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terça-feira, 12 de maio de 2020

Cesta básica aumentou em 16 das 27 capitais, apesar de deflação em abril

ECONOMIA É FÁCIL (dia 12/05) | Edição inédita e ao vivo (versão reduzida), pela Web Rádio Censura Livre, o economista Almir Cezar Filho, bate-papo com o jornalista Antônio de Pádua Figueiredo, durante a transmissão do programa Boletim Censura Livre.
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de -0,31%, enquanto a taxa registrada em março foi de 0,07%. Esta é a menor variação mensal para o IPCA desde agosto de 1998 (-0,51%). No ano, o IPCA acumula alta de 0,22% e, nos últimos doze meses, de 2,40%, abaixo dos 3,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2019, a taxa havia ficado em 0,57%. Por sua vez, os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (tomada especial devido à pandemia do coronavírus), realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicou que os preços do conjunto de alimentos básicos aumentaram em 16 capitais em relação a março.
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Acesse pelo YouTube em: https://youtu.be/siN47x5ymJM
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💻 Você pode ouvir a emissora no aplicativo RadiosNet

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Educação não é suficiente para reduzir a desigualdade. Pesquisa derruba mito.

por Almir Cezar Filho

Apenas acesso à educação não é suficiente para reduzir desigualdade no Brasil, diz estudo. Simulação aponta que se país tivesse garantido educação secundária para a população desde 1994, disparidade da renda do trabalho teria caído apenas 2%. A pesquisa foi realizada pelos sociólogos Marcelo Medeiros, do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicadas (Ipea), Rogério Barbosa, da Universidade de São Paulo (USP), e Flávio Carvalhes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Para tentar diminuir tamanha brecha entre os ricos e os pobres, o investimento em educação quase sempre aparece como um dos remédios mais promissores. A solução frequentemente repetida para tentar resolver a desigualdade, entretanto, já é relativizada por especialistas. Isto é, mesmo se houvesse igualdade de escolaridade, e mesmo sem discriminação salarial, o fator determinante na desigualdade de renda das famílias é a desigualdade de patrimônio. Leia a matéria do jornal El País. 

Os resultados vão contra tudo que a maioria  das pessoas acreditem que fosse o melhor para transferência de renda de maneira sustentável. A ciência é geralmente contra-intuitiva, e a Economia não seria difere. A redução da desigualdade poderia ser atacada de forma mais rápida caso fossem adotadas medidas contra a discriminação de gênero, raça e cor no mercado de trabalho e através de uma reforma tributária que adotasse um programa que aumentasse a progressividade dos impostos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Mulheres ganham menos no Brasil. Se salário fosse igualado injetaria bilhões na economia

por Almir Cezar Filho

No Programa Censura Livre, que vai ao ar todo sábado das 18 às 20h, pela Rádio Difusora Aliança FM 98,7, para São Gonçalo e região (RJ), também transmitido online pelo aplicativo iRadio, e pelo site www.radioaliancafm.org, comento no quadro Economia é Fácil as principais notícias econômicas da semana. No programa de sábado dia 11 de março, portanto, na semana do Dia Internacional da Mulher (8), além do quadro regular, em um comentário extra pude falar à respeito da série de  de pesquisas recém divulgadas que confirmam a persistência da triste desigualdade de gênero nos salários. Leia a seguir o que falei:

Olá ouvintes do Censura Livre! Olá pessoal do estúdio!

Com a proximidade do “8 de Março”, Dia Internacional das Mulheres, ganham repercussão os tristes dados sobre desigualdade de gênero no Brasil e no mundo. O destaque é uma série de pesquisas divulgadas recentemente que identificou o quanto é desigual os salários para ambos os sexos. Por outro lado, também mostrou o tanto é ruim para a economia: se fossem igualados injetariam bilhões e ajudaria em muito a resolver a crise econômica.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Salário mínimo de 2015 é 4 vezes menor do que o necessário. E só a cesta básica consome metade disso

por Almir Cezar

O reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 724 para R$ 788 para 2015. Um aumento de R$ 64 (ou 8,8%). Também aumenta o valor de benefícios e serviços que usam o piso como referência. Foi publicado nesta terça-feira (30) no "Diário Oficial da União" decreto presidencial que reajusta o salário mínimo a partir do dia 1º de janeiro de 2015. Tomando apenas como referência a pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de maio de 2014, esse salário mínimo é mais de 3,9 vezes menor do que a determinação constitucional, e a cesta básica dependendo da cidade pode consumir 46% do seu valor.

Salário mínimo em 2014 deveria ter sido de R$ 3.079,31, afirma Dieese

O salário mínimo para a família brasileira em 2014 deveria ter sido de R$ 3.079,31, ou seja, 4,25 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724, de acordo com o Dieese. O cálculo é feito com base no custo apurado para a cesta básica da cidade de São Paulo e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.  Em abril, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 3.019,07, ou 4,17 vezes o piso vigente. Em maio de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.873,56, o que representava 4,24 vezes o mínimo de então (R$ 678).

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ampliação da terceirização reduzirão os salários em até 30%, diz TST

Para TST, ampliação da prática ameaça conquistas históricas dos trabalhadores

Ministro do TST Maurício Godinho Delgado.
A aprovação da legislação que regulamenta a terceirização no Brasil, estendendo-a até a atividade fim, terá “efeito avassalador” nas conquistas dos trabalhadores. Além disso, reduzirá a renda em até 30%. A advertência foi feita pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado sobre a Projeto de Lei 4.430 em tramitação no Congresso Nacional.

Delgado fez as afirmações a participar de debate da comissão geral para debater o projeto no plenário da Câmara dos Deputados. Ele ressaltou que a saúde dos trabalhadores também corre risco com a massificação da terceirização de serviços.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A miséria alemã e a desgraça europeia.

Europa vive maior recessão desde 95. Alemanha impõe medidas de austeridade à UE e vive aumento da miséria interna. Cortes devem aumentar desigualdade social.

A miséria alemã
Ano passado, cerca de 320 mil famílias alemãs tinham pelo menos um membro que dependia de assistência social apesar de ter rendimento bruto de pelo menos 800 euros. O número cresceu em 20 mil famílias em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Federal de Emprego da Alemanha citados pelo jornal germânico Sueddeutsche Zeitung. A exposição dessa face, em geral, oculta das consequências na Alemanha da agudização da crise na Europa deve impactar o debate eleitoral sobre a adoção de um salário mínimo no país, que, apesar de ter o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, recusa esse benefício a seus cidadãos.

Incorporou
Crítica das medidas neoliberais, a advogada e professora Angélica Carlini, da Universidade Paulista (Unip), defende a tese de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, incorporou a alma de Margaret Thatcher. A comparação foi feita durante encontro com jornalistas para debate os “Desafios Econômicos e Jurídicos da Saúde Suplementar”. Ao falar sobre o Estado do bem-estar social no Brasil, Angélica salientou que “a globalização neoliberal coloca-se como contraponto às políticas sociais do Estado de bem-estar social”

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil tem maior desigualdade salarial


Brasil tem maior desigualdade salarial
Monitor Mercantil, 11/09/2012 

Segundo o estudo Olhar sobre a Educação 2012, que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira, em Paris, na França, o Brasil é o país com a maior diferença salarial entre pessoas com diploma universitário e as com grau de instrução inferior.

De acordo com o secretário-geral da organização, Angel Gurría, a diferença salarial existente no Brasil entre pessoas com ensino superior e as demais representa "o triplo da média dos países da OCDE". A vantagem salarial média nos 34 países da OCDE entre pessoas que cursaram o terceiro grau e as com nível de instrução menor é de 67% no caso dos homens e de 59% entre as mulheres.

A mesma pesquisa apontou que em um grupo de 29 países, o Brasil ocupa o 23º lugar no ranking de investimentos no ensino superior. O estudo mostra que foi investido apenas 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nessa etapa de ensino. A pesquisa se refere a números até 2009. De acordo com a organização, o Brasil está "gradualmente se aproximando" dos países que integram o G20 (grupo das nações mais ricas do mundo).

No entanto, o estudo alerta sobre o baixo investimento em educação quando há a comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os dados, os investimentos brasileiros em ensino em geral atingiram 5,55% do PIB, enquanto a meta para os países da OCDE é 6,23%.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ILAESE lança boletim de conjuntura


ILAESE lança boletim de conjuntura econômica destinado aos movimentos sindical e social


http://cspconlutas.org.br/ 12/09/2011

O ILAESE (Instituto Latino-americano de Estudo Socioeconômicos) recentemente lançou o Contra-corrente, um boletim de análise da conjuntura econômica com a “visão e linguagem do sindicalismo classista e dos movimentos sociais”, como afirma o próprio material.

O primeiro número, lançado em junho, tratou das causas da inflação no Brasil. Desde então, tem se referido aos temas mais importantes da conjuntura dos últimos meses. Ainda em junho, abordou o Novo Código Florestal e o desenvolvimento do agronegócio no país; para as campanhas salariais do segundo semestre, o boletim trouxe um estudo sobre o aumento da produtividade do trabalho.

Os últimos números trataram da crise econômica internacional e, atualmente, está sendo apresentado um especial sobre a Copa do Mundo que será realizada no Brasil em 2014 (leia abaixo a página 01 da edição de no. 08).

Os próximos números já estão planejados e tratarão sobre o sistema financeiro, o novo Plano Nacional de Educação e Saúde e Segurança do Trabalho. O boletim é lançado todo dia 1º e 15 de cada mês e está disponível para toda entidade que tem assinatura do material ou convênio com a entidade.

sábado, 14 de maio de 2011

Moendo o peão para obter o lucro máximo

Moendo o peão para obter o lucro máximo
Monitor Mercantil,12/05/2011

Construção demite em massa para contratar com salário 7,5% menor

A rotatividade da mão-de- obra na construção civil reduziu em 7,5% o salário dos empregados do setor em 2010. Ano passado, o salário médio dos demitidos pelas construtoras era de R$ 968,33. Já o valor pago aos admitidos ficou em R$ 894,78. Os dados são de estudo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o setor, segundo a Agência Brasil.

Em 2010, cerca de 2,4 milhões de pessoas foram contratadas pelo setor. Entretanto, no mesmo período, 2,2 milhões foram demitidas.

Segundo o estudo do Dieese, a principal causa da rotatividade no setor é a diminuição dos gastos da empreiteira: "A rotatividade rebaixa o salário dos trabalhadores do setor", salienta o Dieese.

A busca das construtoras pelo lucro máximo agrava ainda mais a situação porque, como destaca o estudo, o processo produtivo do setor é baseado no contrato temporário ou na empreitada. Quando determinada fase da obra termina, o trabalho fica desempregado.

Apesar da alta rotatividade e da consequente redução nos salários, o levantamento mostra que cerca de um quarto das negociações salariais no setor resultou em aumentos reais, acima de 4%, em 2010.

Em 2008, apenas 4% dos acordos coletivos alcançaram esse resultado e, em 2009, nenhuma negociação atingira esse patamar.

O valor médio dos pisos salariais acordados em 2010, no entanto, é pouco superior ao salário mínimo: R$ 634. O maior piso salarial, de R$ 886, foi registrado apenas no Estado de São Paulo. O menor, de R$ 510, foi pago em Sergipe.

O estudo mostra ainda que como são precárias as relações de trabalho no setor. A principal reivindicação dos cerca de 160 mil operários que fizeram greve em 2010 foi o fim das condições degradantes de trabalho.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dívida 'engole' 25% da renda

Endividamento dos brasileiros engole quase 25% da renda e já representa 40,5% da soma dos salários

Dívida 'engole' 25% da renda
Monitor Mercantil, 31/03/2011

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, informou que o comprometimento da renda mensal dos brasileiros com o pagamento de dívidas atingiu, no fim do ano passado 24,2%. O nível de endividamento das famílias, calculado em relação à massa salarial, chegou a 40,5%.

Hamilton afirmou que indicadores antecedentes mostram que a taxa de inadimplência deve continuar crescendo neste início de ano, depois de dois meses de alta:

"É natural que esse indicador cresça", disse o diretor do BC, admitindo que esse movimento reflete as ações de alta de juros e aperto do crédito, que encarecem o custo do financiamento.

Ele, no entanto, alega que não haveria riscos relevantes na alta da inadimplência esperada pelo BC. Isso, porque, de acordo com Hamilton, o nível no Brasil está historicamente baixo.

E disse não ver risco de a inadimplência explodir. O diretor também afirmou, sobre a trajetória do crédito, que a redução de subsídios em operações de crédito (como a que o Tesouro faz com o BNDES) é oportuna, seja a que já foi anunciada, sejam eventuais novas medidas.

Hamilton reiterou ainda a avaliação do Banco Central de que a elevação do IOF sobre captações externas vai ajudar a reforçar o canal de crédito da política monetária, moderando o ritmo de crescimento do crédito.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Inflação desaquece, mas é puxada pelos preços privatizados

A inflação oficial desacelera e caí, deixando o Banco Central sem os argumentos corriqueiros para a taxa básica de juros mais alta do mundo. Contudo, a inflação continua em alta, mas isso se dá justamente nos 'preços administrados', produtos e serviços cujos preços são definidos com autorização de órgãos governamental, especialmente em serviços públicos privatizados (elétrica, telefonia, etc), que são monopólios privados.

Isso comprova que primeiro, a alta da inflação não deve ser tratada como um problema de demanda aquecida, sendo portanto qualquer política econômica baseada em alta da taxa de juros equivocada, e se apoia muito mais em favorecer os rentistas do que qualquer combate à inflação. E em segundo, que a própria inflação no Brasil tem um componente âncorado nas grandes empresas monopolistas, sob a subserviência do Estado, que conseguem automaticamente repassar eventuais aumentos de custos aos seus preços, nunca prejudicando suas margens de lucros.

A política de juros altos, não é necessário para conter a atividade econômica, pois não se combate a inflação assim, mesmo que está siga elevando-se, o que não é verdade, pois a pressão sobre ela se dá pelos preços do exterior (em especial as commodities) e dos preços administrados. Por isso mesmo, seria mais um motivo para que políticas alternativas fossem executadas para impedir a alta desses preços, tais como a reforma agrária para interferir sob o mercado de commodities e a redução dos preços administrados pelo próprio governo através intervenção dura sob as empresas ou até mesmo sua re-estatização. Enquanto isso, os trabalhadores são prejudicados, triplamente, com a alta das taxas de juros sob seus empréstimos e dívidas, com a alta da inflação sob seu custo de vida e com o desaquecimento da economia sob empregos e salários.

Indexação da privatização goleia salários
Monitor Mercantil, 22/03/2011

A técnica de planejamento e pesquisa Maria Andréia Parente, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reconhece ainda haver muita indexação na economia brasileira. E que os preços beneficiados por ela têm subido mais que o salário.

"Mas a indexação já foi muito maior no passado, sobretudo nos serviços públicos privatizados. O fato, porém, não impede que os preços continuem subindo acima dos salários, a partir de uma fórmula difícil de entender, que, além dos IGPs, levam em conta outros fatores, como câmbio e produtividade."

Já os preços administrados em geral, segundo ela, representam 30% da inflação, mesmo percentual dos alimentos: "O que vai impactar mais a inflação, pela indexação a índices de preços, é o aluguel, totalmente indexado. Além disso, está havendo um boom imobiliário, principalmente no Rio. Está cada vez mais difícil a renegociação com o proprietário. Mas aluguel não entra em preços administrados."

A pesquisadora cobrou um acompanhamento mais eficaz das agências reguladoras dos serviços públicos privatizados. "Elas existem para fiscalizar os serviços e coibir o que for abusivo. Mas, em alguns lugares, já aconteceu redução do preço das tarifas", ressalva, acrescentando que o IPTU, outro preço administrado, não entra mais nos índices de inflação.

Prévia da inflação oficial diminui para 0,60% em março
Monitor Mercantil, 23/03/2011

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, apresentou uma variação de 0,60% em março deste ano. O resultado é inferior ao registrado no mês anterior, 0,97%. O dado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado do ano, o IPCA-15 registra inflação de 2,35%. Considerando os últimos 12 meses, a elevação acumulada é de 6,13%.

A redução na taxa de um mês para o outro foi influenciada pelo grupo de despesas de educação, que sofreu reajustes sazonais de início de ano em fevereiro. Com isso, a taxa diminuiu de 5,88% para 1,03% no período. O resultado do mês refletiu os reajustes ocorridos na região metropolitana de Fortaleza (5,27%).

A redução do IPCA-15 também pode ser explicada pela diminuição da taxa dos alimentos, de 0,57% para 0,46%. Embora alguns itens, como o tomate (16,57%), a batata-inglesa (9,66%) e as frutas (3,33%), tenham ficado mais caros no período, a maioria passou a custar menos de um mês para o outro. Foi o que aconteceu com as carnes, com queda de 2,33%, o feijão carioca (-6,91%), e o açúcar refinado (-2,55%).

As despesas com saúde e cuidados pessoais também tiveram decréscimo (de 0,52% para 0,35%), principalmente os remédios (de -0,07% para -0,11%) e os artigos de vestuário (de 0,13% para -0,37%), refletindo as liquidações de final de estação.

Já o grupo despesas pessoais, embora tenha apresentado redução na taxa, registrou inflação significativa, de 1,04% após 1,17% no mês anterior. A diminuição foi influenciada pelo item recreação (de 1,19% para 0,39%). Por outro lado, as principais pressões positivas partiram dos salários de empregados domésticos (de 0,91% para 1,54%) e do cigarro (de 1,61% para 2,30%).

Os demais grupos tiveram alta no período, como o transporte (de 1,04% para 1,11%), puxado pelas elevações em passagens aéreas (de 11,45% para 29,16%), combustíveis (de 0,72% para 1,09%), e tarifas de ônibus intermunicipais (de 1,28% para 1,94%) e urbanos (de 3,37% para 0,83%).

Entre as regiões metropolitanas, a maior inflação foi registrada em Fortaleza (1,06%), seguida de Porto Alegre (0,87%). As capitais que tiveram inflação abaixo da média foram Belém (0,15%), Salvador (0,32%), Rio de Janeiro (0,50%) e São Paulo (0,52%).


FGV: inflação pelo IPC-S é de 0,69% na terceira prévia do mês

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ganhou força, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice subiu 0,69% até a quadrissemana encerrada em 22 de março (terceira prévia do mês), o que indica uma aceleração ante a taxa de 0,64% da segunda prévia de março. Das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do indicador, cinco apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, entre o IPC-S de até 15 de março para o indicador de até 22 de março (da segunda para a terceira prévia do mês).

O avanço da inflação no grupo Alimentação (de 0,67% para 0,86%) foi a principal contribuição para a taxa maior do IPC-S na terceira prévia do mês. Segundo a FGV, nesta classe de despesa houve acelerações e quedas mais fracas de preços em produtos importantes, como hortaliças e legumes (de 5,51% para 6,65%) e carnes bovinas (de -2,80% para -2,33%). Além da aceleração de preços dos alimentos, a FGV apurou taxas de inflação mais elevadas nos grupos vestuário (de 0,59% para 0,89%), saúde e cuidados pessoais (de 0,62% para 0,64%), educação, leitura e recreação (de 0,15% para 0,25%) e transportes (de 1,17% para 1,18%. As duas classes de despesa restantes apresentaram desaceleração de preços. É o caso de habitação (de 0,52% para 0,47%) e despesas diversas (de 0,74% para 0,40%).

Entre os produtos pesquisados no varejo, a FGV informou que as altas mais expressivas no IPC-S de até 22 de março foram registradas em tomate (17,60%), batata-inglesa (16,37%) e aluguel residencial (0,75%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em alcatra (recuo de 5,45%), contrafilé (baixa de 5,19%) e açúcar refinado (queda de 3,90%).
Com informações das agências Brasil e Estado


Inflação cai 37%. E agora Tombini?
Monitor Mercantil, 23/03/2011

APÓS ELEVAÇÕES DE PREÇOS ROTINEIRAS DE INÍCIO DE ANO, IPCA-15 TEM MENOR ALTA DESDE SETEMBRO

A inflação já dá sinais de arrefecimento, desautorizando novas altas de juros pelo Banco Central (BC). A variação de preços medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou este mês para 0,6%, ante 0,97% em fevereiro - uma queda de 37,2%

O IPCA-15 - que antecipa o IPCA, usado pelo governo como medidor oficial da inflação do país - de março foi a menor taxa desde setembro passado, quando subiu 0,31%.

"No entanto, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse no Senado, onde defendeu a política de juros altos, que seria necessário conter a atividade econômica para combater a inflação. E que, mesmo vindo a pressão sobre os preços do exterior e dos preços administrados, as altas de juros são necessárias para se impedir que essas altas sejam repassadas para o conjunto geral dos preços da economia. Mesmo que isso seja verdade, seria mais um motivo para que políticas alternativas fossem executadas para impedir a alta desses preços, tais como a reforma agrária e a redução dos preços administrados pelo próprio governo", avalia Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida, lembrando o impacto dos juros na dívida pública.

Já o professor Ricardo Bergamini, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), informa em seu site que, em dezembro de 2010, a dívida interna da União era de R$ 2,3 trilhões, crescimento real em relação ao PIB de 15,18%, em comparação ao mesmo mês de 2002.

"Se os opositores do Governo Lula se indignam, citando que a dívida interna está acima de R$ 1 trilhão, imaginem se tivessem preocupação com a verdade absoluta dos números e viessem saber que a tal dívida interna fechou 2010 no montante de R$ 2.297,9 bilhões", salienta Bergamini.

Segundo ele, somente a dívida interna em poder do BC saltou de R$ 282,1 bilhões para R$ 694 bilhões durante os dois mandatos de Lula. Já o aumento real em relação ao PIB foi de 3,72% apenas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mínimo de R$545: escolhas e pouca ciência no Governo

Salário mínimo em apenas R$545: uma discussão que mostra as opções escolhidas e a falta de cientificidade dos argumentos do Governo.

Opções
Marcos Oliveira e Sergio Souto - Monitor Mercantil, 18/02/2011
A ser crível o cálculo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o aumento do salário de mínimo para R$ 560 provocaria um custo extra de R$ 4,5 bilhões aos cofres públicos, o número equivale a praticamente ao mesmo tamanho do rombo provocado por fraudes no Banco Panamericano, que, diante da incapacidade do Banco Central para detectar o problema, receberá aportes de pelo menos R$ 8 bilhões da Caixa Econômica Federal, para continuar operando.

Haveres e deveres

A dúvida sobre a precisão do número apresentado por Mantega - ele estima que cada R$ 1 a mais no bolso de aposentados e pensionistas resulta num acréscimo de R$ 300 milhões na folha da Previdência Social - vem do fato de o cálculo sobre gastos nunca ser acompanhado pelo dos ganhos via aumento de consumo e, et por cause, da arrecadação com impostos. Ou, na linguagem dos guarda-livros, só "deveres sem haveres".

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cesta básica sobe 10% e mínimo deveria ser de mais R$2mil

o salário mínimo necessário para o trabalhador brasileiro cobrir despesas básicas em dezembro deveria ficar em R$ 2.227,53

Cesta básica sobe acima de 10% em 14 de 17 capitais, aponta Dieese
Folha Online, 11/01/2011

O custo da cesta básica teve alta acima de 10% em 14 das 17 capitais pesquisadas em 2010, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Custo de vida do paulistano sobe 6,91% em 2010, maior alta em 6 anos
Com variação de 5,9% em 2010, inflação oficial registra maior alta desde 2004
Inflação baixa é condição para crescimento sustentável do país, diz BC

As maiores elevações ocorreram em Goiânia (22,90%), Recife (19,96%), Natal (18,14%) Manaus (16,73%), Fortaleza (16,21%) e São Paulo (16,20%). Em seguida aparecem Curitiba (15,16%), João Pessoa (13,84%), Rio de Janeiro (13,74%), Florianópolis (12,92%), Belém (10,65%), Vitória (10,46%), Belo Horizonte ( 10,41%) e Salvador (10,13%).

Abaixo dos 10%, ficaram apenas Porto Alegre (6,13%), Brasília (5,15%) e Aracaju (3,96%).

Segundo o Dieese, o comportamento dos alimentos básicos em 2010 foi oposto ao apurado em 2009, quando, no final do ano, 16 das 17 cidades acompanhadas apresentavam recuo nos preços dos gêneros de primeira necessidade.

Em dezembro, os produtos básicos tiveram queda em oito capitais, enquanto nas outras nove cidades o preço aumentou. As maiores elevações foram em Natal (6,78%) e Curitiba (2,05%). Já as baixas mais significativas ocorreram em Salvador (-4,24%) e Aracaju (-2,17%).

No mês passado, São Paulo continuou a ser a capital onde o custo da cesta foi mais elevado, atingindo R$ 265,15 --ainda que tenha subido apenas 0,20% em relação a novembro. Porto Alegre, que teve alta de 0,95%, registrou o segundo maior custo (R$ 252,15), seguida por Manaus (R$ 252,06).

Os produtos básicos só custaram menos do que R$ 200 em Aracaju (R$ 175,88) e João Pessoa (R$ 194,24).

SALÁRIO MÍNIMO

O levantamento do Dieese sugere que o salário mínimo necessário para o trabalhador brasileiro cobrir despesas básicas em dezembro deveria ficar em R$ 2.227,53. O cálculo, feito com base no custo da cesta básica de São Paulo, considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor representa 4,37 vezes o mínimo vigente naquele mês, de R$ 510.

Segundo os cálculos do Dieese, os trabalhadores remunerados com um salário mínimo tiveram de cumprir uma jornada de 98 horas e 11 minutos em dezembro para comprar a cesta básica. O valor dos alimentos comprometeu 48,51% do salário líquido -- após o desconto da previdência -- desses empregados na média das 17 capitais. Em novembro, a parcela dedicada à compra da cesta básica havia sido 48,52% do salário mínimo líquido.

PREÇOS

Em 2010, quatro produtos tiveram alta em todas as 17 capitais pesquisadas, com elevação expressiva em boa parte delas: carne bovina, leite, feijão e açúcar.

No caso do feijão, o custo subiu em mais de 50% em dez cidades. As variações mais significativas ocorreram em Goiânia (99,04%), Recife (97,84%), Belém
(90,00%) e Natal (81,10%) --foi considerado o feijão de cores nestas capitais.

"Os dados de 2010 foram elevados devido à redução nos preços no ano anterior, quando houve uma grande safra. Em dezembro, os preços do produto já vinham registrando predomínio de queda, comportamento apurado em 14 capitais, com destaque para Fortaleza (-17,93%), Salvador (-15,85%) e Belo Horizonte (-15,57%). Três cidades tiveram aumento: Florianópolis (4,86%), Porto Alegre (2,29%) e Natal (0,43%)", segundo nota do Dieese.

Em relação à carne bovina, houve alta de mais de 20% em 14 localidades, com destaque para Goiânia (44,65%), Rio de Janeiro (39,00%),
Fortaleza (36,94%) e São Paulo (35,32%). A menor elevação ocorreu em Aracaju (6,73%).

De acordo com o Dieese, o aumento da demanda internacional --em especial da China-- e a seca ocorrida em meados do ano que prejudicou as pastagens afetaram os preços, provocando a elevação.

A seca prolongada também justificou a alta verificada no leite, em 2010, que chegou a 25,11%, em Florianópolis; 25,10%, em Goiânia; 22,83%, em Salvador e 20,93%, em Curitiba. O menor aumento ocorreu em Aracaju (1,22%).

Por último, a elevação do custo do açúcar ocorreu como resultado do preço internacional em alta pelo forte consumo e quebra de safra em países produtores, como a Índia. Em nove capitais o preço do produto subiu mais de 20%, com destaque para Goiânia (31,51%), João Pessoa (29,87%) e Belém (24,66%). As menores taxas foram apuradas em Porto Alegre (14,21%) e Florianópolis (9,46%).

Custo da cesta básica nas capitais pesquisadas em dezembro, em R$:

São Paulo --265,15
Porto Alegre --252,15
Manaus -- 252,06
Curitiba -- 243,97
Rio -- 242,67
Vitória -- 242
Florianópolis -- 238,14
Belo Horizonte -- 236,24
Goiânia -- 234,61
Brasília --233,67
Belém -- 226,09
Natal -- 219,80
Fortaleza -- 205,65
Recife-- 205,50
Salvador -- 201,70
João Pessoa -- 194,24
Aracaju -- 175,88

sábado, 1 de janeiro de 2011

Primeiro Orçamento de Dilma prioriza rentistas

Primeiro Orçamento de Dilma prioriza rentistas
Rogério Lessa, Monitor Mercantil,30/12/2010

Juros consomem 50% dos recursos para 2011. Já mínimo não terá aumento real

Apesar do cenário externo de estagnação e dos sinais de que a capacidade de endividamento das famílias está chegando ao limite, o economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida, avalia que o governo de Dilma Rousseff irá optar pelo ajuste fiscal, em vez do controle de capitais, para tentar baixar juros e equilibrar o câmbio.

"O Orçamento para 2011 mantém a lógica do ajuste fiscal. O Artigo 166 da Constituição impede o Congresso de mexer na principal despesa do Orçamento: os gastos com a dívida pública. Os R$ 954 bilhões propostos pelo Executivo para serem gastos em 2011 com juros, amortizações e refinanciamento da dívida ano que vem permaneceram em R$ 954 bilhões no substitutivo da relatoria, fazendo com que cerca da metade do Orçamento continue destinado à dívida."

Depois desse "banquete dos rentistas", Ávila observa que "sobram migalhas" para os gastos sociais. "Se a proposta original do Executivo definia um salário mínimo de R$ 538,15 para 2011, a relatora do Orçamento concedeu um "aumento" de R$ 1,85, para R$ 540. Se a proposta original não previa aumento real para as aposentadorias, no parecer da relatora, os aposentados continuam não tendo direito a este aumento", comparou.

Já Maurício Dias David, economista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e integrante do Conselho Editorial do MM, vê nas nomeações da presidente Dilma um recado claro de que o governo, em vez de pôr freio à especulação e controlar o fluxo de capitais, irá manter, via juros altos, o estímulo à entrada de dólares e o câmbio desfavorável à indústria nacional: "A presença de Antonio Pallocci e Paulo Bernardo na equipe de Dilma demonstra sua opção pelo ajuste fiscal", resume David.

Dilma não dará aumento real e mínimo fica em R$ 540
29/12/2010

Brasília - Os tecnocratas ganharam a luta interna e conseguiram barrar um aumento real para o salário mínimo. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a decisão do governo será por um o mínimo de R$ 540 a partir do próximo ano.

Lupi era um entusiasta de uma proposta intermediária, de R$ 560, ante a reivindicação das centrais de R$ 580,00.

"O governo resolveu cumprir o que sempre foi acertado", disse hoje.

Ele se refere a um acerto feito entre governo e centrais e que leva em conta a inflação e o crescimento da atividade econômica dos anos anteriores.

"Indiquei um pouco mais, mas a parte econômica (do governo) avalia que se quebrará uma regra que foi cumprida até aqui", relatou.

O acordo, porém, foi feito antes da crise, que levou o Brasil à recessão ano passado, quando o produto interno bruto encolheu 0,6%.

Lupi previu ainda que o total empregos com carteira assinada em 2010 no país superará os 2,5 milhões. Até novembro, foram criadas 2,564 milhões de vagas, mas habitualmente dezembro tem mais demissões que contratações.

Mesmo com as perdas do último mês do ano, Lupi disse contar com a incorporação dos contratados pelas empresas ao longo do ano e que perderam o prazo para apresentar seus dados ao Ministério do Trabalho.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Salário mínimo ficará em R$540 em 2011

Presente de Natal: sob justificativa de combater a inflação e as receitas cairão, governo mantém proposta de salário mínimo em R$540 no Orçamento 2011, para piorar a CUT pede apenas R$580.

Combate a inflação e queda de receita faz governo manter mínimo em R$ 540
Monitor Mercantil, 15/12/2010

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, voltou a defender nesta quarta-feira o salário mínimo de R$ 540. O ministro afirmou que esse não é um bom momento para aumentar despesas. "Acho que é um momento particularmente ruim, por que temos o esforço de controlar a inflação, de acertar receita que não cresceu na mesma proporção que a economia, o que nos obriga a ser prudentes na questão fiscal e orçamentária", disse, antes de participar da cerimônia de balanço das ações do governo Lula, no Palácio do Planalto.

Antes, porém, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) preparava uma manifestação em frente ao Ministério da Fazenda para reivindicar um salário mínimo de R$ 580. No entanto, o Congresso vai debater o projeto que aumenta os salários de deputados e do Poder Executivo.

Com informações da Agência Brasil

sábado, 13 de novembro de 2010

'Fórmula Dilma': mínimo constitucional em 2053

Com "fórmula Dilma" mínimo constitucional só em 2053
Monitor Mercantil, 08/11/2010

Segundo o economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã, se prevalecer a proposta da presidente eleita Dilma Rousseff, de elevar o salário mínimo para R$ 600 para o fim de 2011 ou início de 2012, quem ganha o piso terá de esperar 42 anos para atingir o mínimo constitucional, que, segundo o Dieese, era de R$ 1.987,26 em janeiro.

"Pela fórmula atribuída à Dilma, o mínimo teria, nos dois próximos anos, aumento real médio de 3,3% ao ano (considerando-se inflação de 5% ao ano). Crescimento ainda menor que nos governos Lula e FH, quando aumentou cerca de 5% ao ano, em ambos os governos", lembrou.

Ele minimizou o impacto do mínimo de R$ 580 pedido pelas centrais sindicais para 2011 nas contas públicas: "Seriam necessários R$ 12 bilhões, equivalentes a apenas 12 dias de pagamento da dívida, que, em 2009, consumiu R$ 380 bilhões", comparou.

Para ele, "seria interessante se o governo fizesse proposta semelhante aos rentistas da dívida pública": pagar ano que vem, sobre os títulos da dívida, somente 5,5% de recomposição da inflação - em vez dos 10,75% da Selic ou dos 13% dos títulos pré-fixados - "e ainda fazer a "boa ação" de antecipar algum ganho real, se os rentistas aceitarem descontar esse ganho em 2012".

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Meirelles fala no Congresso

Meirelles participa de audiência no Congresso
Agência Brasil, 08/11/2010

Presidente do BC deve falar sobre política cambial

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participa nesta quinta-feira, às 10h, de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. De acordo com o presidente do colegiado, deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), o presidente do BC fará uma "avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços".

Na sua exposição, Meirelles tomará por base o segundo semestre de 2009 e o primeiro semestre de 2010.

Por outro lado, o relator-geral da Comissão Mista de Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), discute nesta semana com o governo um aumento do salário mínimo acima dos R$ 538,15 propostos pelo Executivo no projeto de lei orçamentária para 2011. Paralelo a essas negociações, a comissão deve aprovar amanhã, o relatório preliminar do relator já entregue para análise do colegiado.

As negociações com o governo sobre o valor do salário mínimo a vigorar a partir de janeiro de 2011 incluem propostas de R$ 560 e R$ 580, encaminhadas por lideranças do movimento sindical. Essas lideranças tomam por base a estimativa de uma sobra de receita de R$ 17 bilhões que poderia ser utilizada nesse sentido.

Outro caminho, seria a antecipação para este ano do cálculo do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mais a inflação do período, no caso 2009 e 2010. Líderes sindicais argumentam que, como não houve crescimento do (PIB) em 2009 por conta dos efeitos da crise financeira mundial, o correto seria o Executivo antecipar o crescimento da economia deste ano para efeito de cálculo do salário mínimo de 2011.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Para relator não haverá mínimo de R$600

 Relator diz que não há condições do mínimo chegar a R$600

O senador Gim Argello, relator do Orçamento 2011 no Congresso Nacional descartou a possibilidade de apoiar os R$ 600 propostos pelo candidato derrotado à Presidência José Serra (PSDB), posição respaldada pelas declarações da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), de que aceita conceder um reajuste maior para o mínimo do que o previsto na proposta de Orçamento, para vigorar a partir de janeiro de 2011.

Argello salienta que:  "Não tem expectativa de ultrapassar nem de alcançar R$ 600". Segundo Gim, cada R$ 1 de reajuste teria impacto de R$ 286,4 milhões no Orçamento. Porém, a conta do relator , como frequentemente também o faz os comentaristas econômicos da mídia burguesa (raras excessões), não considera os efeitos positivos, sobre aumento de consumo e recolhimento de impostos, além de maior arrecadação para a Previdência Social.

Mínimo vai subir no mínimo para R$ 540
Monitor Mercantil, 03/11/2010

O relator do Orçamento para 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), anunciou que, no mínimo, vai arredondar de R$ 538,15 para R$ 540,00 a proposta para o salário mínimo a vigorar para o próximo ano.
Argello também abriu negociações com as centrais sindicais, admitindo propor m aumento maior. A posição é respaldada pelas declarações da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), de que aceita conceder um reajuste maior para o mínimo do que o previsto na proposta de Orçamento.
"Vamos abrir negociação com as centrais pensando em dois anos. Eu parto do valor de R$ 540, que já dá gasto extra de mais de R$ 400 milhões nas despesas", informou o relator.
Argello, porém, descartou a possibilidade de apoiar os R$ 600 propostos pelo candidato derrotado à Presidência José Serra (PSDB), para vigorar a partir de janeiro de 2011: "Não tem expectativa de ultrapassar nem de alcançar R$ 600", salientou.
Segundo Gim, cada R$ 1 de reajuste teria impacto de R$ 286,4 milhões no Orçamento. A conta, porém, não considera os efeitos positivos, sobre aumento de consumo e recolhimento de impostos, além de maior arrecadação para a Previdência Social.
Já Dilma declarou ser possível que, ao fim de 2011 e início de 2012, o mínimo ultrapasse os R$ 600. Ela disse basear sua previsão na expectativa de forte crescimento da economia em 2010. Além da inflação do ano anterior, o mínimo é corrigido pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.