matérias da Alexia.TV
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ANIVERSARIO DO SUICÍDIO DE VARGAS. HOMENAGEM DE ALEXANIA TV DIGITAL AO GRANDE ESTADISTA DO SECULO XX, por PAULO TIMM - "O ÚLTIMO GETULISTA"...
24/08/2009 - 18:55
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS : "O PENSAMENTO DE VARGAS E SEU DESOBRAMENTO NA SOCIEDADE BRASILEIRA"
24/08/2009 - 18:46
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS : ' O PROBLEMA REGIONAL NO BRASIL, MEXICO E ARGENTINA...", por Claudia Wasserman
24/08/2009 - 18:43
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS: ' VARGAS INVERTEU O JOGO DO PODER QUANDO SE MATOU ' - Entrevista com Angela Maria Castro Gomes
24/08/2009 - 18:39
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS: AS PALAVRAS DE VARGAS - Videos
24/08/2009 - 18:37
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS: ' VARGAS É PRESENÇA CONSTANTE NO CORDEL, por Érica Alves da Silva
24/08/2009 - 18:14
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS: ' ESTRATÉGIAS DE DES. NO 2º GOVERNO VARGAS
24/08/2009 - 18:10
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS: A ATUALIDADE DE VARGAS NA LUTA CONTRA O IMPERIALISMO, por Beto Almeida
24/08/2009 - 18:07
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS: OS DISCURSOS DE VARGAS E AS POLÍTICAS SOCIAIS, por Emiliana Vargas
24/08/2009 - 18:04
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS: MÚSICA E POLÍTICA, POR André Luiz Barros
24/08/2009 - 15:52
AVALIAÇÃO DA MÍDIA NACIONAL - 24 DE AGOSTO 09
24/08/2009 - 09:08
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS - O SEGUNDO GOVERNO VARGAS E SUAS CONTRADIÇÕES, por Augusto C. Buonicore
24/08/2009 - 09:06
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS - O LEGADO DA CARTA TESTAMENTO, por Aurélio Fernandes
24/08/2009 - 09:04
HOJE, ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS - UM PROJETO CHAMADO BRASIL, por Flavio Aguiar
24/08/2009 - 09:00
HOJE: ANIVERSÁRIO DO SUICÍDIO DE VARGAS - OUÇAMOS GETÚLIO, de Mauro Santayanna
22/08/2009 - 10:33
BRASÍLIA SABÁTICA : FIQUE POR DENTRO, por Paulo Timm
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
Não a repressão! Fora Minustah do Haiti!
Advogado de diretos humanos sofre atentado no Haiti!
Advogado de estudantes presos por missão das Nações Unidas sofre atentado. Repressão é comandada por forças de pacificação da ONU, lideradas pelo Brasil. Estudantes presos protestavam pela lei de reajuste no salário mínimo.
24/09/2009
Por Tatiana Lotierzo - Campanha Latino Americana pelo Direito à Educação (Clade)
Patrice Florvilus, advogado e ativista de direitos humanos, foi vítima de um atentado no dia 14 de agosto. Ele vinha recebendo ameaças de pessoas não-identificadas desde o dia 10, quando se comprometeu a defender legalmente, junto aos tribunais haitianos, cinco estudantes presos injustamente pela polícia e pela Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) na segunda semana do mês. Em comunicado público, ele explica a grave situação de seu país, que culminou na prisão dos jovens.
Os estudantes presos protestavam devido à não promulgação da lei que determina um reajuste no salário mínimo. A lei foi aprovada em abril de 2009 pelo Congresso Nacional, mas até agora não foi publicada oficialmente pelo governo haitiano. Os protestos contra a atitude do governo não são um fato recente no país, assim como a repressão contra os manifestantes. “Já nos meses de maio e junho, a polícia e a MINUSTAH intervieram violentamente para reprimir manifestações estudantis, chegando ao extremo de violar os prédios da Faculdade de Medicina, o que é proibido pela Constituição”, diz o comunicado. Também foram atacadas as faculdades de Ciências Humanas, Etnologia e a Escola Nacional de Normalistas, que forma professores e professoras para o ensino fundamental.
Desde o início dos conflitos, Florvilus vem denunciando as violações aos direitos humanos e apoiando as pessoas detidas, tanto através da mídia, como no Palácio da Justiça. Na sexta-feira, dia 14, quando voltava do Palácio da Justiça e do escritório do procurador do governo, o advogado e as pessoas que o acompanhavam foram surpreendidos com um ataque inesperado. “Acredito que seja um ato de intimidação contra a luta a favor do direito de protestar e a luta pela descriminalização dos movimentos sociais”, declara. No dia 18 de agosto, três dos estudantes foram liberados depois de uma investigação e da ação judicial. O advogado tentou obter um habeas corpus, mas sem resultados concretos.
“O povo haitiano necessita do apoio de todos e todas para ajudá-lo nesse momento bastante difícil em sua historia. Entendo que, em nível regional, em toda América Latina, podemos gerar uma força midiática de denúncia dessa situação, já não tanto por minha segurança pessoal, mas sim pela própria luta dos e das estudantes no Haiti. São urgentes as ações de denúncia pública”, declara Florvilus, no comunicado.
Diante do aumento da repressão ao povo haitiano, está sendo realizada uma campanha internacional de repúdio à repressão e de exigência pela retirada imediata das tropas da ONU naquele país, encabeçada pelas tropas brasileiras.
Assine a moção abaixo:
As Entidades Sindicais, do Movimento Estudantil e Popular, parlamentares e personalidades políticas vêem, por meio desta moção, repudiar veementemente o crescimento vertiginoso da repressão contra o heróico povo do Haiti, desferidas pelas Tropas de Ocupação da ONU, chefiadas pelo Exército brasileiro.
Nos últimos dias as justas manifestações pelo reajuste do salário mínimo, que é o menor do Continente Americano, foram duramente reprimidas pela Minustah, nome dado as tropas de ocupação naquele país.
Já existem dezenas de presos e feridos, especialmente as lideranças das manifestações, com destaque para dirigentes do movimento estudantil haitiano, que estão sendo agredidos e detidos dentro do Campus Universitário.
Da mesma forma, responsabilizamos o Governo brasileiro por estas ações inaceitáveis, que ferem a Soberania Nacional do Haiti e revelam a verdadeira natureza da ocupação militar daquele país – reprimir violentamente as manifestações dos trabalhadores, dos estudantes e do povo pobre haitiano pelo seu direito a autodeterminação e atendimento de suas justas reivindicações.
Intensificaremos no Brasil as ações da campanha de exigência ao Governo Lula de retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.
São Paulo, 19 de agosto de 2009.
Coordenação Nacional de Lutas - CONLUTAS
As mensagens podem ser encaminhadas para os endereços abaixo:
1- Ministério das Relações Exteriores
celsoamorim@mre.gov.br
jmaia@mre.gov.br
2- Coordenação Nacional de Lutas – CONLUTAS: secretaria@conlutas.org.br
Advogado de estudantes presos por missão das Nações Unidas sofre atentado. Repressão é comandada por forças de pacificação da ONU, lideradas pelo Brasil. Estudantes presos protestavam pela lei de reajuste no salário mínimo.
24/09/2009
Por Tatiana Lotierzo - Campanha Latino Americana pelo Direito à Educação (Clade)
Patrice Florvilus, advogado e ativista de direitos humanos, foi vítima de um atentado no dia 14 de agosto. Ele vinha recebendo ameaças de pessoas não-identificadas desde o dia 10, quando se comprometeu a defender legalmente, junto aos tribunais haitianos, cinco estudantes presos injustamente pela polícia e pela Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) na segunda semana do mês. Em comunicado público, ele explica a grave situação de seu país, que culminou na prisão dos jovens.
Os estudantes presos protestavam devido à não promulgação da lei que determina um reajuste no salário mínimo. A lei foi aprovada em abril de 2009 pelo Congresso Nacional, mas até agora não foi publicada oficialmente pelo governo haitiano. Os protestos contra a atitude do governo não são um fato recente no país, assim como a repressão contra os manifestantes. “Já nos meses de maio e junho, a polícia e a MINUSTAH intervieram violentamente para reprimir manifestações estudantis, chegando ao extremo de violar os prédios da Faculdade de Medicina, o que é proibido pela Constituição”, diz o comunicado. Também foram atacadas as faculdades de Ciências Humanas, Etnologia e a Escola Nacional de Normalistas, que forma professores e professoras para o ensino fundamental.
Desde o início dos conflitos, Florvilus vem denunciando as violações aos direitos humanos e apoiando as pessoas detidas, tanto através da mídia, como no Palácio da Justiça. Na sexta-feira, dia 14, quando voltava do Palácio da Justiça e do escritório do procurador do governo, o advogado e as pessoas que o acompanhavam foram surpreendidos com um ataque inesperado. “Acredito que seja um ato de intimidação contra a luta a favor do direito de protestar e a luta pela descriminalização dos movimentos sociais”, declara. No dia 18 de agosto, três dos estudantes foram liberados depois de uma investigação e da ação judicial. O advogado tentou obter um habeas corpus, mas sem resultados concretos.
“O povo haitiano necessita do apoio de todos e todas para ajudá-lo nesse momento bastante difícil em sua historia. Entendo que, em nível regional, em toda América Latina, podemos gerar uma força midiática de denúncia dessa situação, já não tanto por minha segurança pessoal, mas sim pela própria luta dos e das estudantes no Haiti. São urgentes as ações de denúncia pública”, declara Florvilus, no comunicado.
Diante do aumento da repressão ao povo haitiano, está sendo realizada uma campanha internacional de repúdio à repressão e de exigência pela retirada imediata das tropas da ONU naquele país, encabeçada pelas tropas brasileiras.
Assine a moção abaixo:
As Entidades Sindicais, do Movimento Estudantil e Popular, parlamentares e personalidades políticas vêem, por meio desta moção, repudiar veementemente o crescimento vertiginoso da repressão contra o heróico povo do Haiti, desferidas pelas Tropas de Ocupação da ONU, chefiadas pelo Exército brasileiro.
Nos últimos dias as justas manifestações pelo reajuste do salário mínimo, que é o menor do Continente Americano, foram duramente reprimidas pela Minustah, nome dado as tropas de ocupação naquele país.
Já existem dezenas de presos e feridos, especialmente as lideranças das manifestações, com destaque para dirigentes do movimento estudantil haitiano, que estão sendo agredidos e detidos dentro do Campus Universitário.
Da mesma forma, responsabilizamos o Governo brasileiro por estas ações inaceitáveis, que ferem a Soberania Nacional do Haiti e revelam a verdadeira natureza da ocupação militar daquele país – reprimir violentamente as manifestações dos trabalhadores, dos estudantes e do povo pobre haitiano pelo seu direito a autodeterminação e atendimento de suas justas reivindicações.
Intensificaremos no Brasil as ações da campanha de exigência ao Governo Lula de retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.
São Paulo, 19 de agosto de 2009.
Coordenação Nacional de Lutas - CONLUTAS
As mensagens podem ser encaminhadas para os endereços abaixo:
1- Ministério das Relações Exteriores
celsoamorim@mre.gov.br
jmaia@mre.gov.br
2- Coordenação Nacional de Lutas – CONLUTAS: secretaria@conlutas.org.br
domingo, 23 de agosto de 2009
Repressão brasileira no Haiti se intensifica
Estudantes e operários estão presos em condições desumanas por terem participado de passeata pelo aumento do salário mínimo
Franck Seguy, do Haiti*
A repressão burguesa no Haiti está se fortalecendo ao longo das semanas. O Brasil dos ricos, das empresas que precisam da mão-de-obra haitiana barata está fazendo tudo que pode para manter a sua neocolonização no Haiti. O seu braço armado – a Minustah – rouba, estupra, mata com a total garantia de imunidade.
A repressão chega a uma dimensão extraordinária. Cinco estudantes estão presos nas piores condições por a única razão: participaram de uma passeata ao lado dos operários a favor da publicação de uma lei de reajuste salarial. Estes estudantes estão proibidos de receber visitas de familiares.
Em apenas uma semana, 14 pessoas foram presas. Guerchang Bastia, 21 anos, estudante de Sociologia e membro da Associação Universitária Dessaliniana (ASID), Patrick Joseph, 36 anos, membro do comitê para o fortalecimento do bairro de Duvivier (KRD), e oito operários foram presos por terem participado de uma manifestação operária no dia 10 de agosto a favor da publicação da lei sobre o reajuste salarial de 200 gourdes (42 gourdes = um dólar).
Os presos não estão recebendo comida e não são julgados nem condenados. Não têm direito de receber seus advogados. Tudo isso está acontecendo graças à contribuição do Brasil através de seu exército que comanda as forças de ocupação (Minustah). Um dos estudantes presos na Penitenciária Nacional está em greve de fome.
Dois dias depois, na quarta-feira, 12, Edouard Edwight, membro da ASID, foi preso ao voltar do seu estágio para casa. Hérold César, estudante de Comunicação, foi preso no momento em que ia para a universidade. Joseph Valcin foi preso após ter sido asfixiado com gás lacrimogêneo pelas tropas brasileiras e pela polícia haitiana dentro da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Estadual do Haiti.
Anne Lesperance, estudante em Serviço Social, foi presa no mesmo dia 12 de agosto. Ela foi libertada após ter resistido à tentativa de estupro por parte das forças armadas.
É preciso uma campanha nacional no Brasil pela Liberdade imediata para os estudantes e operários presos. Livre direito de manifestação. Aumento imediato do salário. Fora as tropas estrangeiras do Haiti!
A nossa luta é internacional.
Mensagens de solidariedade ao povo haitiano e de repúdio à repressão podem ser encaminhadas para os endereços abaixo:
Plataforma das organizações haitianas de direitos humanos (POHDH)
pohdh@yahoo.fr
Rede nacional de defesa dos direitos humanos do Haiti
rnddh@rnddh.org
Comitê de advogados pelo respeito das liberdades individuais
carlihotline@yahoo.fr
Gabinete do Primeiro Ministro do Haiti
primature@list.primaturehaiti.org
Ofício de Proteção da Cidadania
opc-haiti@hotmail.com
COM CÓPIA PARA:
Alter Presse – alterpresse@medialternatif.org (www.alterpresse.org)
ASID – asiddesalin@yahoo.fr
Conlutas – conlutas@conlutas.org.br
É mais do que urgente mobilizarmos o mais breve possível e conscientizarmos o Brasil todo. Estamos contando com seu total apoio, camaradas.
*Franck Séguy é haitiano e militante da Asosyasyon Inivèsitè ak Inivèsitèz Desalinyèn (Asid) do Haiti.
Franck Seguy, do Haiti*
A repressão burguesa no Haiti está se fortalecendo ao longo das semanas. O Brasil dos ricos, das empresas que precisam da mão-de-obra haitiana barata está fazendo tudo que pode para manter a sua neocolonização no Haiti. O seu braço armado – a Minustah – rouba, estupra, mata com a total garantia de imunidade.
A repressão chega a uma dimensão extraordinária. Cinco estudantes estão presos nas piores condições por a única razão: participaram de uma passeata ao lado dos operários a favor da publicação de uma lei de reajuste salarial. Estes estudantes estão proibidos de receber visitas de familiares.
Em apenas uma semana, 14 pessoas foram presas. Guerchang Bastia, 21 anos, estudante de Sociologia e membro da Associação Universitária Dessaliniana (ASID), Patrick Joseph, 36 anos, membro do comitê para o fortalecimento do bairro de Duvivier (KRD), e oito operários foram presos por terem participado de uma manifestação operária no dia 10 de agosto a favor da publicação da lei sobre o reajuste salarial de 200 gourdes (42 gourdes = um dólar).
Os presos não estão recebendo comida e não são julgados nem condenados. Não têm direito de receber seus advogados. Tudo isso está acontecendo graças à contribuição do Brasil através de seu exército que comanda as forças de ocupação (Minustah). Um dos estudantes presos na Penitenciária Nacional está em greve de fome.
Dois dias depois, na quarta-feira, 12, Edouard Edwight, membro da ASID, foi preso ao voltar do seu estágio para casa. Hérold César, estudante de Comunicação, foi preso no momento em que ia para a universidade. Joseph Valcin foi preso após ter sido asfixiado com gás lacrimogêneo pelas tropas brasileiras e pela polícia haitiana dentro da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Estadual do Haiti.
Anne Lesperance, estudante em Serviço Social, foi presa no mesmo dia 12 de agosto. Ela foi libertada após ter resistido à tentativa de estupro por parte das forças armadas.
É preciso uma campanha nacional no Brasil pela Liberdade imediata para os estudantes e operários presos. Livre direito de manifestação. Aumento imediato do salário. Fora as tropas estrangeiras do Haiti!
A nossa luta é internacional.
Mensagens de solidariedade ao povo haitiano e de repúdio à repressão podem ser encaminhadas para os endereços abaixo:
Plataforma das organizações haitianas de direitos humanos (POHDH)
pohdh@yahoo.fr
Rede nacional de defesa dos direitos humanos do Haiti
rnddh@rnddh.org
Comitê de advogados pelo respeito das liberdades individuais
carlihotline@yahoo.fr
Gabinete do Primeiro Ministro do Haiti
primature@list.primaturehaiti.org
Ofício de Proteção da Cidadania
opc-haiti@hotmail.com
COM CÓPIA PARA:
Alter Presse – alterpresse@medialternatif.org (www.alterpresse.org)
ASID – asiddesalin@yahoo.fr
Conlutas – conlutas@conlutas.org.br
É mais do que urgente mobilizarmos o mais breve possível e conscientizarmos o Brasil todo. Estamos contando com seu total apoio, camaradas.
*Franck Séguy é haitiano e militante da Asosyasyon Inivèsitè ak Inivèsitèz Desalinyèn (Asid) do Haiti.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
III COLÓQUIO DE ECONOMIA POLÍTICA DO SISTEMA-MUNDO
III COLÓQUIO DE ECONOMIA POLÍTICA DO SISTEMA-MUNDO
A Perspectiva do Sistema Mundo e América Latina 35 anos
depois da publicação de “O Moderno Sistema-Mundo I”
26 e 27 de agosto de 2009 - Auditório Dois Candangos - Universidade de Brasília
PROGRAMAÇÃO
1º Dia
8h às 8h30 – SOLENIDADE DE ABERTURA
8h30 às 10h – MESA REDONDA: O impacto de “O moderno Sistema-Mundo I” na América Latina
Carlos Antonio Aguirre Rojas (UNAM-México) – La America Latina en el Sistema-Mundo del Siglo XXI
Marcos Gandasegui (CELA-Panamá) – La crisis y las alternativas en America Latina
Teotônio dos Santos (UFF) – O pensamento crítico latino-americano e a perspectiva do Sistema-Mundo moderno
10h às 10h15 – INTERVALO
10h15 às 12h30– APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Almir C. C. Baptista Fº e Niemayer Almeida Fº – Dinâmica, determinações e Sistema-Mundo
Beatriz Judice Magalhães – Progresso, capitalismo e pobreza em Jack Godoy e Immanuel Wallerstein
Carlos Eduardo Martins – Immanuel Wallerstein: um pensamento para o século XXI
Fernando Correa Prado – El debate entre la teoría marxista de la dependencia y el análisis de sistemas-mundo
15h às 16h30 – MESA REDONDA: O Brasil e o moderno Sistema-Mundo
Antônio Brussi (IPOL-UnB) – O estado atual da perspectiva do Sistema-Mundo no Brasil: desafios e perspectivas
Gustavo Lins Ribeiro (DAN-UnB) – Sistema mundial não hegemônico e a globalização popular
Pedro Antônio Vieira (CSE-UFSC) – Os estudos econômicos e a perspectiva do moderno Sistema-Mundo: a experiência do sul do Brasil
16h45 às 17h – INTERVALO
17h às18h45 – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Daniel Ribeiro de Oliveira e Gustavo Abrahão Flores – Uma análise da integração regional sul-americana à luz da Economia Política dos Sistemas-Mundo
G.V. Dias, J.G.R. Tostes e M.S. Sthel – Troca desigual e questão ambiental
Jair do Amaral Fº e Maria Cristina Pereira de Melo – Globalização ou emergência de um novo sistema capitalista mundial
Rafael Moro Muller – Privatizações sob a análise dos Sistemas-Mundo
2º Dia
8h30 às 10h – MESA REDONDA: Desigualdade na América Latina
Roberto Patricio Korzeniewicz (Universidad de.San Martin/Argentina e University of Mariland/USA) – Repensando la desigualdad desde una perspective del Sistema-Mundo
Timothy.Moran (SUNY-Stony Brook /USA) – Social Mobility from a World-Historical Perspective
10h às 10h15 – INTERVALO
10h15 às 12h30 – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Arlete Maria da Silva Alves – Foro Social Mundial: ‘Rules and Constraints’ e o desenvolvimento das Nações
Gabriel Rached – As mudanças na política de desenvolvimento do Banco Mundial
João Augusto Pessoa Lepkison – O protagonismo do Estado Chinês na superação da crise sistêmica
Paulo Cesar Gonçalves – A grande emigração européia no final dos oitocentos: uma análise sob a ótica do Sistema-Mundo Moderno de Wallerstein
Wellington Fontes Menezes – A bússola desnorteada: considerações sobre a atualidade da crise do capitalismo na perspectiva do Sistema-Mundo
16h – HOMENAGEM A IMMANUEL WALLERSTEIN
ENCERRAMENTO
A Perspectiva do Sistema Mundo e América Latina 35 anos
depois da publicação de “O Moderno Sistema-Mundo I”
26 e 27 de agosto de 2009 - Auditório Dois Candangos - Universidade de Brasília
PROGRAMAÇÃO
1º Dia
8h às 8h30 – SOLENIDADE DE ABERTURA
8h30 às 10h – MESA REDONDA: O impacto de “O moderno Sistema-Mundo I” na América Latina
Carlos Antonio Aguirre Rojas (UNAM-México) – La America Latina en el Sistema-Mundo del Siglo XXI
Marcos Gandasegui (CELA-Panamá) – La crisis y las alternativas en America Latina
Teotônio dos Santos (UFF) – O pensamento crítico latino-americano e a perspectiva do Sistema-Mundo moderno
10h às 10h15 – INTERVALO
10h15 às 12h30– APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Almir C. C. Baptista Fº e Niemayer Almeida Fº – Dinâmica, determinações e Sistema-Mundo
Beatriz Judice Magalhães – Progresso, capitalismo e pobreza em Jack Godoy e Immanuel Wallerstein
Carlos Eduardo Martins – Immanuel Wallerstein: um pensamento para o século XXI
Fernando Correa Prado – El debate entre la teoría marxista de la dependencia y el análisis de sistemas-mundo
15h às 16h30 – MESA REDONDA: O Brasil e o moderno Sistema-Mundo
Antônio Brussi (IPOL-UnB) – O estado atual da perspectiva do Sistema-Mundo no Brasil: desafios e perspectivas
Gustavo Lins Ribeiro (DAN-UnB) – Sistema mundial não hegemônico e a globalização popular
Pedro Antônio Vieira (CSE-UFSC) – Os estudos econômicos e a perspectiva do moderno Sistema-Mundo: a experiência do sul do Brasil
16h45 às 17h – INTERVALO
17h às18h45 – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Daniel Ribeiro de Oliveira e Gustavo Abrahão Flores – Uma análise da integração regional sul-americana à luz da Economia Política dos Sistemas-Mundo
G.V. Dias, J.G.R. Tostes e M.S. Sthel – Troca desigual e questão ambiental
Jair do Amaral Fº e Maria Cristina Pereira de Melo – Globalização ou emergência de um novo sistema capitalista mundial
Rafael Moro Muller – Privatizações sob a análise dos Sistemas-Mundo
2º Dia
8h30 às 10h – MESA REDONDA: Desigualdade na América Latina
Roberto Patricio Korzeniewicz (Universidad de.San Martin/Argentina e University of Mariland/USA) – Repensando la desigualdad desde una perspective del Sistema-Mundo
Timothy.Moran (SUNY-Stony Brook /USA) – Social Mobility from a World-Historical Perspective
10h às 10h15 – INTERVALO
10h15 às 12h30 – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Arlete Maria da Silva Alves – Foro Social Mundial: ‘Rules and Constraints’ e o desenvolvimento das Nações
Gabriel Rached – As mudanças na política de desenvolvimento do Banco Mundial
João Augusto Pessoa Lepkison – O protagonismo do Estado Chinês na superação da crise sistêmica
Paulo Cesar Gonçalves – A grande emigração européia no final dos oitocentos: uma análise sob a ótica do Sistema-Mundo Moderno de Wallerstein
Wellington Fontes Menezes – A bússola desnorteada: considerações sobre a atualidade da crise do capitalismo na perspectiva do Sistema-Mundo
16h – HOMENAGEM A IMMANUEL WALLERSTEIN
ENCERRAMENTO
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Ensaios técnicos Carnaval 2010
Ensaios técnicos 2010: confira as datas dos desfiles
• Cabe lembrar que o calendário está sujeito a alterações.
Confira:
Dezembro:
06/12 - Domingo - União da Ilha e Mangueira
13/12 - Domingo - Grande Rio e Vila Isabel
19/12 - Sábado - Porto da Pedra e Imperatriz
20/12 - Domingo - Império da Tijuca, Unidos da Tijuca e Beija-Flor
Janeiro:
08/01 - Sexta-feira - Mocidade
09/01 - Sábado - Santa Cruz e Portela
10/01 - Domingo - Estácio e Salgueiro
17/01 - Domingo - Império Serrano, Unidos da Tijuca e Grande Rio
24/01 - Domingo - São Clemente, Mangueira e Viradouro
30/01 - Sábado - Porto da Pedra e Imperatriz
31/01 - Domingo - Rocinha, Mocidade e Vila Isabel
Fevereiro:
06/2 - Sábado - Portela e Beija-Flor
07/2 - Domingo (Teste de Luz e Som) - Renascer de Jacarepaguá e Salgueiro
• Cabe lembrar que o calendário está sujeito a alterações.
Confira:
Dezembro:
06/12 - Domingo - União da Ilha e Mangueira
13/12 - Domingo - Grande Rio e Vila Isabel
19/12 - Sábado - Porto da Pedra e Imperatriz
20/12 - Domingo - Império da Tijuca, Unidos da Tijuca e Beija-Flor
Janeiro:
08/01 - Sexta-feira - Mocidade
09/01 - Sábado - Santa Cruz e Portela
10/01 - Domingo - Estácio e Salgueiro
17/01 - Domingo - Império Serrano, Unidos da Tijuca e Grande Rio
24/01 - Domingo - São Clemente, Mangueira e Viradouro
30/01 - Sábado - Porto da Pedra e Imperatriz
31/01 - Domingo - Rocinha, Mocidade e Vila Isabel
Fevereiro:
06/2 - Sábado - Portela e Beija-Flor
07/2 - Domingo (Teste de Luz e Som) - Renascer de Jacarepaguá e Salgueiro
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Vanguarda Russa
Prezados camaradas,
Esta é a última semana para aqueles que ainda não conseguiram ver a Exposição "Virada Russa", que reúne os mais importates artistas russos desde o final do século XIX até os anos 1930 no século XX, estão reunidas cerca de 120 trabalhos entre pinturas, esculturas e os famosos cartazes.
O conjunto foi selecionado pelo Museu Estatal Russo de São Petesburgo, com curadoria de Yevgenía Petrova e que conforme alguns críticos de arte, esta exposição conseguiu agrupar os (as) artistas que mais influenciaram a arte internacional.
Aqui no Brasil estão obras de Kandinsky, Malevicht, Chagall, Rodchenko, Tátlin, Goncharova, entre outros (as), vale ressaltar que este acervo nunca tinha saído da Rússia até então, e que encontrou aqui esta janela.
Por isso, essa é uma belíssima oportunidade e de fundamental importância conhecermos para a formação de todos nós.
Abraço e até lá.
Local: CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil
endereço: Rua Primeiro de Março, 66
Centro - Rio de Janeiro
Até: 23 de agosto
horário: 10 às 21 h
Esta é a última semana para aqueles que ainda não conseguiram ver a Exposição "Virada Russa", que reúne os mais importates artistas russos desde o final do século XIX até os anos 1930 no século XX, estão reunidas cerca de 120 trabalhos entre pinturas, esculturas e os famosos cartazes.
O conjunto foi selecionado pelo Museu Estatal Russo de São Petesburgo, com curadoria de Yevgenía Petrova e que conforme alguns críticos de arte, esta exposição conseguiu agrupar os (as) artistas que mais influenciaram a arte internacional.
Aqui no Brasil estão obras de Kandinsky, Malevicht, Chagall, Rodchenko, Tátlin, Goncharova, entre outros (as), vale ressaltar que este acervo nunca tinha saído da Rússia até então, e que encontrou aqui esta janela.
Por isso, essa é uma belíssima oportunidade e de fundamental importância conhecermos para a formação de todos nós.
Abraço e até lá.
Local: CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil
endereço: Rua Primeiro de Março, 66
Centro - Rio de Janeiro
Até: 23 de agosto
horário: 10 às 21 h
sábado, 15 de agosto de 2009
Entrevista de Stédile
Principal liderança do MST, o gaúcho João Pedro Stédile concedeu entrevista ao UOL Notícias, na qual falou sobre a questão agrária no Brasil, as eleições presidenciais de 2010, o governo Lula, a crise no Senado, além de fazer um balanço dos 25 anos do movimento. Suas respostas ilustram ao menos de maneira resumida a ideologia do MST, suas concepções sobre a reforma agrária e seu projeto político para o Brasil.
Na entrevista ao UOL Stédile afirma que há quatro projetos em disputas no Brasil, um deles é o do MST, que além de possível a construção de uma sociedade mais justa por meio das instituições democráticas atuais, defende um projeto diferente ao socialismo do PSTU e de correntes do PSOL: "... há outros setores da esquerda brasileira, mais radicais, correntes do PSOL e do PSTU, que defendem o "socialismo já"...nós, dos movimentos sociais, defendemos um quarto projeto, que chamamos de projeto popular, que é, nos marcos da nossa sociedade, fortalecermos de fato o Estado para que ele adote uma política econômica que leve ao desenvolvimento do país em benefício do povo. (...) seria uma ilusão achar que a solução seria uma reforma agrária socialista"
Vejam alguns trechos da entrevista:
UOL Notícias - É possível pensar em um projeto de esquerda para o Brasil, ou vislumbrar uma sociedade mais justa e igualitária, por meio das instituições democráticas que temos hoje?
Stédile - Claro. Há um debate na sociedade que se aglutina em quatro campos: alguns setores das elites, das classes dominantes, defendem a subordinação total do Brasil ao capital internacional. Aí estão os 5% mais ricos, as empresas transnacionais, os bancos, que são os que defendem políticas neoliberais e que, nos partidos, tem sua expressão, sobretudo, entre os tucanos e entre o DEM; temos um setor nacionalista, que está presente em todos os partidos, que defende um projeto "neo-keynesiano" para o Brasil, com algumas políticas de distribuição de renda, redução da taxa de juros e fortalecimento do mercado interno; há outros setores da esquerda brasileira, mais radicais, como correntes do PSOL e do PSTU, que defendem o "socialismo já". Eles acreditam que o capitalismo já chegou a sua maioridade aqui no Brasil e que não há outra saída sem o socialismo. Só que a palavra socialismo é muito forte. Significa socialização da propriedade dos meios de produção. Não é apenas você ser socialista no sentido humanista, ser socialista por querer uma sociedade mais justa; nós, dos movimentos sociais, defendemos um quarto projeto, que chamamos de projeto popular, que é, nos marcos da nossa sociedade, fortalecermos de fato o Estado para que ele adote uma política econômica que leve ao desenvolvimento do país em benefício do povo. Quais são os problemas fundamentais do povo no Brasil? Desemprego alto, falta de moradia, necessidade de reforma agrária e ausência de educação. Então, [nós defendemos] um programa para a sociedade que coloque o dinheiro público como prioridade para resolver os problemas do povo. Mas não basta colocar no papel "esse é o nosso projeto". É preciso construir, acumular forças populares que atuem para a implementação desse projeto.
UOL Notícias - Esse projeto popular é um caminho para uma sociedade socialista?
Stédile - Ele é fundamental. Ele seria uma espécie de transição para nós construirmos uma sociedade mais igualitária. Primeiro vamos resolver os problemas fundamentais da população. Que é comida, trabalho, moradia e educação. Depois, podemos avançar para a socialização de outros meios de produção da nossa sociedade.
UOL Notícias - Qual é o modelo de reforma agrária defendido hoje pelo MST?
Stédile - Na história das reformas agrárias, há dois tipos clássicos. Primeiro, a reforma agrária capitalista, que todos os países do hemisfério norte fizeram entre a metade do século 19 e ao longo do século 20 até a Segunda Guerra Mundial. E eles fizeram as reformas agrárias clássicas capitalistas distribuindo a propriedade da terra para fortalecer o mercado interno e desenvolver a indústria nacional. Depois houve uma outra reforma agrária clássica, que aconteceu no bojo de revoluções socialistas, ou de revoluções populares, como no Vietnã, China, Rússia, Nicarágua e Cuba. Qual é a realidade hoje no Brasil? Nós tentamos desde o início do movimento defender uma reforma agrária clássica capitalista, mas não há forças acumuladas burguesas que queiram essa reforma. Por isso que o governo não faz reforma agrária. Quem fez as reformas agrárias capitalistas? Foram as burguesias industriais, que queriam desenvolver o mercado interno e a indústria. Também seria uma ilusão achar que a solução seria uma reforma agrária socialista, porque essa reforma só acontece depois de uma revolução. Ela é casada com um processo revolucionário, que não é o que temos hoje no Brasil. O que nós propomos é uma reforma agrária que chamamos de popular, que se diferencia das duas. Nessa reforma não basta distribuir terra, como na reforma capitalista. É necessário também desenvolver agroindústrias na forma cooperativa, criar pequenas agroindústrias nos assentamentos. Assim, o agricultor sai mais rápido da pobreza, porque daí ele não vai só produzir matéria prima, mas também se apropriar do valor agregado dos produtos e gerar emprego no meio rural.
Para ler a íntegra acesse: http://noticias.uol.com.br/politica/2009/08/15/ult5773u2074.jhtm
Na entrevista ao UOL Stédile afirma que há quatro projetos em disputas no Brasil, um deles é o do MST, que além de possível a construção de uma sociedade mais justa por meio das instituições democráticas atuais, defende um projeto diferente ao socialismo do PSTU e de correntes do PSOL: "... há outros setores da esquerda brasileira, mais radicais, correntes do PSOL e do PSTU, que defendem o "socialismo já"...nós, dos movimentos sociais, defendemos um quarto projeto, que chamamos de projeto popular, que é, nos marcos da nossa sociedade, fortalecermos de fato o Estado para que ele adote uma política econômica que leve ao desenvolvimento do país em benefício do povo. (...) seria uma ilusão achar que a solução seria uma reforma agrária socialista"
Vejam alguns trechos da entrevista:
UOL Notícias - É possível pensar em um projeto de esquerda para o Brasil, ou vislumbrar uma sociedade mais justa e igualitária, por meio das instituições democráticas que temos hoje?
Stédile - Claro. Há um debate na sociedade que se aglutina em quatro campos: alguns setores das elites, das classes dominantes, defendem a subordinação total do Brasil ao capital internacional. Aí estão os 5% mais ricos, as empresas transnacionais, os bancos, que são os que defendem políticas neoliberais e que, nos partidos, tem sua expressão, sobretudo, entre os tucanos e entre o DEM; temos um setor nacionalista, que está presente em todos os partidos, que defende um projeto "neo-keynesiano" para o Brasil, com algumas políticas de distribuição de renda, redução da taxa de juros e fortalecimento do mercado interno; há outros setores da esquerda brasileira, mais radicais, como correntes do PSOL e do PSTU, que defendem o "socialismo já". Eles acreditam que o capitalismo já chegou a sua maioridade aqui no Brasil e que não há outra saída sem o socialismo. Só que a palavra socialismo é muito forte. Significa socialização da propriedade dos meios de produção. Não é apenas você ser socialista no sentido humanista, ser socialista por querer uma sociedade mais justa; nós, dos movimentos sociais, defendemos um quarto projeto, que chamamos de projeto popular, que é, nos marcos da nossa sociedade, fortalecermos de fato o Estado para que ele adote uma política econômica que leve ao desenvolvimento do país em benefício do povo. Quais são os problemas fundamentais do povo no Brasil? Desemprego alto, falta de moradia, necessidade de reforma agrária e ausência de educação. Então, [nós defendemos] um programa para a sociedade que coloque o dinheiro público como prioridade para resolver os problemas do povo. Mas não basta colocar no papel "esse é o nosso projeto". É preciso construir, acumular forças populares que atuem para a implementação desse projeto.
UOL Notícias - Esse projeto popular é um caminho para uma sociedade socialista?
Stédile - Ele é fundamental. Ele seria uma espécie de transição para nós construirmos uma sociedade mais igualitária. Primeiro vamos resolver os problemas fundamentais da população. Que é comida, trabalho, moradia e educação. Depois, podemos avançar para a socialização de outros meios de produção da nossa sociedade.
UOL Notícias - Qual é o modelo de reforma agrária defendido hoje pelo MST?
Stédile - Na história das reformas agrárias, há dois tipos clássicos. Primeiro, a reforma agrária capitalista, que todos os países do hemisfério norte fizeram entre a metade do século 19 e ao longo do século 20 até a Segunda Guerra Mundial. E eles fizeram as reformas agrárias clássicas capitalistas distribuindo a propriedade da terra para fortalecer o mercado interno e desenvolver a indústria nacional. Depois houve uma outra reforma agrária clássica, que aconteceu no bojo de revoluções socialistas, ou de revoluções populares, como no Vietnã, China, Rússia, Nicarágua e Cuba. Qual é a realidade hoje no Brasil? Nós tentamos desde o início do movimento defender uma reforma agrária clássica capitalista, mas não há forças acumuladas burguesas que queiram essa reforma. Por isso que o governo não faz reforma agrária. Quem fez as reformas agrárias capitalistas? Foram as burguesias industriais, que queriam desenvolver o mercado interno e a indústria. Também seria uma ilusão achar que a solução seria uma reforma agrária socialista, porque essa reforma só acontece depois de uma revolução. Ela é casada com um processo revolucionário, que não é o que temos hoje no Brasil. O que nós propomos é uma reforma agrária que chamamos de popular, que se diferencia das duas. Nessa reforma não basta distribuir terra, como na reforma capitalista. É necessário também desenvolver agroindústrias na forma cooperativa, criar pequenas agroindústrias nos assentamentos. Assim, o agricultor sai mais rápido da pobreza, porque daí ele não vai só produzir matéria prima, mas também se apropriar do valor agregado dos produtos e gerar emprego no meio rural.
Para ler a íntegra acesse: http://noticias.uol.com.br/politica/2009/08/15/ult5773u2074.jhtm
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Professor Manoel Maurício de Albuquerque
Prezados camaradas, esta matéria fala de um dos grandes historiadores brasileiros, um resistente ao regime militar, perseguido e toturado pela ditadura, conseguiu sobreviver e ficou na lembrança de todos aqueles que prezam pela liberdade política, de expressão, organização e por uma História não alinhada aos oficiais. Por isso fica a Memória desse lutador
26/02/2009
Manoel Maurício de Albuquerque (1927-1981)
Cassado pelo AI-5, Maneco escreveu 'Pequena História da Formação Social Brasileira'
Filipe Monteiro
Apesar de alagoano, era conhecido como “China”. Mas os olhos puxados de Manoel Maurício não o impediram de ver com clareza a situação social do seu tempo. Formado em História e Geografia pela antiga Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), ele trabalhou por anos na vida acadêmica, lecionando em diversas universidades, cursos preparatórios e colégios.
Seu prazer em dar aulas transparecia na proximidade com os alunos, que o chamavam carinhosamente de “Maneco”. Um deles, o jornalista Paulo Henrique Amorim, revela em depoimento que teve Manoel Maurício como mestre desde a infância até a faculdade. Neste tempo, foi apresentado a autores como Capistrano de Abreu e Gilberto Freyre, além de personagens históricos como Simon Bolívar.
Com o AI-5, foi preso, torturado e impedido de voltar ao meio acadêmico. Porém, mesmo cerceado, não parou de disseminar suas idéias e escreveu sua principal obra Pequena História da Formação Social Brasileira, publicada apenas 1981. Manoel Maurício também é coautor do Altas Histórico Escolar.
Com passagens pela UFRJ, PUC-RJ, Instituto Rio Branco, IBGE, entre muitas outras instituições, Maneco conseguiu angariar simpatia o suficiente para que seu trabalho permanecesse vivo mesmo após sua morte. Assim, em sua homenagem, ex-alunos criaram Centro de Estudos Manoel Maurício de Albuquerque (CEMMA), o Centro Acadêmico Manoel Maurício de Albuquerque (CAMMA/UFRJ) e organizaram sua obra póstuma Mestre-Escola Bem-Amado, Historiador Maldito.
Sua coleção particular de documentos está guardada no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. No acervo, pode-se encontrar desde diários de classes até roteiros cinematográficos ou peças teatrais do autor, passando por panfletos anti-comunistas, entrevistas e fotografias.
Retirado do Portal - www.revistadehistoria.com.br
26/02/2009
Manoel Maurício de Albuquerque (1927-1981)
Cassado pelo AI-5, Maneco escreveu 'Pequena História da Formação Social Brasileira'
Filipe Monteiro
Apesar de alagoano, era conhecido como “China”. Mas os olhos puxados de Manoel Maurício não o impediram de ver com clareza a situação social do seu tempo. Formado em História e Geografia pela antiga Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), ele trabalhou por anos na vida acadêmica, lecionando em diversas universidades, cursos preparatórios e colégios.
Seu prazer em dar aulas transparecia na proximidade com os alunos, que o chamavam carinhosamente de “Maneco”. Um deles, o jornalista Paulo Henrique Amorim, revela em depoimento que teve Manoel Maurício como mestre desde a infância até a faculdade. Neste tempo, foi apresentado a autores como Capistrano de Abreu e Gilberto Freyre, além de personagens históricos como Simon Bolívar.
Com o AI-5, foi preso, torturado e impedido de voltar ao meio acadêmico. Porém, mesmo cerceado, não parou de disseminar suas idéias e escreveu sua principal obra Pequena História da Formação Social Brasileira, publicada apenas 1981. Manoel Maurício também é coautor do Altas Histórico Escolar.
Com passagens pela UFRJ, PUC-RJ, Instituto Rio Branco, IBGE, entre muitas outras instituições, Maneco conseguiu angariar simpatia o suficiente para que seu trabalho permanecesse vivo mesmo após sua morte. Assim, em sua homenagem, ex-alunos criaram Centro de Estudos Manoel Maurício de Albuquerque (CEMMA), o Centro Acadêmico Manoel Maurício de Albuquerque (CAMMA/UFRJ) e organizaram sua obra póstuma Mestre-Escola Bem-Amado, Historiador Maldito.
Sua coleção particular de documentos está guardada no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. No acervo, pode-se encontrar desde diários de classes até roteiros cinematográficos ou peças teatrais do autor, passando por panfletos anti-comunistas, entrevistas e fotografias.
Retirado do Portal - www.revistadehistoria.com.br
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Frase do Dia (humor)
“Se Deus é o caminho, Edir Macedo é o pedágio !!! ”
frase que corre pela internet, após as denúncias contra a Igreja Universal, cujo o líder máximo é o empresário Edir Macedo, dono de grandes empresas, incluindo a Rede Record de televisão, que teria as comprado com o dinheiro do dízimo dos fiéis, em operações de lavagem de dinheiro.
Embora, as denúncias sejam requentadas, pois as investigações e acusações já duram mais de uma década, foram reavivadas devido a grande rivalidade da Rede Record com a Rede Globo. Aí a Globo entrou e "fez uma festa", aproveitando para esculhambar com a concorrente. O que por sua vez gerou uma raivosa toma-lá-dá-cá da Record mostrando em seu principal telejornal todos os podres da Globo, incluindo vínculos com a ditadura militar, manipulação de informações contra políticos e governos, inclusive contra o governo Lula, e transações ilegais de capitais.
Vamos ver no que isso vai dar. Esperamos que nos mútuos ataques a verdade contra ambas apareça, e o cidadão fique enfim livre da manipulação tanto de varejões da fé como de vênus plantinada.
frase que corre pela internet, após as denúncias contra a Igreja Universal, cujo o líder máximo é o empresário Edir Macedo, dono de grandes empresas, incluindo a Rede Record de televisão, que teria as comprado com o dinheiro do dízimo dos fiéis, em operações de lavagem de dinheiro.
Embora, as denúncias sejam requentadas, pois as investigações e acusações já duram mais de uma década, foram reavivadas devido a grande rivalidade da Rede Record com a Rede Globo. Aí a Globo entrou e "fez uma festa", aproveitando para esculhambar com a concorrente. O que por sua vez gerou uma raivosa toma-lá-dá-cá da Record mostrando em seu principal telejornal todos os podres da Globo, incluindo vínculos com a ditadura militar, manipulação de informações contra políticos e governos, inclusive contra o governo Lula, e transações ilegais de capitais.
Vamos ver no que isso vai dar. Esperamos que nos mútuos ataques a verdade contra ambas apareça, e o cidadão fique enfim livre da manipulação tanto de varejões da fé como de vênus plantinada.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Biblioteca Virtual Anísio Teixeira
"Só existirá democracia no Brasil
no dia em que se montar no país
a máquina que prepara as democracias.
Essa máquina é a da escola pública".
(Anísio Teixeira)
Biblioteca Virtual Anísio Teixeira, organizada pela Universidade Federal da Bahia, reúne textos online do educador.
acesse o site pelo url: http://www.bvanisioteixeira.ufba.br/
no dia em que se montar no país
a máquina que prepara as democracias.
Essa máquina é a da escola pública".
(Anísio Teixeira)
Biblioteca Virtual Anísio Teixeira, organizada pela Universidade Federal da Bahia, reúne textos online do educador.
acesse o site pelo url: http://www.bvanisioteixeira.ufba.br/
terça-feira, 11 de agosto de 2009
"Imperialismo y dependência", por Marta Harnercker
Sugestão de livro online IMPERIALISMO Y DEPENDENCIA da MARTA HARNECKER, AKAL EDITOR, 1979
http://www.rebelion.org/docs/88348.pdf
http://www.rebelion.org/docs/88348.pdf
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Prêmio Nobel escreve a Obama
Conversación virtual con Mr. Obama
Futurología política
Adolfo Pérez Esquivel
Invité a Barak Obama a tomar un café en el tradicional Café Tortoni, en la Av. De Mayo, en Buenos Aires. Llegó bastante agitado y preocupado desde Washington, dijo que la Casa Blanca está llena de fantasmas y que hay días que no puede dormir, que hacen mucho ruido y que por la mañana cuando va al Salón Oval, encuentra todo revuelto. Yo no creo en los fantasmas, pero que los hay, los hay.
Estimado Barak, siento que tengas tantos problemas; aquí también tenemos nuestros fantasmas que recorren el país haciendo estragos y revuelven todo. Me alegro que estés aquí y podamos conversar tranquilos. El café es bueno, aunque esperaba convidarte con unos mates amargos de los nuestros, pero considerando que ya tienes muchas amarguras como el golpe de Estado en Honduras; no quiero que te amargues más.
Vas a necesitar un guía espiritual que haga un exorcismo en la Casa Blanca y expulse los fantasmas porque te van a complicar la vida.
Ahí están los militares hondureños que corren al trote a Washington para informar que cumplieron las órdenes de dar el golpe de Estado al Presidente Zelaya, según lo programado. Quieren la recompensa y las palmaditas de aprobación en la espalda, están como los cachorros que esperan que el amo les haga una caricia y le tire un hueso.
Muchacho, estos hechos ponen en evidencia que llegaste al gobierno, pero no al poder. Debes reconocer que te dieron una patada en el trasero; no tienen piedad y te van a dar con todo. ¿Que tal el café, te sienta bien?
El golpe cívico – militar en Honduras es una amenaza para todo el continente, buscan imponer la dicta-blanda y es un test para saber la reacción de gobiernos y sociedades. Me parece bien que hayas declarado el no reconocimiento del cuerpo diplomático de la dictadura hondureña. Es un gesto claro en defensa del derecho. Pero bien sabes que las cosas no son lo que son, lo que aparenta no es la realidad. La Secretaria de Estado Hillary Clinton dice que Zelaya comete una imprudencia si regresa a Honduras.
Debe saber que la dignidad tiene sus costos y Zelaya no puede quedarse tranquilo sin hacer nada y esperar que Hillary le diga que tiene que hacer. Volver a imponer los golpes de Estado es peligroso para todos.
Es necesario tomar decisiones claras y concretas, ayudar a que el presidente Zelaya retorne al cargo de presidente de Honduras, sin condiciones y sin imposiciones del Pentágono, la CIA y el Departamento de Estado ¿Sabes de la brutal represión de los militares hondureños contra el pueblo, de la persecución y censura contra los periodistas? Para justificar lo injustificable la dictadura de Micheletti, acusa al presidente de Venezuela Hugo Chávez de todos los males. Bien sabes que la CIA se especializa en desestabilizar gobiernos y provocar golpes de Estado.
Sí, no pongas cara de asombro, no puedes ignorar lo que pasa. ¿Dime Barak, para qué quiere EE.UU. poner tres bases militares más en Colombia?- No me digas que es para luchar contra el narcotráfico, eso no lo cree tú, ni nadie.
Me acabo de enterar que tu gobierno y el Comando Sur invierten millones de dólares en promover la “democracia” en Venezuela, Bolivia y el Ecuador, países que están construyendo otros paradigmas de país, que no son justamente lo que les interesa a los EE UU.
¿Dime Barak, vas a continuar la misma política de los anteriores gobiernos, o quieres cambiar y construir una democracia que signifique derecho e igualdad para todos y el respeto a la vida y la dignidad de los pueblos? Te sugiero que todo ese dinero que quieren invertir en “la democracia que ustedes piensan”, la inviertas en fortalecer la democracia dentro de los EEUU, que tiene muchos problemas de discriminación, pobreza, hambre y desempleo- ¿Te parece justo o no?
Llevo muchos años de trabajo y compromiso con los pueblos en América Latina y a mi edad me he vuelto desconfiado; he visto muchas traiciones, claudicaciones y miedos.
Otro problema preocupante, que nos duele es Cuba. Planteas que para cambiar la política de EE UU. con Cuba, esperas gestos de cambio en la Isla. El bloqueo lleva casi 50 años, que tu país impuso en forma unilateral y con la soberbia del más fuerte.
Parece que no tienes buenos asesores, porque el continente latinoamericano ya no es manejable y los pueblos son protagonistas y no espectadores. El pueblo cubano lo ha demostrado y ahora los hondureños, también los bolivianos y venezolanos.
Quien tiene que cambiar es tu gobierno que viola el derecho internacional e impone sanciones a un país soberano. ¿Te olvidas de todas las resoluciones de la ONU y de los países que reclaman el fin del bloqueo y el respeto a la soberanía del pueblo cubano?
Hagamos memoria. ¿Recuerdas al presidente de tu país, John Kennedy, que logró seducir hasta a la bella Marilyn?. Ese muchacho fue el que ordenó invadir Cuba, por la Bahía de Cochinos y se mando una cochinada que le salio mal. ¿Cómo puedes pedir que cambie Cuba, cuando tu gobierno no quiere cambiar?-
Piensa. ¿Qué pasaría si tu país levanta el bloqueo a Cuba sin condiciones y comienza otra etapa de relaciones basada en la cooperación y desarrollo de los pueblos? Parece futurología política. Te pregunto: ¿Que pasaría si liberas a los 5 cubanos presos, comenzando a permitir a sus esposas visitarlos, porque se lo impiden desde hace 10 años?
Dices que es un problema en manos de la justicia, que hay que esperar, que tienes muchas presiones ¿De que justicia hablas? No quiero pasarte, como decimos por estos lados, “la factura”. Simplemente recordarte algunos hechos y problemas en la vida de los pueblos.
Te voy a contar algo de un compatriota tuyo que dio el ejemplo de coherencia entre el decir y el hacer, que influyo muchos en las luchas sociales por la liberación de nuestros pueblos, asumiendo la resistencia civil, como fue el Mahatma Gandhi en la liberación de la India y Luther King, quien lucho en tu tierra en defensa de los derechos civiles y contra la discriminación racial. Me refiero a Henry Thoreau quien dice: “ toda persona amante de la libertad debe ser respetuosa de la ley; debe respetarla y hacerla respetar.- y continúa Thoreau- pero no toda ley es justa, las leyes injustas deben ser desobedecidas hasta su total nulidad”. Por ser coherente fue a parar a la prisión, asumiendo el desafío de defender la libertad, negándose a pagar impuestos injustos e inmorales al gobierno de EE UU. que financiaban la guerra contra México, a quien le arrebataron gran parte del territorio para anexarlo a tu país.
¿Dime, quien decidió instalar más bases militares norteamericanas en Colombia? Eso es jodido y peligroso para el continente.
Otro tema preocupante, es el Oriente Medio. Seguro que te duele en el alma y la conciencia que tu antecesor George Bush, te dejó la cancha embarrada y minada y que cualquier cosa que toques, ¡¡¡¡buuumm ¡!!!.... estalla. Ese personaje sí que hizo daño a tu pueblo y al mundo; es responsable de crímenes de lesa humanidad.
Te voy a contar un cuento Sufi. Acabo de leerlo en un diario barrial, “ La Batuta ”. “Iba la Peste camino a Bagdad cuando se encontró con Nasdurin, quien le preguntó: ¿A donde vas? “A Bagdad a matar diez mil personas”. Después de un tiempo, la Peste volvió a encontrarse con Nasdurin, que muy enojado le dijo: “me mentiste. Dijiste que matarías a diez mil personas y mataste a cien mil”. Y la Peste respondió: “Yo no mentí, maté diez mil, el resto…. murió de miedo”. El miedo paraliza, y del miedo a la cobardía hay un solo paso y nos afecta y reduce nuestros mecanismos de defensa natural.
Obama, es hora repensar y tener una mirada hacia el interior del espíritu, saber escuchar el silencio de Dios, que nos habla a cada uno de nosotros y nosotras. ¿Cuantas muertes provocó la guerra desatada por tu país en Irak y Afganistán, en nombre de lo más perverso e inhumano que se pueda imaginar, la madre de todas las violencias, “la mentira”, invocando la defensa de la democracia y el derecho de los pueblos? Han regado los ríos de sangre y sembrado la muerte.
Eduardo Galeano, ese gran escritor uruguayo dice: “Navega el navegante, aunque sepa que jamás tocará las estrellas que lo guían” ¿Recuerdas que Hugo Chávez te regaló el libro “Las Venas Abiertas de América Latina”, espero que lo hayas leído? ¡No lo leíste todavía!- Eso si que es preocupante. ¿Cómo vas a comprender América latina si no conoces esa obra? Muchacho, trata de comprender a los pueblos y saber cual fue la política de tu país para el continente. Te asombrarás.
Es largo y doloroso el drama que viven Israel y Palestina, nos duele ver que no se vislumbra otro horizonte y continúan sumando muerte y destrucción. Israel, de víctima pasó a ser victimario, violando el derecho del pueblo palestino, sometiéndolo a la violencia social y estructural; construyendo un muro infame que daña a toda la humanidad, e impidiendo que los palestinos tengan su patria; Tu país es el aliado principal de Israel y mientras esa situación de guerra e inestabilidad continúe, la Paz estará ausente de la región.
¿Y por último, por casa cómo estamos Barak? La desocupación, el problema económico, los inmigrantes. Problemas no te faltan. La economía mundial está haciendo agua y está contaminada. La crisis capitalista golpea duro a los más necesitados, pero sigues salvando bancos y no a los pueblos. Es urgente volver a las fuentes y comenzar a pensar en un Nuevo contrato social a escala mundial, lo necesitamos, hemos llegado al fin de una época plagada de aciertos, errores y horrores. Recuerda que la FAO señala que por día mueren en el mundo más de 35 mil niños de hambre. Eso es “terrorismo económico”, del que nunca hablan pero está presente en el mundo
Tu gobierno gasta millones de dólares en armas, en bases militares para dominar y destruir y no para superar el hambre, el desempleo, la marginalidad, el analfabetismo. ¿Sabes Barak de que color es el hambre?- Los hambrientos dicen que es amarillo, todo se vuelve de ese color hasta que la muerte los libera.
Bueno estimado Barak, no hay que perder la esperanza, es necesario construir la Paz que no se regala, es una conquista de la conciencia y el espíritu. Hay mucha reserva en la vida de los pueblos. Muchas cosas quedaron para conversar. Será en otra oportunidad que nos volvamos a reunir. Fue un gusto conversar contigo. La próxima vez te espero con unos mates amargos y tortas fritas.
Te envío un fraterno abrazo solidario de Paz y Bien.-
Buenos Aires, Café Tortoni, a 2 días del mes de Agosto del 2009
Futurología política
Adolfo Pérez Esquivel
Invité a Barak Obama a tomar un café en el tradicional Café Tortoni, en la Av. De Mayo, en Buenos Aires. Llegó bastante agitado y preocupado desde Washington, dijo que la Casa Blanca está llena de fantasmas y que hay días que no puede dormir, que hacen mucho ruido y que por la mañana cuando va al Salón Oval, encuentra todo revuelto. Yo no creo en los fantasmas, pero que los hay, los hay.
Estimado Barak, siento que tengas tantos problemas; aquí también tenemos nuestros fantasmas que recorren el país haciendo estragos y revuelven todo. Me alegro que estés aquí y podamos conversar tranquilos. El café es bueno, aunque esperaba convidarte con unos mates amargos de los nuestros, pero considerando que ya tienes muchas amarguras como el golpe de Estado en Honduras; no quiero que te amargues más.
Vas a necesitar un guía espiritual que haga un exorcismo en la Casa Blanca y expulse los fantasmas porque te van a complicar la vida.
Ahí están los militares hondureños que corren al trote a Washington para informar que cumplieron las órdenes de dar el golpe de Estado al Presidente Zelaya, según lo programado. Quieren la recompensa y las palmaditas de aprobación en la espalda, están como los cachorros que esperan que el amo les haga una caricia y le tire un hueso.
Muchacho, estos hechos ponen en evidencia que llegaste al gobierno, pero no al poder. Debes reconocer que te dieron una patada en el trasero; no tienen piedad y te van a dar con todo. ¿Que tal el café, te sienta bien?
El golpe cívico – militar en Honduras es una amenaza para todo el continente, buscan imponer la dicta-blanda y es un test para saber la reacción de gobiernos y sociedades. Me parece bien que hayas declarado el no reconocimiento del cuerpo diplomático de la dictadura hondureña. Es un gesto claro en defensa del derecho. Pero bien sabes que las cosas no son lo que son, lo que aparenta no es la realidad. La Secretaria de Estado Hillary Clinton dice que Zelaya comete una imprudencia si regresa a Honduras.
Debe saber que la dignidad tiene sus costos y Zelaya no puede quedarse tranquilo sin hacer nada y esperar que Hillary le diga que tiene que hacer. Volver a imponer los golpes de Estado es peligroso para todos.
Es necesario tomar decisiones claras y concretas, ayudar a que el presidente Zelaya retorne al cargo de presidente de Honduras, sin condiciones y sin imposiciones del Pentágono, la CIA y el Departamento de Estado ¿Sabes de la brutal represión de los militares hondureños contra el pueblo, de la persecución y censura contra los periodistas? Para justificar lo injustificable la dictadura de Micheletti, acusa al presidente de Venezuela Hugo Chávez de todos los males. Bien sabes que la CIA se especializa en desestabilizar gobiernos y provocar golpes de Estado.
Sí, no pongas cara de asombro, no puedes ignorar lo que pasa. ¿Dime Barak, para qué quiere EE.UU. poner tres bases militares más en Colombia?- No me digas que es para luchar contra el narcotráfico, eso no lo cree tú, ni nadie.
Me acabo de enterar que tu gobierno y el Comando Sur invierten millones de dólares en promover la “democracia” en Venezuela, Bolivia y el Ecuador, países que están construyendo otros paradigmas de país, que no son justamente lo que les interesa a los EE UU.
¿Dime Barak, vas a continuar la misma política de los anteriores gobiernos, o quieres cambiar y construir una democracia que signifique derecho e igualdad para todos y el respeto a la vida y la dignidad de los pueblos? Te sugiero que todo ese dinero que quieren invertir en “la democracia que ustedes piensan”, la inviertas en fortalecer la democracia dentro de los EEUU, que tiene muchos problemas de discriminación, pobreza, hambre y desempleo- ¿Te parece justo o no?
Llevo muchos años de trabajo y compromiso con los pueblos en América Latina y a mi edad me he vuelto desconfiado; he visto muchas traiciones, claudicaciones y miedos.
Otro problema preocupante, que nos duele es Cuba. Planteas que para cambiar la política de EE UU. con Cuba, esperas gestos de cambio en la Isla. El bloqueo lleva casi 50 años, que tu país impuso en forma unilateral y con la soberbia del más fuerte.
Parece que no tienes buenos asesores, porque el continente latinoamericano ya no es manejable y los pueblos son protagonistas y no espectadores. El pueblo cubano lo ha demostrado y ahora los hondureños, también los bolivianos y venezolanos.
Quien tiene que cambiar es tu gobierno que viola el derecho internacional e impone sanciones a un país soberano. ¿Te olvidas de todas las resoluciones de la ONU y de los países que reclaman el fin del bloqueo y el respeto a la soberanía del pueblo cubano?
Hagamos memoria. ¿Recuerdas al presidente de tu país, John Kennedy, que logró seducir hasta a la bella Marilyn?. Ese muchacho fue el que ordenó invadir Cuba, por la Bahía de Cochinos y se mando una cochinada que le salio mal. ¿Cómo puedes pedir que cambie Cuba, cuando tu gobierno no quiere cambiar?-
Piensa. ¿Qué pasaría si tu país levanta el bloqueo a Cuba sin condiciones y comienza otra etapa de relaciones basada en la cooperación y desarrollo de los pueblos? Parece futurología política. Te pregunto: ¿Que pasaría si liberas a los 5 cubanos presos, comenzando a permitir a sus esposas visitarlos, porque se lo impiden desde hace 10 años?
Dices que es un problema en manos de la justicia, que hay que esperar, que tienes muchas presiones ¿De que justicia hablas? No quiero pasarte, como decimos por estos lados, “la factura”. Simplemente recordarte algunos hechos y problemas en la vida de los pueblos.
Te voy a contar algo de un compatriota tuyo que dio el ejemplo de coherencia entre el decir y el hacer, que influyo muchos en las luchas sociales por la liberación de nuestros pueblos, asumiendo la resistencia civil, como fue el Mahatma Gandhi en la liberación de la India y Luther King, quien lucho en tu tierra en defensa de los derechos civiles y contra la discriminación racial. Me refiero a Henry Thoreau quien dice: “ toda persona amante de la libertad debe ser respetuosa de la ley; debe respetarla y hacerla respetar.- y continúa Thoreau- pero no toda ley es justa, las leyes injustas deben ser desobedecidas hasta su total nulidad”. Por ser coherente fue a parar a la prisión, asumiendo el desafío de defender la libertad, negándose a pagar impuestos injustos e inmorales al gobierno de EE UU. que financiaban la guerra contra México, a quien le arrebataron gran parte del territorio para anexarlo a tu país.
¿Dime, quien decidió instalar más bases militares norteamericanas en Colombia? Eso es jodido y peligroso para el continente.
Otro tema preocupante, es el Oriente Medio. Seguro que te duele en el alma y la conciencia que tu antecesor George Bush, te dejó la cancha embarrada y minada y que cualquier cosa que toques, ¡¡¡¡buuumm ¡!!!.... estalla. Ese personaje sí que hizo daño a tu pueblo y al mundo; es responsable de crímenes de lesa humanidad.
Te voy a contar un cuento Sufi. Acabo de leerlo en un diario barrial, “ La Batuta ”. “Iba la Peste camino a Bagdad cuando se encontró con Nasdurin, quien le preguntó: ¿A donde vas? “A Bagdad a matar diez mil personas”. Después de un tiempo, la Peste volvió a encontrarse con Nasdurin, que muy enojado le dijo: “me mentiste. Dijiste que matarías a diez mil personas y mataste a cien mil”. Y la Peste respondió: “Yo no mentí, maté diez mil, el resto…. murió de miedo”. El miedo paraliza, y del miedo a la cobardía hay un solo paso y nos afecta y reduce nuestros mecanismos de defensa natural.
Obama, es hora repensar y tener una mirada hacia el interior del espíritu, saber escuchar el silencio de Dios, que nos habla a cada uno de nosotros y nosotras. ¿Cuantas muertes provocó la guerra desatada por tu país en Irak y Afganistán, en nombre de lo más perverso e inhumano que se pueda imaginar, la madre de todas las violencias, “la mentira”, invocando la defensa de la democracia y el derecho de los pueblos? Han regado los ríos de sangre y sembrado la muerte.
Eduardo Galeano, ese gran escritor uruguayo dice: “Navega el navegante, aunque sepa que jamás tocará las estrellas que lo guían” ¿Recuerdas que Hugo Chávez te regaló el libro “Las Venas Abiertas de América Latina”, espero que lo hayas leído? ¡No lo leíste todavía!- Eso si que es preocupante. ¿Cómo vas a comprender América latina si no conoces esa obra? Muchacho, trata de comprender a los pueblos y saber cual fue la política de tu país para el continente. Te asombrarás.
Es largo y doloroso el drama que viven Israel y Palestina, nos duele ver que no se vislumbra otro horizonte y continúan sumando muerte y destrucción. Israel, de víctima pasó a ser victimario, violando el derecho del pueblo palestino, sometiéndolo a la violencia social y estructural; construyendo un muro infame que daña a toda la humanidad, e impidiendo que los palestinos tengan su patria; Tu país es el aliado principal de Israel y mientras esa situación de guerra e inestabilidad continúe, la Paz estará ausente de la región.
¿Y por último, por casa cómo estamos Barak? La desocupación, el problema económico, los inmigrantes. Problemas no te faltan. La economía mundial está haciendo agua y está contaminada. La crisis capitalista golpea duro a los más necesitados, pero sigues salvando bancos y no a los pueblos. Es urgente volver a las fuentes y comenzar a pensar en un Nuevo contrato social a escala mundial, lo necesitamos, hemos llegado al fin de una época plagada de aciertos, errores y horrores. Recuerda que la FAO señala que por día mueren en el mundo más de 35 mil niños de hambre. Eso es “terrorismo económico”, del que nunca hablan pero está presente en el mundo
Tu gobierno gasta millones de dólares en armas, en bases militares para dominar y destruir y no para superar el hambre, el desempleo, la marginalidad, el analfabetismo. ¿Sabes Barak de que color es el hambre?- Los hambrientos dicen que es amarillo, todo se vuelve de ese color hasta que la muerte los libera.
Bueno estimado Barak, no hay que perder la esperanza, es necesario construir la Paz que no se regala, es una conquista de la conciencia y el espíritu. Hay mucha reserva en la vida de los pueblos. Muchas cosas quedaron para conversar. Será en otra oportunidad que nos volvamos a reunir. Fue un gusto conversar contigo. La próxima vez te espero con unos mates amargos y tortas fritas.
Te envío un fraterno abrazo solidario de Paz y Bien.-
Buenos Aires, Café Tortoni, a 2 días del mes de Agosto del 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Gripe A no Rio
Para atender as pessoas com sintomas de gripe, a SMSDC oferece à população seis pólos de acolhimento, que estão localizados nos hospitais municipais Souza Aguiar, Miguel Couto e Lourenço Jorge, nas UPAs de Santa Cruz e Campo Grande e no Quartel do Corpo de Bombeiros, do Méier.
Foi lançado ainda o hotsite “Gripe A”, que ajudará na identificação da doença, visando a prevenção e o combate ao vírus “Influenza A H1N1”. A página integrará o site www.riocontragripea.rio.rj.gov.br, onde estão sendo concentradas todas as informações relacionadas à doença no Estado do Rio de Janeiro. Demais dúvidas da população podem ser esclarecidas também pelo Disque-Gripe 0800 28 10 100 ou Telessaúde (21) 3523-4025, serviço 24 horas de orientação.
Segue a lista dos postos de saúde que terão o horário estendido das 8h às 20h:
Ø CMS Ernesto Zeferino Tinbau – Av. do Exército, nº 1, em São Cristóvão.
Ø CMS João Barros Barreto – Rua Siqueira Campos, s/nº, em Copacabana.
Ø CMS Maria Augusta Estrella – Rua Visconde de Santa Isabel, nº 56, em Vila Isabel.
Ø Policlínica Newton Alves Cardoso – Rua Combu, nº 191, no Cacuia.
Ø Policlínica José Paranhos Fontenelle – Rua Leopoldina Rego, 700, na Penha.
Ø Policlínica Newton Bethlem – Rua Barão, nº 259, na Praça Seca.
Ø CMS Jorge Saldanha Bandeira de Mello – Av. Geremário Dantas, nº 135, no Tanque.
Ø CMS Hamilton Loand – Av. Edgard Werneck, nº 1601, na Cidade de Deus.
Ø CMS Harvey Ribeiro de Souza Filho – Av. Guiomar Novaes, nº 133, no Recreio dos Bandeirantes.
Ø CMS Waldyr Franco – Praça Cecília Pedro, nº 60, em Bangu.
Além dos pólos da SMSDC, estão à disposição da população: as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) de Bangu e Tijuca, o Complexo de Atendimento à Saúde (CAS) de Manguinhos e os hospitais Getúlio Vargas, Albert Schweitzer, Bonsucesso, Clementino Fraga Filho, Pedro Ernesto, Andaraí, Cardoso Fontes e Azevedo Lima, em Niterói.
Foi lançado ainda o hotsite “Gripe A”, que ajudará na identificação da doença, visando a prevenção e o combate ao vírus “Influenza A H1N1”. A página integrará o site www.riocontragripea.rio.rj.gov.br, onde estão sendo concentradas todas as informações relacionadas à doença no Estado do Rio de Janeiro. Demais dúvidas da população podem ser esclarecidas também pelo Disque-Gripe 0800 28 10 100 ou Telessaúde (21) 3523-4025, serviço 24 horas de orientação.
Segue a lista dos postos de saúde que terão o horário estendido das 8h às 20h:
Ø CMS Ernesto Zeferino Tinbau – Av. do Exército, nº 1, em São Cristóvão.
Ø CMS João Barros Barreto – Rua Siqueira Campos, s/nº, em Copacabana.
Ø CMS Maria Augusta Estrella – Rua Visconde de Santa Isabel, nº 56, em Vila Isabel.
Ø Policlínica Newton Alves Cardoso – Rua Combu, nº 191, no Cacuia.
Ø Policlínica José Paranhos Fontenelle – Rua Leopoldina Rego, 700, na Penha.
Ø Policlínica Newton Bethlem – Rua Barão, nº 259, na Praça Seca.
Ø CMS Jorge Saldanha Bandeira de Mello – Av. Geremário Dantas, nº 135, no Tanque.
Ø CMS Hamilton Loand – Av. Edgard Werneck, nº 1601, na Cidade de Deus.
Ø CMS Harvey Ribeiro de Souza Filho – Av. Guiomar Novaes, nº 133, no Recreio dos Bandeirantes.
Ø CMS Waldyr Franco – Praça Cecília Pedro, nº 60, em Bangu.
Além dos pólos da SMSDC, estão à disposição da população: as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) de Bangu e Tijuca, o Complexo de Atendimento à Saúde (CAS) de Manguinhos e os hospitais Getúlio Vargas, Albert Schweitzer, Bonsucesso, Clementino Fraga Filho, Pedro Ernesto, Andaraí, Cardoso Fontes e Azevedo Lima, em Niterói.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
III Seminário Margem Esquerda
István Mészáros e os desafios do tempo histórico
De 18/8 a 1/9 de 2009
USP, UERJ, UFRJ, UFRGS, CUFSA, UNESP, UNICAMP, CEFET-MG e UNB
O III Seminário Internacional Margem Esquerda tem por tema a obra de István Mészáros. Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação. Alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior ajudam a construir sua trajetória de reflexão e de lutas, sob o legado marxista. Esperamos que o seminário, para além da análise e do balanço da obra de grandes autores clássicos e contemporâneos, abra novos caminhos e perspectivas. Convidamos todos a participarem desta construção.
Acompanhe a programação no blog da Boitempo - www.boitempoeditorial.wordpress.com
Mais informações pelo email seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br
Programação completa
USP (São Paulo) - Auditório da História (FFLCH)
18/8, terça-feira
14h: O poder da ideologia
Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Virginia Fontes e Wolfgang Leo Maar
19h: Trabalho e alienação
Giovanni Alves, Jesus Ranieri, Ricardo Antunes e Ruy Braga
19/8, quarta-feira
14h: Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários
Antonino Infranca, Emir Sader, Maria Orlanda Pinassi e Ricardo Musse
19h: Para além do capital - a crise estrutural do capital
Edmilson Costa, François Chesnais, Jorge Beinstein e Leda Paulani
20/8, quinta-feira
14h: Para além do capital - lógica destrutiva e questão ambiental
Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h: Educação e socialismo
Afrânio Mendes Catani, Décio Saes, Isabel Rauber e Roberto Leher
21/8, sexta-feira
14h: Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina
Aldo Casas, Francisco de Oliveira, Gilmar Mauro e Lúcio Flávio de Almeida
19h: CONFERÊNCIA - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedidO por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UNESP (Araraquara) - Anfiteatro B
24/8, segunda-feira
19h30: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Gilmar Mauro e Maria Orlanda Pinassi
UNICAMP (Campinas) - Auditório I (IFCH)
25/8, terça-feira
14h: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Caio Navarro de Toledo, Plínio de Arruda Sampaio Jr. e Ricardo Antunes
CUFSA (Santo André) - Auditório do Colégio da FSA
26/8, quarta-feira
19h30: Crise do capital e perspectivas do trabalho
Antonio Rago Filho, Everaldo de Oliveira Andrade, Livia Cotrim, Miguel Vedda
UERJ (Rio de Janeiro) - Auditório 11
25/8, terça-feira
18h: A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto
UFRJ (Rio de Janeiro) - Auditório Pedro Calmon
26/8, quarta-feira
17h30: Perspectiva do socialismo hoje
Carlos Nelson Coutinho, Jorge Giordani e José Paulo Netto
19h30: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UFRGS (Porto Alegre)
27/8, quinta-feira (Salão de festas da reitoria)
18h: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Jorge Giordani
28/8, sexta-feira (Auditório da Faculdade de Economia)
14h: A transição para além do capital em Mészáros
Carla Ferreira, Jorge Giordani e Nildo Ouriques
CEFET-MG (Belo Horizonte) - Auditório do Campus 1
27/8, quinta-feira
15h: Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho
Ester Vaisman, Milney Chasin, Nicolas Tertulian e Rodrigo Dantas
UNB (Brasília) - Anfiteatro 09/ICC-Norte
1/9, terça-feira
15h: A crise estrutural do capital e o desafio do socialismo no século XXI
Gilson Dantas, Rodrigo Dantas e Valério Arcary
Todas as atividades terão ENTRADA LIVRE e serão gratuitas. Informações sobre certificados em
boitempoeditorial.wordpress.com
LOCAIS DAS MESAS
USP: Anfiteatro da História - FFLCH
UNESP: Anfiteatro B
UNICAMP: Auditório I - IFCH
CUFSA: Auditório do Colégio
UERJ: Auditório 11
UFRJ: Auditório Pedro Calmon
UFRGS (27): Salão Festas Reitoria
UFRGS (28): Auditório da Economia
CEFET-MG: Auditório Campus 1
UNB: Anfiteatro 9/ICC-Norte
Promoção: Revista Margem Esquerda e CENEDIC-USP
Comissão Organizadora: Emir Sader, Ivana Jinkings, Maria Orlanda Pinassi, Ricardo Antunes, Rodrigo Nobile e Ruy Braga; Informação e contato: Ruy Marques (seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br)
De 18/8 a 1/9 de 2009
USP, UERJ, UFRJ, UFRGS, CUFSA, UNESP, UNICAMP, CEFET-MG e UNB
O III Seminário Internacional Margem Esquerda tem por tema a obra de István Mészáros. Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação. Alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior ajudam a construir sua trajetória de reflexão e de lutas, sob o legado marxista. Esperamos que o seminário, para além da análise e do balanço da obra de grandes autores clássicos e contemporâneos, abra novos caminhos e perspectivas. Convidamos todos a participarem desta construção.
Acompanhe a programação no blog da Boitempo - www.boitempoeditorial.wordpress.com
Mais informações pelo email seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br
Programação completa
USP (São Paulo) - Auditório da História (FFLCH)
18/8, terça-feira
14h: O poder da ideologia
Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Virginia Fontes e Wolfgang Leo Maar
19h: Trabalho e alienação
Giovanni Alves, Jesus Ranieri, Ricardo Antunes e Ruy Braga
19/8, quarta-feira
14h: Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários
Antonino Infranca, Emir Sader, Maria Orlanda Pinassi e Ricardo Musse
19h: Para além do capital - a crise estrutural do capital
Edmilson Costa, François Chesnais, Jorge Beinstein e Leda Paulani
20/8, quinta-feira
14h: Para além do capital - lógica destrutiva e questão ambiental
Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h: Educação e socialismo
Afrânio Mendes Catani, Décio Saes, Isabel Rauber e Roberto Leher
21/8, sexta-feira
14h: Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina
Aldo Casas, Francisco de Oliveira, Gilmar Mauro e Lúcio Flávio de Almeida
19h: CONFERÊNCIA - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedidO por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UNESP (Araraquara) - Anfiteatro B
24/8, segunda-feira
19h30: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Gilmar Mauro e Maria Orlanda Pinassi
UNICAMP (Campinas) - Auditório I (IFCH)
25/8, terça-feira
14h: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Caio Navarro de Toledo, Plínio de Arruda Sampaio Jr. e Ricardo Antunes
CUFSA (Santo André) - Auditório do Colégio da FSA
26/8, quarta-feira
19h30: Crise do capital e perspectivas do trabalho
Antonio Rago Filho, Everaldo de Oliveira Andrade, Livia Cotrim, Miguel Vedda
UERJ (Rio de Janeiro) - Auditório 11
25/8, terça-feira
18h: A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto
UFRJ (Rio de Janeiro) - Auditório Pedro Calmon
26/8, quarta-feira
17h30: Perspectiva do socialismo hoje
Carlos Nelson Coutinho, Jorge Giordani e José Paulo Netto
19h30: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)
UFRGS (Porto Alegre)
27/8, quinta-feira (Salão de festas da reitoria)
18h: Conferência - A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Jorge Giordani
28/8, sexta-feira (Auditório da Faculdade de Economia)
14h: A transição para além do capital em Mészáros
Carla Ferreira, Jorge Giordani e Nildo Ouriques
CEFET-MG (Belo Horizonte) - Auditório do Campus 1
27/8, quinta-feira
15h: Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho
Ester Vaisman, Milney Chasin, Nicolas Tertulian e Rodrigo Dantas
UNB (Brasília) - Anfiteatro 09/ICC-Norte
1/9, terça-feira
15h: A crise estrutural do capital e o desafio do socialismo no século XXI
Gilson Dantas, Rodrigo Dantas e Valério Arcary
Todas as atividades terão ENTRADA LIVRE e serão gratuitas. Informações sobre certificados em
boitempoeditorial.wordpress.com
LOCAIS DAS MESAS
USP: Anfiteatro da História - FFLCH
UNESP: Anfiteatro B
UNICAMP: Auditório I - IFCH
CUFSA: Auditório do Colégio
UERJ: Auditório 11
UFRJ: Auditório Pedro Calmon
UFRGS (27): Salão Festas Reitoria
UFRGS (28): Auditório da Economia
CEFET-MG: Auditório Campus 1
UNB: Anfiteatro 9/ICC-Norte
Promoção: Revista Margem Esquerda e CENEDIC-USP
Comissão Organizadora: Emir Sader, Ivana Jinkings, Maria Orlanda Pinassi, Ricardo Antunes, Rodrigo Nobile e Ruy Braga; Informação e contato: Ruy Marques (seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Pré-sal às vésperas da desnacionalização
PRÉ-SAL: RECEBE TRÊS ANTEPROJETOS
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que não procede informação veiculada ontem pela imprensa, segundo a qual o presidente Lula quer que a União receba 80% do óleo do pré-sal no sistema de partilha da produção. Ele confirmou que, entre as propostas apresentadas a Lula, está a de que a Petrobras seja a operadora de todo o pré-sal, mas, segundo ele, não se fixou qual será a participação mínima que a estatal terá em cada um dos blocos.
Ontem, a comissão que elabora o novo marco regulatório do setor de petróleo, que inclui as regras para o pré-sal, apresentou três anteprojetos sobre o tema a Lula, em encontro que reuniu ministros e assessores técnicos por mais de três horas. O primeiro trata do marco regulatório em si; o segundo descreve a criação da nova companhia que atuará no setor e o terceiro dispõe da criação do fundo social que receberá os recursos do pré-sal.
Protocolo de intenções
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que o Eximbank, banco de fomento do governo norte-americano, já assinou um protocolo de intenções com a Petrobras para financiar os investimentos do pré-sal no valor de até US$ 10 bilhões.
Na terça-feira, o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, James Jones, informou ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a intenção do governo norte-americano de participar do financiamento a projetos no Brasil na área de petróleo e na construção de usinas hidrelétricas.
A Petrobras já obteve do governo chinês uma linha, também de US$ 10 bilhões, para bancar investimentos no pré-sal.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que não procede informação veiculada ontem pela imprensa, segundo a qual o presidente Lula quer que a União receba 80% do óleo do pré-sal no sistema de partilha da produção. Ele confirmou que, entre as propostas apresentadas a Lula, está a de que a Petrobras seja a operadora de todo o pré-sal, mas, segundo ele, não se fixou qual será a participação mínima que a estatal terá em cada um dos blocos.
Ontem, a comissão que elabora o novo marco regulatório do setor de petróleo, que inclui as regras para o pré-sal, apresentou três anteprojetos sobre o tema a Lula, em encontro que reuniu ministros e assessores técnicos por mais de três horas. O primeiro trata do marco regulatório em si; o segundo descreve a criação da nova companhia que atuará no setor e o terceiro dispõe da criação do fundo social que receberá os recursos do pré-sal.
Protocolo de intenções
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que o Eximbank, banco de fomento do governo norte-americano, já assinou um protocolo de intenções com a Petrobras para financiar os investimentos do pré-sal no valor de até US$ 10 bilhões.
Na terça-feira, o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, James Jones, informou ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a intenção do governo norte-americano de participar do financiamento a projetos no Brasil na área de petróleo e na construção de usinas hidrelétricas.
A Petrobras já obteve do governo chinês uma linha, também de US$ 10 bilhões, para bancar investimentos no pré-sal.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Dia do Economista, programação no RJ
Programação em Comemoração ao Dia do Economista 13 de Agosto organizado pelo CORECON-RJ e SINDECON-RJ.
Auditório do CoReCon-RJ Av. Rio Branco, 109 19° Andar Centro Cidade do Rio de Janeiro, RJ.
Veja aqui a Programação:
http://www.corecon-rj.org.br/dia_economista2009.htm
Auditório do CoReCon-RJ Av. Rio Branco, 109 19° Andar Centro Cidade do Rio de Janeiro, RJ.
Veja aqui a Programação:
http://www.corecon-rj.org.br/dia_economista2009.htm
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Redução da desigualdade e da pobreza caem mesmo com a crise: mas não é bem assim como diz o Ipea
Desigualdade e pobreza caem mesmo com crise, aponta Ipea
Rio - O Brasil continuou a diminuir a pobreza e a desigualdade nas principais metrópoles apesar dos reflexos da crise financeira internacional na economia. A constatação faz parte do estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado nesta terça-feira.
[ clique aqui para ler toda a matéria ]
Redução da desigualdade e da pobreza: não é bem assim como diz o Ipea
(...)
Mais uma vez, no entanto, o que os números do Ipea mostram ter ocorrido não é bem o que parece.
[ clique aqui para ler o artigo de José Paulo Kupfer ]
Rio - O Brasil continuou a diminuir a pobreza e a desigualdade nas principais metrópoles apesar dos reflexos da crise financeira internacional na economia. A constatação faz parte do estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado nesta terça-feira.
[ clique aqui para ler toda a matéria ]
Redução da desigualdade e da pobreza: não é bem assim como diz o Ipea
(...)
Mais uma vez, no entanto, o que os números do Ipea mostram ter ocorrido não é bem o que parece.
[ clique aqui para ler o artigo de José Paulo Kupfer ]
sábado, 1 de agosto de 2009
Brasil República, por Boris Fausto
Prezado camaradas,
Esta é a última parte de uma série de três, produzida pela TV Escola, juntamente com o Historiador Boris Fausto da USP, em que apresenta a última parte da História que vai do período Colonial, passando pelo Império até chegar a República.
E para quem quizer saber um pouco mais sobre o Bóris Fausto, ele tem um livro muito interessante, que trata da Revolução de 30, quando Getúlio Vargas ascende ao poder, vale conferir.
Abraços, e boa aula.
http://www.youtube.com/watch?v=mWbZdmQcSzY
Esta é a última parte de uma série de três, produzida pela TV Escola, juntamente com o Historiador Boris Fausto da USP, em que apresenta a última parte da História que vai do período Colonial, passando pelo Império até chegar a República.
E para quem quizer saber um pouco mais sobre o Bóris Fausto, ele tem um livro muito interessante, que trata da Revolução de 30, quando Getúlio Vargas ascende ao poder, vale conferir.
Abraços, e boa aula.
http://www.youtube.com/watch?v=mWbZdmQcSzY
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Atingido por Barragem é assassinado na Paraíba
Na noite de ontem (29/07) o trabalhador rural do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) da Paraíba, conhecido como Joãzinho, irmão de uma das líderanças do movimento, foi assassinado com tiros pelas costas. A emboscada foi montada próximo a sua residência em Pedro Velho, um dos três reaasentamentos onde estão alojadas 470 famílias atingidas pela construção da barragem de Acauã.
Militantes do MAB já vinham denunciando há algumas semanas o crescente clima de tensão na região, causado por ameaças de morte aos integrantes do movimento. Na semana anterior um rapaz que passava de moto próximo a um dos reassentamentos, em Itatuba, foi atingido com um tiro pelas costas, o que, de acordo com os dirigentes do movimento pode ter relação com as ameaças.
Atingidos por barragem lutam por terra
Após violento despejo (4/05), 120 famílias atingidas pela barragem de Acauã, montaram acampamento em terreno público, pertencente a prefeitura de Itatuba, próximo a fazenda Mascadi, onde ficaram acampadas durante dois meses aguardando vistoria do INCRA.
As famílias ficaram muito assustadas após as cenas de violência que viveram no despejo, realizado por 100 policiais militares e alguns jagunços da fazenda que aproveitaram a situação e atearam fogo em lonas e colchões dos acampados. Mesmo com a repressão, as familias se mantiveram organizadas e o acampamento a cada dia recebia mais e mais atingidos.
Há aproximadamente uma semana se iniciaram ameaças de morte a lideranças do acampamento, avisando que caso eles insistissem em permanecer no local assassinariam a eles e suas familias.
Desde então o clima de terror se alastrou na comunidade de Melancia (agrovila próxima ao acampamento) no município de Itatuba. Essa é mais uma página de uma longa de história de injustitas, vivida por essas familias atingidas.
Seis anos de injustiça e de luta
Há seis anos, 800 famílias paraibanas vivem difícil saga após a construção da barragem de Acauã. Todas viviam da agricultura, mas tiveram de deixar suas terras para a instalação da barragem. Desde então essas famílias nunca mais puderam recuperar sua antiga situação social, vivendo hoje em agrovilas, sem terra para cultivar e em pequenas casas de placa.
Foram muitas lutas travadas nesses seis anos, por indenizações justas, por reassentamento, por estruturas dignas de moradia, por escolas, posto de saúde e outros serviços sociais, como também por transporte e vias de acesso as comunidades.
Antes e depois da barragem
Antes da construção da barragem, as populações das comunidades atingidas viviam em áreas rurais, possuindo modo de vida compatível com o local de moradia e trabalho. Havia pesca de subsistência e, mesmo em condições humildes, os moradores possuíam uma vida digna, com habitações adequadas ao número de membros de cada família, acesso à água, alimentação adequada, garantida pelo trabalho que desempenhavam nas pequenas lavouras e pequenas criações, lazer, vida religiosa e social, escolas e postos de saúde, etc, além da possibilidade de negociar a produção nas comunidades vizinhas.
Depois da barragem, não foram garantidos aos atingidos os meios de vida que possuíam antes de serem desalojados de suas propriedades. Eles foram obrigados a mudar seu modo de vida: saíram de uma vida tradicionalmente rural para um meio “urbano” (sem que tenha a estrutura de uma aglomeração urbana). Não há terras agricultáveis, nem terrenos que permitam a criação de animais.
A degradação social e econômica elevou o número de casos de alcoolismo, além de aumentar os episódios de violência. As crianças não estudam, ou estudam sob péssimas condições. O esgoto corre a céu aberto. Muitos moradores não têm registro civil. Nenhum assentado possui documentação relativa à propriedade do imóvel que recebeu e em que reside. As comunidades são praticamente inacessíveis ou têm acesso muito difícil. Nenhuma é servida por transporte público regular. Nenhuma possui ambulância. Apenas alguns moradores são beneficiados por programas sociais do governo federal, sendo que os municípios não utilizam todos os benefícios previstos para serem concedidos às suas populações. As comunidades não recebem informações acerca desses programas, não sabendo como pleiteá-los. Muitos não têm acesso aos mesmos por não possuírem documentos de identidade.
A Barragem de Acauã foi concluída em 2002 e está localizada no Rio Paraíba, entre os municípios de Aroeiras, Itatuba e Natuba. Ela ocupa uma área de 1.725 hectares e causou o deslocamento de 4,5 mil pessoas (cerca de 800 famílias) que tiravam seu sustento do rio. Os povoados foram completamente inundados.
O Ministério Público Federal na Paraíba pede, por liminar, que a Justiça Federal mande o estado pagar uma remuneração mensal de um salário mínimo às famílias atingidas pela barragem, até que seja constatado que estejam construídas estruturas de produção que assegurem trabalho e renda à comunidade. Para o MPF, a remoção das comunidades desestruturou a economia das famílias, que ficaram sem uma atividade produtiva, além de terem sido encaminhadas para conjuntos habitacionais sem serviços e atividades essenciais.
Contra a criminalização dos Movimentos Sociais!
- Exigimos imediata apuração e punição dos responsáveis pelo assassinato atingido Joãozinho em Pedro Velho!
- Exigimos o fim das ameaças e violência em Itatuba, e punição dos agressores!
- Exigimos reassentamento imediato das famílias atingidas!
- Exigimos revisão das idenizações!
Movimento dos Atingidos por Barragens-PB
Comitê contra a Criminalização dos Movimentos Sociais
Militantes do MAB já vinham denunciando há algumas semanas o crescente clima de tensão na região, causado por ameaças de morte aos integrantes do movimento. Na semana anterior um rapaz que passava de moto próximo a um dos reassentamentos, em Itatuba, foi atingido com um tiro pelas costas, o que, de acordo com os dirigentes do movimento pode ter relação com as ameaças.
Atingidos por barragem lutam por terra
Após violento despejo (4/05), 120 famílias atingidas pela barragem de Acauã, montaram acampamento em terreno público, pertencente a prefeitura de Itatuba, próximo a fazenda Mascadi, onde ficaram acampadas durante dois meses aguardando vistoria do INCRA.
As famílias ficaram muito assustadas após as cenas de violência que viveram no despejo, realizado por 100 policiais militares e alguns jagunços da fazenda que aproveitaram a situação e atearam fogo em lonas e colchões dos acampados. Mesmo com a repressão, as familias se mantiveram organizadas e o acampamento a cada dia recebia mais e mais atingidos.
Há aproximadamente uma semana se iniciaram ameaças de morte a lideranças do acampamento, avisando que caso eles insistissem em permanecer no local assassinariam a eles e suas familias.
Desde então o clima de terror se alastrou na comunidade de Melancia (agrovila próxima ao acampamento) no município de Itatuba. Essa é mais uma página de uma longa de história de injustitas, vivida por essas familias atingidas.
Seis anos de injustiça e de luta
Há seis anos, 800 famílias paraibanas vivem difícil saga após a construção da barragem de Acauã. Todas viviam da agricultura, mas tiveram de deixar suas terras para a instalação da barragem. Desde então essas famílias nunca mais puderam recuperar sua antiga situação social, vivendo hoje em agrovilas, sem terra para cultivar e em pequenas casas de placa.
Foram muitas lutas travadas nesses seis anos, por indenizações justas, por reassentamento, por estruturas dignas de moradia, por escolas, posto de saúde e outros serviços sociais, como também por transporte e vias de acesso as comunidades.
Antes e depois da barragem
Antes da construção da barragem, as populações das comunidades atingidas viviam em áreas rurais, possuindo modo de vida compatível com o local de moradia e trabalho. Havia pesca de subsistência e, mesmo em condições humildes, os moradores possuíam uma vida digna, com habitações adequadas ao número de membros de cada família, acesso à água, alimentação adequada, garantida pelo trabalho que desempenhavam nas pequenas lavouras e pequenas criações, lazer, vida religiosa e social, escolas e postos de saúde, etc, além da possibilidade de negociar a produção nas comunidades vizinhas.
Depois da barragem, não foram garantidos aos atingidos os meios de vida que possuíam antes de serem desalojados de suas propriedades. Eles foram obrigados a mudar seu modo de vida: saíram de uma vida tradicionalmente rural para um meio “urbano” (sem que tenha a estrutura de uma aglomeração urbana). Não há terras agricultáveis, nem terrenos que permitam a criação de animais.
A degradação social e econômica elevou o número de casos de alcoolismo, além de aumentar os episódios de violência. As crianças não estudam, ou estudam sob péssimas condições. O esgoto corre a céu aberto. Muitos moradores não têm registro civil. Nenhum assentado possui documentação relativa à propriedade do imóvel que recebeu e em que reside. As comunidades são praticamente inacessíveis ou têm acesso muito difícil. Nenhuma é servida por transporte público regular. Nenhuma possui ambulância. Apenas alguns moradores são beneficiados por programas sociais do governo federal, sendo que os municípios não utilizam todos os benefícios previstos para serem concedidos às suas populações. As comunidades não recebem informações acerca desses programas, não sabendo como pleiteá-los. Muitos não têm acesso aos mesmos por não possuírem documentos de identidade.
A Barragem de Acauã foi concluída em 2002 e está localizada no Rio Paraíba, entre os municípios de Aroeiras, Itatuba e Natuba. Ela ocupa uma área de 1.725 hectares e causou o deslocamento de 4,5 mil pessoas (cerca de 800 famílias) que tiravam seu sustento do rio. Os povoados foram completamente inundados.
O Ministério Público Federal na Paraíba pede, por liminar, que a Justiça Federal mande o estado pagar uma remuneração mensal de um salário mínimo às famílias atingidas pela barragem, até que seja constatado que estejam construídas estruturas de produção que assegurem trabalho e renda à comunidade. Para o MPF, a remoção das comunidades desestruturou a economia das famílias, que ficaram sem uma atividade produtiva, além de terem sido encaminhadas para conjuntos habitacionais sem serviços e atividades essenciais.
Contra a criminalização dos Movimentos Sociais!
- Exigimos imediata apuração e punição dos responsáveis pelo assassinato atingido Joãozinho em Pedro Velho!
- Exigimos o fim das ameaças e violência em Itatuba, e punição dos agressores!
- Exigimos reassentamento imediato das famílias atingidas!
- Exigimos revisão das idenizações!
Movimento dos Atingidos por Barragens-PB
Comitê contra a Criminalização dos Movimentos Sociais
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Também, com taxa de juros de 37% ao ano...
Também, com taxa de juros de 37% ao ano...
Inadimplência do crédito em bancos atinge 5,7% e retoma recorde de 2000
A taxa de inadimplência média do crédito livre cresceu pelo sétimo mês seguido em junho. De acordo com o Banco Central (BC), a parcela dos empréstimos com atraso superior a 90 dias atingiu 5,7% das operações no mês passado, ante 5,5% em maio.
A inadimplência do crédito livre retomou o nível recorde da série histórica, que havia sido observado em setembro de 2000. O aumento foi liderado em junho pelas operações destinadas às empresas, com a taxa subindo de 3,2% em maio para 3,4% em junho. Entre as pessoas físicas, o percentual permaneceu em 8,6%.
Pelo sétimo mês consecutivo, a taxa média de juros praticada pelas instituições financeiras no crédito livre caiu em relação ao mês anterior. Em junho, o juro médio ficou em 36,7% anuais, ante 37,9% praticados em maio. Segundo o Banco Central, essa redução ocorreu nas operações para empresas e pessoas físicas.
Nos empréstimos para pessoas jurídicas, o juro médio caiu entre maio e junho de 28,5% para 27,5%. Nos financiamentos para as famílias, a queda foi de 47,3% para 45,6%. O spread médio ficou em 27,2 pontos percentuais, ante 28,1 pontos percentuais de maio. Os dados médios são influenciados por financiamentos como o de crédito consignado, em que o risco é quase nulo.
As operações de crédito do sistema financeiro mantiveram recuperação, puxada principalmente pelo BNDES, com expansão de 1,3% em junho na comparação com maio. O estoque de todos os empréstimos somava R$ 1,278 trilhão no fim do mês passado. No período de 12 meses encerrado em junho, o estoque de crédito cresceu 19,7%.
A participação do crédito no Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 43,7%, ante 43,2% em maio deste ano, e 36,3% em junho de 2008.
Fonte: Jornal Monitor Mercantil - 28/07/2009
Inadimplência do crédito em bancos atinge 5,7% e retoma recorde de 2000
A taxa de inadimplência média do crédito livre cresceu pelo sétimo mês seguido em junho. De acordo com o Banco Central (BC), a parcela dos empréstimos com atraso superior a 90 dias atingiu 5,7% das operações no mês passado, ante 5,5% em maio.
A inadimplência do crédito livre retomou o nível recorde da série histórica, que havia sido observado em setembro de 2000. O aumento foi liderado em junho pelas operações destinadas às empresas, com a taxa subindo de 3,2% em maio para 3,4% em junho. Entre as pessoas físicas, o percentual permaneceu em 8,6%.
Pelo sétimo mês consecutivo, a taxa média de juros praticada pelas instituições financeiras no crédito livre caiu em relação ao mês anterior. Em junho, o juro médio ficou em 36,7% anuais, ante 37,9% praticados em maio. Segundo o Banco Central, essa redução ocorreu nas operações para empresas e pessoas físicas.
Nos empréstimos para pessoas jurídicas, o juro médio caiu entre maio e junho de 28,5% para 27,5%. Nos financiamentos para as famílias, a queda foi de 47,3% para 45,6%. O spread médio ficou em 27,2 pontos percentuais, ante 28,1 pontos percentuais de maio. Os dados médios são influenciados por financiamentos como o de crédito consignado, em que o risco é quase nulo.
As operações de crédito do sistema financeiro mantiveram recuperação, puxada principalmente pelo BNDES, com expansão de 1,3% em junho na comparação com maio. O estoque de todos os empréstimos somava R$ 1,278 trilhão no fim do mês passado. No período de 12 meses encerrado em junho, o estoque de crédito cresceu 19,7%.
A participação do crédito no Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 43,7%, ante 43,2% em maio deste ano, e 36,3% em junho de 2008.
Fonte: Jornal Monitor Mercantil - 28/07/2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
A teoria do subimperialismo brasileiro
notas para uma (re)discussão contemporânea
A teoria do subimperialismo brasileiro
Fábio Bueno, Raphael Seabra
A década de 2000 consolidou uma nova fração da burguesia brasileira ligada ao mercado internacional não mais pela simples exportação de mercadorias, mas também pela de capitais na forma de investimentos diretos, implicando na recente expansão das multinacionais brasileiras3. Este processo de internacionalização da burguesia brasileira coincide com i) o aumento de conflitos envolvendo a burguesia brasileira em países da América do Sul - empresários da soja em terras paraguaias e bolivianas, Petrobrás na Bolívia e Odebrecht do Equador -, e com ii) uma orientação da política externa brasileira de maior destaque internacional, não só buscando assento no Conselho de Segurança da ONU, mas comandando as tropas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti desde 2004. Esse quadro permite formularmos a hipótese de que o movimento conjunto da política externa e da economia brasileira novamente corresponde à noção de subimperialismo de Ruy Mauro Marini, mas sob novas determinações. Para tanto, retomaremos brevemente a teoria do subimperialismo e em seguida destacarmos as novas determinações deste conceito no campo da política externa, da conformação das frações burguesas e da acumulação e composição orgânica do capital no Brasil.
[ clique aqui para ler a íntegra do artigo ]
Fonte: site da ALAI http://alainet.org
A teoria do subimperialismo brasileiro
Fábio Bueno, Raphael Seabra
A década de 2000 consolidou uma nova fração da burguesia brasileira ligada ao mercado internacional não mais pela simples exportação de mercadorias, mas também pela de capitais na forma de investimentos diretos, implicando na recente expansão das multinacionais brasileiras3. Este processo de internacionalização da burguesia brasileira coincide com i) o aumento de conflitos envolvendo a burguesia brasileira em países da América do Sul - empresários da soja em terras paraguaias e bolivianas, Petrobrás na Bolívia e Odebrecht do Equador -, e com ii) uma orientação da política externa brasileira de maior destaque internacional, não só buscando assento no Conselho de Segurança da ONU, mas comandando as tropas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti desde 2004. Esse quadro permite formularmos a hipótese de que o movimento conjunto da política externa e da economia brasileira novamente corresponde à noção de subimperialismo de Ruy Mauro Marini, mas sob novas determinações. Para tanto, retomaremos brevemente a teoria do subimperialismo e em seguida destacarmos as novas determinações deste conceito no campo da política externa, da conformação das frações burguesas e da acumulação e composição orgânica do capital no Brasil.
[ clique aqui para ler a íntegra do artigo ]
Fonte: site da ALAI http://alainet.org
terça-feira, 28 de julho de 2009
(resenha) “A América Latina e os desafios da globalização - ensaios dedicados a Ruy Mauro Marini"
Jornal dos Economistas, no. 240 (Julho, 2009). Pág. 13
-Almir Cezar de Carvalho Baptista Filho*
Por iniciativa da REGGEN e publicada pela Editora da PUC-Rio e Boitempo Editorial, recentemente foi lançando livro reunindo ensaios de pensadores contemporâneos de vários países a respeito da obra, do contexto histórico ou sob a influência
do cientista social brasileiro Ruy Mauro Marini na interpretação da globalização a partir da América Latina.
O livro, mais que um resgate e celebração à vida e obra de Marini através das escritas dessa seleção de autores, chega em um momento excelente, coincidindo oportunamente com os 40 anos do livro de Marini “Subdesenvolvimento e Revolução”
(1969) e com o aparecimento de uma nova crise mundial capitalista,
a maior desde a de 1929. E mais do que isso, serve ao resgate de seu pensamento e para romper o silêncio no Brasil em torno desse autor, permitindo a nova
geração de intelectuais mais do que conhecê-lo, tê-lo como ponto de partida e relocalização com a nova realidade e a religação entre prática e teoria.
Um dos fundadores da Teoria da Dependência e um dos principais expoentes de sua versão marxista, Ruy Mauro Marini é participante de um seleto grupo responsável pela projeção do pensamento de produção regional latino-americano. As décadas de 1960 e 970 foram de renovação do pensamento marxista. A Teoria da Dependência era a articulação dessa renovação na periferia do capitalismo mundial, em especial na América Latina. Por sua vez, Marini sempre procurou casar nas análises a questão nacional e a questão democrática com a luta de classe e, articulando-os, resultando em um enfoque e uma perspectiva socialista.
Contudo, embora ainda seja pouco divulgada em seu próprio país, sua obra serve de base e inspiração a uma vasta gama de pensadores e influência a várias correntes da ciência social ainda hoje, mesmo passado mais de uma década de sua morte (1997).
Marini tinha uma visão crítica do desenvolvimento das economias latino-americanas:
monopolista e sócia dos monopólios transnacionais do centro imperialista. Para Marini, a dinâmica econômica própria e regular das sociedades da zona periférica gera uma descapitalização crônica e crescentemente maior, e reforço da desigualdade
social, especialmente na zona periférica industrializada, combinada da ampliação da situação de dependência crescente ao centro.
Mas também, a dependência é do centro com a periferia, que se torna também cada vez mais refém das transferências do excedente econômico, garantidos por um controle mais férreo das burguesias nacionais sobre as massas, e pela ampliação da taxa de exploração da força de trabalho. E ainda terá que repetir no plano interno o modal de geração de mais-valia pela superexploração do trabalho. Reforçando consequentemente a crescente transnacionalização da economia mundial.
Infelizmente, Marini não viveu para ver uma espécie de renascer do interesse no seu pensamento e na Teoria da Dependência, despertados pela crise do modelo neoliberal marcadas pelas sucessivas crises da década 1990 e pela recente ascensão dos movimentos de massas. Na atual década houve uma produção autoral sob enfoque dependentista ou derivado que ultrapassa o volume das duas anteriores.
Contudo, a esquerda intelectual latino-americana, especialmente a brasileira, ainda está se reajustando a essa nova realidade. Tentar se apropriar do legado da obra de pensadores como Marini seria um bom passo e esse livro cumpre um papel fundamental neste sentido.
* Almir Cezar de Carvalho Baptista Filho é economista graduado pela UFF e mestre pela Universidade Federal de Uberlândia
Para ler a íntegra do Jornal dos Economista no. 240 clique aqui.
-Almir Cezar de Carvalho Baptista Filho*
Por iniciativa da REGGEN e publicada pela Editora da PUC-Rio e Boitempo Editorial, recentemente foi lançando livro reunindo ensaios de pensadores contemporâneos de vários países a respeito da obra, do contexto histórico ou sob a influência
do cientista social brasileiro Ruy Mauro Marini na interpretação da globalização a partir da América Latina.
O livro, mais que um resgate e celebração à vida e obra de Marini através das escritas dessa seleção de autores, chega em um momento excelente, coincidindo oportunamente com os 40 anos do livro de Marini “Subdesenvolvimento e Revolução”
(1969) e com o aparecimento de uma nova crise mundial capitalista,
a maior desde a de 1929. E mais do que isso, serve ao resgate de seu pensamento e para romper o silêncio no Brasil em torno desse autor, permitindo a nova
geração de intelectuais mais do que conhecê-lo, tê-lo como ponto de partida e relocalização com a nova realidade e a religação entre prática e teoria.
Um dos fundadores da Teoria da Dependência e um dos principais expoentes de sua versão marxista, Ruy Mauro Marini é participante de um seleto grupo responsável pela projeção do pensamento de produção regional latino-americano. As décadas de 1960 e 970 foram de renovação do pensamento marxista. A Teoria da Dependência era a articulação dessa renovação na periferia do capitalismo mundial, em especial na América Latina. Por sua vez, Marini sempre procurou casar nas análises a questão nacional e a questão democrática com a luta de classe e, articulando-os, resultando em um enfoque e uma perspectiva socialista.
Contudo, embora ainda seja pouco divulgada em seu próprio país, sua obra serve de base e inspiração a uma vasta gama de pensadores e influência a várias correntes da ciência social ainda hoje, mesmo passado mais de uma década de sua morte (1997).
Marini tinha uma visão crítica do desenvolvimento das economias latino-americanas:
monopolista e sócia dos monopólios transnacionais do centro imperialista. Para Marini, a dinâmica econômica própria e regular das sociedades da zona periférica gera uma descapitalização crônica e crescentemente maior, e reforço da desigualdade
social, especialmente na zona periférica industrializada, combinada da ampliação da situação de dependência crescente ao centro.
Mas também, a dependência é do centro com a periferia, que se torna também cada vez mais refém das transferências do excedente econômico, garantidos por um controle mais férreo das burguesias nacionais sobre as massas, e pela ampliação da taxa de exploração da força de trabalho. E ainda terá que repetir no plano interno o modal de geração de mais-valia pela superexploração do trabalho. Reforçando consequentemente a crescente transnacionalização da economia mundial.
Infelizmente, Marini não viveu para ver uma espécie de renascer do interesse no seu pensamento e na Teoria da Dependência, despertados pela crise do modelo neoliberal marcadas pelas sucessivas crises da década 1990 e pela recente ascensão dos movimentos de massas. Na atual década houve uma produção autoral sob enfoque dependentista ou derivado que ultrapassa o volume das duas anteriores.
Contudo, a esquerda intelectual latino-americana, especialmente a brasileira, ainda está se reajustando a essa nova realidade. Tentar se apropriar do legado da obra de pensadores como Marini seria um bom passo e esse livro cumpre um papel fundamental neste sentido.
* Almir Cezar de Carvalho Baptista Filho é economista graduado pela UFF e mestre pela Universidade Federal de Uberlândia
Para ler a íntegra do Jornal dos Economista no. 240 clique aqui.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
"Jardim da liberdade": a Escola de Artes Visuais do Parque Laje
Prezado companheiros,
leiam este artigo que fala da Escola de Artes Visuais Parque Laje uma bela experiência de se constituir arte e resistência, na qual todos nós participamos dessa idéia.
Abraços,
Eduardo.
***
Jardim da Liberdade
Em pleno tempos de chumbo, o Parque Lage abria suas portas para poetas e cabeludos: estava criada a Escola de Artes Visuais no Rio de Janeiro.
Bernardo Camara
As coisas andavam calmas pelo jardim. Com cavaletes espalhados pelo casarão, jovens e senhoras pintavam suas paisagens e moldavam seus bustos de gesso. A notícia chegou como um furacão: “Estão dizendo que não querem mais o clássico e o acadêmico. Dizem que o novo diretor quer tudo moderníssimo e muita liberdade”, denunciava ao Jornal do Brasil uma das alunas do Instituto de Belas Artes.
Sediada no antigo palacete do Parque Lage, no Rio de Janeiro, a tradicional instituição trocou de nome e de rumos, nos idos de 1975, no decorrer da ditadura militar. A sigla IBA deu lugar às letras EAV – Escola de Artes Visuais. Foi o primeiro sinal de que a gestão do artista plástico Rubens Gerchman se iniciava para não deixar, por ali, pedra sobre pedra.
E não deixou. Numa dessas contradições da ditadura brasileira, a Secretaria de Cultura do Estado chamou o contestador Gerchman para assumir o ensino no Parque Lage. Chegando lá, ele encontrou cursos engessados no academicismo. As aulas ocupavam as salas da antiga construção de estilo eclético, que até hoje divide espaço harmoniosamente com árvores e cascatas. Nas palavras do jornalista e crítico de arte Wilson Coutinho, o Instituto vivia “um tempo descompassado, desatualizado”.
O balde de contemporaneidade veio de repente. Em poucos meses, o novo diretor estava com um time de artistas de vanguarda formado. Gente como Lina Bo Bardi, Helio Eichbauer, Sérgio Santeiro e Léliz Gonzalez teriam o papel de desenferrujar a noção de ensino de arte.
No início de 1976, os primeiros cursos já mudavam o cenário do parque: as aulas transbordaram das salas para os pátios e jardins. E se o IBA era apegado às artes plásticas, a EAV abria largos caminhos para que literatura, cinema, teatro, fotografia e outras formas de expressão se embaralhassem à vontade.
Em tempos de ditadura, o local se tornou um refúgio de poetas e cabeludos. “Esse lugar era muito sedutor, fascinante. Eu via isso como uma ilha de liberdade cercada de repressão por todos os lados”, recorda Luiz Ernesto Moraes, que estava entre os mais de dois mil alunos que circularam por ali à época.
Entre as árvores centenárias, vez por outra um maluco-beleza transitava como veio ao mundo. A marola que exalava dos cigarros de maconha se misturava com o ar puro. E alunos, professores e curiosos passavam dias inteiros se embebedando de uma cultura que, dali para fora, fatalmente encontraria resistência.
“Tudo o que não podia acontecer em lugar algum – filmes censurados, artistas que tinham trabalhos proibidos, poetas – acontecia aqui. Isso era um oásis, as pessoas vinham para cá porque sabiam que aqui as coisas aconteciam”, diz Luiz Ernesto.
Com aulas instigantes e interativas, o espaço logo transcendeu o ensino e passou a ser o principal palco de eventos, debates, exposições, leituras de poesia, teatro e performances que aconteciam na cidade. Gil, Caetano, Paulo Moura e uma penca de outros grandes artistas passaram por lá.
“Era o lugar no Rio em que as pessoas se refugiavam, se encontravam. Um lugar muito efervescente, de encontros, idéias”, define o artista plástico Helio Eichbauer, que integrou a primeira equipe de professores da EAV. “Em termos de cultura, ali aconteceram as coisas mais importantes no Rio, na época. Foi onde se fez história da cultura, da arte”.
Hippies inofensivos
Ao lado do palacete, um camburão da Polícia Militar batia ponto todos os dias. Luiz Ernesto cansou de ser revistado pelos soldados. “Muitas vezes eu parava, botava as mãos no carro, o cara dava uma geral, derrubava minhas coisas da bolsa”, conta, acrescentando, porém, que a opressão não passava disso.
“Eles achavam que os artistas eram hippies e que não tinham uma atuação tão perigosa”, explica Eichbauer. O que poderia ser ingenuidade, já que a nata revolucionária de pensadores não parava de borbulhar ideias e críticas ao regime. Mais que artistas, a escola congregou sociólogos, antropólogos, historiadores e outras áreas de discussão. “O que exercíamos ali era um outro tipo de guerrilha. Uma guerrilha espiritual, intelectual, de ideias”.
Foi nos jardins do parque que a poesia marginal – a mais importante expressão literária de resistência – encontrou morada. Ali, os psicanalistas da vanguarda lacaniana sediaram a Escola Freudiana do Brasil. Foi nos porões do casarão que uma das primeiras revistas gay, Lampião, saiu impressa. “Enfim, aqui era onde se pensava artisticamente e politicamente”, conclui Luiz Ernesto.
As coisas aconteciam no ímpeto. As verbas do Estado mal davam para o papel higiênico e o café, dizia Gerchman. Mas só o prazer de se expressar livremente valia a conta, garante Eichbauer: “Os artistas iam porque queriam. Ali era uma escola de contracultura oficial. Um lugar onde se exercia o direito à liberdade de pensamento e de ação”. Algo tão em falta naqueles tempos de chumbo.
Retirado do Portal - www.revistadehistoria.com.br
leiam este artigo que fala da Escola de Artes Visuais Parque Laje uma bela experiência de se constituir arte e resistência, na qual todos nós participamos dessa idéia.
Abraços,
Eduardo.
***
Jardim da Liberdade
Em pleno tempos de chumbo, o Parque Lage abria suas portas para poetas e cabeludos: estava criada a Escola de Artes Visuais no Rio de Janeiro.
Bernardo Camara
As coisas andavam calmas pelo jardim. Com cavaletes espalhados pelo casarão, jovens e senhoras pintavam suas paisagens e moldavam seus bustos de gesso. A notícia chegou como um furacão: “Estão dizendo que não querem mais o clássico e o acadêmico. Dizem que o novo diretor quer tudo moderníssimo e muita liberdade”, denunciava ao Jornal do Brasil uma das alunas do Instituto de Belas Artes.
Sediada no antigo palacete do Parque Lage, no Rio de Janeiro, a tradicional instituição trocou de nome e de rumos, nos idos de 1975, no decorrer da ditadura militar. A sigla IBA deu lugar às letras EAV – Escola de Artes Visuais. Foi o primeiro sinal de que a gestão do artista plástico Rubens Gerchman se iniciava para não deixar, por ali, pedra sobre pedra.
E não deixou. Numa dessas contradições da ditadura brasileira, a Secretaria de Cultura do Estado chamou o contestador Gerchman para assumir o ensino no Parque Lage. Chegando lá, ele encontrou cursos engessados no academicismo. As aulas ocupavam as salas da antiga construção de estilo eclético, que até hoje divide espaço harmoniosamente com árvores e cascatas. Nas palavras do jornalista e crítico de arte Wilson Coutinho, o Instituto vivia “um tempo descompassado, desatualizado”.
O balde de contemporaneidade veio de repente. Em poucos meses, o novo diretor estava com um time de artistas de vanguarda formado. Gente como Lina Bo Bardi, Helio Eichbauer, Sérgio Santeiro e Léliz Gonzalez teriam o papel de desenferrujar a noção de ensino de arte.
No início de 1976, os primeiros cursos já mudavam o cenário do parque: as aulas transbordaram das salas para os pátios e jardins. E se o IBA era apegado às artes plásticas, a EAV abria largos caminhos para que literatura, cinema, teatro, fotografia e outras formas de expressão se embaralhassem à vontade.
Em tempos de ditadura, o local se tornou um refúgio de poetas e cabeludos. “Esse lugar era muito sedutor, fascinante. Eu via isso como uma ilha de liberdade cercada de repressão por todos os lados”, recorda Luiz Ernesto Moraes, que estava entre os mais de dois mil alunos que circularam por ali à época.
Entre as árvores centenárias, vez por outra um maluco-beleza transitava como veio ao mundo. A marola que exalava dos cigarros de maconha se misturava com o ar puro. E alunos, professores e curiosos passavam dias inteiros se embebedando de uma cultura que, dali para fora, fatalmente encontraria resistência.
“Tudo o que não podia acontecer em lugar algum – filmes censurados, artistas que tinham trabalhos proibidos, poetas – acontecia aqui. Isso era um oásis, as pessoas vinham para cá porque sabiam que aqui as coisas aconteciam”, diz Luiz Ernesto.
Com aulas instigantes e interativas, o espaço logo transcendeu o ensino e passou a ser o principal palco de eventos, debates, exposições, leituras de poesia, teatro e performances que aconteciam na cidade. Gil, Caetano, Paulo Moura e uma penca de outros grandes artistas passaram por lá.
“Era o lugar no Rio em que as pessoas se refugiavam, se encontravam. Um lugar muito efervescente, de encontros, idéias”, define o artista plástico Helio Eichbauer, que integrou a primeira equipe de professores da EAV. “Em termos de cultura, ali aconteceram as coisas mais importantes no Rio, na época. Foi onde se fez história da cultura, da arte”.
Hippies inofensivos
Ao lado do palacete, um camburão da Polícia Militar batia ponto todos os dias. Luiz Ernesto cansou de ser revistado pelos soldados. “Muitas vezes eu parava, botava as mãos no carro, o cara dava uma geral, derrubava minhas coisas da bolsa”, conta, acrescentando, porém, que a opressão não passava disso.
“Eles achavam que os artistas eram hippies e que não tinham uma atuação tão perigosa”, explica Eichbauer. O que poderia ser ingenuidade, já que a nata revolucionária de pensadores não parava de borbulhar ideias e críticas ao regime. Mais que artistas, a escola congregou sociólogos, antropólogos, historiadores e outras áreas de discussão. “O que exercíamos ali era um outro tipo de guerrilha. Uma guerrilha espiritual, intelectual, de ideias”.
Foi nos jardins do parque que a poesia marginal – a mais importante expressão literária de resistência – encontrou morada. Ali, os psicanalistas da vanguarda lacaniana sediaram a Escola Freudiana do Brasil. Foi nos porões do casarão que uma das primeiras revistas gay, Lampião, saiu impressa. “Enfim, aqui era onde se pensava artisticamente e politicamente”, conclui Luiz Ernesto.
As coisas aconteciam no ímpeto. As verbas do Estado mal davam para o papel higiênico e o café, dizia Gerchman. Mas só o prazer de se expressar livremente valia a conta, garante Eichbauer: “Os artistas iam porque queriam. Ali era uma escola de contracultura oficial. Um lugar onde se exercia o direito à liberdade de pensamento e de ação”. Algo tão em falta naqueles tempos de chumbo.
Retirado do Portal - www.revistadehistoria.com.br
Textos do G. Arrighi falando do Novo Imperialismo
Por Almir Cezar Filho
Textos do G. Arrighi falando do Novo Imperialismo. "Compreender a hegemonia" - o texto está em espanhol.
Parte 1: http://www.newleftreview.org/?getpdf=NLR26602;pdflang=es
Parte 2: http://www.newleftreview.org/?getpdf=NLR26707;pdflang=es
Obs: dica de nosso amigo e colunista do blog Vinícius
Textos do G. Arrighi falando do Novo Imperialismo. "Compreender a hegemonia" - o texto está em espanhol.
Parte 1: http://www.newleftreview.org/?getpdf=NLR26602;pdflang=es
Parte 2: http://www.newleftreview.org/?getpdf=NLR26707;pdflang=es
Obs: dica de nosso amigo e colunista do blog Vinícius
sábado, 25 de julho de 2009
Livro "Raízes do Brasil" de Sérgio Buarque de Holanda
Raízes que dão frutos
por João Cezar de Castro Rocha
O provérbio ensina: o hábito faz o monge – não o oposto. Como o alferes Jacobina – do onto “O espelho”, de Machado de Assis – descobriu com alguma inquietude, sem o espelho proporcionado pelo olhar do outro, tornamo-nos invisíveis, sobretudo aos nossos próprios olhos. Habituado a ser reconhecido pela patente de alferes, jacobina descobre que está sozinho, ou pior, cercado por escravos – possivelmente a forma mais cruel de solidão numa sociedade escravocrata. Longe de seus pares, ele logo começa a duvidar da sua própria existência social. Na cortante formulação de Machado, “o alferes eliminou o homem”.
Sérgio Buarque de Holanda deve ter recordado o conto de Machado ao delinear o perfil do brasileiro médio e estabelecer o conceito de “homem cordial”, para o qual “a vida em sociedade é, de certo modo, uma verdadeira libertação do pavor que ele sente de viver consigo mesmo”. Raízes do Brasil é uma modalidade do espelho de Machado de Assis – forma através da qual uma comunidade se reconhece.
por João Cezar de Castro Rocha
O provérbio ensina: o hábito faz o monge – não o oposto. Como o alferes Jacobina – do onto “O espelho”, de Machado de Assis – descobriu com alguma inquietude, sem o espelho proporcionado pelo olhar do outro, tornamo-nos invisíveis, sobretudo aos nossos próprios olhos. Habituado a ser reconhecido pela patente de alferes, jacobina descobre que está sozinho, ou pior, cercado por escravos – possivelmente a forma mais cruel de solidão numa sociedade escravocrata. Longe de seus pares, ele logo começa a duvidar da sua própria existência social. Na cortante formulação de Machado, “o alferes eliminou o homem”.
Sérgio Buarque de Holanda deve ter recordado o conto de Machado ao delinear o perfil do brasileiro médio e estabelecer o conceito de “homem cordial”, para o qual “a vida em sociedade é, de certo modo, uma verdadeira libertação do pavor que ele sente de viver consigo mesmo”. Raízes do Brasil é uma modalidade do espelho de Machado de Assis – forma através da qual uma comunidade se reconhece.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Neoliberalismo, por Nami Klein
Dica de hoje é o sítio eletrônico sobre Naomi Klein, uma canadense que escreve sobre neoliberalismo
lavaca.org/seccion/actualidad/1/1619.shtml
Agradeço a Vinícius, nosso amigo e colaborador do blog pela dica.
lavaca.org/seccion/actualidad/1/1619.shtml
Agradeço a Vinícius, nosso amigo e colaborador do blog pela dica.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Conferência Anual da Associação Internacional para o Realismo Crítico ocorrerá na UFF
Conferência Anual da Associação Internacional para o Realismo Crítico ocorrerá na UFF
Entre os dias 23 e 25 de julho, pesquisadores do Brasil e do exterior irão se reunir no Instituto de Geociências da UFF, Campus da Praia Vermelha, São Domingos, Niterói, para a 12ª Conferência Anual da Associação Internacional para o Realismo Crítico (IACR).
A conferência, que terá como tema "Realismo e Emancipação Humana: Outro Mundo É Possível?", pretende receber contribuições de todas as áreas das ciências sociais e naturais.
Além de palestras, participantes poderão assistir a um minicurso sobre realismo crítico com os professores Roy Bhaskar, da Universidade de Londres, e Alan Norrie, da King’s College London. Esta é a primeira vez que a conferência terá como sede a América Latina.
As informações pelo site www.uff.br/iacr ou pelo e-mail iacr2009@vm.uff.br.
Entre os dias 23 e 25 de julho, pesquisadores do Brasil e do exterior irão se reunir no Instituto de Geociências da UFF, Campus da Praia Vermelha, São Domingos, Niterói, para a 12ª Conferência Anual da Associação Internacional para o Realismo Crítico (IACR).
A conferência, que terá como tema "Realismo e Emancipação Humana: Outro Mundo É Possível?", pretende receber contribuições de todas as áreas das ciências sociais e naturais.
Além de palestras, participantes poderão assistir a um minicurso sobre realismo crítico com os professores Roy Bhaskar, da Universidade de Londres, e Alan Norrie, da King’s College London. Esta é a primeira vez que a conferência terá como sede a América Latina.
As informações pelo site www.uff.br/iacr ou pelo e-mail iacr2009@vm.uff.br.
Entrevista de Immanuel Wallerstein ao Programa Milênio
Após os vídeos de Giovanni Arrighi postamos aqui uma entrevista de outro grande autor da Teoria dos Sistemas Mundo e fundador dessa abordagem, Immanuel Wallerstein.
Para o cientista político radicados nos EUA o mundo contemporâneo está diante de uma doença terminal. Chegamos a um momento de esgotamento do processo de acumulação do capital e entramos em uma era caótica e de incerteza, porque o sistema atual será forçosamente substituído por um outro que não sabemos qual é e, portanto, não sabemos se será melhor ou pior. Mas será, certamente, pós-americano.
Para o cientista político radicados nos EUA o mundo contemporâneo está diante de uma doença terminal. Chegamos a um momento de esgotamento do processo de acumulação do capital e entramos em uma era caótica e de incerteza, porque o sistema atual será forçosamente substituído por um outro que não sabemos qual é e, portanto, não sabemos se será melhor ou pior. Mas será, certamente, pós-americano.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Entrevista de Giovanni Arrighi à GloboNews
Por que os países dominam e perdem o domínio do mundo? A partir do século XVI este domínio pertenceu aos europeus. O século XIX foi dos ingleses, e desde então temos a hegemonia americana. Isso é exposto na entrevista de Giovanni Arrighi à GloboNews em março do ano passado.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Giovanni Arrighi, por José Luís Fiori
Valor Econômico - 15 de junho de 2009
Morreu nos Estados Unidos, na cidade de Baltimore, no dia 19 de junho de 2009, o economista italiano Giovanni Arrighi, que foi professor, nos últimos anos de sua vida, da Universidade Johns Hopkins. Arrighi nasceu em Milão, em 1937, estudou na Universidade de Bocconi e, na década de 1960, participou da geração de cientistas sociais europeus e americanos que trabalharam na África e se dedicaram ao estudo do desenvolvimento econômico em países da periferia capitalista. De volta à Itália, na década de 70, e depois nos Estados Unidos, a partir dos anos 80, Giovanni Arrighi dedicou quase três décadas de sua vida intelectual ao estudo da "crise da hegemonia americana" dos anos 70, e das transformações econômicas e políticas mundiais das décadas seguintes, que passaram pela expansão vertiginosa da China e de grande parte da Ásia, e chegaram até à crise financeira de 2008.
[ clique aqui para ler todo ]
Morreu nos Estados Unidos, na cidade de Baltimore, no dia 19 de junho de 2009, o economista italiano Giovanni Arrighi, que foi professor, nos últimos anos de sua vida, da Universidade Johns Hopkins. Arrighi nasceu em Milão, em 1937, estudou na Universidade de Bocconi e, na década de 1960, participou da geração de cientistas sociais europeus e americanos que trabalharam na África e se dedicaram ao estudo do desenvolvimento econômico em países da periferia capitalista. De volta à Itália, na década de 70, e depois nos Estados Unidos, a partir dos anos 80, Giovanni Arrighi dedicou quase três décadas de sua vida intelectual ao estudo da "crise da hegemonia americana" dos anos 70, e das transformações econômicas e políticas mundiais das décadas seguintes, que passaram pela expansão vertiginosa da China e de grande parte da Ásia, e chegaram até à crise financeira de 2008.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Cartunistas contra o golpe militar em Honduras
Vejam companheiros,
A mobilização internacional em apoio a luta dos trabalhadores e trabalhadoras de Honduras, que resistem ao golpe militar bravamente.
Viva o povo hondurenho!
Até a vitória da resistência!
http://www.youtube.com/watch?v=SgX1MAWUN2Q
A mobilização internacional em apoio a luta dos trabalhadores e trabalhadoras de Honduras, que resistem ao golpe militar bravamente.
Viva o povo hondurenho!
Até a vitória da resistência!
http://www.youtube.com/watch?v=SgX1MAWUN2Q
Viva a resistêcia hondurenha...eles não passarão!
Segundo dia: nada será como antes em Honduras
Cristina Barbosa, presidente da Fed. Estudantil da Costa Rica e Roberto Herrera do MAS (LIT-QI)
• Acompanhe a reportagem sobre a resistência ao golpe de Estado, enviada por uma delegação que está em Honduras. Desde o dia seguinte ao golpe, formou-se na Costa Rica o Movimento de Solidariedade ao Povo Hondurenho. O Movimento ao Socialismo (MAS), seção oficial da LIT-QI na Costa Rica, participa desde o início das atividades do comitê, com a firme certeza de que a atitude dos revolucionários da América Central deve ser assumir para si qualquer luta que ocorra nos cinco países da região que foram artificialmente divididos. Neste momento, uma delegação se encontra em Honduras, levando solidariedade e participando da resistência. Estas são as primeiras notícias que eles nos enviam desta importante luta democrática, antioligárquica e antiimperialista.
# Leia a reportagem do primeiro dia
Quinta-feira, 16 de julho, segundo dia
Hoje completam-se 19 dias de luta contra o golpe. Participamos do fechamento de ruas na altura de El Durazno, principal saída de Tegucigalpa para o norte do país. O bloqueio durou das 8h30 até 15h.
O protesto, aqui, reuniu duas mil pessoas e, no sul, cerca de mil. Nesta saída, concentraram-se os ativistas liberais que se opõem ao golpe. Em El Durazno, se concentraram os sindicatos do estado (PANI, Frente de organizações do magistério, INA, enfermeiras etc.).
Além destes bloqueios, estavam fechadas as cidades de San Pedro Sula (capital industrial onde se concentram as maquiladoras) e Porto Cortês (principal porto do país), o que representou uma paralisação importante da economia. Para sexta-feira, espera-se uma nova jornada de resistência, igual à da quinta-feira. Um novo dia de luta nos espera.
Muitos símbolos indicam que, em meio a muitos “estica e afrouxa”, tentam solucionar por cima o conflito. Os olhos apontam para a negociação de sábado em Costa Rica. Vamos resumir alguns fatos políticos que nos parecem importantes.
1) O governo golpista mostra sinais de cansaço. A saída de dois servidores públicos do governo, entre eles López Colindres (chanceler), se soma a um estranhamento dos militares com o governo e com o próprio anúncio de Michelletti de que poderia renunciar desde que Zelaya não regressasse.
2) Diferentes formas de repressão seguem ativas, como, por exemplo, o fechamento temporário dos sinais de rádio e TV, o toque de recolher, a perseguição a servidores públicos governistas, a perseguição sindical, o assassinato seletivo ocultado como crime comum. Esta violência política é acompanhada também pelo aumento da delinquência, como ajustes de contas e fatos vinculados aos “maras” (violenta gangue da região).
3) O custo econômico do golpe num país tão pobre como Honduras, começa a surgir. Há projetos interrompidos, fundos congelados e bloqueios. Além disso, há o custo de manter mobilizado o exército por 19 dias. Amanhã é o pagamento de salário dos servidores públicos. Gabriela Núñez, ministra de finanças, está tentando reunir fundos de todos os lados.
4) O mais importante é que o movimento popular segue ativo apesar das ameaças. Entre os docentes, é muito forte. Exemplo disso foi o início da transmissão da rádio clandestina ligada à Resistência (Rádio Morazán) e de que as ações continuarão amanhã, mesmo que não se concretize a paralisação geral. No interior do país, as ações também ganham força.
5) É importante assinalar que a direita latino-americana mantém uma campanha muito agressiva em relação a Honduras. Hoje chegou o grupo UNO América, que é o “rim dos vermes”. Seu objetivo era legalizar o golpe e lhe dar apoio político. Na delegação, haviam reconhecidos representantes da direita da Venezuela e da Colômbia. Além do delírio fascistóide e dos argumentos deste grupo, a presença de UNO América assinala um claro vínculo das direitas golpistas latino-americanas e norte-americanas, mas, sobretudo, um esforço deste setor ultradireitista em descongelar o isolamento internacional dos golpistas.
Estes são alguns fatos, mas como assinalamos, a situação é instável. Ainda que existam sinais de negociação, o “estica e afrouxa” de ambos os lados, o fato mais importante para os revolucionários é que o povo continua nas ruas e com um nível crescente de politização. Se Zelaya retornar pela ação das massas, isso representaria uma clara vitória democrática e popular, que não seria detida facilmente, mas continuaria avançando e questionando o regime. Se as elites conseguem uma saída negociada [1], não será fácil para eles desativar as bandeiras que foram articuladas pelo movimento popular, sobretudo, o chamado à Assembleia Nacional Constituinte.
Como dissemos algumas vezes, nada será como antes em Honduras.
NOTA:
1. É claro, no processo de possíveis saídas negociadas, que cumpre um papel fundamental a mediação pró-imperialista do presidente Arias, que já tem levantado a consigna de governo de reconciliação nacional, que consistiria em duas opções: ou num governo de transição, apoiado na Corte Suprema de Justiça, ou num regresso condicionado de Mel Zelaya, isto é, afastado da Alba, sem o projeto de quarta urna, e com a anistia para ambos os lados. Estas saídas são incômodas para os golpistas, sobretudo para as forças armadas. Outra opção pela qual se decantariam os golpistas é um governo de reconciliação sem Zelaya, em que ele possa regressar e ser anistiado dos supostos delitos políticos, mas que seja julgado pelos delitos de corrupção. Como se vê, os cenários são múltiplos e variáveis. Evidentemente, para os revolucionários, a melhor saída é que o movimento popular consiga através de sua ação independente uma quebra total do regime e uma convocação à Assembleia Nacional Constituinte sobre as ruínas do velho regime, apoiado nas organizações populares. Para conseguir isto, é evidente que é preciso forjar uma força política ampla, orientada pela independência de classe e a meta socialista.
Retirado do Portal www.pstu.org.br
Cristina Barbosa, presidente da Fed. Estudantil da Costa Rica e Roberto Herrera do MAS (LIT-QI)
• Acompanhe a reportagem sobre a resistência ao golpe de Estado, enviada por uma delegação que está em Honduras. Desde o dia seguinte ao golpe, formou-se na Costa Rica o Movimento de Solidariedade ao Povo Hondurenho. O Movimento ao Socialismo (MAS), seção oficial da LIT-QI na Costa Rica, participa desde o início das atividades do comitê, com a firme certeza de que a atitude dos revolucionários da América Central deve ser assumir para si qualquer luta que ocorra nos cinco países da região que foram artificialmente divididos. Neste momento, uma delegação se encontra em Honduras, levando solidariedade e participando da resistência. Estas são as primeiras notícias que eles nos enviam desta importante luta democrática, antioligárquica e antiimperialista.
# Leia a reportagem do primeiro dia
Quinta-feira, 16 de julho, segundo dia
Hoje completam-se 19 dias de luta contra o golpe. Participamos do fechamento de ruas na altura de El Durazno, principal saída de Tegucigalpa para o norte do país. O bloqueio durou das 8h30 até 15h.
O protesto, aqui, reuniu duas mil pessoas e, no sul, cerca de mil. Nesta saída, concentraram-se os ativistas liberais que se opõem ao golpe. Em El Durazno, se concentraram os sindicatos do estado (PANI, Frente de organizações do magistério, INA, enfermeiras etc.).
Além destes bloqueios, estavam fechadas as cidades de San Pedro Sula (capital industrial onde se concentram as maquiladoras) e Porto Cortês (principal porto do país), o que representou uma paralisação importante da economia. Para sexta-feira, espera-se uma nova jornada de resistência, igual à da quinta-feira. Um novo dia de luta nos espera.
Muitos símbolos indicam que, em meio a muitos “estica e afrouxa”, tentam solucionar por cima o conflito. Os olhos apontam para a negociação de sábado em Costa Rica. Vamos resumir alguns fatos políticos que nos parecem importantes.
1) O governo golpista mostra sinais de cansaço. A saída de dois servidores públicos do governo, entre eles López Colindres (chanceler), se soma a um estranhamento dos militares com o governo e com o próprio anúncio de Michelletti de que poderia renunciar desde que Zelaya não regressasse.
2) Diferentes formas de repressão seguem ativas, como, por exemplo, o fechamento temporário dos sinais de rádio e TV, o toque de recolher, a perseguição a servidores públicos governistas, a perseguição sindical, o assassinato seletivo ocultado como crime comum. Esta violência política é acompanhada também pelo aumento da delinquência, como ajustes de contas e fatos vinculados aos “maras” (violenta gangue da região).
3) O custo econômico do golpe num país tão pobre como Honduras, começa a surgir. Há projetos interrompidos, fundos congelados e bloqueios. Além disso, há o custo de manter mobilizado o exército por 19 dias. Amanhã é o pagamento de salário dos servidores públicos. Gabriela Núñez, ministra de finanças, está tentando reunir fundos de todos os lados.
4) O mais importante é que o movimento popular segue ativo apesar das ameaças. Entre os docentes, é muito forte. Exemplo disso foi o início da transmissão da rádio clandestina ligada à Resistência (Rádio Morazán) e de que as ações continuarão amanhã, mesmo que não se concretize a paralisação geral. No interior do país, as ações também ganham força.
5) É importante assinalar que a direita latino-americana mantém uma campanha muito agressiva em relação a Honduras. Hoje chegou o grupo UNO América, que é o “rim dos vermes”. Seu objetivo era legalizar o golpe e lhe dar apoio político. Na delegação, haviam reconhecidos representantes da direita da Venezuela e da Colômbia. Além do delírio fascistóide e dos argumentos deste grupo, a presença de UNO América assinala um claro vínculo das direitas golpistas latino-americanas e norte-americanas, mas, sobretudo, um esforço deste setor ultradireitista em descongelar o isolamento internacional dos golpistas.
Estes são alguns fatos, mas como assinalamos, a situação é instável. Ainda que existam sinais de negociação, o “estica e afrouxa” de ambos os lados, o fato mais importante para os revolucionários é que o povo continua nas ruas e com um nível crescente de politização. Se Zelaya retornar pela ação das massas, isso representaria uma clara vitória democrática e popular, que não seria detida facilmente, mas continuaria avançando e questionando o regime. Se as elites conseguem uma saída negociada [1], não será fácil para eles desativar as bandeiras que foram articuladas pelo movimento popular, sobretudo, o chamado à Assembleia Nacional Constituinte.
Como dissemos algumas vezes, nada será como antes em Honduras.
NOTA:
1. É claro, no processo de possíveis saídas negociadas, que cumpre um papel fundamental a mediação pró-imperialista do presidente Arias, que já tem levantado a consigna de governo de reconciliação nacional, que consistiria em duas opções: ou num governo de transição, apoiado na Corte Suprema de Justiça, ou num regresso condicionado de Mel Zelaya, isto é, afastado da Alba, sem o projeto de quarta urna, e com a anistia para ambos os lados. Estas saídas são incômodas para os golpistas, sobretudo para as forças armadas. Outra opção pela qual se decantariam os golpistas é um governo de reconciliação sem Zelaya, em que ele possa regressar e ser anistiado dos supostos delitos políticos, mas que seja julgado pelos delitos de corrupção. Como se vê, os cenários são múltiplos e variáveis. Evidentemente, para os revolucionários, a melhor saída é que o movimento popular consiga através de sua ação independente uma quebra total do regime e uma convocação à Assembleia Nacional Constituinte sobre as ruínas do velho regime, apoiado nas organizações populares. Para conseguir isto, é evidente que é preciso forjar uma força política ampla, orientada pela independência de classe e a meta socialista.
Retirado do Portal www.pstu.org.br
Um mês sem Giovanni Arrighi, o escritor de "O longo século XX"
por Almir Cezar Filho
Hoje dia 20 fará exatos um mês de falecimento do economista político italiano radicado nos EUA Giovanni Arrighi. Curiosamente, apesar de certa popularidade por aqui pelo Brasil, obtida especialmente após a publicação de O Longo Século XX, houve um total silêncio na grande mídia sobre sua morte.
Nascido em 1937 na Itália, falecido em Baltimore, EUA em 20 de junho de 2009, Giovanni Arrighi se formou como economista neoclássico em Milão, Itália. Foi doutor em Economia e catedrático de Sociologia na Universidade estadual de Nova York (campus de Binghamton) e professor de Sociologia e gerente do Instituto para Estudos Globais em Cultura, Poder e História da Universidade Johns Hopkins, ambas instituições localizadas nos Estados Unidos da América. Atuou principalmente no campo da sociologia comparativa e história, na análise do sistema mundial e em sociologia econômica.
É um dos 5 principais autores sobre a Teoria do Sistema Mundial, juntamente com o seu fundador Immanuel Wallerstein, Samir Amim, Theotonio dos Santos e o falecido em 2005 André Gunder Frank. Seus livros mais recentes são "O Longo Século XX", "Caos e Governabilidade no Moderno Sistema Mundial" (em co-autoria com a esposa e companheira intelectual Beverly Silver) e "Adam Smith em Pequim". Em conjunto, formam sua trilogia sobre o capitalismo em perspectiva histórico-mundial.
Sua morte, pelo câncer, que lutava por vários meses, ceifou justamente em um momento de intensa produção intelectual.
Postamos aqui dois vídeos onde Arrighi expõe suas ideias. No primeiro é um auto-depoimento de Arrighi entitulado "Lendo Karl Polanyi em Pequim" preparado para o Encontro internacional sobre Karl Polanyi ocorrido em 2008 em Montreal, Canadá e cujo título é um trocadilho com o título de seu famoso livro "Adam Smith em Pequim".
O segundo é uma entrevista concedida em 2005 em Madri para a Universidade Nômade.
Fontes: "http://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Arrighi"
Hoje dia 20 fará exatos um mês de falecimento do economista político italiano radicado nos EUA Giovanni Arrighi. Curiosamente, apesar de certa popularidade por aqui pelo Brasil, obtida especialmente após a publicação de O Longo Século XX, houve um total silêncio na grande mídia sobre sua morte.
Nascido em 1937 na Itália, falecido em Baltimore, EUA em 20 de junho de 2009, Giovanni Arrighi se formou como economista neoclássico em Milão, Itália. Foi doutor em Economia e catedrático de Sociologia na Universidade estadual de Nova York (campus de Binghamton) e professor de Sociologia e gerente do Instituto para Estudos Globais em Cultura, Poder e História da Universidade Johns Hopkins, ambas instituições localizadas nos Estados Unidos da América. Atuou principalmente no campo da sociologia comparativa e história, na análise do sistema mundial e em sociologia econômica.
É um dos 5 principais autores sobre a Teoria do Sistema Mundial, juntamente com o seu fundador Immanuel Wallerstein, Samir Amim, Theotonio dos Santos e o falecido em 2005 André Gunder Frank. Seus livros mais recentes são "O Longo Século XX", "Caos e Governabilidade no Moderno Sistema Mundial" (em co-autoria com a esposa e companheira intelectual Beverly Silver) e "Adam Smith em Pequim". Em conjunto, formam sua trilogia sobre o capitalismo em perspectiva histórico-mundial.
Sua morte, pelo câncer, que lutava por vários meses, ceifou justamente em um momento de intensa produção intelectual.
Postamos aqui dois vídeos onde Arrighi expõe suas ideias. No primeiro é um auto-depoimento de Arrighi entitulado "Lendo Karl Polanyi em Pequim" preparado para o Encontro internacional sobre Karl Polanyi ocorrido em 2008 em Montreal, Canadá e cujo título é um trocadilho com o título de seu famoso livro "Adam Smith em Pequim".
O segundo é uma entrevista concedida em 2005 em Madri para a Universidade Nômade.
Fontes: "http://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Arrighi"
domingo, 19 de julho de 2009
Livro "Crítica y teoría en el pensamiento social latinoamericano"
Crítica y teoría en el pensamiento social latinoamericano - Fernanda Beigel; Alfredo Falero; José Guadalupe Gandarilla Salgado; Néstor Kohan; Ladislao Landa Vásquez; Carlos Eduardo Martins; Cecilia Mahón; Corina Rodríguez Enríquez; Martín Schorr. Buenos Aires: CLACSO, agosto 2006. 448 páginas
[ clique aqui para acessar ]
Indice
Prólogo
Bettina Levy
Pensamientos indígenas en nuestra América
Ladislao Landa Vásquez
América Latina en la conformación de la economía-mundo capitalista: las transferencias de excedente en el tiempo largo de la historia y en la época actual
José Guadalupe Gandarilla Salgado
Pensamento latino-americano e o sistema mundial
Carlos Eduardo Martins
El paradigma renaciente de América Latina: una aproximación sociológica a legados y desafíos de la visión centro-periferia
Alfredo Falero
Vida, muerte y resurrección de las “teorías de la dependencia”
Fernanda Beigel
El pensamiento latinoamericano en el campo del desarrollo del subdesarrollo: trayectoria, rupturas y continuidades
Cecilia Nahón, Corina Rodríguez Enríquez y Martín Schorr
Pensamiento Crítico y el debate por las ciencias sociales en el seno de la Revolución Cubana
Néstor Kohan
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Indice
Prólogo
Bettina Levy
Pensamientos indígenas en nuestra América
Ladislao Landa Vásquez
América Latina en la conformación de la economía-mundo capitalista: las transferencias de excedente en el tiempo largo de la historia y en la época actual
José Guadalupe Gandarilla Salgado
Pensamento latino-americano e o sistema mundial
Carlos Eduardo Martins
El paradigma renaciente de América Latina: una aproximación sociológica a legados y desafíos de la visión centro-periferia
Alfredo Falero
Vida, muerte y resurrección de las “teorías de la dependencia”
Fernanda Beigel
El pensamiento latinoamericano en el campo del desarrollo del subdesarrollo: trayectoria, rupturas y continuidades
Cecilia Nahón, Corina Rodríguez Enríquez y Martín Schorr
Pensamiento Crítico y el debate por las ciencias sociales en el seno de la Revolución Cubana
Néstor Kohan
sábado, 18 de julho de 2009
A “fúria virtuosa” de Israel e suas vítimas em Gaza, por Ilan Pappe
Apresentação
Por Vinicius Valentin Raduan Miguel ( vmiguel@marxists.org )
16.07.2009
O presente texto foi originalmente publicado em inglês como editorial do site Electronic Intifada (http://electronicintifada.net) no dia 2 de janeiro de 2009. Ilan Pappé nasceu em 1954, Haifa, Israel. É filho de judeu-alemães que escaparam da perseguição nazista nos anos 1930 e é um dos mais renomados especialistas do conflito Israelo-Palestino tendo publicado 9 livros, sido co-autor em outros 3 e escrito centenas de artigos para jornais acadêmicos.
O mais famoso de seus livros, A Limpeza Étnica da Palestina (The Ethnic Cleansing of Palestine. Oneworld Publications, 2006; sem tradução para o português) denuncia que a guerra de 1948 foi uma sistemática e elaborada estratégia para expulsão dos palestinos, destruição das áreas construídas, objetivando a eliminação de não-judeus para a criação de Israel – um Estado para um só grupo étnico-religioso e/ou cultural-lingüístico. Um processo racista e colonial, eliminando a população tradicional para a instalação de grupos estrangeiros.
Por Vinicius Valentin Raduan Miguel ( vmiguel@marxists.org )
16.07.2009
O presente texto foi originalmente publicado em inglês como editorial do site Electronic Intifada (http://electronicintifada.net) no dia 2 de janeiro de 2009. Ilan Pappé nasceu em 1954, Haifa, Israel. É filho de judeu-alemães que escaparam da perseguição nazista nos anos 1930 e é um dos mais renomados especialistas do conflito Israelo-Palestino tendo publicado 9 livros, sido co-autor em outros 3 e escrito centenas de artigos para jornais acadêmicos.
O mais famoso de seus livros, A Limpeza Étnica da Palestina (The Ethnic Cleansing of Palestine. Oneworld Publications, 2006; sem tradução para o português) denuncia que a guerra de 1948 foi uma sistemática e elaborada estratégia para expulsão dos palestinos, destruição das áreas construídas, objetivando a eliminação de não-judeus para a criação de Israel – um Estado para um só grupo étnico-religioso e/ou cultural-lingüístico. Um processo racista e colonial, eliminando a população tradicional para a instalação de grupos estrangeiros.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O Positivismo
O Positivismo de Augusto Comte - filosofia, religião, pensamento político e ciência social de Comte à República no Brasil
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A crise econômica no Brasil é uma crise de uma indústria dependente
por Almir Cezar Filho
A crise econômica mundial pegou o Brasil. Demissões em massa e adoção de reduções salariais. Mas essa crise não se manifesta por igual na economia nacional, vemos mesmo ao contrário setores indo bem, contratando, mas tendo dificuldade em manter seu ritmo. Na verdade, a crise é uma crise na indústria, e como tal gera impacto sobre a economia como um todo. A questão é que a indústria brasileira ficou mais vulnerável as crise e adota sempre a estratégia da demissão. A alternativa real não pode passar pelas adotadas pelo Governo Lula, pois de fato não vão a raiz do problema.
O setor industrial tem função dinamizadora na economia como um todo. O crescimento da indústria puxa o setor de serviços e a inovação. Se, por um lado, a indústria no Brasil responde apenas por 30% dos empregos, enquanto o setor de serviços responde por 60%, por outro, os postos de trabalho na indústria são de muito mais qualidade e têm efeito multiplicador na dinâmica da economia. Porém, a crise econômica por que passamos é da indústria, pois o agronegócio e o setor de serviços apresentaram variação positiva, após outubro do ano passado.
As décadas de neoliberalismo deixaram a indústria brasileira muito vulnerável às crises como a que o mundo está vivendo, à medida que, com a abertura comercial, um terço do investimento produtivo no Brasil provém de multinacionais e com a abertura financeira o país ficou ainda mais dependente de crédito externo e não reduziu o grau de concentração bancária (produziu na verdade o efeito contrário). Logo, a crise no Brasil é uma crise na indústria.
Assim a crise pegou os melhores empregos com os respectivos efeitos compressivos sobre o mercado consumidor interno. E ainda ampliou a taxa de rotatividade da mão-de-obra. Como no Brasil é fácil demitir, e como as empresas do setor industrial são em geral de maior porte e que têm mais condições de arcar com as demissões, o oposto ocorre no setor de serviços onde predomina empresas de pequeno porte. A consequência foi que a taxa de rotatividade da mão-de-obra cresceu 30% sobre 2007. Só para ilustrar essa facilidade, usamos o caso dos EUA, epicentro da crise e onde ocorre seus maiores estragos, país que a legislação trabalhista é flexível, a taxa de rotatividade é metade da brasileira, mesmo com a crise.
Com a crise, e a redução das vendas externas e dos investimentos e créditos internacionais, as indústrias passaram a demitir para ajustar os estoques e compensar a queda do volume de lucros aumentando a taxa de lucros pela redução de salários pagos, e assim conseguiam também os capitais para crédito para giro.
Por sua vez, apostaram pela estratégia de demissões por seu baixo ônus, diferentemente do que ocorre nos EUA e Europa, pois mesmo que possam vir a ser forçados re-contratar em caso de recuperação econômica mundial, podem recontrar seus próprios ex-funcionários sem ter com que arcá-los durantes os meses de baixa, e ainda sob salários menores.
A gravidade também é que esta a crise estancou a recuperação da participação dos salários no PIB, interrompendo dois anos de crescimento. Nas décadas de neoliberalismo houve um severo aumento da concentração de renda no país entre a população entre os vários segmentos dos trabalhadores. A participação na renda nacional em 1980 era que os 50% mais pobres da população recebiam 13% da renda do fator trabalho (salários), que por sua vez, representa 50% da renda nacional (PIB); em 2002, os 50% mais pobres recebiam 11% da renda do fator trabalho, que representa apenas 38% da renda nacional.
A solução à crise não passa pelas isenções tributárias (redução e isenção de IPI para eletrodomésticos e automóveis) ou redução do aperto fiscal (redução do superávit fiscal do Governo de 3,5% para 2,5% do PIB). De fato essas medidas não resultaram nos últimos meses em redução no ritmo de queda nos postos ocupados na indústria.
O Brasil tem que diminuir o grau de abertura financeira e depender menos do comércio com os países ricos (que já foi de 70% e agora ainda está em 40%). E também promover um processo de desconcentração bancária, até mesmo pelo incentivo às cooperativas de crédito e outras alternativas para oferecer financiamento à pequena empresa, que é responsável por 80% dos empregos mas que quase nunca recebem os bilhões em juros subsidiados do BNDES. É preciso, por um lado aumentar a dificuldade em demitir no Brasil especialmente na indústria e pela grande empresas e, por outro, nas pequenas facilitar a formalização trabalhista e a legalização, combinando com um programa de obras e compras públicas.
Infelizmente sabemos que o Governo Lula não fará isso, vide seus compromissos políticos com as grandes empresas e bancos. Tudo isso com a conveniência de partidos de esquerda e centrais sindicais, que em muito, limitam-se a comentaristas críticos da políticas econômicas.
A crise econômica mundial pegou o Brasil. Demissões em massa e adoção de reduções salariais. Mas essa crise não se manifesta por igual na economia nacional, vemos mesmo ao contrário setores indo bem, contratando, mas tendo dificuldade em manter seu ritmo. Na verdade, a crise é uma crise na indústria, e como tal gera impacto sobre a economia como um todo. A questão é que a indústria brasileira ficou mais vulnerável as crise e adota sempre a estratégia da demissão. A alternativa real não pode passar pelas adotadas pelo Governo Lula, pois de fato não vão a raiz do problema.
O setor industrial tem função dinamizadora na economia como um todo. O crescimento da indústria puxa o setor de serviços e a inovação. Se, por um lado, a indústria no Brasil responde apenas por 30% dos empregos, enquanto o setor de serviços responde por 60%, por outro, os postos de trabalho na indústria são de muito mais qualidade e têm efeito multiplicador na dinâmica da economia. Porém, a crise econômica por que passamos é da indústria, pois o agronegócio e o setor de serviços apresentaram variação positiva, após outubro do ano passado.
As décadas de neoliberalismo deixaram a indústria brasileira muito vulnerável às crises como a que o mundo está vivendo, à medida que, com a abertura comercial, um terço do investimento produtivo no Brasil provém de multinacionais e com a abertura financeira o país ficou ainda mais dependente de crédito externo e não reduziu o grau de concentração bancária (produziu na verdade o efeito contrário). Logo, a crise no Brasil é uma crise na indústria.
Assim a crise pegou os melhores empregos com os respectivos efeitos compressivos sobre o mercado consumidor interno. E ainda ampliou a taxa de rotatividade da mão-de-obra. Como no Brasil é fácil demitir, e como as empresas do setor industrial são em geral de maior porte e que têm mais condições de arcar com as demissões, o oposto ocorre no setor de serviços onde predomina empresas de pequeno porte. A consequência foi que a taxa de rotatividade da mão-de-obra cresceu 30% sobre 2007. Só para ilustrar essa facilidade, usamos o caso dos EUA, epicentro da crise e onde ocorre seus maiores estragos, país que a legislação trabalhista é flexível, a taxa de rotatividade é metade da brasileira, mesmo com a crise.
Com a crise, e a redução das vendas externas e dos investimentos e créditos internacionais, as indústrias passaram a demitir para ajustar os estoques e compensar a queda do volume de lucros aumentando a taxa de lucros pela redução de salários pagos, e assim conseguiam também os capitais para crédito para giro.
Por sua vez, apostaram pela estratégia de demissões por seu baixo ônus, diferentemente do que ocorre nos EUA e Europa, pois mesmo que possam vir a ser forçados re-contratar em caso de recuperação econômica mundial, podem recontrar seus próprios ex-funcionários sem ter com que arcá-los durantes os meses de baixa, e ainda sob salários menores.
A gravidade também é que esta a crise estancou a recuperação da participação dos salários no PIB, interrompendo dois anos de crescimento. Nas décadas de neoliberalismo houve um severo aumento da concentração de renda no país entre a população entre os vários segmentos dos trabalhadores. A participação na renda nacional em 1980 era que os 50% mais pobres da população recebiam 13% da renda do fator trabalho (salários), que por sua vez, representa 50% da renda nacional (PIB); em 2002, os 50% mais pobres recebiam 11% da renda do fator trabalho, que representa apenas 38% da renda nacional.
A solução à crise não passa pelas isenções tributárias (redução e isenção de IPI para eletrodomésticos e automóveis) ou redução do aperto fiscal (redução do superávit fiscal do Governo de 3,5% para 2,5% do PIB). De fato essas medidas não resultaram nos últimos meses em redução no ritmo de queda nos postos ocupados na indústria.
O Brasil tem que diminuir o grau de abertura financeira e depender menos do comércio com os países ricos (que já foi de 70% e agora ainda está em 40%). E também promover um processo de desconcentração bancária, até mesmo pelo incentivo às cooperativas de crédito e outras alternativas para oferecer financiamento à pequena empresa, que é responsável por 80% dos empregos mas que quase nunca recebem os bilhões em juros subsidiados do BNDES. É preciso, por um lado aumentar a dificuldade em demitir no Brasil especialmente na indústria e pela grande empresas e, por outro, nas pequenas facilitar a formalização trabalhista e a legalização, combinando com um programa de obras e compras públicas.
Infelizmente sabemos que o Governo Lula não fará isso, vide seus compromissos políticos com as grandes empresas e bancos. Tudo isso com a conveniência de partidos de esquerda e centrais sindicais, que em muito, limitam-se a comentaristas críticos da políticas econômicas.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
(Neoliberalismo) "Doença francesa": o mal econômico do Brasil
Postamos aqui o trecho final do artigo ECONOMIA: Ciência ou Arte? Uma Nota Metodológica do economista João Paulo de Almeida Magalhães publicado no sítio eletrônico do CORECON-RJ que pode ser acessado na íntegra pelo endereço http://www.corecon-rj.org.br/ced_economia_ciencia_ou_arte.asp
***
(...)
Cabe aqui uma última observação sobre a atual situação brasileira. Tornou-se recentemente moda apelidar-se de “doença” erros graves de política econômica (doença holandesa, doença japonesa, doença brasileira etc.) A indagação que se faz é se o Brasil não se acha braços com uma “doença francesa”. Vejamos por que.
Nos anos 1950 François Perroux, possivelmente o maior economista francês do século passado, acusou os economistas de seu país de estarem escrevendo em três seções (“paragraphes”) sobre assunto que não entendiam. A referência é ao fato de, nos trabalhos de Economia, os capítulos serem usualmente divididos em três seções. A preocupação de Perroux era com o fato de, enquanto os economistas austríacos (Hayek, Von Mises, Schumpeter, Haberler, Rosenstein-Rodan e outros) desenvolviam trabalhos teóricos que os projetavam em todo o mundo, os franceses se especializavam em publicações sobre a história do pensamento econômico, pensamento, para o qual pouco contribuíam.
A pergunta é se, no Brasil, não nos achamos diante de problema semelhante ou de um ataque de “doença francesa”. Ou seja, muitos e bons trabalhos econômicos são publicados, mas poucas são as contribuições para teorias ajustadas à realidade nacional. E, sendo isso verdade, a situação é aqui mais séria. Porque se na França, “doença” resultava apenas em desprestígio da ciência econômica do país, no Brasil ela leva à adoção de políticas econômicas incompatíveis com o desenvolvimento econômico. Não é chegado o momento de o economista brasileiro compreender que, diferentemente do que acontece em outras ciências, não basta importar teorias e paradigmas gerados no Primeiro Mundo? Sua opção profissional implica em responsabilidade muito superior a de especialistas em outros ramos da ciência, ou seja, de gerar paradigma teórico que leve em conta a especificidade do crescimento retardatário.
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Cabe aqui uma última observação sobre a atual situação brasileira. Tornou-se recentemente moda apelidar-se de “doença” erros graves de política econômica (doença holandesa, doença japonesa, doença brasileira etc.) A indagação que se faz é se o Brasil não se acha braços com uma “doença francesa”. Vejamos por que.
Nos anos 1950 François Perroux, possivelmente o maior economista francês do século passado, acusou os economistas de seu país de estarem escrevendo em três seções (“paragraphes”) sobre assunto que não entendiam. A referência é ao fato de, nos trabalhos de Economia, os capítulos serem usualmente divididos em três seções. A preocupação de Perroux era com o fato de, enquanto os economistas austríacos (Hayek, Von Mises, Schumpeter, Haberler, Rosenstein-Rodan e outros) desenvolviam trabalhos teóricos que os projetavam em todo o mundo, os franceses se especializavam em publicações sobre a história do pensamento econômico, pensamento, para o qual pouco contribuíam.
A pergunta é se, no Brasil, não nos achamos diante de problema semelhante ou de um ataque de “doença francesa”. Ou seja, muitos e bons trabalhos econômicos são publicados, mas poucas são as contribuições para teorias ajustadas à realidade nacional. E, sendo isso verdade, a situação é aqui mais séria. Porque se na França, “doença” resultava apenas em desprestígio da ciência econômica do país, no Brasil ela leva à adoção de políticas econômicas incompatíveis com o desenvolvimento econômico. Não é chegado o momento de o economista brasileiro compreender que, diferentemente do que acontece em outras ciências, não basta importar teorias e paradigmas gerados no Primeiro Mundo? Sua opção profissional implica em responsabilidade muito superior a de especialistas em outros ramos da ciência, ou seja, de gerar paradigma teórico que leve em conta a especificidade do crescimento retardatário.
Dependency Theory - Teoria da Dependência
Veja essa apresentação de slide em inglês sobre Teoria da Dependência (Dependency Theory):
Dependency Theory
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Theories On Development - Teorias sobre Desenvolvimento
Veja apresentação em slide em inglês sobre Teorias do Desenvolvimento (Theories on Development):
Theories On Development
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terça-feira, 14 de julho de 2009
14 de julho: França em Vermelho!
por Almir Cezar Filho
O vermelho que correu hoje em Paris não foi da bandeira tricolor francesa desfralda nas comemorações ao "14 de julho" (aniversário da Queda da Bastilha, principal evento da Revolução Francesa), mas do sangue, das bandeiras vermelhas e das chamas dos protestos dos trabalhadores e do povo pobre nas ruas e nas manifestações contra a crise econômica, o governo Sarkozy e o desemprego.
Com o capitalismo contemporâneo em plena CPI (especialmente nos países do núcleo central, entre eles a França), os estragos das duas décadas de neoliberalismo e o colapso da esquerda tradicional francesa empurraram os movimentos sociais (organizados ou não) para ação. Vimos isso nos últimos anos com a juventude na rua, tanto a juventude estudantil como a das comunidades periféricas. Também se viu o mesmo com os servidores públicos. Agora vemos de novo os trabalhadores industriais, que desde o início da década de 1970 andavam sumidos.
Nem a ideologia do patriotismo e civismo, nem o cacetetes e gás lacrimogênio de Sarkozy conseguiu impedir. A temperatura da "panela-de-pressão" da luta de classe está em ebulição.
Estamos às vesperas de uma "nova Bastilha"? Só o tempo dirá. O que vemos agora, com certeza, é que o "verdadeiro vermelho" que inspirou a bandeira tricolor está de volta às ruas. Esperamos que a esquerda aproveite essa oportunidade histórica para transformações sociais.
O vermelho que correu hoje em Paris não foi da bandeira tricolor francesa desfralda nas comemorações ao "14 de julho" (aniversário da Queda da Bastilha, principal evento da Revolução Francesa), mas do sangue, das bandeiras vermelhas e das chamas dos protestos dos trabalhadores e do povo pobre nas ruas e nas manifestações contra a crise econômica, o governo Sarkozy e o desemprego.
Com o capitalismo contemporâneo em plena CPI (especialmente nos países do núcleo central, entre eles a França), os estragos das duas décadas de neoliberalismo e o colapso da esquerda tradicional francesa empurraram os movimentos sociais (organizados ou não) para ação. Vimos isso nos últimos anos com a juventude na rua, tanto a juventude estudantil como a das comunidades periféricas. Também se viu o mesmo com os servidores públicos. Agora vemos de novo os trabalhadores industriais, que desde o início da década de 1970 andavam sumidos.
Nem a ideologia do patriotismo e civismo, nem o cacetetes e gás lacrimogênio de Sarkozy conseguiu impedir. A temperatura da "panela-de-pressão" da luta de classe está em ebulição.
Estamos às vesperas de uma "nova Bastilha"? Só o tempo dirá. O que vemos agora, com certeza, é que o "verdadeiro vermelho" que inspirou a bandeira tricolor está de volta às ruas. Esperamos que a esquerda aproveite essa oportunidade histórica para transformações sociais.
Salário menor para ampliar lucro
Indústria mantém demissões mesmo com recuperação da demanda
Monitor Mercantil - 10/07/2009 - 21:07
Demissões na indústria automobilística e de bens de capital em São Paulo e Minas Gerais contribuíram para a redução do nível de emprego em maio, que caiu 0,5% em relação a abril (oitava queda consecutiva ) e 6% na comparação com mesmo mês do ano passado.
Em 2009, o emprego na indústria acumula queda de 4,7% e, em 12 meses, redução de 1,1%. Para o economista Jardel Leal, do Dieese, a indústria está se aproveitando da crise para promover um ajuste nos custos salariais e para rever margens de lucro.
"A crise oferece oportunidade para essa rearrumação, que deve alterar a relação capital-trabalho, em função da demanda e da adoção de novas tecnologias. A indústria está aproveitando a crise para fazer recomposição. Para manter as margens de lucro, usam a questão da ameaça do desemprego", critica, lembrando que normalmente os empresários brasileiros se apropriam dos ganhos de produtividade, o que também pode estar provocando efeitos agora.
Segundo Leal, a indústria, sobretudo a exportadora, "puxou o freio de mão" e deve ficar assim até que as coisas se arrumem. "Uma parcela da atividade industrial é fornecedora de insumos a exportadores e, com a crise, acaba usando as melhores condições de uso da força de trabalho. Agora mesmo dizem que a redução da jornada de trabalho vai aumentar custos."
Para o economista do Dieese, existe sempre um estoque e uma capacidade ociosa planejados. "Quando o estoque baixa a tendência é que haja uma reposição. Em algum momento vão repor estoques, mas a capacidade ociosa permanecerá se não houver demanda. Tudo vai depender, também, da capacidade de reconversão da produção do mercado externo para o interno", resumiu.
Monitor Mercantil - 10/07/2009 - 21:07
Demissões na indústria automobilística e de bens de capital em São Paulo e Minas Gerais contribuíram para a redução do nível de emprego em maio, que caiu 0,5% em relação a abril (oitava queda consecutiva ) e 6% na comparação com mesmo mês do ano passado.
Em 2009, o emprego na indústria acumula queda de 4,7% e, em 12 meses, redução de 1,1%. Para o economista Jardel Leal, do Dieese, a indústria está se aproveitando da crise para promover um ajuste nos custos salariais e para rever margens de lucro.
"A crise oferece oportunidade para essa rearrumação, que deve alterar a relação capital-trabalho, em função da demanda e da adoção de novas tecnologias. A indústria está aproveitando a crise para fazer recomposição. Para manter as margens de lucro, usam a questão da ameaça do desemprego", critica, lembrando que normalmente os empresários brasileiros se apropriam dos ganhos de produtividade, o que também pode estar provocando efeitos agora.
Segundo Leal, a indústria, sobretudo a exportadora, "puxou o freio de mão" e deve ficar assim até que as coisas se arrumem. "Uma parcela da atividade industrial é fornecedora de insumos a exportadores e, com a crise, acaba usando as melhores condições de uso da força de trabalho. Agora mesmo dizem que a redução da jornada de trabalho vai aumentar custos."
Para o economista do Dieese, existe sempre um estoque e uma capacidade ociosa planejados. "Quando o estoque baixa a tendência é que haja uma reposição. Em algum momento vão repor estoques, mas a capacidade ociosa permanecerá se não houver demanda. Tudo vai depender, também, da capacidade de reconversão da produção do mercado externo para o interno", resumiu.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
As lições de Honduras, por Theotonio dos Santos
Texto de Theotonio dos Santos
Conta-se uma reveladora brincadeira entre os presidentes latino-americanos:
- Sabe por que não existem golpes de Estado nos Estados Unidos?
- Não!
- Porque nos Estados Unidos não existe embaixada dos Estados Unidos.
Além do mais, sabemos que os golpes nos Estados Unidos se dão através do assassinato, puro e simples, dos seus presidentes (como no caso de John Kennedy) ou com a ajuda do Supremo Tribunal para impedir a recontagem dos votos (como no caso Bush).
Apesar destes e de muitos outros precedentes, vemos agora os líderes do Partido Democrata indignar-se com a negativa de recontagem de votos no Irão, acusado de ser uma tremenda ditadura.
No entanto, qual a lição das Honduras? Pela primeira vez na história, os Estados Unidos apoiam a condenação de um golpe de Estado na América Latina, permitindo que se realize uma condenação unânime de um acto de força militar em todas as organizações internacionais.
Isso quer dizer que desta vez a embaixada americana não participou do acto de força? Desgraçadamente não.
[ ler a íntegra do artigo - clique aqui ]
Conta-se uma reveladora brincadeira entre os presidentes latino-americanos:
- Sabe por que não existem golpes de Estado nos Estados Unidos?
- Não!
- Porque nos Estados Unidos não existe embaixada dos Estados Unidos.
Além do mais, sabemos que os golpes nos Estados Unidos se dão através do assassinato, puro e simples, dos seus presidentes (como no caso de John Kennedy) ou com a ajuda do Supremo Tribunal para impedir a recontagem dos votos (como no caso Bush).
Apesar destes e de muitos outros precedentes, vemos agora os líderes do Partido Democrata indignar-se com a negativa de recontagem de votos no Irão, acusado de ser uma tremenda ditadura.
No entanto, qual a lição das Honduras? Pela primeira vez na história, os Estados Unidos apoiam a condenação de um golpe de Estado na América Latina, permitindo que se realize uma condenação unânime de um acto de força militar em todas as organizações internacionais.
Isso quer dizer que desta vez a embaixada americana não participou do acto de força? Desgraçadamente não.
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