quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Projeção de crescimento do PIB cai

Projeção de crescimento do PIB cai para 1,67%
Agência Brasil | 24/02/2014

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, caiu pela terceira semana seguida. Desta vez, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,79% para 1,67%. Para 2015, a projeção para o crescimento do PIB também caiu, pela segunda semana consecutiva, ao ser ajustada de 2,1% para 2%.

Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC em instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia. A estimativa para a expansão da produção industrial passou de 1,93% para 1,87%, este ano, e de  2,89% para 3%, em 2015.

A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 34,8% para 34,7%, em 2014, e segue em 35%, em 2015. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permanece em US$ 7,9 bilhões, este ano. Para 2015, a previsão passou de US$ 11,5 bilhões para US$ 10,5 bilhões.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 74,6 bilhões para US$ 75 bilhões, este ano, e de US$ 68 bilhões para US$ 67,8 bilhões, em 2015.

A projeção para a cotação do dólar subiu de R$ 2,48 para R$ 2,50, ao final de 2014, e segue em  R$ 2,55, no próximo ano. A expectativa das instituições financeiras para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) subiu de US$ 58 bilhões para US$ 58,8 bilhões, em 2014. Para o próximo ano, segue em US$ 57,3 bilhões. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Corte de R$ 44 bi: Enxugando gelo

Cedendo ao mercado financeiro Dilma corta de R$ 44 bilhões do Orçamento para ampliar o superávit primário. Presidenta amplia aperto fiscal para gastança com juros. Medida será inócua para a dívida pública, porém terá forte impacto na demanda agregada numa economia já parada.

Dilma cede à banca e tira R$ 44 bi da economia
Monitor Mercantil | 20/02/2014 

Com economia parada, presidente amplia aperto fiscal para gastança com juros

Obedecendo à pressão do mercado financeiro, o governo anunciou que o corte no Orçamento da União de 2014 alcançará R$ 44 bilhões. Apesar do crescimento medíocre da economia, a medida visa a viabilizar um desvio de 1,9% do setor público consolidado para pagar juros (superávit primário), somente na esfera da União. Dos R$ 44 bilhões, R$ 13,5 bilhões são despesas obrigatórias e R$ 30,5 bilhões correspondem a despesas discricionárias.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Governo anuncia corte de R$44 bi no orçamento e põe servidores mais uma vez frente a cenário de arrocho

Sindsef-SP

Se quiserem ver sua pauta de reivindicações mais urgente atendida, os servidores federais vão precisar reforçar a mobilização e pressão em torno de suas demandas. Nesta quinta-feira o governo anunciou um corte de R$44 bilhões no orçamento. A maior parte em despesas obrigatórias. A categoria sabe que esta é a imposição de um cenário de arrocho que atinge investimentos e melhorias no setor público e que afeta diretamente o atendimento à população. Os obstáculos não são novos. As dificuldades no processo de negociação com o governo já são, por si só, indicadores fortes de que a busca por avanços no atendimento de demandas urgentes só devem ocorrer acompanhadas de forte pressão. Na próxima semana termina o prazo que o Ministério do Planejamento apontou para dar uma resposta formal à pauta da Campanha Salarial Unificada 2014.

Enquanto o governo segue dando prioridade a setores privilegiados, a administração pública sofre do mal do sucateamento. Esse cenário não só enfraquece o setor público como abre espaço para uma desastrosa política que entrega cada vez mais ao setor privado serviços essenciais à população que já paga uma das maiores cargas tributárias do mundo. Recordes sucessivos de arrecadação não são suficientes para que o governo priorize investimentos nos segmentos que mais interessam à população que segue refém de um atendimento precário onde falta mão de obra e sobram problemas funcionais. Servidores sobrecarregados, muitas vezes desviados de funções, além de mal remunerados são parte integrante dessa realidade.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Verão, inflação e 'isoporzinho'. Agora o brasileiro vai a rua protestar contra a cerveja cara

por Almir Cezar, da sucursal Brasília 
da Agência de Notícias Alternativas - ANotA

Banner convocando o 1º evento 'Isoporzinho' em Niterói.

Contra alta dos preços surge mais um protesto alternativo.
Falaremos aqui sobre o verão. Não do calor e da diversão das férias no campo ou na praia com a família e amigos, mas os preços. O quão alto se tornam nesse período produtos banais, como bebidas e alimentos, a chamada “inflação das férias”, ou de verão - que é acima da média, até para quem não viaja. E nesse ano esta foi ainda pior, idas aos bares e boates vêm ficando proibitivos. Porém, ao contrário do passado, que o consumidor só reclamava ou apenas deixava de comprar, o que por si só possivelmente não resolveria o problema, agora por várias cidades as pessoas vêm se juntando para realizar um tipo novo de protesto, o 'isoporzinho',  em que cada um leva o que vai tomar "fugindo" ou se manifestando contra o abusivo dos preços.

Com o começo do ano, além do pagamento dos impostos anuais, como IPTU, IPVA, e itens tradicionais dessa época, como matrículas e material escolar, etc, todos reajustados, os trabalhadores precisam se deparar com os custos das férias, que estão acima da inflação. Essa alta não é impressão dos consumidores no verão. Itens tradicionais do verão, como guloseimas, lazer e viagens, subiram mais que a inflação oficial, o IPCA, entre 2012 e 2013. Um outro índice de inflação, o INPC, que mede preços para famílias com renda até cinco salários mínimo, essa semana foi divulgado de que ficou em 0,63% em janeiro deste ano. A inflação dos produtos alimentícios ficou em 0,86%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de preços de 0,53%. E com a proximidade do carnaval a situação provavelmente ficará ainda complicada para os veranistas e foliões. 

A causa da inflação dos itens de férias e do verão pode ser medida no preço do coco, um item típico do período, que "inflaciona" nessa época. Há poucos meses nos pontos mais baratos estava a R$3,00 agora não menos de R$3,50 ou mesmo a R$4,00. O problema não é no campo - para especialistas, o coco fica quase 15 vezes mais caro até chegar à praia. Os produtores, curiosamente não vêem boa parte desse lucro da cadeia e estão sofrendo com o preço baixo. Quem acaba ficando com a maior parte do lucro são as outras partes dessa cadeia, tanto o intermediário quanto o comerciante. Os intermediários, que levam o coco da fazenda até os centros de distribuição, ganham de três a quatro vezes em cima do produtor.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Indústria encolhe 40% no PIB com real forte

Indústria encolhe 40% no PIB com real forte
Monitor Mercantil | 14/02/2014

CÂMBIO VALORIZADO DESESTRUTUROU PRODUÇÃO NACIONAL

O regime de câmbio apreciado mudou, para pior, o perfil da estrutura produtiva brasileira. A afirmação é da economista Eliane Araujo, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em entrevista exclusiva ao MM.

“No Brasil a apreciação cambial esteve associada a uma perda de 40% de participação da indústria na economia, entre 1980 e 2012. A apreciação do câmbio implica também o aumento do componente importado da produção industrial, tornando mais vantajoso para o país importar insumos em vez de produzi-los domesticamente.”

Defendendo mudanças estruturais para reindustrializar o país, a economista destaca que qualquer projeto tem de passar pela política cambial, “variável-chave”, segundo ela. Mas a fragilidade externa da economia brasileira enfraquece o Estado como planejador e indutor do desenvolvimento industrial, que pressupõe tecnologia e inovação.

“Para se ter noção da fragilidade financeira e vulnerabilidade externa do país, basta observar a evolução do passivo externo bruto, que saltou de US$ 371 bilhões, em 2001, para US$ 1,604 trilhão, no fim de 2013. No encerramento de 2012 esse débito estava em US$ 1,556 trilhão”, contabiliza a economista, acrescentando que o câmbio valorizado foi prejudicial aos setores e ramos tecnologicamente mais sofisticados, favorecendo os ramos mais tradicionais e os ligados às atividades primárias.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

'Altas temperaturas' na inflação do verão

Altas temperaturas esquentam a inflação
Monitor Mercantil | 14/02/2014

Nos últimos 12 meses, os produtos de alto consumo no verão subiram mais do que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que está em 5,59%. A chamada “inflação de verão”, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), ficou em 8,61%.

O economista responsável pelo levantamento, André Braz, destaca que o maior aumento foi no preço das bebidas, e diz que isso não é efeito apenas do forte calor que tem feito desde o início do ano. Ou seja, não é um aumento sazonal.

“Esses aumentos não aconteceram exclusivamente no verão de 2014, são aumentos que aconteceram do verão passado ao atual. Então, em relação a 2013, bebidas de vários tipos, como chope, cerveja, refrigerante, água, subiram mais do que a inflação média, até mais de 10% em alguns casos”.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Chegamos a mais de 200 mil visualizações!

Chegamos a mais de 200 mil visualizações! Agradecemos aos amigos leitores e os colaboradores por termos chegados a esse patamar nesse pequeno espaço. 

Seguimos tentando ser um observatório marxiano dos limites e mutações do capitalismo contemporâneo - contribuindo a um contrajornalismo econômico.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Economia encolhe 1,35% em dezembro, e cresce 2,57% em 2013, aponta BC

A economia brasileira  em dezembro encolheu 1,35% em relação a novembro e fecha 2013 com avanço de 2,57%, apontou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) oficial. Os dados do BC foram divulgados nesta sexta-feira (14).

Em relação a dezembro de 2012, houve crescimento de 0,17%, segundo o índice. No quarto trimestre de 2013 na comparação com o terceiro, o IBC-Br mostrou queda de 0,17%.

IBC-Br

O índice é elaborado mensalmente pelo BC e é considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) --que é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a cada trimestre e leva a um resultado anual. 

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB, e serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Alta nos juros ao invés de combater inflação, ameaça o equilíbrio dos preços

por Almir Cezar

A alta da Selic, a ser "usada" para baixar inflação, esta causada principalmente pelos preços dos alimentos, tem como efeito o desestímulo à produção e ameaça justamente o equilíbrio de preços. E ainda, o país já torrou desde abril para cá, quando a Selic estava em 7,25% ao ano, mais R$ 32 bilhões com juros da dívida pública. Esta ação do Banco Central é criticada por economistas não-ligados ao setor financeiro - grande beneficiário com a medida - porém pouco ouvidos pela grande imprensa. Segundo eles não haveria necessidade dessa iniciativa. Embora juros altos reduzem o consumo, também inibe os investimentos, necessários para a recomposição do parque industrial e geração de mais empregos, e que aumentam a produção, logo a oferta de bens e serviços, o que combateria justamente a alta de preços.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Governo amplia gastos com a dívida pública e diminui investimento com funcionalismo

CSP-Conlutas | 04/02/2014

A Auditoria Cidadã da Dívida divulgou, nesta segunda-feira (3), em suas notícias comentadas, a mensagem enviada pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional de que o governo não medirá esforços para “manter seu compromisso com a responsabilidade fiscal”.

Outro trecho da mensagem presidencial abordado pela Auditoria Cidadã: “É importante destacar que a necessidade de financiamento da Previdência Social caiu de 1,3% do PIB em 2009 para 1% em 2013; as despesas com pessoal, de 4,7% para 4,2% do PIB, no mesmo período. Esse esforço não seria concretizado sem a parceria do Congresso Nacional.”

De acordo com a entidade, essas declarações mostram, cada vez mais, que o governo deixa de investir no funcionalismo público, ou seja, nas pessoas  responsáveis pelo atendimento à população, para pagar os juros da dívida, cujo dinheiro vai para os grandes investidores e  banqueiros.

Outro fato levantado pela Auditoria Cidadã é de que existe pressão do Poder Executivo para que o Legislativo não aprove nenhum projeto que implique no aumento de gastos sociais, tais como o piso salarial dos agentes de saúde, dos policiais estaduais, o fim do Fator Previdenciário, entre outros.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crise chega aos emergentes. Vêm aí aumentos no juro, dólar e inflação e mais arrocho fiscal

por Almir Cezar, 

A principal notícia da semana passada foi a crise que se espalha pelos países emergentes, com desvalorização de suas moedas e fuga de suas bolsas de valores em meio à crescente desconfiança dos investidores internacionais, combinado ao anúncio do governo americano de reduzir seu programa de compra de títulos do tesouro nacional. As economias emergentes estão às voltas com o aumento do juro, do preço do dólar e da inflação e promessas de arrocho fiscal dos governos.

Os países emergentes, principalmente os BRICS (bloco de países formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), durante a primeira fase da crise econômica mundial sofreram pouco com o “furacão” e serviram de “porto seguro” para os capitais, enquanto EUA e Europa afundavam. Agora, os grandes bancos e investidores internacionais, em meio à crise fiscal, inflação e crescimento econômico baixo, têm dúvidas com relação a esses países, especialmente com a impressão que os EUA e a Europa já teriam passado pela sua pior fase e haveria outros países mais "interessantes".

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mentiras propagadas pelo pensamento econômico dominante

por Vicenç Navarro

Permita-me, senhor leitor, que eu converse com você como se estivéssemos tomando um café, explicando-lhe algumas das maiores mentiras apresentadas diariamente no noticiário econômico. Você deveria ter consciência de que grande parte dos argumentos mostrados pelos maiores meios de informação e persuasão econômicos do país para justificar as políticas públicas ora implementadas são posturas claramente ideológicas, que não se sustentam com base na evidência científica existente. Vou citar algumas das mais importantes, mostrando que os dados contradizem aquilo que se diz. E também tentarei explicar por que continuam repetindo essas mentiras, apesar de a evidência científica questioná-los, e com que finalidade elas são apresentadas diariamente a você e ao público.

Comecemos por uma das mentiras mais importantes, que é a afirmação de que os cortes de gastos nos serviços públicos do Estado de bem-estar social – tais como saúde, educação, serviços domésticos, habitação social e outros (que estão prejudicando enormemente o bem-estar social e a qualidade de vida das classes populares) – são necessários para que o déficit público não aumente. E você se perguntará: “E por que é tão ruim que o déficit público cresça?”. E os reprodutores do senso comum lhe responderão que o motivo de se reduzir o déficit público é que o crescimento desse déficit determina o crescimento da dívida pública, que é o que o Estado tem que pagar (predominantemente aos bancos, que têm uma quantia em torno de mais da metade da dívida pública na Espanha) por ter pedido emprestado dinheiro dos bancos para cobrir o rombo criado pelo déficit público.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Senado vota projeto sobre as dívidas dos estados e municípios

Senado vota projeto sobre as dívidas dos estados e municípios
portal da CSP-Conlutas | 04/02/2014

A Agência Senado mostra que deve ser votado amanhã (quarta) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 99/2013, que altera as taxas de juros das dívidas dos estados e municípios com a União. O PLC é totalmente insuficiente para resolver o problema dessas enormes e questionáveis dívidas, pois não propõe uma ampla auditoria sobre os diversos e graves indícios de ilegalidades já constatados em recentes CPIs e investigações da Auditoria Cidadã da Dívida (ver a Carta entregue aos Senadores em dezembro de 2013).

O projeto apenas propõe a alteração da taxa de juros a partir de agora, que incidirá sobre um estoque altamente majorado. O atual índice (IGP-DI + 6 a 9% ao ano) seria alterado para o IPCA + 4% ao ano. Porém, nos grandes estados (SP, RJ, MG e RS, por exemplo) e no município de São Paulo, tal alteração não reduziria o atual comprometimento dos orçamentos com essa dívida, dado que os montantes de juros ainda continuariam próximos ou superiores à capacidade de pagamento desses entes federados.

O PLC também propõe um recálculo das dívidas desde seu início, aplicando-se a Taxa Selic, que no período de 1998 a 2013 acumulou variação de 938%, valor até maior que o já absurdo índice IGP-DI + 6% ao ano (832%), aplicado a diversos estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. No caso de estados submetidos à taxa de 7,5% ao ano (mais o índice IGP-DI), como Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Pará, a redução será muito pequena.

A Auditoria Cidadã da Dívida propôs emendas aos Senadores, sendo que duas delas foram apresentadas pelo Senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP). A Emenda de Plenário nº 6  e a Emenda de Plenário nº 7 propõem a auditoria dessas dívidas, e o recálculo com base no IPCA, sem a cobrança de juros.

Caso o PLC seja aprovado sem alterações, já deve ser encaminhado diretamente à sanção da Presidenta Dilma.

Representantes da Auditoria Cidadã da Dívida estiveram presentes no Senado na tarde de hoje e amanhã prosseguirão a distribuição de Nota aos Senadores (clique aqui para acessar).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

EUA exportam crise à periferia. Desindustrialização deixou emergentes mais vulneráveis à retirada da ajuda do Fed

 31/01/2014 | Monitor Mercantil

Desindustrialização deixou emergentes mais vulneráveis à retirada da ajuda do Fed

Para o economista Carlos Lessa, ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-presidente do BNDES, a depreciação cambial em países emergentes provocada pela fuga de capitais não deve surpreender aos que acompanham a história. “No sentido mais amplo, é um comportamento imperialista, pois a potência dominante sempre tenta jogar a conta de suas crises para a periferia. Mas a questão é saber se a periferia vai suportar e o que poderá fazer para se defender”, analisa.

Lessa ressalva que aumentou o grau de vulnerabilidade nos países que abriram mão de suas indústrias, sobretudo no período em que os produtos primários viveram um período de valorização, no início do século. E ressalva que a China hoje não é mais um país periférico e que, em determinadas situações, forma com os Estados Unidos uma espécie de G2.

O economista lembra que, durante a II Guerra, a Inglaterra acumulou dívidas, que, posteriormente, exportou para a periferia, usando a desvalorização de sua moeda, a libra.

“Sempre achei que, em algum momento, os Estados Unidos iriam transferir sua dívida da crise para a periferia. Impressionante como alguns países emergentes aceitaram desmantelar suas indústrias apostando no curto período de valorização dos produtos básicos, no início deste século. E o Brasil foi um dos que mais se incorporaram a esse processo”, criticou.

Quanto à Argentina, Lessa lembra que, desde a década de 30 do século passado, o país passou a ter renda per capita inferior à do Brasil devido ao acelerado processo de industrialização iniciado no governo de Getúlio Vargas:

“Quem depende de produtos primários fica à mercê dos preços formados fora do país”, adverte o economista, indicando como marco dessa nova fase do capitalismo hegemônico a queda do padrão ouro, que desvinculou, em 1971, o dólar das reservas daquele metal dos EUA.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Desemprego em 2013 é o menor dos últimos 11 anos. Desalento levou a esse patamar.

Segundo o IBGE o desemprego em 2013 é o menor dos últimos 11 anos. Número de desempregados é o menor desde 2002. O que levou a esse resultado foi mais a saída de concorrentes do mercado de trabalho (desalento) do que a criação de novas vagas, segundo mostra a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita em conjunto pela Fundação Seade e o Dieese.

Desemprego em 2013 é o menor dos últimos 11 anos
30/01/2014 | Rio de Janeiro | Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Número de desempregados é o menor desde 2002

A taxa de desocupação oficial fechou 2013 em 4,3%. A taxa é a menor já registrada desde o início da série histórica, iniciada em março de 2002, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Banco Central dos EUA reduz ajuda, periferia sobe juro

Fed reduz ajuda, periferia sobe juro
29/01/2014 | Monitor Mercantil

Retirada de US$ 10 bi no mensalão do BC dos EUA eleva pressão sobre câmbio

Em meio a ataques especulativos nos países emergentes, às voltas com fugas de capitais, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) anunciou novo corte de US$ 10 bilhões, para US$ 65 bilhões, no programa de compras mensais de títulos podres das carteiras dos principais bancos de investimento do país, também conhecido como mensalão do Fed.

Depois do anúncio do Fed, a África do Sul, que não aumentava seus juros há seis anos, elevou sua taxa de 5% ao ano para 5,5% ao ano, acompanhando a Turquia e outras economias emergentes.

Sob pressão do mercado financeiro, o Brasil desde abril de 2013 já elevou sete vezes a taxa básica de juros (Selic).

A alta de 0,5 ponto do juro na África do Sul, no entanto, foi insuficiente para saciar o mercado financeiro, que impôs uma desvalorização de 2% ao rands, moeda sul-africana.

Para o economista Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central do Brasil (BC), a recente desvalorização do real, que subiu mais 0,3% nesta quarta-feira, para R$ 2,4338, já teria incorporado o “efeito Fed”. Para ele, de nada adiantará o BC continuar a elevar juros. “Há pouca margem também para mais aperto fiscal”, afirma.

No entanto, o economista Reinaldo Gonçalves, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não vê limite para a queda do real ou a alta dos juros no Brasil: “Em 2002, na primeira eleição de Lula, o dólar estava em R$ 3,53. O Brasil tem déficit de contas externas muito grande, metade dele causado por remessas de lucros, que irão aumentar após as concessões que o governo está fazendo”, alerta.

Gonçalves salienta ainda que o Brasil tem passivo externo de US$ 1,6 trilhão, evidenciando que, num ambiente de liberalização financeira, as reservas cambiais são insuficientes para proteger o país dos especuladores.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Crises cambiais se espalham pelos países emergentes

por Almir Cezar

No momento vários países emergentes se veem às voltas com desvalorização de suas moedas em meio à crescente desconfiança dos investidores, com elas alta na inflação e ameaça de crise nas contas externas. As autoridades econômicas dos mercados emergentes foram obrigados nessa terça-feira (28/1) a emitir 'sinais concretos de determinação' a corrigir os problemas que estão fazendo as suas moedas 'derreterem'.

Ao antecipar um endurecimento da política monetária americana, os investidores repatriaram seus fundos, de forma abrupta, para os Estados Unidos, o que afetou as contas públicas e privadas de alguns países, como Brasil e Turquia. Investidores estão arredios em relação aos mercados emergentes, diante da redução dos estímulos à economia dos EUA - Bolsa de Nova York subiu 0,57%.

Com derretimento da lira, Banco Central turco 'radicalizou' e eleva os juros para 12% ao ano, e informou que manterá a política monetária apertada, até que a inflação, que ronda os 8%, ceda para níveis mais confortáveis. Por sua vez, a autoridade monetária indiana também aumentou o custo do dinheiro.

Na Argentina, depois da crise cambial instalada na semana passada, que levou a equipe de Cristina Kirchner a reduzir as restrições de compra de dólares para pessoa física para evitar uma nova mordida nas parcas reservas internacionais, foi obrigada a voltar atrás. Somente em janeiro, a moeda argentina perdeu 22,7% de seu valor, a maior desvalorização registrada em um mês, desde março de 2002, quando o país saía da pior crise de sua recente história.

Segundo o FMI e instituições financeiras, os Bancos Centrais dos emergentes devem combater urgentemente a inflação, que desanima os investidores ao enfraquecer o valor de seus ativos. Para esses, o combate se faz com elevação da taxa básica de juros e superávits/austeridades fiscais.

Já o governo brasileiro indica corte maior no Orçamento desse ano, para economizar até 2% do PIB, porém, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a Casa Civil não confirmaram ainda. O corte (de R$ 30 ou mesmo R$ 50 bilhões no Orçamento de 2014) havido sido divulgado ou sugerido por analistas do mercado financeiro. Segundo o Mantega, o corte será definido após estudos, simulações e discussões entre os técnicos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Índia eleva taxas de juros para controlar preços

Os últimos eventos na Argentina e, agora, Índia, demonstram que o mundo caminha para uma alta da inflação, provocada por problemas cambiais.

Índia eleva taxas de juros para controlar preços

Jornal GGN - ter, 28/01/2014 - O Banco Central da Índia elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual nesta terça-feira (28) para frear a inflação. A medida prevê não apertar mais a política econômica do país no curto prazo. De acordo com informações locais, o país está mais preparado para lidar com o risco das saídas de capital.

Assim como os fatos recentes na Argentina, a Índia também sofreu com os problemas cambiais. A rupia, moeda local, despencou 11% em 2013 logo após o anúncio do governo americano de reduzir seu programa de compra de títulos do tesouro nacional. E as expectativas de redução gradativa, com a chegada da nova presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, renovaram as pressões sobre as economias emergentes.

Há a expectativa de uma inflação alta, porém moderada, pelos consumidores. Para isso, o banco central deve basear suas decisões sobre os juros em uma meta para não afetar os preços. E o desafio da entidade monetária é ainda maior: a Índia cresceu no ritmo mais lento da década, simultaneamente ao aumento desenfreado dos alimentos - e sua escassez de oferta.

O BC indiano elevou sua taxa de juros para 8%, em meio a preocupações do mercado com a desaceleração do crescimento na China e a perspectiva de mais redução do estímulo norte-americano.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dilma vai a Davos e 'vende' o país

Texto de reportagem especial para o programa Censura Livre, da Rádio Aliança 98,7 FM, São Gonçalo/RJ. Ele foi ao ar neste sábado, 25/01, entre 18 e 20h (reapresentação terça-feira, das 17 às 19h). 

Você  pode participar através dos sites www.radioaliancafm.com.br ou www.radioaliancafm.org, pelo e-mail programacensuralivre1@gmail.com ou ainda pelos telefones 2724-2263 e 2604-1553. Também pode ouvir a Rádio Aliança no seu celular, baixando o aplicativo Tune In.

Reportagem especial: "Dilma vai a Davos e 'vende' o país

Olá ouvintes,

A presidenta Dilma Roussef visitou esta semana o Fórum Econômico Mundial, em Davos na Suíça, em sua primeira ida a esse mais importante encontro anual de empresários, políticos e especialistas econômicos capitalistas do planeta, procurou rebater críticas à economia brasileira e a dos demais BRICS e ‘vender’ o país.

O Fórum, criado como espaço para reflexão dos maiores capitalistas do mundo por eles próprios, era antes alvo de severas críticas pelo PT e odiado pelos movimentos sociais, sofrendo no fim dos anos 90 e início dos 2000 com inúmeros e grandes protestos, ao ponto de inspirar a criação de sua nêmesis, o Fórum Social Mundial, reunindo centenas de milhares de ativistas do mundo inteiro. Durante alguns anos foi apoiado pelas administrações petistas e cujos eventos principais se davam na cidade de Porto Alegre. Este encontro ainda acontece, porém, com muito menos evidência.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Dilma sanciona Orçamento de 2014. Reforma Agrária ficará com 0,21% enquanto juros com quase metade

por Almir Cezar

O Diário Oficial da União publicou na terça-feira (21) a Lei 12.952/2014, com Orçamento da União para 2014. A receita total da União ficou em R$ 2,488 trilhões ante despesas de mesmo valor. Para os orçamentos Fiscal e da Seguridade Social a receita total é de R$ 2,383 trilhões, incluindo emissão de títulos para o refinanciamento da Dívida Pública Federal (DPF), interna e externa. Itens como previdência, saúde, educação e desenvolvimento agrário ficaram com muito menos que com juros da dívida. E ainda, o reajuste dos servidores e a criação de vagas para concursos serão menores que a inflação e a necessidade.

O Lei do Orçamento foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff sem vetos e publicada no Diário Oficial da União (DOU). O texto foi aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional. Do total, R$ 1,084 trilhão são destinados ao Orçamento Fiscal, R$ 643,979 bilhões ao Orçamento da Seguridade Social e R$ 654,746 bilhões ao refinanciamento da DPF. Para as despesas de 2014, a lei fixou que o Orçamento Fiscal ficará com R$ 1,015 trilhão do recurso e a Seguridade Social com R$ 712,911 bilhões. Sendo que R$ 69,149 bilhões virá do Orçamento Fiscal.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

1% da humanidade controla 50% do PIB mundial

1% da humanidade controla 50% do PIB mundial

jamil-chade

GENEBRA – Metade da riqueza do mundo está nas mãos de apenas 1% da população mundial. Dados divulgados hoje pela ong Oxfam revelam o tamanho da disparidade social no planeta e num processo que ganhou força desde 2008, quando a crise mundial afetou em especial as classes médias.

A desigualdade social é considerada como tão profunda hoje que começa a assustar até os organizadores do Fórum Econômico Mundial de Davos, considerados como os arautos do capitalismo. Um informe preparado pela entidade que nesta quarta-feira começa seu encontro na estação de esqui na Suíça revela que as disparidades sociais são riscos reais para a estabilidade internacional. Entre os riscos para o mundo, Davos aponta que a disparidade é o maior deles.

Mas é o estudo da Oxfam que traz os dados mais reveladores. 85 fortunas mundiais acumulam a mesma riqueza que 3,5 bilhões de pessoas. Ou seja, metade da humanidade. Na prática, 1% das pessoas controlam 50% do PIB do planeta. O documentos será apresentado aos magnatas do mundo em Davos, muitos dos quais são até hoje apontados como os responsáveis por ter incentivado um cenário de irresponsabilidade financeira.

Desta vez, serão confrontados com números claros. Nos EUA, 95% do crescimento gerado após a crise de 2008 ficou nas mãos de 1% da população.

Na Europa, as dez pessoas mais ricas do Velho Continente mantém fortunas equivalentes a todos os pacotes de resgate dados aos países da região entre 2008 e 2010, cerca de 200 bilhões de euros.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

2014 terá inflação de 6,01%. Prévias de janeiro já começaram em alta

Projeção da inflação anual medida pelo IPCA fica em 6,01%
Agência Brasil | 20/01/2014

A projeção de instituições financeiras para a inflação em 2014, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 6% para 6,01%. Para 2015, a estimativa subiu de 5,50% para 5,60%, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central, divulgada às segundas-feiras.

As projeções estão distantes do centro da meta de inflação, de 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Na contramão: Alta nos juros ameaça o equilíbrio dos preços

por Almir Cezar, de Brasília

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC), ao elevar a taxa básica de juros (Selic) para 10,5% ao ano, na quarta-feira (15/01), acrescentou mais 0,5 ponto percentual à trajetória iniciada em abril de 2012, quando a Selic estava em 7,25% ao ano. Contudo, a alta da Selic, usada para baixar inflação, causada principalmente pelos preços dos alimentos, desestimula a produção e ameaça justamente o equilíbrio de preços.

Com alta dos juros o crescimento não se sustenta

Não por acaso, na sexta-feira (17/01), o Banco Central divulgou o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil), indicador que antecipa o PIB (Produto Interno Bruto), apurado oficialmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A economia brasileira não sustentou a tendência de aceleração registrada em outubro do ano passado após o fraco desempenho do terceiro trimestre.

A atividade caiu 0,31% em novembro na comparação com o mês anterior. O número é pior do que a expectativa dos analistas. Demonstrando a instabilidade no crescimento da economia no ano passado. O resultado de novembro representou o oitavo mês seguido de em que o índice alternou altas e baixas. Em outubro, havia subido 0,7%.

(clique aqui para continuar lendo)

sábado, 18 de janeiro de 2014

Caixa Econômica tenta tungar poupanças e Juros sobem de novo prejudicando o crédito ao consumidor

Coluna do dia 17/01 do quadro Economia é Fácil do programa Censura Livre, rádio Aliança FM 98.4, São Gonçalo (RJ)

Olá ouvinte do programa Censura Livre aqui quem fala é Almir Cezar, direto da sucursal Brasília da Agência de Notícias Alternativas - ANOTA, com a coluna "Economia é Fácil", sempre tentando explicar as principais notícias econômicas da semana. Hoje falaremos sobre duas: 

A primeira é que a Caixa Econômica Federal desde segunda-feira corre atrás do prejuízo para se explicar depois que reportagens saídas no fim de semana informavam que o banco tinha encerrado ilegalmente as contas inativas e confiscado os recursos, usando o dinheiro para inflar os lucros em 2012. 

A Caixa pressionada pela repercussão alegou que não mexeu nas inativas, apenas encerrou contas cujos titulares estivessem com CPF ou CNPJ irregulares. Segundo banco, este promovera uma varredura para identificar contas de titulares com irregularidades, mas que os correntistas que não se manifestaram tiveram suas contas encerradas em 2012.

Os recursos das quase meio milhão das contas encerradas foram contabilizados como receitas operacionais, o que elevou o lucro líquido da Caixa em R$ 420 milhões no balanço de 2012 depois do pagamento de tributos. 

Esse montante foi distribuído aos acionistas do banco, especialmente o governo federal, que usou esse mais os impostos para equilibrar as contas públicas - abalada pela queda na arrecadação de impostos provocada pela desaceleração econômica, alta nos juros da dívida e desonerações fiscais.

A Caixa, desautorizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Banco Central, informou que no próximo balanço a ser divulgado, no começo de fevereiro, haverá a anulação dessa apropriação do dinheiro das contas encerradas.

Programa de rádio Censura Livre completa 3 anos com muita informação

No dia 15 de janeiro, comemorou-se o aniversário de três anos do programa Censura Livre, da Rádio Aliança 98,7 FM, em São Gonçalo, RJ.  O programa tem muita informação, debates com convidados, entrevistas e os quadros "Notícias da semana", "Conexão Brasília", "Economia é Fácil" e "Por dentro da música".

O programa vai ao ar ao vivo todos os sábados, das 18h às 20h (reprisado às terças-feiras, das 17h às 19h). 

Os ouvintes ou internautas também pode participar através dos sites www.radioaliancafm.com.br ou www.radioaliancafm.org, pelo e-mail programacensuralivre1@gmail.com ou ainda pelos telefones (21) 2724-2263 e 2604-1553. 

Você também pode ouvir a Rádio Aliança FM no seu celular baixando o aplicativo Tune In e programas anteriores pelo canal no Youtube ou pelo blog do Programa Censura Livre em http://pcensuralivre.blogspot.com.br/.

O Censura Livre é apresentado por Antônio Figueiredo e Dirley Santos e produzido por Antônio Figueiredo, Ademar Lourenço, Almir Cezar Filho, Dayse Alvarenga, Dirley Santos, Eduardo Araújo, Rodrigo Noel e Rodrigo Barrenechea.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Colapso da UGF e UniverCidade e o neoliberalismo na Educação Superior brasileira

por Almir Cezar

Protesto em frente a uma unidade da UGF
Dei aulas na Universidade Gama Filho (UGF)  em 2008/2009 e senti na pele o impacto da lógica neoliberal e mercantilista, que só poderia em resultar na gravíssima crise por que esta e a UniverCidade passam no momento, ambas universidades do Grupo Galileo. O MEC diz que fará a transferência assistida dos estudantes para outras universidades privadas.

Infelizmente, faço minhas as palavras do artigo abaixo, com um adendo: a única alternativa correta diante do fato consumado, não é o mero descredenciamento de ambas universidades particulares, como fez o Ministério da Educação (que meramente "lavou às mãos"), mas sua imediata estatização, ou pelo Estado do Rio de Janeiro ou pela União, pelo bem dos milhares de estudantes, professores e técnico-administrativos afetados.

A crise da Educação
Fatos & Comentários | Jornal Monitor Mercantil | 16/01/2014

O descredenciamento da Universidade Gama Filho e da UniverCidade são, para além do drama dos alunos subitamente privados do ensino, um exemplo pedagógico das consequências do achatamento do nível universitário no Brasil. Numa escalada que remonta à interminável era FH, o Brasil assiste a uma farra de abertura de cursos superiores, cujo acesso, na sua esmagadora maioria, tem como único filtro a capacidade do interessado em arcar com as mensalidades.

Não por acaso, o país inventou a triste figura do analfabeto universitário, que, com diploma em punho, é incapaz de interpretar um texto relativamente simples. Tudo isso sob as vistas amenas do Ministério da Educação (MEC), que, apenas, recentemente, passou a proibir algumas dessas faculdades de aceitarem novos alunos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Copom exagera na dose: Selic sobe 0,5 ponto e emperra economia


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou nesta quarta-feira a taxa básica de juros (Selic) de 10% para 10,50% ao ano. Foi o sétimo aumento seguido de abril do ano passado até hoje.

Segundo comunicado do Copom, a decisão de elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, sem viés, foi tomada por unanimidade.

A taxa básica de juros do Brasil – que já era a mais alta do mundo – aumentou mais um pouco, com impacto imediato na dívida pública. De acordo com o Dieese, cada ponto percentual de subida na Selic equivale a acréscimo aproximado de R$ 6 bilhões/ano na dívida. A taxa Selic cresceu 3,25 pontos percentuais de abril de 2013 até agora.

“Embora todos saibam que juros altos reduzem o consumo, também inibe os investimentos privados, necessários para a recomposição do parque industrial e geração de mais empregos”, declarou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em nota.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou, na mesma linha, o aumento da taxa. “A inflação precisa ser contida, mas é necessário buscar alternativas para combatê-la que não penalizem tanto a atividade econômica e a vida das empresas e das pessoas”, ressaltou, em nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Inflação, como as ruas podem pará-la?

Inflação, como as ruas podem pará-la?

Eric Gil, de Curitiba (PR), Opinião Socialista
Alimentos e bebidas, itens de necessidade básica,
 tiveram os maiores índices
Saiu neste dia 10 de janeiro o resultado final do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano de 2013 em 5,91%, acima dos 5,84% do ano anterior. Dos itens pesquisados pelo IBGE, o que teve maior aumento foi o de alimentação e bebidas, atingindo 8,48%.

Isto não chega a ser uma surpresa nem para quem acompanha o índice, nem para os trabalhadores que se assustam cada vez que chegam aos supermercados. Nos últimos dez anos, o preço de alimentos e bebidas subiu 68,06%, ou seja, 12,68% de crescimento real (se descontado todo o IPCA). A renda do brasileiro aumentou. No entanto, o preço da comida de nossa mesa aumenta ainda mais.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Mal começa o ano e já vão aumentar os juros de novo?

Copom faz primeira reunião de 2014 para discutir ajuste da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia hoje à tarde a primeira reunião de 2014 para discutir se mantém o processo de ajuste da taxa básica de juros (Selic), iniciado em abril do ano passado, quando estava em 7,25% ao ano. De lá para cá, a Selic foi elevada em 2,75 pontos percentuais, chegando aos 10% atuais.

Foram seis reajustes seguidos e se depender da expectativa dos analistas de instituições financeiras, expressa no boletim Focus, divulgado ontem pelo BC, a tendência é o Copom ajustar a política monetária em mais 0,25 ponto percentual. A decisão será anunciada amanhã quando terminar a segunda etapa da reunião.

As reuniões do Copom ocorrem em intervalos de 45 dias, sempre em duas etapas, para fixar a taxa média dos financiamentos diários dos títulos federais, depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Por extensão, a taxa básica de juros é conhecida também como Selic.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O juro da notícia: jornalismo econômico pautado pelo mercado financeiro

O juro da notícia: jornalismo econômico pautado pelo mercado financeiro

Jornal GGN - 13/01/2014 | Márcia Pinheiro

A jornalista Paula Puliti lança, nesta segunda-feira (13), às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (São Paulo), o livro "O juro da notícia: jornalismo econômico pautado pelo mercado financeiro". Nele, a profissional, com larga experiência em informação em tempo real, na Broadcast/Agência Estado, destrincha como se deu o processo de financeirização das pautas econômicas, a partir de meados da década de 1980. O jornalista Luis Nassif é um dos entrevistados. A seguir, os principais trechos da entrevista que Paula concedeu ao Jornal GGN.

Jornal GGN: Como foi sua experiência em tempo real? 

Paula: Positiva. Tracei um caminho que poucos haviam traçado e que não se tem noção na escola. Tornei-me ágil e desconfiada do que as fontes falavam. Aprendi um novo tipo de jornalismo  - o de não ter medo de escrever.

JG:  Você diz, no livro, que desde meados dos anos 1980 a imprensa começou a ser pautada pelo mercado financeiro. Como isso de deu? Qual a origem?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O aumento do IPI e a estagnação

por Almir Cezar

No fim do ano o Ministério da Fazenda suspendeu a isenção e/ou redução da alíquota do IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre uma série de bens. O governo confirmou na véspera do Natal o aumento gradual IPI a partir de 1º de janeiro de 2014 – revertendo parcialmente a alíquota que vigorava antes do governo determinar a redução do IPI para incentivar o consumo e evitar demissões no país, no início de 2012. A medida tinha sido uma das ações adotadas por Dilma Rousseff para combater os efeitos da crise mundial, aquecer a economia interna e evitar demissões. Contudo, não foi isso que aconteceu.

Para os carros populares (1.0), a alíquota de IPI, que hoje está em 2%, passa a ser de 3%. A alíquota de 3%, no caso dos carros populares, vai valer até 30 de junho de 2014, quando o governo então vai avaliar se haverá novo aumento, para 7% .

A queda na atividade econômica, especialmente na produção industrial, e as desonerações para a linha branca (geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos) e nos automóveis foram os principais fatores que provocaram a queda na arrecadação em 2012 e 2013, com prejuízos nas contas públicas, embora com baixo resultado na reversão da dinâmica da atividade industrial. As desonerações fiscais tinham sido utilizadas em 2009/2010 pelo então governo Lula, em reação à primeira onda da crise econômica mundial, com relativo sucesso - o mesmo não sendo verificado agora.

[ clique aqui para ler a íntegra no site da ANOTA ]

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

(Retrospectiva 2013) 13 principais fatos que marcaram a economia

Lista com os principais fatos que marcaram a economia em 2013 no Brasil e no mundo:
    1- alta da inflação no Brasil
    2- privatização de aeroportos e rodovias
    3- o leilão do pré-sal
    4- a queda de Eike Batista
    5- a alta na taxa de juros
    6- PIBinho brasileiro de 2013
    7- em queda arrecadação do governo e vendas no comércio
    8- crise fiscal e orçamentária nos EUA
    9- recessão europeia se aprofunda
    10- esvaziamento econômico nos BRICS
    11- Jornadas de Junho no Brasil
    12- O anúncio formal de mudanças na política econômica chinesa
    13- o investimento russo em petróleo e gás na Bolívia
    E aí, quais outros fatos econômicos de 2013 estão faltando nessa lista?

    quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

    Déficit comercial: É o modelo!

    É o modelo!

    O anúncio de que o Brasil só escapou de voltar aos déficits comerciais da era de ouro do populismo cambial tucano graças a uma manobra contábil animou o lobby dos que defendem a redução dos já frágeis mecanismos de defesa da economia nacional. Segundo essa vertente, a principal causa da fragilidade das exportações do país residiria no Mercosul, que nos impediria de fazer acordos vantajosos com Estados Unidos e União Européia (UE), por exemplo. 

    Mais ideológico do que econômico, tal argumento ignora o fato de a performance do comércio do país estar limitada pelo aprofundamento de um modelo econômico que se concentra na exportação de commodities – minerais e alimentos – sobre cujas cotações o Brasil não tem controle e que representam irrisórios 6% do comércio mundial. E que, simultaneamente, acelera a desindustrialização, ao adotar câmbio valorizado, juros astronômicos e ampliar a presença de componentes importados na indústria local.

    Mercados

    Mantido esse modelo, a realização de acordos de livre comércio com economias mais avançadas resultaria no aumento do déficit e não na produção de superávits mais expressivos. Com os EUA, por exemplo, nosso déficit saltou de US$ 5,7 bilhões, em 2012, para US$ 11,4 bilhões, em 2013. Com a UE, o resultado favorável aos europeus avançou de US$ 1,3 bilhão, para US$ 3 bilhões. 

    Os dois resultados, certamente, foram importantes para a geração de empregos para estadunidenses e alemães, em particular. Já com a Argentina, do amaldiçoado Mercosul, tivemos superávit de US$ 3,1 bilhões, ano passado, contra US$ 1,5 bilhão, em 2012. Imagina com abertura irrestrita!

    Fatos & Comentários, Jornal Monitor Mercantil | 03/01/2014

    terça-feira, 7 de janeiro de 2014

    Brasil sofre com a baixa taxa de investimentos, de 19% do PIB

    Temeroso diante do intervencionismo estatal e inseguro com o fraco desempenho da economia, o empresariado preferiu engavetar projetos à espera de ventos mais favoráveis

    Rosana Hessel | Correio Braziliense | 07/01/2014 

    O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, é taxativo sempre que instado a explicar o baixo nível de crescimento do Brasil: “Sem investimentos produtivos, não há como esperar um desempenho mais forte do PIB (Produto Interno Bruto). O consumo das famílias funciona como suporte, mas o que dá a dinâmica da atividade, para cima ou para baixo, são os investimentos”.

    A visão cristalina de Tombini só agiganta o desafio a ser enfrentado pelo próximo comandante do Brasil quando 2015 chegar. Açoitado por uma onda de desconfiança estimulada pelo governo, o país amarga uma retração do capital poucas vezes vista na história recente. Temeroso diante do intervencionismo estatal e inseguro com o fraco desempenho da economia, o empresariado preferiu engavetar projetos à espera de ventos mais favoráveis.

    Não à toa, a taxa de investimentos do Brasil em relação ao PIB está estacionada entre 18% e 19%. Quando tomou posse, em 2011, a presidente Dilma Rousseff prometeu elevar, até o fim de seu mandato, esse índice para, pelo menos, 24%, uma vez que o Brasil havia se tornado um canteiro de obras com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). O discurso, porém, logo se mostrou vazio. Além de o governo não conseguir tocar os empreendimentos que havia abraçado, por total ineficiência, espantou o espírito animal dos empresários ao intervir em áreas sensíveis, como a de energia, para obter dividendos políticos.

    Frustração
    O resultado não poderia ser diferente: o crescimento econômico despencou. Depois de muito se debater, o Palácio do Planalto acreditou que, ao lançar um grande programa de concessões à iniciativa privada de portos, rodovias, aeroportos e ferrovias, conseguiria levantar os ânimos dos donos do dinheiro. Mas a frustração foi grande. Ao adotar uma postura pouco amistosa ao capital, acreditando que poderia fixar as margens de lucros, viu seu projeto de privatização quase naufragar. Somente depois de mudar as regras dos editais e de tornar os projetos rentáveis, conseguiu obter os primeiros resultados positivos.

    segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

    Inflação deve encerrar 2014 em 5,97%

    A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 5,97%. A expectativa é de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central e, de acordo com essa pesquisa, a inflação em 2014 será maior do que no ano passado (5,74%).

    As projeções estão distantes do centro da meta de inflação estabelecido pelo governo (4,5%) e abaixo do limite superior (6,5%). É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.

    Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e, por conseqüência, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    No ano passado, o Copom elevou a Selic em 2,75 pontos percentuais. A taxa encerrou 2013 em 10% ao ano. A expectativa das instituições financeiras é que na reunião do comitê, neste mês, a Selic seja elevada em 0,25 ponto percentual e, posteriormente, haja novo ajuste em igual patamar. Assim, a taxa deve terminar 2014 em 10,50% ao ano.

    A pesquisa do BC também traz a mediana (desconsidera os extremos das projeções) das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que é 5,40% este ano.

    A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) é 6% em 2014 e para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeção é 6,01%.

    A estimativa para os preços administrados é 4%, este ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.

    06/01/2014| Agência Brasil

    domingo, 5 de janeiro de 2014

    O que é valor?

    O que é valor?

    Esquerda Marxista - [Rob Sewell] O que é valor? Esta questão tem intrigado a mente humana por mais de dois mil anos.

    Os economistas burgueses clássicos lidaram com a questão, como o fez Marx. Depois de muito debaterem, encontraram a ideia correta de que o trabalho era a fonte de valor. Isto, então, se tornou um dos pilares da economia política burguesa, começando com Adam Smith. Sobre esta questão, havia um terreno comum entre Marx e os economistas burgueses clássicos.

    Contudo, para os economistas burgueses isto representava um paradoxo e um beco sem saída. “O homem que encontrou o caminho para sair deste beco sem saída foi Karl Marx”, explicou Friedrich Engels. Para Marx, que continuou a desenvolver e aprimorar a teoria do valor, ela foi o meio para a descoberta das leis de movimento do capitalismo e da mais-valia. Por esta razão, a teoria do valor torna-se o principal alvo de todos os adversários de Marx. “A mercadoria mais abundante da maioria dos escritores antimarxistas é a exposição dos absurdos desta doutrina”, declarou A. D. Lindsay, o ex-Mestre de Balliol College, Oxford, em 1931.

    O que é fonte de riqueza?

    segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

    Quase metade do Orçamento de 2014 vai para juros e amortizações da dívida

    O governo federal prevê a destinação de apenas 3,31% do valor total do Orçamento Anual de 2014 para a Educação e 4% (R$ 100,3 bilhões) para a Saúde. Para pagamento de juros e amortizações da dívida pública, contudo, o Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA), aprovado na madrugada do dia 18 de dezembro, prevê a destinação de 42% (R$ 1,003 trilhão) do total de R$ 2,48 trilhões.

    Informações do grupo Auditoria da Dívida afirma que “esse valor consumido pela dívida corresponde a 10 vezes o valor previsto para a saúde, a 12 vezes o valor previsto para a educação, e a 4 vezes mais que o valor previsto para todos os servidores federais (ativos e aposentados) ou 192 vezes mais que o valor reservado para a Reforma Agrária”.

    A Auditoria da Dívida assegura que “esse privilégio mostra que o endividamento é o maior problema do gasto público brasileiro, e afeta todas as áreas sociais. Diante disso e tendo em vista as inúmeras comprovações denunciadas pela CPI da Dívida realizada na Câmara dos Deputados (2009/2010), de falta de contrapartida dessa dívida, além de ilegalidades e ilegitimidades, é urgente realizar completa auditoria, conforme previsto na Constituição Federal. Conheça mais sobre o assunto no livro Auditoria Cidadã da Dívida – Experiências e Métodos”.

    “Bônus” para emendas em ano eleitoral
    Ainda do total da previsão de receita aprovados, os parlamentares designaram uma espécie de “plus” no valor de R$ 2 milhões para emendas parlamentares patrocinadas pelos integrantes da Comissão Mista do Orçamento (CMO), líderes partidários e presidentes de outras comissões. Informações da imprensa dão conta de que senadores e deputados federais ameaçaram não aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014 caso o Palácio do Planalto não assumisse o compromisso de pagar esse “plus” ainda este ano para obras em seus redutos eleitorais.

    sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

    Fator previdenciário ‘rouba’ mais 2% da aposentadoria

    por Almir Cezar
    para o site da ANOTA

    Uma notícia boa (o aumento da expectativa de vida do brasileiro apurado pelo IBGE) leva a uma notícia ruim: isso implica na elevação do "fator previdenciário". Esse redutor provoca perda média de 40% no valor das aposentadorias e obriga o trabalhador para ganhar o teto, tempo de trabalho extra ainda maior. O problema é que a cada ano o tempo para o teto aumenta, distanciando o trabalhador da idade para se aposentar.

    A divulgação, nesta segunda-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da revisão para cima da expectativa de vida do brasileiro fará com que as pessoas que a partir de agora entrem com pedidos de aposentadoria percam, em média, 2% no valor final do benefício em relação aos pedidos feitos até o último sábado.

    segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

    Como fugir de uma ceia de Natal mais cara em 2013

    por Almir Cezar, de Brasília
    para o site da ANOTA

    A ceia deste Natal do brasileiro vai ficar mais cara, em média vai ficar 8,10% mais cara do que em 2012, segundo a pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). E ainda, o preço da ceia de Natal varia até 132%  - no interior ainda chega a ser maior, 182% apurou a Fundação Procon-SP, fenômeno que se reflete por todo o Brasil. Então as famílias precisam levar em consideração a grande variação e o forte aumento nos preços dos itens na hora de escolherem qual será o prato principal da ceia de Natal.

    Os levantamentos consideraram itens que devem fazer parte das compras de Natal: arroz branco, batata inglesa, cebola, couve mineira, frutas, farinha de trigo, frango inteiro, ovo, frango especial, lombinho suíno, pernil suíno, bacalhau, azeite de oliva, óleo de soja, maionese, azeitona em conserva, azeitona em conserva a granel e vinho.

    sábado, 21 de dezembro de 2013

    "Natal do brasileiro em 2013 ficou mais caro. Como fazer pra ceia ficar mais em conta"

    ECONOMIA É FÁCIL, com Almir Cezar

    Quadro no Programa "Censura Livre" - Rádio Aliança FM 98,7 - São Gonçalo - RJ
    Tema de hoje (21/12/2013): "Natal do brasileiro em 2013 ficou mais caro. Como fazer pra ceia ficar mais em conta"

    sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

    Gasto com juros em 2014 será 10 vezes maior do que com a Saúde e 12 da Educação

    Gasto com juros é 10 vezes maior do que com a saúde
    Rentistas levam R$ 1 tri do Orçamento, 12 vezes mais do que o destinado à educação

    O valor destinado no Orçamento para 2014 ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. corresponde a dez vezes o previsto para a saúde, a 12 vezes o destinado à educação e a quatro vezes mais ao previsto para todos os servidores federais (ativos e aposentados). A comparação é do economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida, ao analisar a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano que vem, aprovada na madrugada de quarta-feira pelo Congresso Nacional.

    Do total de R$ 2,4 trilhões orçado, o economista destaca que R$ 1,002 trilhão (42%) será destinado ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Ávila, que defende a realização de uma "completa auditoria da dívida, conforme previsto na Constituição", acrescenta que os gastos financeiros representam a 192 vezes mais que o valor reservado para a reforma agrária.

    terça-feira, 17 de dezembro de 2013

    Dinheiro público em aeroportos recém-privatizados

    Uma das justificativas para privatização não era trazer capitais privados para investimento em infraestrutura? Por que então o empréstimo de um banco público e com juros subsidiados?

    Bndes aprova R$ 4,27 bi para aeroportos de Guarulhos e Brasília

    A direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) aprovou a concessão de dois empréstimos de longo prazo para os aeroportos de Guarulhos e de Brasília, totalizando R$ 4,27 bilhões. Os recursos destinam-se à ampliação, modernização e exploração da infraestrutura dos dois aeroportos e também servirão para quitar os empréstimos-ponte concedidos aos dois concessionários pelo Bndes..

    Maior aeroporto do país, Guarulhos será apoiado com R$ 3,48 bilhões. Neste total, está incluído R$ 1,2 bilhão relativo ao empréstimo-ponte concedido em outubro de 2012, a ser pago quando ocorrer o primeiro desembolso para a Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. (GRU Airport).

    Já a Inframérica Concessionária do Aeroporto de Brasília S.A. receberá R$ 797,1 milhões. No primeiro desembolso deste financiamento será pago o empréstimo ponte de R$ 488 milhões, concedido em dezembro último.

    No caso do financiamento para a ampliação, manutenção e expansão do Aeroporto Internacional de Guarulhos, a participação dos recursos do Bndes será de 64% do total dos investimentos, enquanto que no projeto do Aeroporto Internacional de Brasília ela será de 61%.

    quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

    No Senado Tombini diz que BC busca meta de inflação de 4,5%

    No Senado, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirma que busca meta de inflação de 4,5%. Isso abre a seguinte pergunta: se é difícil ficar dentro do teto (2% para mais), que esse ano é de 6,5%, que arrocho monetário seria necessário para se atingir o centro da meta? E porque perseguir exatamente esse percentual? E não devemos nos esquecer que, se o aumento dos juros continuar, o crescimento econômico ficará ainda mais difícil.

    Tombini: Banco Central busca a meta da inflação de 4,5%
    Jornal do Senado | 11/12/2013

    Alexandre Tombini (C) fala à CAE  ao lado de Altamir Lopes,
    Carlos Araújo, Lindbergh Farias  e Delcídio do Amaral 
    (Foto: Marcos Oliveira)
    O presidente do Banco Central disse aos senadores da Comissão de Assuntos Econômicos que a instituição não está acomodada diante dos atuais índices, próximos ao teto

    O Banco Central vai continuar se esforçando para fazer a inflação convergir rumo à meta anual de 4,5%, afirmou ontem o presidente Alexandre Tombini em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

    Tombini respondeu os questionamentos dos senadores Francisco Dornelles (PP-RJ), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Armando Monteiro (PTB-PE) quanto a uma possível acomodação da inflação no teto da meta, de 6,5% — a variação acumulada de 12 meses, medida pelo IPCA, está em 5,77%.

    Também em resposta a Dornelles e Armando, o presidente do BC negou artificialismo no controle da inflação, pelo fato de o governo segurar preços administrados, como os dos combustíveis, para compensar a alta nos chamados preços livres (sobre os quais o governo não exerce nenhum controle).

    quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

    Inflação desacelera

    Inflação oficial (o IPCA) de novembro desacelera puxada pelos alimentos e bebidas, porém, habitação, transporte e despesas pessoais puxam em sentido contrário. Justamente os preços controlados e intensivo em mão de obra. O IPCA fecha em 12 meses em 5,77%, abaixo do teto da meta de inflação de 6,5%.

    IPCA desacelera em novembro e registra aumento de 5,77% em 12 meses

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,54% em novembro, contra 0,57% no mês anterior. Em 12 meses, o IPCA acumulou variação de 5,77% e, no ano, a variação é de 4,95%. O IPCA Administrados (que engloba os preços controlados pelo governo) apontou alta de 0,48% em novembro (contra 0,14% em outubro) e variação de 0,94% em 12 meses. A leitura de novembro apontou que o grupo Alimentação e Bebidas registrou expressiva desaceleração (de 1,03% para 0,56%), com impacto de 0,14 ponto percentual sobre o IPCA (a maior dentre todos os grupos). Em sentido oposto, apontaram alta outras duas categorias de grande relevância para o indicador Habitação (de 0,56% para 0,69% e impacto de 0,10 p.p) e Transportes (de 0,17% para 0,36% e impacto de 0,07 p.p). As fontes de pressão que justificam tal movimento foram o aumento de 1,63% nas contas de energia elétrica e o incremento de 6,52% no preço das passagens aéreas, respectivamente.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,54% em novembro, contra 0,57% em outubro. Em 12 meses, o IPCA acumulou variação de 5,77%.

    Alimentos e bebidas: O grupo registrou expressiva perda de ritmo, ao passar de 1,03% para 0,56% entre outubro e novembro. Em 12 meses, o grupo registrou alta de 8,63%.

    Habitação: O grupo apresentou aceleração entre outubro (0,56%) e novembro (0,69%), mantendo-se como uma das principais fontes de pressão inflacionária (impacto de 0,10 p.p sobre o IPCA, o segundo maior no mês). Em 12 meses, o grupo registrou alta de 3,52%.

    Transportes: O grupo mostrou forte aceleração entre outubro (0,17%) e novembro (0,36%). Em 12 meses, o grupo registrou alta de 2,18%.

    Despesas pessoais: O grupo acelerou na passagem de outubro (0,43%) para novembro (0,87%). Em 12 meses, o grupo registrou alta de 9,04%.

    Monitor Mercantil | 06/12/2013

    segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

    Economia recua 0,5% e apresenta pior resultado desde 2009

    Portal da CSP-Conlutas | 06/12/2013

     Agropecuária, Investimentos e Serviços são os setores mais afetados; números colocam em xeque imagem de Brasil distante da crise

    O Produto Interno Brasileiro (PIB) apresentou queda de 0,5%, comparando o terceiro trimestre de 2013 ao segundo trimestre do ano, e apesar da possibilidade de expansão em 2,5% até o fim do trimestre corrente, este é o pior resultado para a economia do país desde 2009.

    Os setores mais afetados desde o segundo trimestre são o de agropecuária e investimentos, e segundo o IBGE, o mesmo período também apresentou leve queda de “despesa de consumo da administração pública”.

    A pesquisa aponta que a agropecuária foi um dos principais setores em queda, com recuo de 3,5% de julho a setembro na comparação com o trimestre anterior, e assim, o resultado reflete a instabilidade do modelo de agronegócio no país, apresentado pelas autoridades como o grande propulsor da economia, a partir das grandes safras de produtos como a soja, por exemplo.

    sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

    Selic volta aos 2 dígitos: explode cheque especial e contas públicas e derruba a economia

    por Almir Cezar

    Na quarta-feira passada  (03/12) a maior taxa de juros do mundo voltou aos 2 dígitos, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros (Selic) de 9,5% para 10% ao ano. Esse aumento ainda não mexeu com o faturamento das empresas e com a taxa de desemprego, porém faz explodir os juros cheque especial e obriga as famílias a comprometerem quase metade de sua renda em dívidas, complica as contas públicas e derruba o PIB, e ainda aumenta a desindustrialização.

    Esse aumento foi o sexto seguido de abril para cá, quando a taxa estava em 7,25%, no nível mais baixo desde que o Copom foi criado, em junho de 1996. Contudo, a alta de juro dos bancos é bem superior à da Selic, e já subiam antes do anúncio, informa o BC, o Copom apenas ‘sancionou’ nova rodada de aumento, para taxas de até 145% ao ano. Entre setembro e outubro, os juros do cheque especial subiram em 1,2 ponto percentual, para inacreditáveis 144,5% ao ano. As dívidas já consomem 45% da renda familiar. Entre setembro e outubro, os juros do cheque especial subiram em 1,2 ponto percentual, para inacreditáveis 144,5% ao ano. O percentual de inadimplentes no Brasil não aumenta porque o desemprego segue em baixa e a renda em alta.

    quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

    Banqueiros, governo e oposição de direita conseguem no STF adiar reparo de tunga de rendimentos de planos econômicos

    Como se sabe, o STF adiou a decisão sobre o caso sobre perdas no rendimento de cadernetas de poupança por causa de planos econômicos que se arrasta há, até 27 anos, para o ano que vem. É mais uma prova da força no Brasil da coalização política pró-rentismo. Em manifesto enviado às vésperas do julgamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), todos os ex-ministros da Fazenda vivos e ex-presidentes de Banco Central, entre eles nomes emblemáticos como, FH, Pedro Malan, Zélia Cardoso de Mello, Antônio Palocci e Maílson da Nóbrega, além dos atuais ocupantes dos cargos, Guido Mantega e Alexandre Tombini, respectivamente, pediram que o STF barre o pleito de poupadores que viram suas economias expurgadas por quatro planos econômicas. 

    Supremo adia conclusão do julgamento sobre perdas com planos econômicos
    Agência Brasil, 27/11/2013

    O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quarta-feira (27/11) que o voto dos ministros no julgamento das ações que sobre perdas no rendimento de cadernetas de poupança por causa de planos econômicos será proferido somente em fevereiro do ano que vem. Os ministros decidiram, porém, iniciar o julgamento, para que as partes envolvidas e os advogados façam a sustentação oral.

    O adiamento da conclusão do julgamento partiu de um pedido do ministro Marco Aurélio, que considerou inadequado iniciar a análise do processo a poucas sessões do começo do recesso no Judiciário. A proposta foi aceita pela maioria do plenário.

    terça-feira, 3 de dezembro de 2013

    Economia brasileira caiu no 3° trimestre. Faturamento também caí, mas segue em alta no ano

    O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,5% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, refletindo a nova escalada de juros deflagrada pelo Banco Central a partir de abril, que vem travando a economia. O PIB totalizou 1,21 R$ trilhão no período de julho a setembro, segundo dados divulgados hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB se manteve estável no primeiro trimestre deste ano e cresceu 1,8% no segundo trimestre. Na comparação com o terceiro trimestre de 2012, a economia brasileira teve crescimento de 2,2 %. O PIB cresceu 2,4 % no acumulado do ano e 2,3% no acumulado de 12 meses. Por outro lado, apesar da queda de 1,2% registrada em outubro, na comparação com setembro, o faturamento da indústria acumula crescimento de 4,6% no ano, de acordo com os Indicadores Industriais de outubro, divulgados ontem (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Então, enquanto o faturamento acumulado no ano seguir em alta, apesar da queda na economia, não haverá "gritaria" contra as sucessivas altas dos juros.

    segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

    Marxismo e teoria da dependência, por Álvaro Bianchi

    Blog Convergência | novembro 29, 2013 |por Alvaro Bianchi

    A necessidade de desenvolver uma interpretação de nossa realidade torna a trajetória do marxismo latino-americano desviante. Perry Anderson (2004) analisou o deslocamento que ocorreu no marxismo europeu do pós-guerra para os temas da filosofia e da crítica literária. A necessidade de o marxismo interpretar a América Latina e, particularmente, o Brasil impediu que a pesquisa histórica, social, política e econômica sofressem o mesmo deslocamento. Pode-se, até mesmo, dizer que a filosofia e a crítica literária brasileiras foram desde cedo marcadas pela análise histórica e social, inclusive no marxismo, ou seja, que o objetivo explícito dessa filosofia e dessa crítica literária foi, senão sempre pelo menos na maioria das vezes, interpretar o Brasil.[1]

    Isso é evidente naqueles autores já citados que assumiram como desafio o estudo da formaçãodo Brasil. Mas pretendo apresentar de modo mais detalhado um caso que tinha tudo para ser a realização do “marxismo ocidental” no Brasil, mas que nunca o foi: o lendário “Seminário d’O Capital”, aquele grupo de estudos sobre a obra de Marx integrado por José Arthur Giannotti, Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Paul Singer, Fernando Novais, Octávio Ianni e outros.