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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

BREXIT: sobre a saída do Reino Unido da União Europeia

RETRÔ 📻 Até o final de janeiro o programa Economia É Fácil está em recesso, mas não perca a reprise de uma edição  antiga do seu espaço de economia na sua linguagem e analisadas pela ótica dos trabalhadores. 
🎙️ Com o economista Almir Cezar Filho.
📢 O tema desta edição é… Brexit: vence o SIM pela saída do Reino Unido da União Europeia. O que há por trás? Quais as consequências?
⏳ Aproveite e acompanhe uma edição RETRÔ do antigo quadro Economia É Fácil (2016) que ia ao ar no programa semanal Censura Livre originalmente na Rádio Difusora Aliança FM (S. Gonçalo/RJ).


ATENÇÃO!: Esta edição é originalmente de 2016. Porém como poderão ouvir/ver se não tudo, muito já se confirmou deste então.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sob ordens de Merkel e Sarkozy, Europa opta pelo abismo, enquanto Cameron apóia a City

Sob ordens de Merkel e Sarkozy, Alemanha e França se apropriam da soberania de 22 países da União Européia, enquadram o bloco, para aprofundar aperto e salvar bancos. É o imperialismo franco-alemão em curso. A resistência vem do outro lado do Canal da Mancha: Reino Unido não aceita qualquer taxação sobre movimentação de capitais. Na verdade, Cameron apóia a City e se afasta da UE. Em suma, ambos os lados não optaram pelos trabalhadores e sim seus banqueiros e rentistas.

 Europa opta pelo abismo
Monitor Mercantil, 09/12/2011 

Vinte e quatro dos 27 chefes de Estado e de Governo da União Européia (UE) anunciaram nesta sexta-feira em Bruxelas, na Bélgica, novo acordo que exigirá dos países da Zona do Euro um aprofundamento das medidas de cortes de gastos públicos, empurrando a região uma dura recessão. Na prática, o acordo significa a transferência da soberania dos demais países para a Alemanha e os burocratas da UE. 

domingo, 26 de junho de 2011

Crise se espalha em uma Europa refém do "mercado"

Crise se espalha em uma Europa refém do "mercado", depois da Irlanda, Grécia e Portugal, a Itália e Bélgica são os próximos na mira dos especuladores. As agências de classificação de risco além de rebaixar também os títulos da Grã-Bretanha e EUA, já veem amplos sinais de deteriorização da situação fiscal. A crise mundial cada vez mais ameaça os Estados centrais do Capitalismo.

Itália na mira dos especuladores
Monitor Mercantil, 24/06/2011

A Itália esteve sob fogo cerrado da especulação nesta sexta-feira. As negociações na Bolsa italiana com ações de bancos, como o UniCredit e o Intesa Sanpaolo, foram temporariamente suspensas, depois de uma queda de mais de 5%.

O motivo citado foi a decisão da agência de classificação Moody"s colocar, na quinta-feira, em revisão para possível rebaixamento o rating de dívida de longo prazo e de depósito de 16 bancos italianos. A agência norte-americana - que, como suas co-irmãs, recebeu severas críticas por falhar na crise de 2008 - também ameaça reduzir a classificação de longo prazo de duas instituições financeiras relacionadas ao governo.

A Moody"s alterou de estável para negativa a perspectiva para a dívida de longo prazo e dos ratings de depósito de outros 13 bancos italianos. A alegação é a possível redução do rating soberano da Itália, colocado em revisão em 17 de junho.

"Diante do difícil cenário econômico atual, a probabilidade de os governos europeus, incluindo o italiano, de dar suporte aos bancos domésticos é menor agora do que anteriormente", disse o analista da Moody"s, Henry MacNevin, a agências de notícias internacionais.

Itália, e também a Bélgica, encontram-se na mira dos especuladores após o presidente da Zona do Euro, Jean-Claude Juncker, ter dito à imprensa européia que "a falência da Grécia poderia ser disseminada a Portugal e Irlanda, mas, também, a Itália e Bélgica, por causa das elevadas dívidas públicas de ambos e, aliás, antes da Espanha".

Há um mês, uma outra agência internacional de rating - a Standard & Poor"s - havia anunciado que estava estudando a reavaliação para baixo da nota italiana. Após a retomada da negociação na Bolsa italiana, as ações do UniCredit fecharam a sexta-feira em queda de 5,3% e as do Intesa cederam 5%.

As principais bolsas européias fecharam em território negativo, conduzidas pelas ações do setor bancário que ficaram sob pressão após a suspensão temporária das negociações dos papéis de duas instituições de crédito italianas.

Rating do Piigs
Marcos Oliveira e Sergio Souto, 22/06/2011


Acrescente-se ao longo prontuário das agências de classificação de risco que, com a crise da dívida levando à deterioração das dívidas dos países do Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, na sigla em inglês), a Moody"s continua a considerar a Itália grau de investimento pleno. A Moody"s é uma das integrantes das três irmãs que formam o cartel de avaliação de rating, o mesmo que, às vésperas do estouro da crise de 2008, distribuía a nota máxima, AAA, a empresas que poucos dias depois só não foram à breca porque foram salvas por dinheiro do contribuinte.

China abre o olho
Diferentemente da leniência demonstrado pelo cartel em relação ao rating dos integrantes do G7, a agência congênere chinesa Dagong Global Credit Rating Co Ltd rebaixou, no fim do mês passado, a classificação dos títulos emitidos pelo Reino Unido, de AA- para o de A+, com perspectiva negativa. A Dagong justificou a decisão, apontando a deterioração da capacidade de o país manter o pagamento da sua dívida pública: "O rebaixamento reflete a situação real da capacidade deteriorada de rolagem do Reino Unido e a dificuldade na melhoria do perfil da divida externa a longo prazo", afirma a agência chinesa.

Deterioração
Segundo a Dagong, ano passado, o déficit público do Reino Unido atingiu 9,8 % do PIB do país e a relação dívida/PIB avançou a 78,7%. A exemplo de outros países europeus, a principal causa da disparada do déficit deve-se aos bilhões de libras gastos para salvar o setor financeiro britânico. Em novembro, a agência já rebaixara, de AA para A+, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, também com tendência negativa, apontando como causa a deterioração da capacidade de rolagem da dívida e "o drástico declínio da intenção de adimplir por parte do governo norte-americano".

"A visão realista da Dagong Global sobre a real situação macroeconômica dos EUA e do Reino Unido reflete uma percepção acadêmica hoje reconhecida internacionalmente e onerará o refinanciamento da dívida externa destes países", prevê o advogado Durval de Noronha Goyos Jr., árbitro do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) e professor de direito do comércio internacional.