O livro fala de maneira romanceada dos personagens famosos e anônimos da fundação da escola de samba, pessoas que moravam, trabalhavam e se divertiam na região na época chamada de Pequena África, uma zona que agrupava os bairros de maioria negra e imigrante nas imediações do Centro do Rio - Estácio de Sá, Cidade Nova, Santo Cristo, Gamboa e o Mangue. Personagens que vão de artistas, malandros, prostitutas, estivadores, lavadeiras, operários, quituteiras, botequeiros, em suma, pessoas comuns.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Dica de livro: Desde que o Samba é Samba
Dica de livro para ler no recesso: 'Desde que o Samba é Samba', o novo livro de Paulo Lins, autor de "Cidade de Deus" e um dos roteirista dos dois filmes "Tropa de Elite". É a história dos bastidores da fundação da primeira escola de samba a "Deixa Falar", a antecessora da G.R.E.S.S. Estácio de Sá.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
(Crise nos EUA) Demorando dessa vez
Nas sete recuperações americanas, que aconteceram após as recessões entre 1948 e 1981, segundo o Instituto Global McKinsey (1), a economia levava cerca de seis meses para voltar ao seu pico de emprego pré-recessão.
Mas a recuperação de 1990 levou 15 meses. A de 2001, 39 meses. Desta vez, 60 meses já se passaram. Por quê a recuperação está demorando tanto dessa vez?
Fonte:
(1) http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1186715-opiniao-solucoes-para-um-dilema-capitalista-nos-eua.shtml
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Seis capitais concentram um quarto da riqueza brasileira
Mais dados de concentração espacial da riqueza no Brasil. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que capitais perderam PIB (Produto Interno Bruto) e municípios menores ganham renda, porém, seis capitais concentram um quarto da riqueza brasileira. E concentrar riqueza não significa dispor de qualidade de vida, pois os municípios campeões de renda per capita apresentam baixo IDH (índice de desenvolvimento humano).
Seis capitais concentram um quarto da riqueza brasileira
Agência Brasil - 12/12/2012
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro está concentrado em poucas cidades. Seis capitais são responsáveis por 24,9% de tudo o que o país produz em riquezas. São Paulo detém 11,8% do PIB nacional, seguido por: Rio de Janeiro (5%), Brasília (4%), Curitiba (1,4%), Belo Horizonte (1,4%) e Manaus (1,3%).
Os dados fazem parte da pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (12). Somadas, as riquezas dessas seis cidades, que abrigam 13,7% da população, correspondem a um quarto da geração de renda nacional.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Novos ângulos nas curvas de Oscar Niemeyer
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Oscar Niemeyer, especial (II): "Não há curvas unânimes" (Uma resposta as críticas)
Queria agradecer aos companheiros pelos elogios e críticas enviadas a mim sobre o texto "Oscar Niemeyer, especial", mas gostaria de entrar na polêmica enviada por alguns amigos e leitores. Primeiramente, não compartilho de visões tão negativa de Niemeyer que chegaram a mim, embora respeito a caracterização dada. E, embora haja fatores fortes na realidade para ela, porém, não há elementos nenhum para descartar Niemeyer enquanto um gênio e alguém em que a vanguarda socialista e a classe devam celebrar.
No texto nunca tentei fazer uma elegia de Niemeyer, muito menos repetir a cantilena que a imprensa burguesa fez agora em sua morte. Quis mostrar os motivos, apesar de suas contradições, para que, como já disse, a vanguarda socialista e a classe, pudessem celebrá-lo, que não residia em uma "genialidade" individual, mas, sucessivamente, na capacidade dele de agregar pessoais especiais, em trabalhar coletivamente, em tratar o belo para as massas e em captar as aspirações estéticas e capacidade construtiva surgida no Brasil no século XX. E, é claro, nunca abandonar o ideal da justiça social, apesar do avançar da sua própria idade. Coisas que os textos que rapidamente li na mídia burguesa simplesmente negligenciavam, preferindo endeusá-lo de maneira oportunisticamente asséptica quanto a isso.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Oscar Niemeyer, especial: A ousadia de usar a obra para construir a utopia
por ALMIR CEZAR, de Brasília (DF)
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| Niemeyer, gênio de Brasília e do MAC saí de cena |
A notícia do dia (06/12) é o falecimento de Oscar Niemeyer. Sem dúvida nenhuma, um dos maiores gênios da arquitetura de todos os tempos. Um ser humano admirável, embora não desprovido de contradições, polêmicas e controvérsias, que não o faz menos genial. Apesar, da postura cretina de um colunista da Revista Veja, vinda justamente, porque Niemeyer incomodava. Mas, o mais importante, é saber que ele foi fundamental, e que não trabalhou sozinho, e pelo contrário, foi fundamental para nosso mundo porque reconheceu e atraiu pessoas especiais, e o fez justamente porque era especial. Era um sonhador que se pôs a por em prática seus sonhos. Coisas que, pelo contrário, fazem justamente que devamos celebrá-lo.
Incomodava. Era um idoso centenário que não abandonara as "utopias" do século XX, a defesa da luta por justiça social, o comunismo, a modernidade - um ultraje para os conservadores e reacionários. Em um mundo que não tolera a rebeldia, quanto muito a restringe apenas a juventude, soube expor que a vida era para ser celebrada, mesmo no fim e na velhice avançada, e que também se deveria viver para combater o que não era bom haver na vida. Incomodou também por ter militado partidariamente, coisa que nunca escondeu, em um mundo que exige, por um lado, que os artistas sejam "neutros", porém, por outro, que sucumbam aos apelos e ditames do mercado.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Dependência brasileira por insumos agrícolas importados aumenta
Dependência brasileira por insumos agrícolas importados aumenta
4 de dezembro de 2012 | Por Fernando Lopes | Do Valor Econômico
Potência ascendente do agronegócio, com participações crescentes nas exportações de alguns dos principais produtos do setor comercializados no mundo, o Brasil depende cada vez mais de insumos importados para fomentar sua produção agropecuária e atender às demandas externa e doméstica por commodities, alimentos processados e biocombustíveis.
Estudo elaborado pelo Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp) a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aponta que, em 2012, as importações de insumos por parte dos segmentos de fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos, nutrição animal e saúde animal deverão somar US$ 18,593 bilhões.
Mais do que um crescimento de quase 10% em relação ao montante do ano passado (US$ 16,956 bilhões), a projeção marca o quarto ano consecutivo de avanço das importações desses insumos e representa um salto de 123%, ou de mais de US$ 10 bilhões, na comparação com o valor de 2007, ano-base do estudo. E não fosse a crise internacional de 2008, a tendência poderia ter sido até mais evidente.
sábado, 24 de novembro de 2012
Para Bird, Brasil ainda não é país de classe média
Para Bird, Brasil ainda não é país de classe média
Alex Ribeiro | Valor Econômico - 14/11/2012
De Washington - O Brasil reduziu a desigualdade e tirou milhões de pessoas da pobreza nos últimos anos, mas ainda não é um país predominantemente de classe média, sugere um relatório divulgado ontem pelo Banco Mundial (Bird). A maior parte da população está numa zona cinzenta chamada de "vulneráveis". O grupo tem alto risco de retroceder na escala social. Pelo critério adotado pelo Banco Mundial, 28% da população brasileira é de pobres, 32% é da classe média e 38% são os vulneráveis. Cerca de 3% pertence às classes altas (a soma dos percentuais dá mais de 100% por causa de arredondamentos). Os vulneráveis são as pessoas que têm risco maior de 10% de cair na pobreza nos próximos cinco anos.
Com o título " Mobilidade Econômica e a Ascensão da Classe Média Latino-Americana", o relatório divulgado ontem pelo presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, desafia outros estudos recentes que afirmam que a maioria da população brasileira pertence à classe média. O Brasil está numa situação semelhante a outros países da América Latina. Na região, 30% são classe média, 30% são pobres, 38% são vulneráveis e 2% são classe alta. Pelo critério usado pelo Bird, pobres são aqueles que ganham menos de US$ 4 por dia. Classe média é quem ganha de US$ 10 a US$ 50. O grupo na faixa entre US$ 4 e US$ 10 é o dos vulneráveis. Quem ganha mais de US$ 50 é classe alta.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
80% do crescimento do PIB teve origem agrícola
Está ocorrendo no Brasil, uma reprimarização relativa da economia, isto é, as atividades primárias (a agropecuária e extrativismo mineral e florestal produtor de commodities) voltam a ser motor principal da economia nacional, como o eram antes da fase de industrialização, ocorrida ao longo do século XX. Apesar, de que, eventualmente de gente ligado à terra achar isso bom, um suposta valorização das atividades agrícolas em proporção do PIB, de fato não o é. Envolve graves prejuízos aos trabalhadores, inclusive do campo.
Essa primarização, como era a do passado, é voltada à produção para exportação, portanto, dependente do mercado internacional. Todo o sacrifício das gerações anteriores está sendo jogados fora, em favorecimento do agronegócio/latifundiários e dos traders internacionais, não menos, com grandes lucros para os banqueiros, e contraditoriamente também para os industriais nacionais e as multinacionais. A única possibilidade real de gerar qualidade de vida para os agricultores familiares, artesões e assalariados rurais e populações tradicionais é com uma indústria nacional forte e autônoma, produtora de maquinário agrícolas e bens manufaturados para os trabalhadores do campo. Fora os riscos à segurança alimentar e nutricional com o predomínio ou hegemonia das atividades rurais pelo agronegócio.
Essa primarização, como era a do passado, é voltada à produção para exportação, portanto, dependente do mercado internacional. Todo o sacrifício das gerações anteriores está sendo jogados fora, em favorecimento do agronegócio/latifundiários e dos traders internacionais, não menos, com grandes lucros para os banqueiros, e contraditoriamente também para os industriais nacionais e as multinacionais. A única possibilidade real de gerar qualidade de vida para os agricultores familiares, artesões e assalariados rurais e populações tradicionais é com uma indústria nacional forte e autônoma, produtora de maquinário agrícolas e bens manufaturados para os trabalhadores do campo. Fora os riscos à segurança alimentar e nutricional com o predomínio ou hegemonia das atividades rurais pelo agronegócio.
País se torna cada vez mais agrário
Jornal Monitor Mercantil - 13/11/2012
ANO PASSADO, 80% DO CRESCIMENTO DO PIB TEVE ORIGEM AGRÍCOLA
Cerca de 80% do crescimento de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrado em 2011 tiveram origem na cadeia de produção de alimentos e de energia da biomassa. Da parte correspondente à agricultura, 60% foram produzidos no Centro-Oeste. Os dados, divulgados no Seminário "Centro-Oeste, Tempo 3: Bases para o Planejamento Estratégico do Desenvolvimento Sustentável", organizado pelo Fórum do Futuro, apontam para um país cada vez mais dependente do agronegócio. O evento discutiu justamente diretrizes para o desenvolvimento sustentável da região. Segundo o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), nos próximos anos, caberá ao Brasil atender a cerca de 40% do incremento da demanda por alimentos do mundo.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Desemprego ainda atinge mais os negros
Desemprego ainda atinge mais os negros
Monitor Mercantil -19/11/2012
Apesar de ser maioria da população economicamente ativa (PEA), os negros são os que mais sofrem com o desemprego. Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), referente a 2011, feita Dieese em parceira com a Fundação Seade e o Ministério do Trabalho (MTE). O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira - véspera do Dia Nacional da Consciência Negra. "Apesar da intensidade da presença dos negros no mercado de trabalho metropolitano, esse segmento populacional ainda convive com patamares de desemprego mais elevados. No último ano, a proporção de negros no contingente de desempregados na maioria das regiões foi superior a 60%, exceto nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (18,2%) e São Paulo (40,0%)", diz a pesquisa.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Diferença racial de salário segue no Brasil, inclusive na capital federal
Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan) a diferença racial de salário segue no Brasil, inclusive na capital federal. Mulheres negras são as mais prejudicadas. Negros são a minoria no serviço público. E entre os domésticos, os afrodescendentes são maioria.Os negros têm mais oportunidades com políticas públicas específicas.
Negros têm mais oportunidades
LARISSA GARCIA | Correio Braziliense - 14/11/2012
Pesquisa Dieese revela que diminuiu o abismo étnico no mercado de trabalho, mas persistem as discrepâncias salariais
Enquanto os negros que vivem na capital do país ainda têm salários menores que os não negros, a taxa de desemprego entre os dois grupos diminui a cada ano. Números da Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF (PED-DF) de 2011, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan), mostram que a diferença entre não ocupados dos dois segmentos é de apenas 1,9 ponto percentual. Em 2002, a discrepância chegava a quase 6 pontos. O rendimento médio mensal de trabalhadores brancos e amarelos é 55,26% maior. Afrodescendentes recebem R$ 1.737, contra R$ 2.697 dos indivíduos de outros grupos.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
A dependência da economia ao capital estrangeiro
A dependência da economia ao capital estrangeiro
Cabe ao nosso território e ao nosso povo trabalhar apenas para fornecer matérias-primas baratas para o centro do capital. Essa é a lógica dominante
14/11/2012 - Editorial da edição impressa 507 Jornal Brasil de Fato
Há um consenso entre as correntes de pensamento econômico, movimentos sociais e partidos políticos de todo o mundo, que a partir da década de 1990 o capitalismo ingressou numa nova fase hegemonizada pelo capital financeiro e pelas grandes corporações internacionais que passaram a dominar o mercado mundial. Assim, o capitalismo globalizou-se e domina toda a economia global; porém sob o comando do capital financeiro e das grandes corporações. As estatísticas mais conservadoras revelam que, passados vinte anos dessa hegemonia, o capital financeiro circulante saltou de 17 trilhões de dólares, em 1980, para 155 trilhões em 2010, enquanto o volume de produção de mercadorias medidas pelo PIB mundial passou de 15 trilhões de dólares para 55 trilhões. Por outro lado, as 500 maiores empresas internacionais controlam 58% de todo PIB mundial, embora empreguem menos de 5% da mão de obra disponível.
Essa força do capital em sua nova fase atingiu e submeteu a todas as economias do hemisfério sul, entre elas o Brasil. Mais do que nunca a economia brasileira é cada vez mais dependente do capitalismo internacional, ao ponto de nos transformarmos novamente em país agro-mineral exportador e provocar uma desindustrialização da economia, que chegou a pesar 38% do PIB na década de 1980. Hoje pesa apenas 15% da economia nacional.
domingo, 18 de novembro de 2012
14-N: o dia em que o internacionalismo ressurge como força social e política.
Por Valério Arcary*
O dia de greve geral unificada de 14 de novembro de 2012 em Portugal, Grécia e Estado Espanhol, com ações simultâneas como a greve metalúrgica na Itália e outras, seja qual for a sua dimensão e repercussão imediata, entrará para a história como um novo momento do internacionalismo. Nada remotamente semelhante já aconteceu, e isso diz tudo. Esta greve é uma resposta em terreno novo e muito animador. Será um acontecimento extraordinário, mesmo que venha a ser somente um ensaio geral.
O internacionalismo proletário poderá renascer, nesta quarta feira, como uma força social e política capaz de derrotar a Troika. Se a união do movimento operário e sindical com os movimentos sociais de juventude vier a se consolidar estará aberta uma nova situação política no Mediterrâneo. Estarão começando a serem reunidas, quiçá, as condições para impor aos governos uma nova relação de forças, ameaçando todos os planos de austeridade.
O capitalismo está se confrontando, a cada crise (1990/92; 2000/2001; 2008/12), com seus limites históricos. A perspectiva de situações revolucionárias nos países mediterrânicos da Europa está mais próxima. Contudo, paradoxalmente, as duas premissas anteriores não permitem ainda concluir que o socialismo está mais perto. Porque o futuro do socialismo depende da afirmação de um sujeito social com disposição de luta, consciência anticapitalista, e organização independente capaz de atrair para o seu projeto a maioria dos oprimidos. Esta afirmação só será possível com uma capacidade de ação internacionalista. Por isso a greve geral de 14 de novembro será um momento magnífico de resistência, ou seja, uma demonstração de que há energias no proletariado da Europa, aquele que tem maior tradição histórica no mundo.
sábado, 17 de novembro de 2012
E se os bancos privados parassem de criar moeda? Simples, o fim do caos financeiro
Uma séria e estruturante proposta para acabar com o caos financeiro mundial é simplesmente proibir que os bancos privados emitam moeda. Essa é a conclusão de um estudo patrocinado pelo FMI. É, vocês sabiam que os bancos privados também criam bilhões em moeda todos os dias? Pois sim, emprestando dinheiro que eles não tem inventados em seus livros contábeis.
Uma proposta nada modesta
Antonio Luiz M. C. Costa | Revista Carta Capital
Um ato legislativo poderia acabar com a dívida pública e grande parte da dívida privada, fazer a economia crescer cerca de 10% e quebrar o poder do setor financeiro sobre o mundo. Não é papo de botequim, nem palavra de ordem de panfleto de extrema-esquerda, mas a proposta de The Chicago Plan Revisited, um estudo patrocinado pelo Fundo Monetário Internacional, elaborado por dois de seus economistas, o tcheco Jaromir Benes e o alemão Michael Kumhof.
Recordemos como um banco privado cria moeda. Quando um cliente A deposita 100 reais na própria conta o banco pode emprestar a mesma quantia a um cliente B, que paga uma despesa a um cliente C, que deposita o ganho no banco, que empresta a D, que paga a E, que deposita no banco e o ciclo se repete indefinidamente. O primeiro cliente continua a dispor dos 100 reais que depositou e que continuam a existir na sua conta. Mas os 100 do cliente C também passaram a existir, bem como os 100 do cliente E etc.: o banco os criou.
| A mão visível. A volta do monopólio estatal da emissão de moeda pode ser a forma mais simples de conter o caos financeiro. Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP |
Isso exacerba os ciclos econômicos. Em fases de euforia, os bancos subestimam os riscos e usam o poder de multiplicar a moeda para emprestar mais do que deveriam, inflacionando os agregados monetários. E quando sobrevém uma crise de confiança, aniquilam o dinheiro com a mesma facilidade – ou são obrigados a fazê-lo pelas retiradas em massa de clientes em pânico –, agravando a retração com uma crise deflacionária que pode travar a economia real.
Em tese, para limitar o risco dos bancos e controlar a inflação e os ciclos financeiros, o banco central pode impor o recolhimento compulsório de uma porcentagem variável conforme o tamanho do banco e o tipo de depósito. Digamos que seja 10%: o banco pode emprestar a B apenas 90 dos 100 que o cliente A depositou e a D apenas 81 dos 90 apurados por C e assim por diante. Desta maneira, seu poder de emitir moeda é teoricamente limitado: neste exemplo, o banco ainda pode criar, no máximo, mil reais para cada 100 depositados.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Crise econômica mundial e aumento do conflito de terras no Brasil
por Almir Cezar
No Brasil, a má distribuição é um problema histórico, marca da colonização e dos rumos das sucessivas revoluções burguesas, que não infligiram alterações ao padrão fundiário. Atualmente [1], 56% da terra agricultável do país estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais, enquanto que, os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras. Contudo, a crise mundial, a expansão dos negócios com commodities e a corrida pela terra, inclusive por estrangeiros, impactaram no aumento dos conflitos fundiários, na ampliação do riscos à segurança e soberania alimentar e em um forte perigo às populações tradicionais, já vulneráveis.
No fim da década de 1990 e ao longo da década de 2000 houve uma "corrida mundial por terras", que transformou a América Latina, em geral, e o Brasil, em particular, em alvos preferenciais para negócios, com aumento considerável de investimentos estrangeiros no setor agropecuário, inclusive na compra de terras, com a participação de empresas do setor financeiro. Mesmo sendo um mercado de baixa liquidez, os negócios com terras não são novidade no Brasil, mas têm aumentado consideravelmente após 2002, sendo, inclusive, possível perceber esse processo no sistema de cadastro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Salários dos negros ainda é 61% do valor dos brancos
Em pleno mês da consciência negra e do feriado de Zumbi dos Palmares, pesquisa comprova que a apesar de menor, salários entre os negros ainda é quase a metade do valor dos brancos. Rendimento do grupo correspondia a 61% dos demais em 2011, mas em 2002 percentual era de 54%. Prova que o racismo está presente no mercado de trabalho e é usado como mecanismo de superexploração da força de trabalho.
Diferença entre salários de negros e não negros está menor, mostra pesquisa
AGÊNCIA BRASIL | 13/11/12
Embora os trabalhadores negros ainda tenham, na média, salários mais baixos do que os da população não negra, as diferenças, tanto de rendimento quanto de participação no mercado de trabalho, estão diminuindo, segundo levantamento apresentado nesta terça-feira pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).
Em 2011 o rendimento dos negros correspondia a 61% do valor recebido pelos brancos, nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Em 2002, essa proporção era inferior, 54,6%. Enquanto os negros ganhavam, em 2011, o valor médio de R$ 6,28 por hora, os não negros recebiam R$ 10,30. O estudo foi feito com base na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da própria fundação e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A diferença entre as taxas de desemprego de negros e não negros também diminuiu nos últimos anos, embora a do primeiro segmento ainda supere a do segundo, em 2011 (12,2% e 9,6%, respectivamente), diferença de 2,6 pontos percentuais. Em 2002, a distância era 7,2 pontos percentuais, em 2002.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Quem ganha e quem perde com o "milagre chinês"
Quem ganha e quem perde com o "milagre chinês"
Cresce influência dos "neomaoistas", que buscam mudanças de rumo
Lee Wong | Sucursal do Sudeste Asiático | 08/11/2012
Beijing - A maior injeção de liquidez em sua história realizou nesta semana o Banco do Povo da China (Banco Central), canalizando aos bancos do país 395 bilhões de iuans, por intermédio de acordos de recompra de duração de sete dias (290 bilhões de iuans) e duas semanas (105 bilhões de iuans).
Nas duas semanas anteriores, havia retirado do mercado interbancário chinês 291 bilhões de iuans. A reação na Bolsa de Valores de Xangai foi positiva, com o indicador composto sendo "vitaminado" em 1,72%.
Os dados do Serviço Nacional de Estatística confirmam que a segunda maior economia do planeta encontra-se em recuperação, mesmo com ritmos suaves. Ao crescimento está retornado a indústria nacional com o indicador das atividades econômicas PMI tendo superado em outubro passado o nível 50, que sinaliza o limite entre crescimento e contração das atividades econômicas.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Espanha à beira da explosão social. Inicia-se a terceira onda da crise econômica
por Almir Cezar
Depois de duas ondas de crise, os analistas esperavam uma reação da economia mundial, mas não é isso o que se está vendo, em especial na Europa. Por sua vez, uma terceira onda de turbulências está prestes a varrer o planeta. Desta vez, serão as questões sociais a dar o tom da crise mundial capitalista.
A primeira onda de problemas envolveu os bancos. O estouro da bolha imobiliária nos EUA levou para o buraco o gigante Lehman Brothers, que arrastou instituições financeiras de várias parte do globo. A segunda, engolfou os governos que, para evitar o desastre total, socorreram os bancos a um custo pesadíssimo e, agora, estão atolados em dívidas monstruosas e, para fechar as contas, sacrificam os trabalhadores. Um em cada dois jovens espanhóis estão sem trabalho, fora os cortes de salários e aposentadorias, e o desmonte do estado de bem-estar social europeu construído ao longo de décadas.
Por um lado, a convulsão social dificulta a estabilização econômica, a retomada das margens de lucro e o re-equilíbrio da acumulação capitalista. Por outro, leva-se à Europa às vésperas de uma “Primavera Árabe” - em referência ao movimento liderado pelos jovens os países árabes contra o desemprego - que levou a derrocada dos governos locais. A Espanha a convulsão social, e a chama autonomista, varrem esse que é atualmente o maior elo fraco da União Europeia.
Espanha encontra-se à beira da explosão
Maria Segre | Jornal Monitor Mercantil | 08/11/2012
Milão - Enquanto o foco da imprensa centraliza-se sobre a Grécia, por causa da nova greve de dois dias que parou totalmente o país, relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta a Espanha como o maior elo fraco da Zona do Euro. Com seus colossos bancários no vermelho e as dívidas das regiões periféricas autônomas tendo evoluído para verdadeiros buracos negros, o primeiro-ministro (de centro-direita) Mariano Rajoy disse que "provavelmente" pedirá socorro total no início do ano que vem.
sábado, 10 de novembro de 2012
Após eleições, tarifa de ônibus deve subir 10% em 2013
Passageiros da inflação
Cássia Almeida | O Globo - 05/11/2012
Após eleições, tarifa de ônibus deve subir 10% em 2013, o dobro do reajuste deste ano
Já virou um padrão, as tarifas de ônibus urbanos sobem pouco ou não sofrem qualquer reajuste em ano de eleições municipais. Dia de pouco, véspera de muito. E assim é. Este ano, as tarifas subiram 5,26% até setembro no país e devem fechar o ano em 5,3%. As projeções para 2013 são de que esse item da cesta de produtos e serviços dos brasileiros encareça 10%. Quase o dobro do que pagamos a mais este ano.
Nas eleições municipais anteriores, esse fenômeno se repetiu. Em 2008, ano de escolha de prefeitos e vereadores, a inflação de ônibus fora de 3,08%; em 2009, 5,33%. A expectativa maior é com a Região Metropolitana de São Paulo, que responde por 33% do peso dos transportes urbanos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e onde não há reajuste nos preços das passagens desde janeiro de 2011. Além de São Paulo, Fortaleza e Brasília também mantiveram as tarifas. Essas três cidades somam quase 40% daquele item. Na capital federal, não há reajuste desde 2006. E, no Rio, apesar da correção de 10% que já houve este ano, haverá outro em 2013, conforme já anunciou o prefeito Eduardo Paes.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
CSP-Conlutas impulsiona campanha contra flexibilização da CLT
Acordo Coletivo Especial (ACE), proposto pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, retoma proposta de FHC e pretende impor o "negociado sobre o legislado"
DA REDAÇÃO | opinião socialista |
O chamado Acordo Coletivo Especial, o ACE, foi apresentado ao Congresso Nacional pelo tradicional sindicato ligado à CUT e conta com o apoio de empresas como as grandes multinacionais do setor automobilístico, a exemplo da Volkswagen. Propõem “modernizar” as relações entre capital e trabalho e refazem todo o discurso utilizado pela patronal na década de 1990 para atacar direitos. Com a diferença que, naquela época, esse discurso era feito pelas empresas.
"O fato de estar escrito 'especial' no nome dá a impressão que isso é uma coisa boa para os trabalhadores, o que não é verdade", opina Josemilton Costa, Secretário-Geral da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), entidade ligada à CUT. O dirigente participou como convidado do primeiro dia da reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas realizado entre os dias 26, 27 e 28 de outubro, em São Paulo. A batalha contra o projeto foi um dos principais temas tratados na reunião. "O que nos deixa estarrecidos é que essa reforma vem de um sindicato, cuja função é a de justamente defender os direitos dos trabalhadores", indigna-se. Josemilton afirmou que a maioria da direção da Confederação já se declarou contra o ACE. "Precisamos organizar todos os setores que estão contra esse ataque", defende.
A necessidade da unificação para organizar a resistência contra o ACE mostra-se ainda mais premente devido aos sinais de aprofundamento da crise internacional e os cortes sociais na Europa. "Essa crise traz a necessidade de se reduzir os custos do trabalho é, em certa medida, reflexo do que acontece hoje em países como Grécia e Espanha", analisou Rogério Marzola, dirigente da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), que fez questão de lembrar, porém, que a medida em si não tem nada de novo."Apenas retoma a proposta da década de 1990, do governo FHC", relembra.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
"Dossiê Itaocara" - para onde vai a CUT e MST?
Eduardo Araujo Almeida, do Rio de Janeiro
| local onde será construída o "paredão" em Itaocara/RJ |
Após a retirada do MST/MAB (Movimento dos Sem Terra /Movimento dos Atingidos por Barragens), em Itaocara, município no Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, o consórcio liderado pela companhia elétrica Light, veio com toda força sobre a população, já começando a dragagem do rio Paraíba do Sul, no local que será construída uma barragem que inundará toda a região. O mais grave é que as resistência local ficou totalmente sozinha na luta, e só não foram assassinados porque os interessados pelo projeto também são seus parentes. Um caso muito sério em que lideranças e dirigentes com suas cúpulas e acordos com os governos não poderiam deixar os trabalhadores locais sem nenhum auxílio.
Esperamos que o Prefeito eleito de Itaocara Sr. Gelsimar do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) se posicione o mais rapidamente sobre o caso, pois a população nem sequer sabe como e quando serão indenizadas, outro problema é que o próprio Consórcio anuncia o canteiro de obras para março de 213, mas o esvaziamento da região já começou, mas nenhuma placa sequer foi posta para e como orientação.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
95 anos da Revolução Russa
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| quadro Lênin e a Revolução Proletária |
Hoje, 7 de novembro celebra-se o aniversário da Revolução Russa de 1917, completando-se 95 anos da primeira revolução proletária socialista vitoriosa
Toda uma geração de políticos, sindicalistas, intelectuais e ativistas sociais, sob a batuta de Lênin, lideraram o proletariado pan-russa a derrotar a burguesia e a tomar o poder.
Agendas 2013 para vendas
O coletivo Liminar & Transformação participando das vendas das agendas 2013 Opinião Agenda Cultural, que contém poemas, pinturas, fotografias e esculturas de artistas do mundo inteiro no seu dia a dia.
Em modelos grandes (R$25,00) e pequenos (R$20,00) e 9 tipos de capas.
Com entregas nas cidades do Distrito Federal e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Contatos e vendas pelo e-mail: limiaretransformacao@gmail.com
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"Abismo fiscal" dos EUA assombra o mundo
Coincidentemente a eleição presidencial dos EUA, inicia-se mais um encontro do G20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo, que incluí o G7, e economias emergentes, inclusive os BRICS). Durante o encontro do G20, em meio a uma crise econômica mundial que não dá sinais de acabar, um novo foco de preocupação entrou no radar das maiores economias globais: o "abismo fiscal" dos EUA, ou justamente a tentativa de seu governo de saná-lo, sejam um entrave à expansão global, e arraste a maior locomotiva do planeta para a recessão em 2013. Na tentativa de sanar o rombo de US$ 600 bilhões previsto para 2013 nas contas do governo estadunidense, a Casa Branca suspenda os pesados cortes de gastos e o fim das isenções tributárias concedidas para reanimar a economia daquele país.
Há ainda às elevadas dívidas dos países europeus, que se veem aplicando severas medidas de "austeridade fiscal". Acresce-se a isso, um potencial aperto fiscal promovido pelo Japão e choques adicionais de fornecimento em alguns mercados de commodities possam aumentar os riscos de que a recuperação seja mais lenta do que se previa anteriormente.
Há ainda às elevadas dívidas dos países europeus, que se veem aplicando severas medidas de "austeridade fiscal". Acresce-se a isso, um potencial aperto fiscal promovido pelo Japão e choques adicionais de fornecimento em alguns mercados de commodities possam aumentar os riscos de que a recuperação seja mais lenta do que se previa anteriormente.
G-20 alerta para abismo fiscal nos EUA e endividamento na Europa
Jornal O Globo - 05/11/2012
Com eleição americana, corte de gastos e alta de impostos são incertos
Cidade do México Os ministros de Finanças das 20 principais economias do mundo fizeram um alerta ontem quanto ao abismo fiscal dos Estados Unidos e às elevadas dívidas dos países europeus. Reunidos na capital mexicana para um encontro do G-20, eles temem que, caso o Congresso americano não chegue a um acordo sobre os cortes nos gastos governamentais de cerca de US$ 600 bilhões e o aumento de impostos, o país volte à recessão, afetando o crescimento global.
Com eleição americana, corte de gastos e alta de impostos são incertos
Cidade do México Os ministros de Finanças das 20 principais economias do mundo fizeram um alerta ontem quanto ao abismo fiscal dos Estados Unidos e às elevadas dívidas dos países europeus. Reunidos na capital mexicana para um encontro do G-20, eles temem que, caso o Congresso americano não chegue a um acordo sobre os cortes nos gastos governamentais de cerca de US$ 600 bilhões e o aumento de impostos, o país volte à recessão, afetando o crescimento global.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Revolta social detonará terceira onda da crise mundial
REVOLTA SOCIAL DETONARÁ TERCEIRA ONDA DA CRISE MUNDIAL
Victor Martins | Jornal Correio Braziliense | 04.11.2012
Protestos na Espanha, embates entre polícia e manifestantes na Grécia e em Portugal, revolta na França, na Itália e na Inglaterra. As cenas violentas que têm corrido — e assombrado — o mundo mostram que os problemas detonados há quatro anos, pelo estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos, estão longe do fim. Muito pelo contrário. Mantido o atual quadro de desemprego elevadíssimo — um em cada dois jovens espanhois estão sem trabalho —, de cortes de salários e aposentadorias, de desmonte do estado de bem-estar social europeu construído ao longo de décadas, a terceira onda de turbulências está prestes a varrer o planeta. E, desta vez, serão as questões sociais a dar o tom da crise.
“Em vários países europeus, a situação é dramática e são mínimas as chances de recuperação a curto e a médio prazos”, diz o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. “Infelizmente, depois de duas ondas de crise, esperava-se uma reação da economia mundial. Mas não é isso o que estamos vendo”, ressalta. A primeira onda de problemas envolveu os bancos. O estouro da bolha imobiliária nos EUA levou para o buraco o gigante Lehman Brothers, que arrastou instituições financeiras de várias parte do globo. A segunda, engolfou os governos que, para evitar o desastre total, socorreram os bancos a um custo pesadíssimo e, agora, estão atolados em dívidas monstruosas e, para fechar as contas, sacrificam os trabalhadores.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Troica impõe aperto extra à Grécia. Berlim assumirá controle do país
A Tróica (nome dado ao grupo composto pelo Banco Central Europeu - BCE, Fundo Monetário Internacional- FMI e Comissão Européia) impõe aperto extra de 13,5 bilhões de euros à Grécia. Com a prorrogação e o terceiro pacote orquestrados pelos tecnocratas estrangeiros, Berlim assumirá controle do país. Mais arrocho, ataque à direitos sociais e privatização em benefício do grande capital, principalmente o alemão.
Troica impõe aperto extra de 13,5 bilhões de euros à Grécia
Monitor Mercantil - 31/10/2012
O governo da Grécia aceitou a exigência da tróica - Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Comissão Européia - para cortar mais 13,5 bilhões de euros das suas contas. A medida deverá afetar os salários já congelados, impactando em mais redução e a suspensão do auxilio-desemprego. O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, anunciou o acordo.
Os três credores exigiram, por exemplo, ampliar a semana de trabalho para seis dias, eliminar a possibilidade de reajuste salariais por antiguidade e manter o congelamento salarial até que a taxa de desemprego caia a pelo menos 10%.
domingo, 4 de novembro de 2012
"Bolsa Juros" no Governo Dilma
Bolsa Juros
Fatos & Comentários | Jornal Monitor Mercantil, 01/11/2012
Em apenas nove meses do ano, o governo já destinou R$ 161,4 bilhões à gastança com juros. Esse valor é o dobro dos cerca de R$ 82 bilhões do orçamento anual da Educação (cerca de R$ 85 bilhões) e representa 4,96% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de escandaloso, o desvio de recursos vitais para a economia para cevar os que vivem de renda é R$ 16,1 bilhões inferior aos R$ 177,5 bilhões torrados de janeiro a setembro de 2011, que arrancou 5,81% do PIB. É dinheiro suficiente para entender as razões do lobby do PJA (Partido dos Juros Altos) contra a queda da taxa básica (Selic) iniciada pela administração de Dilma Rousseff.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Lançamento do livro "O que é..." Conceitos fundamentais de política, economia e sociedade
"O que é...Conceitos fundamentais de política, economia e sociedade novo lançamento da Editora José Luiz e Rosa SundermannColetânea de artigos de formação política básica, escrito por Henrique Canary e publicados no jornal Opinião Socialista, órgão oficial do PSTU, entre 2010 e 2012.
O objetivo desta série de artigos é explicar termos e conceitos políticos que todos nós já escutamos alguma vez, quem sabe já até utilizamos em conversas, mas não sabemos explicar. Ou seja, não se trata de um curso de formação completo, mas simplesmente do esclarecimento de alguns termos elementares.
R$10
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Desoneração das indústrias deve gerar perdas à Previdência e Tesouro
por Almir Cezar
O Plano Brasil Maior desonerou a folha de pagamento de quatro setores da indústria. Em vez de a contribuição previdenciária incidir sobre a folha de pagamento, a cobrança se dará com base no faturamento das empresas.
O governo, porém, não apontou até agora como pretende compensar os efeitos dessa renúncia fiscal sobre a Previdência Social e Tesouro Nacional.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Com aprofundamento da crise na Europa, aumenta o déficit das contas externas brasileiras
Almir Cezar
As contas externas brasileiras, segundo dados do Banco Central, tiveram saldo negativo em setembro de 2012, seguindo a tendência de cada vez mais com valores maiores ao longo do ano, muito provavelmente em decorrência do agravamento da crise na Europa, embora sendo por hora compensadas pelo crescimento do IED (investimento estrangeiro direto). Em uma óbvia consequência da capitalismo dependente brasileiro.
O déficit em transações correntes, saldo negativo das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior, chegou a US$ 2,596 bilhões, em setembro (16% maior do que o mesmo mês do ano passado), e acumulou US$ 34,123 bilhões nos nove meses do anos. A conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) apresentou resultado negativo de US$ 1,823 bilhão, no mês passado, e de US$ 22,506 bilhões, de janeiro a setembro deste ano, correspondendo a mais de 65% do déficit em transações correntes. Ao se acompanhar atentamente o fluxo de capitais do país nos últimos meses observa-se que, com o aprofundamento da crise na Europa, a maior pressão sobre remessas de lucros e dividendos do Brasil tem origem em filiais de empresas daquele continente (em particular, as espanholas).
Até o momento, o déficit é compensado pelo fluxo de IED (investimento estrangeiro direto), mais do que suficiente para cobrir o saldo negativo em transações correntes, que em setembro, esses investimentos ficaram em US$ 4,393 bilhões. Provavelmente, o grande fluxo de IED vem à aquisição de empresas brasileiras por transnacionais e à implantação de novas filiais, atraídas pelas taxa de retorno (lucro) maiores que o Brasil proporciona no momento. Porém, em um futuro, estas remeterão lucros, dividendos e royalties - vale lembrar que, só em 2011, apenas as montadoras de automóveis remeteram US$5,6 bilhões -, contribuindo tanto para futuros déficits, como para mais desnacionalização da economia, isto é, mais dependência. Em suma, ganhos aos empresários brasileiros e europeus, prejuízos aos trabalhadores.
O déficit em transações correntes, saldo negativo das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior, chegou a US$ 2,596 bilhões, em setembro (16% maior do que o mesmo mês do ano passado), e acumulou US$ 34,123 bilhões nos nove meses do anos. A conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) apresentou resultado negativo de US$ 1,823 bilhão, no mês passado, e de US$ 22,506 bilhões, de janeiro a setembro deste ano, correspondendo a mais de 65% do déficit em transações correntes. Ao se acompanhar atentamente o fluxo de capitais do país nos últimos meses observa-se que, com o aprofundamento da crise na Europa, a maior pressão sobre remessas de lucros e dividendos do Brasil tem origem em filiais de empresas daquele continente (em particular, as espanholas).
Até o momento, o déficit é compensado pelo fluxo de IED (investimento estrangeiro direto), mais do que suficiente para cobrir o saldo negativo em transações correntes, que em setembro, esses investimentos ficaram em US$ 4,393 bilhões. Provavelmente, o grande fluxo de IED vem à aquisição de empresas brasileiras por transnacionais e à implantação de novas filiais, atraídas pelas taxa de retorno (lucro) maiores que o Brasil proporciona no momento. Porém, em um futuro, estas remeterão lucros, dividendos e royalties - vale lembrar que, só em 2011, apenas as montadoras de automóveis remeteram US$5,6 bilhões -, contribuindo tanto para futuros déficits, como para mais desnacionalização da economia, isto é, mais dependência. Em suma, ganhos aos empresários brasileiros e europeus, prejuízos aos trabalhadores.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Problema cambial é macroeconômica chave da UE
por Almir Cezar
O problema fundamental macroeconômico da União Européia (UE) é cambial: a taxa de câmbio implícita dos países endividados (Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e Itália, também chamado, PIIGS) apreciou-se em relação a da Alemanha, porque nos últimos 15 anos os salários reais da Alemanha diminuíram (os últimos dez anos, a taxa de lucro e dividendos financeiros das empresas alemães cresceram 50%, enquanto a massa de salários caiu quase 10%) em relação ao dos países endividados. Contudo, sob as amarras de uma moeda única, não há como o câmbio dos países flutuar entre si.
Isso explica porque a Alemanha, a maior economia da UE, vem sentindo menos os efeitos da crise, até porque também recebe a remessa de lucros das suas multinacionais instaladas nos PIIGS. Por sua vez, esta economia está, de alguma forma, drenando os recursos das demais parceiras, até das poderosas, como a Itália, Grã-Bretanha, e até da França, a 2a. maior economia da UE, e 5a. do mundo.
E ainda, o Governo resgata os bancos, que se superendivida, e aí bancos para "resgatarem" o Governo cobram taxas de juros altas, que este não consegue pagar. Como contrapartida exigem ajuste fiscal.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Nova classe média? Dados sobre moradia e saneamento questionam esse conceito
E agora Neri?
Fatos E Comentários | Jornal Monitor Mercantil |18/10/2012
Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, colocam um poderoso desafio para os criadores da "nova classe média" ("NCM") brasileira. Segundo o IBGE, 27 milhões de moradias do país, 47,5% do total, são consideradas inadequados. Por inadequado, entenda-se lugares nos quais pessoas vivem sem abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário, coleta de lixo e com mais de duas pessoas por dormitório. São 105 milhões nessas condições, mesmo número dos integrantes da "NCM", que tem no novo presidente do Ipea, Marcelo Neri, um dos seus inventores.
Realidade paralela
A discrepância entre os dois números é explicável pelas condições para o ingresso na "NCM". Pelos elásticos critérios de Neri, basta ter renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019. Os dados coletados pelo IBGE apontam, porém, para realidade bem diversa. Segundo a PNAD, nos domicílios considerados adequados, o rendimento médio era de R$ 3.403,57,
11,6 vezes mais o piso da "NCM" de Neri e 3,3 vezes superior ao teto. Mesmo nas residências inadequadas, a renda per capita, de R$ 732,27, é 2,5 vez maior do que o piso da "NCM". Os números do IBGE indicam que, em lugar da "NCM", os 105 milhões de brasileiros que vivem nessas condições pertencem ao SAECL (Sem água, esgoto e coleta de lixo).
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Servidores federais lançarão campanha pela anulação da reforma da previdência aprovada sob compra de votos

O julgamento dos envolvidos no chamado Mensalão trouxe novamente um tema de interesse público na política brasileira: as práticas vergonhosas de corrupção em torno da compra de votos de parlamentares para aprovação no Congresso Nacional de projetos de interesse do governo e de empresários. Uma verdadeira teia de práticas ilícitas com o dinheiro do povo brasileiro.
O ministro Celso de Mello do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou em suas considerações de votos que os atos parlamentares contaminados pela corrupção do Mensalão são passíveis de anulação.
Se refrescarmos a memória, lembrarmos que em 2003, apesar da resistência dos trabalhadores diante dos ataques do governo acerca das aposentadorias, houve muita negociata para a aprovação da reforma da previdência. Para ser aprovada, a proposta precisava de 308 votos na Câmara. Obteve 357 votos no primeiro turno e 358 no segundo.
sábado, 20 de outubro de 2012
Niterói, da "requalificação" aos dilemas da re-industrialização
por Almir Cezar*
A literatura econômica contemporânea muito se fala em desindustrializações locais e regionais, citando vários casos, em sua maioria na Europa Ocidental e América do Norte. Em todas as análises fala-se na necessidade de "re-qualificação da cidade" e na busca por um novo perfil, induzido por políticas públicas e planejamento urbano, mais voltado a uma vocação em base à serviços. Porém, a região de Niterói apesar de passar por uma verdadeira reviravolta em menos de 5 décadas (1960-2000), de uma cidade industrial à de serviços, prova não ser totalmente correta essas análises e receituários. A "requalificação" em Niterói esta agora sob o dilema, decorrente do impacto da ascensão das atividades econômicas locais ligados à exploração off shore de petróleo e recém reativação da indústria naval, e também do impacto da recém anunciada implantação do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) nos vizinhos São Gonçalo e Itaboraí, que impõe um pseudo-desafio de "preparar-se" a esses megaempreendimentos.
Primeiramente, esta região de São Gonçalo, Itaboraí e Maricá gira em torno de Niterói, e com ela segue em sua dinâmica. E com ela vivenciou um declínio econômico. A economia niteroiense era na década de 1950 uma das mais importantes do país. Além de capital estadual, era um importante polo nacional da indústria naval, de pescado e têxtil. Sinais desse passado podem ser vistos nas grandes construções de perfil fabril e em centenas de bairros com feição operária, concentrados na zona norte de Niterói, e se estendendo para vários bairros de São Gonçalo. Contudo, no início da década de 1960 inicia-se um processo de esvaziamento econômico. O movimento portuário de Niterói, por exemplo, diminuiu em 50% no período de 1964-1967, em grande parte em decorrência da decadência da economia cafeeira do Norte Fluminense. O setor têxtil, tradicional na economia fluminense, também foi perdendo a competitividade desde então.
Também contribuiu à decadência econômica a transferência da capital do Estado do Rio de Janeiro, de Niterói para a Cidade do Rio de Janeiro, com a fusão com o Estado da Guanabara em 1975, com a consequente mudança das repartições públicas e estatais estaduais e de escritórios regionais de empresas privadas. E ainda, a construção da Ponte Rio-Niterói, inaugurada um ano antes, em 1974, contribuiu para agravar a situação, à medida que, fez a região da Grande Niterói e o interior do estado passar a gravitar mais forte e diretamente entorno à Cidade do Rio de Janeiro. Que, por sua vez, também passava por um esvaziamento econômico no mesmo período. A consequência foi um claro processo de degradação urbana dos bairros industriais e do entorno do porto de Niterói com a deterioração e subutilização de muitos imóveis, que contribuiu para rebaixar a atratividade desses locais e negócios.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Ocupação cresce, mas emprego aumenta menos que população
Segundo pesquisa do IPEA, os dados de desemprego dos últimos anos que mostram queda devem-se que a queda na taxa de ocupação foi inteiramente devida à queda na taxa de participação, forte o bastante para superar o efeito da redução do desemprego. Ou seja, a economia criou postos de trabalho em ritmo e volume menor do que o crescimento da população em idade de trabalhar. Contudo, apesar disso, houve a queda na taxa de ocupação, muito provavelmente porque também houve com esses trabalhadores, o adiamento de sua entrada por mais estudo ou reingresso no mercado de trabalho por falta de perspectivas.
Emprego aumenta menos que população
Monitor Mercantil, 11/10/2012
Queda na taxa de ocupação sinaliza mais estudo e falta de perspectivas
Apesar de a renda média e a população ocupada estarem aumentando desde 2005, com desemprego e a informalidade em queda, o pesquisador Miguel Foguel, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destacou que a taxa de ocupação - razão entre o nível de ocupação e a população em idade ativa (PIA) - está em declínio no país desde 2008.
Entre 2009 e 2011, a redução ficou em 0,8 ponto percentual, o que representa redução relativa de 1,5% na taxa, diz o Ipea, a partir de dados da Pesquisa Nacional de Abordagem Domiciliar (Pnad).
A queda na taxa de ocupação no período, segundo o Ipea, foi inteiramente devida à queda na taxa de participação, forte o bastante para superar o efeito da redução do desemprego. Ou seja, a economia criou postos de trabalho em ritmo menor do que o crescimento da população em idade de trabalhar.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Novo espaço na web sobre teoria socialista
Meus amigos,
http://www.blogconvergencia.Aí vai o link para o Blog que estou ajudando a animar. Trata-se de uma iniciativa de luta teórica ainda em teste, exploratória. Temos conseguido atualizá-lo regularmente com material que já tínhamos. Embora pouco conhecido o blog tem em média 70 visitas por dia e em 30 dias já passamos das 2.500. Acho que em pouco tempo podemos chegar a 150 visitas diárias e 5 mil acessos mensais. Aquele abraço, Valério Arcary
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Venda de terras em larga escala pode agravar insegurança alimentar
Agência Brasil | 16/10/2012
A venda de terras de comunidades tradicionais em larga escala pode agravar a insegurança alimentar, principalmente com a concentração da posse por grupos estrangeiros. O alerta está no relatório Situação da Terra, divulgado nesta terça-feira (16/10), Dia Mundial da Alimentação, pela organização não governamental (ONG) ActionAid.
No levantamento, a organização analisa o avanço das grandes aquisições de terra em 24 países da América Latina, África e Ásia, inclusive no Brasil, e aponta os riscos desse mercado para as comunidades tradicionais, principalmente as mulheres, considerado o grupo mais vulnerável. Com a concentração da terra na mão de estrangeiros, a produção agrícola passa a ser focada na exportação e a produção local fica marginalizada, comprometendo a sobrevivência das comunidades e os preços dos alimentos no mercado interno.
“Em geral, as grandes aquisições envolvem transferência de direitos do uso da terra das comunidades para os investidores, colocando grandes áreas – e a água – nas mãos de poucos, em detrimento dos pequenos produtores”, diz o texto. O fenômeno do comércio de terras em larga escala tem avançado nos últimos anos estimulado, segundo o relatório, pelo aumento do preço dos alimentos e pela expansão da produção de biocombustíveis, que elevam a demanda por áreas agricultáveis. “Até 2008, girava em torno de 4 milhões de hectares de terra por ano. Só entre outubro de 2008 e agosto de 2009, movimentou 45 milhões de hectares, tomou uma proporção muito grande”, compara o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
CSP-Conlutas convoca reunião para organizar seu setor de Cultura
Companheiras e Companheiros,
Estão convidadas todas as companheiras representantes das entidades e participantes da reunião.
Saudações,
Moara Fernandes
Secretaria Nacional CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular
(11)3107-7984/3106-4450
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
"Da NEP ao Socialismo"- Introdução e Prefácio na edição russa de 2011
A tradução da Introdução e Prefácio da edição russa de 2011 do livro "Da NEP ao Socialismo" do economista bolchevique Evgeny Preobrazhensky, que comemora 90 anos de sua publicação. O primeiro é um texto do britânico Cliff Slaughter de 1973 e o segundo é um texto estadunidense de Felix Kreisel de 2011. A tradução está ruim, pois não foi tomada diretamente do inglês mas do russo.
Os textos permitem identificar a importância do autor e do livro para o entendimento da história econômica soviética, a enorme contribuição para a Economia Política, especialmente no tocante a transição de economias nacionais de tipo capitalista à economias socialistas e o papel importante de Preobrazhensky no jogo político na condução do regime soviético naquele momento.
A publicação na Rússia desses dois textos, como do próprio livro, reflete um despertar e crescente interesse por Preobrazhensky naquele país, que durante décadas foi vítima do falsificacionismo stalinista.
Os textos permitem identificar a importância do autor e do livro para o entendimento da história econômica soviética, a enorme contribuição para a Economia Política, especialmente no tocante a transição de economias nacionais de tipo capitalista à economias socialistas e o papel importante de Preobrazhensky no jogo político na condução do regime soviético naquele momento.
A publicação na Rússia desses dois textos, como do próprio livro, reflete um despertar e crescente interesse por Preobrazhensky naquele país, que durante décadas foi vítima do falsificacionismo stalinista.
Sobre o livro (Introdução 1973)
Esta introdução foi escrita por um dos líderes da Liga Socialista dos Trabalhadores da Grã-Bretanha por Cliff Slaughter. Posteriormente, ele rompeu com o marxismo revolucionário, liderou uma facção do Partido dos Trabalhadores divisão Revolucionária, e mudou-se para o lado do imperialismo, apoiando, por exemplo, o desmembramento da Iugoslávia imperialista. Mas no tempo de abate foi um dos líderes mais educadas e com a mente do Comitê Internacional da Quarta Internacional.
sábado, 13 de outubro de 2012
Conservatório de Música de Niterói, lugar de educação e música
Outra dica cultural enviada por Emir Zar
Conservatório de Música de Niterói, lugar de educação e música
por Emir Zar
O Conservatório de Música de Niterói (CMN) é um tradicional estabelecimento privado de ensino de artes localizado no município de Niterói, na Rua São Pedro 96, Centro. Fundado em 1913, oferece atualmente os cursos livre, técnico, graduação e pós-graduação de música. Desde a sua inauguração, o conservatório tem corpo docente formado por professores de orquestra. Além das aulas, a casa oferece uma série de audições sinfônicas.
O prédio do Conservatório de Música de Niterói é uma das mais significativas edificações residenciais do entorno do Jardim São João. Sua arquitetura é bastante representativa do primeiro quartel do século XX, na área urbana central de Niterói. Com frequência, suas dependências abrigam recitais de canto e música instrumental com entrada franca.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Editora Sundermann prepara combo especial para outubro
Promoção especial comemora 95 anos da revolução russa
EDITORA SUNDERMANN |
• Dia 25 de outubro comemoraremos os 95 anos da Revolução Russa. E para não deixar a data passar batida, a Editora Sundermann está com uma super promoção! Durante esse mês é possível comprar dois kits promocionais, História da Internacional Comunista mais A Revolução Traída de R$145 por R$90; e A História da Revolução Russa mais O Veredicto da História de R$180 por R$100.
Aproveite, pois é só durante o mês de outubro!
Acesse o site da Editora Sundermann
sábado, 6 de outubro de 2012
Centro de Memória Fluminense, lugar de pesquisa e cultura
Fica aqui uma dica cultural enviada por nosso amigo Emir Zar aos pesquisadores de História, História Econômica, Sociologia e Geografia, e Estudos Sociais em geral, voltados as comunidades fluminenses, em especial a cidade de Niterói. O Centro de Memória Fluminense além de centro de preservação e pesquisa e um local de mostras e exposições.
Centro de Memória Fluminense, lugar de pesquisa e cultura
O Centro de Memória Fluminense (CMF), da Universidade Federal Fluminense (UFF), é um centro documental com intuito de reunir e proteger o acervo composto por importantes obras relacionadas ao Estado do Rio de Janeiro, com foco no município de Niterói, especialmente porque abriga coleções raras de personalidades niteroienses. Seu acervo compreende coleções com 12.500 volumes, mil fotos e recortes de jornais sobre assuntos fluminenses, e está aberto a doações. Áreas de história e literatura de autores fluminenses são referência para pesquisadores. Embora o CMF funcione como uma biblioteca e um arquivo, em termos de pesquisa, em que é permitida a consulta por parte da comunidade, promove amostras e exposições com base naquilo que tem de material.
Localizado no 1º andar da Biblioteca Central do Gragoatá (BCG) no Campus do Gragoatá, bairro de São Domingos, Niterói. É administrado pela Superintendência de Documentação da UFF.
História
Criado em 1992, o CMF teve sua primeira coleção composta por obras de Carlos Mônaco, famoso livreiro niteroiense, que reuniu diversas pesquisas sobre a cidade e do Estado do Rio ao longo dos anos. Dos seus 13 conjuntos de obras particulares, o CMF também guarda acervo pessoal composto por pequenas coleções. Há também arquivos pessoais de importantes políticos fluminenses, como o ex-prefeito de Niterói, João Francisco de Almeida Brandão Júnior.
Dentre as raridades, estão coleções de autores como Julio Pompeu de Castro Albuquerque, Nilton Brasil Alcântara, Rodolpho Villanova Machado, que fizeram a história do município com olhares de cidadãos. Datadas na década de 1920, as primeiras publicações sobre a história de Niterói retomam o crescimento da cidade.
Outros renomados autores e pesquisadores também fazem parte do acervo, que já tem cerca de 30 mil peças (dentre livros, publicações periódicas, folhetos, fotografias, postais, mapas, plantas, CDs, partituras e manuscritos). No acervo, áreas de história e literatura de autores fluminenses são referência para os pesquisadores da comunidade niteroiense em geral. Pesquisadores da universidade ou da comunidade muitas vezes enviam estudos para compor o acervo.
Expediente
Para fazer uso dos materiais do acervo, o pesquisador pode comparecer, das 9h às 20h, ao Centro de Memória Fluminense.
Não é permitido fazer empréstimos das obras nem reproduzir em cópias os livros do acervo, mas o atendimento no local é bastante funcional. Informações pelo telefone 2629-5241.
Referências
↑ http://www.noticias.uff.br/noticias/2004/05/exposicao-fortes-niteroi.php
↑ http://www.ndc.uff.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1&Itemid=30&limitstart=1
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Pobreza relativa cresce com agronegócio em São Paulo
Valor Econômico
O crescimento do agronegócio, frequentemente associado ao aumento da renda e à prosperidade no interior do país, também pode ter relação com o avanço da chamada pobreza relativa (a incapacidade de se viver de acordo com o custo de vida local) e da violência no campo. É o que sugere um estudo divulgado ontem pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que criou um conjunto de 50 mapas intitulado "São Paulo Agrário".
De acordo com a pesquisa, cidades paulistas que experimentaram uma forte expansão da atividade agrícola entre 1990 e 2008 observaram também um aumento da pobreza relativa e o acirramento dos conflitos agrários no período.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Queda dos juros: dá pra baixar muito mais
Apesar da queda da taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano, os estrangeiros elevaram sua participação na dívida interna, batendo novo recorde em agosto. Segundo o Tesouro Nacional, a fatia da dívida mobiliária - em títulos - interna nas mãos de não residentes subiu para 13,34% (R$ 237,39 bilhões) em agosto, contra 13,22% (R$ 236,47 bilhões) em julho. A relação dívida/PIB do Brasil está muito mais confortável do que nos países desenvolvidos. Temos espaço, não apenas para reduzir, mas até para acabar com o superávit primário (desvios de dinheiro da economia para pagar juros)
Dá para baixar mais, Tombini!
Dá para baixar mais, Tombini!
Monitor Mercantil, 24/09/2012
APESAR DA QUEDA DA SELIC, FATIA DE "GRINGOS" NA DÍVIDA BATE RECORDE E MOSTRA HAVER ESPAÇO PARA REDUZIR OS JUROS
Apesar da queda da taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano, os estrangeiros elevaram sua participação na dívida interna, batendo novo recorde em agosto. Segundo o Tesouro Nacional, a fatia da dívida mobiliária - em títulos - interna nas mãos de não residentes subiu para 13,34% (R$ 237,39 bilhões) em agosto, contra 13,22% (R$ 236,47 bilhões) em julho.
De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, não apenas a entrada de capital eleva a presença dos estrangeiros na dívida interna: "Os próprios rendimentos dos títulos, na medida em que são contabilizados, aumentam o saldo de não residentes na dívida", diz, segundo a Agência Brasil. Para Garrido, a ampliação das aplicações dos estrangeiros nos títulos do governo brasileiro representaria confiança na economia do país.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Como o sistema financeiro mundial criou a dívida
Marco Antonio Moreno - El Blog Salmón
Ao contrário da crença popular, o dinheiro que circula pelo mundo não é criado pelos governos, mas sim pela banca privada em forma de empréstimos, que são a origem da dívida. Este sistema privado de criação de dinheiro tornou-se tão poderoso nos últimos dois séculos que passou a dominar os governos em nível mundial. No entanto, este sistema contém em si próprio a semente da sua destruição e é o que estamos experimentando na crise atual. Dados os seus níveis colossais, trata-se de uma dívida impagável.
O colapso econômico é iminente. Os países mais industrializados do mundo enfrentam uma grande crise da dívida provocada pela crise do crédito de 2008, após a crise das hipotecas imobiliárias e a queda do Lehman Brothers. Estas crises originadas por um colapso do crédito costumam ser muito mais prolongadas e profundas que as crises desencadeadas por um surto inflacionário. Grande parte do mundo enfrenta este tsunami da dívida à beira da bancarrota, como acontece com Grécia, Irlanda e Portugal. No entanto, podemos falar de bancarrota quando estes países possuem enormes riquezas em capital humano e recursos produtivos? De acordo com o atual sistema financeiro, sim. E é por isso que os serviços públicos estão sendo cortados e os bens públicos privatizados.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Economia da UFF comemora 70 anos com jornada científica
Nos dias 3 e 4 de outubro, estarão reunidos, na Faculdade de Economia da UFF, especialistas de instituições de ensino como a Unicamp, UnB, UFRJ e também da Petrobrás e BNDES, durante a Jornada Científica Comemorativa Desindustrialização e Crescimento Econômico no Brasil: Mitos e Realidades, que faz parte da programação de aniversário de 70 anos da faculdade e 25 anos da pós-graduação. --> Leia mais.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Dilma já torrou 95% de 2012 com débitos
Dilma já torrou 95% de 2012 com débitos
Monitor Mercantil - 28/09/2012
Em 8 meses, gastança atingiu R$ 670 bilhões, quase igual a todo o ano passado
Apesar da taxa básica de juros (Selic) em queda, até 25 de setembro o governo já torrou R$ 670 bilhões com juros e amortizações da dívida federal. Isso corresponde a 95% dos R$ 708 bilhões gastos em todo o ano passado.
A informação é do economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida, ao comentar informação do Banco Central (BC), dando conta de que, em agosto, o superávit primário (desvio de recursos para gastar com juros) chegou a R$ 2,997 bilhões. No entanto, o arrocho fiscal no mês passado foi menor do que de agosto de 2011 (R$ 4,561 bilhões).
Nos oito meses do ano, o superávit primário ficou em R$ 74,225 bilhões, menor do que em igual período de 2011 (R$ 96,54 bilhões). Em 12 meses encerrados em agosto, o resultado atingiu R$ 106,395 bilhões, ou 2,46% de tudo o que o país produz - Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é R$ 139,8 bilhões.
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