quarta-feira, 21 de março de 2012

Operários da construção se mobilizam novamente por melhores condições de trabalho

De norte a sul do país os trabalhadores da construção civil voltam a se mobilizar;

www.csp-conlutas.org.br |13/03/2012 

Os operários da construção voltam a ser mobilizar.

Na usina hidrelétrica de Jirau (RO), mais de 20 mil os operários decretaram greve geral nesta segunda-feira (13). O movimento grevista começou com paralisações pontuais desde quinta-feira (8). Os trabalhadores reivindicam o aumento de 30% do salário, cinco dias de folga a cada 70 dias trabalhados  – atualmente, a folga é a cada 90 dias corridos de trabalho-, aumento do valor da cesta básica, plano de saúde gratuito extensivo a familiares, aumento de periculosidade e insalubridade, entre outros.

Não tem sido diferente com os operários dos canteiros de obras da termoelétrica do Pecém (CE).  Mais de 8 mil trabalhadores estão em greve por tempo indeterminado desde segunda-feira (12). Esta é a segunda paralisação realizada pela categoria nesse ano.


Esses operários reclamam o não cumprimento de cláusulas do acordo coletivo de 2011 e, em relação à data-base 2012/2013. A pauta de reivindicações foi entregue ao patronal no dia 25 de fevereiro quando se definiu um calendário de negociações. Na primeira reunião realizada na última quarta-feira (7) na SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego), não houve nenhum avanço na negociação.

Ataques ao direto de greve   - Já os trabalhadores do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que também estavam em processo de luta por melhores condições de trabalho, enfrentam duros ataques. Na sexta-feira (9) a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro considerou ilegal a paralisação dos operários cuja duração foi de mais de um mês.

Essa greve mobilizou mais de 14 mil trabalhadores que decidiram voltar ao trabalho após a decisão judicial. Agora, enfrentam um duro processo de ataques por parte da patronal, inclusive com demissões. Mesmo com a deliberação da justiça e a dureza nas negociações, o movimento grevista anuncia outra paralisação para o final desse mês.

Os trabalhadores querem 18% de reajuste salarial e não aceitaram a proposição de 8,5 % de aumento oferecido pelas empresas que trabalham na construção do complexo.

Já os Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza (CE), em data base, realizam mais uma assembléia geral onde devem aprovar a realização de uma grande passeata para o dia 29 de março. Após várias negociações, os empresários do setor seguem intransigentes “oferecendo” somente o índice da inflação (6,5%) e um “reajuste” de R$ 3,00. Isso mesmo três reais, no valor da cesta-básica.

Nas obras de Belo Monte (PA), o clima é de indignação visto que as empreiteiras não realizaram o pagamento das chamadas “horas intíneres” de centenas de operários. Não se descarta que, a qualquer momento, caso essa situação não se reverta, poderá ter início a um novo processo grevista.

Luta contra perseguições em Suape - Os operários do Complexo Industrial Petroquímico de Suape (PE) ainda acompanham os desdobramentos da greve do ano passado. Uma audiência está marcada para quarta-feira (14) no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para tratar das ameaças e atentados ocorridos durante as mobilizações que ocorreram. Enquanto isso, se preparam para luta salarial deste ano.

Só com mobilização as revindicações serão atendidas - Para o membro da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, todas essas paralisações, greves e mobilizações são reflexos do descontentamento generalizado dos operários em todo país. “Essas greves e manifestações são a resposta dos trabalhadores contra as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos”. Ele lembra ainda que no último dia 1º de março houve uma grande solenidade no palácio do planalto. “Foi quando Dilma anunciou o Acordo Nacional sobre as relações e condições de trabalho no setor da Construção mas, na vida real, lá embaixo, nos canteiros, nada mudou!” ressalta Atnágoras.

“Estamos juntos apoiando todos esses processos de luta. Só a mobilização pode garantir o atendimento das reivindicações por melhores salários e condições de trabalho e, nesse momento, temos de unificar todas essas greves e exigir mais respeito por parte do  governo, das empreiteiras e da justiça”, finalizou.

Desde o início do ano, diversas paralisações e greves são protagonizadas por trabalhadores das obras de Jirau (RO) da Termoelétrica UTE – Pecém (CE), das obras do Comperj e Porto do Açú (RJ), do estádio esportivo (PE) e operários da construção civil de Fortaleza (CE).

Todo apoio às greves dos operários da Construção!
Por aumento geral e um piso salarial nacional para os operários das obras!
Unificar todos em uma só luta, uma só greve e arrancar a vitória!

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