sábado, 17 de janeiro de 2026

O Produtor Rural não é Empresário! Os Limites da Abordagem Empresarial na Agropecuária

E o Papel do Cooperativismo e da Economia Solidária no Desenvolvimento Rural Sustentável


Almir Cezar de Carvalho Baptista Filho


ABSTRACT

This article critiques the push to frame rural producers as entrepreneurs and farms as businesses, arguing that this approach is unsuitable for the realities of small and medium-sized farmers. Using insights from General Administration Theory, Microeconomics, and Political Economy, the article reveals the limitations of applying entrepreneurial principles to agriculture. It also critiques the misinterpretation of the concept of agribusiness in Brazil. As an alternative, the article promotes cooperativism, the solidarity economy, and environmental sustainability as more appropriate models for rural development, prioritizing social justice, collective action, and ecological balance.

Palavras-chave: Empreendedorismo rural, agronegócio, agrobusiness, cooperativismo, economia solidária, sustentabilidade ambiental, crítica econômica, desenvolvimento rural, Teoria Geral da Administração, Microeconomia.


Nas últimas décadas, tem-se observado um esforço crescente para promover o campo brasileiro sob a ótica do empreendedorismo e da gestão empresarial. Esse movimento busca enquadrar o produtor rural como um empresário e o estabelecimento agropecuário como uma empresa, adotando estratégias típicas do setor corporativo. Essa abordagem é muitas vezes vendida como uma forma de modernizar a agricultura, aumentar a competitividade e integrar o Brasil às cadeias globais de valor. No entanto, essa visão ignora a complexidade da realidade rural e impõe uma lógica que não se adequa às condições socioeconômicas e ambientais da maioria dos produtores.

Este artigo propõe uma crítica a essa tese, defendendo que o produtor rural não deve ser equiparado a um empresário ou a um empreendedor. Argumentamos que essa transposição do modelo empresarial para a produção agrícola é falha e prejudicial, especialmente para pequenos e médios agricultores, totalmente incompatível com a estrutura de uma empresa. Para isso, utilizaremos conceitos da Teoria Geral da Administração, da Microeconomia — com ênfase nas teorias do Equilíbrio Geral e do Equilíbrio Parcial — e da Economia Política, a fim de demonstrar os limites dessa estratégia.

Ao longo do texto, também procura-se refutar a adoção indiscriminada do conceito de "agronegócio", que, em grande parte, é uma tradução inadequada do termo norte-americano agrobusiness, o que distorce a compreensão da realidade agrícola brasileira.

Por fim, apresentaremos como alternativa ao modelo empresarial o cooperativismo, a economia popular solidária e as práticas de sustentabilidade ambiental, que se mostram mais adequadas para o desenvolvimento rural no Brasil, respeitando suas particularidades e promovendo justiça social e equilíbrio ecológico.


I- Diferenças básicas entre a atividade rural e a empresa para a Economia e Administração


Apesar da crescente popularidade da tese de que é preciso pensar o agricultor e pecuarista como empresário, convertendo o produtor rural como uma espécie de empreendedor e o estabelecimento agropecuário como empresa, e que o empreendedorismo deveria ser aplicado à atividade rural; que isso seria modernizar o campo brasileiro e a Agricultura, essa abordagem estratégica é refutável se apoiando tanto na Teoria Geral da Administração como, e principalmente, na Microeconomia e na Economia Política.

Esses pontos podem servir como base para refutar a ideia de que o campo deve ser tratado como uma extensão do setor empresarial urbano. O modelo de empreendedorismo, embora adequado para certos contextos, não se adapta bem à realidade complexa e diversa da agricultura brasileira

A começar pela diferença em essência entre o Agricultor/Pecuarista e o Empreendedor, pela natureza da atividade rural, cuja produção agrícola e pecuária tem características distintas das atividades empresariais urbanas. 

Seja pela dependência de ciclos naturais, sazonalidade, e imprevisibilidade climática gera riscos que o empreendedor urbano não enfrenta da mesma forma. Seja pelo objetivo social e econômico, que o produtor rural muitas vezes combina objetivos de subsistência e preservação ambiental com a geração de renda, enquanto que o empreendedorismo tende a priorizar o lucro e a eficiência máxima, o que pode não ser aplicável ou sustentável no contexto rural.

Em segundo lugar, as limitações em si do modelo empresarial para a Agricultura. Tanto pela configuração de capital e acesso ao crédito, cuja estrutura de financiamento e crédito voltado ao agronegócio pressupõe uma organização empresarial que nem sempre é viável para pequenos produtores. Isso pode concentrar ainda mais a renda e aumentar as desigualdades no campo.

Mas também, o aspecto da existência de economias de escala. A tese de que o estabelecimento agropecuário deve ser tratado como empresa muitas vezes assume que a eficiência só se atinge com a expansão das operações. No entanto, essa lógica pode não se aplicar a agricultores familiares, que têm limitações em capital, recursos e infraestrutura.

Outro ponto, é gestão tradicional versus gestão no campo. Segundo a Teoria Geral da Administração, a visão empresarial de gestão tem suas raízes na produção industrial, onde há previsibilidade e controle sobre a cadeia produtiva. No campo, o controle é limitado pela natureza, o que torna o modelo de gestão menos aplicável.

Nesse sentido, há diferenças incontornáveis entre a administração científica e rural. É altamente crítica a tentativa de aplicar os princípios da Administração Científica (Taylorismo, Fordismo), de origem fabril, a um ambiente rural, onde a variabilidade natural e as condições de trabalho inviabilizam uma produção rígida e segmentada.

Partindo para a Ciência Econômica, ao se aplicar um dos seus pilares, a Economia Política,  enfraquece-se ainda mais a argumentação de que o empreendedorismo rural é a chave para a modernização, especialmente ao demonstrar uma vasta distinção das relações de poder e a grande desigualdade no campo com o Capitalismo, de raiz industrial-empresarial. Historicamente, o campo brasileiro é marcado pela concentração de terras e capital. A ideia de empreendedorismo pode perpetuar ou até aumentar essa concentração, já que o acesso a capital e tecnologia avançada é desigual. 

O conceito de modernização no campo, muitas vezes apoiado pelo Estado, beneficiou grandes produtores em detrimento dos pequenos. A visão do agricultor como empreendedor pode ser mais uma fase dessa modernização excludente. A imposição do empreendedorismo pode gerar maior dependência dos pequenos produtores em relação a grandes compradores e fornecedores de insumos, em vez de aumentar sua autonomia.

Por sua vez, ao se observar a produção rural pelo ponto de vista da Microeconomia, uma das principais vertentes da Economia, dois aspectos se destacam, Custos e Estruturas de Mercado, que reforçam a incompatibilidade em pauta à Agricultura em termos de empresa.

Quanto aos custos, a aplicação de modelos de empreendedorismo à atividade rural ignora os custos variáveis e a inelasticidade de alguns insumos agrícolas, que podem ser mais sensíveis a choques de oferta e demanda, diferente das empresas tradicionais.

 Pela estrutura de mercado no campo, os agricultores, especialmente os pequenos, frequentemente operam em um mercado de concorrência imperfeita, com grande poder de mercado concentrado nas mãos de intermediários e grandes corporações, o que torna a competição desigual.

Para expandir a questão em torno da Microeconomia, especialmente com foco na tradição Neoclássica, podemos explorar tanto a Teoria do Equilíbrio Geral quanto a Teoria do Equilíbrio Parcial para criticar a tese de que o empreendedorismo é uma estratégia adequada para a modernização do campo.

Esses pontos, enraizados na tradição Neoclássica da Microeconomia, ajudam a criticar a viabilidade de aplicar o conceito de empreendedorismo ao setor rural, ao destacar falhas de mercado, dificuldades de adaptação dos pequenos agricultores e as limitações das premissas teóricas quando confrontadas com a realidade do campo.

Usando a Teoria do Equilíbrio Geral, verifica-se incompatibilidade sob a três perspectivas, quanto à competição perfeita e hipóteses restritivas; à Interdependência dos Mercados, e aos choques Externos e Ajustes Lentos.

O Equilíbrio Geral, inaugurada pelo economista francês Léon Walras, assume, como pressupostos fundamentais, que os mercados são perfeitamente competitivos, com informações simétricas e sem externalidades. No entanto, o setor agropecuário raramente se comporta de acordo com essas premissas. A ideia de converter o agricultor em empresário assume que o mercado agrícola pode se ajustar rapidamente aos choques de oferta e demanda, mas, na realidade, fatores como variações climáticas e biológicas limitam essa capacidade.

 No Equilíbrio Geral, ainda, todos os mercados estão interconectados. Assim, uma alteração em um mercado afeta os outros. No setor rural, mudanças no preço dos insumos (como fertilizantes, máquinas) ou nos mercados globais de commodities podem ter impactos desproporcionais nos pequenos produtores, que não têm o mesmo nível de capital ou capacidade de absorver riscos que uma empresa tradicional. Isso questiona a viabilidade de aplicar a lógica empresarial em um setor com essas vulnerabilidades.

O processo de ajuste dos mercados, segundo a Teoria do Equilíbrio Geral, tende ao equilíbrio, mas no campo os choques externos, como flutuações climáticas, desastres naturais ou crises globais de commodities, frequentemente criam desequilíbrios duradouros. Pequenos agricultores não têm flexibilidade para se adaptar rapidamente, o que enfraquece o argumento de que a visão empresarial pode ser aplicada de forma eficaz.

Quanto à Teoria do Equilíbrio Parcial, a outra vertente da Microeconomia, de Alfred Marshall, esta concentra-se na análise de mercados específicos, isolando-os do resto da economia.

Quanto à Teoria do Equilíbrio Parcial, três outros fatores são fundamentais: Análise de Mercado Segmentado; Elasticidade da Oferta e Demanda; e Economias de Escopo e Externalidades Positivas/Negativas.

No setor agropecuário, no entanto, os mercados de insumos, produtos finais e crédito são altamente interconectados e dependentes de fatores externos. A tentativa de tratar o estabelecimento agropecuário como uma empresa isolada, desconsiderando essas interdependências, pode resultar em diagnósticos e soluções simplistas e ineficazes.

No campo, a elasticidade da oferta é muitas vezes baixa, especialmente a curto prazo. Produtores não conseguem ajustar rapidamente a quantidade de produtos ofertados devido aos ciclos naturais de plantio e colheita ou da reprodução dos animais. A ideia de que o agricultor, o pecuarista, pode adotar comportamentos empresariais e reagir rapidamente às mudanças nos preços, como sugerido pela teoria neoclássica, ignora as barreiras estruturais e biológicas que limitam a capacidade de resposta.

 A Teoria do Equilíbrio Parcial também trabalha com a noção de externalidades. No contexto agrícola, há externalidades positivas, como preservação ambiental, e negativas, como degradação do solo e uso intensivo de recursos naturais. O foco exclusivo no empreendedorismo pode incentivar práticas que maximizam o lucro no curto prazo, mas causam externalidades negativas de longo prazo, afetando a sustentabilidade da produção rural.

Outro ponto fundamental para a Microeconomia é a racionalidade econômica e comportamento do agricultor. O primeiro é a suposição de racionalidade maximizada, no qual a Microeconomia, especialmente de Escola Neoclássica, assume que os agentes maximizam utilidade ou lucro, tomando decisões com base em informações completas e objetivos claros. No caso do agricultor, no entanto, decisões muitas vezes envolvem considerações culturais, comunitárias e ambientais, que não se encaixam na lógica do empresário típico. Esses agentes podem priorizar a estabilidade da produção ou a segurança alimentar em vez da maximização do lucro, o que refuta a ideia de que se beneficiariam de um comportamento empresarial típico.

Outro é a preferência pela minimização de risco, contraditoriamente a agricultura envolve grande incerteza, e muitos pequenos produtores priorizam a minimização de riscos em vez da maximização de lucros, adotando práticas conservadoras. A lógica empresarial, por outro lado, promove a inovação e a busca por oportunidades de lucro, o que pode não ser compatível com a realidade do campo.

Há ainda incompatibilidade envolvendo o que a Teoria dos Custos de Transação em torno dos Custos de Transação Elevados e a Assimetria de Informação. 

Segundo a Microeconomia Neoclássica, transações no mercado devem ser realizadas com o mínimo de custos possíveis, mas no setor agrícola, os custos de transação podem ser elevados. Isso inclui custos relacionados à obtenção de informações sobre preços, a necessidade de intermediários para acessar mercados distantes e a complexidade dos contratos agrícolas. Pequenos produtores, ao tentarem se comportar como empresas, enfrentariam barreiras significativas nesse sentido.

Por sua vez, a assimetria de informação é um problema comum no setor rural, em que agricultores muitas vezes têm acesso limitado a informações de mercado e inovações tecnológicas. Empresas tradicionais podem usar seu capital para adquirir essas informações, mas pequenos agricultores enfrentam um descompasso, o que enfraquece o argumento de que o comportamento empresarial lhes beneficiaria.

Há ainda, Falhas de Mercado no Setor Agrícola, tanto envolvendo Monopsônio e Poder de Mercado dos Intermediários e Externalidades e Bens Públicos: 

 Pequenos agricultores frequentemente enfrentam mercados monopsônicos, onde há poucos compradores com grande poder de mercado. Isso cria uma dinâmica de poder desigual, em que o empreendedorismo não seria suficiente para dar aos produtores capacidade de negociação. Além disso, muitos agricultores são obrigados a vender sua produção a preços baixos, tornando a ideia de que se comportarem como empresas mais competitivas é irrelevante diante das distorções de mercado.

A agricultura lida com externalidades como a preservação ambiental, que muitas vezes são tratadas como bens públicos. A lógica empresarial, que tende a focar no lucro privado, pode desincentivar os agricultores a investir na conservação e sustentabilidade a longo prazo. Nesse caso, pode-se argumentar que a modernização do campo, via empreendedorismo, não resolveria esses problemas e poderia até agravá-los.

Por fim, há a questão envolvendo a Eficiência Alocativa e Desigualdades no Campo, tanto pela Eficiência Alocativa Limitada, como pela Desigualdade Econômica e Acesso a Mercados.  

A ideia de que o empreendedorismo levaria a uma alocação mais eficiente de recursos no campo ignora a realidade de que muitos pequenos agricultores não têm acesso aos insumos necessários ou ao crédito para expandir sua produção. Além disso, políticas de subsídios e protecionismo, comuns no setor agrícola, distorcem a eficiência alocativa.

O campo brasileiro é marcado por profundas desigualdades, e aplicar uma lógica empresarial aos pequenos produtores poderia ampliar essas disparidades. Grandes produtores, com acesso à tecnologia e crédito, poderiam se beneficiar mais do empreendedorismo, enquanto os pequenos continuariam marginalizados.


II- EMPREENDEDORISMO E AGRONEGÓCIO


A crítica à ideologia do empreendedorismo, especialmente quando aplicada de forma inadequada à produção rural, e os equívocos relacionados à adoção do conceito de agronegócio, muitas vezes mal traduzido do termo norte-americano agrobusiness, são questões centrais para este debate. A seguir, destacam-se os principais pontos que fundamentam essa crítica.

O primeiro ponto é a ideologia do empreendedorismo em si. A promoção do empreendedorismo como solução universal faz parte de uma ideologia neoliberal que tende a valorizar o mercado e a iniciativa privada acima de tudo, minimizando o papel do Estado e das políticas públicas, ignorando a própria teoria microeconômica. Quando aplicada ao campo, essa visão ignora a complexidade do setor agrícola e tende a desresponsabilizar o governo na garantia de suporte aos pequenos produtores.

Por sua vez, a ideologia do empreendedorismo coloca a responsabilidade pela modernização e pelo sucesso econômico diretamente sobre o indivíduo, desconsiderando as estruturas históricas e sociais que afetam o campo, como a concentração fundiária, o acesso desigual a recursos e a dependência de grandes cadeias globais de commodities. Isso cria uma narrativa de "culpa do produtor" em vez de reconhecer os problemas estruturais do setor.

O empreendedorismo, enquanto estratégia econômica, é promovido sem considerar que os pequenos produtores não têm acesso igualitário a crédito, tecnologia, mercados e infraestrutura. Esse tipo de pensamento perpetua a desigualdade, ao sugerir que o sucesso depende apenas do esforço individual, desconsiderando que  grandes produtores estão em posição de vantagem estrutural.

Mas, para além disso, há uma transposição equivocada do empreendedorismo para a produção rural. A transposição do conceito de empreendedorismo para a produção rural ignora as diferenças fundamentais entre o ambiente urbano e o rural. O agricultor depende de fatores climáticos e biológicos que não podem ser controlados, enquanto o empreendedor urbano lida com riscos mais previsíveis e gerenciáveis. A lógica do risco calculado, que é central para o empreendedorismo, não se aplica da mesma forma no campo.

O empreendedorismo geralmente foca no curto prazo e na maximização de retornos, enquanto a produção rural é marcada por ciclos de longo prazo e incertezas naturais. Forçar o agricultor a se comportar como um empreendedor pode levar a práticas insustentáveis, como a superexploração do solo, a perda de biodiversidade e a adoção de monoculturas, que prejudicam a sustentabilidade da produção a longo prazo.

Ao tentar transformar o produtor rural em um gestor empresarial, ignora-se a importância de outras formas de organização, como cooperativas e arranjos comunitários, que podem ser mais eficazes na redução de custos, compartilhamento de riscos e melhoria da qualidade de vida no campo.

Em essência, há um erro conceitual na adoção do agronegócio (“Agrobusiness”), uma desconexão do Modelo norte-americano. O conceito de Agrobusiness nos Estados Unidos surgiu para descrever uma cadeia de produção altamente industrializada e integrada, incluindo não apenas a produção agrícola em si, mas também os setores de insumos, processamento e distribuição. Quando esse conceito foi transposto para o Brasil como "Agronegócio", houve uma simplificação que desconsidera as particularidades do campo brasileiro, especialmente no que diz respeito à agricultura familiar e às diferentes formas de produção que coexistem no país.

Por outro lado, o conceito de Agronegócio no Brasil é frequentemente associado às grandes cadeias produtivas voltadas para a exportação, como soja, milho e carne bovina, ignorando a vasta gama de atividades rurais e tipos de produtores voltados para o mercado interno, especialmente o pequeno produtor. Ao aplicar o conceito de Agronegócio de forma indiscriminada, margina-se a agricultura familiar, que é essencial para a segurança alimentar e a sustentabilidade rural.

A aplicação acrítica do conceito de Agronegócio transforma o produtor rural em um mero elo de uma cadeia global de commodities, desconsiderando sua autonomia e seu papel social. No Agrobusiness norte-americano, o produtor é parte de uma cadeia industrial e financeiramente complexa, o que muitas vezes não é aplicável à realidade brasileira, especialmente em regiões onde a produção familiar predomina.

O conceito de Agronegócio implica a padronização da produção agrícola para atender a mercados globais. Isso pressiona os pequenos produtores a adotarem práticas empresariais e monoculturas que podem ser ineficazes ou destrutivas para a diversidade biológica e cultural no campo brasileiro. Essa padronização desvaloriza formas alternativas de produção, como a agroecologia, que têm maior potencial de sustentabilidade e resiliência.

Há impactos sociais e ambientais da aplicação acrítica do conceito de agronegócio. O Agronegócio, ao ser promovido como modelo ideal de modernização, frequentemente leva à concentração de terras e de renda, exacerbando desigualdades no campo. Grandes produtores, com acesso à tecnologia e crédito, se beneficiam, enquanto pequenos agricultores são marginalizados e, muitas vezes, forçados a vender suas terras ou migrar para áreas urbanas.

O modelo de Agronegócio tende a favorecer práticas de monocultura e uso intensivo de insumos químicos, o que pode resultar em degradação do solo, contaminação de águas e destruição de ecossistemas. Esse modelo contraria práticas tradicionais e sustentáveis de manejo da terra, frequentemente praticadas por pequenos agricultores e comunidades rurais.

A promoção do Agronegócio como solução para o campo negligencia a agroecologia, que busca equilibrar a produção agrícola com a preservação ambiental e o desenvolvimento social. Ao adotar o Agronegócio como paradigma de modernização, exclui-se formas mais sustentáveis de produção, que poderiam ser mais apropriadas para o contexto brasileiro.

A agricultura familiar e a agroecologia surgem como formas de resistência ao modelo de Agronegócio. Essas formas de produção estão mais alinhadas às realidades locais, às necessidades de segurança alimentar e à preservação do meio ambiente. Elas propõem uma visão integrada de desenvolvimento rural, que valoriza o saber local e as práticas comunitárias.

O modelo de Agronegócio e o empreendedorismo aplicados à produção rural tratam a terra como um mero recurso econômico, enquanto, para muitos produtores, a terra tem significados culturais e simbólicos profundos. A redução da produção rural à lógica empresarial ignora essas dimensões e pode enfraquecer a relação sustentável entre o agricultor e seu ambiente.

Muitas vezes, as políticas públicas voltadas para o setor agrícola são desenhadas para favorecer grandes empreendedores rurais, em detrimento dos pequenos agricultores familiares. Isso reforça a desigualdade no campo e a concentração de recursos em grandes empreendimentos voltados para o Agronegócio exportador.

As políticas públicas que incentivam o Agronegócio tendem a priorizar o atendimento de mercados internacionais, o que pode prejudicar a soberania alimentar e as necessidades internas do Brasil. A adoção acrítica do conceito de Agrobusiness leva à priorização de commodities de alto valor no mercado global, em vez de focar na produção diversificada para o consumo interno.

A crítica ao empreendedorismo aplicado à produção rural e à transposição do conceito de Agronegócio (derivado do Agrobusiness) revela a complexidade da modernização do campo brasileiro. O artigo pode enfatizar que o sucesso na agricultura depende de políticas públicas adequadas, que respeitem as particularidades locais e promovam formas alternativas de produção, como a agricultura familiar e a agroecologia.

O melhor, portanto, é pensar no agricultor e pecuarista, como produtor rural e não como empresário ou empreendedor? Sim, um dos pontos principais é reconhecer a especificidade do produtor rural e suas práticas, diferenciando-o de um empresário ou empreendedor urbano. 


III. A NATUREZA DA ATIVIDADE RURAL: RELAÇÃO COM O CICLO NATURAL


O produtor rural opera em um ambiente regido pelos ciclos da natureza, o que cria limitações sobre sua capacidade de controle. Ao contrário do empresário urbano, que pode ajustar rapidamente sua produção ou expandir mercados, o agricultor depende de fatores como chuvas, pragas, mudanças climáticas e o ciclo natural de crescimento das plantas ou dos animais. Esse fator reduz a previsibilidade e aumenta os riscos para os produtores rurais, algo que não se ajusta à lógica empresarial tradicional, que espera respostas rápidas e flexíveis do mercado.

Diferentemente de um empresário comum, que pode reconfigurar rapidamente seu modelo de negócios para atender às demandas do mercado, o produtor rural lida com processos de produção que exigem um planejamento de longo prazo. Plantar uma colheita ou criar animais envolve um ciclo de meses ou até anos, o que impõe limites à capacidade de adaptação às condições de mercado, algo que o "empreendedorismo" urbano não considera.

Para muitos produtores rurais, a terra não é apenas um meio de produção, mas também uma herança cultural e familiar. A lógica do empreendedorismo, que busca otimizar o uso de recursos para maximizar o lucro, ignora essa dimensão da produção rural. A relação com a terra envolve práticas tradicionais, um senso de pertencimento e, muitas vezes, um compromisso com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade local. Essas considerações culturais e sociais têm um valor que transcende a simples maximização de lucros.

A maior parte da produção rural no Brasil é realizada em pequenas propriedades, frequentemente organizadas de maneira familiar ou comunitária. Essas formas de organização não seguem as mesmas regras das empresas convencionais. A produção rural é muitas vezes centrada no bem-estar da família, na subsistência e na contribuição para a comunidade, ao invés de ser orientada unicamente para o mercado e o lucro.

O foco principal do produtor rural, especialmente da agricultura familiar, muitas vezes é garantir a segurança alimentar de sua família e da comunidade. O conceito de "empresário" implica uma busca constante pelo lucro e pela expansão, mas o agricultor rural pode ter como prioridade a preservação do meio ambiente, a manutenção da fertilidade do solo e a sustentabilidade de longo prazo. Esses objetivos não são compatíveis com a lógica empresarial de maximização imediata de ganhos.

A Constituição brasileira reconhece a função social da terra, especialmente no campo, onde a produção rural deve contribuir para o bem-estar coletivo, respeitando o meio ambiente e promovendo a justiça social. A tentativa de transformar o produtor rural em empresário pode desconsiderar essa função social, privilegiando o lucro sobre o bem-estar comum e a preservação de recursos naturais.

Enquanto o empresário tradicional busca expandir sua produção e maximizar o retorno sobre o investimento, muitos produtores rurais operam em pequena escala, com recursos limitados. Eles não têm o mesmo acesso a crédito, tecnologia ou mercados que as grandes empresas. Tratar o agricultor como empresário desconsidera essas limitações estruturais e ignora as desigualdades no acesso aos insumos produtivos.

O setor rural requer políticas públicas que considerem suas particularidades, como o acesso a crédito agrícola, a políticas de subsídios e a assistência técnica rural. A abordagem empresarial tende a minimizar a importância dessas políticas e a sugerir que o mercado por si só poderia resolver os problemas do campo. Na prática, o apoio estatal e a regulamentação são fundamentais para garantir a sustentabilidade e a sobrevivência dos pequenos produtores.

A agricultura é fortemente influenciada por fatores externos, como clima, pragas, doenças e flutuações nos preços das commodities. Esses riscos não podem ser previstos ou controlados com facilidade, tornando difícil aplicar a lógica de empreendedorismo tradicional, que presume a capacidade de adaptação e mitigação rápida de riscos. O produtor rural não tem a mesma flexibilidade para reagir a essas mudanças e, muitas vezes, depende de políticas públicas para mitigar esses riscos, como seguros agrícolas e preços mínimos.

O empreendedorismo urbano frequentemente foca em maximizar a eficiência e o lucro de forma rápida, enquanto o produtor rural precisa equilibrar sua produção com a conservação de recursos naturais, como o solo e a água. A lógica empresarial, se aplicada ao campo de maneira acrítica, pode levar à exploração excessiva desses recursos, resultando em degradação ambiental a longo prazo. O agricultor, por sua vez, muitas vezes está mais preocupado com a sustentabilidade de sua atividade e a preservação dos ecossistemas.

A realidade da produção rural brasileira é marcada por uma grande diversidade de sistemas de produção, com uma coexistência de grandes propriedades voltadas para o agronegócio e pequenas propriedades familiares que operam em outra lógica. Tentar unificar esses dois sistemas sob a mesma visão empresarial ignora as diferenças profundas entre eles, especialmente no que diz respeito ao acesso a insumos, mercados e políticas públicas.

Formas de organização como cooperativas e associações de produtores são alternativas eficazes para o modelo de empreendedorismo individualista. Essas organizações permitem o compartilhamento de recursos, a redução de custos e o fortalecimento da posição dos pequenos produtores no mercado. A lógica do empreendedorismo, por outro lado, valoriza a competição e pode enfraquecer essas formas de cooperação.

A produção rural não deve ser vista apenas como uma atividade econômica, mas também como uma atividade que integra dimensões sociais e ambientais. O produtor rural cumpre um papel crucial na preservação da biodiversidade, no manejo sustentável da terra e na promoção de comunidades rurais mais equitativas. O foco no lucro, que é central na visão empresarial, pode comprometer essas funções e levar a práticas insustentáveis.

Em muitas regiões, práticas agroecológicas e tradicionais são formas mais eficazes e sustentáveis de produção. Essas práticas frequentemente se baseiam em uma compreensão profunda dos ciclos naturais e do ambiente local, o que as torna incompatíveis com a lógica empresarial, que favorece a industrialização e a padronização da produção.


IV. ALTERNATIVA: COOPERATIVISMO E ECONOMIA SOLIDÁRIA


A crítica à abordagem de transformar o produtor rural em empresário ou empreendedor pode ser complementada por uma proposta alternativa que valorize formas de organização mais adequadas à realidade rural. O cooperativismo, a economia popular solidária e a sustentabilidade ambiental representam caminhos alternativos para o desenvolvimento do campo brasileiro, respeitando suas características sociais, econômicas e ambientais. 

O cooperativismo permite que os pequenos produtores compartilhem recursos, como maquinário, insumos, e infraestrutura de armazenamento, o que diminui os custos de produção e melhora a eficiência econômica. Isso é particularmente importante no meio rural, onde muitos produtores têm acesso limitado a crédito e tecnologias.

Cooperativas agrícolas ajudam a fortalecer a posição dos pequenos e médios produtores no mercado. Ao se unirem, eles conseguem negociar melhores preços e condições de venda, tanto para insumos quanto para a comercialização de seus produtos. Isso permite competir com grandes produtores do agronegócio que dominam as cadeias globais de commodities.

No modelo cooperativo, as decisões são tomadas coletivamente pelos membros, com base em princípios de participação democrática e igualdade. Diferente de uma empresa tradicional, que é gerida por acionistas e focada no lucro, as cooperativas colocam o bem-estar dos membros em primeiro lugar, promovendo a justiça social e a autonomia econômica.

A economia popular solidária é centrada na cooperação e na solidariedade entre os trabalhadores, colocando o bem-estar coletivo acima do lucro individual. Este modelo é especialmente relevante para a agricultura familiar, pois promove práticas de ajuda mútua e a repartição dos benefícios entre os membros da comunidade.

Diferente da abordagem empresarial, a economia solidária valoriza a autogestão das atividades produtivas e a autonomia das comunidades locais. Isso permite que os produtores rurais mantenham o controle sobre suas próprias terras e recursos, sem depender de grandes corporações ou intermediários que ditam as regras do mercado.

A economia solidária é uma alternativa ao modelo concentrador de renda do agronegócio. Ela busca incluir os pequenos agricultores e trabalhadores rurais marginalizados, promovendo o desenvolvimento local, o acesso a mercados e a geração de renda de maneira mais justa e equitativa.

 Há ainda a questão da sustentabilidade ambiental que deveria ser um pilar fundamental, à medida que a sustentabilidade ambiental está intrinsecamente ligada à produção rural, a agroecologia se apresenta como uma alternativa eficaz. Esse modelo valoriza a biodiversidade, o manejo sustentável dos recursos naturais e o respeito aos ciclos ecológicos, reduzindo a dependência de insumos químicos e práticas predatórias que esgotam o solo e contaminam o meio ambiente.

A adoção de práticas agroecológicas, como a rotação de culturas, o uso de adubos orgânicos e a integração de árvores e plantas nativas no sistema agrícola, promove a resiliência e a sustentabilidade da produção a longo prazo. A agroecologia se alinha às práticas tradicionais de muitas comunidades rurais, As práticas sustentáveis no campo, muitas vezes, são baseadas em saberes locais e conhecimentos tradicionais que têm sido transmitidos de geração em geração. Esses conhecimentos são adaptados às condições ecológicas e culturais locais, promovendo uma produção mais harmônica com o ambiente, ao contrário da lógica do agronegócio, que impõe tecnologias padronizadas e intensivas.

A alternativa ao modelo empresarial no campo é a integração entre cooperativismo, economia popular solidária e sustentabilidade ambiental. Esse modelo promove a autonomia dos produtores rurais, o uso sustentável dos recursos e a equidade social, criando um ciclo virtuoso que beneficia tanto a economia quanto o meio ambiente.

A união entre cooperativas e economia solidária permite que comunidades rurais trabalhem juntas para enfrentar desafios econômicos e ambientais. Ao invés de competir individualmente no mercado, os agricultores cooperam para criar redes de apoio mútuo, que fortalecem tanto suas economias quanto sua resiliência frente às mudanças climáticas e flutuações de mercado.

A economia solidária e o cooperativismo promovem um modelo de geração de riqueza que é mais equitativo e inclusivo, distribuindo os benefícios da produção entre todos os envolvidos. Ao adotar práticas sustentáveis, garantem que a riqueza gerada não comprometa os recursos naturais e que as futuras gerações também possam usufruir de um ambiente saudável.

Porém, para que esse modelo alternativo seja viável, é necessário que políticas públicas incentivem a formação e o fortalecimento de cooperativas rurais e a adoção de práticas agroecológicas. Subsídios e linhas de crédito específicas para cooperativas e para a economia solidária são fundamentais para apoiar os pequenos agricultores e permitir que se organizem e invistam em práticas sustentáveis.

É essencial que os produtores rurais tenham acesso a assistência técnica que promova o cooperativismo e a sustentabilidade ambiental. Programas de extensão rural devem ser orientados para apoiar a transição de práticas convencionais e insustentáveis para formas de produção mais ecológicas e cooperativas.

O Estado deve criar e reforçar marcos regulatórios que protejam e incentivem o cooperativismo e a economia solidária, garantindo que esses modelos sejam reconhecidos e apoiados no desenvolvimento rural. Além disso, políticas de proteção ao meio ambiente devem ser integradas às práticas agrícolas, incentivando a preservação de recursos e penalizando atividades predatórias.

O cooperativismo e a economia solidária aumentam a resiliência econômica das comunidades rurais ao mitigar os efeitos das crises de mercado, mudanças climáticas e outras adversidades. Ao trabalhar em conjunto, os agricultores têm maior capacidade de se adaptar e sobreviver em tempos difíceis.

A adoção de práticas sustentáveis e a organização cooperativa favorecem uma produção mais diversificada, que pode melhorar a segurança alimentar tanto local quanto nacionalmente. Esses modelos favorecem a preservação da biodiversidade e a produção de alimentos de qualidade, sem depender exclusivamente de monoculturas ou commodities voltadas para exportação.

O cooperativismo e a economia solidária ajudam a reduzir a desigualdade no campo, promovendo a geração de empregos e a distribuição justa dos lucros. Isso evita o êxodo rural e fortalece a coesão social nas áreas rurais, promovendo o desenvolvimento sustentável e equitativo.

A alternativa ao modelo empresarial e ao empreendedorismo rural reside no fortalecimento de formas coletivas de organização, como o cooperativismo e a economia popular solidária, associadas a práticas de sustentabilidade ambiental. 

Esse modelo respeita as características únicas do campo brasileiro, promovendo o desenvolvimento econômico inclusivo, a justiça social e a preservação dos recursos naturais. Ao invés de transformar o agricultor em um empresário individualista, essa abordagem reforça a importância da cooperação, da solidariedade e da integração com a natureza, criando um futuro mais justo e sustentável para o campo.


CONCLUSÃO


A ideia de transformar o produtor rural em um empresário ou empreendedor, ajustando o campo à lógica do mercado e do agronegócio, ignora as especificidades da produção rural e seus vínculos históricos, sociais e ambientais. A abordagem que equipara o agricultor a um empresário desconsidera a realidade dos pequenos e médios produtores, além de acentuar as desigualdades no campo, favorecendo a concentração de terras e o esgotamento dos recursos naturais.
A conclusão lógica é pensar alternativas ao modelo de empreendedorismo. Em vez de promover o empreendedorismo individual, recomenda-se a necessidade de explorar formas de organização coletiva, como cooperativas agrícolas, que oferecem maior resiliência e poder de negociação aos pequenos produtores. E políticas públicas que reconheçam as especificidades da agricultura familiar e não tente encaixá-la em um modelo empresarial urbano.

O produtor rural deve ser visto como um agente econômico, social e ambiental que lida com um conjunto específico de desafios e oportunidades. Tratar o agricultor como empresário ou empreendedor ignora as nuances e a complexidade da atividade rural, simplificando questões que demandam soluções mais integradas e contextuais.

A abordagem correta deve reconhecer a especificidade da produção rural, garantindo apoio por meio de políticas públicas adaptadas às necessidades do campo, com foco na sustentabilidade, na justiça social e na preservação ambiental, além de respeitar as práticas tradicionais e a importância da agricultura familiar.

Esses pontos reforçam que o agricultor não deve ser pensado como um empresário ou empreendedor, mas como um produtor, um produtor rural, com suas particularidades, desafios e contribuições específicas para a economia e a sociedade.

A alternativa mais adequada é pensar o produtor rural como ele é — um agente enraizado em um contexto socioeconômico e ambiental particular, com necessidades e desafios distintos daqueles do ambiente corporativo. O cooperativismo e a economia popular solidária, associados a práticas de sustentabilidade ambiental, oferecem um caminho mais inclusivo, democrático e ecologicamente responsável para o desenvolvimento rural.

Ao valorizar a cooperação entre produtores, o compartilhamento de recursos e a gestão coletiva, o cooperativismo fortalece a autonomia das comunidades rurais, melhora a capacidade de negociação no mercado e garante a preservação ambiental. A economia popular solidária, por sua vez, promove a justiça social, a distribuição equitativa de benefícios e a inclusão de agricultores historicamente marginalizados.

Esse modelo integrado — baseado na solidariedade, na sustentabilidade e na cooperação — cria um futuro rural mais justo e resiliente, que não depende da exploração intensiva dos recursos naturais ou da adoção de práticas empresariais que sacrificam a coesão social. Ao se afastar da lógica empresarial e abraçar práticas cooperativas e sustentáveis, o produtor rural se coloca no centro de um desenvolvimento equilibrado, garantindo a prosperidade das comunidades rurais e a preservação do meio ambiente para as gerações futuras.


BIBLIOGRAFIA


  • De Palma, G. Desigualdade e desenvolvimento: uma perspectiva histórica. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.

  • Duflo, E. Pobreza e política: uma agenda para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

  • Drucker, P. F. Inovação e o espírito empreendedor. São Paulo: Editora Pétalas, 2004.

  • Marx, K. O capital: crítica da economia política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

  • Sen, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

  • Mintzberg, H. Estratégia de empresa: formação de estratégia: conceitos e casos. São Paulo: Atlas, 2004.

  • Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Relatório sobre o estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo. Roma: FAO, [ano].

  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua). Rio de Janeiro: IBGE, [ano].

Nenhum comentário:

Postar um comentário