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terça-feira, 10 de julho de 2012
sábado, 30 de julho de 2011
Metade dos brasileiros está insatisfeita no trabalho, diz estudo
Metade dos brasileiros está insatisfeita no trabalho, diz estudo
Éverton Oliveira - Redação Saúde PlenaOs resultados mostraram que o percentual de mulheres (59%) supera o de homens (41%) igualmente insatisfeitos. Os mais jovens também estão menos felizes no trabalho, já que os mais descontentes têm entre 20 e 30 anos e representam 32% dos entrevistados contra apenas 8% de não satisfeitos na faixa dos 40 aos 50 anos. De acordo com a pesquisa, isto pode ser explicado de acordo com a experiência adquirida na vida profissional: os cargos são de mais responsabilidade e os salários vão aumentando.
sábado, 9 de julho de 2011
No Marxismo a Economia do Desenvolvimento é a 'Economia da Revolução'
Os 80 anos de O Declínio do Capitalismo e 85 anos de A Nova Econômica de Preobrazhenski
(Teoria do Desenvolvimento e o Marxismo - 4ª parte)
por Almir Cezar Filho
Ao longo do século XX a várias sociedades nacionais estiveram às voltas com a imperiosa preocupação com o desenvolvimento econômico, impactada pelas várias revoluções proletárias e o "declínio" do Capitalismo, por duas guerras mundiais e uma grande depressão, vividos com intensidade na primeira metade do século XX. Apoiando as ações políticas da nova realidade, encontrava-se todo um novo arsenal teórico em poucas décadas, contrariando em muito os cânones fundantes da Economia como ciência, a Teoria Econômica incorporou inúmeras preocupações, como autonomia nacional, industrialização, qualidade de vida, etc. Surge então, além da Macroeconomia, as modernas teorias do desenvolvimento econômico, a "Economia do Desenvolvimento" - nascida à sombra do Marxismo e de seus intensos debates internos. Contudo, não há uma teoria marxista do desenvolvimento, à menos que se compreenda, a Economia marxista do desenvolvimento enquanto a “Economia da Revolução”, tanto pela revolução proletária, como pelo fato do Capitalismo ser o sistema que revoluciona a si próprio permanentemente.
As teorias econômicas do desenvolvimento convergiram-se às formas marxianas, quando mesmo não "beberam na fonte" das teorias marxistas. E apesar de quase em sua maioria defenderem o Capitalismo como sistema, a Economia do Desenvolvimento teve como prólogo o "debate soviético" da década de 1920 de como se transicionava ao socialismo países de economia capitalista subdesenvolvidos, onde a Economia do Desenvolvimento do ponto-de-vista marxista constituiu-se de fato em uma espécie de "Economia da Revolução", em razão da perspectiva estratégica da ação política e da análise sobre o Capitalismo, porém perdidas no fim do século XX com a Queda do Muro de Berlim e o fim do "Socialismo Real" e da URSS, mas necessárias a serem resgatadas a fim de recuperar o verdadeiro caráter dessa teoria.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Crise mundial, desenvolvimento capitalista e viradas na dinâmica de longo prazo - uma visão marxista
por Almir Cezar
(versão original no portal Diário Liberdade, em 26 Maio 2011)
(versão original no portal Diário Liberdade, em 26 Maio 2011)
A recente crise econômica mundial iniciada em 2008 trouxe sustos e muitas perguntas, inclusive reavivando velhas polêmicas na esquerda intelectual e na Economia não-burguesa. Essa crise econômica mundial surgida após o estouro da bolha imobiliária estadunidense lembrou ao mundo que o Capitalismo sempre viveu imerso (ou sob a ameaça de) a recorrentes crises ou instabilidade permanente. Contudo, essa instabilidade e suscetibilidade às crises para muitos analistas, mesmo marxistas e marxianos, apontariam suas raízes na financeirização, ou que engatilhada pela esfera financeira, em especial quando hipertrofiado no sistema. E assim, ficou a dúvida da dimensão, importância e duração da crise.
Principalmente, porque houve aqueles que defenderam, que por ser financeira, não contaminaria o "lado real". Para outros, não, porque passados décadas das grandes crises como a de 1929, haveria enfim mecanismos institucionais agindo preventivamente. Mas, mesmo aqueles que criticaram esse otimismo, embora ainda no campo analítico do "financismo", defendiam que a causa da crise residia na esfera financeira, inclusive porque provoca uma recessão devido ao sobre-endividamento dos consumidores. Para outros, ainda nessa perspectiva, também que sim, pois a crise demonstrara o irrealismo do neoliberalismo, com sua desregulamentação e financerização desenfreada.
Principalmente, porque houve aqueles que defenderam, que por ser financeira, não contaminaria o "lado real". Para outros, não, porque passados décadas das grandes crises como a de 1929, haveria enfim mecanismos institucionais agindo preventivamente. Mas, mesmo aqueles que criticaram esse otimismo, embora ainda no campo analítico do "financismo", defendiam que a causa da crise residia na esfera financeira, inclusive porque provoca uma recessão devido ao sobre-endividamento dos consumidores. Para outros, ainda nessa perspectiva, também que sim, pois a crise demonstrara o irrealismo do neoliberalismo, com sua desregulamentação e financerização desenfreada.
domingo, 15 de maio de 2011
Vídeo de hoje: A Servidão Moderna
O filme de domingo de hoje é um excelente documentário A Servidão Moderna, de 2009, uma co-produção França e Colômbia. O doc centra-se na questão estruturante das relações sociais contemporânea seria a "servidão moderna", um processo onde os indivíduos são explorados sem mesmo sentir-se explorados nem mesmo alienados, em suma, o "trabalho alienado".
Reprodução do DOCUMENTÁRIO:http://www.youtube.com/view_play_list?p=77EAE5CD253D9436
Ficha:
Servidão Moderna
"De la Servitude Moderne"
(França - Colômbia, 2009, 52min - Direção: Jean-François Brient)
Comentário do site oficial:
A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais.
Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época.
Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber.
Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.
Créditos:
1- SITE OFICIAL:
http://www.delaservitudemoderne.org/
2- Legendas em português:
http://docverdade.blogspot.com/2010/01/da-servidao-moderna-de-la-servitude.html
Dica: descubra outros documetários com a temática do trabalho e assista online no blog Doc Verdade
Reprodução do DOCUMENTÁRIO:http://www.youtube.com/view_play_list?p=77EAE5CD253D9436
Ficha:
Servidão Moderna
"De la Servitude Moderne"
(França - Colômbia, 2009, 52min - Direção: Jean-François Brient)
Comentário do site oficial:
A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais.
Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época.
Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber.
Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.
Créditos:
1- SITE OFICIAL:
http://www.delaservitudemoderne.org/
2- Legendas em português:
http://docverdade.blogspot.com/2010/01/da-servidao-moderna-de-la-servitude.html
Dica: descubra outros documetários com a temática do trabalho e assista online no blog Doc Verdade
domingo, 10 de abril de 2011
Massacre de Realengo, ou é 'Tiros em Columbine'?
por Almir Cezar
Em tempos de tristeza e perplexidade devido ao massacre de Realengo, a sugestão cultural da semana é assistir Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, 2002)um filme documentário estadunidense, realizado por Michael Moore, ganhou um Oscar 2003 de melhor filme documentário, e tem sido admirado e repudiado quase por igual. Tomando como ponto de partida, o "massacre de Columbine", que aconteceu em 20 de abril de 1999 no Condado de Jefferson, Colorado, Estados Unidos, no Instituto Columbine, onde os estudantes Eric Harris (apelido ReB), de 18 anos, e Dylan Klebold (apelido VoDkA), de 17 anos, atiraram em vários colegas e professores. A semelhança entre os dois "massacres" é impressionante e inspira uma boa reflexão sem convencionalismo ou sensacionalismo burguês e esse filme em parte nos ajuda.
O filme é uma exploração pessoal e artística da natureza da violência nos Estados Unidos que consiste em fragmentos da publicidade das armas de fogo, animações satíricas sobre a história dos Estados Unidos realizadas pelos mesmos autores da série de animação South Park e entrevistas de Moore a várias pessoas, entre elas Charlton Heston e Marilyn Manson. Moore busca, com seu estilo pessoal, saber por que aconteceu o massacre de Columbine, e por que os Estados Unidos tem uma taxa de crimes violentos muito mais alta (em que só estão implicadas as armas de fogo) que outros países democráticos como Alemanha, França, Japão, Reino Unido e especialmente o Canadá.
Em tempos de tristeza e perplexidade devido ao massacre de Realengo, a sugestão cultural da semana é assistir Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, 2002)um filme documentário estadunidense, realizado por Michael Moore, ganhou um Oscar 2003 de melhor filme documentário, e tem sido admirado e repudiado quase por igual. Tomando como ponto de partida, o "massacre de Columbine", que aconteceu em 20 de abril de 1999 no Condado de Jefferson, Colorado, Estados Unidos, no Instituto Columbine, onde os estudantes Eric Harris (apelido ReB), de 18 anos, e Dylan Klebold (apelido VoDkA), de 17 anos, atiraram em vários colegas e professores. A semelhança entre os dois "massacres" é impressionante e inspira uma boa reflexão sem convencionalismo ou sensacionalismo burguês e esse filme em parte nos ajuda.
O filme é uma exploração pessoal e artística da natureza da violência nos Estados Unidos que consiste em fragmentos da publicidade das armas de fogo, animações satíricas sobre a história dos Estados Unidos realizadas pelos mesmos autores da série de animação South Park e entrevistas de Moore a várias pessoas, entre elas Charlton Heston e Marilyn Manson. Moore busca, com seu estilo pessoal, saber por que aconteceu o massacre de Columbine, e por que os Estados Unidos tem uma taxa de crimes violentos muito mais alta (em que só estão implicadas as armas de fogo) que outros países democráticos como Alemanha, França, Japão, Reino Unido e especialmente o Canadá.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Capitalismo e opressão das mulheres - a melhor alternativa: o Socialismo
Para finalizar a semana especial em comemoração ao 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, aqui no blog Limiar e Transformação republicamos o artigo Capitalismo, Socialismo e Discriminação: a Economia Política da Opressão, numa versão levemente revisada. Como pôde ser visto na série de postagens da semana, apesar dos avanços na igualdade de gênero, há muito o que lutar contra a opressão da mulher. Vimos também que a desigualdade prossegue, e alimenta e é alimentada pela opressão.
Por sua vez, a opressão da mulher, por um lado, é necessário ao Capitalismo, mesmo na contemporaneidade, para reforçar a exploração do trabalho, através da desigualdade de salários e o sobretrabalho doméstico, ainda mais em um momento de grave crise econômica mundial e queda nos lucros. E, por outro lado, a manutenção da opressão, não apenas tolhe a plena felicidade de uma parcela da humanidade (as mulheres), mas contribui por escravizar toda humanidade.
CAPITALISMO, SOCIALISMO E DISCRIMINAÇÃO
a Economia Política da opressão
por Almir Cezar Baptista Filho
Os socialistas sempre afirmaram que dois aspectos cruciais das liberdades (as liberdades civis e a liberdade econômica) do capitalismo são incompletas, sendo essa uma situação que o capitalismo, por sua própria natureza, está incapacitado para solucionar. Para eles, a sociedade capitalista jamais poderá generalizar as liberdades que, sob certas condições, propicia a um setor favorecido de seus membros. E também, afirmam que as sociedades capitalistas não superam, nem podem superar, uma situação meramente formal de liberdade (jurídica e ideológica), ou pior, concepção negativa - protetora e legitimadora da grande propriedade e da exploração econômica. O Socialismo para eles, por outro lado, é o único sistema social que pode levar as liberdades a todos os cidadãos, e, finalmente, considerando-as fato consumado, pode avançar rumo ao objetivo de propiciar a todos a liberdade positiva, de viver a vida em sua plenitude.
Por sua vez, a opressão da mulher, por um lado, é necessário ao Capitalismo, mesmo na contemporaneidade, para reforçar a exploração do trabalho, através da desigualdade de salários e o sobretrabalho doméstico, ainda mais em um momento de grave crise econômica mundial e queda nos lucros. E, por outro lado, a manutenção da opressão, não apenas tolhe a plena felicidade de uma parcela da humanidade (as mulheres), mas contribui por escravizar toda humanidade.
CAPITALISMO, SOCIALISMO E DISCRIMINAÇÃO
a Economia Política da opressão
por Almir Cezar Baptista Filho
Os socialistas sempre afirmaram que dois aspectos cruciais das liberdades (as liberdades civis e a liberdade econômica) do capitalismo são incompletas, sendo essa uma situação que o capitalismo, por sua própria natureza, está incapacitado para solucionar. Para eles, a sociedade capitalista jamais poderá generalizar as liberdades que, sob certas condições, propicia a um setor favorecido de seus membros. E também, afirmam que as sociedades capitalistas não superam, nem podem superar, uma situação meramente formal de liberdade (jurídica e ideológica), ou pior, concepção negativa - protetora e legitimadora da grande propriedade e da exploração econômica. O Socialismo para eles, por outro lado, é o único sistema social que pode levar as liberdades a todos os cidadãos, e, finalmente, considerando-as fato consumado, pode avançar rumo ao objetivo de propiciar a todos a liberdade positiva, de viver a vida em sua plenitude.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A Economia Política da Opressão: Capitalismo, socialismo e discriminação
Hoje é feriado em vários estados e centenas de municípios. É o Dia de Zumbi dos Palmares, o Dia Nacional da Consciência Negra. Em homenagem a essa data, re-editamos o artigo publicado originalmente, no 20 de novembro do ano passado. O artigo procura discutir os elementos econômico-político que sustentam o racismo e demais opressões no sistema capitalista.
por Almir Cezar Filho
Hoje é feriado estadual de Zumbi dos Palmares e Dia Nacional da Consciência Negra.
Muito se fala do racismo, das discriminações principalmente racial, e a opressão de setores da sociedade. Mas há um apelo que é possível ser superada dentro do marco do Capitalismo a questão da discriminação racial, ou com Cultura, ou com educação ou com inserção no mercado. Se aplicarmos um estudo da Economia Política proletária veremos que não.
É por isso que escrevi algo:
CAPITALISMO, SOCIALISMO E DISCRIMINAÇÃO
a Economia Política da opressão
por Almir Cezar Baptista Filho
Os socialistas sempre afirmaram que dois aspectos cruciais das liberdades (as liberdades civis e a liberdade econômica) do capitalismo são incompletas, sendo essa uma situação que o capitalismo, por sua própria natureza, está incapacitado para solucionar. A sociedade capitalista jamais poderá generalizar as liberdades que, sob certas condições, propicia a um setor favorecido de seus membros. E também, afirmam que as sociedades capitalistas não superam nem podem superar uma situação meramente formal de liberdade (jurídica e ideológica) ou pior, concepção negativa - protetora e legitimadora da grande propriedade e da exploração econômica. O Socialismo, por outro lado, pode levar as liberdades a todos os cidadãos e, finalmente, considerando-as fato consumado, pode avançar rumo ao objetivo de propiciar a todos a liberdade positiva de viver a vida em sua plenitude.
por Almir Cezar Filho
Hoje é feriado estadual de Zumbi dos Palmares e Dia Nacional da Consciência Negra.
Muito se fala do racismo, das discriminações principalmente racial, e a opressão de setores da sociedade. Mas há um apelo que é possível ser superada dentro do marco do Capitalismo a questão da discriminação racial, ou com Cultura, ou com educação ou com inserção no mercado. Se aplicarmos um estudo da Economia Política proletária veremos que não.
É por isso que escrevi algo:
CAPITALISMO, SOCIALISMO E DISCRIMINAÇÃO
a Economia Política da opressão
por Almir Cezar Baptista Filho
Os socialistas sempre afirmaram que dois aspectos cruciais das liberdades (as liberdades civis e a liberdade econômica) do capitalismo são incompletas, sendo essa uma situação que o capitalismo, por sua própria natureza, está incapacitado para solucionar. A sociedade capitalista jamais poderá generalizar as liberdades que, sob certas condições, propicia a um setor favorecido de seus membros. E também, afirmam que as sociedades capitalistas não superam nem podem superar uma situação meramente formal de liberdade (jurídica e ideológica) ou pior, concepção negativa - protetora e legitimadora da grande propriedade e da exploração econômica. O Socialismo, por outro lado, pode levar as liberdades a todos os cidadãos e, finalmente, considerando-as fato consumado, pode avançar rumo ao objetivo de propiciar a todos a liberdade positiva de viver a vida em sua plenitude.
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domingo, 11 de outubro de 2009
Perante onda de suicídios, França discute redução do estresse de seus trabalhadores
Não é apenas na France Telecom que há um surto de suicídios entre seus trabalhadores. Diante dos dados assustadores, da recente greve da France Telecom e da repercussão das horripilantes declarações de alto executivo dessa empresa, o governo francês foi obrigado a pressionar as empresas a combater o estresse sobre seus trabalhadores para enfrentar a recente epidemia de suicídios, que faz com que a média da França seja maior que, por exemplo, dos países escandinavos ou da Alemanha, mas que no momento atingiu um patamar assustador.
Contudo, como poderão ler na matéria a seguir o que há são medidas propositivas às empresas e não há um efetivo enfrentamento pelo Ministério do Trabalho sobre a raiz do problema, os alucinantes ritmos de trabalho, o assédio moral e as metas super-exploratórias sobre os funcionários e a alienação nos ambientes de trabalho, que garantem gigantescos lucros e dividendos aos donos e acionistas das empresas e polpudos bônus aos executivos, mas, por outro lado, a pobreza, depressão e desalentos aos trabalhadores.
Como podem ver, com esse triste exemplo, discutir Economia é fundamental para saúde pública e bem-estar dos trabalhadores.
França discute estresse no trabalho após onda de suicídios
Yahoo Brasil Notícias (sexta-feira, 09 Outubro de 2009), PARIS (Reuters) - Companhias francesas devem reduzir o estresse no ambiente de trabalho para evitar a recente onda de suicídios no país, disse o ministro do Trabalho francês, Xavier Darcos, nesta sexta-feira.
Na France Telecom, antiga estatal que hoje é a terceira maior empresa de telecomunicações da Europa, 24 funcionários cometeram suicídio, e vários outros também tentaram se matar, desde o começo de 2008.
"Há anos, subestimamos os riscos psicológicos, já que é mais fácil perceber alguém caindo numa fornalha do que alguém que está sofrendo", disse Darcos em discurso a um conselho de condições de trabalho. "E mesmo assim, (riscos psicológicos) são reais, como mostra a situação na France Telecom de forma especialmente trágica".
Darcos pediu que as 2.500 empresas francesas com mais de mil funcionários que finalizem suas negociações com os sindicatos para reduzir o estresse, que líderes trabalhistas afirmam estar por trás da recente onda de suicídios, até 1o de fevereiro do ano que vem.
A France Telecom já abriu as negociações, com base em um acordo de 2008 com os sindicatos. Seu presidente-executivo, Didier Lombard, que vem recebendo críticas após descrever a onda de suicídios com "modinha", disse que não prestou atenção aos primeiros sinais de que algo estava errado. "Creio que subestimamos um certo número de fatores humanos", disse ele à rádio Europe 1. "Passamos por grandes mudanças, o que provavelmente fizemos muito rápido".
_________________________________________________________
Sugestão: Ler a matéria Suicidios no trabalho do blog Petit Journal de la Porte Dorée.
Dados: Na França, por exemplo, três de cada quatro mortes por suicídio são de homens e 56 por cento dos suicídios são cometidos por pessoas com idades entre 30 e 59 anos. Lá, a taxa de suicídios é de 17,6 para cada cem mil habitantes. Essa taxa não chega a 4,5 no Brasil, como mostra o mapa.
Matéria anterior aqui no blog: Trabalhadores da France Telecom entram em greve .
Contudo, como poderão ler na matéria a seguir o que há são medidas propositivas às empresas e não há um efetivo enfrentamento pelo Ministério do Trabalho sobre a raiz do problema, os alucinantes ritmos de trabalho, o assédio moral e as metas super-exploratórias sobre os funcionários e a alienação nos ambientes de trabalho, que garantem gigantescos lucros e dividendos aos donos e acionistas das empresas e polpudos bônus aos executivos, mas, por outro lado, a pobreza, depressão e desalentos aos trabalhadores.
Como podem ver, com esse triste exemplo, discutir Economia é fundamental para saúde pública e bem-estar dos trabalhadores.
França discute estresse no trabalho após onda de suicídios
Yahoo Brasil Notícias (sexta-feira, 09 Outubro de 2009), PARIS (Reuters) - Companhias francesas devem reduzir o estresse no ambiente de trabalho para evitar a recente onda de suicídios no país, disse o ministro do Trabalho francês, Xavier Darcos, nesta sexta-feira.
Na France Telecom, antiga estatal que hoje é a terceira maior empresa de telecomunicações da Europa, 24 funcionários cometeram suicídio, e vários outros também tentaram se matar, desde o começo de 2008.
"Há anos, subestimamos os riscos psicológicos, já que é mais fácil perceber alguém caindo numa fornalha do que alguém que está sofrendo", disse Darcos em discurso a um conselho de condições de trabalho. "E mesmo assim, (riscos psicológicos) são reais, como mostra a situação na France Telecom de forma especialmente trágica".
Darcos pediu que as 2.500 empresas francesas com mais de mil funcionários que finalizem suas negociações com os sindicatos para reduzir o estresse, que líderes trabalhistas afirmam estar por trás da recente onda de suicídios, até 1o de fevereiro do ano que vem.
A France Telecom já abriu as negociações, com base em um acordo de 2008 com os sindicatos. Seu presidente-executivo, Didier Lombard, que vem recebendo críticas após descrever a onda de suicídios com "modinha", disse que não prestou atenção aos primeiros sinais de que algo estava errado. "Creio que subestimamos um certo número de fatores humanos", disse ele à rádio Europe 1. "Passamos por grandes mudanças, o que provavelmente fizemos muito rápido".
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Sugestão: Ler a matéria Suicidios no trabalho do blog Petit Journal de la Porte Dorée.
Dados: Na França, por exemplo, três de cada quatro mortes por suicídio são de homens e 56 por cento dos suicídios são cometidos por pessoas com idades entre 30 e 59 anos. Lá, a taxa de suicídios é de 17,6 para cada cem mil habitantes. Essa taxa não chega a 4,5 no Brasil, como mostra o mapa.
Matéria anterior aqui no blog: Trabalhadores da France Telecom entram em greve .
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
III Seminário Margem Esquerda
István Mészáros e os desafios do tempo histórico
De 18/8 a 1/9 de 2009
USP, UERJ, UFRJ, UFRGS, CUFSA, UNESP, UNICAMP, CEFET-MG e UNB
O III Seminário Internacional Margem Esquerda tem por tema a obra de István Mészáros. Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação. Alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior ajudam a construir sua trajetória de reflexão e de lutas, sob o legado marxista. Esperamos que o seminário, para além da análise e do balanço da obra de grandes autores clássicos e contemporâneos, abra novos caminhos e perspectivas. Convidamos todos a participarem desta construção.
Acompanhe a programação no blog da Boitempo - www.boitempoeditorial.wordpress.com
Mais informações pelo email seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br
Programação completa
USP (São Paulo) - Auditório da História (FFLCH)
18/8, terça-feira
14h: O poder da ideologia
Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Virginia Fontes e Wolfgang Leo Maar
19h: Trabalho e alienação
Giovanni Alves, Jesus Ranieri, Ricardo Antunes e Ruy Braga
19/8, quarta-feira
14h: Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários
Antonino Infranca, Emir Sader, Maria Orlanda Pinassi e Ricardo Musse
19h: Para além do capital - a crise estrutural do capital
Edmilson Costa, François Chesnais, Jorge Beinstein e Leda Paulani
20/8, quinta-feira
14h: Para além do capital - lógica destrutiva e questão ambiental
Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h: Educação e socialismo
Afrânio Mendes Catani, Décio Saes, Isabel Rauber e Roberto Leher
21/8, sexta-feira
14h: Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina
Aldo Casas, Francisco de Oliveira, Gilmar Mauro e Lúcio Flávio de Almeida
19h: CONFERÊNCIA - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedidO por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UNESP (Araraquara) - Anfiteatro B
24/8, segunda-feira
19h30: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Gilmar Mauro e Maria Orlanda Pinassi
UNICAMP (Campinas) - Auditório I (IFCH)
25/8, terça-feira
14h: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Caio Navarro de Toledo, Plínio de Arruda Sampaio Jr. e Ricardo Antunes
CUFSA (Santo André) - Auditório do Colégio da FSA
26/8, quarta-feira
19h30: Crise do capital e perspectivas do trabalho
Antonio Rago Filho, Everaldo de Oliveira Andrade, Livia Cotrim, Miguel Vedda
UERJ (Rio de Janeiro) - Auditório 11
25/8, terça-feira
18h: A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto
UFRJ (Rio de Janeiro) - Auditório Pedro Calmon
26/8, quarta-feira
17h30: Perspectiva do socialismo hoje
Carlos Nelson Coutinho, Jorge Giordani e José Paulo Netto
19h30: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UFRGS (Porto Alegre)
27/8, quinta-feira (Salão de festas da reitoria)
18h: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Jorge Giordani
28/8, sexta-feira (Auditório da Faculdade de Economia)
14h: A transição para além do capital em Mészáros
Carla Ferreira, Jorge Giordani e Nildo Ouriques
CEFET-MG (Belo Horizonte) - Auditório do Campus 1
27/8, quinta-feira
15h: Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho
Ester Vaisman, Milney Chasin, Nicolas Tertulian e Rodrigo Dantas
UNB (Brasília) - Anfiteatro 09/ICC-Norte
1/9, terça-feira
15h: A crise estrutural do capital e o desafio do socialismo no século XXI
Gilson Dantas, Rodrigo Dantas e Valério Arcary
Todas as atividades terão ENTRADA LIVRE e serão gratuitas. Informações sobre certificados em
boitempoeditorial.wordpress.com
LOCAIS DAS MESAS
USP: Anfiteatro da História - FFLCH
UNESP: Anfiteatro B
UNICAMP: Auditório I - IFCH
CUFSA: Auditório do Colégio
UERJ: Auditório 11
UFRJ: Auditório Pedro Calmon
UFRGS (27): Salão Festas Reitoria
UFRGS (28): Auditório da Economia
CEFET-MG: Auditório Campus 1
UNB: Anfiteatro 9/ICC-Norte
Promoção: Revista Margem Esquerda e CENEDIC-USP
Comissão Organizadora: Emir Sader, Ivana Jinkings, Maria Orlanda Pinassi, Ricardo Antunes, Rodrigo Nobile e Ruy Braga; Informação e contato: Ruy Marques (seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br)
De 18/8 a 1/9 de 2009
USP, UERJ, UFRJ, UFRGS, CUFSA, UNESP, UNICAMP, CEFET-MG e UNB
O III Seminário Internacional Margem Esquerda tem por tema a obra de István Mészáros. Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação. Alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior ajudam a construir sua trajetória de reflexão e de lutas, sob o legado marxista. Esperamos que o seminário, para além da análise e do balanço da obra de grandes autores clássicos e contemporâneos, abra novos caminhos e perspectivas. Convidamos todos a participarem desta construção.
Acompanhe a programação no blog da Boitempo - www.boitempoeditorial.wordpress.com
Mais informações pelo email seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br
Programação completa
USP (São Paulo) - Auditório da História (FFLCH)
18/8, terça-feira
14h: O poder da ideologia
Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Virginia Fontes e Wolfgang Leo Maar
19h: Trabalho e alienação
Giovanni Alves, Jesus Ranieri, Ricardo Antunes e Ruy Braga
19/8, quarta-feira
14h: Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários
Antonino Infranca, Emir Sader, Maria Orlanda Pinassi e Ricardo Musse
19h: Para além do capital - a crise estrutural do capital
Edmilson Costa, François Chesnais, Jorge Beinstein e Leda Paulani
20/8, quinta-feira
14h: Para além do capital - lógica destrutiva e questão ambiental
Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h: Educação e socialismo
Afrânio Mendes Catani, Décio Saes, Isabel Rauber e Roberto Leher
21/8, sexta-feira
14h: Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina
Aldo Casas, Francisco de Oliveira, Gilmar Mauro e Lúcio Flávio de Almeida
19h: CONFERÊNCIA - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedidO por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UNESP (Araraquara) - Anfiteatro B
24/8, segunda-feira
19h30: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Gilmar Mauro e Maria Orlanda Pinassi
UNICAMP (Campinas) - Auditório I (IFCH)
25/8, terça-feira
14h: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Caio Navarro de Toledo, Plínio de Arruda Sampaio Jr. e Ricardo Antunes
CUFSA (Santo André) - Auditório do Colégio da FSA
26/8, quarta-feira
19h30: Crise do capital e perspectivas do trabalho
Antonio Rago Filho, Everaldo de Oliveira Andrade, Livia Cotrim, Miguel Vedda
UERJ (Rio de Janeiro) - Auditório 11
25/8, terça-feira
18h: A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto
UFRJ (Rio de Janeiro) - Auditório Pedro Calmon
26/8, quarta-feira
17h30: Perspectiva do socialismo hoje
Carlos Nelson Coutinho, Jorge Giordani e José Paulo Netto
19h30: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UFRGS (Porto Alegre)
27/8, quinta-feira (Salão de festas da reitoria)
18h: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Jorge Giordani
28/8, sexta-feira (Auditório da Faculdade de Economia)
14h: A transição para além do capital em Mészáros
Carla Ferreira, Jorge Giordani e Nildo Ouriques
CEFET-MG (Belo Horizonte) - Auditório do Campus 1
27/8, quinta-feira
15h: Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho
Ester Vaisman, Milney Chasin, Nicolas Tertulian e Rodrigo Dantas
UNB (Brasília) - Anfiteatro 09/ICC-Norte
1/9, terça-feira
15h: A crise estrutural do capital e o desafio do socialismo no século XXI
Gilson Dantas, Rodrigo Dantas e Valério Arcary
Todas as atividades terão ENTRADA LIVRE e serão gratuitas. Informações sobre certificados em
boitempoeditorial.wordpress.com
LOCAIS DAS MESAS
USP: Anfiteatro da História - FFLCH
UNESP: Anfiteatro B
UNICAMP: Auditório I - IFCH
CUFSA: Auditório do Colégio
UERJ: Auditório 11
UFRJ: Auditório Pedro Calmon
UFRGS (27): Salão Festas Reitoria
UFRGS (28): Auditório da Economia
CEFET-MG: Auditório Campus 1
UNB: Anfiteatro 9/ICC-Norte
Promoção: Revista Margem Esquerda e CENEDIC-USP
Comissão Organizadora: Emir Sader, Ivana Jinkings, Maria Orlanda Pinassi, Ricardo Antunes, Rodrigo Nobile e Ruy Braga; Informação e contato: Ruy Marques (seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br)
sábado, 27 de junho de 2009
István Mészáros é ganhador do Prêmio Libertador al Pensamiento Crítico
Caracas, 25 Jun. - Con sua obra El desafío y la carga del tiempo histórico. El socialismo en el siglo XXI, o húngaro István Mészáros, considerado um dos principais pensadores marxistas da atualidade, resultou na quinta-feira 25 como ganhador do Premio Libertador al Pensamiento Crítico 2008.
István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex (Inglaterra), pensador radical, discípulo e colaborador do filósofo Georg Lukács, com quem trabalhou na Universidade de Budapest de 1954 até a repressão soviética em 1956. Assim mesmo, Mészáros é profundo conhecedor da longa tradição dos estudos marxistas e autor de obras clássicas como A teoria da alienação e O poder da ideología. Sua obra de maior envergadura e densidade é o estudo Para além do capital, publicado no Brasil no ano 2002.
Com sua obra El desafío y la carga del tiempo histórico. El socialismo en el siglo XXI, o húngaro István Mészáros, considerado um dos principais pensadores marxistas da actualidad, resulou esta quinta-feira como gahnador do Premio Libertador al Pensamiento Crítico 2008.
A decisão foi anunciada no hotel Alba Caracas, pelo júri conformado pelo ganhador da terceira edição, Renán Vega Cantor (Colombia), o economista e investigador Theotonio Dos Santos (Brasil), o sociólogo Bernard Duterme (Bélgica), e os escritores Judith Valencia e Juan Antonio Calzadilla (Venezuela).
A quarta edição deste prêmio, cuja convocação reuniu mais de uma centena de obras concorrentes, entregará ao ganhador 150 mil dólares, um trofeu, um certificado e a publicação de sua obra por parte do Ministerio del Poder Popular para la Cultura del Venezuela.
István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex (Inglaterra), pensador radical, discípulo e colaborador do filósofo Georg Lukács, com quem trabalhou na Universidade de Budapest de 1954 até a repressão soviética em 1956. Assim mesmo, Mészáros é profundo conhecedor da longa tradição dos estudos marxistas e autor de obras clássicas como A teoria da alienação e O poder da ideología. Sua obra de maior envergadura e densidade é o estudo Para além do capital, publicado no Brasil no ano 2002.
Com sua obra El desafío y la carga del tiempo histórico. El socialismo en el siglo XXI, o húngaro István Mészáros, considerado um dos principais pensadores marxistas da actualidad, resulou esta quinta-feira como gahnador do Premio Libertador al Pensamiento Crítico 2008.
A decisão foi anunciada no hotel Alba Caracas, pelo júri conformado pelo ganhador da terceira edição, Renán Vega Cantor (Colombia), o economista e investigador Theotonio Dos Santos (Brasil), o sociólogo Bernard Duterme (Bélgica), e os escritores Judith Valencia e Juan Antonio Calzadilla (Venezuela).A quarta edição deste prêmio, cuja convocação reuniu mais de uma centena de obras concorrentes, entregará ao ganhador 150 mil dólares, um trofeu, um certificado e a publicação de sua obra por parte do Ministerio del Poder Popular para la Cultura del Venezuela.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Teoria da Crise no Marxismo (9) - As causas e os efeitos da crise
CAPÍTULO 9
AS CAUSAS E OS EFEITOS DA CRISE
A teoria marxiana do valor-trabalho penetra profundamente na essência do problema da oferta e da procura, explicando o motivo da superprodução e crise do capitalismo. Estuda até que ponto a oferta depende do trabalho social abstrato utilizado para produzir a mercadoria, como a procura depende da distribuição da propriedade dos meios de produção na sociedade, como esta relação conduz à divisão do trabalho social nos vários setores da produção, etc. As relações de mercado dependem das relações de produção.
A lei do valor tem um significado central para a economia marxista. A lei do valor é a lei econômica fundamental do capitalismo. Sendo que não determina um aspecto isolado ou alguns processos isolados do desenvolvimento da produção capitalista, mas todos os aspectos e todos os processos mais importantes desse desenvolvimento; portanto, determina a fundo a produção capitalista, sua essência. A lei do valor é a lei econômica da produção de mercadoria, segundo a qual a troca de mercadorias se efetua de acordo com a quantidade de trabalho socialmente necessário empregado em sua produção. O valor de uma mercadoria é uma categoria social; não é visto, mas é sentido sempre que se troca uma mercadoria.
Valor é uma relação entre duas pessoas, uma relação disfarçada como relação entre coisas. O valor nesse sentido é a síntese transformada das relações de produção na sociedade baseada na produção mercantil. O valor é o trabalho social dos produtores de mercadorias, corporificado na mercadoria. O termo "corporificado" sublinha o fato que o trabalho está incluído na mercadoria, tomou a forma de mercadoria. As proporções em que se permutam as mercadorias servem como a forma de expressão do valor; mostram que a mesma soma de trabalho foi gasta nas mercadorias trocadas, que elas são idênticas em valor, ou melhor, que tendem ou que procuram a tender.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Ciclos econômicos e papel da política: "ondas longas" ou regulação pela lei do valor e direção do desenvolvimento.
Por Almir Cezar Filho
Marx e Engels, assim como Lênin e Trotsky sempre mostraram a inter-relação causa-efeito-causa entre os fenômenos econômicos e políticos. Kondratiev, em sua teoria das “ondas longas” [1], apesar de partir acertadamente de Marx e Engels, de temas como os ciclos econômicos, a relação entre a luta de classes e os movimentos do capital, o recrudescimento dessa luta em momentos de crise, porém conclui, considerando equivocadamente, os fenômenos políticos como mero sintoma ou reflexo do ciclo econômico. Marx não fala da fase de crise como um momento de perturbação do "equilíbrio" do Capitalismo, mas como momentos da dinâmica desse sistema; componente obrigatório do processo temporal de acumulação.
Não há uma oposição entre equilíbrio e desequilíbrio, entre momentos sucessivos de equilíbrio e desequilíbrio. Mas há sim a ideia de dinâmica regular ou normal (na perspectiva de auto e retro-acumulação do capital), sendo que periodicamente adicionados por momentos de crise da acumulação e da necessidade de destruição do capital excedentário, que permitirá quando superados a própria retomada da trajetória de acumulação. Isto é, momentos que a dinâmica se torna irregular e/ou instável. Com esta abordagem, há um sentido lógico na dialética da acumulação ao ciclo, que é ignorado por Kondratiev.
Embora Kondratiev parta da ideia acertada que o ciclo econômico tem determinações endógenas, a partir do próprio processo de acumulação do capital, confunde-se, estendendo tal abordagem ao desenvolvimento capitalista no longo prazo, onde esse sim, os fenômenos extra-econômicos, principalmente os políticos, especialmente o Estado, atuam determinando a dinâmica do desenvolvimento, como uma espécie de "direção", tal como Engels diria.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Com a crise, cadê o Fukuyama? Marx vs. Hegel e o fim da História
por Almir Cezar Filho
A crise econômica, junto com os ataques as Torres Gêmeas ( talvez até mais do que elas), mostrou que a História não havia acabado, como proclamou Francis Fukuyama.
Muito pelo contrário, a História humana segue seu rumo (não se sabe em que direção), mas sabe-se que cada vez mais desembestada. O triunfo do neoliberalismo e o advento da globalização acelerados pelo fim da URSS , queda do Muro de Berlim e débâcle do Estado de Bem-estar social podem ter engano alguns ou sido usados como pretexto para defender essa sandice.
Fukuyama, esse moderno profeta liberal, nada tem de moderno. O triunfo do modo de vida burguês, pautado pelo seu Estado liberal e constitucional-parlamentar a mais de um século e meio foi celebrado como egresso no apogeu humano. Numa nova Era de Ouro. Que permitiria que a humanidade sem conflitos internos pudesse exercer suas potencialidades criativas e produtivas pela re-integração dos indivíduos uns com os outros, isto é, pelo fim da alienação, da incapacidade de perceber no outro um ser humano igual a si.
Fukuyama repetiu, ou melhor, apenas atualizar e recontextualizou o pensamento do filosofo alemão Hegel. Acrescentou a importância do livre mercado para a liberdade e manutenção do Estado Democrático. O fim da ex-URSS permitiu a unificação do mercado do mundo, consolidando o livre mercado, com a contribuição da internacionalização do capital e o fim do welfare state.
Hegel, foi um filosofo amado e odiado mesmo em seu tempo, é conterrâneo de outro filosofo que também suscita opiniões apaixonadas, Karl Marx, que por sinal, retirou-lhe a seu jeito muitas e preciosas idéias. Marx é mais completo que Hegel, e se tivesse sido adotado por Fukuyama, teria evitado que mancada mantido o Estado e o mercado entraríamos no fim da História. Veria ao contrário, se ambos reforçados, estaríamos num momento de intensificação dos movimentos, da dinâmica da própria História.
Idealismo x Materialismo
Anteriormente à Marx, Hegel elevou o Idealismo alemão ao seu ápice. Já Marx, através da sua teoria social do Materialismo Histórico e Dialético - cujos pressupostos estão contidos na obra A Ideologia Alemã - explica a realidade sob esse ponto de vista, tendo como ponto de partida as ações concretas dos indivíduos humanos historicamente determinados.
O idealista busca explicar a realidade através das idéias (como se estas determinassem aquelas); os materialistas vão em sentido oposto.
Há um dito que estabelece bem a relação entre Hegel e Marx: "Marx colocou Hegel de pernas para o ar" .
Diferenças quanto ao fim da alienação
Hegel não trabalhava com a Economia Política, que tem origem com os franceses mas teve seu ápice com os britânicos quase que simultaneamente a seu tempo.Hegel achava que o apogeu na sociedade humana encontrava-se no Estado, especialmente com o triunfo do Estado Burguês. Era o Estado que evitaria a alienação. Marx, começa seu pensamento negando Hegel, e em seguida negando a Economia Política Clássica inglesa.Para Marx, o Estado é instrumento de manutenção e realização da alienação. Somente sua supressão garantirá o homem integral (que plenamente gozará de suas potencialidades) ao re-identificar no outro seu semelhante e com este relacionar-se e pproduzir de maneira associada. O Estado impedi isso, media as relações humanas. Serve de instrumento de alienação. Alienação a serviço da dominação de um grupo social sobre o conjunto da sociedade.
A Economia Política clássica, inglesa, embora não falasse em alienação, afirmava que o mercado livre capitalista seria sim o instrumento de re-integração dos indivíduos, que seriam produtores atomizados, separados pela propriedade privadae pela divisão do trabalho. Contudo a propriedade privada e a divisão do trabalho garantiriam aumento da produtividade e busca racional pelo lucro.
Pelo egoísmo particular garatiria-se riqueza coletiva através do mercado.Marx critica dizendo que o mercado é espaço social não de integração mas de alienação, onde os homens se relacionam meramente através das mercadorias, ignorando-se mutuamente. Não há relacionamento entre sujeitos mas entre objetos. Fetichizando um objeto. E através da troca de mercadorias permite-se que alguns possam explorar a maioria, pois a minoria exploradora tem acesso desigual as propriedades privadas que são meios de produção, assegurando-as participação maior nos frutos do trabalho.
Contudo, através da alienação os indivíduos encaram isso com naturalidade.Somente a abolição da mercadoria, tal qual do Estado, permitiria o fim da alienação.
As condições para o fim da História
Marx também como Hegel acreditava que a História humana também podia acabar, mas não de acordo com que entendia Hegel.
Tanto poderia acabar como hoje os ativistas anti-guerras e ecologistas protestam, pela auto-destruição da humanidade por transformar as condições de vida humana em incompatíveis. Como por outro meio, pela ação consciente dos indivíduos produtores e associados, que em reação aos danos que o capitalismo proporcionam se organizariam para enfrentá-lo construindo uma nova sociedade onde a produção fosse coletiva e planejada.
Nessa nova sociedade haveria a abolição justamente daquilo que Hegel concluíra ser a condição sine qua non para combater a alienação, e ao contrário, Marx, concluíra que era sua manifestação moderna, o Estado burguês. O Estado agrega os indivíduos mas para oprimi-los a serviço de uma minoria que se beneficia disso para explorar a maioria.
Marx é mais completo que Hegel, e se tivesse sido adotado por Fukuyama, teria evitado essa mancada. Marx vê no mercado capitalista, na mercadoria e no capital, instrumentos que complementam o Estado na alienação. O Estado seria enquanto principal meio de alienação instrumento para através disso permitir que a mercadoria meio de produção (o capital), em posse de poucos (os capitalistas, também chamados burgueses), pudessem explorar a maioria de indivíduos que não têm essa mercadoria capital, enquanto que também os vende as demais mercadorias para o consumo.
Atualidade de Fukuyama
Nessa lógica interna, haverá sempre homens dispostos a querer possuir mais poder e riqueza, e outros dispostos a não se submeter e entregar. Ou que a ganância supera a próprio limite de gerar riqueza: as crises.
Esses movimentos das relações entre os homens constituem a História. Se a História não acaba, segue seu curso. Se o Estado e o mercado continuam segue-se a exploração do homem pelo homem e a alienação. Continuamos viver segundo os conflitos, as lutas, as convulsões e as crises.
Marx nunca foi tão atual, muito mais do que Hegel.
A crise econômica, junto com os ataques as Torres Gêmeas ( talvez até mais do que elas), mostrou que a História não havia acabado, como proclamou Francis Fukuyama.
Muito pelo contrário, a História humana segue seu rumo (não se sabe em que direção), mas sabe-se que cada vez mais desembestada. O triunfo do neoliberalismo e o advento da globalização acelerados pelo fim da URSS , queda do Muro de Berlim e débâcle do Estado de Bem-estar social podem ter engano alguns ou sido usados como pretexto para defender essa sandice.
Fukuyama, esse moderno profeta liberal, nada tem de moderno. O triunfo do modo de vida burguês, pautado pelo seu Estado liberal e constitucional-parlamentar a mais de um século e meio foi celebrado como egresso no apogeu humano. Numa nova Era de Ouro. Que permitiria que a humanidade sem conflitos internos pudesse exercer suas potencialidades criativas e produtivas pela re-integração dos indivíduos uns com os outros, isto é, pelo fim da alienação, da incapacidade de perceber no outro um ser humano igual a si.
Fukuyama repetiu, ou melhor, apenas atualizar e recontextualizou o pensamento do filosofo alemão Hegel. Acrescentou a importância do livre mercado para a liberdade e manutenção do Estado Democrático. O fim da ex-URSS permitiu a unificação do mercado do mundo, consolidando o livre mercado, com a contribuição da internacionalização do capital e o fim do welfare state.
Hegel, foi um filosofo amado e odiado mesmo em seu tempo, é conterrâneo de outro filosofo que também suscita opiniões apaixonadas, Karl Marx, que por sinal, retirou-lhe a seu jeito muitas e preciosas idéias. Marx é mais completo que Hegel, e se tivesse sido adotado por Fukuyama, teria evitado que mancada mantido o Estado e o mercado entraríamos no fim da História. Veria ao contrário, se ambos reforçados, estaríamos num momento de intensificação dos movimentos, da dinâmica da própria História.
Idealismo x Materialismo
Anteriormente à Marx, Hegel elevou o Idealismo alemão ao seu ápice. Já Marx, através da sua teoria social do Materialismo Histórico e Dialético - cujos pressupostos estão contidos na obra A Ideologia Alemã - explica a realidade sob esse ponto de vista, tendo como ponto de partida as ações concretas dos indivíduos humanos historicamente determinados.
O idealista busca explicar a realidade através das idéias (como se estas determinassem aquelas); os materialistas vão em sentido oposto.
Há um dito que estabelece bem a relação entre Hegel e Marx: "Marx colocou Hegel de pernas para o ar" .
Diferenças quanto ao fim da alienação
Hegel não trabalhava com a Economia Política, que tem origem com os franceses mas teve seu ápice com os britânicos quase que simultaneamente a seu tempo.Hegel achava que o apogeu na sociedade humana encontrava-se no Estado, especialmente com o triunfo do Estado Burguês. Era o Estado que evitaria a alienação. Marx, começa seu pensamento negando Hegel, e em seguida negando a Economia Política Clássica inglesa.Para Marx, o Estado é instrumento de manutenção e realização da alienação. Somente sua supressão garantirá o homem integral (que plenamente gozará de suas potencialidades) ao re-identificar no outro seu semelhante e com este relacionar-se e pproduzir de maneira associada. O Estado impedi isso, media as relações humanas. Serve de instrumento de alienação. Alienação a serviço da dominação de um grupo social sobre o conjunto da sociedade.
A Economia Política clássica, inglesa, embora não falasse em alienação, afirmava que o mercado livre capitalista seria sim o instrumento de re-integração dos indivíduos, que seriam produtores atomizados, separados pela propriedade privadae pela divisão do trabalho. Contudo a propriedade privada e a divisão do trabalho garantiriam aumento da produtividade e busca racional pelo lucro.
Pelo egoísmo particular garatiria-se riqueza coletiva através do mercado.Marx critica dizendo que o mercado é espaço social não de integração mas de alienação, onde os homens se relacionam meramente através das mercadorias, ignorando-se mutuamente. Não há relacionamento entre sujeitos mas entre objetos. Fetichizando um objeto. E através da troca de mercadorias permite-se que alguns possam explorar a maioria, pois a minoria exploradora tem acesso desigual as propriedades privadas que são meios de produção, assegurando-as participação maior nos frutos do trabalho.
Contudo, através da alienação os indivíduos encaram isso com naturalidade.Somente a abolição da mercadoria, tal qual do Estado, permitiria o fim da alienação.
As condições para o fim da História
Marx também como Hegel acreditava que a História humana também podia acabar, mas não de acordo com que entendia Hegel.
Tanto poderia acabar como hoje os ativistas anti-guerras e ecologistas protestam, pela auto-destruição da humanidade por transformar as condições de vida humana em incompatíveis. Como por outro meio, pela ação consciente dos indivíduos produtores e associados, que em reação aos danos que o capitalismo proporcionam se organizariam para enfrentá-lo construindo uma nova sociedade onde a produção fosse coletiva e planejada.
Nessa nova sociedade haveria a abolição justamente daquilo que Hegel concluíra ser a condição sine qua non para combater a alienação, e ao contrário, Marx, concluíra que era sua manifestação moderna, o Estado burguês. O Estado agrega os indivíduos mas para oprimi-los a serviço de uma minoria que se beneficia disso para explorar a maioria.
Marx é mais completo que Hegel, e se tivesse sido adotado por Fukuyama, teria evitado essa mancada. Marx vê no mercado capitalista, na mercadoria e no capital, instrumentos que complementam o Estado na alienação. O Estado seria enquanto principal meio de alienação instrumento para através disso permitir que a mercadoria meio de produção (o capital), em posse de poucos (os capitalistas, também chamados burgueses), pudessem explorar a maioria de indivíduos que não têm essa mercadoria capital, enquanto que também os vende as demais mercadorias para o consumo.
Atualidade de Fukuyama
Nessa lógica interna, haverá sempre homens dispostos a querer possuir mais poder e riqueza, e outros dispostos a não se submeter e entregar. Ou que a ganância supera a próprio limite de gerar riqueza: as crises.
Esses movimentos das relações entre os homens constituem a História. Se a História não acaba, segue seu curso. Se o Estado e o mercado continuam segue-se a exploração do homem pelo homem e a alienação. Continuamos viver segundo os conflitos, as lutas, as convulsões e as crises.
Marx nunca foi tão atual, muito mais do que Hegel.
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