A chanceler alemã, Angela Merkel, atravessou, nesta segunda-feira, ao lado do ex-presidente soviético Mikhail Gorbatchov o local onde ficava um dos postos de controle do Muro de Berlim, em um ato simbólico que faz parte das celebrações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. Merkel, que nasceu na então Alemanha oriental, recebeu dezenas de líderes mundiais para comemorar a queda do Muro que dividiu a Alemanha por 28 anos e que foi considerado símbolo da Guerra Fria e do embate entre socialistas e capitalistas.
O discurso de Merkel foi acompanhado por milhares de turistas que lotam a cidade para acompanhar a série de atos, shows e outros eventos em celebração da "festa da liberdade". O premiê britânico, Gordon Brown, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o russo, Dmitri Medvedev, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, participam das celebrações. Eles representam os aliados da Segunda Guerra (1939-1945) que dividiram entre si o território alemão após a derrota do nazismo de Adolph Hitler e que acabaram levando as duas Alemanhas divididas.
Figuras da época da Alemanha dividida também participam dos eventos, como Gorbatchov, cujas ideias de reforma no socialismo agravaram a crise do regime comunista alemão e aceleraram a queda do Muro.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
No Brasil, 64% quer maior controle do governo na economia
A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.
Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.
A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de "impressionante" os resultados do país.
clique aqui para ler a íntegra - BBC Brasil no UOL
Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.
A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de "impressionante" os resultados do país.
clique aqui para ler a íntegra - BBC Brasil no UOL
domingo, 8 de novembro de 2009
Morre Chris Harman, teórico e combatente socialista
O inglês Chris Harman (1942 - 2009) faleceu neste dia 7 de novembro, sábado, no Cairo, Egito, onde estava dando uma palestra.
Harman era uma figura de destaque na esquerda internacional. De origens humildes, na Inglaterra, estudou na renomada London School of Economics onde se destacou como militante estudantil apoiando as revoltas populares contra a guerra do Vietnã e as causas dos trabalhadores. Era ainda membro da diretoria do Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores, do Reino Unido).
Ele era editor de duas importantes revistas da esquerda européia: International Socialism (http://www.isj.org.uk/) e Socialist Worker (http://www.socialistworker.co.uk/). Nesta posição, contribuiu enormemente para o desenvolvimento teórico do marxismo, com mais de vinte extensas obras, dezenas de panfletos e artigos para estas revistas. Sua mais recente obra foi "Zombie capitalism: Global crisis and the relevance of Marx" (Capitalismo zumbi: a crise mundial e a relevância de Marx, Londres, 2009; sem tradução para o português).
Sua crítica marxista jamais se afastava do rigor metodológico, de modo que produziu alguns dos mais esclarecedores textos de análise da história do mundo, do imperialismo e, recentemente, da crise econômico-financeira. Alguns de seus mais relevantes artigos podem ser encontrados na internet, nas versões digitais das revistas que editou.
Marxist Economics and the World Today (Economia Marxista e o mundo atual, de 1973) - http://www.marxists.org/history/etol/writers/harman/1975/03/kidron.htm
Analysing Imperialism (Analisando o Imperialismo, de 2003) - http://pubs.socialistreviewindex.org.uk/isj99/harman.htm
The State and capitalism today (O Estado e o Capitalismo nos dias de hoje, de 2006) - http://www.isj.org.uk/index.php4?id=234
O mundo não perdeu um combatente: a contribuição teórica de Chris Harman continuará viva em suas obras.
-----------------------------
Vinicius Valentin Raduan Miguel
Harman era uma figura de destaque na esquerda internacional. De origens humildes, na Inglaterra, estudou na renomada London School of Economics onde se destacou como militante estudantil apoiando as revoltas populares contra a guerra do Vietnã e as causas dos trabalhadores. Era ainda membro da diretoria do Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores, do Reino Unido).
Ele era editor de duas importantes revistas da esquerda européia: International Socialism (http://www.isj.org.uk/) e Socialist Worker (http://www.socialistworker.co.uk/). Nesta posição, contribuiu enormemente para o desenvolvimento teórico do marxismo, com mais de vinte extensas obras, dezenas de panfletos e artigos para estas revistas. Sua mais recente obra foi "Zombie capitalism: Global crisis and the relevance of Marx" (Capitalismo zumbi: a crise mundial e a relevância de Marx, Londres, 2009; sem tradução para o português).
Sua crítica marxista jamais se afastava do rigor metodológico, de modo que produziu alguns dos mais esclarecedores textos de análise da história do mundo, do imperialismo e, recentemente, da crise econômico-financeira. Alguns de seus mais relevantes artigos podem ser encontrados na internet, nas versões digitais das revistas que editou.
Marxist Economics and the World Today (Economia Marxista e o mundo atual, de 1973) - http://www.marxists.org/history/etol/writers/harman/1975/03/kidron.htm
Analysing Imperialism (Analisando o Imperialismo, de 2003) - http://pubs.socialistreviewindex.org.uk/isj99/harman.htm
The State and capitalism today (O Estado e o Capitalismo nos dias de hoje, de 2006) - http://www.isj.org.uk/index.php4?id=234
O mundo não perdeu um combatente: a contribuição teórica de Chris Harman continuará viva em suas obras.
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Vinicius Valentin Raduan Miguel
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Revisão do PIB 2007: embora com maior avanço em 21 anos, indústria perde espaço
Crescimento no padrão Cruzado
REVISÃO DO IBGE CAUSA MAIOR AVANÇO DO PIB EM 21 ANOS.
INDÚSTRIA PERDE ESPAÇO E BANCOS AMPLIAM PESO NA ECONOMIA
Monitor Mercantil (quinta-feira, 5 de novembro de 2009) - Apesar de a expansão da economia brasileira em 2007 ter sido a maior desde 1986, ano do Plano Cruzado - 6,1%, ante 5,7% apurados anteriormente pelo IBGE - o gerente da coordenação de Contas Nacionais do órgão, Cristiano Martins, destacou que a valorização de 37% do real entre 2004 e 2007 promoveu uma mudança estrutural no produto interno bruto (PIB).
A indústria partiu de uma participação no PIB de 30,1%, em 2004; para 29,3%, em 2005; 28,8%, em 2006; e, finalmente, 27,8% em 2007. No mesmo período, o setor de serviços teve trajetória ascendente, de 63% do PIB, em 2004, para 66,6%, em 2007.
"Um dos motivos para esse ganho dos serviços é a valorização do real, que leva a mais importações, enquanto as atividades que sofrem maior concorrência dos bens importados perdem participação", explicou Martins.
Para o economista Marcos Coimbra, do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (Cebres), o câmbio sobrevalorizado está desindustrializando o país:
"O real apreciado é bom para quem gosta de viajar para o exterior e para os importadores, mas dificulta a exportação. Nossa indústria é relativamente moderna, mas não tem a sofisticação técnica e de mão-de-obra dos desenvolvidos, nem a mão-de-obra barata da China", avalia Coimbra, lembrando que o setor que exporta valor agregado é a indústria e que o segmento de serviços inclui os bancos.
"O câmbio é o ponto mais maléfico de uma política econômica que tem como única meta o controle da inflação e não considera um plano nacional de desenvolvimento. Se persistir por mais tempo, essa política desintegrará o parque industrial brasileiro", alertou.
Para o economista, a saída é o controle cambial, incluindo o de capitais, na entrada e na saída, além de medidas protecionistas não fiscalistas, como controle fitossanitário.
REVISÃO DO IBGE CAUSA MAIOR AVANÇO DO PIB EM 21 ANOS.
INDÚSTRIA PERDE ESPAÇO E BANCOS AMPLIAM PESO NA ECONOMIA
Monitor Mercantil (quinta-feira, 5 de novembro de 2009) - Apesar de a expansão da economia brasileira em 2007 ter sido a maior desde 1986, ano do Plano Cruzado - 6,1%, ante 5,7% apurados anteriormente pelo IBGE - o gerente da coordenação de Contas Nacionais do órgão, Cristiano Martins, destacou que a valorização de 37% do real entre 2004 e 2007 promoveu uma mudança estrutural no produto interno bruto (PIB).
A indústria partiu de uma participação no PIB de 30,1%, em 2004; para 29,3%, em 2005; 28,8%, em 2006; e, finalmente, 27,8% em 2007. No mesmo período, o setor de serviços teve trajetória ascendente, de 63% do PIB, em 2004, para 66,6%, em 2007.
"Um dos motivos para esse ganho dos serviços é a valorização do real, que leva a mais importações, enquanto as atividades que sofrem maior concorrência dos bens importados perdem participação", explicou Martins.
Para o economista Marcos Coimbra, do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (Cebres), o câmbio sobrevalorizado está desindustrializando o país:
"O real apreciado é bom para quem gosta de viajar para o exterior e para os importadores, mas dificulta a exportação. Nossa indústria é relativamente moderna, mas não tem a sofisticação técnica e de mão-de-obra dos desenvolvidos, nem a mão-de-obra barata da China", avalia Coimbra, lembrando que o setor que exporta valor agregado é a indústria e que o segmento de serviços inclui os bancos.
"O câmbio é o ponto mais maléfico de uma política econômica que tem como única meta o controle da inflação e não considera um plano nacional de desenvolvimento. Se persistir por mais tempo, essa política desintegrará o parque industrial brasileiro", alertou.
Para o economista, a saída é o controle cambial, incluindo o de capitais, na entrada e na saída, além de medidas protecionistas não fiscalistas, como controle fitossanitário.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Final de Ano: Comércio prevê aumento de até 20% nas vendas
Economistas preveem que as vendas de Natal serão as melhores dos últimos anos. Produtos como televisores de LCD e de plasma podem faltar, afirmam lojistas. Queda na taxa de juros e aumento de emprego e renda explicam o aquecimento, segundo especialistas.
Juro menor e prazo maior turbinam Natal
Indústria e comércio preveem um dos melhores finais de ano dos últimos tempos; demanda deve crescer de 5% a 20%. Com mais confiança no fim da crise, consumidor deve buscar produtos mais caros, levando até ao temor de desabastecimento no varejo.
Fonte: Folha de S.Paulo - terça-feira, 3 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A 40 anos era assassinado Marighella, inimigo nº 1 da Ditadura
Hoje completa-se 40 anos da morte pela polícia do ex-deputado comunista e guerrilheiro Carlos Marighella.
Carlos Marighella nasceu no dia 5 de dezembro de 1911, em Salvador, Bahia, e foi um dos principais organizadores da luta armada para a criação de um estado socialista no Brasil. Em 1929, começou a cursar engenharia civil na Escola Politécnica da Bahia e a se interessar por política, entrando para o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1936, abandonou o curso e passou a dedicar-se inteiramente ao ativismo político. Durante sua vida, Marighella foi preso e libertado várias vezes a medida que o PCB se tornava ilegal. Em 1967, começou a discordar com as teses de seus companheiros comunistas, aderindo às idéias de focos insurrecionais e de guerrilhas defendidas por Régis Debray e Che Guevara. Marighella foi então expulso do PCB e fundou o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), tornando-se um dos principais inimigos do regime militar brasileiro.
Na noite de 04 de novembro de 1969, Marighella foi morto pela polícia com uma rajada de metralhadora, em São Paulo, quando tentava entrar num Volkswagem azul, na esquina das Alamedas Lorena e Casa Branca, onde se encontraria com dois padres presos que serviam de isca aos policiais.
20 anos da Queda do Muro de Berlim
Este mês completam-se os 20 anos da Queda do Muro de Berlim.
Quando formalmente começou a cair o regime stalinista nos países do Leste Europeu.
Curiosamente, presente ano, completam-se outras aniversários, como os 80 anos da Crise de 1929 e os 70 anos do início da Segunda Guerra Mundial.
Devemos abrir aqui blog uma série de matérias sobre isso. E estamos abertos a divulgação de textos, artigos e vídeos sobre o tema.
Quando formalmente começou a cair o regime stalinista nos países do Leste Europeu.
Curiosamente, presente ano, completam-se outras aniversários, como os 80 anos da Crise de 1929 e os 70 anos do início da Segunda Guerra Mundial.
Devemos abrir aqui blog uma série de matérias sobre isso. E estamos abertos a divulgação de textos, artigos e vídeos sobre o tema.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Aos 100 anos morre Lévi-Strauss
O etnólogo e antropólogo estruturalista belga Claude Lévi-Strauss morreu na noite de sábado para domingo (1º de novembro) aos 100 anos, de acordo com um porta-voz da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris, na França. As informações são do jornal francês "Le Monde".
O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".
Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas linguísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.
Fonte: UOL
O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".
Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas linguísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.
Fonte: UOL
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Correndo contra o prejuízo: MinC e Ibram divulgam balanço de recuperação do acervo de Oiticica
Nesta sexta-feira, 30 de outubro, às 11h, o secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Alfredo Manevy, o diretor do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) Mário Chagas, e o responsável pelo Projeto Hélio Oiticica, César Oiticica, falam sobre o balanço parcial do trabalho de restauração do acervo do artista plástico. O técnico do Ibram detalhará técnicas e procedimentos utilizados na recuperação das obras.
A coletiva será na mesma casa onde os técnicos atuam na recuperação do acervo e será aberta para captação de imagens (Rua Engenheiro Alfredo Duarte, nº 409, Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ).
Segundo dados premilinares do Ibram, cerca de 600 obras foram salvas, incluindo praticamente todo o acervo de Metaesquemas, Grupo Frente e Juvenílias. Quatro Bólides foram recuperados e outros poderão ser restaurados. Estima-se que entre 70% e 80% do acervo está preservado.
O incêndio que destruiu parte das obras de Hélio Oiticica (1937-1980) ocorreu por volta das 22h30 do dia 16 de outubro, sexta-feira. No dia seguinte (17), atendendo à solicitação do Ministério da Cultura, o Ibram enviou uma equipe técnica para prestar solidariedade à família e verificar as medidas de apoio necessárias. A obra é mantida pela família Oiticica no Rio de Janeiro.
Fonte: JB Online 29 out. 2009
A coletiva será na mesma casa onde os técnicos atuam na recuperação do acervo e será aberta para captação de imagens (Rua Engenheiro Alfredo Duarte, nº 409, Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ).
Segundo dados premilinares do Ibram, cerca de 600 obras foram salvas, incluindo praticamente todo o acervo de Metaesquemas, Grupo Frente e Juvenílias. Quatro Bólides foram recuperados e outros poderão ser restaurados. Estima-se que entre 70% e 80% do acervo está preservado.
O incêndio que destruiu parte das obras de Hélio Oiticica (1937-1980) ocorreu por volta das 22h30 do dia 16 de outubro, sexta-feira. No dia seguinte (17), atendendo à solicitação do Ministério da Cultura, o Ibram enviou uma equipe técnica para prestar solidariedade à família e verificar as medidas de apoio necessárias. A obra é mantida pela família Oiticica no Rio de Janeiro.
Fonte: JB Online 29 out. 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Interstella 5555
Para os fãs de animes, de música eletrônica ou de cinema, especialmente os filmes musicais: no Youtube encontra-se o filme inteiro Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem.
O Interstella 5555 é ao mesmo tempo um longa metragem em animação japonesa e um filme musical originalmente lançado em 1° de Dezembro de 2003. O filme é a realização visual do álbum "Discovery", da dupla francesa Daft Punk. Cada clipe do álbum foi animado como um episódio da história de seqüestro e resgate de uma banda de pop interestelar. O filme é uma co-produção do Daft Punk e dos produtores do álbum Discovery, junto com Toei Animation, sob a supervisão de Leiji Matsumoto. O filme não possui falas e mínimos efeitos sonoros, porém possui músicas.
O formato do filme permitiu ser visto na televisão como uma série de videoclipes do álbum do Daft Punk.
O Daft Punk é uma dupla de música eletrônica constituída pelos músicos franceses Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter. O Daft Punk alcançou popularidade significativa no movimento house no final dos anos 90 na França e manteve sucesso contínuo nos anos seguintes.
Pode-se ver no Youtube outros videoclipes maneiros do Daft Punk.
O Interstella 5555 é ao mesmo tempo um longa metragem em animação japonesa e um filme musical originalmente lançado em 1° de Dezembro de 2003. O filme é a realização visual do álbum "Discovery", da dupla francesa Daft Punk. Cada clipe do álbum foi animado como um episódio da história de seqüestro e resgate de uma banda de pop interestelar. O filme é uma co-produção do Daft Punk e dos produtores do álbum Discovery, junto com Toei Animation, sob a supervisão de Leiji Matsumoto. O filme não possui falas e mínimos efeitos sonoros, porém possui músicas.
O formato do filme permitiu ser visto na televisão como uma série de videoclipes do álbum do Daft Punk.
O Daft Punk é uma dupla de música eletrônica constituída pelos músicos franceses Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter. O Daft Punk alcançou popularidade significativa no movimento house no final dos anos 90 na França e manteve sucesso contínuo nos anos seguintes.
Pode-se ver no Youtube outros videoclipes maneiros do Daft Punk.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Mulher de Gilmar Mendes trabalhará para advogado de Daniel Dantas
A colunista Mônica Bergamo publicou em sua coluna no jornal Folha de São Paulo que a mulher de Gilmar Mendes, polêmico presidente do Supremo Tribunal Federal, irá trabalhar como “gestora na área jurídica do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio.”
A colunista Mônica Bergamo, muito bem informada, entretanto esqueceu de informar(?)que, Sergio Bermudes é um dos advogados do empresário condenado Daniel Dantas, o mesmo que Gilmar Mendes, liberou duas vezes na Operação Satiagraha. A mulher do ministro do STF que, deu em 48hs, dois habeas corpus a Daniel Dantas vai trabalhar com o advogado de Dantas. Não é algo suspeitíssimo?
Tirem suas próprias conclusões.
A colunista Mônica Bergamo, muito bem informada, entretanto esqueceu de informar(?)que, Sergio Bermudes é um dos advogados do empresário condenado Daniel Dantas, o mesmo que Gilmar Mendes, liberou duas vezes na Operação Satiagraha. A mulher do ministro do STF que, deu em 48hs, dois habeas corpus a Daniel Dantas vai trabalhar com o advogado de Dantas. Não é algo suspeitíssimo?
Tirem suas próprias conclusões.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Debate Políticas de Raça e Etnia Expressas no Orçamento Público

O Fórum Popular do Orçamento* (FPO-RJ) e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro da Cidade do Rio de Janeiro (COMDEDINE–RIO) realizarão com o apoio do CORECON/RJ o debate Políticas de Raça e Etnia Expressas no Orçamento Público.
Terá como debatedores confirmados o Sr. Ministro Edson Santos da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e o Prof. Dr. Wilson Roberto Prudente Procurador do Ministério Público do Trabalho.
O debate será precedido pela apresentação temática dos dados orçamentários levantados pela equipe técnica do FPO-RJ.
Data e hora: 29 de outubro, quinta-feira, às 18h.
Local: Auditório do CORECON/RJ.
Endereço: Av. Rio Branco nº 109 – 19º andar, Centro.
Realização: FPO/RJ, CORECON-RJ e COMDEDINE–RIO/Câmara de Formação política
(*) O Fórum Popular do Orçamento é uma articulação sem estatuto jurídico, apartidária e não confessional, que reúne pessoas e entidades do Rio de Janeiro interessadas em democratizar o orçamento público. Nossa ação, desde 1995, é feita através da análise, do monitoramento e da criação de mecanismos de democratização do Orçamento Público, sempre na busca de uma efetiva participação da sociedade e controle social sobre a gestão pública. Estão sediados no Corecon-RJ.
Para outras informações visite nossa página virtual: http://www.corecon-rj.org.br/fporj.asp
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Farra no "over" custa 10 vezes mais que Saúde
Monitor Mercantil (23 out.2009) - Só até o mês passado, emissões de títulos públicos somaram R$ 430 bilhões. O país gasta 10x mais com isso do que com Saúde.
As operações de mercado aberto (títulos emitidos para pagar a dívida pública sem emitir moeda, o que, na visão dos economistas conservadores, causaria inflação) cresceram nada menos que R$ 32 bilhões, somente em setembro, e atingiram R$ 430 bilhões ao fim do mês passado. Esse valor equivale a cerca de dez anos de gastos federais na Saúde.
Segundo o economista Rodrigo Ávila, ligado à Auditoria Cidadã da Rede Jubileu Sul, o governo divulgou que a dívida pública interna total teria caído R$ 15 bilhões em setembro (de R$ 1,401 trilhão para R$ 1,386 trilhão), o que poderia dar a entender que a dívida estaria sob controle, sem risco de explodir.
"Porém, o governo omite que o Tesouro Nacional paga a dívida com novos títulos para evitar a emissão de moeda, por meio das operações de mercado aberto, ou seja, mais dívida interna. Dessa forma, a dívida interna total, na realidade, subiu R$ 15 bilhões, chegando a R$ 1,815 trilhão, porém, o governo divulga para a imprensa somente o valor de R$ 1,386 trilhão", criticou.
Ávila questionou, ainda, a informação oficial de que os estrangeiros deteriam apenas 7,15% da dívida interna, o que representaria R$ 100 bilhões:
"Em nenhuma das dezenas de tabelas divulgadas pelo Tesouro consta o demonstrativo de como se chegou a tal percentual. Além do mais, fica a pergunta: qual a participação dos estrangeiros nas operações de mercado aberto, que já aumentaram R$ 129 bilhões somente nos primeiros nove meses deste ano, mas o governo sequer as inclui nos dados divulgados da dívida interna?", indagou.
As operações de mercado aberto (títulos emitidos para pagar a dívida pública sem emitir moeda, o que, na visão dos economistas conservadores, causaria inflação) cresceram nada menos que R$ 32 bilhões, somente em setembro, e atingiram R$ 430 bilhões ao fim do mês passado. Esse valor equivale a cerca de dez anos de gastos federais na Saúde.
Segundo o economista Rodrigo Ávila, ligado à Auditoria Cidadã da Rede Jubileu Sul, o governo divulgou que a dívida pública interna total teria caído R$ 15 bilhões em setembro (de R$ 1,401 trilhão para R$ 1,386 trilhão), o que poderia dar a entender que a dívida estaria sob controle, sem risco de explodir.
"Porém, o governo omite que o Tesouro Nacional paga a dívida com novos títulos para evitar a emissão de moeda, por meio das operações de mercado aberto, ou seja, mais dívida interna. Dessa forma, a dívida interna total, na realidade, subiu R$ 15 bilhões, chegando a R$ 1,815 trilhão, porém, o governo divulga para a imprensa somente o valor de R$ 1,386 trilhão", criticou.
Ávila questionou, ainda, a informação oficial de que os estrangeiros deteriam apenas 7,15% da dívida interna, o que representaria R$ 100 bilhões:
"Em nenhuma das dezenas de tabelas divulgadas pelo Tesouro consta o demonstrativo de como se chegou a tal percentual. Além do mais, fica a pergunta: qual a participação dos estrangeiros nas operações de mercado aberto, que já aumentaram R$ 129 bilhões somente nos primeiros nove meses deste ano, mas o governo sequer as inclui nos dados divulgados da dívida interna?", indagou.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
PNAD 2008: Brasil continua desigual
Jornal dos Economistas Outubro de 2009 (CORECON-RJ) para ler no original ou outras matérias clique aqui
por Almir Cezar Baptista Filho*
Diferentemente do alardeado na divulgação da PNAD 2008, dados apontam que o Brasil continua desigual, especialmente entre suas regiões, e rendimentos do trabalhador crescem menos que o PIB.
Na sexta-feira 18/09, foram divulgados os dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008. O estudo, publicado anualmente, traz uma radiografia da situação econômica do país, com informações sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimentos.
Em meio ao exagero de otimismo, diferentemente do divulgado pelo governo e pela mídia, os dados revelam muito mais que (as poucas) melhorias nas condições de vida e de progresso social, mostram o quanto o país segue desigual, e que a expansão econômica de 2008 não foi apropriada pelos trabalhadores.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
População ainda sente os efeitos do temporal que atingiu Niterói

Dois dias após as fortes chuvas que alagaram Niterói, a população ontem ainda tentava retornar à rotina.
Em Icaraí, dois apartamentos continuaram interditados por causa de um desabamento. Em Maria Paula, funcionários de uma escola alagada correram contra o tempo para reparar os estragos causados pelo temporal. No Morro do Preventório, em Charitas, pessoas continuam desalojadas. A Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Civil informou que algumas famílias buscaram abrigo na casa de parentes e outras estão provisoriamente instaladas no Ciep Leonel de Moura Brizola, em Charitas. Ao todo, são 27 pessoas desalojadas na cidade. Os bairros mais afetados pela forte chuva foram Fonseca, Engenhoca, Badu e Sapê.
"Ainda temos quatro equipes na rua fazendo vistorias e esses números podem mudar a qualquer momento", informou João Sérgio Pires, assistente jurídico do órgão, acrescentando que apesar da Defesa Civil manter equipes em plantão, a população que mora em áreas com risco de desabamento deve ficar alerta e abandonar suas residências em caso de novos temporais.
Na Escola Municipal Honorina de Carvalho, na Rua Professor José Pessano, em Maria Paula, a água atingiu um metro e meio. Segundo professores e pais de alunos, a escola já enfrentou problema com enxurradas outras 10 vezes. Uma das causas apontadas pela direção é o desnível em relação à rua.
Mas funcionários da unidade que pediram para não serem identificados contaram que os alagamentos se tornaram frequentes depois que foram feitas obras no bairro. As galerias de águas pluviais, segundo eles, teriam sido estreitadas.
"Ao pavimentarem as ruas deixaram uma rede de drenagem insuficiente", afirmou um funcionário da escola.
Equipes de limpeza da Prefeitura e funcionários da escola passaram ontem o dia inteiro limpando a unidade e reparando os estragos. Os móveis foram os mais danificados. Em dois dias de limpeza foram retirados 10 caminhões de sujeira das dependências da unidade.
Icaraí - Ainda por causa do último temporal, dois apartamentos continuam interditados devido a um desabamento na altura do número 90 da Rua Joaquim Távora, em Icaraí. A Prefeitura de Niterói não se pronunciou sobre os casos até o fechamento desta edição.
Na imagem Canal da Ary Parreira tranbordou.
O Fluminense (Renato Onofre)
80% da verba da segurança pública foi retida pelo Governo do RJ
A Folha Online deu a seguinte matéria:
Apesar da crise crônica na segurança pública, bem evidência com os episódios como a guerra dessa semana na Zona Norte da capital, o governo estadual do RJ reteve em 2009 80% dos recursos orçamentários para novos investimentos na área.
De acordo com a matéria(reportagem de Italo Nogueira publicada na edição desta quinta-feira da Folha de SP - íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), o Orçamento da segurança é de R$ 4,2 bilhões. Apesar disso, dados do sistema informatizado de gastos do Estado, compilados pelo gabinete do deputado estadual Luiz Paulo Corrêa (PSDB) apontam que somente 20% do dinheiro reservado para investimentos foi executado neste ano.
Não houve gastos em “informação e inteligência” neste ano, apontam os dados. As áreas de “desenvolvimento de pesquisa e análise criminal”, “sistema de integração e análise de dados” e “melhoria da qualidade na segurança pública” também ficaram sem nada.
Apesar da crise crônica na segurança pública, bem evidência com os episódios como a guerra dessa semana na Zona Norte da capital, o governo estadual do RJ reteve em 2009 80% dos recursos orçamentários para novos investimentos na área.
De acordo com a matéria(reportagem de Italo Nogueira publicada na edição desta quinta-feira da Folha de SP - íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), o Orçamento da segurança é de R$ 4,2 bilhões. Apesar disso, dados do sistema informatizado de gastos do Estado, compilados pelo gabinete do deputado estadual Luiz Paulo Corrêa (PSDB) apontam que somente 20% do dinheiro reservado para investimentos foi executado neste ano.
Não houve gastos em “informação e inteligência” neste ano, apontam os dados. As áreas de “desenvolvimento de pesquisa e análise criminal”, “sistema de integração e análise de dados” e “melhoria da qualidade na segurança pública” também ficaram sem nada.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Programação da Semana Nacional de C&T em Niterói
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Niterói vai reunir mais de 20 instituições de Niterói. Promovida pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, o evento reunirá mais de 20 importantes instituições de Ciência, Ensino e Tecnologia de Niterói. O objetivo é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em temas e atividades voltados para ciência e tecnologia.
A Semana acontecerá do dia 19 ao dia 25 com palestras, feiras, exposições, vídeos em locais públicos como Praia de Icaraí, Campo de São Bento, Praça São João e o recém inaugurado Espaço Cultural Antonio Callado, que abrigará iniciativas do Instituto Vital Brazil (IVB), Instituto de Pesos e Medidas (IPEM), Departamento de Recursos Minerais (DRM), Pesagro, entre outros. Entre as várias iniciativas, acontecerá a Barca de Ciência, no dia 20, com as participações das Universidades Salgado de Oliveira e La Salle e escolas das redes municipal e estadual. Durante a travessia, passageiros e alunos participam das atividades promovidas por essas instituições.
Segue abaixo a programação:
PROGRAMAÇÃO / Resumo
Abertura Oficial
Dia: 19/10
Horário: 9h
Local: Teatro Municipal de Niterói
- “Bonde da Ciência”, Dias: 20 a 23/10, Horário: 11 às 16 horas
Local: Espaço Cultural Antônio Calado/Estação dos Bondes
- “Ciência na Praça”, Dia: 19/10, Horário: 09 às 16 horas
Local: Praça Araribóia
Dia: 22/10, Horário: 13 às 16 horas, Local: Praça Araribóia
Dias: 22 e 23/10, Horário: 10 às 16 horas, Local: Praça do Jardim São João
- “Barca da Ciência”, Dia: 20/10, Horário: 9 às 13 horas
Local: Estação das Barcas
- “Ciência no Parque”, Dia: 22/10, Horário:10 horas
Local: Visita orientada ao Parque das Águas “Eduardo Travassos”
- “Ciência na Praia”, Dias: 24 e 25/10, Horário: 8 às 14 horas
Local: Praia de Icaraí
- Ciência na Trilha”, Dia: 24/10, Horário: 7h30
Local: Trilha do Vai e Vem - Projetos Caminhos de Darwin
- “Ciência no Campo”, Dia: 25/10, Horário: 8 às 14 horas
Local: Campo de São Bento
domingo, 18 de outubro de 2009
Autonomia tecnológica na defesa da Amazônia é tema da abertura da Semana Nacional de C&T em Niterói
Todos os últimos anos acontece a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, com mostras e eventos de divulgação científica que acontecem simultaneamente em todas as cidades e instituições educacionais e de pesquisa do país.
A cerimônia de abertura da Semana Nacional de C&T em Niterói terá a palestra de abertura OPERACIONALIDADE E AUTONOMIA TECNOLÓGICA DA FORÇA TERRESTRE EM PROL DA SOBERANIA NACIONAL DA AMAZÔNIA proferida pelo General de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.
O evento será realizada segunda-feira, 19 de outubro, às 9h30 no Teatro Municipal de Niterói (Rua XV de Novembro. Centro, Niterói).
sábado, 17 de outubro de 2009
Incêndio destrói acervo do artista plástico Hélio Oiticica
Mais um péssimo exemplo de como as artes e o legado de importantes artistas são tratados no Brasil. Incêndio doméstico destrói acervo do falecido artista plástico Hélio Oiticica. O inacreditável é como e porquê um tão importante acervo estava tão precariamente guardado em casa de familiares e não em um centro cultural ou museu, especialmente aquele centro de artes no Centro da cidade do Rio, que justamente leva seu nome. O fim infelizmente só podia ser esse, uma pena.
Incêndio atinge casa do artista plástico Hélio Oiticica e destrói acervo no Rio
Folha Online 17 outubro 2009 - Um incêndio atingiu a casa da família do artista plástico Hélio Oiticica no Jardim Botânico, zona sul do Rio, na noite de sexta-feira (16). Quase todo o acervo do artista ficou destruído.
O fogo atingiu uma sala localizada no primeiro andar da casa, local onde estavam guardadas as pinturas e esculturas do artista.
No momento do incêndio, a família estava reunida do terceiro andar da casa, mas quando sentiram o cheio da fumaça, as obras já estavam em chamas.
"Sinto que eu fracassei porque minha missão, depois que me aposentei, era cuidar da obra dele, da divulgação e da guarda da obra dele", disse a jornalistas César Oiticica, irmão do artista plástico.
Segundo ele, o fogo destruiu 90% da obra, e o prejuízo pode chegar a US$ 200 milhões, de acordo com a Globonews.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u639395.shtml
Em 2008 crescimento do setor financeiro foi o dobro do incremento do PIB
Fatia de bancos no PIB avançou 35%
EM 2008, CRESCIMENTO DO SETOR FINANCEIRO FOI O DOBRO DO INCREMENTO DO PIB
Monitor Mercantil(quarta-feira, 14 de outubro de 2009) - O peso do setor bancário no produto interno bruto (PIB) do país saltou de 4%, em 2006, para 5,4%, em 2007, um avanço de 35%, segundo o IBGE.. Os números são citados pelo economista Adhemar Mineiro, do Dieese, para reivindicar que as análises sobre a trajetória do produto PIB sejam mais apuradas: "Nem sempre crescimento significa melhora das condições de vida dos trabalhadores."
"Em 2008, o setor de intermediação financeira e seguros (inclui bancos, seguros e previdência complementar) cresceu 12,5% no primeiro semestre, mais que o dobro do aumento do PIB nacional no período, de 6,1%, mas os bancos empregam cada vez menos gente", resume.
As afirmações foram feitas por ele ao comentar a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad 2008), do IBGE, mostrando que, entre 1997 e 2007, caiu de 31,6% para 23,5%, a fatia de famílias com renda familiar per capita de até 1/2 salário mínimo. No Nordeste, a queda foi de 53,9% para 43,1%.
O economista Maurício Dias David também critica as análises "triunfalistas", como as que comemoram a modesta queda da desigualdade entre trabalhadores. David salienta que a Pnad tem dados relativos a receita de aluguéis e juros, mas defende que, por serem entrevistas espontâneas, o melhor seria buscar dados em fontes, como a Receita Federal, sem quebrar o sigilo dos contribuintes.
"Claro que nosso patamar era tão ruim que qualquer pequena melhora, sem maior rigor, pode aparecer como avanço extraordinário. Mas nesse ritmo, demoraremos um século para acabar com a miséria, que continua visível a olho nu", critica, lembrando que o próprio Bolsa Família ainda precisa atender a mais 6 milhões de brasileiros.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dia dos Professores
Felicidades aos professores e demais profissionais de educação pelo dia. Os votos de melhores salários, planos de carreiras e condições de trabalho a todos os profissionais de educação pelo Brasil.
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor. Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada.
A celebração, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia o feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
fonte: http://www.portaldafamilia.org.br/datas/professor/diaprof.shtml
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor. Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada.
A celebração, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia o feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
fonte: http://www.portaldafamilia.org.br/datas/professor/diaprof.shtml
UFF não usará Enem e reabrirá inscrições
Bem no dia dos professores, os profissionais de educação do Ensino Médio e Pré-vestibulares e estudantes receberam mais um péssima notícia: mais uma universidade pública não usará o ENEM. Em comunicado oficial a Universidade Federal Fluminense (UFF) deixará de usar o resultado do ENEM como nota substituta a primeira fase do seu tradicional exame vestibular. Contudo, numa possível tentativa de minimizar o dano reabrirá as inscrições ao seu vestibular.
A nota do Enem deixará de ser utilizada como componente da avaliação do desempenho dos candidatos na primeira etapa do concurso Vestibular 2010. Será aberto, em caráter excepcional, novo período de inscrições para o concurso Vestibular 2010, do dia 27 de outubro ao dia 5 de novembro, permitindo a inscrição, nesse período, de candidatos inscritos ou não no Enem 2009. veja o comunicado oficial: http://www.noticias.uff.br/noticias/2009/10/nota-oficial-vest2010-enem.php
Imposição do ENEM levou a essa situação
Por fim, é necessário uma observação. A crise em torno ao vazamento da prova do ENEM por funcionários da gráfica aonde estava sendo impressas mostra muito mais que incompetência do Ministério da Educação (amplamente batida pela mídia e pela oposição de direita ao governo Lula). Mas que o processo de adoção quase-imposta as universidades federais não foi suficientemente discutida com todos os sujeitos e não levou em consideração a análise das implicações e possíveis riscos nos procedimentos.
O processo de adesão ao ENEM pelas universidades federais não foi mediado ou levou em consideração a comunidade universitária, ou dialogou com os setores que tinham dúvidas ou eram contrários a adesão. Além de rápido, ignorou o expertise das comissões de vestibular que existiam nas universidades. Muito embora, o risco de fraude em qualquer concurso sempre está presente, até hoje mesmo o mais humilde vestibular não tinha passado pela vergonha de ser fraudado pelo simples roubo de uma cópia de prova direto da gráfica, por um funcionário, que ainda pois o exemplar roubado em sua cueca. Para piorar, sendo descoberto apenas depois que a imprensa a noticiou, ao receber em mão a cópia.
A nota do Enem deixará de ser utilizada como componente da avaliação do desempenho dos candidatos na primeira etapa do concurso Vestibular 2010. Será aberto, em caráter excepcional, novo período de inscrições para o concurso Vestibular 2010, do dia 27 de outubro ao dia 5 de novembro, permitindo a inscrição, nesse período, de candidatos inscritos ou não no Enem 2009. veja o comunicado oficial: http://www.noticias.uff.br/noticias/2009/10/nota-oficial-vest2010-enem.php
Imposição do ENEM levou a essa situação
Por fim, é necessário uma observação. A crise em torno ao vazamento da prova do ENEM por funcionários da gráfica aonde estava sendo impressas mostra muito mais que incompetência do Ministério da Educação (amplamente batida pela mídia e pela oposição de direita ao governo Lula). Mas que o processo de adoção quase-imposta as universidades federais não foi suficientemente discutida com todos os sujeitos e não levou em consideração a análise das implicações e possíveis riscos nos procedimentos.
O processo de adesão ao ENEM pelas universidades federais não foi mediado ou levou em consideração a comunidade universitária, ou dialogou com os setores que tinham dúvidas ou eram contrários a adesão. Além de rápido, ignorou o expertise das comissões de vestibular que existiam nas universidades. Muito embora, o risco de fraude em qualquer concurso sempre está presente, até hoje mesmo o mais humilde vestibular não tinha passado pela vergonha de ser fraudado pelo simples roubo de uma cópia de prova direto da gráfica, por um funcionário, que ainda pois o exemplar roubado em sua cueca. Para piorar, sendo descoberto apenas depois que a imprensa a noticiou, ao receber em mão a cópia.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
"Porto Maravilha": muito pouco para uma região maravilhosa
O projeto Porto Maravilha é um grande projeto urbanístico para os bairros portuários da cidade do Rio de Janeiro. Embora esse projeto pareça ambicioso, é uma necessidade, além disso chega atrasado e são muito poucos se comparado aos montantes dos gastos preparatório às Olimpíadas de 2016, a serem realizados principalmente na Barra da Tijuca. Por fim, o projeto peca por, embora até se dê um verniz preocupação urbano-social, seu foco é turístico e empresarial.
A Zona Portuária do Rio é uma área histórica, com muitos prédios bonitos, que precisa ser revitalizada para se tornar, não apenas mais um cartão-postal da cidade, mas um vetor de desenvolvimento econômico e social, alternativo ao saturados Centro, Zona Sul e Barra, numa área que se transformou nos últimos 30 anos infelizmente em um verdadeiro cemitério industrial, com inúmeros prédios vazios e semi-desmoronados.
A Zona Portuária do Rio é uma área histórica, com muitos prédios bonitos, que precisa ser revitalizada para se tornar, não apenas mais um cartão-postal da cidade, mas um vetor de desenvolvimento econômico e social, alternativo ao saturados Centro, Zona Sul e Barra, numa área que se transformou nos últimos 30 anos infelizmente em um verdadeiro cemitério industrial, com inúmeros prédios vazios e semi-desmoronados.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Nobel de Economia: uma no cravo, outra na ferradura
Por José Paulo Kupfer
http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/
O Prêmio Nobel de Economia, que havia dado uma no cravo na edição de 2008, com a premiação de Paul Krugman, deu outra na ferradura, em 2009, conferindo a láurea (e os US$ 1,2 milhão em dinheiro) aos americanos Oliver E. Williamson e Elinor Ostrom – esta a primeira mulher a ganhar o prêmio da área, instituído em 1968.
É típico do “Nobel” de Economia – que, na verdade, não é um Nobel como os outros, já que o prêmio é concedido pelo banco central sueco e não pela Real Academia de Ciências da Suécia e a Fundação Alfred Nobel – alternar premiados “conservadores”, de linha, digamos “mercadista”, e “progressistas”, de linha “intervencionista” (caso de Krugman e Joseph Stiglitz, entre os mais recentes). Na verdade, desta vez, o cravo e a ferradura vieram no mesmo pacote. [ para ler tudo ]
http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/
É típico do “Nobel” de Economia – que, na verdade, não é um Nobel como os outros, já que o prêmio é concedido pelo banco central sueco e não pela Real Academia de Ciências da Suécia e a Fundação Alfred Nobel – alternar premiados “conservadores”, de linha, digamos “mercadista”, e “progressistas”, de linha “intervencionista” (caso de Krugman e Joseph Stiglitz, entre os mais recentes). Na verdade, desta vez, o cravo e a ferradura vieram no mesmo pacote. [ para ler tudo ]
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Nordeste cresceu quando o País parou
Puxada por PE,CE e BA, região viu seu PIB se expandir 2,2% no primeiro semestre; Brasil encolheu 1,46% no período
O Estado de São Paulo - O Nordeste saiu vitorioso da crise econômica e cresceu 2,2% no primeiro semestre. A estimativa surpreende em um Brasil que encolheu 1,46% no período. O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco registrou alta de 3,8%; o de Ceará, 2,8%; e o da Bahia, 1,6%. Juntos eles respondem por dois terços da riqueza local. Segundo a Datamétrica Consultoria, que radiografou o bom momento da região a pedido do Estado, só em uma hipótese teria havido um crescimento nulo: se os outros seis Estados, que não calculam previsões de PIBs, tivessem sofrido uma retração três vezes maior que a da brasileira. Mas outros indicadores de suas economias apontam na direção oposta.
O PIB nordestino contribui com uma fatia ainda inferior a 15% do PIB nacional. Porém crescer mais que o Brasil em meio à crise diz respeito a um terço da população brasileira que vive no Nordeste. Desde 2003, início do governo Lula, a região tem registrado PIBs superiores ao do País. A exceção foi 2007, o ano de crescimento recorde em que houve problemas localizados em algumas indústrias nordestinas. Mas a diferença foi pequena: 5,7% do Brasil ante 5,1% do Nordeste. [ ler mais ]
domingo, 11 de outubro de 2009
Perante onda de suicídios, França discute redução do estresse de seus trabalhadores
Não é apenas na France Telecom que há um surto de suicídios entre seus trabalhadores. Diante dos dados assustadores, da recente greve da France Telecom e da repercussão das horripilantes declarações de alto executivo dessa empresa, o governo francês foi obrigado a pressionar as empresas a combater o estresse sobre seus trabalhadores para enfrentar a recente epidemia de suicídios, que faz com que a média da França seja maior que, por exemplo, dos países escandinavos ou da Alemanha, mas que no momento atingiu um patamar assustador.
Contudo, como poderão ler na matéria a seguir o que há são medidas propositivas às empresas e não há um efetivo enfrentamento pelo Ministério do Trabalho sobre a raiz do problema, os alucinantes ritmos de trabalho, o assédio moral e as metas super-exploratórias sobre os funcionários e a alienação nos ambientes de trabalho, que garantem gigantescos lucros e dividendos aos donos e acionistas das empresas e polpudos bônus aos executivos, mas, por outro lado, a pobreza, depressão e desalentos aos trabalhadores.
Como podem ver, com esse triste exemplo, discutir Economia é fundamental para saúde pública e bem-estar dos trabalhadores.
França discute estresse no trabalho após onda de suicídios
Yahoo Brasil Notícias (sexta-feira, 09 Outubro de 2009), PARIS (Reuters) - Companhias francesas devem reduzir o estresse no ambiente de trabalho para evitar a recente onda de suicídios no país, disse o ministro do Trabalho francês, Xavier Darcos, nesta sexta-feira.
Na France Telecom, antiga estatal que hoje é a terceira maior empresa de telecomunicações da Europa, 24 funcionários cometeram suicídio, e vários outros também tentaram se matar, desde o começo de 2008.
"Há anos, subestimamos os riscos psicológicos, já que é mais fácil perceber alguém caindo numa fornalha do que alguém que está sofrendo", disse Darcos em discurso a um conselho de condições de trabalho. "E mesmo assim, (riscos psicológicos) são reais, como mostra a situação na France Telecom de forma especialmente trágica".
Darcos pediu que as 2.500 empresas francesas com mais de mil funcionários que finalizem suas negociações com os sindicatos para reduzir o estresse, que líderes trabalhistas afirmam estar por trás da recente onda de suicídios, até 1o de fevereiro do ano que vem.
A France Telecom já abriu as negociações, com base em um acordo de 2008 com os sindicatos. Seu presidente-executivo, Didier Lombard, que vem recebendo críticas após descrever a onda de suicídios com "modinha", disse que não prestou atenção aos primeiros sinais de que algo estava errado. "Creio que subestimamos um certo número de fatores humanos", disse ele à rádio Europe 1. "Passamos por grandes mudanças, o que provavelmente fizemos muito rápido".
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Sugestão: Ler a matéria Suicidios no trabalho do blog Petit Journal de la Porte Dorée.
Dados: Na França, por exemplo, três de cada quatro mortes por suicídio são de homens e 56 por cento dos suicídios são cometidos por pessoas com idades entre 30 e 59 anos. Lá, a taxa de suicídios é de 17,6 para cada cem mil habitantes. Essa taxa não chega a 4,5 no Brasil, como mostra o mapa.
Matéria anterior aqui no blog: Trabalhadores da France Telecom entram em greve .
Contudo, como poderão ler na matéria a seguir o que há são medidas propositivas às empresas e não há um efetivo enfrentamento pelo Ministério do Trabalho sobre a raiz do problema, os alucinantes ritmos de trabalho, o assédio moral e as metas super-exploratórias sobre os funcionários e a alienação nos ambientes de trabalho, que garantem gigantescos lucros e dividendos aos donos e acionistas das empresas e polpudos bônus aos executivos, mas, por outro lado, a pobreza, depressão e desalentos aos trabalhadores.
Como podem ver, com esse triste exemplo, discutir Economia é fundamental para saúde pública e bem-estar dos trabalhadores.
França discute estresse no trabalho após onda de suicídios
Yahoo Brasil Notícias (sexta-feira, 09 Outubro de 2009), PARIS (Reuters) - Companhias francesas devem reduzir o estresse no ambiente de trabalho para evitar a recente onda de suicídios no país, disse o ministro do Trabalho francês, Xavier Darcos, nesta sexta-feira.
Na France Telecom, antiga estatal que hoje é a terceira maior empresa de telecomunicações da Europa, 24 funcionários cometeram suicídio, e vários outros também tentaram se matar, desde o começo de 2008.
"Há anos, subestimamos os riscos psicológicos, já que é mais fácil perceber alguém caindo numa fornalha do que alguém que está sofrendo", disse Darcos em discurso a um conselho de condições de trabalho. "E mesmo assim, (riscos psicológicos) são reais, como mostra a situação na France Telecom de forma especialmente trágica".
Darcos pediu que as 2.500 empresas francesas com mais de mil funcionários que finalizem suas negociações com os sindicatos para reduzir o estresse, que líderes trabalhistas afirmam estar por trás da recente onda de suicídios, até 1o de fevereiro do ano que vem.
A France Telecom já abriu as negociações, com base em um acordo de 2008 com os sindicatos. Seu presidente-executivo, Didier Lombard, que vem recebendo críticas após descrever a onda de suicídios com "modinha", disse que não prestou atenção aos primeiros sinais de que algo estava errado. "Creio que subestimamos um certo número de fatores humanos", disse ele à rádio Europe 1. "Passamos por grandes mudanças, o que provavelmente fizemos muito rápido".
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Sugestão: Ler a matéria Suicidios no trabalho do blog Petit Journal de la Porte Dorée.
Dados: Na França, por exemplo, três de cada quatro mortes por suicídio são de homens e 56 por cento dos suicídios são cometidos por pessoas com idades entre 30 e 59 anos. Lá, a taxa de suicídios é de 17,6 para cada cem mil habitantes. Essa taxa não chega a 4,5 no Brasil, como mostra o mapa.
Matéria anterior aqui no blog: Trabalhadores da France Telecom entram em greve .
sábado, 10 de outubro de 2009
A industrializada SP foi quem mais sofreu no Brasil com a crise
ESTADO COM PRESENÇA FORTE DA INDÚSTRIA, SÃO PAULO VIU A MISÉRIA SUBIR 5,9%, CONTRA 4,8% DA MÉDIA NACIONAL
Monitor Mercantil (Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009) - São Paulo foi a região metropolitana que mais sofreu com a crise entre as seis principais do país, de acordo com pesquisa do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Foi a única em que a miséria aumentou em agosto na comparação com o mesmo mês de 2008: 5,91%. Na média das seis regiões, houve redução da classe E, a mais baixa, de 4,82%.
São Paulo teve o menor crescimento do conjunto das classes de renda A, B e C, de 0,19%. A mesma pesquisa, baseada em análise de dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o conjunto das classes de renda A, B e C cresceu 1,52% na média de todas as seis regiões pesquisadas.
"São Paulo é a região metropolitana mais identificada com a indústria e o sistema financeiro, que foram os mais atingidos pela crise. Também tem poucos pobres, proporcionalmente, e acaba não sendo tão beneficiada por programas sociais para a pobreza como o Bolsa Família quanto o Nordeste, disse o economista-chefe do CPS, Marcelo Neri.
Além disso, São Paulo teve queda de renda média por habitante, de 2,78% em agosto, em relação a igual mês de 2008. Essa redução só não foi pior que a de 3,91% em Recife, enquanto a média foi de crescimento de renda per capita nas seis regiões foi de 1,56%.
No entanto, a renda por habitante na região de São Paulo caiu de R$ 883,06, em agosto de 2008, para R$ 858,48, no mesmo mês deste ano. Já a média das seis regiões, é menor em valor: R$ 662,15.
A pesquisa do CPS mostra ainda que São Paulo caiu no ranking de mais alta renda domiciliar per capita: do quarto lugar entre 1997 e 1999 (R$ 952,82), para o oitavo lugar de 2005 a 2008 (R$ 891,58).
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Inchaço do setor financeiro retarda recuperação do país
Santander embolsa 1,4 bilhão de euros
INCHAÇO DO SETOR FINANCEIRO RETARDA RECUPERAÇÃO DO PAÍS, ALERTA GONÇALVES
Monitor Mercantil (quinta-feira, 08 de outubro de 2009) - A oferta de ações da unidade brasileira do Banco Santander vai resultar em um ganho de capital de 1,43 bilhão de euros (R$ 3,7 bilhões) para a matriz, na Espanha. Os recursos serão reservados como uma provisão genérica, resultando em aumento do índice de capital do grupo de 0,6 ponto percentual.
A multibilionária operação do Santander Brasil ajuda a inflar o mercado brasileiro de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), apenas um ano depois do estouro da crise global desencadeada no final de 2008.
No entanto, os juros futuros para janeiro de 2011 subiram 0,9% e as ações do Santander recuaram 2%, enquanto alguns papéis do setor bancário caíram acima de 3%.
Para o economista Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, a globalização financeira e o livre fluxo de capitais estão atrasando a recuperação das economias em crise.
"Toda vez que a economia real vai mal, a tendência é o inchaço do setor financeiro, mas atualmente há tantas vias para canalizar o capital financeiro que a chamada "fuga para a frente" está prolongando cada vez mais as recessões, com a recuperação se dando em forma de L", destacou, frisando que a financeirização alimenta apenas o circuito de remuneração do capital.
Gonçalves descarta até o efeito renda, ou seja, a possibilidade de a remuneração das aplicações financeiras ajudar a economia real, devido ao impacto no consumo.
"O vagão não empurra a locomotiva. A fuga para mercados de alto risco e alta remuneração, como é o caso da bolsa brasileira, se dá apenas sobre uma pequena parcela do capital, o que não permite impacto na economia real dos países desenvolvidos", resumiu.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Trabalhadores da France Telecom entram em greve
Depois das denúncias da "epidemia" de suicídios na Renault, agora é a vez da France Telecom. Mais uma mostra de que a super-exploração do trabalho chegou na Europa e massacram as pessoas. Mas os trabalhadores não ficaram parados.

Trabalhadores da France Telecom iniciaram greve para denunciar o sofrimento em uma empresa onde 24 funcionários se suicidaram nos últimos dois anos. Os sindicatos da empresa (primeiro fornecedor de acesso à internet e terceiro operador móvel europeu) convocaram uma jornada de ação, com greves e protestos, nesta quarta-feira, no âmbito do apelo internacional 'por um trabalho decente'.

A France Telecom anunciou segunda-feira a demissão do seu 'número dois', Louis-Pierre Wenes, acusado pelos sindicatos de ter instituído uma 'gestão de terror', e prometeu suspender as transferências forçadas até o fim do ano.
Stéphane Richard, designado em maio para assumir a liderança do grupo em 2011, foi nomeado segunda-feira para suceder a Louis-Pierre Wenes.
Em uma mensagem enviada hoje aos trabalhadores, o novo "número dois" da empresa promete envolvê-los na "renovação social" de que a empresa "necessita".
O estado de stress dos trabalhadores e os suicídios são resultado dos métodos de postos em prática pelos gerentes. De 1995 até hoje, os funcionários da France Telecom passaram de 140 mil para 80 mil. Nestes últimos dois anos foram suprimidos 22 mil empregos, dos quais 2957 só nos últimos seis meses. Contudo, por outro lado, os dividendos distribuídos aos acionistas em 2008 elevaram-se a 4 bilhões de euros, representando 65 mil empregos e, no primeiro trimestre deste ano, o montante era já de 4,1 bilhões.
( Para ler matéria anterior falando sobre esse tema Ministro francês e chefe da France Telecom discutirão suicídios clique aqui )
Fonte: JB Online 07/10/2009 e Jornal Mudar de Vida.net
Trabalhadores da France Telecom iniciaram greve para denunciar o sofrimento em uma empresa onde 24 funcionários se suicidaram nos últimos dois anos. Os sindicatos da empresa (primeiro fornecedor de acesso à internet e terceiro operador móvel europeu) convocaram uma jornada de ação, com greves e protestos, nesta quarta-feira, no âmbito do apelo internacional 'por um trabalho decente'.
A France Telecom anunciou segunda-feira a demissão do seu 'número dois', Louis-Pierre Wenes, acusado pelos sindicatos de ter instituído uma 'gestão de terror', e prometeu suspender as transferências forçadas até o fim do ano.
Stéphane Richard, designado em maio para assumir a liderança do grupo em 2011, foi nomeado segunda-feira para suceder a Louis-Pierre Wenes.
Em uma mensagem enviada hoje aos trabalhadores, o novo "número dois" da empresa promete envolvê-los na "renovação social" de que a empresa "necessita".
O estado de stress dos trabalhadores e os suicídios são resultado dos métodos de postos em prática pelos gerentes. De 1995 até hoje, os funcionários da France Telecom passaram de 140 mil para 80 mil. Nestes últimos dois anos foram suprimidos 22 mil empregos, dos quais 2957 só nos últimos seis meses. Contudo, por outro lado, os dividendos distribuídos aos acionistas em 2008 elevaram-se a 4 bilhões de euros, representando 65 mil empregos e, no primeiro trimestre deste ano, o montante era já de 4,1 bilhões.
( Para ler matéria anterior falando sobre esse tema Ministro francês e chefe da France Telecom discutirão suicídios clique aqui )
Fonte: JB Online 07/10/2009 e Jornal Mudar de Vida.net
A democracia e as ditaduras na AL: o direito à verdade
A DEMOCRACIA E AS DITADURAS NA AMÉRICA LATINA:O DIREITO À VERDADE
Data: 14 de outubro às 14h00
Endereço: Salão Nobre - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Largo São Francisco, Centro, Cidade do Rio de Janeiro.
Data: 14 de outubro às 14h00
Endereço: Salão Nobre - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Largo São Francisco, Centro, Cidade do Rio de Janeiro.
sábado, 3 de outubro de 2009
Países ricos pensam em mudar o G7
Diante da mudança no concerto mundial do sistema interestatal imperialista, com o advento do peso central dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e a criação do G20, os países ricos pensam em mudar o G7, ou mesmo em extingui-lo por um G3, entre EUA, Europa e Japão, ou G4 com a China.
G7 analisa seu futuro e pode se transformar em grupo menor
Por Andrew Torchia - ISTANBUL (Reuters) - O G7, grupo das sete nações mais ricas do mundo, espera decidir neste sábado sobre seu futuro como instituição. Os Estados Unidos estão pressionando pela criação de um grupo menor, que incluiria a China, disse uma autoridade do bloco.
A fonte, que falou em condição de anonimato, afirmou que Washington queria ver o G7 substituído na política econômica internacional por um Grupo dos Quatro, que teria Estados Unidos, Europa, Japão e China.
A autoridade falou antes de um encontro de ministros das Finanças e líderes de bancos centrais do G7, em Istambul, neste sábado.
Uma porta-voz do Tesouro norte-americano se negou a comentar o assunto. O ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, disse: "Essas propostas estão aí há muito tempo. Você não deveria ler muito sobre essas propostas." Ele acrescentou: "Não é nossa posição de que o G7 será ferido."
Outras autoridades também sugeriram que o G7 continuaria a existir, mas com um papel menor.
"Conversaremos sobre como que o G7 trabalhará, como será seu papel no futuro. Por exemplo, a frequência dos encontros do G7," afirmou o vice-ministro das Finanças da Alemanha, Joerg Asmussen.
"No ponto de vista alemão, o G7 deve ser algo como um órgão preparatório" para encontros para o G20, que inclui economias em desenvolvimento como China e Índia, acrescentou.
Por mais de uma década, o G7 dominou a política internacional. Mas a crise financeira minou seu poder, com economias como a China tornando-se fundamentais para a recuperação mundial.
Qualquer medida formal para substituir o G7, que tem Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, deve ser diplomaticamente complexa e polêmica.
As principais autoridades financeiras do grupo tradicionalmente se encontram várias vezes por ano, procurando controlar taxas comerciais internacionais e outros mercados através de comunicados divulgados após as reuniões.
Mas o papel do grupo ficou mais duvidoso desde o começo deste ano, quando o G20 tornou-se o principal fórum de debate sobre a crise financeira. O G20 acertou um princípio de endurecimento dos reguladores financeiras e tentou reduzir os desequilíbrios comerciais que desestabilizaram a economia global.
"O G7 não está morto, mas está perdendo a sua relevância," disse neste sábado o diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, à revista Emerging Markets. "Está a caminho da extinção."
Tensões sobre as tarifas comerciais internacionais estão realçando a dificuldade do G7 em manter-se no centro do debate político global.
Persuadir a China a valorizar o iuan é visto como crucial para corrigir esequilíbrios comerciais, mas o país asiático não é membro do G7.
G7 analisa seu futuro e pode se transformar em grupo menor
Por Andrew Torchia - ISTANBUL (Reuters) - O G7, grupo das sete nações mais ricas do mundo, espera decidir neste sábado sobre seu futuro como instituição. Os Estados Unidos estão pressionando pela criação de um grupo menor, que incluiria a China, disse uma autoridade do bloco.
A fonte, que falou em condição de anonimato, afirmou que Washington queria ver o G7 substituído na política econômica internacional por um Grupo dos Quatro, que teria Estados Unidos, Europa, Japão e China.
A autoridade falou antes de um encontro de ministros das Finanças e líderes de bancos centrais do G7, em Istambul, neste sábado.
Uma porta-voz do Tesouro norte-americano se negou a comentar o assunto. O ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, disse: "Essas propostas estão aí há muito tempo. Você não deveria ler muito sobre essas propostas." Ele acrescentou: "Não é nossa posição de que o G7 será ferido."
Outras autoridades também sugeriram que o G7 continuaria a existir, mas com um papel menor.
"Conversaremos sobre como que o G7 trabalhará, como será seu papel no futuro. Por exemplo, a frequência dos encontros do G7," afirmou o vice-ministro das Finanças da Alemanha, Joerg Asmussen.
"No ponto de vista alemão, o G7 deve ser algo como um órgão preparatório" para encontros para o G20, que inclui economias em desenvolvimento como China e Índia, acrescentou.
Por mais de uma década, o G7 dominou a política internacional. Mas a crise financeira minou seu poder, com economias como a China tornando-se fundamentais para a recuperação mundial.
Qualquer medida formal para substituir o G7, que tem Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, deve ser diplomaticamente complexa e polêmica.
As principais autoridades financeiras do grupo tradicionalmente se encontram várias vezes por ano, procurando controlar taxas comerciais internacionais e outros mercados através de comunicados divulgados após as reuniões.
Mas o papel do grupo ficou mais duvidoso desde o começo deste ano, quando o G20 tornou-se o principal fórum de debate sobre a crise financeira. O G20 acertou um princípio de endurecimento dos reguladores financeiras e tentou reduzir os desequilíbrios comerciais que desestabilizaram a economia global.
"O G7 não está morto, mas está perdendo a sua relevância," disse neste sábado o diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, à revista Emerging Markets. "Está a caminho da extinção."
Tensões sobre as tarifas comerciais internacionais estão realçando a dificuldade do G7 em manter-se no centro do debate político global.
Persuadir a China a valorizar o iuan é visto como crucial para corrigir esequilíbrios comerciais, mas o país asiático não é membro do G7.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
(Honduras) Mais um da grande mídia brasileira
Pergunta que não quer calar:
25/05/09
Por que a grande mídia brasileira se refere ao governo golpista de Honduras como "governo de facto"?
Mais uma da grande mídia...
***
Comentário 1(25 de setembro de 2009):
Os jornais da Globo (os que eu vi ontem) chamam de governo golpista. Att,
Guilherme
***
Comentário 2 (25 de setembro de 2009):
É por puro juridiquês... Embora, sem a devida explicação, aparente outro sentido...
Governo de direito é aquele que foi constituído de conformidade com a lei fundamental do Estado, sendo, por isso, considerado como legítimo perante a consciência jurídica da nação.
Governo de fato é aquele implantado ou mantido por via de fraude ou violência.
Governo Legal é aquele que, seja qual for a sua origem, se desenvolve em estrita conformidade com as normas vigentes de direito positivo. Subordina-se ele próprio aos preceitos jurídicos, como condição de harmonia e equilíbrio sociais.
Governo Despótico (ao contrário do governo legal) é aquele que se conduz pelo arbítrio dos detentores eventuais do poder, oscilando ao sabor dos interesses e caprichos pessoais.
Governo Constitucional é aquele que se forma e se desenvolve sob a égide de uma Constituição, instituindo a divisão do poder em três órgãos distintos e assegurando a todos os cidadãos a garantia dos direitos fundamentais, expressamente declarados.
Governo Absolutista é o que concentra todos os poderes num só órgão. O regime absolutista tem sua raízes nas monarquias de direito divino e explicam-se pela máxima do cesarismo romano que dava a vontade do príncipe como fonte da lei — voluntas principis suprema lex est; quod principi placiut legis habet vigorem; sic volo, sic jubeo, sit pro ratione voluntas...
Alexandre I.
***
Blog Luís Nassif - 29/09/2009 - 12:55
O golpe dentro da lei
Por Victor
É triste ler alguns “especialistas” tentando legitimar um golpe de Estado. Juridicamente, você pode sustentar qualquer coisa. Qualquer operador do direito sabe disso. Existe fundamento jurídico pra tudo nesse mundo. Agora, democracia é um conceito universal, lógico. Todas as pessoas sabem do que se trata. Ainda que Zelaya tivesse violado algum preceito constitucional, não poderia ter sido expulso do comando do país. Ou será que esses “juristas” nunca ouviram falar em devido processo legal?
Penso que o Brasil se comporta como um líder mundial nessa crise. Tornou-se protagonista na luta pela democracia. Talvez a mídia golpista não esteja interessada em apoiar Lula e o Brasil porque simplesmente abomina a participação popular. Zelaya propôs a realização de um plebiscito, que é um instrumento de democracia participativa. Para o PiG, é preferível um golpe de estado à realização de um plebiscito. Isso porque o PiG odeia quando o povo decide diretamente.
Talvez fosse interessante iniciar uma discussão sobre os mecanismos de democracia direta. O Brasil seria um país mais democrático (e demonstra isso em Honduras) se desse o real valor às consultas populares. Tramita uma PEC no Senado (73/2005) que regulamenta o recall, um “referendo revocatório”, nos termos do projeto. Funcionaria assim: 2% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos sete Estados, com não menos de 0,5% em cada um deles, ou então 2% do eleitorado estadual, distribuído por pelo menos sete municípios, com não menos de 0,5% em cada um deles, postulariam a realização de um referendo para se decidir pela revogação ou não dos mandatos do Presidente da República ou dos membros do Congresso Nacional.
Para mais informações, eis o link: http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/7378.pdf
Comentário
O cúmulo do sofisma é essa história de apear o presidente supostamente seguindo os procedimentos legais. Pega-se um país institucionalmente atrasado – Honduras, agora, o próprio Brasil do início dos anos 90 – cria-se um pacto entre alguns políticos de oposição e a mídia. Monta-se uma campanha pesada, de escandalização do nada. Depois de criado o chamado “clamor das ruas” – que pega só o público midiático – monta-se um pacto com o Judiciário (caso Honduras) ou no Congresso (caso Collor).
Pronto: um golpe dentro da lei.
25/05/09
Por que a grande mídia brasileira se refere ao governo golpista de Honduras como "governo de facto"?
Mais uma da grande mídia...
***
Comentário 1(25 de setembro de 2009):
Os jornais da Globo (os que eu vi ontem) chamam de governo golpista. Att,
Guilherme
***
Comentário 2 (25 de setembro de 2009):
É por puro juridiquês... Embora, sem a devida explicação, aparente outro sentido...
Governo de direito é aquele que foi constituído de conformidade com a lei fundamental do Estado, sendo, por isso, considerado como legítimo perante a consciência jurídica da nação.
Governo de fato é aquele implantado ou mantido por via de fraude ou violência.
Governo Legal é aquele que, seja qual for a sua origem, se desenvolve em estrita conformidade com as normas vigentes de direito positivo. Subordina-se ele próprio aos preceitos jurídicos, como condição de harmonia e equilíbrio sociais.
Governo Despótico (ao contrário do governo legal) é aquele que se conduz pelo arbítrio dos detentores eventuais do poder, oscilando ao sabor dos interesses e caprichos pessoais.
Governo Constitucional é aquele que se forma e se desenvolve sob a égide de uma Constituição, instituindo a divisão do poder em três órgãos distintos e assegurando a todos os cidadãos a garantia dos direitos fundamentais, expressamente declarados.
Governo Absolutista é o que concentra todos os poderes num só órgão. O regime absolutista tem sua raízes nas monarquias de direito divino e explicam-se pela máxima do cesarismo romano que dava a vontade do príncipe como fonte da lei — voluntas principis suprema lex est; quod principi placiut legis habet vigorem; sic volo, sic jubeo, sit pro ratione voluntas...
Alexandre I.
***
Blog Luís Nassif - 29/09/2009 - 12:55
O golpe dentro da lei
Por Victor
É triste ler alguns “especialistas” tentando legitimar um golpe de Estado. Juridicamente, você pode sustentar qualquer coisa. Qualquer operador do direito sabe disso. Existe fundamento jurídico pra tudo nesse mundo. Agora, democracia é um conceito universal, lógico. Todas as pessoas sabem do que se trata. Ainda que Zelaya tivesse violado algum preceito constitucional, não poderia ter sido expulso do comando do país. Ou será que esses “juristas” nunca ouviram falar em devido processo legal?
Penso que o Brasil se comporta como um líder mundial nessa crise. Tornou-se protagonista na luta pela democracia. Talvez a mídia golpista não esteja interessada em apoiar Lula e o Brasil porque simplesmente abomina a participação popular. Zelaya propôs a realização de um plebiscito, que é um instrumento de democracia participativa. Para o PiG, é preferível um golpe de estado à realização de um plebiscito. Isso porque o PiG odeia quando o povo decide diretamente.
Talvez fosse interessante iniciar uma discussão sobre os mecanismos de democracia direta. O Brasil seria um país mais democrático (e demonstra isso em Honduras) se desse o real valor às consultas populares. Tramita uma PEC no Senado (73/2005) que regulamenta o recall, um “referendo revocatório”, nos termos do projeto. Funcionaria assim: 2% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos sete Estados, com não menos de 0,5% em cada um deles, ou então 2% do eleitorado estadual, distribuído por pelo menos sete municípios, com não menos de 0,5% em cada um deles, postulariam a realização de um referendo para se decidir pela revogação ou não dos mandatos do Presidente da República ou dos membros do Congresso Nacional.
Para mais informações, eis o link: http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/7378.pdf
Comentário
O cúmulo do sofisma é essa história de apear o presidente supostamente seguindo os procedimentos legais. Pega-se um país institucionalmente atrasado – Honduras, agora, o próprio Brasil do início dos anos 90 – cria-se um pacto entre alguns políticos de oposição e a mídia. Monta-se uma campanha pesada, de escandalização do nada. Depois de criado o chamado “clamor das ruas” – que pega só o público midiático – monta-se um pacto com o Judiciário (caso Honduras) ou no Congresso (caso Collor).
Pronto: um golpe dentro da lei.
Três meses do golpe em Honduras: cronologia
Veja a cronologia da indefinição, repressão e resistência:
28 de junho
No dia em que o presidente Manuel Zelaya realizaria um referendo sobre a reforma da Constituição — que permitiria reeleição —, o mandatário é detido, em casa, por militares e levado de pijama para instalações da Força Aérea. Ele é enviado à Costa Rica em asilo político. O presidente do Congresso, Roberto Micheletti, assume a Presidência e diz que não houve golpe de Estado
29 de junho
Têm início os primeiros confrontos violentos entre militares e centenas de manifestantes pró-Zelaya, que deixam ao menos 25 feridos
30 de junho
Micheletti reúne milhares de simpatizantes e o alto comando militar no centro da capital hondurenha como tentativa de demonstrar que a deposição de Zelaya conta com apoio interno. A Assembleia Geral da ONU aprova, em sessão extraordinária, uma resolução unânime de repúdio ao golpe de Estado em Honduras e exige a restauração imediata e incondicional de Zelaya
1º de julho
O Itamaraty condena o golpe e congela uma lista de programas de cooperação com Honduras nas áreas de energia e saúde. A Organização dos Estados Americanos dá um ultimato de 72 horas a Honduras para que restitua o presidente Zelaya ao poder. Caso não cumpra a determinação da Assembleia Geral, o país será suspenso do grupo. O Congresso de Honduras decreta estado de emergência no país, restringindo, por exemplo, os direitos à manifestação, reunião e livre circulação
2 de julho
A União Europeia (UE) anuncia ter chamado para consultas todos os embaixadores de seus países-membros presentes em Honduras. A UE também suspende as negociações de um acordo comercial com o país até que o presidente deposto retorne ao poder
5 de julho
A OEA decide em Assembleia Extraordinária suspender Honduras. O Exército hondurenho impede que o avião de Zelaya pouse no Aeroporto Internacional de Tegucigalpa, onde um confronto entre vários milhares de manifestantes e forças de segurança deixa ao menos um morto
7 de julho
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, indica o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, para atuar como mediador do conflito
9 de julho
Com a intermediação da Costa Rica, representantes de Zelaya e de Micheletti dão início às negociações para resolver a crise política. Eles conversam em separado com Arias, mas se recusam a se reunir
11 de julho
Em mais uma medida para pressionar o governo interino, o Brasil suspende pacto militar com Honduras e chama de volta o tenente-coronel Paulo Pimentel, que é instrutor militar no país
12 de julho
O governo interino suspende o toque de recolher e a restrição de algumas garantias constitucionais
16 de julho
Zelaya pede ao governo norte-americano que sequestre os bens, proíba as transações bancárias e anule os vistos de Micheletti, dos integrantes de toda a Suprema Corte do país e de outros altos funcionários do Estado hondurenho que apoiaram o golpe de Estado
20 de julho
A Comissão Europeia anuncia o congelamento de um fundo de ajuda orçamentária ao governo de Honduras
23 de julho
O presidente da Costa Rica e mediador da crise, Oscar Árias, entrega proposta de acordo chamada Acordo de San José, que inclui a restituição de Zelaya ao poder e a renúncia ao polêmico referendo
12 de agosto
Zelaya visita o Brasil e conversa com o presidente Lula, que reforça o apoio ao presidente deposto
18 de agosto
O regime interino ordena a expulsão de diplomatas e funcionários da Embaixada da Argentina em Tegucigalpa. Medida foi resposta à expulsão da embaixadora hondurenha na Argentina a pedido do presidente Zelaya
24 de agosto
Relatório da Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH) relaciona mortes ao governo interino e condena o emprego de armas de fogo contra manifestantes
25 de agosto
O Departamento de Estado norte-americano anuncia a suspensão da concessão de vistos a cidadãos hondurenhos. A comissão de ministros das Relações Exteriores de países membros OEA encerra uma visita de dois dias a Honduras sem conseguir acordo para o regresso de Zelaya
28 de agosto
Uma delegação do governo interino de Honduras propõe à OEA solucionar a crise política do país com a renúncia tanto de Micheletti quanto de Zelaya, para que uma terceira pessoa assuma o cargo
31 de agosto
Em meio à indefinida crise política, o governo interino de Honduras dá início à campanha eleitoral para o pleito presidencial de 29 de novembro.
Zelaya retorna a Washington para outra rodada de reuniões
com líderes americanos e o
conselho da OEA
3 de setembro
O governo brasileiro determina que todos os hondurenhos precisarão de visto para ingressar no Brasil. Os EUA reconhecem golpe de Estado em Honduras e decidem suspender a ajuda econômica como medida de pressão contra o governo interino
4 de setembro
O governo interino suspende os acordos de supressão de vistos que mantém com o Brasil, em reciprocidade à medida adotada na véspera pelo Itamaraty
15 de setembro
O Conselho de Direitos Humanos da ONU decide proibir a participação do embaixador hondurenho das suas sessões em Genebra por representar o governo instaurado após o golpe de 28 de junho passado
19 de setembro
Milhares de partidários do presidente Zelaya festejam o aniversário do presidente deposto de Honduras, que fez 57 anos. Ele continua exilado na Nicarágua
21 de setembro
Zelaya consegue retornar à capital, Tegucigalpa, e busca abrigo na Embaixada do Brasil
22 de setembro
Militares reprimem com violência simpatizantes de Zelaya que se reuniam diante da embaixada e matam um ativista. Governo de fato corta luz, água e telefone do prédio,
na tentativa de forçar a saída do presidente. Em Nova York,
Lula adverte o governo de Micheletti que respeite a imunidade da embaixada brasileira
23 de setembro
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Lula pede a restituição de Zelaya ao poder. O pedido é apoiado pelos presidentes do Peru, do Chile e da Argentina
24 de setembro
O governo de Micheletti responsabiliza o Brasil pela vida e segurança de Zelaya e critica a conversão da embaixada em “plataforma de propaganda política”
25 de setembro
ONU condena cerco à embaixada brasileira em Tegucigalpa.
Tropas do governo ampliam cerco ao prédio e Zelaya denuncia ataque com gases tóxicos à representação brasileira.
Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/9/28/micheletti-da-ultimato-ao-brasil
Agradecimento: a Henrique Barros e a e-lista EPIN
terça-feira, 29 de setembro de 2009
G20 pretende substituir FMI como fórum da nova economia
Se fórmula for aprovada pelos chefes de governo, grupo assumirá papel para discutir uma eventual nova política global. Ao novo organismo caberia, entre outras, a tarefa de "corrigir desequilíbrios" como os que que estiveram na origem da crise de 2008.
G20 substitui FMI como fórum econômico
Autor(es): CLÓVIS ROSSI
Folha de S. Paulo - 25/09/2009
[ clique aqui ]
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
A posição de O Globo sobre Golpes de Estado
Material recebido de meu amigo Guilherme. A posição de O Globo sobre Golpes de Estado.
***
Caros,
Segue em anexo editorial do jornal O Globo e que esclarece as posições que o jornal assume sobre o golpe em Honduras. Att,
Guilherme
editorial de "O Globo", em 02/04/1964
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.
Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.
As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI."
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.
Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.
A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.
***
Caros,
Segue em anexo editorial do jornal O Globo e que esclarece as posições que o jornal assume sobre o golpe em Honduras. Att,
Guilherme
editorial de "O Globo", em 02/04/1964
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.
Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.
As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, "são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI."
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.
Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.
A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.
sábado, 26 de setembro de 2009
Militares brasileiros são acusados de tortura no Haiti
(matéria atualizada em 08/09/2011)
A violência e a repressão brutal das tropas de paz do Brasil no Haiti a cada dia são mais graves. Com uma simples consulta ao Google ou Bing veremos várias denúncias na mídia internacional de casos de abusos de autoridade realizado por tropas da Missão de Paz. Os líderes dos movimentos sociais estão entre aqueles que mais sofrem. Contudo, as denúncias finalmente foram escutadas pela ONU.
Devemos destacar que o papel do Minustah é garantir a ordem no Haiti e não garantir as condições sociais básicas para a população. O problema que há ordem possível no Haiti é conduzida pelos fuzis e tanques. E como toda ordem está serviço de alguém ou algo, e essa ordem está a serviço das multinacionais e da elite econômica local. É muito triste, mas vem sendo isso que acontece no Haiti. E é dever da imprensa alternativa e progressista denunciar tal situação e exigir mudanças, a começar pela saída das tropas do Brasil daquele país.
As denúncias contra o Minustah
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Charge do cartunista brasileiro Latuff
denunciando a impressão por parte da
população haitiana com relação as tropas
do Minustah da ONU lideradas pelo Brasil.
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A violência e a repressão brutal das tropas de paz do Brasil no Haiti a cada dia são mais graves. Com uma simples consulta ao Google ou Bing veremos várias denúncias na mídia internacional de casos de abusos de autoridade realizado por tropas da Missão de Paz. Os líderes dos movimentos sociais estão entre aqueles que mais sofrem. Contudo, as denúncias finalmente foram escutadas pela ONU.
Devemos destacar que o papel do Minustah é garantir a ordem no Haiti e não garantir as condições sociais básicas para a população. O problema que há ordem possível no Haiti é conduzida pelos fuzis e tanques. E como toda ordem está serviço de alguém ou algo, e essa ordem está a serviço das multinacionais e da elite econômica local. É muito triste, mas vem sendo isso que acontece no Haiti. E é dever da imprensa alternativa e progressista denunciar tal situação e exigir mudanças, a começar pela saída das tropas do Brasil daquele país.
As denúncias contra o Minustah
A Missão de Paz foi criada pela ONU em 2004. O contingente militar, liderado pelo Brasil, é integrado por 7.060 soldados e oficiais de diversos países. Cerca de 1,2 mil militares brasileiros estão no Haiti.O comandante da tropa da ONU é o general Floriano Peixoto Vieira Neto.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Países andinos são tema de debate hoje do SINPRO-Rio
O Fórum América, espaço de debate permanente do SINPRO-Rio (Sindicato dos Professores da cidade do Rio de Janeiro) está organizando o debate Países andinos: nacionalismos e transformações sociais.
O debate tratará sobre o contexto sociopolítico da Revolução Bolivariana e os desafios do presente; o protagonismo dos povos indígenas e dos movimentos sociais na Bolívia e no Equador; a nova polarização entre esquerda e direita na Bolívia; e as perspectivas de transformação das relações políticas e econômicas na região.
O debate acontecerá em dois dias:
DIA E HORÁRIO • Sexta-feira, 25 de setembro, às 19h
LOCAL • Subsede Campo Grande (auditório)
Rua Manaí, 180 (ao lado da Moacyr Sreder Bastos) Tel.: 2415-4686
DIA E HORÁRIO • Segunda-feira, 28 de setembro, às 18h30
LOCAL • Sede Centro (auditório do 2º andar)
Rua Pedro Lessa, 35, 3º andar Tel.: 3262-3440
O debate contará com os seguintes palestrantes:
Monica Bruckmann - socióloga e cientista política; pesquisadora da Cátedra e Rede UNESCO/UNU de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (REGGEN) - Campo Grande e Centro;
Marcelo Coutinho - Mestre em Relações Internacionais / UNB e Doutor em Ciências Políticas / IUPERJ. Coordenador do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) do IUPERJ - Campo Grande
O evento é GRÁTIS.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Para GT da CLACSO nada indica que a crise tenha chegado ao fundo
"Até o momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo"
por Grupo de Trabalho do CLACSO [*]
Os integrantes do Grupo de Trabalho do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) sobre "Economia mundial, corporações transnacionais e economias nacionais" reunidos na cidade de Buenos Aires durante os dias 2 e 3 de Setembro do ano em curso com a finalidade de analisar a Crise capitalista mundial, as propostas de superação e seus impactos na América Latina, após um intenso e frutífero intercâmbio de opiniões, manifestam:
1- O comportamento dos principais indicadores económicos e sociais permite afirmar que a economia capitalista mundial se encontra longe de retomar o caminho do crescimento, tal como se tem vindo a afirmar em informações provenientes de centros de poder do capitalismo transnacional, divulgadas profusamente nos meios maciços de comunicação e com aquelas em que se procura minimizar os alcances da crise e a severidade dos seus impactos à escala planetária. Ainda que se esteja na presença de factos que se encontram em pleno processo de desdobramento e cujo desenvolvimento específico pode apresentar variados percursos, até ao momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo e menos ainda que tenha chegado ao seu fim. Se fosse esse o caso, a maioria das estimativas indicam que se assistirá a um longo período depressivo, ou a uma recuperação muito lenta que no melhor dos casos permitirá alcançar, em mais alguns anos, os níveis de produção anteriores à crise e só em meados da década seguinte os níveis de emprego. Em matéria social, a situação é dramática e demonstra que os principais afectados são os trabalhadores e sectores sociais empobrecidos, pois mantém-se a tendência para o aumento do desemprego, à deterioração do rendimento e, em geral, à precarização dos trabalho e uma pauperização crescente que deteriora a qualidade de vida de milhões de pessoas de menores rendimentos.
2- A crise reafirma os fundamentos de uma reprodução do capitalismo a nível mundial baseada na exploração do trabalho e mostra – de forma nua e violenta – seus limites para dar resposta às exigências económicas, políticas, sociais, ambientais e culturais do ser humano. Além disso, revela a sua gigantesca capacidade destruidora de riqueza material e imaterial. Dado o seu carácter e seus alcances geográficos e sectoriais, a crise actual põe em evidência que não se trata de uma simples disfuncionalidade transitória – sectorial ou geográfica – dos mecanismos de reprodução do sistema. A crise contesta de forma certeira a possibilidade uma prosperidade capitalista indefinida, desmente a afirmação do desprestigiado Fundo Monetário Internacional que em 2007 assinalava lapidarmente: "O robusto crescimento mundial perdurará" e liquida o dogm a sobre o fim da história que se havia pretendido impor durante as últimas duas décadas.
3- Ainda que o epicentro da crise tenha sido os Estados Unidos, seus efeitos estenderam-se muito rapidamente à escala mundial e impactaram a totalidade das economias. Ao articular-se a crise com as diversas trajectórias regionais, nacionais e locais da acumulação capitalista, suas configurações específicas são múltiplas e variadas. Estamos na presença de uma crise do capitalismo globalizado com desenvolvidos desiguais e diferenciados, de diferente intensidade sectorial, geográfica e social. No caso da América Latina, são igualmente indiscutíveis os seus efeitos. Para além de matizes, não há país da região que tenha deles escapado. Os processos de neoliberalização impulsionados durante as últimas décadas acentuaram a dependência e forçaram uma reestruturação económica regressiva, provocando uma crescente vulnerabilidade frente ao compo rtamento da economia capitalista mundial. Naqueles países nos quais os projecto neoliberal conseguiu implantar-se com maior intensidade, escorando-se além disso com um correspondente marco jurídico-institucional de tipo neoliberal (Tratado de Livre Comércio com os EUA), os efeitos da crise sentiram-se antes e com maior severidade, sobretudo no emprego. Tal é o caso do México, Chile e Colômbia.
4- A alta dependência de um número importante de economias da região da produção e exportação de produtos energéticos, matérias-primas, produtos ag rícolas gerou efeitos contraditórios. Nos fins de 2008, o epicentro da crise mundial, a queda abrupta dos preços da maioria desses produtos parecia que imporia uma queda drástica da actividade económica externa, uma deterioração das balanças de transacções correntes e de pagamentos, bem como um maior endividamento. Ao reverter relativamente essa tendência, a severidades dos impactos da crise pôde ser atenuada (não evitada), quando se considera o comportamento de alguns indicadores macroeconómicos. Apesar disso, as finanças públicas mostram uma tendência em franca deterioração, a dívida pública e privada continua a aumentar aceleradamente e, em geral, a actividade económica encontra-se d eprimida. Do ponto de vista social a crise acentuou as desigualdades e incrementou a pobreza e indigência na região. O desemprego continua em alta e a precarização do trabalho acentua-se. No imediato, não parece contemplar-se, como já se disse, uma etapa de recuperação sustentada da economia mundial e regional.
5- Dada a importância que os recursos nacional adquiriram na nova geografia da acumulação capitalista a nível mundial e considerando que a América Latina é uma região muito rica deles, a crise estabeleceu a importância da luta por tais recursos, assim como a necessidade da defesa soberana deles. A luta pelos recursos inscreve-se no âmbito das aspirações históricas dos trabalhadores e une-se à exigências de comunidades e povos ancestrais, indígenas e afro descendentes, em defesa dos seus territórios e por uma reorientação substancial da organização económica da sociedade. Enquanto em alguns países a maior parte das rendas que geram tais recursos são transferidas às corporações transnacionais, em outros iniciaram-se processos de apropriação e de manejo soberano que abrem novas possibilidades para pensa estratégias alternativas de desen volvimento e integração na região.
6- A intensidade da crise, assim como as tendências de saída da mesma, guardam uma estreita relação com a situação e a dinâmica da luta social e de classes. Toda crise abre um amplo espectro de possibilidades aos diferentes projectos políticos que decorrem na sociedade. Se a saída da crise representa uma reafirmação e prolongamento dos projectos político-económicos capitalistas, ou se desenvolve opções de projectos não capitalistas, democráticos e populares, ou inclusive socialistas, isso depende essencialmente da acção colectiva organizada dos trabalhadores e dos povos, assim como das suas forças sociais, culturais e políticas. A experiência recente da América Latina, anterior à crise capitalista, indica que a luta social e popular pode produzir mudanças políticas e económicas significativas a favor das classes subalternas, como mostr am as experiências da Venezuela, Equador e Bolívia, que se unem àquela da revolução cubana, com uma trajectória de cinquenta anos de luta e resistência heróica.
7- No início a crise parecia trazer consigo uma mudança na tendência da política económica neoliberal predominante, a ponto de que se chegou a falar de transformações estruturais na ordem internacional e do fim da hegemonia estado-unidense. Na medida em que não se observa até o momento uma mobilização social e popular importante que possa por em causa a estabilidade política do sistema capitalista, as saídas que parecem impor-se inscrevem-se dentro de uma linha de continuidade que, com medidas cosméticas e de engenharia financeira, com uma fortíssima intervenção estatal, busca estabilizar transitoriamente as condições da acumulação capitalista e proporcionar a confiança do grande capital transnacional. Nesse sentido devem compreender-se as operações de salvamento do sector financeiro e de algumas transnacionais da produção dos países d o capitalismo central levadas a cabo com recursos do orçamento público, recorrendo ao aumento explosivo do endividamento pública e à contínua exacção de recursos provenientes dos países da periferia capitalista. A isto soma-se a decisão política de financiar a estabilização relativa do dólar, bem como a ressurreição do Fundo Monetário Internacional decretada pelo G-20. Tudo isso, junto com diferentes medidas nos âmbitos nacionais, deu um alívio conjuntural aos problemas da reprodução capitalista, mas em momento algum significa que o sistema tenha conseguido consolidar uma saída da crise e muito menos condições estáveis e duradouras para um novo ciclo de acumulação e expansão à escala planetária. A crise produziu no imediato uma profunda reorganização do capital, acentuou os processos de concentração e centralização do capital, expropriou os patrimónios de milhões de trabalhadores mo mundo e precarizou ainda mais o trabalho. As política s até agora implementadas apenas conseguem suavizar e adiar impactos mais severos da crise.
8- Independentemente da insuficiente resposta das classes subalternas, a crise capitalista desenvolve objectivamente novas condições para a produção de subjectividades e contribui para a (re)constituição de sujeitos políticos para a mudança, o que se torna crucial para pensar e impulsionar alternativas. Na medida em que a crise interpela o capitalismo e torna evidentes os seus limites, apresentam-se novas possibilidades de instalar propostas político-económicas. Nesse sentido, todas aquelas iniciativas tendentes a uma democratização da ordem económica mundial possuem o maior significado e devem ser acompanhadas. Trata-se, por exemplo, de proposta que buscam contrapor-se à hegemonia do dólar ou defendem uma regulação dos fluxos de capital que imponha limites à especulação financeira e à extracção de recursos da economias da periferia capita lista por parte do grande capital transnacional e que estimulam a participação da comunidade internacional, por exemplo através do G-192. E, em geral, em múltiplas iniciativas surgidas em eventos académicos ou encontros de diversos sectores sociais e populares à procura da construção de projectos alternativos de sociedade.
9- No caso da América Latina, as saídas da crise encontram-se fortemente ligadas aos projectos político-económicos de governo, em jogo durante a última década nos diferentes países da região. Em primeiro lugar, encontram-se as pretensões das classes dominantes e da direita latino-americana de utilizar a crise para impor um novo ciclo de reformas neoliberais, que permita aprofundar a transnacionalização e a desnacionalização das economias, impor um regime de incentivos extremos ao grande capital e prosseguir com processo de redistribuição regressiva de rendimentos, em detrimentos dos fundos de consumo dos trabalhadores. Estas pretensões associam-se à estratégia geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina, orientada no sentido de recuperar as posições perdidas durante a última década, recorrendo inclusive à maior militarização d a região, tal como o demonstra o acordo para a utilização de sete bases militares da Colômbia pelas forças militares dos Estados Unidos. Essa é a lógica que explica o golpe militar em Honduras, que condenamos energicamente. Em segundo lugar, encontram-se os projectos políticos dos governos que, sem pretender no substancial uma ruptura explícita com as políticas neoliberais, impõem mudanças de tom e nova ênfase tanto em matéria social como em políticas de produção. Trata-se dos projectos pós-neoliberais que se inscrevem dentro de uma linha neo-desenvolvimentista, confiam nas possibilidades do capitalismo produtivo e nacional, com altos incentivos ao investimento estrangeiro e sem compromissos a fundo com políticas redistributivas. Em terceiro lugar, encontram-se os projectos políticos económicos dos governos baseados numa importante mobilização social e popular, com uma vontade expressa de mudança, a favor de uma ruptura com as políticas até agora im perantes, em defesa de um projecto de soberania, autodeterminação e de novo entendimento da economia e da integração da região e dos povos. Em alguns destes países anunciou-se o empreendimento de transformações rumo ao socialismo e avançaram-se importantes medidas nesse sentido. O destino da América Latina dependerá de como o devir da luta social e de classes na região canaliza as economias e sociedades latino-americanas numa ou outra direcção. Para os sectores progressistas é do maior significado que se possa consolidar os projectos mais comprometidos com as transformações e a mudança a favor das maiores populares.
10- A crise capitalista reafirma a importância para a América Latina de empreender transformações estruturais que revertam décadas de política neoliberal e canalizem a região rumo à melhoria das condições de vida e de trabalho da sua população, que contribuam para impor uma organização da economia para atender as necessidades sociais, económicas, políticas, culturais e sócio-ambientais da população trabalhadora, em harmonia com o ser humano e a natureza, que impulsione processos de integração tendentes a superar enfoques meramente comerciais e incorporem orçamentos de solidariedade, cooperação, complementaridade e internacionalismo, e contribuam para reforçar as condições de soberania e autodeterminação da região, bem como pela busca legítima de uma nova ordem económica internacional, democrática e inclusiva, e permita à Améric a Latina desenvolver uma maior capacidade de influência nas concepções da política internacional. Nesse sentido, os 200 anos de luta pela emancipação social e a independência adquirem novo conteúdo diante da experiência de mudança política que percorre a região para enfrentar a crise capitalista revertendo a equação histórica de beneficiários e prejudicados, assegurando soberania alimentar, energética e exercício pleno da vontade popular.
FIrmas: Alicia Girón (Brasil), Antonio Elías (Uruguai), Carlos Eduardo Martins (Brasil), Claudio Katz (Argentina), Claudio Lara (Chile), Consuelo Silva (Chile), Daniel Munevar (Colômbia), Federico Manchón (México), Gabriel Ríos (Chile), Gastón Varesi (Argentina), Graciela Galarce (Chile), Jaime Estay (México), Jairo Estrada (Colômbia), Jorge Marchini (Argentina), Julio C. Gambina (Argentina), Luis Rojas Villagra (Paraguai), Marcelo Carcanholo (Brasil), Marisa Silva Amaral (Brasil), Orlando Caputo (Chile), René Arenas Rosales (México), Sergio Papi (Argentina), Servando Álvarez (Venezuela), Theotonio dos Santos (Brasil).
O original encontra-se em http://www.argenpress.info/2009/09/declaracion-del-grupo-de-trabajo-de.html
Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
(Honduras) Retorno de Zelaya reacende protestos
Retorno de Zelaya reacende protestos em Honduras
Jornal Opinião Socialista, 22 de setembro de 2009
• Por Jeferson Choma, da redação - Nesta segunda-feira, dia 21, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, tinha acabado de retornar secretamente ao país. Ele estava refugiado na embaixada brasileira na capital, Tegucigalpa, para onde milhares de manifestantes estavam se dirigindo pedindo o fim do governo golpista.
O retorno de Zelaya reacende as mobilizações contra o golpe. Milhares de pessoas de todos os cantos do país voltam às ruas para exigir o retorno do presidente deposto. Em resposta, o governo golpista de Roberto Micheletti anunciou que todos os aeroportos hondurenhos ficarão fechados. Também foi declarada a extensão do estado de sítio quando foi confirmada a presença de Zelaya na embaixada do Brasil. Os ativistas dos movimentos sociais, sindical e estudantil brasileiros devem permanecer de prontidão para cercar de solidariedade a luta do povo hondurenho.
Logo após o anúncio do retorno de Zelaya, o Opinião Socialista entrevistou Tomas Andino, integrante da Frente de Resistência Contra o Golpe, no momento em que estava na frente da embaixada com outros milhares de ativistas.
Como está a situação neste momento em Honduras?
Tomas Andino – Hoje, chegou secretamente a Tegucigalpa o presidente deposto, Manuel Zelaya, que está refugiado na embaixada do Brasil. Desde então, está chegando uma grande quantidade de pessoas daqui da capital, que está se reunindo em frente à embaixada. Há também milhares de pessoas de outros departamentos do país que estão vindo para cá em caravanas. Vamos fazer amanhã (dia 22) um ato com centenas de milhares de pessoas de todo o país.
Neste momento, o governo da ditadura impôs um estado de sítio para impedir que as pessoas cheguem a Tegucigalpa. Há muito entusiasmo do povo, que está aqui para proteger o presidente. Há uma situação um pouco diferente no exército. Não há muita presença de militares aqui, por enquanto. Suspeitamos que algo, algum tipo de movimento, pode estar ocorrendo internamente nas Forças Armadas.
Neste momento, quantas pessoas estão em frente à embaixada?
Tomas - Há por volta de 8 mil a 10 mil pessoas aqui. Muitos estão dispersos, em piquetes em diferentes ruas e avenidas da cidade. A energia elétrica foi cortada e a água também em toda essa região para tentar dispersar as pessoas. No entanto, com paciência e criatividade, elas estão improvisando uma iluminação. Há um grande entusiasmo. As pessoas não estão amedrontadas, ninguém tem medo, e todos estão dispostos a defender com tudo o que se pode a luta contra o golpe.
Existe algum temor com relação a uma onda de repressão?
Tomas - As pessoas não têm medo da repressão. O governo nos reprimiu duramente por 85 dias, mas o povo aprendeu a suportar e, hoje, existe uma enorme disposição de enfrentar qualquer repressão com seus próprios meios. Não há medo, mas sim disposição de lutar.
Qual é a sua expectativa em relação aos próximos dias de luta contra o golpe?
Tomas - O presidente Zelaya, assim como a OEA [Organização dos Estados Americanos], disseram que seu retorno ao país serve para abrir um diálogo com os golpistas. Mas o povo aqui mobilizado não quer diálogo algum com eles. Queremos derrubar os golpistas. Quando o presidente reassumir suas funções, queremos que todos os deputados e funcionários que participaram deste golpe, que são praticamente todos, sejam punidos. Por isso, a burguesia tem horror a este tipo de mobilização. Os únicos que os protegem são as Forças Armadas. Mas, se o exército é derrotado pela mobilização, poderá se desatar uma revolução democrática no país, cujas consequências serão destrutivas para o atual Estado hondurenho.
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