sábado, 31 de dezembro de 2011

Mensagem de Ano Novo

Minha mensagem de Ano Novo aos amigos e amigas,

Como muitos gostam de Martha Medeiros, e ando perdendo meu preconceito com ela - e todo preconceito sobre tudo deve ser combatido. Cito-a como mensagem de fim de ano. Um ano que se inicia é momento de se "re-iniciar" como pessoa. Sempre é preciso ousadia. Então aí vai:
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir de conselho sensato... (Martha Medeiros)
   Um feliz 2012 - "que viremos a mesa!"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Nova classe média" à beira da pobreza

Rotatividade no emprego para quem ganha até 2 salários mínimos chega a 54% e aumentou em 16 milhões o número de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos. Por sua vez, os números desmentem as reclamações dos patrões sobre o suposto engessamento do mercado de trabalho no Brasil.

"Nova classe média" de volta à pobreza
Monitor Mercantil, 07/12/2011

Dados analisados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República mostram que os trabalhadores formais com renda de até dois salários mínimos (atualmente R$ 1.090) estão mais expostos à rotatividade no emprego do que o conjunto da força de trabalho no Brasil e do que outros de diferentes faixas salariais. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Brasil já é a sexta maior economia do mundo, mas são poucos os que se beneficiaram com o crescimento dos últimos anos

Crescimento para quem? 

O Brasil já é a sexta maior economia do mundo, mas são poucos os que se beneficiaram com o crescimento dos últimos anos


DIEGO CRUZ
da redação
www.pstu.org.br


Ag Brasil
Para Mantega, Brasil terá 'padrão europeu de vida' daqui 20 anos

• A economia brasileira voltou a ser notícia no exterior. Reproduzindo uma estimativa já realizada pelo FMI em outubro, uma empresa de consultoria britânica divulgou nesse dia 26 de dezembro uma nova projeção mostrando o Brasil como a sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido. Fica atrás apenas dos EUA, China, Japão, Alemanha e França. O levantamento foi publicado pelo Guardian e ganhou repercussão internacional.

O estudo do CEBR (Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios) leva em conta o cenário de estagnação econômica da Grã-Bretanha em 2011 (com crescimento de pouco menos de 1% segundo a OCDE), além da projeção de crescimento também reduzido de 3% da economia brasileira. Ao final do ano, a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil será o equivalente a 2,51 trilhões de dólares, enquanto que no Reino Unido ficará na ordem de 2,48 trilhões.

Como não poderia deixar de ser, o anúncio foi mote para nova rodada de comemorações ufanistas do governo e parte da imprensa. Mesmo os que relativizaram a notícia afirmaram que o feito seria um marco histórico para o país. Teríamos mesmo razão para comemorar? Qual o sentido dessa mudança no ranking das maiores economias do planeta?

Crise e a nova divisão internacional
O estudo revela uma dinâmica que não é nenhuma novidade nos últimos três anos: enquanto os países centrais enfrentam recessão ou estagnação econômica, os chamados ‘emergentes’, ou os ‘Bric’s’ continuam crescendo. Nesse contexto, o Brasil tem papel de destaque, pegando carona no aumento da demanda chinesa por matéria-primas (as chamadas ‘commodities’).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Indústria revê crescimento para baixo e diz que é preciso ampliar investimento

por Almir Cezar

Até a burguesia industrial reconhece que a taxa de investimento é baixa, percentualmente à demanda agregada na economia brasileira, e que apesar da crise mundial, a taxa de crescimento do PIB revista para 2011 (caiu de 3,4 para 2,8%) estaria "aquém da média mundial", de 4%. A elevação da taxa de investimentos no Brasil para que o país possa alcançar o crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) almejado pelo governo.

Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria) seria necessário um aumento de pelo menos 24% na taxa de investimento para a economia brasileira alcançar o crescimento necessário alcançar o crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB). A questão é que a acumulação de capitais no Brasil é drenada pelos juros e pela remessa ao exterior, e não no re-investimento - o que a CNI não diz, mas dizemos aqui no blog.

CNI divulga balanço da economia em 2011 e perspectivas para 2012

14/12/2011 - Da Agência Brasil
Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga hoje (14) o Informe Conjuntural Especial – Economia Brasileira. O estudo revela as expectativas da indústria para a economia em 2012 e faz o balanço de 2011.
Entre outros indicadores, o documento contém as projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), do PIB industrial, do consumo, dos investimentos e do emprego. Também traz previsões para as exportações, as importações, os juros, o câmbio e a inflação.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Gasto com servidor cai, com juros sobe, e já é quase 1/4 do PIB

Para 2012, gastança financeira deve "engolir" quase 1/4 do PIB, 5 vezes mais do que o destinado ao funcionalismo, propagado "vilão" do orçamento público. Até para a burguesia industrial, inventora do "impostômetro", afirma que mais de 15% da arrecadação vão para pagamento dos juros.

Gasto com servidor cai, com juros sobe
Monitor Mercantil, 14/12/2011
O economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida, afirmou que, embora alguns setores, dentro e fora do governo, aleguem que os gastos com servidores inativos e pensionistas estariam em disparada e fora de controle, os dados do próprio Boletim Estatístico de Pessoal - Ministério do Planejamento, apontam para uma realidade bem diferente.

"(Segundo o boletim), de 1995 a 2010, os gastos com pessoal - ativo e inativo - caíram de 56,2% para 33,3% da receita corrente líquida da União. E, segundo o próprio projeto de lei orçamentária para 2012, encaminhado ao Congresso pelo Executivo, tais gastos estão caindo de 4,89% do PIB em 2009 para 4,15% em 2012", salienta.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sobre as remoções forçadas nas cidades que receberão a Copa

Desde o início do século XX, projetos de revitalização urbana ou para preparação de mega-eventos, como agora a Copa do Mundo do Brasil de 2014 e Olimpíadas do Rio de 2016, são usados como meio para remoção à força de pobres, muitas vezes de comunidades inteiras, para zonas ainda mais periféricas nas cidades. Nem que para isso seja preciso a utilização pelo Estado de meios truculentos e ilegais, o que de fato novamente vem sendo feito. 

Essa ação e forma é tão evidente, que mesmo uma coligação de movimentos sociais organizados, em sua maioria pró-governistas, sentiram-se forçados a lançar o dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos, com dados e casos para denunciar as violações, e a ministra do governo Dilma dos "Direitos Humanos", Maria do Rosário, veio publicamente a falar na necessidade de "preservar a dignidade de comunidades" e que as grandes obras devem agregar "direitos sociais e humanos". O que vemos de fato é desrespeito aos removidos e aos trabalhadores das obras e beneficiamento de empresas da construção civil e do mercado imobiliário.

Comitês populares denunciam remoções forçadas nas cidades que vão receber a Copa

12/12/2011 - Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
São Paulo – As obras de preparação para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 já provocaram, pelo menos, 21 casos de remoção forçada de moradores em sete capitais, de acordo com o dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil. O documento, divulgado hoje (12) pela Articulação Nacional de Comitês Populares da Copa, traz relatos de desalojamentos irregulares em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

Então é Natal...
Um feliz aniversário a todas as amigas e os amigos.
Viva ao aniversário do sol!
É Natal - é solistício de verão!

Que celebramos a vida e estejamos com quem amamos

beijos e abraços a todos

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Desigualdade: Só 5 cidades detêm 1/4 da renda do Brasil

Avenida Paulista, São Paulo - sede de grandes empresas
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009 em que apurou que a renda gerada por apenas cinco municípios brasileiros corresponderam a 25% da renda gerada no país em 2009. Essas cinco cidades são liderados por São Paulo, com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, seguido por Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba e Belo Horizonte (ambos com 1,4%). 

Os cinco municípios com maior renda mantiveram a posição em relação a 2008, e embora detenham 1/4 da geração de renda do país, apenas possuem 12% da população brasileira. Somente a renda de São Paulo equivale a quase o PIB gerado por todo o Nordeste em 2009 (13,5%). Por sua vez, de acordo com a pesquisa, em 2009, 1.302 municípios, que concentravam 3,3% da população, geraram apenas 1% do PIB nacional, com maior predominância nas regiões Nordeste e Norte. Isto mostra que, apesar de vários avanços, o Brasil segue com um padrão de desenvolvimento desigual e concentrador de riqueza. Obviamente, que sem políticas regionais, ou mesmo um outro padrão de desenvolvimento, apesar da "papagaida" neoliberal em contrário, a riqueza continuará concentrada no Sudeste, e algumas de suas cidades.

Cinco municípios brasileiros geraram 25% da renda do país em 2009

14/12/2011 -Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A renda gerada por apenas cinco municípios brasileiros correspondeu a 25% da renda gerada no país em 2009. Eles são liderados por São Paulo, com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, seguido pelo Rio de Janeiro (5,4%), por Brasília (4,1%), Curitiba e Belo Horizonte, ambos com 1,4% cada. Esses cinco municípios com maior renda mantiveram a posição em relação a 2008.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O poderoso PC Chinês sob a ameaça de centenas de milhares de 'incidentes de massa'

Congresso do PCCh de 2011
Apesar de o Partido Comunista (PC) da China ter governado por décadas de crescimento econômico, o que o protegeu de contestações ao seu poder, o país enfrenta milhares de protestos menores e tumultos todos os anos, que desgastam a autoridade do partido nas bases, onde o descontentamento é frequentemente alimentado por disputas de propriedade e terras.

O especialista em tumultos Sun Liping, da Universidade Tsinghua de Pequim, estima em mais de 180 mil "incidentes de massa" em 2010. A maior parte das estimativas de acadêmicos e especialistas governamentais colocam os números em cerca de 90 mil anualmente em 2009 e 2010. O governo não forneceu estatísticas.

O temor verdadeiro das autoridades não é o número de protestos, mas sua tendência de se tornarem mais persistentes e organizados - como em Wukan, que se tornou uma fonte de inquietação persistente, se prolongando por meses, onde o desenvolvimento comercial e industrial consumiu faixas de arrozais, onde recentemente um homem acusado de participar de uma manifestação por terras em um vilarejo no sul da China, morreu sob a custódia da polícia, ameaçando aumentar a tensão em um pequeno bolsão da província de Guangdong, dependente da exportação. Os moradores dizem que centenas de hectares de terra foram tomados de maneira injusta por autoridades corruptas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"Mercado" erra previsão de inflação em até 90% para inflar juros

Tratadas como científicas, projeções de bancos inflam lobby pró-alta dos juros, "Mercado" erra previsão de inflação em até 90% para inflar juros

"Mercado" erra previsão de inflação em até 90%
Monitor Mercantil, 07/12/2011

Segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) as previsões do Boletim Focus (publicação do Banco Central com projeções dos bancos) são exageradas para a inflação: "No que se refere à acurácia das previsões em termos absolutos, o erro absoluto médio em relação ao Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA, medido pelo IBGE) equivaleu a cerca de 40% do valor realizado", diz a Fipe.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Niterói vivia há 50 anos o maior incêndio com vítimas do Brasil

Há 50 anos Niterói vivia seu pior pesadelo, o Brasil vivia seu maior incêndio com vítimas e o setor de entretenimento do país vivia sua maior tragédia: o incêndio do Gran Circo Norte-Americano, com 503 mortos, das quais 70% delas eram crianças. A tragédia foi a primeira e a maior das três grandes catástrofes que aconteceram na cidade nos últimos 50 anos - as outras foram a explosão do Bazar Santa Bárbara, em 1991, que matou 28 pessoas e atingiu aproximadamente 100 casas; e o deslizamento do Morro do Bumba, em 2010, culminando com o saldo de 44 mortos.
Mauro Ventura lança livro sobre o maior incêndio do Brasil, ocorrido em Niterói, que matou mais de 500 pessoas em 1961Foto: Arquivo
destroços do picadeiro e arquibancada após o incêndio

O curioso que passados 5 décadas, embora as cenas ainda estejam bem vivas na memória da população de Niterói, devido as perdas familiares e as marcas físicas nos sobreviventes, há um clima de silêncio, e não foram organizados eventos de homenagens às vítimas nesse cinquentenário, como também até hoje nunca foi construído um memorial na cidade, inclusive em agradecimento às centenas de heróis famosos e anônimos.

Apesar da dimensão dos eventos e do seu impacto até hoje, são poucas as lembranças nesse cinquentenário - além de poucos matérias de jornais e uma solenidade de homenagem aos profissionais de saúde da época -, é o lançamento do interessantíssimo livro do jornalista e pesquisador Mauro Ventura, "O Espetáculo Mais Triste da Terra", que análise a história da tragédia e seus desdobramentos na vida da cidade e do Brasil desde então.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A rede do poder corporativo mundial


Ladislau Dowbor[1] - 12 de novembro de 2011

“There is a big difference between suspecting the existence of a fact
and in empirically demonstrating it”[2]
Todos temos acompanhado, décadas a fio, as notícias sobre grandes empresas comprando-se umas as outras, formando grupos cada vez maiores, em princípio para se tornarem mais competitivas no ambiente cada vez mais agressivo do mercado. Mas o processo, naturalmente, tem limites. Em geral, nas principais cadeias produtivas, a corrida termina quando sobram poucas empresas, que em vez de guerrear, descobrem que é mais conveniente se articularem e trabalharem juntas, para o bem delas e dos seus acionistas. Não necessariamente, como é óbvio, para o bem da sociedade.
Controlar de forma organizada uma cadeia produtiva gera naturalmente um grande poder econômico, político e cultural. Econômico através do imenso fluxo de recursos – maior do que o PIB de numerosos países – político através da apropriação de grande parte dos aparelhos de Estado, e cultural pelo fato da mídia de massa mundial criar, através de pesadíssimas campanhas publicitárias – financiadas pelas empresas, que incluem os custos nos preços de venda – uma cultura de consumo e dinâmicas comportamentais que lhes interessa, e que gera boa parte do desastre planetário que enfrentamos.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dossiê revela abusos rumo à Copa do Mundo

por Eduardo Araújo de Almeida

prezados companheiros e companheiras...


como acho que este espaco e democratico gostaria de expor tres diferencas com o dossie apresentado hoje e contribuir para o debate sobre os rumos das cidades diante dos fatos...

setores governistas, ongs e dos movimentos sociais compartilham o mesmo resultado mas o desdobramento precisara de muito tempo para que a discussao se qualifique, pois nao acho que t...er setores do governo nos foruns cria uma falsa ilusao de que as coisas poderao ser contemporizadas...

divulgaram hoje  (11/12) um dossie sobre o impacto social e ambiental das olimpiadas e copa do mundo que sera entregue a diversos orgaos governamentais...li o relatorio que na nossa opiniao deixou algumas interrogacoes...

composições_políticas_versão 2.o


#composições políticas_arte cidade

  • a cena é pública - a casa caiu 2.o 
    Coletivo Teatro de Operações no #OcupaRio Cinelândia !!



    versão smh - ladeira joão homem - morro da conceição - rj




    marcada para demolição

  • foto de Teatro de Operações.

    Foto do teatro#

    Coletivo Teatro de Operações no #OcupaRio Cinelândia !!


    Sábado 29.10.11 às 18h....Ver mais

sábado, 17 de dezembro de 2011

UE repete EUA e só quer salvar bancos

Proposta de França e Alemanha para salvar a UE é repetir os EUA, só salvar os bancos ao invés das famílias e acabar com a soberania fiscal.

UE repete EUA e só quer salvar bancos
Monitor Mercantil, 07/12/2011

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, enviaram ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, carta aberta detalhando as propostas para alterar os tratados da UE, apertando o controle sobre orçamentos nacionais e tornando mais duras as sanções contra quem descumprir os limites de déficit e dívida.

O economista Dércio Munhoz, que já presidiu o Conselho Federal de Economia (Cofecon) criticou a proposta. "A Europa incorre no mesmo erro dos EUA: em vez de salvar as famílias está optando por salvar bancos. E as mudanças propostas vão na direção errada. Os países, que já tinham perdido soberania sobre o câmbio e política monetária ficarão também desprovidos de autonomia para elaborar suas políticas fiscais".

Munhoz lembrou que os mesmos países que lideram a pressão pelo arrocho (França e Alemanha) são os que mais gastaram em passado recente: "A Europa caminha para um governo único. Em vez de comprar títulos públicos sem emitir mais dívida e ajudar às famílias, os líderes locais apostam no arrocho para pagar uma dívida que, na Zona do Euro, já supera US$ 10,5 trilhões. Só irão tomar atitude quando a França quebrar", critica. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Diminui participação federal nos gastos em Educação

Às vésperas da aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE) na Câmara dos Deputados, e justamente, no momento em que o movimento social organizado está discutindo a necessidade de ampliar o gasto público com Educação para o percentual 10% do PIB, o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão do governo federal, divulgou que a participação de gastos da União no gasto público geral com Educação vem diminuindo nos últimos 15 anos. E aponta que o atual patamar de investimento na área - 5% do Produto Interno Bruto (PIB) - é insuficiente para melhorar os indicadores educacionais.

Também o IPEA propõe mudanças fiscais como meio de criar instrumentos permanentes para financiar o aumento do gasto com Educação, à medida que inclusive, o sistema tributário brasileiro ainda é muito regressivo - os mais pobres pagam proporcionalmente mais impostos do que os ricos em relação à sua renda. Assim, o instituto enumera possíveis novas fontes de recursos para ampliar os gastos em educação, entre elas, mudanças na estrutura tributária, captação de recursos em agências de fomento nacionais e internacionais e melhoria da gestão dos investimentos. E ainda sugere que haja uma revisão  sobre os mais ricos de algumas taxas de arrecadação como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou a criação do Imposto de Grandes Fortunas (IGT).

Diminui participação do governo federal nos gastos públicos em educação

14/12/2011 - Amanda Cieglinski* - Repórter da Agência Brasil
Brasília – Nos últimos 15 anos, diminuiu a participação do governo federal no gasto público em educação. Em 1995, a União era responsável por 23,8% dos investimentos na área, patamar que caiu para 19,7% em 2009. Já os municípios ampliaram a sua participação no financiamento de 27,9% para 39,1% no mesmo período. As informações fazem parte de um relatório sobre o tema divulgado hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A parcela estadual no total de investimento também caiu de 48,3% para 41,2%, considerando o mesmo período. O estudo do Ipea ressalta, entretanto, que os dados não significam que a aplicação de recursos em educação tenha diminuído, já que, em termos absolutos, houve aumento dos investimentos públicos em educação nas três esferas de governo.

O segundo fôlego do movimento mundial de justiça social, I. Warllestein


Temos de pensar numa luta mundial como uma corrida de fundo, na qual os corredores têm de usar a sua energia com sabedoria.


12 Dezembro, 2011 - 01:26 | Por Immanuel Wallerstein

Temos de pensar numa luta mundial como uma corrida de fundo, na qual os corredores têm de usar a sua energia com sabedoria.

Durante os protestos da praça Tahrir em novembro de 2011, Mohamed Ali, 20 anos, respondeu da seguinte forma a um jornalista que lhe perguntava por que estava ali: “Queremos justiça social. Nada mais. É o mínimo que merecemos.”



A primeira vaga de movimentos assumiu formas múltiplas em todo o mundo – a chamada Primavera Árabe, os movimentos Ocupar que começaram nos Estados Unidos e se espalharam a um grande número de países, Oxi na Grécia e os Indignados em Espanha, os protestos estudantis no Chile e muitos outros.

Foram um sucesso fantástico. O grau de êxito pode ser medido por um extraordinário artigo escrito por Lawrence Summers no´Financial Times em 21 de novembro, sob o título “A desigualdade já não pode ser evitada pelas ideias habituais”. Não é um tema em que Summers se tenha antes destacado.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sob ordens de Merkel e Sarkozy, Europa opta pelo abismo, enquanto Cameron apóia a City

Sob ordens de Merkel e Sarkozy, Alemanha e França se apropriam da soberania de 22 países da União Européia, enquadram o bloco, para aprofundar aperto e salvar bancos. É o imperialismo franco-alemão em curso. A resistência vem do outro lado do Canal da Mancha: Reino Unido não aceita qualquer taxação sobre movimentação de capitais. Na verdade, Cameron apóia a City e se afasta da UE. Em suma, ambos os lados não optaram pelos trabalhadores e sim seus banqueiros e rentistas.

 Europa opta pelo abismo
Monitor Mercantil, 09/12/2011 

Vinte e quatro dos 27 chefes de Estado e de Governo da União Européia (UE) anunciaram nesta sexta-feira em Bruxelas, na Bélgica, novo acordo que exigirá dos países da Zona do Euro um aprofundamento das medidas de cortes de gastos públicos, empurrando a região uma dura recessão. Na prática, o acordo significa a transferência da soberania dos demais países para a Alemanha e os burocratas da UE. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

(Mais um escândalo de ministro de Dilma) As milionárias consultorias do Ministro Fernando Pimentel: público X privado

Público x privado
Marcos Oliveira e Sergio Souto 

O episódio que questiona o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, por misturar consultoria com influência política não deve ser rebaixado à luta política dentro dos cânones do moralismo seletivo cativado por grande parte da imprensa tupiniquim. O debate sobre as relações entre público e privado não pode ficar restrito ao desejo de apear do poder mais um ministro da presidente Dilma Rousseff.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O crescimento parou. E agora?


Dados do IBGM mostram estagnação da economia no terceiro trimestre e lançam dúvidas sobre crescimento em 2012


DA REDAÇÃO

Jornal Opinião Socialista

• No último dia 6, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados mostrando que a economia brasileira parou no terceiro trimestre de 2011. A atividade econômica ficou estagnada entre julho e setembro, depois de crescer 0,7% no trimestre anterior. A estagnação foi resultado da queda no setor industrial (que registrou queda de -09%), serviços (-0,3%) e no consumo das famílias (- 0,1%). Foi a primeira vez, desde a crise mundial de 2008, que o consumo das famílias sofre uma contração.

O resultado do PIB só não foi negativo em razão do crescimento das exportações de bens e serviços (alta de 1,8%). As exportações de commodities (produtos primários) continuam garantindo o superávit comercial do país, US$ 26 bilhões em 11 meses (de janeiro a novembro). 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Maior tragédia circense da história e pior incêndio com vítimas do Brasil completa 50 anos

Tristeza que não tem fim
História da maior tragédia circense da história e pior incêndio com vítimas do Brasil, que este mês completa 50 anos, foi reconstituída no livro “O espetáculo mais triste da terra”
REVISTA DE HISTÓRIA | 06/12/2011
  • Já se passaram 50 anos, mas a magnitude da tragédia deixou um trauma na sociedade fluminense que nunca foi esquecida. Nem poderia ser diferente: o incêndio do Gran Circo Norte-Americano, em Niterói, deixou, oficialmente, 503 mortos. A história da maior tragédia circense e pior incêndio com vítimas do Brasil foi agora reconstituída pelo jornalista Mauro Ventura no livro “O espetáculo mais triste da terra".
    Em 17 de dezembro de 1961, mais de 3 mil espectadores, a maioria crianças, lotavam a matinê do Gran Circo Norte-Americano – anunciado como o mais famoso da América Latina – quando a trapezista Antonietta Stevanovich deu o alerta de “fogo!”. Em menos de 10 minutos, as chamas tomaram a lona, justamente no momento em que o principal hospital da região estava fechado por falta de infraestrutura.

    A quantidade de mortos nunca seria conhecida, mas, oficialmente, o prefeito da cidade estabeleceu em 503 o número de vítimas fatais. Restava, então, encontrar um culpado. Em meio às dúvidas de curto-circuito ou incêndio criminoso, a polícia logo achou um suspeito. Afinal, a comoção era gigantesca: o Brasil ganhou as manchetes internacionais, e até o papa mandou celebrar uma missa pelas vítimas, além de ter enviado um cheque para ajudar no tratamento dos sobreviventes.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Brasil ainda é o mais desigual do Brics

Brasil foi única queda no grupo dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), mas ainda é o mais desigual, onde os 10% mais ricos ganham 50 vezes mais que os mais pobres. Segundo OCDE só crescimento não reduz desigualdade.

Brasil ainda é o mais desigual do Brics 
Monitor Mercantil, 05/12/2011

O Brasil foi o único membro do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a reduzir o abismo entre ricos e pobres em 15 anos. A constatação é de estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Apesar da redução, o relatório destaca que a desigualdade no Brasil continua a maior entre o Brics. O estudo, de quase 400 páginas, analisa a desigualdade no mundo. E destaca que cresceu o abismo também nos países ricos, para o nível mais alto dos últimos 30 anos. Em média, os 10% mais abastados nesses países ganham nove vezes mais que os 10% mais pobres. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

(Inflação) Pesquisa indica aumento das margens de lucro das empresas em 2012

por Almir Cezar

A pesquisa mostra que em 2012 as margens de lucro das companhias devem se recompor em relação aos dois últimos semestres. As empresas não estão vendo necessidade de aumento da capacidade instalada. A recomposição das margens de lucro das empresas, pela via do aumento de preços, exercerá pressão sobre a inflação.

Como sempre falamos aqui, a alta taxa de inflação no Brasil não tem causa nas contas públicas desequilibradas ou na demanda superaquecida, mas sim, pela característica da economia ser controlada pelas multinacionais e oligopólios industriais e pelo latifúndio agroexportador de commodities. A variação no nível geral de preços é por aqui determinada sempre pela variação no patamar de margem de lucros industriais e na cotação internacional das commodities, onde os demais preços da economia (salários, serviços e comércio) apenas respondem. 

Pesquisa indica aumento das margens de lucro das empresas em 2012
Monitor Mercantil, 05/12/2011

A última Pesquisa de Expectativas Econômicas do ano, divulgada nesta segunda-feira pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), sinaliza que a economia brasileira seguirá em ritmo de expansão em 2012. Este ano, a estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça entre 3% e 3,5% este ano.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

(Brasil) Vítima de juros e câmbio, indústria caí

A economia do Brasil pisou no freio no terceiro trimestre deste ano. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no País, ficou em 0% em relação aos três meses anteriores.Em relação a outubro de 2010, o tombo ficou em 2,2%. No acumulado em 2011, até setembro, o PIB apresentou uma expansão de 3,2%, abaixo da meta do Governo que para o ano era inicialmente 4%. Em valores correntes o resultado do PIB alcançou R$1,05 trilhão. Um cenário totalmente previsível.Vítima de juros altos e câmbio forte, atividade industrial brasileira cresce apenas 0,7% no ano. Em relação ao segundo trimestre, o terceiro somente o setor agropecuário apresentou avanço de 3,2%. A indústria e o setor de serviços tiveram variações negativas de -0,9% e -0,3%, respectivamente.

Curiosamente, até meados do ano existia uma avalanche de críticas ao Governo e ao BC por não ter subido os juros em função da alta da inflação. A maioria dos economistas-chefes dos bancos, analistas financeiros e economistas burgueses amigos da grande mídia diziam que a política econômica estava sendo "irresponsável" com a inflação. Agora estes mesmos economistas passam criticar a política contracionista do Governo.

Indústria já caiu 2,6% desde agosto
Monitor Mercantil, 02/12/2011

Em outubro, a produção industrial no país voltou a recuar em relação ao mês anterior: 0,6% sobre setembro. Foi o terceiro resultado negativo nesse tipo de comparação, acumulando perda de 2,6% de agosto a outubro. Em relação a outubro de 2010, o tombo ficou em 2,2%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado do ano, a produção industrial cresceu só 0,7% e, nos últimos 12 meses encerrados em outubro, 1,3%. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Merkel vê crise longa, mas pede mais aperto

Primeira-ministra da Alemanha apesar de ver crise longa, pede mais aperto e recusa apoio à compra de papéis pelo BCE e quer enquadrar "infiéis" 


Merkel vê crise longa, mas pede mais aperto
Monitor Mercantil, 02/12/2011


Embora tenha admitido que a crise no continente deve "demorar anos" para ser debelada, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reiterou sua oposição à proposta de o Banco Central Europeu (BCE) emitir títulos em nome dos países da Zona do Euro. Em lugar disso, Merkel defendeu a institucionalização da política de ajuste fiscal que arrastou o continente para a estagnação.
 
Ao participar de sessão no Parlamento, a chanceler alemã limitou-se a dizer ser necessário definir um freio da dívida e lançar as bases para a unidade fiscal na área do euro. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Servidores do MDA estão com indicativo de greve em audiência com ministro contra precariedades e corrupção

Após dois anos de precariedades e diante das recentes denúncias de possíveis casos de corrupção, servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário estão com indicativo de greve por condições mínimas de trabalho e moralidade na administração pública e contra descaso à reforma agrária e agricultura familiar. Dia 6 de dezembro haverá um audiência pública em Brasília com o Ministro Afonso Florence onde os servidores apresentarão como última tentativa sua pauta de reivindicações, e se não bem sucedidos, em assembleia no dia seguinte, entrarão em greve. A sua associação dos servidores lançou uma nota pública com os 26 itens reivindicados, todos mínimos e obrigatórios para qualquer empregador, e ainda incluí a demissão de um subsecretário.

Nota Pública:

É preciso lutar pela estruturação do serviço público no MDA 

 Associação Nacional dos Servidores do MDA – ASSEMDA 
Seção Sindical no MDA do SINDSEP-DF 

No dia 06 de dezembro acontecerá o primeiro encontro dos servidores com o ministro da pasta do desenvolvimento agrário, momento em que a Administração do MDA, depois de dois anos, se pronunciará sobre as demandas apresentadas pelo movimento sindical. 

domingo, 4 de dezembro de 2011

As opressões e a sua invisibilidade no capitalismo: Há racismo no Brasil?

por Almir Cezar Filho 

Um mesmo tipo de opressão assume múltiplas faces no Capitalismo, que o recicla e o reinventa ao seu serviço, o mesmo fazendo até com a resistência a opressão. Um dos aspectos nesse sentido é a “invisibilização” da opressão, talvez a mais grave nesse sentido. Outra, é a absorção da luta e resistência dos  "oprimidos" aos interesses do capital, ou sua transformação em mera válvula de escape ao agravamento das tensões sociais decorrentes das opressões, ou ainda legar à manifestação de resistências, mesmo as não politizadas, a pequenos, restritos e subterrâneos espaços de manifestações, que não incomodam ao capital ou ao moralismo burguês, ou usados para legitimar o sistema como sem discriminações ou opressões. Daí ficamos com uma velha impressão que não há racismo no Brasil.

Contudo, vemos inúmeras manifestações que justamente confirmam o contrário. Há discriminação e opressão mesmo quando visualizamos formas que a princípio a negariam. Da mesma forma que a figura de Che Guevara virou estampa mais vendida de camiseta, vemos hoje as Marcha do Orgulho e as boates gays como espaço de entretenimento burguês, revistas da “mulher moderna” e salões de beleza e indústria fonográfica negra. Temos ainda o samba e o futebol, etc.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Ajustes na Zona Euro: Conta salgada aos trabalhadores

Conta salgada
por Marcos Oliveira e Sergio Souto

 Nos últimos quatro anos, a dívida geral na União Européia aumentou 34%, alta provocada pelos pacotes de salvação dos bancos após a ameaça de quebradeira geral em 2008. Na criticada Grécia, por exemplo, as garantias do setor público para os bancos, durante a crise, atingiram 108 bilhões de euros. Já os gastos estatais com salários, pensões e subsídios para os fundos da segurança social caíram de 42,3 bilhões de euros, em 2009, para 37,9 bilhões de euros em 2010.

 Para o Partido Comunista grego (KKE), as medidas que tenta-se implantar na Europa buscam transferir para a população o prejuízo das instituições financeiras. Mais: "Isto conduz à indigência relativa e absoluta do povo e assegura força de trabalho mais barata, acelerando a acumulação e concentração do capital. O objetivo mais profundo da escalada da ofensiva antipopular é o reforço da competitividade dos grupos monopolistas europeus no mercado capitalista internacional, onde a competição é aparente."

 Transferência 
Lembra o KKE que todos os estados membros da UE enriquecem o Programa de Reforma Nacional e o Pacto de Estabilidade com novos e duros compromissos antipopulares. Na França, Grã-Bretanha e Áustria, a idade de reforma e as contribuições dos trabalhadores para a segurança social vão aumentar. Na Itália, Espanha e Irlanda, os impostos indiretos aumentaram dramaticamente. Na Áustria, Polônia, Romênia, República Checa e Irlanda, os salários dos trabalhadores foram significativamente reduzidos, bem como o número de empregados do setor público.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Manual da velha mídia: como cobrir uma greve

Jornalismo B - [Alexandre Haubrich] 

 A cada movimento grevista, os ataques da mídia dominante se sucedem. Isso acontece porque determinados setores da mídia atuam não como espaços informativos, mas como instrumentos discursivos das elites. Abaixo, um imaginado (ou nem tanto) manual prático da velha mídia brasileira sobre como cobrir uma greve. Baseado em fatos reais:

 1. Para tentar esvaziar a greve:
 1.1. Diga que a greve é “de vanguarda” e que os trabalhadores não foram devidamente consultados;
 1.2. Caso você seja obrigado pelos fatos a admitir que houve uma Assembléia Geral, diga que a Assembléia teve pouca participação;
 1.3. Diga que a Assembléia que definiu a greve teve grande quantidade de discordantes;
 1.4. Faça todo o possível para mostrar os trabalhadores como simples massa de manobra das lideranças sindicais

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Copa do Mundo criou 'cidades neoliberais', avaliam urbanistas

 Najla Passos - Carta Maior

Decisões político-urbanísticas estariam subordinadas a interesses privados nas doze capitais brasileiras que vão sediar partidas da maior competição esportiva do planeta em 2014. Despejo de comunidades carentes por causa de obras e controle do espaço público para atender patrocinadores seriam exemplos visíveis de predomínio da lógica mercantil.

Comitês populares criados nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 reclamam que a realização do megaevento – e também da Olimpíada de 2016 – estão motivando intervenções nos municípios que extrapolam a seara esportiva de modo prejudicial a seus habitantes. Queixam-se que os espaços públicos estariam sendo mercantilizados, que a especulação imobiliária corre solta, que famílias estão sendo despejadas por causa das obras.

Este tipo de crítica não se limita a quem muitas vezes está sentindo os problemas na pele. Também encontra eco em urbanistas. "Estamos frente a um novo pacto territorial, redefinido por antigas lideranças paroquiais, sustentadas por frações do capital imobiliário e financeiro, e amparadas pela burocracia do Estado", disse Orlando dos Santos Junior, mestre e doutor em Planejamento Urbano e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).