por Almir Cezar
 |
| baculejo em viciados pela ROTA (tropa de elite da PMSP) |
A quatro dias atrás, o ano de 2012 começou com o inicio da operação policial integrada entre o governo do estado e a prefeitura municipal que tenta acabar com cracolândia no centro da cidade de São Paulo através da expulsão dos usuários de drogas e prisões e da demolição de edifícios abandonados. Para a área do centro apelidada de "cracolândia" há anos se anuncia, pelos sucessivos políticos, inúmeros planos de revitalização (Projeto "Nova Luz", etc), contudo ficando apenas nas intenções, e se limitando a medidas que na verdade, apenas consistem em entregá-la a empreendimentos imobiliários, sedentos de novas áreas no centro da cidade.
O que há de fundo na ação da dupla Kassab-Alckimin é "especulação imobiliária”, e não “interesse público” e “bem comum” ao militarizar uma pequena área da centro usada pelos usuários de crack, dispersando-os pela cidade. Prosseguem na velha tradição de nossas elites e políticos de "revitalização como sinônimo de expulsão de pobres de uma região e que "problema social é questão de polícia". Por fim, a ação na Cracolândia, vem dando poucos resultados concretos, em três dias de operação, não se viu nenhuma atenção especial ao drama dos dependentes de crack. Nada que indique que eles, em vez de ficarem vagando pelas ruas, vão ter um caminho para seguir na vida, com assistência social e tratamento de saúde. Em suma, o que parece é que o plano, na verdade, era simplesmente, recapturar a área para o setor imobiliário, e empurrar os moradores de rua para áreas mais periféricas da cidade.
Operação policial acaba com cracolândia no centro de São Paulo
04/01/2012 - 21h00 | Daniel Mello| Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Depois de dois dias de operação policial na região conhecida como cracolândia, no centro da capital paulista, o tráfico de drogas no local desapareceu. Também foi possível perceber que o número de pessoas fumando crack diminuiu. Esta tarde, a reportagem da Agência Brasil percorreu as ruas antes ocupadas por traficantes e dependentes químicos e localizou apenas um grupo de pouco mais de dez usuários, em uma esquina da Praça Júlio Prestes.
O tenente Flávio Martinez, do 13º Batalhão de Polícia Militar (PM), disse que até o momento os resultados da ação são positivos. “Não tem mais aquela aglomeração tão grande de indivíduos usando entorpecentes”, ressaltou ao fazer um balanço da operação que envolve cem policiais militares, três bases móveis, 12 viaturas, 11 motos, além do apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM).