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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Produtividade no Brasil se eleva pouco limitando o crescimento econômico

Livro de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) releva que entre 2003 e 2010, a retomada do crescimento econômico e a melhoria dos termos de trocas internacionais possibilitaram a recuperação de ganhos relativamente elevados de produtividade. Contudo, o crescimento do PIB será cada vez mais dependente de aumentos na produtividade do trabalho.  E também revela que a produtividade da economia brasileira cresceu pouco não porque aumentou a participação de setores pouco produtivos na estrutura produtiva, mas porque a produtividade dentro dos setores econômicos cresceu pouco. Acesse o livro clicando AQUI.

Ipea: produtividade no Brasil cresce de forma limitada

Divulgado nesta quinta-feira, 20, o primeiro volume da série Produtividade no Brasil, intitulado “Desempenho”, analisa sob diversas óticas a evolução dos indicadores de produtividade da economia brasileira. A publicação foi organizada por Fernanda De Negri, diretora de Estudos Setoriais de Inovação, Regulação e Infra-estrutura (Diset) do Ipea, e Luiz Ricardo Cavalcante, consultor legislativo do Senado Federal, em uma parceria do Ipea com a ABDI e diversas universidades e instituições de pesquisa do país.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os super-ricos do Brasil e a lenda da queda da desigualdade

Desigualdade, desaba uma lenda

Clóvis Rossi | Folha de São Paulo | 25/09/2014

Aleluia, enfim pesquisadores dedicaram-se a estudar, seriamente, a desigualdade de renda no Brasil, com base em dados do Imposto de Renda, e chegaram a uma conclusão que, para mim, é óbvia faz um punhado de anos: a queda da desigualdade no Brasil, tão trombeteada por alguns acadêmicos e pelo governismo, não passa de mito.

Marcelo Medeiros, Pedro Ferreira de Souza e Fábio Avila de Castro, todos da UnB (Universidade de Brasília) e, os dois primeiros, também do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), desconfiaram, como todos os pesquisadores sérios deveriam fazer, dos dados coletados pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar), o único instrumento em que se apoiava a lenda da queda da desigualdade.

Não é instrumento idôneo: os pesquisadores perguntam a renda da família. Quem vive só de trabalho ou de outro rendimento fixo diz o que ganha. Quem, além do salário ou de rendimento fixo, recebe proventos advindos de aplicações financeiras omite essa parte da renda. Ou por mero esquecimento, portanto de boa-fé, ou por medo (do fisco, de sequestro, do que seja).

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mais pobres pagam a conta da ineficiência do transporte


O valor das passagens de ônibus subiu em nível 65% superior ao da inflação entre 2000 e 2012, acima do custo de automóveis particulares e da gasolina. Com isso, a demanda por transporte público registrou queda de 25%, em comparação com os anos 90, gerando um círculo vicioso que favorece, novamente, o aumento das tarifas. Para a parcela de famílias que corresponde aos 10% mais pobres do país, o impacto médio do gasto com transporte público na renda domiciliar é de 13,5%, enquanto a média total, que inclui famílias de todos os níveis de renda, é de 3,4%. No primeiro semestre, o Brasil registrou recorde de vendas e de produção de automóveis novos.

Para a parcela de famílias que corresponde aos 10% mais pobres do país, o impacto médio do gasto com transporte público na renda domiciliar é de 13,5%, enquanto a média total, que inclui famílias de todos os níveis de renda, é de 3,4%. A informação consta da nota técnica Tarifação e financiamento do transporte público urbano, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta quinta-feira.

domingo, 16 de junho de 2013

Falência do transporte: tarifas 2,2 vezes maior que a inflação e pior avaliação desde 1987

Infográfico: Folha de São Paulo (16/03/2013)
No país, ao menos dez grandes cidades já tiveram protestos de rua ou embates por causa do aumento das tarifas neste ano. Tarifa de ônibus subiu 2,2 vezes acima do IPCA, se fosse corrigida pela inflação do real, passagem de ônibus em São Paulo custaria R$2,16. Alto preço e péssima qualidade, a avaliação do transporte público de SP é a pior desde 87, diz Datafolha,  e os ônibus são o meio de transporte com pior avaliação - recebe 54% de ruim ou péssimo, apesar de ser o meio utilizado com maior frequência na cidade.

As manifestações, partidas de lideranças estudantis, mas que ganharam força espontaneamente pelas redes sociais, porém, duramente reprimido pela PM, não são apenas para impedir o reajuste das passagens de ônibus. Denunciam também a promiscuidade entre o poder público e as empresas, que são financiadoras de campanhas políticas, e também mostrar que o passe livre não é uma utopia, pois o transporte é obrigação do Estado e não um direito de poucos.

Nos países desenvolvidos, o transporte público é subsidiado e, no Brasil, a Lei da Mobilidade Urbana já prevê subsídios para o setor.  Por sua vez, em Goiânia e em Porto Alegre, em meio aos protestos e questionamentos, a Justiça acabou determinando que as tarifas voltassem ao valor pré-reajuste.

Desde o Plano Real, em julho de 1994, os preços dos transportes têm sido reajustados acima da média da inflação. Entre 1994 e 2013, a inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) totaliza 332%. Já o reajuste das passagens no mesmo período atinge 742%. Quando o Real foi implantada a passagem de ônibus em São Paulo custava R$ 0,50 e hoje estaria em R$ 2,16, se fosse reajustada pelo IPCA, e não R$ 3,20, valor em vigor este mês.

De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans) – empresa municipal responsável pelo setor – os paulistanos gastaram em 2012 R$ 4,51 bilhões com as tarifas de ônibus municipais, valor superior ao PIB de cidades médias do Interior do estado, como Araçatuba ou Marília. Já o subsídio oferecido às empresas chegou a R$ 1,250 bilhão ano passado. Em 2012, foram desembolsados R$ 953 milhões pela Prefeitura da capital paulista.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cátedra do IPEA lança livro sobre desenvolvimento e dependência

A Cátedra de Estudos do Desenvolvimento Brasileiro "Ruy Mauro Marini" do IPEA-Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, coordenada pelo prof. Niemeyer Almeida Filho, da Universidade Federal de Uberlândia e presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política, lançou o livro que reúne vários autores que tratam sobre Desenvolvimento e dependência, a partir da contribuição teórica de Ruy Mauro Marini e seus aportes a análise da dependência capitalista do Brasil.

O livro está disponível gratuitamente no Portal do IPEA (clique aqui para baixar)

Cada capítulo refere-se a um texto:

segunda-feira, 18 de março de 2013

Fatia dos salários no PIB ainda não voltou ao nível pré-Real


Fatia dos salários no PIB ainda não voltou ao nível pré-Real
Rogério Lessa - Monitor Mercantil, 15/03/2013 

As notícias que dão conta da melhora da distribuição de renda no Brasil e em outros países da América do Sul, com reflexos positivos no Índice de Gini, levam em consideração apenas a relação entre as diferentes faixas salariais. Uma fotografia mais ampla, que inclua a participação do capital (inclui rendas como juros, ações e aluguéis) e dos salários no PIB mostra que ainda não retornamos ao patamar do Governo Itamar Franco, quando 36,8% da riqueza do país estavam nas mãos de quem trabalha.

O último levantamento do IBGE dá conta de que, em 2009, o item "Remuneração dos empregados - salários" nas contas nacionais subiu para 35,1% da renda nacional bruta, superando os 32,5% registrados em 1994, quando começou o Plano Real.

sábado, 24 de novembro de 2012

Para Bird, Brasil ainda não é país de classe média

Para Bird, Brasil ainda não é país de classe média
Alex Ribeiro | Valor Econômico - 14/11/2012

De Washington - O Brasil reduziu a desigualdade e tirou milhões de pessoas da pobreza nos últimos anos, mas ainda não é um país predominantemente de classe média, sugere um relatório divulgado ontem pelo Banco Mundial (Bird). A maior parte da população está numa zona cinzenta chamada de "vulneráveis". O grupo tem alto risco de retroceder na escala social. Pelo critério adotado pelo Banco Mundial, 28% da população brasileira é de pobres, 32% é da classe média e 38% são os vulneráveis. Cerca de 3% pertence às classes altas (a soma dos percentuais dá mais de 100% por causa de arredondamentos). Os vulneráveis são as pessoas que têm risco maior de 10% de cair na pobreza nos próximos cinco anos.

Com o título " Mobilidade Econômica e a Ascensão da Classe Média Latino-Americana", o relatório divulgado ontem pelo presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, desafia outros estudos recentes que afirmam que a maioria da população brasileira pertence à classe média. O Brasil está numa situação semelhante a outros países da América Latina. Na região, 30% são classe média, 30% são pobres, 38% são vulneráveis e 2% são classe alta. Pelo critério usado pelo Bird, pobres são aqueles que ganham menos de US$ 4 por dia. Classe média é quem ganha de US$ 10 a US$ 50. O grupo na faixa entre US$ 4 e US$ 10 é o dos vulneráveis. Quem ganha mais de US$ 50 é classe alta.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Nova classe média? Dados sobre moradia e saneamento questionam esse conceito

E agora Neri?
Fatos E Comentários | Jornal Monitor Mercantil |18/10/2012

Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, colocam um poderoso desafio para os criadores da "nova classe média" ("NCM") brasileira. Segundo o IBGE, 27 milhões de moradias do país, 47,5% do total, são consideradas inadequados. Por inadequado, entenda-se lugares nos quais pessoas vivem sem abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário, coleta de lixo e com mais de duas pessoas por dormitório. São 105 milhões nessas condições, mesmo número dos integrantes da "NCM", que tem no novo presidente do Ipea, Marcelo Neri, um dos seus inventores.

Realidade paralela
A discrepância entre os dois números é explicável pelas condições para o ingresso na "NCM". Pelos elásticos critérios de Neri, basta ter renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019. Os dados coletados pelo IBGE apontam, porém, para realidade bem diversa. Segundo a PNAD, nos domicílios considerados adequados, o rendimento médio era de R$ 3.403,57,

11,6 vezes mais o piso da "NCM" de Neri e 3,3 vezes superior ao teto. Mesmo nas residências inadequadas, a renda per capita, de R$ 732,27, é 2,5 vez maior do que o piso da "NCM". Os números do IBGE indicam que, em lugar da "NCM", os 105 milhões de brasileiros que vivem nessas condições pertencem ao SAECL (Sem água, esgoto e coleta de lixo).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ocupação cresce, mas emprego aumenta menos que população

Segundo pesquisa do IPEA, os dados de desemprego dos últimos anos que mostram queda devem-se que a queda na taxa de ocupação foi inteiramente devida à queda na taxa de participação, forte o bastante para superar o efeito da redução do desemprego. Ou seja, a economia criou postos de trabalho em ritmo e volume menor do que o crescimento da população em idade de trabalhar. Contudo, apesar disso, houve a queda na taxa de ocupação, muito provavelmente porque também houve com esses trabalhadores, o adiamento de sua entrada por mais estudo ou reingresso no mercado de trabalho por falta de perspectivas.

Emprego aumenta menos que população
Monitor Mercantil, 11/10/2012

Queda na taxa de ocupação sinaliza mais estudo e falta de perspectivas

Apesar de a renda média e a população ocupada estarem aumentando desde 2005, com desemprego e a informalidade em queda, o pesquisador Miguel Foguel, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destacou que a taxa de ocupação - razão entre o nível de ocupação e a população em idade ativa (PIA) - está em declínio no país desde 2008.

Entre 2009 e 2011, a redução ficou em 0,8 ponto percentual, o que representa redução relativa de 1,5% na taxa, diz o Ipea, a partir de dados da Pesquisa Nacional de Abordagem Domiciliar (Pnad).

A queda na taxa de ocupação no período, segundo o Ipea, foi inteiramente devida à queda na taxa de participação, forte o bastante para superar o efeito da redução do desemprego. Ou seja, a economia criou postos de trabalho em ritmo menor do que o crescimento da população em idade de trabalhar.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ipea: juro pode cair sem elevar inflação


Ipea: juro pode cair sem elevar inflação
Monitor Mercantil, 17/05/2012

IPCA MENOR REAFIRMA QUE TAXAS TÊM DE CONTINUAR A CAIR PARA PADRÃO GLOBAL

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira indica que o Banco Central pode, sim, continuar a baixar os juros sem elevar a inflação em situações como a que o país enfrenta. A avaliação está no Comunicado 148 - Efeitos Assimétricos da Política Monetária sobre Inflação e Crescimento no Brasil: Diferenças conforme a Fase do Ciclo Econômico e a Direção e Magnitude de Choques nos Juros. 

"Existe uma distorção na economia brasileira, que são as taxas de juros - uma das maiores do mundo. Mas, em algum momento, temos de baixar as taxas para níveis compatíveis com os de outros países. A fase atual deve ser aproveitada para baixar os juros, sem acelerar a inflação", destacou o coordenador de Economia Monetária e Câmbio do Ipea, Thiago Martinez. 

De janeiro a abril, a taxa básica de juros (Selic) foi reduzida de 10,5% ao ano para 9% ao ano. E deve cair mais até na avaliação dos analistas do mercado financeiro, podendo chegar a 8,5% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) marcada para os dias 29 e 30. 

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,64% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas no acumulado no ano está em 1,87%, abaixo dos 3,23%, de igual período do ano passado. 

Isso reforça a tese de Martinez sobre as reduções da Selic pelo BC. Para ele, foram mudanças que surpreenderam, inclusive, muitos analistas por não ter havido aceleração da inflação, o que é coerente com o estudo do instituto. 

No entanto, o relatório Focus, do BC, indica continuar forte o lobby do mercado financeiro para conter a queda dos juros. Dentro dessa estratégica, projetam alta da inflação pelo IPCA, para 5,22% contra 5,12% previstos anteriormente. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Com PIB a 2%, 1º Mundo só em 2112. Para alcançar desenvolvidos, Brasil precisa crescer no mínimo 7% ao ano

Segundo o Banco Mundial (Bird), se a média do crescimento global se mantiver na casa dos 2% ao ano e o Brasil crescer a 3,5% anuais, levaria quase um século para superar o atraso do país em relação ao mundo desenvolvido. Já um crescimento anual médio de 7% reduziria esse hiato para 40 anos.

O economista , João Paulo de Almeida Magalhãespresidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ), para quem o governo é vítima de uma "visão curtoprazista", que tem, segundo ele, apoio da mídia. Critica o teto de 5% estabelecido para o crescimento do país sem causar pressão sobre os preços Se o Brasil crescer a 5% ao ano com inflação zero, durante 20 anos, teria crescimento de 46% no PIB per capta. Ora, no pós-guerra, crescemos, em média, 7%, com inflação de 20%, e o PIB per capita cresceu 75%.

Com PIB a 2%, 1º Mundo só em 2112. Para alcançar desenvolvidos, Brasil precisa crescer no mínimo 7% ao ano
Monitor Mercantil, 04/05/2012 

Magalhães: mesmo com inflação de 20%, PIB per capita cresceu 75%

PARA ALCANÇAR DESENVOLVIDOS, BRASIL PRECISA CRESCER NO MÍNIMO 7% AO ANO
Segundo o Banco Mundial (Bird), se a média do crescimento global se mantiver na casa dos 2% ao ano e o Brasil crescer a 3,5% anuais, levaria quase um século para superar o atraso do país em relação ao mundo desenvolvido. Já um crescimento anual médio de 7% reduziria esse hiato para 40 anos.
"Significa que crescer 7% ao ano é o mínimo", observa o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ), João Paulo de Almeida Magalhães, para quem o governo é vítima de uma "visão curtoprazista", que tem, segundo ele, apoio da mídia.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Mais tempo livre para não pensar em trabalho

Mais tempo livre para não pensar em trabalho
Monitor Mercantil, 21/03/2012

Se a jornada de trabalho fosse reduzida, mais de 60% dos trabalhadores dedicariam o tempo livre a outras atividades. Essa é uma das constatações de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre o trabalho e o tempo livre, divulgado nesta quarta-feira.
Para 39,5% dos entrevistados, o tempo dedicado ao trabalho compromete a qualidade de vida. Para esse grupo, o trabalho provoca cansaço e estresse (13,8%); compromete as relações amorosas e a atenção à família (9,8%); prejudica estudo, lazer e práticas esportivas (7,2%) e afeta as relações de amizade (5,8%).
O Ipea entrevistou 3.796 pessoas que moram em áreas urbanas das cinco regiões do país, todas com mais de 18 anos de idade e que exerciam alguma atividade remunerada na semana de referência da pesquisa.
O estudo mostra que 63,8% dos trabalhadores usariam o tempo livre com a redução da jornada para atividades não ligadas ao trabalho, enquanto que 36,2% não sentiriam diferença porque cumprem jornada de trabalho superior as 44 horas semanais previstas na legislação.
O estudo mostra ainda que 45,4% dos entrevistado têm dificuldade para se desligar totalmente do trabalho ao fim da jornada diária. Argumentam que precisam ficar de prontidão para fazer alguma atividade extraordinária (26,0%); planejar ou desenvolver alguma atividade de trabalho usando a internet ou o telefone celular (8%); ou que precisam aprender mais sobre o próprio trabalho (7,2%).

sexta-feira, 16 de março de 2012

Queda do juros não basta. Falta de projeto nacional deixa país à mercê do mercado

Falta de projeto nacional deixa país à mercê do mercado
Ipea alerta que queda do juro é indispensável, mas insuficiente 
Monitor Mercantil, 15/03/2012

Baixar juros é fundamental, mas não suficiente. Falta ao país uma estratégia nacional de desenvolvimento para enfrentar o processo de desindustrialização e melhorar a posição do país na divisão internacional do trabalho, evitando que o mercado financeiro produza no Brasil o mesmo que o antigo império britânico: democracias limitadas, sem autonomia para promover o desenvolvimento. 

A análise é do economista Roberto Messenberg, coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Política Econômica Aplicada (Gap/Ipea), ao apresentar a nova edição do boletim Conjuntura em Foco

"A desindustrialização no Brasil é precoce, pois aqui a renda per capita não chegou ao nível dos países industrializados, nem a produtividade", pondera Messenberg, acrescentando que o processo de desindustrialização no país reflete a perda de participação dos manufaturados e do emprego industrial na economia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Renda do trabalho tem participação pequena na economia, diz Ipea

Estudo de órgão do governo federal aponta que as regiões brasileiras vêm equilibrando a participação da renda do trabalho na renda nacional, porém a renda do trabalho segue desigual e tem uma participação pequena na economia brasileira.

Renda do trabalho tem participação pequena na economia, diz Ipea
Monitor Mercantil
A renda do trabalho tem uma participação pequena na economia brasileira, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), intitulado Evolução da Parcela do Rendimento do Trabalho durante a Recente Estabilidade Monetária, divulgado hoje.

Segundo o estudo, entre 1995 e 2002, a participação da renda do trabalho na economia caiu 11,8%, passando de 48% em 1995 para 42,4% em 2002. Contudo, no período de 2002 a 2009, houve um aumento de 2,5% na participação da renda do trabalho, passando de 42,4% para 43,4%.

Entre as regiões, a Sudeste foi que a teve a maior participação da renda do trabalho na economia, 50,8%; já a Região Norte foi a que teve a menor participação da renda na economia, 6% em 2009. Apesar dessa diferença, nota-se que, no período, houve uma redução da distância entre os números da região com maior peso e a região com menor peso do quesito renda do trabalho na economia. Em 1995, a diferença entre as regiões Norte e Sudeste era 14,5 vezes e, em 2009, essa diferença passou para 8,5 vezes.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Produtividade manteve-se estável entre 2000 e 2009

Os setores que mais se destacaram foram os da agropecuária, com 4,3% e da indústria extrativa, com 1,8%

Fotos: Sidney Murrieta
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O técnico de Planejamento e Pesquisa da Dimac, Gabriel Coelho, que apresentou o estudo e o assessor técnico da Presidência do Ipea Murilo Pires
Comunicado do Ipea nº 133 - Produtividade no Brasil nos anos 2000-2009: análise das Contas Nacionais concluiu que a produtividade do trabalho no país manteve-se praticamente estável entre 2000 e 2009, com variação anual de 0,9%. Os resultados foram apresentados nesta sexta-feira, em Brasília, pelo técnico em Planejamento e Pesquisa da Diretor Adjunto da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac), Gabriel Squeff.

De acordo com o pesquisador, para chegar a esses resultados foi utilizada a razão entre o valor adicionado, a preços constantes de 2000 na produção, e o número de empregados em cada atividade econômica no país. “Os setores que mais se destacaram foram os da agropecuária, com 4,3% e da indústria extrativa, com 1,8%”, disse. Gabriel acrescentou que no setor de serviços o avanço foi de 0,5%.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Para IPEA, reduzir aperto do setor público para ampliar o investimento e o crescimento do PIB

A desaceleração recente do Produto Interno Bruto (PIB) se deveu a fatores como: taxa de câmbio, que continuou a se apreciar em 2011, aperto monetário iniciado no final de 2010; as características da política fiscal em 2011 em relação a 2010; acúmulo de estoques em 2011; e a crise econômica na Europa. O investimento público, como destaca o próprio IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, órgão do governo federal), e comunicado recente - "é fundamental para o crescimento no curto prazo e que deve seguir em sinergia com os aportes do setor privado", foi o que mais sofreu cortes em 2011. Os gastos com obras e equipamentos caíram  ano passado. A redução aconteceu em todas as fases da execução orçamentária , com exceção dos restos a pagar. As despesas empenhadas chegaram a cair.

O IPEA apontou outro fator crucial para o investimento, também determinado pelo governo: a taxa de juros: "O custo do crédito é influenciado, principalmente, pela taxa de juros de longo prazo (TJLP), mas também pela taxa básica (Selic, definida pelo Banco Central). Esta última influi mais no chamado custo de oportunidade", destacou, lembrando que a Selic é referência para os detentores de riqueza, "que comparam a rentabilidade dos ativos em geral com aqueles que envolvem risco". Contudo, apesar da grande imprensa e o governo culparem os trabalhadores assalariados pela inflação - para depois justificarem a política de juros elevados - a alta de preços no país tem sido estimulada, principalmente, por tarifas definidas pelo próprio setor público. E para pagar juros não há limites orçamentários, como no caso do investimento.

Elevar investimento dependente de reduzir aperto do setor público
Rogério Lessa | Monitor Mercantil | 13/01/2012

A desaceleração recente do Produto Interno Bruto (PIB) se deveu a fatores como: taxa de câmbio, que continuou a se apreciar em 2011, aperto monetário iniciado no final de 2010; as características da política fiscal em 2011 em relação a 2010; acúmulo de estoques em 2011; e a crise econômica na Europa.

A análise, que consta do Comunicado 130, divulgado pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), destaca, ainda, a retração do investimento público no bojo do arrocho fiscal implementado no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, e a queda da atividade industrial no segundo semestre de 2011.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Diminui participação federal nos gastos em Educação

Às vésperas da aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE) na Câmara dos Deputados, e justamente, no momento em que o movimento social organizado está discutindo a necessidade de ampliar o gasto público com Educação para o percentual 10% do PIB, o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão do governo federal, divulgou que a participação de gastos da União no gasto público geral com Educação vem diminuindo nos últimos 15 anos. E aponta que o atual patamar de investimento na área - 5% do Produto Interno Bruto (PIB) - é insuficiente para melhorar os indicadores educacionais.

Também o IPEA propõe mudanças fiscais como meio de criar instrumentos permanentes para financiar o aumento do gasto com Educação, à medida que inclusive, o sistema tributário brasileiro ainda é muito regressivo - os mais pobres pagam proporcionalmente mais impostos do que os ricos em relação à sua renda. Assim, o instituto enumera possíveis novas fontes de recursos para ampliar os gastos em educação, entre elas, mudanças na estrutura tributária, captação de recursos em agências de fomento nacionais e internacionais e melhoria da gestão dos investimentos. E ainda sugere que haja uma revisão  sobre os mais ricos de algumas taxas de arrecadação como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou a criação do Imposto de Grandes Fortunas (IGT).

Diminui participação do governo federal nos gastos públicos em educação

14/12/2011 - Amanda Cieglinski* - Repórter da Agência Brasil
Brasília – Nos últimos 15 anos, diminuiu a participação do governo federal no gasto público em educação. Em 1995, a União era responsável por 23,8% dos investimentos na área, patamar que caiu para 19,7% em 2009. Já os municípios ampliaram a sua participação no financiamento de 27,9% para 39,1% no mesmo período. As informações fazem parte de um relatório sobre o tema divulgado hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A parcela estadual no total de investimento também caiu de 48,3% para 41,2%, considerando o mesmo período. O estudo do Ipea ressalta, entretanto, que os dados não significam que a aplicação de recursos em educação tenha diminuído, já que, em termos absolutos, houve aumento dos investimentos públicos em educação nas três esferas de governo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sob ordens de Merkel e Sarkozy, Europa opta pelo abismo, enquanto Cameron apóia a City

Sob ordens de Merkel e Sarkozy, Alemanha e França se apropriam da soberania de 22 países da União Européia, enquadram o bloco, para aprofundar aperto e salvar bancos. É o imperialismo franco-alemão em curso. A resistência vem do outro lado do Canal da Mancha: Reino Unido não aceita qualquer taxação sobre movimentação de capitais. Na verdade, Cameron apóia a City e se afasta da UE. Em suma, ambos os lados não optaram pelos trabalhadores e sim seus banqueiros e rentistas.

 Europa opta pelo abismo
Monitor Mercantil, 09/12/2011 

Vinte e quatro dos 27 chefes de Estado e de Governo da União Européia (UE) anunciaram nesta sexta-feira em Bruxelas, na Bélgica, novo acordo que exigirá dos países da Zona do Euro um aprofundamento das medidas de cortes de gastos públicos, empurrando a região uma dura recessão. Na prática, o acordo significa a transferência da soberania dos demais países para a Alemanha e os burocratas da UE. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desonerações tributárias são eficientes e eficazes?

IPEA discute se as desonerações tributárias, recursos público não arrecadado em impostos as empresas, beneficiando um setor produtivo em detrimento de outro e que poderia ser usado na Educação, Saúde, etc, é eficiente e eficaz.

Gastos tributários devem somar 3,5% do PIB em 2011

Comunicado do Ipea propõe debate sobre a eficiência e eficácia das desonerações tributárias

Estimativas da Receita Federal do Brasil compiladas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que, em 2011, o gasto tributário federal deve atingir 3,53% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 137 bilhões. Deste total, R$ 43,5 bilhões são considerados “sociais” por beneficiarem áreas como Educação, Cultura e Saúde.

As informações sobre o gasto tributário foram apresentados no Comunicado nº 117 – Gastos Tributários do governo federal: um debate necessário, apresentado nesta terça-feira, 18, durante coletiva pública em Brasília. A proposta do documento é divulgar os dados disponibilizados pela Receita Federal e estimular o debate sobre as desonerações.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Europa: Ipea vê crescimento "medíocre" nos próximos anos

Ipea vê crescimento "medíocre" nos próximos anos
Monitor Mercanti, 03/11/2011

A Europa vive uma situação delicada em meio à crise econômica mundial, e a expectativa é de "crescimento medíocre" nos próximos anos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). O órgão analisa o cenário econômico global com enfoque do papel dos Estados Unidos, da Europa e da China no contexto da crise, em documento divulgado nesta quinta-feira.