quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil tem maior desigualdade salarial


Brasil tem maior desigualdade salarial
Monitor Mercantil, 11/09/2012 

Segundo o estudo Olhar sobre a Educação 2012, que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira, em Paris, na França, o Brasil é o país com a maior diferença salarial entre pessoas com diploma universitário e as com grau de instrução inferior.

De acordo com o secretário-geral da organização, Angel Gurría, a diferença salarial existente no Brasil entre pessoas com ensino superior e as demais representa "o triplo da média dos países da OCDE". A vantagem salarial média nos 34 países da OCDE entre pessoas que cursaram o terceiro grau e as com nível de instrução menor é de 67% no caso dos homens e de 59% entre as mulheres.

A mesma pesquisa apontou que em um grupo de 29 países, o Brasil ocupa o 23º lugar no ranking de investimentos no ensino superior. O estudo mostra que foi investido apenas 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nessa etapa de ensino. A pesquisa se refere a números até 2009. De acordo com a organização, o Brasil está "gradualmente se aproximando" dos países que integram o G20 (grupo das nações mais ricas do mundo).

No entanto, o estudo alerta sobre o baixo investimento em educação quando há a comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os dados, os investimentos brasileiros em ensino em geral atingiram 5,55% do PIB, enquanto a meta para os países da OCDE é 6,23%.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Para a Crítica da "Economia Solidária"



http://candidoneto.blogspot.com.br/ 

Apoiando-se no método marxista, Henrique Wellen analisou a função social da “economia solidária” nas suas relações com as determinações do capitalismo brasileiro atual. Além de expor seus principais pressupostos teóricos e metodológicos, o autor pesquisou diversos tipos de empreendimentos a partir de suas conexões com outros projetos sociais atualmente relevantes, como o “terceiro setor”. 

Foram examinadas as condições de trabalho dentro dessas organizações, assim como suas relações com o mercado capitalista e, no que concerne à transformação social, Wellen demonstrou que a “economia solidária” representa um retrocesso na luta dos trabalhadores contra os imperativos do capital. Além de contribuir para o debate sobre esse projeto social, "Para a Crítica da Economia Solidária" conduz a uma importante reflexão na luta coletiva pela construção de uma sociedade emancipada. 

O livro de Henrique Wellen acaba de ser lançado pela editora Outras Expressões e pode ser comprado AQUI ao valor de R$ 20,00 mais os custos de frete.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

China assusta: crise do setor industrial e protestos manipulados contra o Japão


Duas notícias de hoje sobre a China assustam: sondagem aponta que o setor industrial chinês encolhe pelo 11º mês seguido em setembro, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compra (PMI), indicando que a segunda maior economia do mundo permanece no caminho de um sétimo trimestre de crescimento lento. Isso acontece em meio a uma onda de hostilidades contra diplomatas americanos em países árabes e em meio a hostilidades entre a China e o Japão por conta da compra, por Tóquio, de ilhas pertencentes a um milionário que ficam na divisa entre os dois países. Por sua vez, dissidente chinês afirma que recentes protestos contra Japão não foram espontâneos. Possivelmente a ditadura chinesa deve estar usando o nacionalismo, e a velha rixa contra o Japão, como instrumento para desviar a atenção da população da crise econômica. Como o marxismo bem revela, o nacionalismo  (e o "orgulho nacional ferido") é a velha arma do bonapartismo para alienar as massas, e manter a coesão social necessária.

Setor industrial chinês encolhe pelo 11º mês, aponta sondagem

DA REUTERS, EM PEQUIM - 20/09/2012
O setor industrial da China sofreu contração pelo 11º mês seguido em setembro, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compra (PMI), indicando que a segunda maior economia do mundo permanece no caminho de um sétimo trimestre de crescimento lento.


O PMI do HSBC mostrou que a atividade se estabilizou em setembro após atingir uma mínima de nove meses em agosto, com o indicador subindo para 47,8 ante 47,6 no mês passado.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A crise e a indústria agrocanavieira

http://candidoneto.blogspot.com.br/ 

“A Agroindústria Canavieira e a Crise Econômica Mundial” traz informações sobreas tendências mais recentes na produção de etanol no Brasil e sua relação com a criseeconômica mundial. É destacado o papel docapital financeiro, entrelaçado com a expansão territorial do agronegócio, e seus impactos nas relações de trabalho e nas disputas por terras indígenas e camponesas.

 “Observa-se no campo brasileiro a permanência de um processo de expansão de monocultivos para a produção de agrocombustíveis, principalmente do etanol gerado a partir da cana-de-açúcar – tido como a principal fonte agroenergética brasileira, considerando o volume de produção, o total de área ocupada pela lavoura canavieira, bem como a massa de investimentos aplicados na ampliação do parque fabril sucroenergético”.  A publicação da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos pode ser baixada e lida AQUI.

sábado, 15 de setembro de 2012

Governo Dilma anuncia mais um pacote de bondades aos empresários com novas desonerações em folha de pagamento


14/09/2012 - www.cspconlutas.org.br

Nesta quinta-feira (13), o Governo Federal anunciou outro pacote de incentivos fiscais às empresas. Mais 25 setores estão contemplados com a chamada desoneração da folha de pagamento. Somado às isenções anteriores, já são 40 setores beneficiados. Agora, essas empresas não contribuirão mais com o INSS, na base de 20% da folha de pagamento e passarão a recolher de 1 a 2% do faturamento bruto conforme o setor.

Mais uma vez, quem pagará por essa conta serão os trabalhadores, pois a diferença de arrecadação será paga pelos cofres públicos. Estima-se que até 2016 o governo gastará mais de R$ 60 bilhões, segundo dados do próprio Ministério da Fazenda.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A quarta fase da dependência econômica do Brasil e o renascimento da Teoria Marxista da Dependência

por Almir Cezar
Economista pela Universidade Fed. Fluminense (UFF) e mestre pela Univ. F. de Uberlândia (UFU)

Atualmente vem ocorrendo na intelectualidade crítica da América Latina da área de Economia e Estudos Sociais um renascimento da Teoria Marxista da Dependência, que na década de 1980 e 90 foi considerada morta. Como desdobramento surge uma interpretação da fase atual da trajetória de desenvolvimento sócio-econômico iniciada na década de 1990, associando-a os estudos sobre o capitalismo nacional desses países à globalização, ao neoliberalismo e à financeirização, entendendo a fase atual como uma quarta fase na dependência econômica.

Toda uma vertente de autores sobre desenvolvimento econômico, divergindo da linha mais tradicional da Economia, defendem a ideia que o subdesenvolvimento da maioria dos países do mundo é fruto da subordinação das economias nacionais aos dos países ditos "desenvolvidos" e uma contrapartida ao desenvolvimento desse punhado de países, uma espécie de relação de dependência do país subdesenvolvido a um país desenvolvido. Desse ponto de vista, portanto, a superação do subdesenvolvimento teria de ser buscada em outros métodos à evolução desses países avançados, abandonando portanto a ideia de um processo  econômico-histórico evolutivo que levaria naturalmente "do subdesenvolvimento ao desenvolvimento", mas apenas por meio do fim dos elementos estruturais que condicionam internamente o país a sua conformação enquanto dependente, logo subdesenvolvido. É o que proporá geração teórica da Teoria da Dependência.

A Teoria Marxista da Dependência, ou simplesmente, teoria da dependência, é uma formulação teórica desenvolvida por intelectuais como Ruy Mauro Marini, André Gunder Frank, Theotonio dos Santos, Vania Bambirra, Orlando Caputo, Roberto Pizarro e outros, aparecida na década de 1960, que consistia em uma leitura crítica e marxista não-dogmática dos processos de reprodução do subdesenvolvimento na "periferia" do capitalismo mundial (América Latina e Caribe, África e Ásia), em contraposição tanto às posições marxistas convencionais dos partidos comunistas (PCs), como à visão estabelecida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Um Brasil imperialista, por Carlos Tautz


O caso denunciado em 2 de agosto pelo jornal O Estado de São Paulo é emblemático de como as empresas brasileiras vão se expandindo mundo afora, repetindo lá os mesmos padrões de desrespeito e até de violações de direitos humanos que muitas multinacionais dos EUA e da Europa já praticaram aqui mesmo no Brasil.

Segundo o Estadão, “disputas trabalhistas e políticas envolvem Vale em massacre na África”, provocaram a morte de seis manifestantes em protestos contra a política de contratações da mineradora brasileira na Guiné. O massacre de seis civis em 4 de agosto teria a ver com disputas em torno de uma jazida de minério naquele país da costa oeste da África.

domingo, 2 de setembro de 2012

Orçamento 2013: Privilégio para juros, migalhas para servidores públicos e salário mínimo

DIA 30/08, o governo federal divulgou a proposta orçamentária para 2013, na qual detalha a previsão de gastos para o próximo ano.
Conforme apresentação da Ministra do Planejamento Miriam Belchior (páginas 20 a 22), o valor previsto para atender às reivindicações dos servidores – apresentadas durante as greves realizadas por cerca de 40 categorias nos últimos meses – é de R$ 10,289 bilhões. Tal valor representa apenas 5,5% do valor previsto para a folha de pagamento total deste ano (R$ 187,6 bilhões).

sábado, 1 de setembro de 2012

Queda da taxa de juros básicas não chega ao clientes dos bancos

O levantamento, divulgado na véspera do anúncio da redução da taxa básica de juros (Selic), pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostrando que, enquanto nos últimos 12 meses, o Banco Central reduziu a em 40%, os bancos reduziram seus juros aos clientes, em média, em apenas 15%, pode ser considerado conservador. 

É que a Anefac considera a taxa média cobrada dos correntistas, muito influenciada pelo relacionamento do cliente com o banco - leia-se quanto contribuem para as metas determinadas para as agências. A defasagem para a queda da Selic seria ainda mais escandalosa se a comparação fosse com a moda, o valor que se repete com mais frequência.

Modelo baseado só no consumo está esgotado. Cultura rentista trava investimento industrial

PIB avança só 0,5% no 2º semestre e põe em xeque o crescimento via crédito Segundo o IBGE, o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2011, para R$ 1,1 trilhão.
 Para FGV, se trata mais de "indisposição" do que de incapacidade para investir.  O recuo da indústria no segundo trimestre é fruto da baixa taxa de investimento, ligada a uma cultura rentista do empresariado. Nesse período, a atividade industrial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recuou 2,5%, sobre o mesmo período de 2011.

Modelo baseado só no consumo está esgotado
Monitor Mercantil, 31/08/2012 

PIB avança só 0,5% no 2º semestre e põe em xeque o crescimento via crédito Segundo o IBGE, o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2011, para R$ 1,1 trilhão. Na comparação com o primeiro trimestre, a alta ficou em 0,4%. No primeiro semestre, o PIB brasileiro acumula avanço de apenas 0,6%, sobre os seis primeiros meses de 2011. Nos últimos quatro trimestres, o crescimento alcançou 1,2%. "O resultado não surpreende e confirma o esgotamento do modelo baseado no consumo e no crédito", criticou o economista Roberto Messenberg, do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), em entrevista exclusiva ao MM. 

Montadoras lucram mais no Brasil do que em qualquer outro lugar e ainda pedem desoneração

Levantamento mostra que montadoras lucram mais no Brasil do que em qualquer outro lugar 

Empresas reivindicam a prorrogação da isenção do IPI, que vence dia 31 de agosto


DA REDAÇÃO, jornal opinião socialista


Multinacionais lucram mais no Brasil

• Levantamento realizado pelo jornal O Globo e pela consultoria IHS Automotive mostra que os carros vendidos no Brasil custam muito mais que em outros países. A diferença nos preços pode chegar a 106%, como no caso do Honda Fit, que é vendido no Brasil por R$ 57.480, enquanto que na França o modelo equivalente sai por R$ 27.898.

A comparação foi realizada entre Brasil, EUA, Argentina, França e Japão e mostra que, ao contrário do que se pensa, os custos (mão de obra, matérias-primas, logística) assim como os impostos, não explicam os altos preços dos veículos no mercado brasileiro, mas sim a alta margem de lucro das empresas automobilísticas.

Margem de lucro estratosférica
Os custos de um carro produzido no Brasil equivalem a 58% de seu preço na venda, enquanto que nos EUA eles vão de 88% a 91%. Nos outros países os custos chegam a 79% do preço do veículo. Já os impostos no Brasil são proporcionalmente mais altos, formando 32% do preço, enquanto nos EUA vão de 6% a 9% e nos outros países ficam em 16%. Mas é a margem de lucro que explica os altos preços. Aqui, ela chega a 10%, contra 3% nos EUA e 5% nos outros países.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Revelada fraude milionária contra fundo de pensão dos Correios

Órgão dos EUA identificou fraude milionária em fundo de pensão dos trabalhadores dos Correios

A Securities and Exchange Comission (SEC), reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos, informou ontem ter aberto uma acusação de fraude contra dois ex-corretores de valores mobiliários, um deles brasileiro, que operavam em Miami e cobraram taxas excessivas do fundo de pensão dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos, o Postalis, que pagou US$ 24 milhões a mais do que o devido em comissões em operações com notas estruturadas. A entidade de previdência, cujo patrimônio é de R$ 6,7 bilhões, era o maior cliente dos corretores, o Postalis é controlado pelo PMDB - seus deputados e senadores se engalfinham para manter o controle desse caixa.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Saída de dólares do Brasil supera entrada


Saída de dólares do Brasil supera entrada em US$ 1,069 bi até a última terça
Agência Brasil, 23/08/2012 

O saldo da entrada e saída de dólares, fluxo cambial, neste mês até o dia 21, ficou negativo em US$ 1,069 bilhão, segundo informou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel.

O fluxo financeiro (investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações) ficou negativo em US$ 138 milhões. O segmento comercial (operações relacionadas a exportações e importações) registrou saldo também negativo, de US$ 931 milhões.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pacote de Dilma é privatização e mais dinheiro para os empresários


Central Sindical e Popular URL: http://cspconlutas.org.br

Para dirigente da CSP-Conlutas pacote de Dilma é privatização e mais dinheiro para os empresários

17 Agosto, 2012
Com um nome pomposo, “Programa de Investimento em Logística”, foi anunciado por Dilma na última quarta-feira (15/08), mais um pacote-brinde aos patrões o que na verdade trata-se da política de privatizações deste governo.

 Diante de uma plateia repleta de empresários e políticos representantes do capital, foi anunciado um mega plano de que vai entregar nas mãos da iniciativa privada a concessão de estradas e ferrovias por meio de das PPP’s (Parcerias Público-Privadas) e com grande injeção de dinheiro público através do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento).  

sábado, 18 de agosto de 2012

Atividade econômica diminui no segundo trimestre

Agência Brasil, 17/08/2012 

A atividade econômica registrou crescimento de 0,38%, no segundo trimestre deste ano, ante o período de janeiro a maio deste ano. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), considerado o mais adequado pelos economistas para esse tipo de comparação. Os dados, divulgados nesta sexta-feira pelo BC, indicam desaceleração da economia. Na comparação do primeiro trimestre deste ano com o quarto trimestre do ano passado, a expansão havia chegado a 0,63%. Na comparação entre o segundo trimestre deste ano e igual período de 2011, houve crescimento de 0,68%, de acordo com os dados sem ajustes. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Reforma agrária agoniza. Desempenho vergonhoso do Incra e MDA

Trecho da Análise de Conjuntura produzida pelo IUH desta semana tratando da situação do Incra e do MDA. O documento na íntegra está em http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511918-conjuntura-30-07-2012

Segue a parte:
Reforma agrária agoniza. Desempenho vergonhoso
O primeiro ano do mandato de Dilma Rousseff inscreveu em sua biografia uma marca: o pior desempenho desde a Era FHC na execução da Reforma Agrária. Dados oficiais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária –Incra, revelam que a presidenta em 2011 registrou a pior marca dos últimos dezessete anos no assentamento de famílias sem terra. Os números de 2011 são vergonhosos. Apenas 21,9 mil famílias de sem-terra foram assentadas no 1º ano do governo Dilma.
Comparando os números relativos ao primeiro ano dos mandatos desde 2003, têm-se o seguinte quadro: FHC – 43 mil famílias em 1995; Lula – 36 mil famílias em 2003 e Dilma – 22 mil famílias em 2011. Os dados são do Incra em levantamento organizado por Paulo Kliass.
Caso sejam analisados os dados de todo o período, percebe-se que o primeiro mandato de Lula foi mais efetivo em termos de reforma agrária. A média de assentamentos de famílias por ano obedeceu ao seguinte quadro: FHC 1(1995-1998) – 72 mil/ano; FHC 2 (1999-2002) – 63 mil/ano; Lula 1 (2003-2006) – 95mil/ano;  Lula 2 (2007-2010) – 58 mil/ano.
Isso significa que, caso Dilma pretenda manter a média do primeiro mandato de Lula, ela terá de assentar uma média de 120 mil famílias nos próximos 2,5 anos que lhe restam. Mas a maioria dos analistas do setor considera muito difícil atingir tal meta, uma vez que o próprio MDA trabalha com a hipótese de assentar apenas 35 mil famílias até o final desse ano de 2012. Destaque-se que segundo o Incra existem cerca de 180 mil famílias esperando um lote.
Para agravar ainda mais o quadro, o orçamento para a execução da Reforma Agrária foi reduzido. Para se ter uma ideia, até agosto de 2011 Dilma tinha gasto R$ 60,3 milhões para desapropriar novas áreas e transformá-las em assentamentos de trabalhadores rurais sem-terra. No auge do investimento em reforma agrária, em 2005, o governoLula gastou mais R$ de 800 milhões no mesmo período. Para 2012, o quadro pouco mudou, o orçamento continuou em baixa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Apesar de superávit comercial e pacote de estímulos à indústria, o controle de capitais torna-se necessidade.

Almir Cezar
O fluxo cambial do Brasil segue crescentemente negativo, apesar de superávit comercial, cuja balança começa 2º semestre no azul, cujo saldo no início de julho soma US$ 2,8 bilhões, após o pior 1º semestre em 10 anos. O segmento de bens intermediários, que fabrica insumos para a produção de outros bens foi o único no vermelho no período (0,9%), na quarta queda consecutiva no segmento, justamente onde os importados mais avançam, foi o destaque negativo da indústria brasileira de maio para junho, reforçando a estagnação da atividade industrial no mês. Apesar de superávit comercial e pacote de estímulos à indústria, a economia, em especial a indústria, segue com crescimento pífio, com um saldo negativo no fluxo de moeda estrangeira. Esse cenário impõe que o controle de capitais torne-se uma necessidade iminente.

Essa situação comprova que o programa do governo de incentivo à indústria nacional, de isenções da folha de pagamento e de cortes no IPI, que totalizam renúncias fiscais de quase R$ 200 bilhões, tem impacto limitado e é insuficiente para aumentar a competitividade do país. Os estoques internacional no setor intermediário em alta devido a crise mundial jogam o preço lá em baixo ampliando a baixa competitividade do segmento nacional.

Portanto, a própria indústria nacional, apesar dos recentes socorros do governo federal, é o responsável pelo tombo em sua atividade, e pelo avanço das importações. E consequentemente também, do recente saldo negativo de dólares, pois a indústria nacional compra insumos e peças fabricados fora, e ainda remete lucros para as matrizes, mesmo que este no momento esteja declinante. Assim, cada vez mais, torna-se inócua políticas de incentivos às exportações - um desperdício do dinheiro público.

Por sua vez, torna-se necessário o controle de capitais diante da fuga de dólares, a fim de evitar uma eventual crise cambial, provável se a economia brasileira seguir esta tendência. Inclusive se a atividade industrial se recuperar a situação pode piorar, com mais importações nos insumos e remessas de lucros. 
Seguindo o padrão da economia brasileira toda expansão da atividade industrial interna amplia também as importações de produtos industriais.


Assim, a política de desenvolvimento industrial não pode ser destinar recursos públicos aos empresários (que simplesmente utilizam como meio de recuperar a queda em sua margem de lucro) com seu consequente aperto orçamentário aos serviços públicos e funcionalismo (vide o grande contingenciamento e a forte resistência de Dilma em não conceder reajustes salariais), sob severo risco macroeconômico ao país.

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sábado, 4 de agosto de 2012

Dicas culturais em Brasília de 04 e 05/08

Dicas culturais em Brasília desde fim de semana 04 e 05 de agosto de 2012.


Primeira edição do festival Saia da Lata tem início neste sábado

A banda Galinha Preta é uma das atrações da noite no festival Saia da Lata
As bandas Galinha Preta, Na Lata, Brasucas, Scalene e Cadibode e o cantor Dilo Daraujo são as atrações da primeira edição do festival Saia da Lata, que ocorre no sábado (4/8), a partir das 16h, na área externa do Museu Nacional Honestino Guimarães. 

O evento pretende ser, mais do que um festival de música, uma manifestação em defesa e promoção da juventude e da diversidade cultural em Brasília. Para isso, haverá, nos intervalos das apresentações, atividades artísticas e esportivas  integradas e ações de conscientização ambiental. Uma pista de skate estará aberta durante todo o evento. A intenção dos organizadores é que as pessoas que moram nos arredores do museu usem bicicletas e transportes alternativos para chegar ao festival. A segunda edição está marcada para 6 de outubro, no mesmo horário e local — as atrações ainda não foram definidas.

Quarta edição do I Love Jazz começa neste fim de semana no Parque da Cidade

Meschiya Lake e sua banda, The Little Big Horns, abrem o I Love Jazz
Em sua quarta edição, o festival I Love Jazz será realizado neste fim de semana no Parque da Cidade (Estacionamento 10), mais uma vez com entrada franca. A proposta é popularizar as vertentes mais tradicionais do gênero. Para isso, foram convidados artistas norte-americanos, novos e veteranos, que dialogam diretamente com o jazz feito nas primeiras décadas do século passado. 

No sábado (4/8), a partir das 17h, apresentam-se o grupo Meschiya Lake and The Little Big Horns e George Gee Swing Orchestra. No domingo (5/8), também às 17h, é a vez do quinteto de Scott Hamilton, seguido pelos Dukes of Dixieland. 




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pesquisa mostra queda expressiva do orçamento do Incra somada à baixa execução dos recursos


pesquisa_forum
O professor doutor do mestrado de Direito Agrário da Universidade Federal de Goiás (UFG) Cláudio Maia apresentou pesquisa que aponta diminuição de recursos para reforma agrária, aliada à baixa execução orçamentária e fraqueza política dos dirigentes da autarquia no decorrer dos últimos anos. 

Os dados foram divulgados no seminário do Fórum Estadual da Reforma Agrária, no dia 31 de julho, atividade que contou com a presença maciça dos servidores do Incra Goiás em greve. A pesquisa trata da execução da política de reforma agrária federal no período de 2002 a 2011.
O estudo mostra que o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Incra não acompanhou o crescimento da Receita Líquida do Governo Federal ao longo de quase uma década.
O pesquisador aponta ainda que houve uma queda expressiva do orçamento do Incra a partir de 2007 e, mesmo com essa redução, a autarquia não tem conseguido executar em torno 40% do recurso. Ele interpreta que esse fato está ligado diretamente à falta de estrutura e à quantidade insuficiente de servidores.
Cláudio Maia mostrou também que não há um parâmetro técnico estabelecido para a divisão do orçamento entre as superintendências regionais do Incra, o que facilita a distribuição embasada em “prestígio político”.
Seguem a seguir, os documentos, dados e tabelas da apresentação. O conjunto dos documentos dá uma visão muito esclarecedora sobre o que foi feito do Incra nos últimos anos.
Questo_Agrria_Hoje4.odp ( arquivo odp - apresentação do OpensDocument)
Incra_e_MDA_oramento.ods (em arquivo ods - planilha do OpenDocument)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Greve do IBGE no Rio impede divulgação da taxa de desemprego


Greve dos servidores, que acontece há cerca de um mês, não permitiu a divulgação da taxa nacional. Pesquisa será divulgada de maneira completa "em data ainda não definida"
Agência Brasil
A greve dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio de Janeiro impediu a divulgação da taxa nacional de desemprego de junho, prevista para esta quinta-feira. Sem os dados do Rio de Janeiro, o instituto informou apenas as taxas das demais regiões metropolitanas incluídas na Pesquisa Mensal de Emprego.

Em Belo Horizonte, a taxa caiu de 5,1% em maio para 4,5% junho. Em Porto Alegre, de 4,5% para 4%. Em Salvador, de 8% para 7,9%. No Recife, subiu de 5,9% para 6,3% e, em São Paulo, de 6,2% para 6,5%.

O IBGE informou que, embora os resultados de desocupação da região (segunda mais importante do estudo depois de São Paulo) tenham sido coletados, não houve profissionais para analisá-los. A pesquisa será divulgada de maneira completa “em data ainda não definida”.

Os servidores do IBGE no Rio entraram em greve há cerca de um mês e não há previsão de término da paralisação, o que pode prejudicar futuras divulgações de pesquisas realizadas pelo órgão.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

GM reabre fábrica, mas a ameaça de demissões em massa continua

GM reabre fábrica, mas a ameaça de demissões em massa continua

Após locaute, multinacional reabre fábrica em São José dos Campos (SP), mas continua ameaçando demitir 1500 operários


DA REDAÇÃO - Jornal Opinião Socialista


Assembleia de metalúrgicos em São José dos Campos (SP)

• Após ter fechado a fábrica de São José dos Campos (SP) nesse dia 24 de julho, a General Motors retomou a produção nesse dia 25. A ameaça de demissão dos 1500 trabalhadores do setor do MVA (Montagem de Veículos Automotores), porém, continua.

Havia dúvidas se a montadora utilizaria o locaute (paralisação patronal) para já encerrar as atividades e demitir os operários ou se era apenas uma manobra para dificultar a mobilização dos trabalhadores, já que um ato contra as demissões estava programado para o dia. A ampla e negativa repercussão do fechamento da unidade pela própria empresa, porém, pode ter pesado na decisão pela reabertura. O locaute é proibido por lei no Brasil.

Mobilização
Nos dias anteriores ao locaute, corria a informação no interior da fábrica de que a multinacional norte-americana realizaria as demissões em massa por telegrama até o próximo final de semana, aumentando ainda mais o clima de apreensão dos funcionários. Na madrugada do dia 24, a empresa dispensou os funcionários antes mesmo do final do turno. Após a saída dos empregados, trancou os portões e reforçou a segurança, que contou com viaturas da Polícia Militar.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

BNDES ajuda na desnacionalização às custas do dinheiro do contribuinte


Modelo multinacional
Monitor Mercantil, 10/07/2012

A concessão de empréstimo de R$ 342 milhões para a Volkswagen mostra que o BNDES deve confirmar, em 2012, a preferência por empréstimos às multinacionais. Estas, pressionadas em suas matrizes pela crise econômica e com o mercado financeiro internacional cada vez mais fechado, recorrem ao banco oficial, com taxas mais baixas que as (estratosféricas) do mercado, recursos sem nenhuma contrapartida, como manter empregos ou aumentar as exportações.

Em 2011, foram liberados financiamentos para a área industrial, de valor igual ou acima de R$ 400 milhões, que somaram R$ 13,6 bilhões. As multinacionais abocanharam R$ 8,28 bilhões, ou 60% do total. Somente a Vivo levou mais de R$ 3 bilhões.

Desnacionalização
O BNDES, sediado no Rio de Janeiro, já foi chamado de Recreio dos Bandeirantes, pela fartura de empréstimos às grandes empresas paulistas, na época do milagre, até a Constituição de 1988, que equiparou a empresa nacional à estrangeira - principal alegação do banco de fomento para justificar os empréstimos elevados ás multis.. Quem poderia dizer, naquela época, que era feliz e não sabia.

sábado, 21 de julho de 2012

90 anos do livro "Da NEP ao Socialismo"

Almir Cezar Filho

Em 2012 completa-se 90 anos de um clássico econômico marxista, em 1922 publicava-se o livro "Da NEP ao Socialismo: uma visão do futuro da Rússia e Europa" (em russo: Ot NEP'a k sotsializmu: Vzgliad v budushchee Rossii i Evropy) do economista soviético Evgene Preobrazhensky, sendo uma das contribuições mais significativas à Economia Política e aos problemas do planejamento e desenvolvimento econômico. É uma análise da economia soviética da Nova Política Econômica (NEP, em russo), escrita sob a forma de futurologia, apontando as perspectivas de desenvolvimento em uma hipotética transição ao socialismo a cinco décadas no futuro. Este livro, escrito em meio a recém adoção da NEP em 1921, analisa os "prováveis" perigos inerentes desse processo histórico.

Preobrazhensky  foi um proeminente economista bolchevique e apoiou no período crítico da luta de León Trotsky ao longo da década de 1920 contra a degeneração burocrática da URSS, co-liderando a Oposição de Esquerda no Partido Comunista da URSS, agrupamento que dará origem  na década seguinte a Quarta Internacional e o movimento trotskista mundial. É considerado o pai do planejamento socialista e um dos primeiros autores marxistas a pensar o tema específico do desenvolvimento econômico e da transição ao socialismo.

O autor tenta nesta obra algo inusitado para um economista ou mesmo um marxista, uma espécie de "utopia retrospetiva", ou uma "anti-história", como o classifica Pierre Naville no "Prólogo" da edição francesa de junho de 1966. Escrita em 1921, momento em que entra em curso a NEP, imaginava que uns cinquenta anos mais tarde, um economista da URSS do futuro explicaria a um fictício auditório, e sob forma de conferências, como "conseguiu" a Europa toda chegar a realidade do socialismo, a partir do ponto histórico da adoção da NEP pela URSS. Esse procedimento, tão inabitual, permitiu um exame do caráter e das tendências, e das possíveis manifestações futuras, das relações econômicas e sociais da URSS e do processo revolucionário na Europa.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dependência e desemprego: as recentes demissões na GM de S. José dos Campos

Dependente
Fatos & Comentários, Jornal Monitor Mercantil, 16/07/2012

A General Motors está optando por importar do México, do Mercosul e até da Coréia carros que poderiam ser fabricados no Brasil, afirma o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, onde começou nesta segunda-feira greve contra demissões. A afirmação do sindicato ilustra o modelo de desenvolvimento brasileiro, especialmente no setor automobilístico. 

Apesar de caminhar para ser o terceiro maior mercado de automóveis do mundo, o Brasil não tem uma única marca nacional, deixando a produção ao sabor das decisões tomadas pelas multinacionais em suas matrizes.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Servidores Públicos Federais vão sacudir Brasília nesta quarta feira!


Paulo Barela, da Secretaria Executiva Nacional da CSP Conlutas

Diversas caravanas já saíram  de seus estados para participar da Marcha a Brasilia neste dia 18 de julho, dia Nacional de Luta do Servidores Públicos, em greve. Serão milhares de trabalhadores na capital federal, já que outros setores da classe trabalhadora se incorporarão à marcha nacional, assim como os estudantes, que também estão em greve nacional.

Todas as entidades filiadas à CSP-Conlutas devem divulgar esse dia de mobilização em suas páginas na internet, redes sociais e materiais impressos. Vamos fortalecer e fazer ecoar esse dia de luta!

Esta semana vai completar um mês da deflagração da greve unificada dos servidores federais e quase dois meses desde o início da greve dos docentes nas universidades federais. O movimento conta também com o apoio da juventude estudantil, que está em greve contra a precarização e as péssimas condições nas universidades, fruto da política desastrada do Reuni. Essa política, imposta pelo ex-ministro, Fernando Haddad, em nada melhorou as condições das universidades brasileiras, mas este, com a maior cara-de-pau, é hoje candidato à prefeito em São Paulo, pelo PT.

sábado, 14 de julho de 2012

Depois da queda dos juros, agora é preciso controle de capitais, se não é crise nas contas externas


Déficits das contas externas e desvalorização do real são sinais de fuga de capital



Almir Cezar
Numa sinalização do que pode representar o agravamento da crise européia, as saídas de dólares no Brasil superaram as entradas em maio segundo o Banco Central (BC). A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit na conta financeira em abril e é o maior resultado para esse mês. Com isso, o saldo cambial do período ficou negativo, que de certa maneira se configura uma possível fuga de capitais, resultando inclusive na recente alta da cotação do dólar. Nesse quadro, o governo vai ter de se preparar para, antes que as reservas virem pó, controlar o movimento de capitais. Assim, o Governo Dilma terá que se enfrentar com outro tabu da ortodoxia macroeconômica brasileira, o controle de capitais, sob o risco de fazê-lo obrigado após um colapso cambial.

Os números mostram tendência de redução dessas remessas. A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit de US$ 5,403 bilhões, em abril, informou o Banco Central. É o maior resultado para o mês já registrado pelo BC. O valor ficou um pouco acima do esperado pelo Banco Central, que era US$ 5,2 bilhões. O déficit também foi maior do que o registrado em abril de 2011 (US$ 3,598 bilhões).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Em ato no Ministério dos Esportes servidores criticam prioridade do Governo à Copa



Servidores públicos federais de Brasília em greve fizeram nesta quinta-feira (12/07) uma manifestação na porta do Ministério dos Esportes na Esplanada dos Ministérios. 

O protesto expôs a contradição do governo federal, que vai investir no mínimo R$28 bilhões na Copa do Mundo e ao mesmo tempo diz que não tem dinheiro para serviços essenciais, como saúde, educação e reforma agrária, muito menos para atender as reivindicações salariais dos servidores. E boa parte dos gastos da Copa do Mundo são obscuros, com suspeitas de superfaturamento. 

Os manifestantes fizeram uma série de questionamentos: "Um evento que vai durar duas semanas é mais importante que hospitais e escolas?" "O que os brasileiros ganham, já que os ingressos são caros e todo mundo vai ver o jogo de casa?" Enquanto essas perguntas não são respondidas, os servidores esperam o governo negociar as reivindicações da greve, que em alguns lugares já dura quase dois meses. 

Participaram do protesto professores das universidades federais, servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Incra, Arquivo Nacional, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), institutos federais, entre outros. Estiveram presentes ainda representantes regionais da CSP-Conlutas, da coordenação da articulação dos comitês popular da Copa, dos comandos de greve do Ministério da Justiça e da Funai.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Qualidade do emprego no Brasil ainda é ruim, apesar do desemprego em baixa




Alta rotatividade e a terceirização elevada contribuem para o fenômeno, diz economista


Jornal do Brasil  | Carolina Mazzi
Os índices de desemprego recorde do Brasil escondem uma realidade muito mais dura: a baixa qualidade do emprego. Leis trabalhistas frágeis e a alta rotatividade acabam deixando o trabalhador desprotegido, afirma o economista José Dari Krein, do Centro de Estudos Sociais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Ceset/Unicamp). "A terceirização elevada também contribui para o fenômeno", acrescenta. 
As leis trabalhistas brasileiras são flexíveis demais, aponta o especialista. “No Brasil, pode-se demitir sem nenhuma justificativa, o que é impensável em países europeus, por exemplo”.
O problema contribui para os altos níveis de rotatividade no país. Os últimos resultados disponíveis pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que o nível chega a 53,8%. Isto significa que a cada 100 contratados, mais de 50 saem do emprego em menos de um ano.
"Os números representam um sério problema que afeta o funcionamento do mercado de trabalho. E para os trabalhadores, representa insegurança”, diz o relatório. Krein acredita que é preciso uma mudança na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) para que as relações trabalhistas se tornem mais "fortes".

terça-feira, 10 de julho de 2012

Governo opta pelos banqueiros, empresários e latifundiários em detrimento servidor






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Enquanto que para os servidores públicos a política é de total arrocho salarial, para os empresários, banqueiros e latifundiários, a política do Governo Dilma e a de isenção fiscal e desoneração da folha de pagamento. Além disso, a submissão do governo ao mercado financeiro compromete quase metade do Orçamento da União para o pagamento de juros e serviços da dívida pública, em detrimento da valorização do serviço público necessário todo o povo brasileiro.

Dados do próprio governo demonstram a queda expressiva nos gastos com pessoal em relação ao aumento crescente dos valores destinados ao pagamento da dívida pública. Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional (SIAFI), em 1995 o governo destinava R$ 112 bilhões para o pagamento da dívida. Em 2011, esse valou subiu para R$ 708 bilhões (QUADRO). Este ano, até 30 de junho, já foram gastos R$ 383 bilhões do Orçamento da União com o pagamento da dívida. 

A Fabricação do Consenso - Parte 1

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As reivindicações dos servidores são plenamente exequíveis. Não ao Terrorismo contra os Servidores


 As reivindicações dos servidores são plenamente exequíveis

Não ao Terrorismo contra os Servidores


Maria Lucia Fattorelli

3/7/2012

Milhões de servidores públicos pertencentes a dezenas de diferentes categorias profissionais se encontram em movimento grevista há semanas. O salário já está congelado há alguns anos: sequer a reposição inflacionária tem sido paga. E o governo federal não admite a necessidade de rever essa injustiça, fazendo um verdadeiro terrorismo contra os servidores perante a opinião pública.


A manchete de capa do Jornal Valor Econômico de hoje repercute dados divulgados pelo governo, segundo os quais todas as reivindicações dos servidores custariam R$ 92,2 bilhões por ano, o que corresponderia a um aumento de 50% em relação à previsão de R$ 187,6 bilhões em gastos com pessoal para este ano, chegando-se a R$ 279,8 bilhões.



Considerando que a Receita Corrente Líquida do governo federal estimada para 2012 é de R$ 689,3 bilhões (Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Tesouro Nacional, de maio de 2012 – página 38), caso atendidas as reivindicações dos servidores, o valor divulgado pelo governo – de R$ 279,8 bilhões – corresponderia a 40,6% da RCL, percentual bem menor que o observado em 1995, no  início do período FHC, de 56,2%.

domingo, 8 de julho de 2012

Servidores do MDA e Incra estão greve nacional e lançam documento de denúncia durante o Rio+20


Almir Cezar*

O MDA  (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) estão em greve nacional desde segunda-feira dia 18/06, em adesão a greve geral dos servidores públicos federais (SPFs) convocada pela Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Federais) e 30 outros sindicatos nacionais e centrais sindicais que compõe o Fórum Nacional de Entidades dos SPFs. A greve já em seu início contou com adesão de mais da metade dos estados, e o restante deliberou em seguida entrar em greve ainda naquela semana ou a partir do início da seguinte. 


E ainda, as associações nacionais dos três segmentos dos servidores federais da área agrária lançaram carta pública durante o Rio+20 em que denunciam que o sucateamento dos órgãos agrários ameaça a soberania ambiental, territorial e alimentar brasileira e que é preciso uma forte alteração na estrutura fundiária brasileira e nas políticas que interferem para combater os prejuízos ambientais resultantes do agronegócio e que possa desenvolver as condições para a hegemonia da agricultura ecológica no campo brasileiro.

As três entidades associativas dos servidores federais agrários constroem a greve
Os servidores federais da área agrária são da base sindical da Condsef, e nos estados são ligados aos sindicatos estaduais de servidores públicos federais (os Sindsef´s e similares), porém, no dia-dia, há 3 entidades associativas nacionais representando as três carreiras da área agrária federal: uma coordenando os servidores do MDA, a Assemda - Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário; uma coordenando os analistas e técnicos do Incra, a Cnasi - Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra, que agrupa 3 dezenas de associações regionais; e uma coordenando os engenheiros agrônomos do Incra, a Assinagro - Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra. As três desde o início do ano vêm realizando uma processo de condução unitária da campanha salarial, pela primeira vez na História, inclusive no âmbito do próprio Incra. Assim as três vêm realizando atos, atividades, paralisações e mobilizações conjuntas, até apresentando documentos comuns ao Governo, incluindo um plano de carreira e tabela salarial única para as três carreiras.

sábado, 7 de julho de 2012

100.000 visualizações

Queridos amigas e amigos leitores do blog. Atingimos mais de 100.000 visualizações.
Agradecemos aos leitores regulares e esperamos seguir debatendo as questões dos limites e mudanças da sociedade capitalista contemporânea.

Abraços a todos

Depois da queda dos juros, agora é preciso controle de capitais, se não é crise nas contas externas

Déficits e desvalorização do real no mês de maio são sinais de fuga de capital

Almir Cezar

Numa sinalização do que pode representar o agravamento da crise européia, as saídas de dólares no Brasil superaram as entradas em maio segundo o Banco Central (BC). A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit na conta financeira em abril e é o maior resultado para esse mês. Com isso, o saldo cambial do período ficou negativo, que de certa maneira se configura uma possível fuga de capitais, resultando na recente alta da cotação do dólar. Nesse quadro, o governo vai ter de se preparar para, antes que as reservas virem pó, controlar o movimento de capitais. Assim, o Governo Dilma terá que enfrentar com outro tabu da ortodoxia macroeconômica brasileira, o controle de capitais, sob o risco de fazê-lo obrigado após um colapso cambial.

Os números mostram tendência de redução dessas remessas. A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit de US$ 5,403 bilhões, em abril, informou hoje o Banco Central. É o maior resultado para o mês já registrado pelo BC. O valor ficou um pouco acima do esperado pelo Banco Central, que era US$ 5,2 bilhões. O déficit também foi maior do que o registrado em abril de 2011 (US$ 3,598 bilhões).

sexta-feira, 6 de julho de 2012

18 anos do Plano Real


Fatos e Comentários | Monitor  Mercantil, 05/07/2012

Sacrifício
Para o coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, o Plano Real, que acaba de completar 18 anos, sempre tendeu à valorização cambial e à privilegiar o setor de serviços. "Isto pressiona o custo da produção e a produtividade patina. A estratégia, com a vulnerabilidade do balanço de pagamentos, era não abalar a confiança externa para evitar uma crise cambial que desestruturaria o orçamento público (dívida) e os preços (inflação). Por conta disso, o crescimento foi sacrificado", analisa.

Quase
No entanto, Messenberg destaca que o quadro de "passivo externo líquido em trajetória de bola de neve", que mantinha a economia presa à dinâmica externa e secava as fontes de financiamento, não existe mais. "A desvalorização cambial do início do Governo Lula favoreceu as exportações e, consequentemente, o balanço de pagamentos. Isso nos deu maior credibilidade quanto ao pagamento do passivo externo líquido. Também a elevação do preços das commodities tornou o balanço de pagamentos até superavitário por um tempo. Mas houve atração de capitais e o câmbio voltou a valorizar", lembrou.

Sem horizonte
Agora, os ciclos de valorização das commodities, que vinham ajudando a puxar o investimento, e o consumo turbinado pelo crédito e transferência de renda está esgotado. "O aumento da inadimplência fez o consumo baseado no crédito desacelerar. Foi um esgotamento natural, que influencia negativamente o investimento. Por isso, o investimento público passou a ser a tábua de salvação", argumenta, lamentando que o governo esteja indo na direção contrária. "O superávit primário continua sendo a fadinha da confiança externa. Por isso estamos privilegiando o curto prazo com políticas localizadas que não levam a um crescimento planejado. A política econômica se transformou num emaranhado de medidas desconexas e pontuais. A estratégia ficou de lado", resumiu.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Produção industrial tem nova queda e rebaixa ainda mais expectativa do PIB

Produção industrial tem nova queda e rebaixa ainda mais expectativa do PIB 

Governo Dilma já deu R$ 102 bilhões à indústria em incentivos, enquanto setor demite


DIEGO CRUZ
da redação
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Setor automotivo puxou queda

• A divulgação da produção industrial de maio, realizado nesse dia 3 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acendeu a luz amarela no governo. No primeiro mês da implementação de uma nova rodada de desoneração à indústria, esses números estavam sendo aguardados com expectativa. E pelo jeito, as ações de “estímulo” do governo Dilma ao setor não foram suficientes para conter a freada. Em maio, a produção industrial caiu 0,9% em relação a abril, nona queda consecutiva, acumulando retração de 3,4% só este ano.

Em relação a maio de 2011, a queda acumulada foi 4,3%, a pior desde setembro de 2009, quando o país enfrentava os efeitos da crise econômica internacional. A indústria automotiva puxou os resultados negativos, despencando 5,3% nesses 12 meses. O setor de alimentos, que vinha em uma dinâmica de crescimento, caiu 3,4% no mês. Já a produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) caiu 1,8% em maio em relação a abril e 12,2% ao longo do ano. Isso indica uma redução nos investimentos da indústria e mais resultados negativos à frente.

Tal quadro jogou ainda mais sombra no resultado do PIB do país em 2012, com analistas de mercado vislumbrando uma quase estagnação, com expansão de apenas 1% a 2%. Só o governo ainda aposta ainda num crescimento de 3,5%. É o resultado, na indústria, da redução dos investimentos no último período, reflexo da crise que ainda castiga os EUA e se aprofunda cada vez mais na Europa.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Servidores públicos não chegam a 6% da população no Brasil


Servidores públicos não chegam a 6% da população no Brasil (30/03/2009 – 12:35)
img_comunicado19  Estado brasileiro é menor que nos EUA, Espanha, Alemanha, França, Suécia, Argentina, Uruguai e Paraguai
Novo levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que a participação do emprego público é pequena no Brasil. O percentual de servidores entre o total de ocupados não chega a 11% e não chega a 6% se comparado a toda a população.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Greve no IBGE deixa economistas desorientados

Pelo visto nos encaminhamos para uma Greve Geral dos servidores públicos federais no Brasil.


Economistas desorientados


A greve dos servidores do IBGE já ameaça a publicação de alguns dos principais índices econômicos do país a partir da semana que vem. O comando de greve assegura que estão paradas as coletas de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).