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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Segurança à Beira do Abismo: Um Flagelo que Cruza Partidos e Governos | podcast ECONOMIA É FÁCIL


📻 Nesta segunda-feira 04/09 a partir das 18h mais uma edição ao vivo e inédita do programa Economia É Fácil na Web Rádio Censura Livre, tratando dos temas de economia e conjuntura mais importante dos últimos dias com linguagem fácil e na perspectiva dos trabalhadores.
💣Neste episódio do "Economia É Fácil", abordamos a crescente onda de violência na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro nas últimas semanas. Nossa discussão se aprofunda nas causas e consequências desse cenário, abrangendo a influência de facções criminosas e a truculência policial. Também questionamos a falta de abordagens progressistas para resolver esse problema e destacamos a urgência de uma política nacional de segurança pública. Junte-se a nós para uma análise crítica dessa crise de segurança, sua relação com o movimento negro e os desafios que o Brasil enfrenta na busca por soluções eficazes.
🎙️Apresentação do economista Almir Cezar Filho
🎤 Convidado: Cyro Garcia, historiador e professor de Direito
📰 Uma produção da Agência de Notícias Alternativas-ANOTA para a Rádio Censura Livre.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Como fugir de uma ceia de Natal mais cara em 2013

por Almir Cezar, de Brasília
para o site da ANOTA

A ceia deste Natal do brasileiro vai ficar mais cara, em média vai ficar 8,10% mais cara do que em 2012, segundo a pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). E ainda, o preço da ceia de Natal varia até 132%  - no interior ainda chega a ser maior, 182% apurou a Fundação Procon-SP, fenômeno que se reflete por todo o Brasil. Então as famílias precisam levar em consideração a grande variação e o forte aumento nos preços dos itens na hora de escolherem qual será o prato principal da ceia de Natal.

Os levantamentos consideraram itens que devem fazer parte das compras de Natal: arroz branco, batata inglesa, cebola, couve mineira, frutas, farinha de trigo, frango inteiro, ovo, frango especial, lombinho suíno, pernil suíno, bacalhau, azeite de oliva, óleo de soja, maionese, azeitona em conserva, azeitona em conserva a granel e vinho.

domingo, 16 de junho de 2013

Falência do transporte: tarifas 2,2 vezes maior que a inflação e pior avaliação desde 1987

Infográfico: Folha de São Paulo (16/03/2013)
No país, ao menos dez grandes cidades já tiveram protestos de rua ou embates por causa do aumento das tarifas neste ano. Tarifa de ônibus subiu 2,2 vezes acima do IPCA, se fosse corrigida pela inflação do real, passagem de ônibus em São Paulo custaria R$2,16. Alto preço e péssima qualidade, a avaliação do transporte público de SP é a pior desde 87, diz Datafolha,  e os ônibus são o meio de transporte com pior avaliação - recebe 54% de ruim ou péssimo, apesar de ser o meio utilizado com maior frequência na cidade.

As manifestações, partidas de lideranças estudantis, mas que ganharam força espontaneamente pelas redes sociais, porém, duramente reprimido pela PM, não são apenas para impedir o reajuste das passagens de ônibus. Denunciam também a promiscuidade entre o poder público e as empresas, que são financiadoras de campanhas políticas, e também mostrar que o passe livre não é uma utopia, pois o transporte é obrigação do Estado e não um direito de poucos.

Nos países desenvolvidos, o transporte público é subsidiado e, no Brasil, a Lei da Mobilidade Urbana já prevê subsídios para o setor.  Por sua vez, em Goiânia e em Porto Alegre, em meio aos protestos e questionamentos, a Justiça acabou determinando que as tarifas voltassem ao valor pré-reajuste.

Desde o Plano Real, em julho de 1994, os preços dos transportes têm sido reajustados acima da média da inflação. Entre 1994 e 2013, a inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) totaliza 332%. Já o reajuste das passagens no mesmo período atinge 742%. Quando o Real foi implantada a passagem de ônibus em São Paulo custava R$ 0,50 e hoje estaria em R$ 2,16, se fosse reajustada pelo IPCA, e não R$ 3,20, valor em vigor este mês.

De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans) – empresa municipal responsável pelo setor – os paulistanos gastaram em 2012 R$ 4,51 bilhões com as tarifas de ônibus municipais, valor superior ao PIB de cidades médias do Interior do estado, como Araçatuba ou Marília. Já o subsídio oferecido às empresas chegou a R$ 1,250 bilhão ano passado. Em 2012, foram desembolsados R$ 953 milhões pela Prefeitura da capital paulista.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Alckmin e Haddad aumentam ataques e trabalhadores respondem com greves e manifestações

Nota da CSP-Conlutas/SP: Alckmin e Haddad aumentam ataques e trabalhadores respondem com greves e manifestações

Nota da CSP-Conlutas/SP: 

Alckmin e Haddad aumentam ataques e trabalhadores respondem com greves e manifestações

Nesta quinta-feira (13) a cidade de São Paulo deverá ser agitada novamente pelas manifestações populares e greves de trabalhadores de um lado e a polícia de outro. A política do governo Alckmin é de reprimir com violência as manifestações e a imprensa divulga imagens com manipulação das informações, afirmando que a cidade está sendo destruída [...]

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pobreza relativa cresce com agronegócio em São Paulo


Valor Econômico

O crescimento do agronegócio, frequentemente associado ao aumento da renda e à prosperidade no interior do país, também pode ter relação com o avanço da chamada pobreza relativa (a incapacidade de se viver de acordo com o custo de vida local) e da violência no campo. É o que sugere um estudo divulgado ontem pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que criou um conjunto de 50 mapas intitulado "São Paulo Agrário".

De acordo com a pesquisa, cidades paulistas que experimentaram uma forte expansão da atividade agrícola entre 1990 e 2008 observaram também um aumento da pobreza relativa e o acirramento dos conflitos agrários no período.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Relato sobre a situação dos flagelados de Pinheirinho

Um relato sobre a situação atual dos flagelados da ocupação Pinheirinho gerados pela ação violenta justiça paulista e PSDB, direto de São José dos Campos. Como poderão ler, o único ganhador foi o Naji Nahas. Os "desocupados" estão sem nenhuma assistência prometida, inclusive impedidos de receber ajuda dos movimentos sociais e mantidos em alojamentos isolados, à semelhança de "campos de concentração".

Bom dia companheirada,

Venho aqui compartilhar um pouquinho do que vi e vivi no Pinheirinho. É um relato bem superficial, de quem não esteve presente nos trabalhos de base ou nos grandes acontecimentos, mas foi hoje buscar uma forma de ajudar e participar desta luta. Estive nos alojamentos e pude ver que a situação está bem precária:

- Todos falam baixinho sobre a morte da tal menina, de 4 anos, que eles viram ser morta pela Polícia. Quando chegam com uma câmera perto, ninguém fala mais nada sobre o assunto. Dizem que outras seis pessoas também podem ter morrido, pois não estão listadas entre feridos e, misteriosamente, não estão em nenhum hospital da área do Vale do Paraíba (São José, Taubaté, Jacareí, etc). Dizem que os mortos foram levados para São Paulo, e lá foram enterrados como indigentes, não sendo consideradas baixas de uma guerra suja. A incipiente equipe de comunicação ainda busca formas de encontrar as pessoas e divulgar ao mundo o massacre.

- O clima é de tensão na região. Passei pela área onde a Polícia havia montado a barreira, e lá ainda se parece com uma zona de guerra: vidros no chão, marcas dos carros queimados, alguns cartuchos de balas de borracha e uma população amedrontada nas redondezas (Vale do Sol, Jardim Morumbi, Campão e etc)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mistério: Como Pinheirinho acabou nas mãos de Naji

Fica as seguintes perguntas:
1- como e quando Nahas adquiriu o terreno? (essa a pergunta mais interessante)
2- quem são afinal de contas os "credores" da massa falida da tal Selecta(segundo a própria imprensa parece ser os governos federal, estadual e municipal)?
3- por que tanta pressa na desocupação?
4- a execução fiscal do terreno - se deve IPTU por que também não andou na justiça e na prefeitura?
5- por que a Prefeitura, Estado e União nunca declararam interesse social em desapropriar o terreno?

Pinheirinho já foi palco de chacina na década de 1960, dizem historiadores

Família de alemães vivia no local e foi morta por criminosos, contam.
Terreno passa por ação de reintegração de posse desde domingo.

Rafael Sampaio e Juliana Cardilli | 
 G1


Terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos, que passa por reintegração de posse desde domingo (22) (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Área do Pinheirinho, em São José dos Campos, que passa por
 reintegração de posse desde domingo (22) (Foto: Juliana Cardilli/G1)


A região do Pinheirinho, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, foi palco de uma chacina na década de 1960, segundo historiadores e urbanistas especializados na história da cidade ouvidos pelo G1. Criminosos assassinaram uma família de alemães que vivia na mesma área que é alvo de uma reintegração de posse realizada pela Polícia Militar a mando da Justiça desde domingo (22).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As duas faces da Justiça, Pinheiros e Pinheirinho

Pinheiros e Pinheirinho
Por Walter Hupsel | On The Rocks

Há um prédio na Marginal Pinheiros, São Paulo, que é simbólico do que ocorre no Brasil. A começar pela sua fachada, um neoclássico pastiche que junta Miami com Copacabana num pesadelo que faria Jackson do Pandeiro mudar a letra de sua mais famosa música.

A fachada não basta para metáfora. Ele tem também "penthouse" (pois é fino "penthouse"), gigantesca, faustuosa, imponente, avistada de quase qualquer ponto da Marginal, como quem diz: "estou aqui em cima, longe de vocês, acima de vocês".

Mas ainda há mais: o prédio está embargado, sem moradores, porque a construtora ignorou solenemente as leis de construção da área e fez um prédio bem maior que o permitido (talvez até pela "penthouse"), e ele fica na rota de alguns aviões para o aeroporto de Congonhas, e põe vidas em risco.

Mesmo assim, sabendo disso, a construtora aumentou sua altura além do permitido, na base do "agora que já ta aí, deixa".

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Brasília contra o massacre de Pinheirinho

Vídeoclipe com imagens do ato dos movimentos sociais e entidades de esquerda do Distrito Federal em solidariedade aos moradores da ocupação Pinheirinho, município de São José dos Campos, Estado de São Paulo, e em repúdio a ação violenta da Polícia Militar, governador Geraldo Alckimin e Justiça Estadual.

Concentração e ato em frente ao Congresso Nacional e marcha na Esplanada dos Ministérios até a Praça dos Três Poderes.

Manhã de 23 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Nota da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa a respeito da ação policial em Pinheirinho

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, reunida em Porto Alegre nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2012, condena veementemente a brutal ação policial que desocupou a favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. A notícia, que recebemos com consternação, é um choque,por sua ferocidade e covardia que, de acordo com relatos, teriam custados sete mortes.


Infelizmente, contudo, não é uma surpresa. Quem está atento aos fenômenos de transformação do espaço urbano brasileiro nos últimos anos, sabe da violência que caracteriza os processos de exclusão queatingem às comunidades mais pobres, mesmo quando eles não se manifestam pela força física. Pinheirinho é um caso trágico, mas exemplar: um terreno dedicado à especulação imobiliária, que pertence à massa falida de Naji Nahas, notório criminoso financeiro; cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, vivendo no local há oito anos; descaso das autoridades em todos os níveis, mas especialmente a prefeitura, com a regularização e a infraestrutura da área; uma intervenção direta do aparelho estatal (no caso, o governo do Estado de São Paulo) contra a população mais carente e em favor de interesses privados.

Que há por trás da desocupação brutal do Pinheirinho



Será preciso, nas próximas horas, processar todos os dados. Mas ao que tudo indica, acaba de ocorrer, em São José dos Campos, um massacre e algo mais. O desalojamento de centenas de famílias, que constituíram um bairro vivo, num latifúndio urbano (1 milhão de m²) antes reduzido à especulação imobiliária. seria, por si mesmo, um escândalo.


Mas há agravantes. Naji Nahas, que reivindica a “propriedade” do latifúndio, é um especulador condenado, num país em que a justiça tradicionalmente fecha os olhos (e a política institucional corteja…) os corruptores e criminosos de colarinho branco.

Mais: havia uma trégua em curso, acertada por todas as partes, e uma decisão da Justiça Federal mandando suspender a mal-chamada “reintegração de posse”. O caso ganhou notoriedade nacional e internacional há pouca semanas. Cansados de tantas arbitrariedades, alguns membros da ocupação vestiram-se de uniformes de resistência improvisados, numa encenação artística do que pode vir ser o contra-poder popular.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Alckimin, PM e Rede Globo querem agora vincular Pinheirinho ao tráfico de drogas?

por Juzerley Santos

O governador Geraldo Alckmin e o comando da polícia militar paulista, que desde a manhã de hoje vem realizadndo uma violenta desocupação dos moradores do bairro Pinheirinho em São José dos Campos conseguiram agor a à noite um importante aliado – A Rede Globo! Somente agora à noite no programa do Fantástico a emissora do falecido Sr. Roberto Marinho, de tanto serviços prestados a ditadura militar, procurou vincular a situação da ocupação Pinheirinho com a a Cracolândia, mostrando imagens de casa suspeitas de abrigarem tráfico de drogas. 

Ué, mas só hoje a aguerrida PM paulista resolveu dar destaque a este tema? Não vimos em nenhum momento anterior a PM ou o governo colocarem a possível desocupação como questão d esegurança pública? Mas, se existem drogas onde estão os traficantes?

o mega-especular Naji Nahas
Ou será que a PM paulista resolveu se prestar a um papel mentiroso a exemplo da PM fluminense quando plantou um coquetel molotov entre os pertences dos manifestantes presos durante a visita do Obama ao Rio (em março passsado)? Ou será que isto na verdade é mais um dentre as inúmeras tentativas de se buscar criminalizar os moradores de Pinheirinho enquanto a nem a Rede Globo (e a bem da verdade ninguém da chamada grande imprensa) diz qualquer coisa sobre o Naji Nahas. 

Para quem ainda não sabe, Naji Nahas é um mega-especulador, procurado pela polícia de 40 países e que deve quase 15 milhões de reais aos cofres da prefeitura de São José do Campos. Isto mesmo, ele deve milhões à cidade governada pelo senhor Eduardo Cury que vem se recusando sistematicamente a atender as reivindicações dos moradores mesmo com o governo federal se propondo a desapropriar a área por conta da dívida. Mas, quem poderia imaginar que “Rede Globo, Alckmin e Naji Nahhas tem tudo a ver”? 

URGENTE: Sob ordens do Governador do PSDB e desobedecendo a justiça, PM-SP massacra em desocupação de comunidade para entregá-la à doleiro. Solidariedade Já!

por Almir Cezar

Desobedecendo uma decisão judicial do TRF - sob ordens do jagunço do multicondenado doleiro Naji Nahas, o governador  Geraldo Alckimin do PSDB - a PM-SP, com a apoio da polícia civil e da Guarda Municipal, massacram desde às 6h de hoje, domingo (22/01), os trabalhadores moradores de Pinheirinho,  comunidade do município de São José dos Canpos, sob o pretexto de reintegração de posse da área, sabidamente grilada.

A ação é escutada por um juiz estadual, presente inclusive na área, que se recusa a reconhecer uma nova liminar da justiça federal expedita hoje às 11h para suspender a ação, sob a justificativa de "conflito de competências". Esse juiz não por acaso é irmão de um deputado estadual do PSDB.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pinherinho: Moradores festejam suspensão da reintegração de posse, mas Justiça volta atrás


Pinherinho: Moradores festejam suspensão da reintegração de posse, mas Justiça volta atrás

blog Língua Ferina, 18 de janeiro de 2012

Os moradores da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos comemoraram, nesta terça-feira, 17, a suspensão da liminar que garantia a reintegração de posse da área. O que antes era tensão, durante toda a madrugada, se converteu em alegria, depois da confirmação de que a polícia não iria mais agir. 

Mas a dinâmica jurídica reverteu a euforia, outra liminar derrubou a conquista dos moradores e a qualquer momento a Tropa de Choque da Polícia Militar pode invadir o terreno.

Confira abaixo áudio produzido pela Rádio Brasil Atual


        
         

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pra morar: Ocupar e Resistir! Todo apoio ao Pinheirinho!

Umas das maiores ocupações urbanas do país, o Pinheirinho, em São José dos Campos, está ameaçada de sofrer a desocupação por parte da polícia, ordenada pela Prefeitura da cidade.

A Ocupação do Pinheirinho existe há 7 anos e é resultado da ausência de uma política habitacional para a região. Por não possuírem local para morar, as famílias tomaram um terreno que estava inativado, sem nenhum uso há muitos anos, e passaram a viver lá e organizaram um verdadeiro bairro popular.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Kassab e Alckimin militarizam cracolândia para dá-la a especulação imobiliária

por Almir Cezar

baculejo em viciados pela ROTA (tropa de elite da PMSP)
A quatro dias atrás, o ano de 2012 começou com o inicio da operação policial integrada entre o governo do estado e a prefeitura municipal que tenta acabar com cracolândia no centro da cidade de São Paulo através da expulsão dos usuários de drogas e prisões e da demolição de edifícios abandonados. Para a área do centro apelidada de "cracolândia" há anos se anuncia, pelos sucessivos políticos, inúmeros planos de revitalização (Projeto "Nova Luz", etc), contudo ficando apenas nas intenções, e se limitando a medidas que na verdade, apenas consistem em entregá-la a empreendimentos imobiliários, sedentos de novas áreas no centro da cidade.

O que há de fundo na ação da dupla Kassab-Alckimin é "especulação imobiliária”, e não “interesse público” e “bem comum” ao militarizar uma pequena área da centro usada pelos usuários de crack, dispersando-os pela cidade. Prosseguem na velha tradição de nossas elites e políticos de "revitalização como sinônimo de expulsão de pobres de uma região e que "problema social é questão de polícia".  Por fim, a ação na Cracolândia, vem dando poucos resultados concretos, em três dias de operação, não se viu nenhuma atenção especial ao drama dos dependentes de crack. Nada que indique que eles, em vez de ficarem vagando pelas ruas, vão ter um caminho para seguir na vida, com assistência social e tratamento de saúde. Em suma, o que parece é que o plano, na verdade, era simplesmente, recapturar a área para o setor imobiliário, e empurrar os moradores de rua para áreas mais periféricas da cidade.

Operação policial acaba com cracolândia no centro de São Paulo

04/01/2012 - 21h00 | Daniel Mello| Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Depois de dois dias de operação policial na região conhecida como cracolândia, no centro da capital paulista, o tráfico de drogas no local desapareceu. Também foi possível perceber que o número de pessoas fumando crack diminuiu. Esta tarde, a reportagem da Agência Brasil percorreu as ruas antes ocupadas por traficantes e dependentes químicos e localizou apenas um grupo de pouco mais de dez usuários, em uma esquina da Praça Júlio Prestes.
O tenente Flávio Martinez, do 13º Batalhão de Polícia Militar (PM), disse que até o momento os resultados da ação são positivos. “Não tem mais aquela aglomeração tão grande de indivíduos usando entorpecentes”, ressaltou ao fazer um balanço da operação que envolve cem policiais militares, três bases móveis, 12 viaturas, 11 motos, além do apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Desigualdade: Só 5 cidades detêm 1/4 da renda do Brasil

Avenida Paulista, São Paulo - sede de grandes empresas
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009 em que apurou que a renda gerada por apenas cinco municípios brasileiros corresponderam a 25% da renda gerada no país em 2009. Essas cinco cidades são liderados por São Paulo, com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, seguido por Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba e Belo Horizonte (ambos com 1,4%). 

Os cinco municípios com maior renda mantiveram a posição em relação a 2008, e embora detenham 1/4 da geração de renda do país, apenas possuem 12% da população brasileira. Somente a renda de São Paulo equivale a quase o PIB gerado por todo o Nordeste em 2009 (13,5%). Por sua vez, de acordo com a pesquisa, em 2009, 1.302 municípios, que concentravam 3,3% da população, geraram apenas 1% do PIB nacional, com maior predominância nas regiões Nordeste e Norte. Isto mostra que, apesar de vários avanços, o Brasil segue com um padrão de desenvolvimento desigual e concentrador de riqueza. Obviamente, que sem políticas regionais, ou mesmo um outro padrão de desenvolvimento, apesar da "papagaida" neoliberal em contrário, a riqueza continuará concentrada no Sudeste, e algumas de suas cidades.

Cinco municípios brasileiros geraram 25% da renda do país em 2009

14/12/2011 -Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A renda gerada por apenas cinco municípios brasileiros correspondeu a 25% da renda gerada no país em 2009. Eles são liderados por São Paulo, com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, seguido pelo Rio de Janeiro (5,4%), por Brasília (4,1%), Curitiba e Belo Horizonte, ambos com 1,4% cada. Esses cinco municípios com maior renda mantiveram a posição em relação a 2008.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Em Nota CSP-Conlutas apoia a luta dos estudantes da USP contra militarização da Universidade

Nota

CSP-Conlutas apoia a luta dos estudantes da USP contra militarização da Universidade

10/11/2011


A CSP-Conlutas esclarece que apoia a luta dos milhares de estudantes que se levantam contra a repressão inaceitável, imposta no campus da USP pelo reitor João Rodas através da militarização da Universidade. Essa ação é parte da tentativa de destruição da organização sindical e estudantil, se utilizando de processos administrativos, judiciais e inquéritos contra do movimento estudantil e dirigentes e militantes do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

A detenção recentemente dos três estudantes, acusados de portar e usar maconha, no prédio da História e Geografia, foi o que desencadeou a reação de centenas de estudantes e de alguns funcionários que presenciavam o evento.  Aquela situação fez com que se manifestassem diante de uma ação totalmente arbitrária e que se repetia desde a do convênio entre a USP e a PM.

Perseguições, abordagens truculentas, blitzes, extorsão de dinheiro, ameaças e discriminação racial e homofóbica. As práticas imputadas só eram vistas na Universidade na época da Ditadura Militar.

Apoiar essa luta não significa tomar uma posição com relação à maconha como a reitoria, a polícia e a mídia tentam afirmar. Pelo contrário é trazer um debate à sociedade de que não podemos aceitar a militarização das universidades para reprimir e criminalizar as lutas dos trabalhadores e estudantes. Querem dar um caráter de caso de polícia e de drogas. Mas trata-se de militarização, repressão e ataque à democracia.

domingo, 18 de setembro de 2011

Docs "Um dedo de prosa" - sobre a vida em um acampamento e a luta pela terra

O vídeo de hoje são dois da série de documentários "Um dedo de prosa" feito por um coletivo de educadores populares que milita nos assentamentos e acampamentos do MST na região de Campinas está divulgando um trabalho feito num acampamento em Americana com com pessoas do acampamento. Em breve será lançado a terceira parte.  Os dois vídeos estão no Youtube, mas podem ser vistos abaixo. A ideia dos organizadores é divulgá-los para além de círculos de militância/comprometidos com uma luta socialista.

 Um dedo de prosa 1: Seu Pedro, acampado do MST em Americana (ago/2011)



Um dedo de prosa 2: Josefa, Mazé e Larissa, 3 gerações na ocupação do MST em Americana/SP

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O que está por trás do debate sobre desindustrialização do país?



Renato Lobato
de Taubaté (SP) - Opinião Socialista 2/8/2011




• Nas últimas semanas, ganhou fôlego na grande imprensa, jornal do sindicato dos metalúrgicos do ABC e nas declarações de líderes sindicais e empresariais, um debate sobre o perigo das importações da China que supostamente poderá provocar a desindustrialização do Brasil. Seminários foram realizados e as propostas serão levadas ao governo Dilma.

Nos últimos três anos o Brasil aumentou a importação de produtos industrializados, principalmente carros. Ao mesmo tempo, passou a exportar mais produtos primários (minério de ferro, soja, açúcar, carne etc.) do que produtos industrializados. Isso em razão do fato da indústria ter se concentrado no mercado interno, com o incrível aumento do crédito.

Mas nesse debate vemos alguns conceitos estranhos sendo esgrimidos pelos líderes sindicais, como por exemplo, a defesa de uma suposta indústria nacional no setor automobilístico. A Volkswagen do Brasil, a Ford do Brasil, a General Motors do Brasil, a FIAT do Brasil seriam, supostamente, parte dessa “indústria nacional”.