terça-feira, 28 de maio de 2013

Teoria marxista e inflação - sugestão de leitura (textos na Internet)

Sugestão de leitura da semana: o tema é teoria marxista e inflação.
busto de Marx da cidade  alemã Chemnitz (antes
 chamada  de Karl-Marx-Stadt)  no cartão  de crédito
do banco Sparkasse.


Segue uma lista de textos brasileiros acessíveis pela Internet:

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Horas paradas por greves em 2012 é maior em mais de duas décadas

Esses números do DIEESE nos diz muita coisa, inclusive os empregadores estão menos propensos a apresentar propostas razoáveis aos trabalhadores, empurrando-os ao movimento paradista, e que os empregadores estão mais propensos à mobilização e greve. No caso do funcionalismo federal, o Governo Dilma tem sido mais duro nas negociações e as reivindicações não tem sido atendidas como as dos trabalhadores do setor privado - e só de pensar que o negociador do governo no Ministério do Planejamento é um ex-diretor do próprio DIEESE, o secretário nacional de relações do trabalho no setor público Sérgio Mendonça.

Número de horas paradas por greves em 2012 é maior em mais de duas décadas



O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) acaba de publicar o estudo “Balanço das Greves 2012”. O documento aponta que foram realizadas 837 paralisações ao longo do ano, o maior número desde 1997 e um crescimento de 58% em relação ao ano passado confirmando uma tendência de crescimento no número de  greves iniciada no ano de 2008. As greves de 2012 contaram com a participação de cerca de 1,8 milhão de trabalhadores, com média de 4.419 trabalhadores por greve.


Os dados analisados pela entidade foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG), desenvolvido e mantido pelo Dieese, que reúne informações das greves de trabalhadores realizadas no Brasil desde 1978 e conta, atualmente, com mais de 28 mil registros. As informações do SAG foram obtidas por meio de notícias veiculadas em jornais impressos ou eletrônicos da grande mídia e da imprensa sindical.

sábado, 25 de maio de 2013

(Dia do Trabalhador Rural) Reforma Agrária paralisada

(Fonte: Portal do Desenvolvimento Agrário)
Hoje, 25 de maio, é Dia da Trabalhadora e Trabalhador Rural. Na última quarta-feira (22) a CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e a FETRAF (Federação Nacional dos Trabalhadores Agricultores Familiares) realizaram mobilizações pautando o Grito da Terra Brasil, para exigir do Governo Dilma o atendimento a uma série de reivindicações sobre reforma agrária, agricultura familiar e desenvolvimento rural. 

Coincidentemente, no mesmo dia que o Governo recebia o movimento em uma "sala", anuncia em outra o contingenciamento de mais de R$28 bilhões de reais do orçamento geral de 2013, bloqueando do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do INCRA quase 1/4 dos recursos de seu orçamento anual. Não foi um caso isolado, nos últimos anos tem sido o patamar recorrente do contingenciamento que os dois órgãos agrários federais sofrem. A diferença é que o contingenciamento do orçamento geral de 2013 foi globalmente o menor dos últimos dois anos (em 2011 e 2012 foram quase o dobro), portanto, o MDA e o INCRA sofreram este ano um corte proporcionalmente maior ao montante geral, em comparação aos anos anteriores.

Retrospectivamente, o Governo Dilma tem tido os números mais baixos de desapropriação e implantação de projetos de assentamento desde a Redemocratização, perdendo até para o Collor. Contudo, ao invés de fazer a denúncia dessa postura do Governo, setores dos movimentos do campo equivocadamente absorveram a tese que a culpa pelo travamento da Reforma Agrária estaria no Judiciário "reacionário". Porém, os números não comprovam isso, embora a metade dos processos de obtenção de imóveis estão parados na Justiça, a outra metade também não anda na esfera administrativa, e também o número total por si só é pequeno.

Fica aqui nosso agradecimento a esses trabalhadores responsáveis de produzir os alimentos que chegam à mesa da população.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Bolsa família: algumas considerações

por Almir Cezar

Beneficiários do bolsa família correram às agências da Caixa
(Foto: Agência Brasil)
Informações sobre o fim do pagamento do benefício geraram tumultos em vários estados no último fim de semana. Nesses locais, beneficiários correram às lotéricas após o boato de que o recebimento de valores só seria feito até este sábado. A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até o último sábado (18/05), se espalhou pelas redes sociais e levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios, em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro. Em João Pessoa, beneficiários se dirigiram a agências bancárias após o boato, e a Polícia Militar teve de ser acionada. O ministro da Justiça determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família.

As bolsas sociais são constantemente alvo de acusações e severas críticas. Inauguradas na década de 1990 em governos municipais e estaduais chegaram no início do década de 2000 ao nível federal e consolidada ao longo da década, com a criação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Cadastro Único (CADÚnico) e o Programa Bolsa Família e agora o Programa Brasil Sem Miséria (BSM). O episódio voltou a chamar a atenção sobre elas, e novamente, ressurgem as acusações e críticas.
Ministra Tereza Campello fala em entrevista coletiva
(Foto: Agência Brasil)

Em meu tempo de graduação, eu era um pesquisador sobre o tema de políticas públicas de combate a desigualdade e pobreza. Cheguei a ser aluno de alguns dos "bambas" tão amados pelo atual Governo, como Marcelo Néri, Ricardo Henriques, etc, utilizados para legitimar a política social que prioriza o emprego das bolsas-sociais. Contudo abandonei durante meu desenvolvimento acadêmico esse tema posteriormente  por desacordos metodológicos e estratégicos entre os pesquisadores majoritários dessa temática. Tornei-me crítico, entendendo ser outra a estratégia para a justiça social e desenvolvimento nacional. Porém, não concordo com um conjunto de críticas que lhe são dirigidas aos programas de renda-mínima. Assim, apresento algumas considerações em forma de tópicos como contribuição ao debate sobre o tema "bolsa família":

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Coleção de clássicos latino-americanos do pensamento social inéditas no Brasil


Instituto de universidade publica coleção de obras clássicas de autores do pensamento social latino-americanos inéditas no Brasil. 
As duas primeiras obras, embora de brasileiros, jamais haviam sido publicados no país.

Fonte: IELA
O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vem publicando a coleção Pátria Grande, Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano, que deverá reunir 40 volumes, todos editados pela Editora Insular, de Florianópolis. 

A intenção é divulgar autores e obras clássicas das ciências sociais na América Latina que deram vida ao que entrou para a história como “pensamento crítico latino-americano”. As obras escolhidas para compor esta Biblioteca são inéditas ou foram divulgadas apenas marginalmente no Brasil. 

Com esse trabalho, o Iela inaugura mais um a frente de ação. Não apenas no debate sistemático das temáticas latino-americanas, mas o estudo permanente de pensadores praticamente desconhecidos nas universidades brasileiras. 

Fonte: IELA
A coleção, ao ser concretizada em livro, eterniza, em português, obras de fundamental importância para se compreender a América Latina. O segundo volume da coleção lançado agora em 2013 é o livro “O capitalismo dependente latino-americano”, de Vânia Bambirra. Cuja primeira edição é de 1974, desde então inédita em português e no Brasil (clique aqui para ler em espanhol).

Ano passado foi publicado o primeiro volume da coleção, o livro “Subdesenvolvimento e revolução”, do mineiro Ruy Mauro Marini (1932-1997), publicada originalmente no México em 1969 e que ganhou sucessivas edições em muitos países sem, contudo, jamais ter sido publicada em nosso país. 

Não por acaso, dois clássicos centrais da Teoria Marxista da Dependência.

Para ter acesso ao livro entre em contato com Iela por iela@iela.ufsc.br ou http://www.iela.ufsc.br/

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Contingenciamento: Orçamento de 2013 terá bloqueio de R$ 28 bilhões. 1/4 na reforma agrária e agricultura familiar

Guido Mantega e Miriam Belchior no anúncio.
(Foto: Agência Brasil)
Nesta manhã de hoje (22/05) houve o anúncio pelo ministro da Fazenda Guido Mantega e ministra do Planejamento Miriam Belchior do famigerado contingenciamento do orçamento federal. O governo decidiu bloquear gastos de R$ 28 bilhões no Orçamento de 2013. O corte não foi por igual, PAC e Copa foram preservados em seu orçamento, enquanto que 1/4 nas verbas para reforma agrária e agricultura familiar foram bloqueados.

O contingenciamento tem o objetivo alegado de ajudar o Governo Federal a cumprir a meta de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) deste ano, prevista em R$ 155,9 bilhões. Do valor, o governo poderá abater R$ 45,2 bilhões em investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para estabelecer o bloqueio, o governo usou como parâmetro uma projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% este ano, do PIB nominal de R$ 4,875 trilhões e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, em 5,2%. 

O montante é inferior ao valor contingenciado nos primeiros dois anos da gestão Dilma Rousseff: R$ 50 bilhões (em 2011) e R$ 55 bilhões (em 2012). Contudo, nessa mordida - feita sob a justificativa de controlar a inflação, mas na verdade compensar a queda na arrecadação (gerada pelos incentivos fiscais aos empresários) e garantir o pagamentos dos juros da dívida pública (verdadeiro "bolsa-banqueiro") - o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) perderão 880 milhões de reais, portanto, quase 1/4 de seu orçamento inicial (R$3,87 bilhões). 

Coincidência triste: essa perda de grande volume de recursos para reforma agrária e agricultura familiar, é anunciada justamente no dia em que se realiza pela CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura) o 19o. Grito da Terra Brasil, e tentaram ocupar o edifício da sede do Incra e das secretarias do MDA, no Centro de Brasília após uma marcha pela Esplanada dos Ministérios para chamar a atenção das autoridades federais.

Por outro lado, os estímulos à economia sob a forma de desoneração tributária aos empresários e crédito subsidiado poderão ser descontados até o limite de R$ 20 bilhões da meta de superávit primário - economia feita pelo governo para pagamento de juros da dívida pública. Somado ao montante de R$ 45,2 bilhões em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que também podem ser descontados da meta fiscal, o total fica em R$ 65,2 bilhões. Na prática, as desonerações e os investimentos no PAC são contabilizados como esforço fiscal. Também não houve bloqueio em programas e ações consideradas prioritárias como os megaeventos Copa das Confederações e do Mundo e Olimpíadas.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Seminário 40 anos do livro "Dialética da dependência" no México


Hoje e amanhã (21 e 22 de maio) acontece na Cidade do México,  o Seminário Internacional 40 años de Dialéctica de la dependencia, livro clássico sobre desenvolvimento sócio-econômico na perspectiva marxiana e latino-americanista do intelectual brasileiro Rui Mauro Marini.

O seminário contará inclusive com a presença de professores universitários e pesquisadores brasileiros e acontecerá no Auditorio Mtro. Ricardo Torres Gaitán, da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). 

Rui Mauro Marini foi um dos formuladores da Teoria Marxista da Dependência e professor de sociologia por muitos da UNAM, que inclusive dedica um centro de pesquisa em sua memória, com um portal na internet para divulgar suas obras. Curiosamente, segue sendo um intelectual muito mais celebrado e estudado no México e na América Latina de língua castelhana do que no Brasil. Esse livro terá sua primeira publicação em português e no Brasil pela primeira vez esse ano.

As inscrição e informações do seminário são pelo site: www.iiec.unam.mx

Veja a programação:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A miséria alemã e a desgraça europeia.

Europa vive maior recessão desde 95. Alemanha impõe medidas de austeridade à UE e vive aumento da miséria interna. Cortes devem aumentar desigualdade social.

A miséria alemã
Ano passado, cerca de 320 mil famílias alemãs tinham pelo menos um membro que dependia de assistência social apesar de ter rendimento bruto de pelo menos 800 euros. O número cresceu em 20 mil famílias em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Federal de Emprego da Alemanha citados pelo jornal germânico Sueddeutsche Zeitung. A exposição dessa face, em geral, oculta das consequências na Alemanha da agudização da crise na Europa deve impactar o debate eleitoral sobre a adoção de um salário mínimo no país, que, apesar de ter o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, recusa esse benefício a seus cidadãos.

Incorporou
Crítica das medidas neoliberais, a advogada e professora Angélica Carlini, da Universidade Paulista (Unip), defende a tese de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, incorporou a alma de Margaret Thatcher. A comparação foi feita durante encontro com jornalistas para debate os “Desafios Econômicos e Jurídicos da Saúde Suplementar”. Ao falar sobre o Estado do bem-estar social no Brasil, Angélica salientou que “a globalização neoliberal coloca-se como contraponto às políticas sociais do Estado de bem-estar social”

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ONU diz que insetos ajudariam acabar com a fome. Mas o problema da fome não é a falta de alimentos.

por Almir Cezar

Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira destacou a importância do papel dos insetos comestíveis na luta contra a fome no mundo. O estudo, conduzido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), estimou que 2 bilhões de pessoas no planeta já complementam suas dietas com insetos, tais como besouros, gafanhotos e formigas. Embora interessante, o consumo em massa de insetos não é a solução da fome do mundo, que reside na desigualdade na produção e distribuição de alimentos.

A FAO acrescenta que a criação de insetos em escala industrial poderia contribuir para a segurança alimentar mundial. Esses animais são altamente nutritivos e fáceis de reproduzir, além de poderem ser usados como alimentos para peixes e gado. O relatório, no entanto, ressalva que a repugnância de muitos consumidores, especialmente de países ocidentais, constitui uma barreira para a inclusão deste tipo de alimento na dieta global. 

Contudo, fica-se com a impressão que a questão esta subvertida.  De fato, por um lado, o cultivo de insetos (até porque ninguém deveria pensar em consumir insetos que não sejam de criatórios próprios e certificados) poderia ser uma grande fonte de nutrientes, especialmente em países que passam por forte crise agrícola, principalmente causados por desastres ambientais (secas ou tempestades) ou terras pouco férteis, constituindo uma reserva estratégica complementar. E por outro lado, o consumo de insetos oferece uma alternativa gastronômica e culinária nova, de forma similar ao ocorrido, por exemplo, com o caramujo francês (escargot). Embora interessante, o consumo em massa de insetos não é a solução da fome do mundo, por cinco grandes motivos:

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Economia brasileira não responde aos estímulos. Crescimento 'vaza' para indústria estrangeira.

por Almir Cezar
Folhapress
Em recente artigo na Folha de São Paulo, o ex-'superministro' da Fazenda do "Milagre Econômico" da Ditadura Militar e professor catedrático da USP, Antônio Delfim Netto afirmou que a recente redução das perspectivas de crescimento do PIB de 2013 (que começou em torno de 4% e já anda em torno de 3%, com viés de baixa) deve-se, essencialmente, à pequena resposta da demanda da produção industrial nacional aos enormes estímulos fiscais, monetários, creditícios e subsídios que lhe têm sido concedidos. Em outras palavras, o estímulo à demanda nacional “vaza” para a indústria estrangeira em lugar de ser suprida pela indústria nacional.

Esse é um fenômeno geral, como prova o crescente saldo negativo do nosso balanço de transações correntes. E é fenômeno relativamente recente, como se vê no gráfico abaixo. Nele se registram o crescimento das vendas do comércio varejista e o crescimento da indústria de transformação com relação ao triênio anterior no período 2004-2006 e 2010-2012. A diferença dá uma ideia do aumento da penetração da oferta estrangeira. Em 2004-2006 (com referência a 2003-2005) as vendas do varejo cresceram praticamente à mesma taxa da produção industrial, 12,0% e 11,5%, respectivamente. No período 2010-2012 (com referência a 2007-2009), o varejo cresceu 27,2% e a indústria nacional 5,1%, revelando o “vazamento” da demanda interna para a oferta externa.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Economistas exigem em manifesto ruptura com 'euroliberalismo'

"A saída do euro não é uma garantia de ruptura com o “euroliberalismo”, dizem os subscritores de manifesto recém-lançado que trata do tema. Este grupo de economistas, entre eles Francisco Louçã, Michel Husson, Mariana Mortágua e Eric Toussaint, constata que há hoje um "consenso alargado" a defender que "a austeridade fiscal não reduz o fardo da dívida, gerando antes uma espiral de depressão, mais desemprego e desespero entre os povos da Europa".

Mas estas políticas de austeridade "são racionais do ponto de vista da burguesia", explicam na abertura deste manifesto, considerando-as "uma forma brutal de terapia de choque para restaurar os lucros, garantir os rendimentos financeiros e implementar as contrarreformas neoliberais".

O manifesto defende uma "corajosa refundação da Europa", mas rejeita a "falsa dicotomia" entre "uma saída 'arriscada' da zona euro e uma utópica harmonização europeia que resulte da luta dos trabalhadores". A estratégia política a seguir deverá ser a criação de uma maioria para um governo de esquerda "capaz de se livrar deste colete de forças" que é a austeridade resultante da nacionalização das dívidas privadas.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Colóquio Internacional 'Marx e o Marxismo 2013: Marx hoje, 130 anos depois', em setembro


Entre os dias 30 de setembro e 04 de outubro de 2013, no Campus do Gragoatá da UFF, em Niterói, Rio de Janeiro ocorrerá Colóquio Internacional Marx e o Marxismo 2013: Marx hoje, 130 anos depois.O evento, que é a principal atividade do NIEP-Marx (Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Os detalhes da programação do evento estão divulgadas no site: http://www.uff.br/niepmarxmarxismo/MM2013/marxmarxismo2013.htm.

A lista de convidados confirmados para o evento é: José Paulo Netto (ESS/UFRJ) - Alex Callinicos (University of London, Inglaterra) - Virgínia Fontes (UFF / EPSJV Fiocruz) -  Anselm Jappe (École des Hautes Études en Sciences Sociales, França) · Marcos Del Roio (UNESP) - Maurício Vieira Martins (UFF) - Leo Panitch (York University, Canadá) - Marcelo Badaró Mattos (UFF) - Miguel Vedda (UBA, Argentina) - João Leonardo Medeiros (UFF) - Robert Brenner (UCLA, EUA) - Alfredo Saad Filho (University of London, Inglaterra) - Peter Thomas (Brunel University, Inglaterra).

A chamada de trabalhos do Colóquio Internacional Marx e o Marxismo 2013: Marx hoje, 130 anos depois também já está publicada no site http://www.uff.br/niepmarxmarxismo/MM2013/marxmarxismo2013.htm, sendo que as inscrições iniciam no dia 15 de maio.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Restos a pagar somam R$ 104 bi


Os Restos A Pagar (RAP) do Orçamento da União já somam R$ 104 bilhões. A título de exemplo, apenas no Ministério do Desenvolvimento Agrário e no INCRA o total de RAP totalizam quase um orçamento anual. Na prática, eles viraram um orçamento paralelo, para flexibilizar o aperto fiscal, e, em parte, também demonstram a baixa capacidade de execução das políticas públicas em tempo.

Restos a pagar somam R$ 104 bi
03/05/2013 - Monitor Mercantil

Na prática, eles viraram um orçamento paralelo, para flexibilizar o aperto fiscal
O volume de recursos de outros anos que poderão reforçar o Orçamento da União, em 2013, chega a R$ 104,185 bilhões. Esse é o total de restos a pagar previstos para este ano, segundo decreto que detalhou a execução do Orçamento Geral da União. Com acúmulo dos últimos anos, os restos a pagar se tornaram praticamente um Orçamento paralelo.

O volume de restos a pagar não significa, porém, que todo esse dinheiro será de fato gasto. Desses cerca de R$ 104 bilhões, apenas R$ 6,988 bilhões são classificados como processados. Ou seja, passaram da fase da liquidação, quando o governo libera o pagamento porque o serviço ou a compra foram executados.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ufanismo de Delfim Netto e o paradoxo brasileiro: 'pibinho', desemprego baixo e inflação persistente

DELFIM NETTO o professor Antonio Delfim Netto, se notabilizou por ser um economista com plenos poderes em alguns governos militares, a ponto de surrupiar alguns percentuais da inflação e influenciar os acordos coletivos entre empresas e trabalhadores, com prejuízos, como sempre, para os segundos. A imprensa sindical ironicamente chama Delfim Netto de "economista convertido". Desde que deixou de ser deputado federal, fazendo uma escolha partidária desastrada, transformou-se em eminência parda dos governos petistas. Consta que Lula o ouvia frequentemente. Agora, dizem, é Guido Mantega quem está rezando em sua cartilha. Seria talvez por isso que a inflação está sendo contida por decretos? Afinal, o lobo pode ter outra pele, porém não perde o hábito.

INFLAÇÃO a inflação brasileira tem permanecido, a duras penas, mais ou menos dentro da faixa, o chamado programa de metas. O governo de Dilma Rousseff, que a cada sondagem assume maiores índices de popularidade, tem mantido a inflação brasileira sob controle, com alguns expedientes heterodoxos: a) manutenção artificial do preço da gasolina, algo que fez a Petrobrás acumular prejuízos e o programa do Proálcool retroceder; b) a continuidade das importações a dólar baixo, com inegáveis e perigosos resultados para a balança comercial; c) alguns preços foram reduzidos (energia elétrica, por exemplo), com bons efeitos, inclusive políticos; d) pressão sobre os estados para que não aumentem as tarifas de transporte (ônibus e metrô). Isso tudo com o objetivo de não comprometer os índices inflacionários, que, diga-se, por enquanto, está oferecendo bons resultados.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Encontro Anual da Associação Mundial de Economia Política em Florianópolis


Nos dias 25 e 26 de maio acontecerá em Florianópolis o 8o. Encontro Anual da WAPE (Associação Mundial de Economia Política), evento organizado pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal de Santa Catarina (IELA-UFSC).

Haverá no dia 24 uma sessão latino-americana com um debate sobre o tema do endividamento externo. Maria Lucia Fatorelli e Alejando Olmos, as duas figuras mais importantes da auditoria da dívida equatoriana (lamentavelmente desconhecida no Brasil) onde serão tratados dois temas: a) a farsa do desendividamento externo argentino; b) o super endividamento do estado brasileiro. Os dois conferencistas também analisarão as consequências da auditoria da dívida equatoriana.

O outro debate será sobre a vigência do marxismo latino-americano e contará com a participação de Juan Kornblihtt (Argentina), José Martins (UFSC), Niemeyer Almeida (Sociedade Brasileira de Economia Política - SEP) e Nildo Ouriques (UFSC/IELA).

A programação completa vocês podem acessar na página eletrônica do IELA (www.iela.ufsc.br) ou do Encontro WAPE (http://encontrowape.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lançamentos de livros e revistas marxistas do mês maio

O blog Literatura Marxista especializado em livros e revistas de teoria marxista divulga a bibliografia marxista disponível publicada pelas editoras no Brasil e no mundo, com destaque para a América Latina, apresentando uma breve resenha e ficha técnica da obra. O blog é editado pelos professores universitários Rodrigo Castelo e Fernando Correa Prado, ligados ao LEMA (Laboratório de Estudos Marxistas), vinculado a UFRJ.

Lançamentos de livros e revistas da tradição marxista do mês de maio:


1. LIVROS

AMOR & CAPITAL, de Mary Gabriel

Aliando o contexto histórico-político da Europa do séc. XIX, a biógrafa Mary Gabriel revela aspectos da vida pessoal, como a influência de Jenny von Westphalen, que se casou com Marx quando ele ainda era apenas um jovem promissor. Ao longo de décadas de luta, o amor de Jenny por Karl seria sempre testado, enquanto ela esperava que o marido terminasse sua obra-prima, “O capital”. A narrativa se estende ao longo de décadas por Londres, Paris, Bruxelas e Berlim, revela as sementes das revoluções e do amor que uniu um homem e uma mulher no meio do turbilhão da história.

Para mais informações, clique em:


DISCURSO CRÍTICO E MODERNIDADE, de Bolívar Echeverría

Frente ao enorme valor das contribuições e da proposta teórico-política de Bolívar Echeverría, a Ediciones desde abajo publicou Discurso crítico y modernidad: ensayos escojidos, coletânea póstuma que reúne 15 ensaios substanciais da obra desse importante representante do pensamento crítico latino-americano.
Para mais informações, clique em:

sábado, 4 de maio de 2013

Não são os gastos sociais! É a planilha, estúpido!


Não são os gastos sociais! É a planilha, estúpido!

Há anos não se via economistas heterodoxos rindo tão desbragadamente. O motivo é a descoberta de uma falha em uma planilha Excel. Tudo começou quando Thomas Herndon um estudante de pós graduação da University of Massachusetts-Amherst, resolveu apresentar um trabalho de final de semestre criticando o estudo de dois influentes economistas de Harvard, Carmen M. Reinhart and Kenneth S. Rogoff, publicado em 2010 na prestigiada e centenária The American Economic Review. A pesquisa de Reinhart e Rogoff estabelecia uma correlação negativa entre aumento do débito público e o crescimento econômico e conspirava contra o aumento dos investimentos estatais. O jovem Herndon, de 28 anos, não estava satisfeito com os resultados da pesquisa e resolveu trabalhar com os dados dos economistas de Harvard, replicando o estudo. Seus professores consideraram sua proposta típica da arrogância juvenil mas não apresentaram obstáculos, pensando que ao menos ele poderia treinar suas habilidades na tabulação e apresentação de dados econômicos.
Com a carta branca de seus mestres, Hendron arregaçou as mangas e começou o trabalho com os dados que os próprios Reinhart e Rogoff lhe forneceram. Não precisou de muito trabalho para detectar erros na planilha de cálculos. Seus olhos não acreditaram no que viram, chamou então sua companheira e lhe perguntou: “Eu estou vendo errado?”. “Acho que não, Thomas”, foi a resposta que ouviu. O estudante mostrou seus resultados para Robert Pollin, seu professor, o qual imaginou que, como costuma acontecer, o estudante estava errado: “Então exigimos mais dele, e exigimos mais e exigimos mais, e depois de cerca de um mês exigindo eu disse ‘Dane-se, ele está certo!’” (KRADY, 2013.)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Erros básicos em estudo de economistas de Harvard 'viralizam' na internet



Erros básicos em estudo de economistas de Harvard 'viralizam' na internet


PATRÍCIA CAMPOS MELLO - Folha de São Paulo - 02/05/2013 - 03h30
Foi o primeiro escândalo acadêmico de amplitude "viral" na internet. O estudo que se transformou na principal justificativa para as políticas de austeridade foi desacreditado por um grupo de pesquisadores -- entre eles, um doutorando de apenas 28 anos.

Thomas Herndon, Michael Ash e Robert Pollin, da Universidade de Massachusetts, mostraram que o famoso estudo "Crescimento em uma época de endividamento", dos economistas Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, tinha erros básicos como problemas nas planilhas de Excel.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

TCU questiona se haverá receitas para as renúncias fiscais e desonerações do Orçamento 2013

TCU realiza levantamento sobre proposta orçamentária da União para 2013
Fonte: TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou à Secretaria de Orçamento Federal (SOF) que informe adequadamente as medidas compensatórias para as renúncias de receitas previstas no projeto de lei orçamentária de 2013. Auditoria do tribunal avaliou a previsão de receitas contidas na proposta da União para subsidiar os trabalhos da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e constatou falha relevante referente à ausência de demonstrativo das medidas de compensação às renúncias de receitas.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Capitalismo dependente e transição ao socialismo

CAPITALISMO DEPENDENTE E TRANSIÇÃO AO SOCIALISMO NO BRASIL


A crise do sistema capitalista tem colocado na ordem do dia a questão da transição ao socialismo. No Brasil, várias teorias têm apontado caminhos distintos (nem sempre revolucionários) para a classe trabalhadora, porém, o nosso próprio processo histórico, marcado pela dependência externa e por uma série de transições mal resolvidas, nos dá clara noção sobre a necessidade de uma ruptura profunda (e ainda inédita) com as classes dominantes nacionais e internacionais.

O elemento forasteiro como fator determinante nas transiçõesO desenvolvimento histórico brasileiro é marcado por uma série de rupturas políticas e econômicas limitadas no que concerne às transformações realizadas, no geral lentas e graduais. Uma característica em comum é a não participação efetiva das massas e a consequente falta de conquistas para as mesmas.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Novo estudo aponta erros em 'base científica' das políticas de austeridade

NOVO ESTUDO APONTA ERROS EM 'BASE CIENTÍFICA' DAS POLÍTICAS DE AUSTERIDADE

Fonte: CARTA MAIOR

O influente estudo de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart sobre a relação negativa entre dívida pública e crescimento, publicado originalmente em 2010 na American Economic Review e com a versão preliminar no NBER, acaba de ser desbancado por economistas da Universidade de Massachusetts em Amherst.

O estudo de Rogoff e Reinhart foi base para o também livro best seller “This Time Is Different: Eight Centuries of Financial Folly”. O argumento dos autores é o de que há uma relação perniciosa entre alta dívida pública e crescimento do PIB, o que foi imediatamente encampado por políticos conservadores como justificativa científica para os programas de austeridade fiscal.

Mas outro recente estudo de Thomas Herndon, Michael Ash e Robert Pollin acaba de invalidar os achados estatísticos de Rogoff e Reinhart ao mostrarem que estes cometerem “erros” básicos de metodologia, além de “erros” ao utilizarem funções no Excel. Pior ainda, o “erro” de Rogoff e Reinhart no Excel alterou por completo a principal conclusão do estudo de que países com relação dívida pública sobre PIB acima dos 90% sofrem, em média, crescimento negativo.

A história é a seguinte. Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, professores de Harvard, queriam avaliar a relação entre crescimento do PIB e dívida pública. Mas como ambos pesquisadores tem um viés ideológico evidentemente conservador, lhes interessava encontrar uma correlação negativa entre a razão dívida pública sobre PIB e a taxa de crescimento médio do PIB. E este foi o resultado que eles de fato encontraram ao analisarem vários países em várias décadas.

sábado, 20 de abril de 2013

Como a ciência torna-se ciência

COMO A CIÊNCIA TORNA-SE CIÊNCIA?
Guilherme Hofmann em 10/11/2012 | http://misteriosdomundo.com

Astronomia, Física, Química, Botânica, Zoologia, Medicina, Geologia e os mais variados estudos são frutos da evolução científica. Mas, você sabe como os cientistas fazem ciência? Afinal, qual o limite entre a ciência e as crenças mais variadas?

Ciência é o conhecimento cuidadosamente testado e confirmado. Quando um cientista faz uma descoberta, ela é o resultado de muitas experiências, do registro de fatos e até mesmo da comparação com outras descobertas científicas. Todos os cientistas usam o mesmo método de observação, testes e experiências, até que tenham plena certeza de sua observações. Para entendermos isso, precisamos entender o Método Científico.

Como a ciência se inicia?
O principal objetivo da ciência é fornecer explicações para os fenômenos da natureza. Essas explicações são formuladas e testadas por meio de procedimentos rigorosos, ao qual iniciam-se sempre com uma pergunta simples: Por quê?

Suponhamos, por exemplo, que um cientista queira explicar o fenômeno da combustão. Diante de um problema, o cientista passa a imaginar possíveis explicações, ou hipóteses, capazes de solucioná-lo, como por exemplo: ela ocorre pela combinação do combustível com o oxigênio ou ela ocorre pela combinação do combustível com outro tipo de gás.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Juros e persistência da inflação

 Flávio Fligenspan

Juros e persistência da inflação

Os jornais da terça feira, 9 de abril, noticiaram que a Presidente Dilma conversou no dia anterior com três economistas conhecidos no País (Belluzzo, Nakano e Delfim Netto) sobre a conjuntura econômica brasileira, mais especialmente sobre as perspectivas de crescimento e as pressões inflacionárias para 2013 e 2014.
 
A notícia tem importância não só porque a inflação medida em 12 meses está elevada, mas porque ela vem no calor de declarações da Presidente sobre o debate juros versus inflação ainda na semana anterior, quando Dilma disse que não cabia elevar os juros sem olhar o sacrifício que a medida impunha ao crescimento. Houve exageros na interpretação da declaração e o Governo teve que se explicar. O debate esquentou em função da reunião do COPOM de 16 e 17 de abril, pois paira uma grande expectativa sobre o início de um ciclo de elevação dos juros.
 
Há muitas dimensões para explicar a inflação atual no Brasil: há elementos de oferta, de demanda e os ainda presentes elementos de indexação. Em 2012 houve choque de preços agrícolas (internos e externos, com a quebra da safra americana), forte elevação do salário mínimo brasileiro e um movimento puxado pelo Governo de desvalorização do real, que inflacionou os preços dos produtos importados. Neste início de 2013 houve pressão dos preços dos hortigranjeiros, em função de condições climáticas. Sempre é bom lembrar que a alta dos juros repercute diretamente apenas sobre os elementos de demanda, o que exigiria elevações muito expressivas para se obterem resultados significativos de redução da inflação. Há instituições financeiras no País que chegam a projetar uma taxa básica de 9% no final do ano; tudo indica que seja um exagero.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Superinflação dos alimentos no país da super-safra



Superinflação dos alimentos no país da super-safra 



jornal Opinião socialista online
 


 
 
  Preço do tomate vem causando indignação

• Os trabalhadores estão vendo que ir à feira ou ao mercado está cada vez mais caro, o dinheiro acaba e o carrinho de compras não enche. Nos últimos 12 meses, o tomate aumentou 122,13% e a farinha de mandioca 151,39%. Só no mês passado o preço da cebola aumentou 21,43%, do açaí 18,31%, da cenoura 14,96% e do feijão 9,08%. O tomate, que tem causado (com razão) muitas reclamações entre os trabalhadores, 6,14%(dados do IBGE).

O que causa estranheza é o fato de que esta superinflação veio acompanhada por outra realidade do campo: a super-safra de grãos, que alcançou a produção de 184 milhões de toneladas (10% superior ao ano passado), a maior colheita já registrada no Brasil. Toda esta produção das chamadas commodities agrícolas (mercadorias produzidas em larga escala com vista à exportação, como a soja e o milho) tem aumentado imensamente o lucro do grande agronegócio brasileiro e sufocado o pequeno produtor rural. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a área plantada de soja registrou no último ano um crescimento de 2,67 milhões de hectares. Os milionários do agronegócio estão rindo à toa.

Outro dado marcante deste ano é o crescimento do “mercado dos artigos de luxo” no interior do Brasil. Estas informações mostram como no campo brasileiro uma ínfima minoria tem faturado muito com a política agropecuária brasileira de privilégio ao agronegócio. De acordo com pesquisas da MCF, uma consultoria em produtos para a “classe A” no Brasil, “o luxo no Brasil tem sido descentralizado, embora ainda tenha maior representação no sudeste. Regiões do agronegócio, no entanto, têm registrado cada vez mais pessoas da classe A, e é por elas que marcas de luxo procuram”. Numa entrevista com o diretor da Land Rover no Brasil, este cita que um dos carros mais procurados pelos produtores rurais em ascensão trata-se de um esportivo de auto-luxo que custa mais de R$400 mil.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Dica cultural: o MHAERJ-Museu do Ingá, um espaço de cultura, preservação e pesquisa

Visite-o, inclusive para forçar sua recuperação

por Emir Cláudio Zar

Vista da entrada do MHAERJ-Museu do Ingá. (Wikipedia)
Em Niterói há um dos mais importantes centros de história e arte do Rio de Janeiro, um ótimo passeio e pesquisa, a espera de público e de valorização pelos governos.

Os fluminenses, apesar de seu Estado abrigar as mais importantes instituições para preservação histórica e artística do Brasil, como o Museu Nacional, o Histórico Nacional, o Nacional de Belas Artes, etc, todos na cidade do Rio, porém não conhecem, do outro lado da Baía de Guanabara, talvez tão importante quanto estes em acervo e pesquisa, mas muito menos badalado, uma grande instituição, e com importante acervo, especializada a sua própria história e arte: o  Museu de História e Arte do Rio de Janeiro (MHAERJ), ou "Museu do Ingá", como é popularmente chamado. 

Localizado em Niterói, no bairro do Ingá, apesar de ser bem próximo ao Museu de Arte Contemporânea-MAC, internacionalmente conhecida joia do arquiteto Oscar Niemeyer, passa despercebido por turistas e público em geral. Esse desconhecimento é em grande parte pelo descaso das autoridades sobre o museu, subutilizando-o à cultura, lazer e turismo, e ainda coloca em risco a memória histórica, a pesquisa científica e a preservação do patrimônio do povo do Rio de Janeiro.  Mas, muito mais que os governos, o que o  realçará ao seu devido valor, é a presença dos visitantes e a atuação da comunidade local e acadêmica.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dieese sugere imposto sobre fortunas e bens supérfluos


O caderno sugere ainda desoneração da cesta básica e correção da tabela do Imposto de Renda

 O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), elaborou uma cartilha com dez propostas de revisão do sistema tributário com a intenção de "torná-lo mais justo". A publicação pede que a maior carga de impostos incida sobre quem tem mais condições de pagá-la.

Entre as propostas do Dieese estão a tributação de bens supérfluos de luxo - como bebidas alcoólicas e cigarros, alcançando itens como joias e perfumes - e a cobrança do Imposto de Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) de aeronaves e embarcações, já que, segundo o Dieese, "quem é dono de um iate ou de um jatinho, nada recolhe".

Outro ponto pedido pelo Dieese é a criação de um imposto sobre grandes fortunas, dando o exemplo da França, onde famílias com patrimônio líquido acima de 790 mil euros pagam este tipo de imposto. O departamento ainda afirma que "no Brasil, há dispositivos seguros para se determinar o conceito de 'grande fortuna' e quem nele se insere".

A cartilha ainda pede o aperfeiçoamento do sistema de tributação como a correção da tabela do Imposto de Renda de forma a melhorar sua progressividade, já que "o peso maior dos tributos recai sobre o assalariado de menor renda", e também o aumento dos impostos sobre propriedades da terra. O caderno sugere também a desoneração permanentemente da cesta básica.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Vídeos explicativos sobre orçamento público


Quadro com o ciclo orçamentário da União
Você sabe o que é Plano Plurianual (PPA)? E Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)? Ou então Lei Orçamentária Anual (LOA)? Nem todos conhecem essas legislaturas e siglas, mas todas elas são muito importantes para o país. Pensando nisso, o Senado lançou um projeto chamado Orçamento Fácil, trata-se de uma série de animações didáticas para ensinar como funciona o planejamento do orçamento público no Brasil.

As animações são simples, com aparência de desenho infantil, em folhas de papel, e comparam o orçamento público com o doméstico, para facilitar o entendimento do público. Em um dos vídeos, inclusive, são utilizadas metáforas futebolísticas. Um linguajar mais próximo do grande público. O professor Marco Antonio Teixeira, do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getulio Vargas, analisou, a pedido do Estado, a didática presente nas animações e se surpreendeu. “É um projeto interessante, principalmente porque se propõe a explicar um assunto que não é fácil", afirma o professor.

terça-feira, 19 de março de 2013

Seminário sobre "Subimperialismo brasileiro"

O Grupo de Trabalho da Teoria Marxista da Sociedade Brasileira de Economia Política (GT-TMD da SEP) convida para seminário tendo como tema central o subimperialismo brasileiro. 

O seminário ocorrerá no dia 03 de abril e faz parte da programação do IV Workshop Economia & Sociedade, organizado pelo Núcleo de Desenvolvimento Econômico da Universidade Federal de Uberlândia. 

Desde já agradecemos imensamente o apoio e trabalho de organização levado a cabo, principalmente, pelos profs. Niemeyer Almeida Filho (Presidente da SEP), Marisa Amaral e Tiago Camarinha Lopes. 

Abaixo a programação do dia 03 de abril.


03 de abril - Tema do dia - Brasil: Desenvolvimento Excludente e Subimperialismo

8h - Sessão de Abertura

segunda-feira, 18 de março de 2013

Fatia dos salários no PIB ainda não voltou ao nível pré-Real


Fatia dos salários no PIB ainda não voltou ao nível pré-Real
Rogério Lessa - Monitor Mercantil, 15/03/2013 

As notícias que dão conta da melhora da distribuição de renda no Brasil e em outros países da América do Sul, com reflexos positivos no Índice de Gini, levam em consideração apenas a relação entre as diferentes faixas salariais. Uma fotografia mais ampla, que inclua a participação do capital (inclui rendas como juros, ações e aluguéis) e dos salários no PIB mostra que ainda não retornamos ao patamar do Governo Itamar Franco, quando 36,8% da riqueza do país estavam nas mãos de quem trabalha.

O último levantamento do IBGE dá conta de que, em 2009, o item "Remuneração dos empregados - salários" nas contas nacionais subiu para 35,1% da renda nacional bruta, superando os 32,5% registrados em 1994, quando começou o Plano Real.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Brasil progride no IDH mas fica em 85º lugar, a frente dos Brics, porém atrás dos vizinhos sulamericanos

Apesar de estar entre os 15 países que mais conseguiram reduzir o déficit no índice que mede o desenvolvimento humano (IDH) de cada país, o Brasil, ficou em 85º lugar entre os 187 países avaliados, segundo o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), no Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, lançado hoje (14/03). O Índice de Desenvolvimento Humano considera renda, educação e saúde. O Brasil manteve a mesma posição no ranking (85º), entre os 187 países avaliados no relatório de 2012, a frente da maioria dos Brics, porém atrás dos vizinhos sulamericanos. O governo brasileiro alega que o Pnud usou dados defasados sobre educação que permitiriam uma avaliação mais favorável, embora sem mencionar que continuaria posicionado atrás da maioria de seus vizinhos. Porém, além disso, metodologicamente, não há como medir com confiança, se houve progresso ano após ano.

Com um crescimento de 24% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde 1990, o Brasil está entre os 15 países que mais conseguiram reduzir o déficit no índice que mede o desenvolvimento humano de cada país. O Brasil manteve a colocação de 2011, ficando em 85º lugar, entre os 187 países avaliados.Isso ocorre porque maioria das nações também registrou progresso.  A posição coloca o Brasil entre os países com desenvolvimento humano elevado, com IDH de 0,730. Os dados estão no relatório de Desenvolvimento Humano 2013, lançado hoje (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e levam em conta dados do ano de 2012.

terça-feira, 12 de março de 2013

Lei Seca não reduz violência no trânsito. O que reduz é transporte coletivo e fiscalização


por Almir Cezar

O efeito midiático das ações contra a explosiva combinação de álcool e direção parece tentar encobrir a falta de medidas que ataquem as causas principais, excesso de motoristas imprudentes, despreparados, ou simplesmente cansados ou desatentos. O necessário é ampliar a fiscalização, não se restringindo a meras blitzes da Lei Seca, e principalmente, dispor de transporte público de qualidade e a preço acessível, inclusive para simplesmente reduzir o número de motoristas em circulação.

A falta de atenção dos motoristas foi a principal causa de acidentes com mortes nas rodovias federais durante o feriado de Carnaval de 2013. Morreram 32 pessoas por este motivo, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A ultrapassagem indevida é a segunda maior causa, provocando 25 mortes nos seis dias do feriado. A velocidade indevida matou 16 pessoas nas estradas. No total, foram 157 vítimas fatais. Do total de mortes, 70 ocorreram em acidentes com colisão frontal.

quarta-feira, 6 de março de 2013

No Dia da Mulher associações do INCRA e MDA debaterão políticas públicas para as mulheres rurais e para aquelas que levam as políticas para elas

cartaz das associações com as atividades
Com o tema as políticas públicas para as mulheres rurais e para as mulheres que levam as políticas para as mulheres rurais, as servidoras e os servidores do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) de Brasília irão nesta sexta-feira, 08 de março, celebrar o Dia Internacional da Mulher com um café da manhã com debate "A Mulher no meio rural e no serviço público".  

O evento é organizado pela ASSEMDA (Associação Nacional dos Servidores do MDA) e ASSERA/Br (Associação de Brasília dos Servidores da Reforma Agrária) e é parte de um calendário maior ao longo dessa semana (vide cartaz ao lado).

A mesa de debate contará com Karla Hora, diretora de Política para Mulheres Rurais do MDA (DPMR);  Ana Beatriz Serpa, servidora pública e liderança do Movimento Mulheres em Luta (MML); uma representante do movimento popular do campo; e a mediação será de Tamara, servidora do INCRA e diretora da ASSERA e Marina Muniz, servidora do MDA e conselheira da ASSEMDA. O debate  contará portanto, com o "olhar" do governo, do movimento feminista, do movimento camponês e das servidoras públicas dos dois órgãos federais agrários.

O "café da manhã com debate" começará às 9h no auditório do 11o. andar do Edifício Palácio do Desenvolvimento (sede nacional do INCRA e das secretarias do MDA), no Setor Bancário Norte, zona central de Brasília, Distrito Federal.

domingo, 3 de março de 2013

Brasília, uma cidade cheia de problemas. Mas que não vieram de Lúcio Costa

(atenção: TEXTO EM CONSTANTE RECONSTRUÇÃO)
por Almir Cezar Filho*

Vista área do Plano Piloto de Brasília. Vê-se claramente o "desenho" de um "avião".

Brasília, além de ser a capital federal, é a 4ª cidade mais populosa do Brasil e o 2º maior PIB per capita, embora tenha apenas um pouco mais de 50 anos. Apesar de moderna e planejada em seu nascimento, foi declarada Patrimônio da Humanidade, inclusive, justamente por isso. Contudo, há a Brasília “projetada” e a Brasília “real”. Em muitos aspectos, o projeto não chegou a se materializar: modificou-se o desenho original ou há grandes vazios a preencher.

A visão crítica da cidade exige a sua consideração, porque eles foram pensados no contexto global da cidade, e porque implicaram, em alguns casos, uma cidade melhor do que ela é hoje, mas em geral, numa cidade pior. Na realidade, a Brasília projetada não corresponde ipsis litteris à cidade que se materializou na forma construída. A quase totalidade dos seus problemas urbanos atuais não tem relação com o tombamento ou com o anteprojeto de Lúcio Costa. Mas sim da má gestão governamental, da não obediência às diretrizes do projeto ou até da implantação divergente ao mesmo.


Desde sempre há campanha dos que se veem prejudicados tanto pelo planejamento, como pelo tombamento, em seus lucros em relação à exploração irresponsável da cidade - isso porém, não os impediu de fazê-lo de outras formas, muito mais do que além do perímetro tombado, burlando-o ou mesmo se utilizando à sua conveniência. Porém, para piorar, agora surgem novos perigos além dos que já são vivenciados pela população, que comprometem não apenas o tombamento, mas a própria viabilidade de Brasília enquanto cidade.

O artigo procura destacar em uma perspectiva econômico-urbana - lembrando que, o território é moldado pela ação dos sujeitos socioeconômicos, e que desenvolvem relações econômico-sociais no tempo e no espaço, para além do urbanístico-arquitetônico - dez problemas urbanos principais de Brasília, entre o construído (ou não) e a intenção do urbanista. E ainda, dez novos "perigos" em curso, a partir de novas propostas apresentadas pelos governantes do momento. Tenta-se aqui também apontar possíveis soluções, todas compatíveis com as diretrizes do tombamento, e principalmente com a intenção de Lúcio Costa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Por transporte público 24h/dia na Lei Seca

Foi iniciado nas redes e mídias sociais da internet uma campanha e movimento em apoio à lei seca, mas exigindo o acesso à transporte público de qualidade durante todo o dia, por ônibus e metrô 24h/dia.

A ideia é mobilizar a população para que a cada cidade que o DETRAN e/ou a Polícia que realizar blitzes da Lei Seca que haja igualmente na implantação da circulação 24 horas das linhas de ônibus e/ou outros modais de transporte coletivo. 

Além do mais, as multas emitidas pela aplicação da Lei Seca deveriam ser canalizadas para o transporte coletivo, não genericamente para o cofre dos governos, impedindo assim que vire mais uma fonte de renda (tal qual fizeram com as multas por velocidade), tanto para ações educativas, como para os mecanismos de prevenção, e nada melhor do que reverter os valores, no caso para o principal meio para que o infrator não cometa a transgressão: oferecendo-o a alternativa legal de locomoção - transporte coletivo.

Por sua vez, essa campanha chama a atenção uma outra questão importante, a carência e a péssima qualidade dos transportes públicos, especialmente em certos horários, até porque, as pessoas também precisam de transporte coletivo também fora do horário comercial, independente da correta proibição da direção alcoolizada.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Governo do DF faz intervenção em empresa de ônibus. Oportunidade desperdiçada.

Uma garagem do Grupo Amaral (foto: Agência O Globo)

A "assunção" no Grupo Amaral não é para pô-lo a serviço dos trabalhadores, muito menos resolver os verdadeiros problemas de transporte em Brasília

por Almir Cezar

Nesta segunda-feira, 25/02, o Governo do Distrito Federal (GDF) realizou algo pouco usual, pôs os serviços das empresas de ônibus do Grupo Amaral sob "assunção", um termo técnico para intervenção na empresa (ver matéria abaixo da Agência Brasil). O problema deve ser maior do que o anunciado, senão o governo não interveria - a ação inclusive pode inclusive mascarar isso. Apesar da fortuna da família Amaral, o serviço acumula gravíssimas falhas a muito tempo. De fato, a assunção não se configura como uma intervenção, muito menos a necessária, e ainda o GDF perdeu a oportunidade de resolver o problema dos trabalhadores, funcionários e usuários, do sistema de transporte da capital do Brasil.

O Grupo Amaral agrupa 3 empresas de ônibus que operam no Distrito Federal (DF) e em municípios de Goiás, representando um dos principais grupos de transporte de passageiros na região. Nos últimos anos, apesar da fortuna dos maiores controladores, Valmir Amaral e famílias, a empresa acumula dívidas, greve dos funcionários por falta de pagamento, multas e reclamações dos usuários. Porém, mais do que a montanha de problemas, a assunção também pode ser para dar exemplo aos demais empresários de ônibus, que "eles tem que maneirar", pois o próprio Governo também não descartou outras intervenções, à medida que, as empresas no DF estão visivelmente sem condições mínimas de rodar, mesmo pelo péssimo padrão brasileiro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crise? Que crise? Não para os bilionários.

Apesar dos sustos, bilionários europeus e estadunidenses ficaram mais ricos. Aumentou a degradação social e os ataques ao sistema de bem-estar social

Crise? Que crise?
Monitor Mercantil, 07/02/2013

A soma dos ativos de apenas cinco bancos dos Estados Unidos - JP Morgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup, Bank of America e Wells Fargo - que atinge US$ 8,5 trilhões, equivale a 56% do PIB daquele país. Além disso, as aplicações em paraísos fiscais dos dez maiores bancos do mundo representam US$ 6,4 trilhões dos cerca de US$ 30 trilhões das aplicações nessas localidades. Os dados são citados pelo economista Adriano Benayon para defender que, como principais beneficiários da crise global, o sistema financeiro não tem qualquer interesse em que essa acabe: "Os concentradores aumentam seu poder durante a depressão econômica e não têm interesse em que ela acabe", salienta.

Donos do mundo
Para reforçar essa avaliação, Benayon acrescenta que apenas 92 mil pessoas, ou 0,001% da população mundial, mantêm US$ 10 trilhões nos paraísos fiscais: "Nos EUA, só 400 indivíduos teriam riqueza igual à de 50% da população do país", aduz o economista.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dossiê Ruy Mauro Marini no portal "marxismo21"

Ruy Mauro Marini

Ruy Mauro Marini: teoria & praxis da revolução na AL

A obra e a contribuição teórica de Ruy Mauro Marini (1932-1997) são os temas de um dossiê no Portal  marxismo21 com uma série de artigos que buscam sintetizar as principais contribuições teóricas do cientista social brasileiro para o pensamento crítico na América Latina.

Nos seus artigos e de seus interpretes pode-se verificar a trajetória da teoria marxista da dependência no Brasil e a atualidade do seu pensamento.

O legado de Marini nas palavras de Carlos Eduardo Martins, um dos seus principais interpretes: "Ruy Mauro Marini foi um dos principais cientistas sociais latino-americanos. Sua obra é marcada por uma profunda criatividade que se expressa no rigor do uso dialético do método marxista para compreender a realidade latino-americana e o desenvolvimento da economia mundial."

Clique aqui para acessar o dossiê.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Em 2012, 296 empresas brasileiras passaram para controle estrangeiro


Desnacionalização de empresas brasileiras bate recorde há três anos seguidos.
Por Carlos Lopes, da Hora do Povo
Nos últimos oito anos, 1.300 empresas nacionais foram transferidas para o controle do capital internacional. A cada ano se aceleram as compras de empresas brasileiras por fundos ou empresas estrangeiras, a maioria com sede nos EUA
Os dados divulgados pela empresa de consultoria KPMG no último dia 14 mostram que as desnacionalizações de empresas brasileiras atingiram um novo recorde em 2012. O notável é que elas já haviam atingido um recorde em 2011 – e também em 2010.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Promessa da Copa de melhorar mobilidade urbana não será cumprida em algumas cidades

http://meutransporte.blogspot.com.br/2013/01/promessa-da-copa-de-melhorar-mobilidade.html

Promessa da Copa de melhorar mobilidade urbana não será cumprida em algumas cidades

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Copa do Mundo funciona como uma espécie de catalisador. Temos uma grande oportunidade de executar planos de investimentos e de melhorar a qualidade dos serviços nas grandes cidades, sobretudo o transporte público.”

A declaração, feita em setembro de 2011 pelo então ministro do Esporte, Orlando Silva, resume a principal justificativa do governo para que a população saudasse a realização da Copa no país: o legado para as 12 cidades-sede, que seriam beneficiadas com as obras de mobilidade urbana, necessárias não apenas para a competição, mas para os que residem ali. Um ano e quatro meses depois, porém, vários empreendimentos projetados para melhorar o transporte público e o trânsito foram cancelados – ou substituídos por obras de menor impacto.
A Matriz de Responsabilidades – documento do Ministério do Esporte que elenca toda as obras de infraestrutura para a Copa – previa 50 intervenções de mobilidade urbana e orçamento de R$ 11,59 bilhões quando divulgada em janeiro de 2010. Dessas 50, até agora foram canceladas 13 obras em dez cidades-sede: em Manaus, o Monotrilho Leste/Centro e o BRT (sigla para Bus Rapid Transit, o corredor de ônibus) do Eixo Oeste/Centro; em São Paulo, excluiu-se o Monotrilho da Linha 17-Ouro; em Brasília, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos, metrô de superfície; em Curitiba, a requalificação das vias do Corredor Metropolitano, em Natal, a reestruturação da Avenida Engenheiro Roberto Freire; em Salvador, o BRT no Corredor Estruturante Aeroporto/Acesso Norte; em Fortaleza, o Corredor Expresso Norte-Sul e o BRT Projeto Raul Barbosa; em Belo Horizonte, o BRT Pedro II/Carlos Luz; em Porto Alegre, o BRT Assis Brasil, e os BRTs Aeroporto/CPA e Coxipó/Centro, em Cuiabá.