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sábado, 2 de agosto de 2025

Trump taxa o Brasil: ataque imperialista ou teatro eleitoral?

Assista em: https://www.youtube.com/live/-pixbT2fUjc

O tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros expõe mais do que uma guerra comercial: revela a ofensiva imperialista dos EUA sobre o Brasil e o conjunto dos países do Sul Global.Nesta edição do Economia É Fácil, vamos analisar:

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Trump impõe tarifa contra o Brasil – Chantagem imperialista e ataque à soberania

Live especial do programa Economia É Fácil 🎙️

🎯 Tema: Trump impõe tarifa contra o Brasil – Chantagem imperialista e ataque à soberania

Vamos debater o que está por trás da decisão de Trump de taxar em 50% os produtos brasileiros. Uma guerra comercial? Pressão política?
📉 Qual o impacto para a economia nacional e o projeto de reindustrialização?
✊ E qual deve ser a resposta do povo brasileiro?



🎥 Assista agora: 🔗 https://youtube.com/live/0urpU4fajVc

Com apresentação de Almir Cezar Filho
📡 Pela Rádio Censura Livre — mídia independente e popular!

#TrumpTireAsMãosDoBrasil #EconomiaÉFácil #CensuraLivre #Live #Imperialismo #BolsonaroNaPrisão #SoberaniaNacional

sexta-feira, 23 de julho de 2021

PODCAST O porquê países devem e como podem gerenciar os recorrentes ciclos de altas e baixas das commodities e até tirar o máximo de proveito das oportunidades proporcionadas por recursos naturais.



RESENHA NÃO É RESUMO | Economia É Fácil 15/07 -  O livro "Recursos Naturais na América Latina: indo além das altas e baixas", escrito por Emily Sinnott, John Nash e Augusto de la Torre, a partir dos estudos do Banco Mundial, foi a dica de leitura do quadro RESENHA NÃO É RESUMO episódio do 15/07/2021, no 3º bloco do programa Economia É Fácil, na Web Rádio Censura Livre, apresentado pelo economista Almir Cezar Filho, e com presença especial do economista Flauzino Antunes Neto.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Os impactos da pandemia no agronegócio e nas relações Brasil-China

ECONOMIA É FÁCIL (11/06)  - Edição inédita e ao vivo do programa da Web Rádio Censura Livre, o economista Almir Cezar Filho bate-papo com os ouvintes e convidados. Nesta edição contou com a participação dos economistas Flauzino Antunes Neto e João Paulo de Carvalho e o engenheiro agrônomo Rudriiigo Souza. 
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Remessa de lucros chega a US$ 171 bilhões

Em 8 anos, multis aceleram envio de dólares para matrizes aproveitando real forte

A remessa de lucros e dividendos das empresas estrangeiras instaladas no país nos últimos oito anos chegou a US$ 171,3 bilhões. A informação é do estudo Remessas de lucros e dividendos: setores e a dinâmica econômica brasileira, do Dieese.

“Essa quantia representa expressivo peso nas contas externas do país, na medida em que, ao elevar o déficit da balança de transações correntes, faz aumentar a dependência do país de capitais estrangeiros, produtivos ou especulativos, necessários para fechar as contas externas”, destaca o Dieese..

O estudo observa que, depois de registrar superávit entre 2003-2007, nas transações correntes (comércio de serviços), com o estouro da crise global, o país voltou a amargar déficits. Uma das principais pressões sobre as contas externas, destaca o Dieese, veio das remessas de lucros das multinacionais para as matrizes.

Apenas em 2008, as remessas de lucros e dividendos responderam por 95% do déficit nas transações correntes do Brasil com o exterior.

A partir daí, houve desaceleração em relação à fatia das remessas no déficit das transações correntes, mas ela permanece em níveis consideráveis: 77%, em 2009; 51%; em 2010; 55%, em 2011; 40%, em 2012; e 30% em 2013.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

20 anos de Real: Balança volta ao negativo

Real, 20 anos: baixa competitividade faz balança voltar ao negativo
Agência Brasil | 03/07/2014

Produtos importados dividindo cada vez mais espaço com as mercadorias nacionais nas prateleiras. Realidade nos primeiros anos após a criação do real, os resultados negativos na balança comercial (diferença entre exportações e importações) voltaram a se repetir nos últimos anos. Segundo analistas de comércio exterior, as circunstâncias desta vez são diferentes. Na década de 90, as importações eram estimuladas pelo câmbio fixo para conter a inflação. Hoje, com o câmbio livre, os déficits estão relacionados ao custo Brasil e à perda de competitividade da indústria nacional.

terça-feira, 20 de maio de 2014

País das commodities

As exportações da Região Sul somaram US$ 4,219 bilhões, em abril, mais 2,47% sobre o mesmo mês de 2013 (US$ 4,117 bilhões), segundo o Ministério do Desenvolvimento. O total representa 21,39% das vendas externas brasileiras no período (US$ 19,723 bilhões).

Como a região fez importações de US$ 3,904 bilhões, teve superávit comercial de US$ 314 milhões, em abril. O Paraná foi o maior exportador e importador da região, US$ 1,671 bilhão e US$ 1,425 bilhão, respectivamente, gerando saldo de US$ 246 milhões, 78,3% do total regional.

Já as exportações da Região Centro-Oeste avançaram de US$ 3,212 bilhões, em abril de 2013, para US$ 3,243 bilhões, no mesmo mês deste ano, crescimento de 0,95% e 16,44% das vendas externas totais brasileiras. As importações somaram US$ 1,065 bilhão, o que resultou num superávit de US$ 2,178 bilhões, o maior entre as regiões brasileiras. O maior exportador da região foi Mato Grosso (US$ 1,951 bilhão), sendo Mato Grosso do Sul o maior importador do período (US$ 429 milhões).

Fonte: Jornal Monitor Mercantil

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crise chega aos emergentes. Vêm aí aumentos no juro, dólar e inflação e mais arrocho fiscal

por Almir Cezar, 

A principal notícia da semana passada foi a crise que se espalha pelos países emergentes, com desvalorização de suas moedas e fuga de suas bolsas de valores em meio à crescente desconfiança dos investidores internacionais, combinado ao anúncio do governo americano de reduzir seu programa de compra de títulos do tesouro nacional. As economias emergentes estão às voltas com o aumento do juro, do preço do dólar e da inflação e promessas de arrocho fiscal dos governos.

Os países emergentes, principalmente os BRICS (bloco de países formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), durante a primeira fase da crise econômica mundial sofreram pouco com o “furacão” e serviram de “porto seguro” para os capitais, enquanto EUA e Europa afundavam. Agora, os grandes bancos e investidores internacionais, em meio à crise fiscal, inflação e crescimento econômico baixo, têm dúvidas com relação a esses países, especialmente com a impressão que os EUA e a Europa já teriam passado pela sua pior fase e haveria outros países mais "interessantes".

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Déficit comercial: É o modelo!

É o modelo!

O anúncio de que o Brasil só escapou de voltar aos déficits comerciais da era de ouro do populismo cambial tucano graças a uma manobra contábil animou o lobby dos que defendem a redução dos já frágeis mecanismos de defesa da economia nacional. Segundo essa vertente, a principal causa da fragilidade das exportações do país residiria no Mercosul, que nos impediria de fazer acordos vantajosos com Estados Unidos e União Européia (UE), por exemplo. 

Mais ideológico do que econômico, tal argumento ignora o fato de a performance do comércio do país estar limitada pelo aprofundamento de um modelo econômico que se concentra na exportação de commodities – minerais e alimentos – sobre cujas cotações o Brasil não tem controle e que representam irrisórios 6% do comércio mundial. E que, simultaneamente, acelera a desindustrialização, ao adotar câmbio valorizado, juros astronômicos e ampliar a presença de componentes importados na indústria local.

Mercados

Mantido esse modelo, a realização de acordos de livre comércio com economias mais avançadas resultaria no aumento do déficit e não na produção de superávits mais expressivos. Com os EUA, por exemplo, nosso déficit saltou de US$ 5,7 bilhões, em 2012, para US$ 11,4 bilhões, em 2013. Com a UE, o resultado favorável aos europeus avançou de US$ 1,3 bilhão, para US$ 3 bilhões. 

Os dois resultados, certamente, foram importantes para a geração de empregos para estadunidenses e alemães, em particular. Já com a Argentina, do amaldiçoado Mercosul, tivemos superávit de US$ 3,1 bilhões, ano passado, contra US$ 1,5 bilhão, em 2012. Imagina com abertura irrestrita!

Fatos & Comentários, Jornal Monitor Mercantil | 03/01/2014

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Economia brasileira não responde aos estímulos. Crescimento 'vaza' para indústria estrangeira.

por Almir Cezar
Folhapress
Em recente artigo na Folha de São Paulo, o ex-'superministro' da Fazenda do "Milagre Econômico" da Ditadura Militar e professor catedrático da USP, Antônio Delfim Netto afirmou que a recente redução das perspectivas de crescimento do PIB de 2013 (que começou em torno de 4% e já anda em torno de 3%, com viés de baixa) deve-se, essencialmente, à pequena resposta da demanda da produção industrial nacional aos enormes estímulos fiscais, monetários, creditícios e subsídios que lhe têm sido concedidos. Em outras palavras, o estímulo à demanda nacional “vaza” para a indústria estrangeira em lugar de ser suprida pela indústria nacional.

Esse é um fenômeno geral, como prova o crescente saldo negativo do nosso balanço de transações correntes. E é fenômeno relativamente recente, como se vê no gráfico abaixo. Nele se registram o crescimento das vendas do comércio varejista e o crescimento da indústria de transformação com relação ao triênio anterior no período 2004-2006 e 2010-2012. A diferença dá uma ideia do aumento da penetração da oferta estrangeira. Em 2004-2006 (com referência a 2003-2005) as vendas do varejo cresceram praticamente à mesma taxa da produção industrial, 12,0% e 11,5%, respectivamente. No período 2010-2012 (com referência a 2007-2009), o varejo cresceu 27,2% e a indústria nacional 5,1%, revelando o “vazamento” da demanda interna para a oferta externa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dependência brasileira por insumos agrícolas importados aumenta


Dependência brasileira por insumos agrícolas importados aumenta
4 de dezembro de 2012 | Por Fernando Lopes | Do Valor Econômico
  
Potência ascendente do agronegócio, com participações crescentes nas exportações de alguns dos principais produtos do setor comercializados no mundo, o Brasil depende cada vez mais de insumos importados para fomentar sua produção agropecuária e atender às demandas externa e doméstica por commodities, alimentos processados e biocombustíveis.

Estudo elaborado pelo Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp) a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aponta que, em 2012, as importações de insumos por parte dos segmentos de fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos, nutrição animal e saúde animal deverão somar US$ 18,593 bilhões.

Mais do que um crescimento de quase 10% em relação ao montante do ano passado (US$ 16,956 bilhões), a projeção marca o quarto ano consecutivo de avanço das importações desses insumos e representa um salto de 123%, ou de mais de US$ 10 bilhões, na comparação com o valor de 2007, ano-base do estudo. E não fosse a crise internacional de 2008, a tendência poderia ter sido até mais evidente.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com aprofundamento da crise na Europa, aumenta o déficit das contas externas brasileiras

Almir Cezar
As contas externas brasileiras, segundo dados do Banco Central, tiveram saldo negativo em setembro de 2012, seguindo a tendência de cada vez mais com valores maiores ao longo do ano, muito provavelmente em decorrência do agravamento da crise na Europa, embora sendo por hora compensadas pelo crescimento do IED (investimento estrangeiro direto). Em uma óbvia consequência da capitalismo dependente brasileiro.

O déficit em transações correntes, saldo negativo das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior, chegou a US$ 2,596 bilhões, em setembro (16% maior do que o mesmo mês do ano passado), e acumulou US$ 34,123 bilhões nos nove meses do anos. A conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) apresentou resultado negativo de US$ 1,823 bilhão, no mês passado, e de US$ 22,506 bilhões, de janeiro a setembro deste ano, correspondendo a mais de 65% do déficit em transações correntes. Ao se acompanhar atentamente o fluxo de capitais do país nos últimos meses observa-se que, com o aprofundamento da crise na Europa, a maior pressão sobre remessas de lucros e dividendos do Brasil tem origem em filiais de empresas daquele continente (em particular, as espanholas).

Até o momento, o déficit é compensado pelo fluxo de IED (investimento estrangeiro direto), mais do que suficiente para cobrir o saldo negativo em transações correntes, que em setembro, esses investimentos ficaram em US$ 4,393 bilhões. Provavelmente, o grande fluxo de IED vem à aquisição de empresas brasileiras por transnacionais e à implantação de novas filiais, atraídas pelas taxa de retorno (lucro) maiores que o Brasil proporciona no momento. Porém, em um futuro, estas remeterão lucros, dividendos e royalties  - vale lembrar que, só em 2011, apenas as montadoras de automóveis remeteram US$5,6 bilhões -, contribuindo tanto para futuros déficits, como para mais desnacionalização da economia, isto é, mais dependência. Em suma, ganhos aos empresários brasileiros e europeus, prejuízos aos trabalhadores.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Apesar de superávit comercial e pacote de estímulos à indústria, o controle de capitais torna-se necessidade.

Almir Cezar
O fluxo cambial do Brasil segue crescentemente negativo, apesar de superávit comercial, cuja balança começa 2º semestre no azul, cujo saldo no início de julho soma US$ 2,8 bilhões, após o pior 1º semestre em 10 anos. O segmento de bens intermediários, que fabrica insumos para a produção de outros bens foi o único no vermelho no período (0,9%), na quarta queda consecutiva no segmento, justamente onde os importados mais avançam, foi o destaque negativo da indústria brasileira de maio para junho, reforçando a estagnação da atividade industrial no mês. Apesar de superávit comercial e pacote de estímulos à indústria, a economia, em especial a indústria, segue com crescimento pífio, com um saldo negativo no fluxo de moeda estrangeira. Esse cenário impõe que o controle de capitais torne-se uma necessidade iminente.

Essa situação comprova que o programa do governo de incentivo à indústria nacional, de isenções da folha de pagamento e de cortes no IPI, que totalizam renúncias fiscais de quase R$ 200 bilhões, tem impacto limitado e é insuficiente para aumentar a competitividade do país. Os estoques internacional no setor intermediário em alta devido a crise mundial jogam o preço lá em baixo ampliando a baixa competitividade do segmento nacional.

Portanto, a própria indústria nacional, apesar dos recentes socorros do governo federal, é o responsável pelo tombo em sua atividade, e pelo avanço das importações. E consequentemente também, do recente saldo negativo de dólares, pois a indústria nacional compra insumos e peças fabricados fora, e ainda remete lucros para as matrizes, mesmo que este no momento esteja declinante. Assim, cada vez mais, torna-se inócua políticas de incentivos às exportações - um desperdício do dinheiro público.

Por sua vez, torna-se necessário o controle de capitais diante da fuga de dólares, a fim de evitar uma eventual crise cambial, provável se a economia brasileira seguir esta tendência. Inclusive se a atividade industrial se recuperar a situação pode piorar, com mais importações nos insumos e remessas de lucros. 
Seguindo o padrão da economia brasileira toda expansão da atividade industrial interna amplia também as importações de produtos industriais.


Assim, a política de desenvolvimento industrial não pode ser destinar recursos públicos aos empresários (que simplesmente utilizam como meio de recuperar a queda em sua margem de lucro) com seu consequente aperto orçamentário aos serviços públicos e funcionalismo (vide o grande contingenciamento e a forte resistência de Dilma em não conceder reajustes salariais), sob severo risco macroeconômico ao país.

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sábado, 7 de julho de 2012

Depois da queda dos juros, agora é preciso controle de capitais, se não é crise nas contas externas

Déficits e desvalorização do real no mês de maio são sinais de fuga de capital

Almir Cezar

Numa sinalização do que pode representar o agravamento da crise européia, as saídas de dólares no Brasil superaram as entradas em maio segundo o Banco Central (BC). A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit na conta financeira em abril e é o maior resultado para esse mês. Com isso, o saldo cambial do período ficou negativo, que de certa maneira se configura uma possível fuga de capitais, resultando na recente alta da cotação do dólar. Nesse quadro, o governo vai ter de se preparar para, antes que as reservas virem pó, controlar o movimento de capitais. Assim, o Governo Dilma terá que enfrentar com outro tabu da ortodoxia macroeconômica brasileira, o controle de capitais, sob o risco de fazê-lo obrigado após um colapso cambial.

Os números mostram tendência de redução dessas remessas. A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit de US$ 5,403 bilhões, em abril, informou hoje o Banco Central. É o maior resultado para o mês já registrado pelo BC. O valor ficou um pouco acima do esperado pelo Banco Central, que era US$ 5,2 bilhões. O déficit também foi maior do que o registrado em abril de 2011 (US$ 3,598 bilhões).

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os perdulários gregos?

Mão trocada

Marcos oliveira e Sérgio Souto - Fatos&Comentários - Monitor Mercantil, 04/11/2011

A imagem pintada sobre a dívida grega, que teria aumentado porque os perdulários gregos viveram na mordomia e não se preocuparam com ganhos econômicos, pois contavam com dinheiro fácil da União Européia, não resiste a um mínimo esforço de se olhar números do país. 

O déficit comercial passou de 4% do PIB, entre 1975 e 1980, para 11%, na década 2000/2010, com o acesso do país à Zona Euro. A balança agrícola saiu de um excedente de 9 mil milhões de dracmas, em 1980, para um déficit de 3 bilhões de euros, em 2010, transformando o país num importador de produtos alimentares.

A deterioração do déficit comercial foi acompanhada pela balança de transações correntes: um superávit de 1,5%, entre 1975 e 1980, transformou-se num déficit 0,9%, em 1980/1990, até alcançar 3% do PIB, em 1990/2000. Após o acesso do país à Zona do Euro, o déficit da balança de transações correntes explodiu para 13% do PIB.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Após 8 semanas em queda, previsão de PIB mantém-se em 3,51%

Depois de oito semanas seguidas em queda, a estimativa para o crescimento da economia esta ano foi mantida em 3,51%.

Estimativa do mercado para crescimento do PIB em 2011 permanece em 3,51%
Agência Brasil, 03/10/2011

Depois de oito semanas seguidas em queda, a estimativa para o crescimento da economia esta ano foi mantida em 3,51%. A projeção faz parte do boletim Focus, elaborado com base em pesquisa do Banco Central feita com analistas do mercado financeiro. Para 2012, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, também foi mantida, em 3,70%.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Remessas causam rombo externo recorde

Remessas de lucros e dividendos pressionam contas externas, reconhece BC. Até agosto multis tiraram US$26 bi do Brasil e devem levar mais 12. É o pior resultado da série histórica desde 1947.

Remessas causam rombo externo recorde
Monitor Mercantil, 23/09/2011

ATÉ AGOSTO, MULTIS TIRARAM US$ 26 BI DO PAÍS E DEVEM LEVAR MAIS US$ 12 BI


O déficit das transações (comércio e serviços) do Brasil com o exterior chegou a US$ 4,862 bilhões, em agosto. É o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 1947. No mesmo mês de 2010, o déficit ficara em US$ 2,975 bilhões. Para este ano, a previsão do BC era de US$ 3,2 bilhões.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o crescimento do rombo deveu-se ao aumento das remessas de lucros e dividendos de empresas no Brasil para o exterior.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ameaça à independência

Ameaça à independência
Monitor Mercantil, 06/09/201
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Gonçalves: ‘desubstituição’ de importações

Desindustrialização empurra país para "desenvolvimento às avessas" pró-EUA


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou, pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, mensagem em homenagem ao Dia da Independência do Brasil, na qual aponta o país como exemplo de democracia e o local ideal para ampliar as relações de cooperação mútua. Obama, porém, tem mais razões para comemorar do que o Brasil. Nos últimos anos, os EUA saíram de déficit comercial de US$ 8 bilhões com o Brasil, para superávit de US$ 5 bilhões.

O economista Reinaldo Gonçalves, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca que o aumento da dependência econômica do Brasil deve-se aos processos de desindustrialização e reprimarização da pauta de exportações. Ele avalia que o país vive um ciclo de "desubstituição" de importações.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Indústria no Brasil: Especialização Precoce e em Produtos de Baixo Valor Agregado


http://marx21.com/2011/05/17/a-industria-no-brasil-especializacao-precoce-e-em-produtos-de-baixo-valor-agregado/
Os 8 anos de FHC e os 8 anos do governo Lula deixaram marcas negativas profundas na economia brasileira. A primeira delas foi que o sistema produtivo brasileiro se concentrou ainda mais em produtos de baixo valor agregado, como produtos agrícolas e minerais. A produção de itens com alto valor agregado vem perdendo espaço paulatinamente. O que salvou o governo Lula foi o incrível aumento dos preços e do volume exportado destas commodities de baixo valor, o que explica os saldos comerciais positivos apesar da piora estrutural da produção doméstica. A segunda marca negativa é que o Brasil passou da fase de diversificação para a fase da concentração industrial muito antes do que seria o ideal. Ao contrário dos países industrializados e ao contrário dos países asiáticos, o Brasil deixou de diversificar o seu parque industrial em níveis de renda per capita muito baixos para o padrão internacional. Desta forma, a economia brasileira apresenta duas fraquezas estruturais que se complementam perigosamente: a especialização precoce e a especialização em produtos de baixo valor agregado. Os efeitos potencialmente negativos ainda não se concretizaram por conta da forte demanda chinesa pelos produtos de baixo valor que o Brasil exporta. O saldo comercial positivo do governo Lula esteve muito mais associado a efeitos exógenos à economia brasileira do que aos ganhos de produtividade da indústria doméstica.

A Indústria no Brasil: Especialização Precoce e em Produtos 

de Baixo Valor Agregado

17 maio, 2011
Estes resultados foram calculados pela pesquisadora Laura Carvalho, e o estudo completo encontra-se aqui. Além das análises empíricas, destaca-se também o resultado teórico de que o desenvolvimento econômico precede a especialização comercial. Tal resultado foi originalmente apresentado por Imbs e Wacziarg (2003) na American Economic Review, e representou um duro golpe contra as teorias canônicas do comércio internacional. Os modelos de David Ricardo e de Heckscher-Ohlin previam que o desenvolvimento ocorreria como resultado da especialização dos países no comércio internacional. Imbs e Wacziarg mostraram que historicamente ocorreu o contrário: os países industrializados se desenvolveram via diversificação industrial, e somente começaram a se especializar após ultrapassarem altos níveis de renda per capita. A especialização comercial não é causadora do desenvolvimento. O caso brasileiro é preocupante porque a indústria nacional começou a especializar-se em níveis muito baixos de desenvolvimento econômico. A indústria no Brasil se especializa quando deveria estar diversificando. E se especializa justamente em produtos de baixo valor agregado.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Brasil: rumo acelerado...ao atraso tecnológico

Mais um sinal da ampliação da dependência econômica do Brasil, a dependência tecnológica-industrial, captada pelo relatório Monitor do Déficit Tecnológico, demonstrado pelo déficit do setor industrial de alta tecnologia.

Rumo acelerado ao atraso
Marcos Oliveira e Sergio Souto, Monitor Mercantil (21/06/2011)


Rumo acelerado...
No primeiro trimestre deste ano, o déficit tecnológico do setor industrial brasileiro atingiu US$ 23 bilhões, cinco vezes mais do que o registrado no mesmo período de 2006. A revelação é do relatório Monitor do Déficit Tecnológico, que a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec) passa a divulgar trimestralmente.

O estudo sinaliza uma aceleração de US$ 686 milhões em abril, em comparação com a média do primeiro trimestre. O setor químico foi o que mais contribuiu, com elevação do seu déficit em US$ 404 milhões. A previsão da Protec para o ano é de novo recorde, ultrapassando os US$ 100 bilhões.

...ao atraso
O Monitor do Déficit Tecnológico traz também resultados relativos ao comércio exterior de mercadorias e serviços. O objetivo é mostrar o desempenho e a competitividade da indústria brasileira frente a outros países. No ano passado o saldo negativo do setor industrial foi de US$ 85 bilhões. O indicador consiste no saldo comercial dos segmentos industriais de alta e de média-alta tecnologia, somado ao saldo comercial das contas de serviços tecnológicos. Detalhes em www.protec.org.br