por Almir Cezar Filho
Economia não é uma ideologia, ao menos em sua crítica marxista. O Marxismo sistematizou-se e consolidou-se através da análise da realidade e da crítica aos produtos teóricos de outras correntes epistemológicas e políticas. De tal modo que, o acervo das obras marxistas principais constituiu-se ao sabor e como resultado de uma incessante polêmica no terreno da luta teórica.
Mas, convém lembrar, o debate não se limitou apenas ao choque entre correntes de pensamento antagônicas. Ele se verificou no interior do próprio marxismo, como luta de opiniões no esforço coletivo de interpretação e transformação da realidade. Esse esforço, só é possível enquanto perdurar nas fileiras marxistas uma rigorosa coerência com as categorias básicas do materialismo dialético.
A contribuição da Economia ao exercício do poder pode ser denominada a sua função instrumental – instrumental no sentido de que não serve à compreensão nem ao aprimoramento do sistema econômico, mas serve às metas dos que detêm o poder no sistema.
A Economia não é essencialmente uma ciência expositiva, também serve ao interesse econômico controlador. Cultiva crenças e com elas, o comportamento que esse interesse requer. A Economia leva hoje, mais do que nunca, os economistas a conclusões favoráveis à grande empresa, mas desfavoráveis à sociedade.
Mas, convém lembrar, o debate não se limitou apenas ao choque entre correntes de pensamento antagônicas. Ele se verificou no interior do próprio marxismo, como luta de opiniões no esforço coletivo de interpretação e transformação da realidade. Esse esforço, só é possível enquanto perdurar nas fileiras marxistas uma rigorosa coerência com as categorias básicas do materialismo dialético.
A contribuição da Economia ao exercício do poder pode ser denominada a sua função instrumental – instrumental no sentido de que não serve à compreensão nem ao aprimoramento do sistema econômico, mas serve às metas dos que detêm o poder no sistema.
A Economia não é essencialmente uma ciência expositiva, também serve ao interesse econômico controlador. Cultiva crenças e com elas, o comportamento que esse interesse requer. A Economia leva hoje, mais do que nunca, os economistas a conclusões favoráveis à grande empresa, mas desfavoráveis à sociedade.
Uma concepção da finalidade do sistema econômico acompanha uma concepção da finalidade da Economia. Enquanto se imagina que o sistema econômico está fundamentalmente a serviço do indivíduo – subordinado às suas necessidades e as suas escolhas – pode supor-se que a função da Economia consiste em explicar o processo pelo qual o indivíduo é servido. A Economia proporciona às pessoas a imagem que elas têm da sociedade econômica. Essa imagem lhes afeta de maneira notável o comportamento – e a maneira com que encaram as organizações que constituem o sistema econômico.
As imagens mentais da escolhas têm um efeito mais importante. Significam que as escolhas, - as decisões de comprar este produto e rejeitar aquele – reunidas, controlam o sistema econômico. E se a escolha do público é fonte do poder, as organizações que constituem o sistema econômico não podem ter poder. São meros instrumentos a serviço da escolha. Coube e cabe a Economia a implantação dessa imagem, persuadindo as pessoas de que as metas do capital, na realidade, são as suas próprias metas ou preparando o caminho para uma persuasão desse tipo. Uma imagem da vida econômica que fizesse das pessoas instrumentos das metas do capital seria muito menos útil ou conveniente.









