sábado, 4 de agosto de 2012

Dicas culturais em Brasília de 04 e 05/08

Dicas culturais em Brasília desde fim de semana 04 e 05 de agosto de 2012.


Primeira edição do festival Saia da Lata tem início neste sábado

A banda Galinha Preta é uma das atrações da noite no festival Saia da Lata
As bandas Galinha Preta, Na Lata, Brasucas, Scalene e Cadibode e o cantor Dilo Daraujo são as atrações da primeira edição do festival Saia da Lata, que ocorre no sábado (4/8), a partir das 16h, na área externa do Museu Nacional Honestino Guimarães. 

O evento pretende ser, mais do que um festival de música, uma manifestação em defesa e promoção da juventude e da diversidade cultural em Brasília. Para isso, haverá, nos intervalos das apresentações, atividades artísticas e esportivas  integradas e ações de conscientização ambiental. Uma pista de skate estará aberta durante todo o evento. A intenção dos organizadores é que as pessoas que moram nos arredores do museu usem bicicletas e transportes alternativos para chegar ao festival. A segunda edição está marcada para 6 de outubro, no mesmo horário e local — as atrações ainda não foram definidas.

Quarta edição do I Love Jazz começa neste fim de semana no Parque da Cidade

Meschiya Lake e sua banda, The Little Big Horns, abrem o I Love Jazz
Em sua quarta edição, o festival I Love Jazz será realizado neste fim de semana no Parque da Cidade (Estacionamento 10), mais uma vez com entrada franca. A proposta é popularizar as vertentes mais tradicionais do gênero. Para isso, foram convidados artistas norte-americanos, novos e veteranos, que dialogam diretamente com o jazz feito nas primeiras décadas do século passado. 

No sábado (4/8), a partir das 17h, apresentam-se o grupo Meschiya Lake and The Little Big Horns e George Gee Swing Orchestra. No domingo (5/8), também às 17h, é a vez do quinteto de Scott Hamilton, seguido pelos Dukes of Dixieland. 




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pesquisa mostra queda expressiva do orçamento do Incra somada à baixa execução dos recursos


pesquisa_forum
O professor doutor do mestrado de Direito Agrário da Universidade Federal de Goiás (UFG) Cláudio Maia apresentou pesquisa que aponta diminuição de recursos para reforma agrária, aliada à baixa execução orçamentária e fraqueza política dos dirigentes da autarquia no decorrer dos últimos anos. 

Os dados foram divulgados no seminário do Fórum Estadual da Reforma Agrária, no dia 31 de julho, atividade que contou com a presença maciça dos servidores do Incra Goiás em greve. A pesquisa trata da execução da política de reforma agrária federal no período de 2002 a 2011.
O estudo mostra que o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Incra não acompanhou o crescimento da Receita Líquida do Governo Federal ao longo de quase uma década.
O pesquisador aponta ainda que houve uma queda expressiva do orçamento do Incra a partir de 2007 e, mesmo com essa redução, a autarquia não tem conseguido executar em torno 40% do recurso. Ele interpreta que esse fato está ligado diretamente à falta de estrutura e à quantidade insuficiente de servidores.
Cláudio Maia mostrou também que não há um parâmetro técnico estabelecido para a divisão do orçamento entre as superintendências regionais do Incra, o que facilita a distribuição embasada em “prestígio político”.
Seguem a seguir, os documentos, dados e tabelas da apresentação. O conjunto dos documentos dá uma visão muito esclarecedora sobre o que foi feito do Incra nos últimos anos.
Questo_Agrria_Hoje4.odp ( arquivo odp - apresentação do OpensDocument)
Incra_e_MDA_oramento.ods (em arquivo ods - planilha do OpenDocument)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Greve do IBGE no Rio impede divulgação da taxa de desemprego


Greve dos servidores, que acontece há cerca de um mês, não permitiu a divulgação da taxa nacional. Pesquisa será divulgada de maneira completa "em data ainda não definida"
Agência Brasil
A greve dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio de Janeiro impediu a divulgação da taxa nacional de desemprego de junho, prevista para esta quinta-feira. Sem os dados do Rio de Janeiro, o instituto informou apenas as taxas das demais regiões metropolitanas incluídas na Pesquisa Mensal de Emprego.

Em Belo Horizonte, a taxa caiu de 5,1% em maio para 4,5% junho. Em Porto Alegre, de 4,5% para 4%. Em Salvador, de 8% para 7,9%. No Recife, subiu de 5,9% para 6,3% e, em São Paulo, de 6,2% para 6,5%.

O IBGE informou que, embora os resultados de desocupação da região (segunda mais importante do estudo depois de São Paulo) tenham sido coletados, não houve profissionais para analisá-los. A pesquisa será divulgada de maneira completa “em data ainda não definida”.

Os servidores do IBGE no Rio entraram em greve há cerca de um mês e não há previsão de término da paralisação, o que pode prejudicar futuras divulgações de pesquisas realizadas pelo órgão.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

GM reabre fábrica, mas a ameaça de demissões em massa continua

GM reabre fábrica, mas a ameaça de demissões em massa continua

Após locaute, multinacional reabre fábrica em São José dos Campos (SP), mas continua ameaçando demitir 1500 operários


DA REDAÇÃO - Jornal Opinião Socialista


Assembleia de metalúrgicos em São José dos Campos (SP)

• Após ter fechado a fábrica de São José dos Campos (SP) nesse dia 24 de julho, a General Motors retomou a produção nesse dia 25. A ameaça de demissão dos 1500 trabalhadores do setor do MVA (Montagem de Veículos Automotores), porém, continua.

Havia dúvidas se a montadora utilizaria o locaute (paralisação patronal) para já encerrar as atividades e demitir os operários ou se era apenas uma manobra para dificultar a mobilização dos trabalhadores, já que um ato contra as demissões estava programado para o dia. A ampla e negativa repercussão do fechamento da unidade pela própria empresa, porém, pode ter pesado na decisão pela reabertura. O locaute é proibido por lei no Brasil.

Mobilização
Nos dias anteriores ao locaute, corria a informação no interior da fábrica de que a multinacional norte-americana realizaria as demissões em massa por telegrama até o próximo final de semana, aumentando ainda mais o clima de apreensão dos funcionários. Na madrugada do dia 24, a empresa dispensou os funcionários antes mesmo do final do turno. Após a saída dos empregados, trancou os portões e reforçou a segurança, que contou com viaturas da Polícia Militar.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

BNDES ajuda na desnacionalização às custas do dinheiro do contribuinte


Modelo multinacional
Monitor Mercantil, 10/07/2012

A concessão de empréstimo de R$ 342 milhões para a Volkswagen mostra que o BNDES deve confirmar, em 2012, a preferência por empréstimos às multinacionais. Estas, pressionadas em suas matrizes pela crise econômica e com o mercado financeiro internacional cada vez mais fechado, recorrem ao banco oficial, com taxas mais baixas que as (estratosféricas) do mercado, recursos sem nenhuma contrapartida, como manter empregos ou aumentar as exportações.

Em 2011, foram liberados financiamentos para a área industrial, de valor igual ou acima de R$ 400 milhões, que somaram R$ 13,6 bilhões. As multinacionais abocanharam R$ 8,28 bilhões, ou 60% do total. Somente a Vivo levou mais de R$ 3 bilhões.

Desnacionalização
O BNDES, sediado no Rio de Janeiro, já foi chamado de Recreio dos Bandeirantes, pela fartura de empréstimos às grandes empresas paulistas, na época do milagre, até a Constituição de 1988, que equiparou a empresa nacional à estrangeira - principal alegação do banco de fomento para justificar os empréstimos elevados ás multis.. Quem poderia dizer, naquela época, que era feliz e não sabia.

sábado, 21 de julho de 2012

90 anos do livro "Da NEP ao Socialismo"

Almir Cezar Filho

Em 2012 completa-se 90 anos de um clássico econômico marxista, em 1922 publicava-se o livro "Da NEP ao Socialismo: uma visão do futuro da Rússia e Europa" (em russo: Ot NEP'a k sotsializmu: Vzgliad v budushchee Rossii i Evropy) do economista soviético Evgene Preobrazhensky, sendo uma das contribuições mais significativas à Economia Política e aos problemas do planejamento e desenvolvimento econômico. É uma análise da economia soviética da Nova Política Econômica (NEP, em russo), escrita sob a forma de futurologia, apontando as perspectivas de desenvolvimento em uma hipotética transição ao socialismo a cinco décadas no futuro. Este livro, escrito em meio a recém adoção da NEP em 1921, analisa os "prováveis" perigos inerentes desse processo histórico.

Preobrazhensky  foi um proeminente economista bolchevique e apoiou no período crítico da luta de León Trotsky ao longo da década de 1920 contra a degeneração burocrática da URSS, co-liderando a Oposição de Esquerda no Partido Comunista da URSS, agrupamento que dará origem  na década seguinte a Quarta Internacional e o movimento trotskista mundial. É considerado o pai do planejamento socialista e um dos primeiros autores marxistas a pensar o tema específico do desenvolvimento econômico e da transição ao socialismo.

O autor tenta nesta obra algo inusitado para um economista ou mesmo um marxista, uma espécie de "utopia retrospetiva", ou uma "anti-história", como o classifica Pierre Naville no "Prólogo" da edição francesa de junho de 1966. Escrita em 1921, momento em que entra em curso a NEP, imaginava que uns cinquenta anos mais tarde, um economista da URSS do futuro explicaria a um fictício auditório, e sob forma de conferências, como "conseguiu" a Europa toda chegar a realidade do socialismo, a partir do ponto histórico da adoção da NEP pela URSS. Esse procedimento, tão inabitual, permitiu um exame do caráter e das tendências, e das possíveis manifestações futuras, das relações econômicas e sociais da URSS e do processo revolucionário na Europa.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dependência e desemprego: as recentes demissões na GM de S. José dos Campos

Dependente
Fatos & Comentários, Jornal Monitor Mercantil, 16/07/2012

A General Motors está optando por importar do México, do Mercosul e até da Coréia carros que poderiam ser fabricados no Brasil, afirma o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, onde começou nesta segunda-feira greve contra demissões. A afirmação do sindicato ilustra o modelo de desenvolvimento brasileiro, especialmente no setor automobilístico. 

Apesar de caminhar para ser o terceiro maior mercado de automóveis do mundo, o Brasil não tem uma única marca nacional, deixando a produção ao sabor das decisões tomadas pelas multinacionais em suas matrizes.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Servidores Públicos Federais vão sacudir Brasília nesta quarta feira!


Paulo Barela, da Secretaria Executiva Nacional da CSP Conlutas

Diversas caravanas já saíram  de seus estados para participar da Marcha a Brasilia neste dia 18 de julho, dia Nacional de Luta do Servidores Públicos, em greve. Serão milhares de trabalhadores na capital federal, já que outros setores da classe trabalhadora se incorporarão à marcha nacional, assim como os estudantes, que também estão em greve nacional.

Todas as entidades filiadas à CSP-Conlutas devem divulgar esse dia de mobilização em suas páginas na internet, redes sociais e materiais impressos. Vamos fortalecer e fazer ecoar esse dia de luta!

Esta semana vai completar um mês da deflagração da greve unificada dos servidores federais e quase dois meses desde o início da greve dos docentes nas universidades federais. O movimento conta também com o apoio da juventude estudantil, que está em greve contra a precarização e as péssimas condições nas universidades, fruto da política desastrada do Reuni. Essa política, imposta pelo ex-ministro, Fernando Haddad, em nada melhorou as condições das universidades brasileiras, mas este, com a maior cara-de-pau, é hoje candidato à prefeito em São Paulo, pelo PT.

sábado, 14 de julho de 2012

Depois da queda dos juros, agora é preciso controle de capitais, se não é crise nas contas externas


Déficits das contas externas e desvalorização do real são sinais de fuga de capital



Almir Cezar
Numa sinalização do que pode representar o agravamento da crise européia, as saídas de dólares no Brasil superaram as entradas em maio segundo o Banco Central (BC). A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit na conta financeira em abril e é o maior resultado para esse mês. Com isso, o saldo cambial do período ficou negativo, que de certa maneira se configura uma possível fuga de capitais, resultando inclusive na recente alta da cotação do dólar. Nesse quadro, o governo vai ter de se preparar para, antes que as reservas virem pó, controlar o movimento de capitais. Assim, o Governo Dilma terá que se enfrentar com outro tabu da ortodoxia macroeconômica brasileira, o controle de capitais, sob o risco de fazê-lo obrigado após um colapso cambial.

Os números mostram tendência de redução dessas remessas. A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit de US$ 5,403 bilhões, em abril, informou o Banco Central. É o maior resultado para o mês já registrado pelo BC. O valor ficou um pouco acima do esperado pelo Banco Central, que era US$ 5,2 bilhões. O déficit também foi maior do que o registrado em abril de 2011 (US$ 3,598 bilhões).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Em ato no Ministério dos Esportes servidores criticam prioridade do Governo à Copa



Servidores públicos federais de Brasília em greve fizeram nesta quinta-feira (12/07) uma manifestação na porta do Ministério dos Esportes na Esplanada dos Ministérios. 

O protesto expôs a contradição do governo federal, que vai investir no mínimo R$28 bilhões na Copa do Mundo e ao mesmo tempo diz que não tem dinheiro para serviços essenciais, como saúde, educação e reforma agrária, muito menos para atender as reivindicações salariais dos servidores. E boa parte dos gastos da Copa do Mundo são obscuros, com suspeitas de superfaturamento. 

Os manifestantes fizeram uma série de questionamentos: "Um evento que vai durar duas semanas é mais importante que hospitais e escolas?" "O que os brasileiros ganham, já que os ingressos são caros e todo mundo vai ver o jogo de casa?" Enquanto essas perguntas não são respondidas, os servidores esperam o governo negociar as reivindicações da greve, que em alguns lugares já dura quase dois meses. 

Participaram do protesto professores das universidades federais, servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Incra, Arquivo Nacional, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), institutos federais, entre outros. Estiveram presentes ainda representantes regionais da CSP-Conlutas, da coordenação da articulação dos comitês popular da Copa, dos comandos de greve do Ministério da Justiça e da Funai.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Qualidade do emprego no Brasil ainda é ruim, apesar do desemprego em baixa




Alta rotatividade e a terceirização elevada contribuem para o fenômeno, diz economista


Jornal do Brasil  | Carolina Mazzi
Os índices de desemprego recorde do Brasil escondem uma realidade muito mais dura: a baixa qualidade do emprego. Leis trabalhistas frágeis e a alta rotatividade acabam deixando o trabalhador desprotegido, afirma o economista José Dari Krein, do Centro de Estudos Sociais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Ceset/Unicamp). "A terceirização elevada também contribui para o fenômeno", acrescenta. 
As leis trabalhistas brasileiras são flexíveis demais, aponta o especialista. “No Brasil, pode-se demitir sem nenhuma justificativa, o que é impensável em países europeus, por exemplo”.
O problema contribui para os altos níveis de rotatividade no país. Os últimos resultados disponíveis pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que o nível chega a 53,8%. Isto significa que a cada 100 contratados, mais de 50 saem do emprego em menos de um ano.
"Os números representam um sério problema que afeta o funcionamento do mercado de trabalho. E para os trabalhadores, representa insegurança”, diz o relatório. Krein acredita que é preciso uma mudança na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) para que as relações trabalhistas se tornem mais "fortes".

terça-feira, 10 de julho de 2012

Governo opta pelos banqueiros, empresários e latifundiários em detrimento servidor






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Enquanto que para os servidores públicos a política é de total arrocho salarial, para os empresários, banqueiros e latifundiários, a política do Governo Dilma e a de isenção fiscal e desoneração da folha de pagamento. Além disso, a submissão do governo ao mercado financeiro compromete quase metade do Orçamento da União para o pagamento de juros e serviços da dívida pública, em detrimento da valorização do serviço público necessário todo o povo brasileiro.

Dados do próprio governo demonstram a queda expressiva nos gastos com pessoal em relação ao aumento crescente dos valores destinados ao pagamento da dívida pública. Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional (SIAFI), em 1995 o governo destinava R$ 112 bilhões para o pagamento da dívida. Em 2011, esse valou subiu para R$ 708 bilhões (QUADRO). Este ano, até 30 de junho, já foram gastos R$ 383 bilhões do Orçamento da União com o pagamento da dívida. 

A Fabricação do Consenso - Parte 1

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As reivindicações dos servidores são plenamente exequíveis. Não ao Terrorismo contra os Servidores


 As reivindicações dos servidores são plenamente exequíveis

Não ao Terrorismo contra os Servidores


Maria Lucia Fattorelli

3/7/2012

Milhões de servidores públicos pertencentes a dezenas de diferentes categorias profissionais se encontram em movimento grevista há semanas. O salário já está congelado há alguns anos: sequer a reposição inflacionária tem sido paga. E o governo federal não admite a necessidade de rever essa injustiça, fazendo um verdadeiro terrorismo contra os servidores perante a opinião pública.


A manchete de capa do Jornal Valor Econômico de hoje repercute dados divulgados pelo governo, segundo os quais todas as reivindicações dos servidores custariam R$ 92,2 bilhões por ano, o que corresponderia a um aumento de 50% em relação à previsão de R$ 187,6 bilhões em gastos com pessoal para este ano, chegando-se a R$ 279,8 bilhões.



Considerando que a Receita Corrente Líquida do governo federal estimada para 2012 é de R$ 689,3 bilhões (Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Tesouro Nacional, de maio de 2012 – página 38), caso atendidas as reivindicações dos servidores, o valor divulgado pelo governo – de R$ 279,8 bilhões – corresponderia a 40,6% da RCL, percentual bem menor que o observado em 1995, no  início do período FHC, de 56,2%.

domingo, 8 de julho de 2012

Servidores do MDA e Incra estão greve nacional e lançam documento de denúncia durante o Rio+20


Almir Cezar*

O MDA  (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) estão em greve nacional desde segunda-feira dia 18/06, em adesão a greve geral dos servidores públicos federais (SPFs) convocada pela Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Federais) e 30 outros sindicatos nacionais e centrais sindicais que compõe o Fórum Nacional de Entidades dos SPFs. A greve já em seu início contou com adesão de mais da metade dos estados, e o restante deliberou em seguida entrar em greve ainda naquela semana ou a partir do início da seguinte. 


E ainda, as associações nacionais dos três segmentos dos servidores federais da área agrária lançaram carta pública durante o Rio+20 em que denunciam que o sucateamento dos órgãos agrários ameaça a soberania ambiental, territorial e alimentar brasileira e que é preciso uma forte alteração na estrutura fundiária brasileira e nas políticas que interferem para combater os prejuízos ambientais resultantes do agronegócio e que possa desenvolver as condições para a hegemonia da agricultura ecológica no campo brasileiro.

As três entidades associativas dos servidores federais agrários constroem a greve
Os servidores federais da área agrária são da base sindical da Condsef, e nos estados são ligados aos sindicatos estaduais de servidores públicos federais (os Sindsef´s e similares), porém, no dia-dia, há 3 entidades associativas nacionais representando as três carreiras da área agrária federal: uma coordenando os servidores do MDA, a Assemda - Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário; uma coordenando os analistas e técnicos do Incra, a Cnasi - Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra, que agrupa 3 dezenas de associações regionais; e uma coordenando os engenheiros agrônomos do Incra, a Assinagro - Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra. As três desde o início do ano vêm realizando uma processo de condução unitária da campanha salarial, pela primeira vez na História, inclusive no âmbito do próprio Incra. Assim as três vêm realizando atos, atividades, paralisações e mobilizações conjuntas, até apresentando documentos comuns ao Governo, incluindo um plano de carreira e tabela salarial única para as três carreiras.

sábado, 7 de julho de 2012

100.000 visualizações

Queridos amigas e amigos leitores do blog. Atingimos mais de 100.000 visualizações.
Agradecemos aos leitores regulares e esperamos seguir debatendo as questões dos limites e mudanças da sociedade capitalista contemporânea.

Abraços a todos

Depois da queda dos juros, agora é preciso controle de capitais, se não é crise nas contas externas

Déficits e desvalorização do real no mês de maio são sinais de fuga de capital

Almir Cezar

Numa sinalização do que pode representar o agravamento da crise européia, as saídas de dólares no Brasil superaram as entradas em maio segundo o Banco Central (BC). A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit na conta financeira em abril e é o maior resultado para esse mês. Com isso, o saldo cambial do período ficou negativo, que de certa maneira se configura uma possível fuga de capitais, resultando na recente alta da cotação do dólar. Nesse quadro, o governo vai ter de se preparar para, antes que as reservas virem pó, controlar o movimento de capitais. Assim, o Governo Dilma terá que enfrentar com outro tabu da ortodoxia macroeconômica brasileira, o controle de capitais, sob o risco de fazê-lo obrigado após um colapso cambial.

Os números mostram tendência de redução dessas remessas. A conta de transações correntes, que registra as compras e vendas de mercadorias e serviços, registrou déficit de US$ 5,403 bilhões, em abril, informou hoje o Banco Central. É o maior resultado para o mês já registrado pelo BC. O valor ficou um pouco acima do esperado pelo Banco Central, que era US$ 5,2 bilhões. O déficit também foi maior do que o registrado em abril de 2011 (US$ 3,598 bilhões).

sexta-feira, 6 de julho de 2012

18 anos do Plano Real


Fatos e Comentários | Monitor  Mercantil, 05/07/2012

Sacrifício
Para o coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, o Plano Real, que acaba de completar 18 anos, sempre tendeu à valorização cambial e à privilegiar o setor de serviços. "Isto pressiona o custo da produção e a produtividade patina. A estratégia, com a vulnerabilidade do balanço de pagamentos, era não abalar a confiança externa para evitar uma crise cambial que desestruturaria o orçamento público (dívida) e os preços (inflação). Por conta disso, o crescimento foi sacrificado", analisa.

Quase
No entanto, Messenberg destaca que o quadro de "passivo externo líquido em trajetória de bola de neve", que mantinha a economia presa à dinâmica externa e secava as fontes de financiamento, não existe mais. "A desvalorização cambial do início do Governo Lula favoreceu as exportações e, consequentemente, o balanço de pagamentos. Isso nos deu maior credibilidade quanto ao pagamento do passivo externo líquido. Também a elevação do preços das commodities tornou o balanço de pagamentos até superavitário por um tempo. Mas houve atração de capitais e o câmbio voltou a valorizar", lembrou.

Sem horizonte
Agora, os ciclos de valorização das commodities, que vinham ajudando a puxar o investimento, e o consumo turbinado pelo crédito e transferência de renda está esgotado. "O aumento da inadimplência fez o consumo baseado no crédito desacelerar. Foi um esgotamento natural, que influencia negativamente o investimento. Por isso, o investimento público passou a ser a tábua de salvação", argumenta, lamentando que o governo esteja indo na direção contrária. "O superávit primário continua sendo a fadinha da confiança externa. Por isso estamos privilegiando o curto prazo com políticas localizadas que não levam a um crescimento planejado. A política econômica se transformou num emaranhado de medidas desconexas e pontuais. A estratégia ficou de lado", resumiu.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Produção industrial tem nova queda e rebaixa ainda mais expectativa do PIB

Produção industrial tem nova queda e rebaixa ainda mais expectativa do PIB 

Governo Dilma já deu R$ 102 bilhões à indústria em incentivos, enquanto setor demite


DIEGO CRUZ
da redação
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Setor automotivo puxou queda

• A divulgação da produção industrial de maio, realizado nesse dia 3 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acendeu a luz amarela no governo. No primeiro mês da implementação de uma nova rodada de desoneração à indústria, esses números estavam sendo aguardados com expectativa. E pelo jeito, as ações de “estímulo” do governo Dilma ao setor não foram suficientes para conter a freada. Em maio, a produção industrial caiu 0,9% em relação a abril, nona queda consecutiva, acumulando retração de 3,4% só este ano.

Em relação a maio de 2011, a queda acumulada foi 4,3%, a pior desde setembro de 2009, quando o país enfrentava os efeitos da crise econômica internacional. A indústria automotiva puxou os resultados negativos, despencando 5,3% nesses 12 meses. O setor de alimentos, que vinha em uma dinâmica de crescimento, caiu 3,4% no mês. Já a produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) caiu 1,8% em maio em relação a abril e 12,2% ao longo do ano. Isso indica uma redução nos investimentos da indústria e mais resultados negativos à frente.

Tal quadro jogou ainda mais sombra no resultado do PIB do país em 2012, com analistas de mercado vislumbrando uma quase estagnação, com expansão de apenas 1% a 2%. Só o governo ainda aposta ainda num crescimento de 3,5%. É o resultado, na indústria, da redução dos investimentos no último período, reflexo da crise que ainda castiga os EUA e se aprofunda cada vez mais na Europa.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Servidores públicos não chegam a 6% da população no Brasil


Servidores públicos não chegam a 6% da população no Brasil (30/03/2009 – 12:35)
img_comunicado19  Estado brasileiro é menor que nos EUA, Espanha, Alemanha, França, Suécia, Argentina, Uruguai e Paraguai
Novo levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que a participação do emprego público é pequena no Brasil. O percentual de servidores entre o total de ocupados não chega a 11% e não chega a 6% se comparado a toda a população.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Greve no IBGE deixa economistas desorientados

Pelo visto nos encaminhamos para uma Greve Geral dos servidores públicos federais no Brasil.


Economistas desorientados


A greve dos servidores do IBGE já ameaça a publicação de alguns dos principais índices econômicos do país a partir da semana que vem. O comando de greve assegura que estão paradas as coletas de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Economia Verde esconde propostas de privatização.Capital natural, o último filão do neoliberalismo


Capital natural, o último filão do neoliberalismo
Monitor Mercantil | 20/06/2012 

A economista Sandra Quintela, do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), não está otimista com os prováveis resultados da Rio+20. Para ela, o processo decisório da ONU está cada vez mais parecido com o da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Na OMC, os líderes dos países dominantes se reúnem em salas separadas", aponta. 

Com relação às metas para o desenvolvimento sustentável, deixaram de ter o rótulo de "Metas do Milênio", o que a economista traduz como esvaziamento. Além disso, ela destaca que o caminho escolhido para realização de tais objetivos de desenvolvimento humano e ambiental é o mercado. "Para as comunidades que não têm acesso à água, a saída não é mais criar políticas públicas, mas procurar na oferta privada a solução. É neste sentido que está caminhando a pauta mundial", observa. Sandra avalia que o capitalismo agora, diferentemente do cenário da Rio92, busca se expandir com a mercantilização da natureza:

- Em 1992, o Muro de Berlim acabara de cair e havia a perspectiva da entrada de um enorme mercado consumidor. Era o início do neoliberalismo, do Consenso de Washington. Agora não há mais um mercado em expansão e o filão é mesmo a natureza, o chamado "capital natural", no qual os bens naturais e a biodiversidade viram mercadorias", critica.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Economia Verde e Combate a pobreza: Capitalismo é a negação da sustentabilidade


Sustentabilidade: Combate à pobreza, saneamento, melhoria da qualidade de vida e
Monitor Mercantil, 20/06/2012 

Se sustentabilidade é a palavra do momento, que une todas as tribos, a interpretação do seu significado coloca em pólos opostos ambientalistas que defendem melhor qualidade de vida a ONGs que defendem a manutenção do status quo, congelando o desenvolvimento sem permitir o acesso de bilhões de pessoas aos ganhos do progresso; de empresas que vêem no apelo verde mais uma ferramenta de marketing a setores financeiros que querem transformar a Economia Verde no mais novo ambiente do cassino global, substituindo as bolhas das empresas pontocom e do subprime.

Para o Brasil, e boa parte dos países em desenvolvimento, é fundamental enfatizar como alternativa mundial a melhoria da qualidade de vida das populações, erradicando a pobreza. Esta visão dominou o documento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) que será levado á aprovação dos chefes de Estado e de Governo, para desagrado de muitas organizações não governamentais (ONGs).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Liberação medicinal da maconha não induz uso de jovens, segundo estudo


Liberação medicinal da maconha não induz uso de jovens, segundo estudo

publicado 19/06/2012 às 15:53 - Atualizado em 19/06/2012 às 15:57
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Liberação medicinal da maconha não induz uso de jovens, segundo estudo thumbnailApesar de o uso ter crescido desde 2005, não há evidências entre a legalização da marijuana para fins medicinais e o aumento do vício entre alunos do ensino médio.
Da Redação redacao@novohamburgo.org(Siga no Twitter)
Economistas de três universidades americanas analisaram dados sobre o consumo de maconha por adolescentes entre 1993 e 2009 e descobriram que, apesar de o uso ter crescido desde 2005, não há evidências entre a legalização da marijuana para fins medicinais no país e o aumento do vício entre alunos do ensino médio.
Os pesquisadores das universidades do Colorado, em Denver, do Oregon e de Montana examinaram dados nacionais de estudantes que participaram da Pesquisa de Comportamento de Risco Juvenil, que integra informações de 13 estados, Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Maine, Nevada, Oregon e Washington, no período em que cada um legalizou a maconha para uso terapêutico.
Outros 17 estados e o distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA, Washington, já têm leis desse tipo. Em outros sete estados, a legislação sobre o tema ainda está pendente. Segundo o professor assistente de economia Benjamin Hansen, da Universidade do Oregon, o resultado do estudo é importante, pois recentemente o governo federal intensificou os esforços para fechar os locais onde existe maconha medicinal.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Planalto refaz cálculos e empurra demanda do funcionalismo para 2014. Dinheiro para banqueiros: Brasil doa 10 bilhões para o FMI

Planalto refaz cálculos e empurra demanda do funcionalismo para 2014. Porém há dinheiro para banqueiros: Brasil doa 10 bilhões para o FMI.

Planalto refaz cálculos e empurra demandas do funcionalismo para 2014


Planalto refaz cálculos e empurra demandas para 2014. Distorções entre as carreiras impedem concessão de aumento linear a servidores, que prometem greve geral a partir de hoje

O baixo crescimento da economia em 2011 e neste ano e o agravamento da crise internacional, que compromete o desempenho de 2013, derrubaram as previsões do governo petista e colocaram a presidente Dilma Rousseff numa sinuca de bico para enfrentar as pressões dos servidores públicos federais, que reclamam da falta de reajuste há dois anos. Eles prometem greve geral a partir de hoje.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Servidores do MDA e Incra iniciam greve nacional

O MDA  (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) iniciaram greve nacional partir de ontem, segunda-feira (dia 18/06), em adesão a greve geral dos servidores públicos federais (SPFs) convocada pela Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Federais) e 30 outros sindicatos nacionais e centrais sindicais que compõe o Fórum Nacional de Entidades dos SPFs. 

Os servidores federais da área agrária são da base sindical da Condsef, e nos estados são ligados aos sindicatos estaduais de servidores públicos federais (os Sindsef´s e similares), porém, no dia-dia, há 3 entidades associativas nacionais representando as três carreiras da área agrária federal: uma coordenando os servidores do MDA, a Assemda - Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário; uma coordenando os analistas e técnicos do Incra, a Cnasi - Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra, que agrupa 3 dezenas de associações regionais; e uma coordenando os engenheiros agrônomos do Incra, a Assinagro - Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra.

As três desde o início do ano vêm realizando uma processo de condução unitária da campanha salarial, pela primeira vez na História, inclusive no âmbito do próprio Incra. Assim as três vêm realizando atos, atividades, paralisações e mobilizações conjuntas, até apresentando documentos comuns ao Governo, incluindo um plano de carreira e tabela salarial única para as três carreiras. A unidade parte de uma caracterização comum da progressiva inviabilização dos dois órgãos agrários e do abandono sistemático do governo Lula/Dilma da reforma agrária e das políticas fundiárias e de desenvolvimento rural e agrícola não ligadas ao agronegócio. A identificação dos três segmentos e de suas direções é que separados, inclusive também do restante dos SPFs, não se conseguirá nada.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Stiglitz: "resgate não vai funcionar"


(Foto: Nuno Ferreira Santos)
Do Público
O empréstimo da Europa à Espanha para curar alguns dos bancos pode não funcionar porque o Governo e a banca estarão de facto a sustentar-se mutuamente, defende o economista Joseph Stiglitz
“O sistema... é o Governo a socorrer os bancos, e os bancos a socorrerem o Governo”, disse numa entrevista citada pela agência Reuters. “É economia vudu”, caricaturizou, numa entrevista na sexta-feira, ainda antes de ser conhecida a decisão europeia de emprestar até 100 mil milhões de euros à banca espanhola, anunciada no sábado.

Este professor de Economia da Universidade de Columbia, nos EUA, considera que, como os bancos são os principais compradores de dívida soberana, o Governo poderia ver-se obrigado a pedir ajuda aos bancos aos quais agora chegarão fundos europeus. “Se o Governo espanhol resgata os bancos e a banca resgata o Governo, o sistema converte-se numa economia vudu. Não vai funcionar e não está a funcionar”, disse. 

sábado, 16 de junho de 2012

Pacote anticrise pagaria 8 anos de transição para economia limpa, diz economista


CLAUDIA ANTUNES | www.Folha.com.br | 13/06/2012


DO RIO - Os US$ 16 trilhões que foram gastos nos pacotes de estímulo para conter a crise financeira iniciada em 2007 nos países ricos seriam suficientes para financiar mais de oito anos da transição tecnológica necessária para se alcançar o desenvolvimento sustentável.

O cálculo foi feito durante a pré-conferência Rio+20, que começou nesta quarta no Riocentro (zona oeste do Rio), pelo economista Manuel Montes, assessor de finanças e desenvolvimento do Centro Sul, organização não-governamental baseada na Suíça.

Em 2011, Montes foi o principal responsável pelo relatório "A Grande Transformação Tecnológica Verde", encomendado e divulgado pelo Ecosoc, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Alimentos acentuam taxa do Índice do Custo de Vida de maio

CSP Conlutas - 11/06/2012

O Índice do Custo de Vida – ICV, calculado pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em maio, apresentou taxa de 0,43%, inferior à de abril (0,68%) em -0,25 pontos percentuais (pp.).

Os grupos da Alimentação (1,05%), Habitação (0,65%) e Saúde (0,80%) foram os grandes responsáveis pela inflação de maio, os quais contribuíram com 0,57 pp. no cálculo do ICV deste mês. O grupo das Despesas Pessoais (-3,23%), com queda em sua taxa abaixou o resultado da inflação em -0,13 pp..
    
A alta na Alimentação ocorreu em todos os seus subgrupos: in natura e semielaborados (1,04%), produtos da indústria alimentícia (1,24%) e alimentação fora do domicílio (0,76%).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Agricultura divulga documento à Rio+20. Limita-se a biocombustíveis e produtividade. Nada sobre reforma agrária. Um documento do agronegócio para o agronegócio.

por Almir Cezar

Às vésperas da Rio+20 Ministério da Agricultura divulga documento oficial de contribuição ao desenvolvimento sustentável.Contudo, o centro do documento limita-se a defesa da liberalização dos mercados, em especial as exportações de biocombustíveis e o fim dos subsídios, e o aumento da produtividade agrícola. Fala sobre bom ambiente de negócio e ampliação de investimentos públicos. Pouco se fala das práticas produtivas e nada se fala da mudança da estrutura fundiária. Em suma é um documento do agronegócio para o agronegócio.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, anunciou na quarta-feira (06 de junho) o documento oficial do Ministério da Agricultura (Mapa) para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O texto apresenta a avaliação da agropecuária 20 anos após a Rio-92 e a contribuição para fomentar o aumento da produção de alimentos, conservar o meio ambiente, garantir a segurança alimentar e nutricional, além de erradicar a pobreza nos próximos 20 anos.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Às vésperas da Rio+20 ONU divulga que planos ambientais não conseguem sair do papel

Planos de ambientalistas não conseguem sair do papel
Monitor Mercantil, 06/06/2012

Apenas quatro de 90 acordos ambientais internacionais assinados depois da Conferência Mundial do Meio Ambiente das Nações Unidas (Rio-92) tiveram avanços significativos, reclamam os ambientalistas no 5º Panorama Ambiental Global (Geo-5), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Em 24 das metas acordadas internacionalmente nos últimos 20 anos, nenhum avanço foi registrado, com destaque para as relacionadas a mudanças climáticas, estoques pesqueiros e processos de desertificação e secas. Muitas das metas são inexequíveis ou representariam o congelamento do desenvolvimento em partes mais pobres do mundo, numa espécie de apartheid ambiental.

As áreas em que as metas foram cumpridas são eliminação da produção e uso de substâncias que destroem a camada de ozônio; eliminação do uso do chumbo em combustíveis; acesso crescente a fontes melhoradas de água; e aumento de pesquisas para reduzir a poluição do meio ambiente marinho.

De acordo com o relatório do Pnuma, 90% da amostra de água e peixes do mundo estão contaminados por agrotóxicos. O estudo mostra também que o crescimento do lixo eletrônico é o preocupante. A produção de lixo eletrônico varia entre 20 milhões e 50 milhões de toneladas por ano em todo o mundo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Fluxo cambial ficou negativo pela primeira vez. Fuga de capitais chega a mais de US$ 6 bi

Segundo informou o Banco Central (BC), maio foi o primeiro mês este ano que o saldo fluxo cambial (saldo da entrada e saída de dólares do país) ficou negativo em US$ 2,7 bilhões. Apesar da melhora das exportações que ajudou a reduzir déficit, maio registrou um forte fuga de capitais pelo segmento financeiro (investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações)  de US$ 6,3 bi. Se o Brasil não impor urgentemente o controle de capitais sofrerá as consequências.

O saldo da entrada e saída de dólares do país, conhecido como fluxo cambial, ficou negativo em US$ 2,691 bilhões, em maio, segundo informou o BC. Foi o primeiro mês este ano que o saldo ficou negativo. Em abril, o resultado ficara positivo em US$ 6,588 bilhões. No primeiro dia de junho, o saldo também ficou positivo, em US$ 324 milhões.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A quem interessa a desvalorização do Real?

A quem interessa a desvalorização do Real? 



MARCOS MARGARIDO
da redação
Opinião Socialista
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• Nas últimas semanas assistimos a uma redução acelerada do valor do Real em relação ao Dólar, muito semelhante a uma descida de tobogã: rápida e bem inclinada. Em 28 de fevereiro, era necessário R$ 1,7 para a compra de 1 dólar e em 22 de maio já eram necessários R$ 2,1. Isto é, uma desvalorização de 23,5% em 3 meses. Isto significa que o Brasil ficou, neste período, muito mais pobre em sua relação comercial com os demais países.

No entanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou no dia 15 de maio que a alta do dólar não preocupa, mas sim, ajuda a economia brasileira ao aumentar a competitividade para os produtos nacionais: “Significa que a indústria do país pode competir melhor com os produtos importados, que ficam mais caros, e também exportar mais barato para o exterior”. 

Para nós, trabalhadores que recebemos nossos salários em Real e fazemos nossas compras no supermercado da esquina, fica difícil entender como a perda de 23,5% do valor Real, e, portanto, de nosso poder de compra – embora não na mesma proporção – podem ser bons para a economia brasileira. Isto nos leva a perguntar: afinal, a quem interessa a desvalorização do Real?

À primeira vista, a resposta do ministro parece satisfazer a todos os brasileiros: os produtos brasileiros podem competir melhor no mercado interno, pois os importados ficam mais caros, e as exportações brasileiras aumentam, pois nossos produtos estão 23,5% mais baratos no mercado internacional. Isto é, o Brasil vai bem, obrigado.

Porém, em nenhuma destas duas “melhorias” – do mercado interno e do mercado externo – os trabalhadores são beneficiados. Vejamos por que.

terça-feira, 5 de junho de 2012

PIB do primeiro trimestre confirma estagnação da economia

PIB do primeiro trimestre confirma estagnação da economia 

Crescimento nos três primeiros meses do ano aponta para PIB menor que o de 2011

Opinião Socialistas

DA REDAÇÃO


Indústria automobilística foi agraciada com novo pacote bilionário

• Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) nesse 1º de junho reafirmam a forte desaceleração da economia brasileira. Segundo o órgão, o PIB dos três primeiros meses do ano cresceu apenas 0,2% frente ao trimestre anterior. Em relação a 2011, o incremento foi de apenas 0,8%.

Esse resultado, o pior desde 2009, reafirma tendência de estagnação frente à desaceleração iniciada na metade de 2011. O forte crescimento econômico que alguns compararam ao “milagre econômico” (1967-1973) ficou para trás. O piso no freio da atividade econômica torna ainda mais distante a meta do governo de fechar 2012 com crescimento de pelo menos 3%. Os prognósticos mais otimistas do mercado dão conta de um PIB próximo ao que foi o do ano passado, de 2,7%.

Um dos sinais mais preocupantes entre os dados divulgados pelo IBGE é a redução da taxa de investimentos (a chamada ‘formação bruta de capital fixo’, ou seja, produção de máquinas, equipamentos, etc) que retrocedeu 2,1% em relação a 2011 e atingiu níveis similares a 2011.

Nesse último trimestre a indústria, que vinha tendo resultados negativos, contou com uma relativa recuperação, impulsionada pela série de subsídios e isenções oferecidas pelo governo, crescendo 1,7%. Em comparação com o mesmo período de 2011, porém, a indústria se mantém estagnada, crescendo apenas 0,1%.

O setor agropecuário, um dos mais dinâmicos dos últimos anos, por sua vez, despencou 7,3% nesse trimestre e 8,5% em relação ao primeiro trimestre de 2011, no que está sendo justificado como um ‘problema climático’ pelos produtores e autoridades.

Crise está se tornando realidade no Brasil
O resultado do PIB nesses três primeiros meses só não foi pior que o dos países europeus em crise. Revela a perda de fôlego da expansão relativamente alta dos últimos anos e desmistifica a tese do crescimento sustentado e da blindagem do país em relação à crise internacional. O recuo nos investimentos, a crise na indústria e o aumento da inadimplência (que mostra o limite do consumo através do crédito) explicitam a debilidade do crescimento do último período.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A economia brasileira patina no primeiro trimestre

PIB cresce 0,2% no primeiro trimestre do ano, diz IBGE. A estratégia do Governo de incentivar o consumo interno, porém mantendo o aperto fiscal é uma bomba relógio. Por sua vez, o aumento da competitividade de indústria não puxa a economia. A indústria estagnada (0,1%) e a agropecuária em queda livre, de 8,5%, foram as notas negativas. O esgotamento do avanço via consumo das famílias, paralelamente ao declínio do investimento, que já se repete há três semestres.

PIB cresce 0,2% no primeiro trimestre do ano, diz IBGE

www.srzd.com | 01/06/2012

A economia brasileira apresentou alta de 0,2% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o quarto trimestre de 2011. De acordo com informações, divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soma das riquezas produzidas pela economia foi de R$ 1,03 trilhão, entre os meses de janeiro e março.

sábado, 2 de junho de 2012

A luta pelo serviço público da área agrária interessa a todos os brasileiros


A luta pelo serviço público da área agrária interessa a todos os brasileiros

Servidores do Incra e MDA paralisam novamente dia 28 de maio e exigem melhoria salarial e ampliação imediata do número de servidores



Opinião Socialista |  25/5/2012 
ALMIR CEZAR, DE BRASÍLIA (DF)

• O dia 28 de maio será marcado pela quarta paralisação conjunta convocada pela Cnasi (Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra), Assinagro (Associação Nacional dos Agronômos do Incra) e Assemda (Associação Nacional dos Servidores do MDA). Em todos os escritórios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) os servidores dos dois órgãos vêm realizando protestos e chamando a população a apoiar sua luta em defesa de melhorias no serviço público da área agrária.

Melhorar o serviço público da área de políticas agrárias melhora também a vida de todos os brasileiros. Embora 70% dos alimentos venham de pequenos produtores, 80% das terras estão nas mãos dos latifundiários e do agronegócio. E, embora a metade dos pobres viva no campo, este abriga apenas 20% da população. Cerca de 80% dos homicídios no campo envolvem conflitos de terra e 70% dos libertos de trabalho escravo são de lavradores pobres. Se os servidores do Incra e MDA não fazem mais e melhor, é porque faltam recursos e servidores.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

UFF realiza seminário internacional sobre desigualdade e desenvolvimento


A Universidade Federal Fluminense realizará o I Seminário Internacional do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento (CEDE-UFF)

O seminário interdisciplinar tem por objetivo divulgar resultados de pesquisas conduzidas por pesquisadores e estudantes do CEDE, sobre temas relacionados à desigualdade e ao desenvolvimento, e propiciar o debate com a comunidade acadêmica mais abrangente. O Centro de Estudos reúne linhas de pesquisa de professores de vários departamentos da UFF – presentemente, dos departamentos de Ciência Política, Economia, Educação, Direito, Matemática e Estatística -- e de pesquisadores associados de outras universidades. O evento, que contará com a participação especial dos professores Carlo Panico (UNINA/Itália) e Martín Puchet (UNAM/México), ocorrerá entre os dias 11 e 13 de junho de 2012, na Faculdade de Economia/UFF (nos dias 11 e 13) e no ICHF/UFF (no dia 12).


Confira a programação abaixo:

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Livro reflete sobre o capitalismo e saúda movimento 'Occupy'


Reflexão sobre o capitalismo em forma de texto saúda movimento
Leonardo Vieira | O Fluminense |  29/05/2012

Em 'Occupy', seis brasileiros estão entre os 11 pensadores de importante obra que reune textos curtos e discursos de teóricos de esquerda. Livro incentiva 'chama' do protesto

A História realmente terminou após a queda do Muro de Berlim, como sacramentou o teórico liberal americano Francis Fukuyama? Ou ainda vivemos períodos de transformações sociais e revoltas que derrubam governos e colocam novas ideias na ordem do dia?

Para os autores do livro 'Occupy', lançado este ano pela editora Boitempo, os acontecimentos políticos de 2011 provam que o capitalismo vitorioso da Guerra Fria não garantiu um sistema estável e igualitário a todos. Daí que teriam surgido os protestos que dominaram as principais ruas do mundo.

Reunindo textos curtos e discursos de 11 teóricos de esquerda, Occupy busca refletir sobre o que teria gerado as instabilidades que começaram com a Primavera Árabe, e logo se espalharam pela Europa, Rússia e Estados Unidos. Entre os nomes do índice, figuram acadêmicos de peso como Immanuel Wallerstein, Slavoj Žižek, Emir Sader e Edson Telles.