP le respondieron que los ritmos de construcción del partido revolucionario estaban limitados y condicionados por la cantidad de cuadros que se consiguiera captar y educar. Años después, en Problemas de Organización, reconoció sin ninguna ambigüedad que se había equivocado y que Mandel y el SWP tenían razón. O cuando siempre contaba que una de las grandes líneas impulsada durante la Resistencia Peronista (la toma de fábricas con rehenes) había surgido de la propuesta de un compañero obrero de base y que él inicialmente había estado en contra.

    Incluso llego a elaborar, aunque nunca escribió, una historia de la corriente morenista en Argentina en la que las diferentes etapas de construcción eran analizadas no en base a los aciertos y avances (que en casi todos los períodos habían existido) sino en base a las desviaciones de cada uno de ellos: nacional-trotskismo entre 1944 y 1948, obrerismo rabioso hasta 1952, movimientismo entre 1952 y 1959, desviación procastrista hasta 1967, sectarismo hacia la izquierda peronista en el PST, etc.

    En un momento en que la izquierda sigue poblada de “pequeños genios” (trotskistas o no), queremos reivindicar este rasgo autocrítico de Moreno, quien la utilizó como una herramienta de aprendizaje y construcción.
           
    Algunas consideraciones finales
    El movimiento trotskista que Moreno conoció y en el que militó (al que definió como “una corriente o movimiento independiente de los aparatos burocráticos aunque no tuviera unidad organizativa”) ya no existe como tal. En un verdadero “aluvión oportunista”, sectores importantes de ese movimiento han “cruzado la línea” y abandonado el campo revolucionario, transformándose en correas de transmisión (y viviendo a expensas) de la democracia burguesa y parlamentaria, los fondos del estado o de aparatos burocráticos sindicales.

    Siguen existiendo, claro está, varias organizaciones nacional-trotskistas y también numerosas sectas, en general bastante estériles, que se reivindican “trotskistas”. Pero es imposible esperar que de ellas surja la reconstrucción de la IV Internacional.

    La LIT-CI también sufrió las consecuencias del “aluvión oportunista” y, después de la muerte de Nahuel Moreno, pasó por una profunda crisis que casi llevó a su desaparición. Pero, intentando seguir sus consejos, superó esa crisis y salió adelante. Hoy, en el marco de la peor crisis económica internacional desde 1929, que desmiente categóricamente el triunfo o la superioridad del capitalismo, sus secciones y militantes buscan intervenir activamente en los procesos reales de la lucha de clases.

    El legado de Moreno y su principal construcción están en pie y en combate. Pero, tal como él nos enseñara, no se “autoproclama” sino que pone su propia construcción al servicio de la reconstrucción de la IV Internacional como alternativa de dirección revolucionaria para las masas, en momentos en que esto es cada vez más necesario.

    (*) Alejandro Iturbe é editor da revista da LIT-CI Correo Internacional.
    (**) há um erro de digitação com a data, pois Nahuel Moreno morreu em 1987.

    quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

    PSTU presta solidariedade e faz vídeo (chuvas no RJ)

    Por Juzerley Santos

    PSTU a partir da ida de uma comitiva de militantes a cidade de Nova Friburgo organiza campanha operária e socialista de solidariedade as vítimas da Região Serrana do RJ e produz vídeo com imagens que mostram a real situação vivida pelos sobreviventes.

    Militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado-PSTU foram a Nova Friburgo uma das cidades mais atingidas pelas enchentes e deslizamentes que aconteceram na Região Serrana do Rio de Janeiro em busca de informações e para prestar solidariedade. Na volta produziram um vídeo de produção própria com as imagens que mostram a difícil situação vivida pelos sobreviventes.

    O PSTU chama os trabalhadores a não depositarem nenhum confiança nos governos e na burguesia, conclamando a uma forte e ampla campanha de solidariedade e um plano dos trabalhadores para reconstruir as localidades atingidas.

    domingo, 28 de novembro de 2010

    A farsa da pacificação do Estado do Rio de Janeiro

    Contra a corrente de opinião dominante, o PSTU emite nota pública contrária as ações violentas de segurança pública no RJ por parte do governo federal e estadual, que utilizam inclusive tropas das Forças Armadas, que vêm sendo chamadas pela grande mídia e políticos como "guerra ao tráfico". Para PSTU essas ações não vão na raiz do problema da criminalidade urbana e o resultado das UPPs são questionáveis, os verdadeiros perdedores não serão os traficantes mas os trabalhadores cariocas e fluminenses, especialmente moradores das comunidades carentes.

    A farsa da pacificação do Estado do Rio de Janeiro

    PSTU RJ

    • O Estado do Rio de Janeiro vive uma verdadeira guerra civil, um estado de sítio, que desmascara a demagogia e a incompetência do governador reeleito Sergio Cabral (PMDB) e seus subordinados. Para ganhar a eleição divulgaram amplamente que a cidade e o estado estavam pacificados, que tinham através das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) acabado com o tráfico e, consequentemente, com a violência.

    Neste exato momento helicópteros da Polícia Civil e da Polícia Militar sobrevoam a cidade e as comunidades do Complexo do Alemão e a de Manguinhos, tentando encontrar os culpados por esta situação. As escolas estão suspendendo as aulas e os trabalhadores estão voltando mais cedo para as suas casas. No centro da cidade as pessoas interrompem mais cedo as suas atividades. Neste momento, ônibus estão sendo incendiados, e rodovias bloqueadas por traficantes, que saqueiam os veículos e logo em seguida ateiam fogo. Nos últimos dias. mais de 40 veículos, entre ônibus e carros de passeio, foram incendiados, dezenas de bloqueios de estrada, para em seguida ser praticado o saque aos motoristas.

    Em vários pontos do estado, o governador aliado de Lula, tenta através de blitz inibir a ação dos traficantes, todos os policiais que exerciam funções internas, médicos, mecânicos, funcionários burocráticos, todos foram convocados para atuarem nas ruas das cidades como se o problema da violência fosse resolvido numa ação de guerra. Todas as medidas até agora adotadas pelo setor de segurança do estado falharam, e o que predomina é o pânico, a insegurança e a falta de uma política que de fato enfrente a violência e a insegurança.

    Neste momento a imprensa, em particular a Rede Globo, aproveita a situação para aumentar sua audiência, alardeando o caos que se encontra a cidade e o estado, mas não fala que tudo isso se explica, por um lado, em função da miséria que vive uma parte da população, que é condenada a viver nos morros da cidade em barracos, sem empregos e com salários insignificantes, reprimida pela polícia fascista e corrupta de Sergio Cabral, pelo tráfico ou pela milícia. Por outro lado, a conivência do Estado com os grandes empresários, que tem ligação com o tráfico internacional de drogas e de armas. Estes senhores quando são pegos alegam que são colecionadores de armas.

    Neste momento o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que quem passar na frente do Estado vai ser atropelado. Os policiais traduzem as ordens do Estado e dizem que vai morrer muita gente. Treze pessoas já morreram, demonstrando qual é a política destes senhores fascistas. Vão exterminar os pobres e negros e jovens e vão dizer que são traficantes. Um bom exemplo que não devemos confiar nestes governantes foi a instalação das UPPs na área da Tijuca, o morro do Borel, Formiga, Casa Branca, Macacos, Morro da Liberdade, Turano, Salgueiro, todos com grande presença do tráfico, com centenas de traficantes fortemente armados, foram ocupados após acordo do governo com os traficantes, que garantiu a saída de todos , com seu armamento de guerra, antes da ocupação.

    Uma vergonha. Esta manobra do governador e de todos os seus aliados foi comemorada por Sérgio Cabral, Lula e Dilma, e seu secretário de segurança, que divulgaram amplamente que tinham acabado com o tráfico e pacificado a cidade e o estado sem dar um tiro. Disseram que os traficantes fugiram assustado. Com este discurso ganharam as eleições de outubro. Quem não lembra da candidata Dilma dizendo na televisão que iria exportar estes exemplos do Rio para o resto do país? Na verdade o que ocorreu foi um grande acordo do Estado com os traficantes, que se deslocaram para outras regiões da cidade e do estado, preparando a região da Tijuca e da Zona Sul para receber os turistas e os investimentos da Copa do Mundo e para as Olimpíadas.

    O governador e seus aliados andam de carro blindado, com escolta de seguranças, de helicóptero, enquanto nós trabalhadores ficamos vulneráveis nos ônibus, que estão frequentemente sendo incendiados. O governo aproveita esta situação para criminalizar a pobreza, estão preparando um verdadeiro extermínio nas regiões mais pobres. Está sendo preparada a invasão do Complexo do Alemão e de Manguinhos. Sabemos que quem vai pagar são os trabalhadores e a juventude, com o pretexto de atacar os traficantes, sabemos onde vai dar essa política. Se for negro e pobre, atira e depois verifica quem é.

    Um programa socialista para enfrentar a violência
    Não achamos que as UPPs sejam a solução. Não é possível viver sob uma ocupação. Todas as medidas de maquiagem do Estado, os cursos com os caminhões do SENAC nas comunidades (para pouquíssimas pessoas) para ensinar corte e costura e formar cabeleireiro e noções de informática, não garante o que é o fundamental. As pessoas precisam na comunidade e no país de um bom emprego, com um salário decente. Por isso propomos que o salário mínimo dobre imediatamente. Propomos a construção de boas escolas com muitas vagas e com profissionais da educação tendo um salário decente, e não o vergonhoso salário de 700 reais que paga o estado ao professor. Defendemos a construção de bons hospitais para que os trabalhadores não morram por falta de leito nas emergências. Exigimos que o governador pare imediatamente com a demolição do IASERJ, com o fechamento do Pedro II, hospitais que são fundamentais. Queremos lazer decente, acesso a cultura e não maquiagem para turista ver. Queremos moradias decentes e com infra-estrutura. Existe um responsável pelas ações que estão ocorrendo no estado e na cidade: é o governador, os prefeitos e o governo federal que fizeram muito estardalhaço nas eleições e que agora nos deixam nesta situação.

    Não acabaremos com a violência e com o tráfico sem descriminalização das drogas, sem colocar na cadeia os grandes empresários que traficam as armas e as drogas, sem o confisco de seus bens. Não acabaremos com violência se não tivermos empregos decentes para as nossas famílias. Precisamos dissolver essa polícia e construir uma polícia ligada à população e, principalmente, controlada por ela, com eleições para o comando e para os delegados e com mandato revogável. Exigimos o fim do extermínio dos pobres e negros. Não a invasão e ao extermínio dos moradores das comunidades.

    Cyro Garcia, Presidente do PSTU - Rio de Janeiro

    quarta-feira, 27 de outubro de 2010

    Em Brasília: ciclo de palestras 'Revoluções do Século XX'



    Ciclo de Palestras: Revoluções do Século XX


    PSTU organiza em Brasília ciclo de palestra sobre Revoluções do Século XX


    O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado do Distrito Federal promoverá mensalmente uma série de palestras-debate sobre a História das Revoluções do Século XX.


    Estas discussões têm o objetivo de discutir alguns dos fatos históricos mais determinantes da história mundial recente, e trazer à tona o importante debate sobre o socialismo, tão abandonado nos dias de hoje.

    Neste mês de outubro, 29 (sexta-feira), a palestra-debate será sobre a famosa Revolução Russa, a Revolução de Outubro de 1917. A primeira revolução proletária vitoriosa da história, foi o fato que, junto à primeira guerra mundial, inaugurou o século XX. O palestrante será o professor Ricardo Guillen, da direção do PSTU.

    Os eventos serão na sede da regional DF do PSTU: SCS Qd 6, Bloco A, Ed. Carioca, Sala 215 Brasília - DF

    Informações: email: pstubrasilia@gmail.com/ Tel: (61) 3226 1016/ http://pstubrasilia.blogspot.com/



    (atualizado, 27 out., às 23h)

    sábado, 16 de outubro de 2010

    O vale-tudo da burguesia nas eleições 2010

    O VALE TUDO DA BURGUESIA NAS ELEIÇÕES DE 2010

    Rafael Rossi
    A campanha do PSTU sofreu com o boicote sistemático da mídia e tivemos nosso último programa roubado pelo PSDB numa manobra burocrática através da Justiça Eleitoral que concedeu aos tucanos um direito de resposta contra nós por dizermos a verdade. Assisti aos vídeos das candidaturas dos partidos burgueses contra Heloísa Helena em Alagoas e achei realmente chocante. Foi um linchamento político promovido pela burguesia aliada do governo Lula.  A burguesia se organizou para combater com todas as armas as candidaturas de esquerda e este foi um fato gravíssimo.
     As candidaturas do PSTU, PCB e PCO eram chamadas de candidaturas de partidos nanicos e eram desrespeitadas em programas de entrevista e humorísticos, como o fez arrogantemente um jornalista do RJTV com o Cyro Garcia e o CQC com todos os candidatos de esquerda. 
    Fica esta lição para os camaradas do PSOL: Heloísa Helena fez de tudo para que o PSOL saísse com o PV, mas sua amiga Marina não lhe prestou a solidariedade no momento em que era fuzilada pelos oligarcas de Alagoas, aliados do PT. Assim foi também em 2006, quando nos negaram a vice na chapa da Frente de Esquerda e César Benjamin saiu criticando a Frente e o próprio PSOL. Plínio, que teve uma postura que deve ser lembrada como bastante positiva na eleição de 2006, desta vez, no mínimo, poderia ter feito mais. Tentou, a todo custo, se distanciar dos demais partidos de esquerda, para não ser associado aos "nanicos", o que foi um fato grave. 
    Grave ainda foi a sua ausência no debate dos presidenciáveis da esquerda promovido pelo Brasil de Fato e que contou com a participação de Zé Maria, do PSTU, Ivan Pinheiro, do PCB, e Rui Costa Pimenta, do PCO. Participou dos debates da grande mídia, elogiando em alguns momentos a democracia dos debates e outras denunciando a falta de democracia, falatando-lhe uma postura firme e coerente. 
    Antes das eleições, uma parcela importante das correntes do PSOL, que estão na INTERSINDICAL, romperam com o CONCLAT diante de votações democráticas, nas quais eles foram derrotados por estarem em minoria, deixando de compor conosco a CSP-CONLUTAS, alternativa às CUT, CTB e Força Sindical, pelegas, burocratizadas e governistas, inimigas dos trabalhadores. Algumas lições devem ser tiradas de todo este processo. 
    De minha parte, acho que devemos ser solidários a todos os camaradas da esquerda que foram brutalmente atacados e sistematicamente boicotados pela grande burguesia, sua mídia, sua justiça e seus partidos. Temos que nos unir contra esses gorilas! 
    Parabéns ao camarada Cyro Garcia que resitiu bravamente a todo o boicote da mídia, a ponto de ser desconvidado do debate da Record, ao qual havia sido convidado por ter no início das pesquisas chegado ao terceiro lugar com 3% das intenções de voto. Parabéns a Zé Maria, Ivan Valente, Rui Costa Pimenta, ao PSTU, ao PCB, ao PCO e aos camaradas do Brasil de Fato que construíram o único debate VERDADEIRAMENTE DEMOCRÁTICO dessas eleições. 
    Solidariedade a Heloísa Helena, apesar das divergências e por muitas vezes ter posições que consideramos desrespeitar o acúmulo do movimento sobre determinados temas, mas que, como nome da oposição de esquerda, que representou a Frente de Esquerda em 2006, e concorria agora ao senado pelo PSOL foi atacada ferozmente pelas oligarquias aliadas do PT e da maneira mais baixa. Apoio também deve ser dado a Ivan Valente no sentido que assuma sua cadeira na Câmara contra o corrupto do Maluf, que deve continuar com sua candidatura cassada. 
    Em muitos casos, o PSOL se rendeu ao vale tudo eleitoral como no caso do apoio a Paulo Paim, do PT, no Rio Grande do Sul. Que fique registrado que é diferente apoiar alguém que está no nosso campo de apoiar um candidato da Frente Popular, da coligação entre partidos de esquerda e partidos burgueses de direita para encher os bolsos dos banqueiros. Camaradas do PSOL apoiaram nossos candidatos contra as alternativas supostamente progressistas de Paim no Sul e Lindberg no Rio de Janeiro, onde tivemos o apoio dos companheiros do Reage Socialista ao nosso candidato ao senado Heitor. E agradecemos sinceramente este apoio dos nossos companheiros de luta. 
    Por tudo isso, os companheiros do PSOL devem rever algumas de suas posições e retomar o esforço da unidade em torno daquilo que foi votado por milhares de trabalhadores no CONCLAT e construir a CSP-CONLUTAS e o processo de reunificação. Estão de parabéns os companheiros aqui no Rio que elegeram Chico Alencar e Marcelo Freixo e dobraram sua bancada na ALERJ e elegeram mais um deputado federal no estado. 
    Mas merece ainda mais respeito o voto dos trabalhadores em suas próprias instâncias, nos sindicatos e movimentos, e os delegados por eles eleitos na base. O respeito à democracia operária é um princípio sagrado para a esquerda socialista. As eleições no contexto da democracia liberal são muito importantes, mas táticas, pois sabemos que, em essência, elas não mudam nada. Só a nossa luta e organização mudam alguma coisa. 
    Depois da eleição mais antidemocrática do período pós-ditadura militar é importante fazermos algumas reflexões. Estamos diante da maior crise econômica desde a crise de 29 e o futuro governo, seja Dilma ou seja Serra iniciará o seu governo com uma nova reforma da previdência. Nesse momento, devemos todos juntos, sem vacilação, puxar o voto nulo e fazer a denúncia de todo este processo repleto de maracutaias e campanhas milionárias a serviço do próprio capital. No segundo turno é VOTO NULO!

    terça-feira, 21 de setembro de 2010

    Debate entre candidatos a presidente no campo da esquerda

    Em um esforço para apresentar alternativa ao quadro eleitoral marcado pela falsa polarização criada pela grande mídia entre os candidatos Dilma Rousset e José Serra, no qual todos os demais com poucas excessões (um pouco Marina Silva e menos ainda Plínia de Arruda Sampaio) são esquecidos deliberadamente, especialmente aqueles do campo da esquerda, o Jornal Brasil de Fato realizará no dia 21 de setembro, em São Paulo, um debate entre os candidatos à Presidência da República representados em seu conselho editorial. Foram convidados Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).

    Estão confirmadas as presenças de Ivan Pinheiro (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU). O debate acontecerá às 21h na Ação Educativa. A atividade não será aberta ao público, mas terá transmissão ao vivo pela página do Brasil de Fato (www.brasildefato.com.br).

    terça-feira, 24 de agosto de 2010

    Ao 70 anos de morte de Trótski, Portal faz um especial

    Aos 70 anos de morte do pensador marxista, dirigente político, estadista e revolucionário russo Leon Trótski, completado no presente mês, o Portal do PSTU apresenta um especial em sua homenagem: 70 anos sem Trotsky.

    O internauta encontrará inúmeros materiais vídeos, artigos, imagens, etc que buscam resgatar uma parte de sua contribuição histórica, política e intelectual à luta pela emancipação dos trabalhadores do mundo todo e a construção do socialismo.