sábado, 19 de agosto de 2017

Temer vence. Meirelles sobe rombo fiscal. Servidores e contribuintes pagam o pato

Como eu disse em março: antes de fim de agosto a ekipeconômica de Temer viria com novo aperto no ajuste fiscal.
Uma família quando está em crise financeira a última coisa que corta é o quê? Alimentação, transporte. Na alimentação corta os jantares fora e o almoço de domingo no restaurante predileto. No transporte corta as corridas de táxi. Se cortar alimentos aos membros da família ficaram fracos, doentes e não conseguirão trabalhar ou seguir procurando emprego. O transporte idem.

Em geral, as primeiras despesas a suspender o pagamento são as financeiras. Não é? Cartão de crédito fica devendo. O empréstimo, o financiamento. Em dia apenas a luz, a água e aluguel, e olhe lá. Quando não para evitar o corte ou um despejo. A família procura outras formas de renda extraordinária, crédito e renda adicionais. Faz horas extras, aumenta o preço de algum serviço, faz trabalho por fora ou um bico, usa o cheque especial ou pede emprestado com alguém.

Pois não é? Pois não é assim com o Gooverno, com o Estado. Apesar dos economistas mercadistas tanto gostarem da parábola da família para explicar as finanças públicas não é assim que a banda toca, muito menos o jeito que eles mesmo recomendam.



Na hora do vamos ver eles defendem que se corte primeiro as despesas que justamente prejudicam a arrecadação e suprimem no necessário à sobrevivência. E cláusula pétrea não mexer nas despesas financeiras. Pois é assim, que o Brasil está indo barranco a baixo.


Só esse ano a execução orçamentária com pagamentos da dívida pública chegou em quase 60%. Enquanto serviços públicos básicos estão paralisados por falta de recursos.


A cada rodada de corte a economia é forçada a se desaquecer. E com isso diminuí a arrecadação de impostos, a preciosa receita do Estado. Enquanto esse ano as despesas ordinárias com reajustes naturais desde crescimento vegetativo da população ou inflação sumiu meros 8%, as receitas caíram quase 1/3. Logo o problema fiscal é no lado das receitas.


Então elevar a confiança do mercado com meros cortes de despesa não garantiu retomada do funcionamento da economia.

Elevar o rombo fiscal apenas livra Temer de um processo de crime de responsabilidade e reconhece a insuficiência de saldo. Aumentar os impostos, especial dos pobres não resolve. Cortar gastos com mão de obra, pior ainda. Deprimirão ainda mais as receitas.

Digo mais, antes do fim do ano a duplinha Temer-Meirelles e sua ekipeconômica farão outra rodada de ajuste recessivo.

A vitória de Temer custou ao cofre da União $13,4 bilhões em emendas liberadas e outras benesses aos deputados.  Enquanto isso, Meirelles e ekipeconômica, elogiada pela Mídia e empresários, cortam o custeio dos serviços públicos, elevam os impostos dos combustíveis e anunciam PDV dos servidores e ainda querem aprovar a reforma da previdência, com a desculpa de corte das despesas.

Apesar de todo arrocho, e ao contrário do que os neoliberais explicam é justamente por causa dele, que a economia patina, a arrecadação de impostos despencou e as contas públicas não fecham.

Apesar de todos os cortes nos serviços públicos básicos o Tesouro continua sendo drenado pelos juros da dívida pública, pagos religiosamente em dia e cujo peso nas finanças disparou.


A promessa de não "pagarmos o pato", virou ser "engolido pelo ganso". Desmoralizado pela impopularidade e pela votação da denúncia da PGR, Temer não consegue aprovar aumento nos imposto. Restou como sempre demonizar o de sempre: os servidores. PDV, cortes no custeio, etc. Não teremos a reposição de inflação negociada e a ekipeconômica estuda novos ataques.


A suposta retomada da economia e o espantalho da crise financeira do RJ são a desculpa. Nada se fala nos lucros do Itaú, Bradesco, Santander, etc., com título da dívida. Nada se fala no perdão dos mega devedores. Nada se fala do sobrepreço nas licitações. Nada se fala na liberação das emendas parlamentares pra comprar votos de deputados.

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