Mostrando postagens com marcador Manuel Querino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manuel Querino. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de maio de 2015

13 de Maio: vamos falar sobre Manuel Querino, um intelectual negro brasileiro

Rememorando o dia de hoje, 13 de maio, que se celebra mais um aniversário da Abolição da Escravatura no Brasil, republicamos o artigo sobre Manuel Raimundo Querino, importante intelectual negro. Contudo, como tantos outros, pouco conhecido na Academia. A data não é comemorada pelo movimento negro, não é por menos, após a Lei Áurea faltou ao Estado e às elites criarem as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade.

Depois do fim da escravidão, de acordo com o sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995), em sua obra A integração do negro na sociedade de classes, de 1964, "as classes dominantes não contribuíram para a inserção dos ex-escravos no novo formato de trabalho". Pelo contrário, no período subsequente o pensamento hegemônico, mesmo na Academia, tentou "esconder", ou mesmo demonizar, de todas as formas, e por todos os argumentos, os negros e sua contribuição ao Brasil - aproveitando-se de um ambiente em que se manteve o racismo cultural e o latifúndio agroexportador e se difundiu a imigração de europeus e esteve ausente qualquer reparação aos ex-escravos e seus descentes.

Manuel Querino foi uma daquelas figuras espalhadas pelo país no final do século XIX e começo do século XX, anos que se seguiram ao fim da escravidão, na luta contra o racismo a partir da desenvolvimento de uma análise sociológica e antropológica da contribuição dos negros e africanos à cultura e sociedade brasileira em geral, elaborada a partir dos próprios negros.