quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nota do sindicato dos educadores do RJ sobre o massacre de Realengo

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação Pública do Rio de Janeiro (SEPE) divulgou uma nota sobre a tragédia de hoje onde um ex-aluno fortemente armado massacrou estudantes da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, na capital fluminense. As turmas já estavam nas salas, quando por volta das 8 horas, um ex-aluno, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou e atirou nos alunos e funcionários. Onze crianças morreram e 13 ficaram feridas. O atirador se matou após ser baleado por um policial. A nota denuncia que um dos principais fatores que contribuí para o massacre foi a falta de segurança nas unidades escolares da rede pública por anos criticada pelo movimento sindical.

Paralisação O Sepe convoca as escolas municipais do Rio para uma paralisação extraordinária (24 horas) amanhã, dia 8, sexta-feira, com ato público na Cinelândia, às 10h. O objetivo desta paralisação é demonstrar a indignação dos profissionais de educação contra mais esse ato de violência em nossas escolas, representada por essa tragédia ocorrida hoje, na EM Tasso da Silveira, em Realengo, com a morte, até agora, de 11 alunos, vítimas de um atirador.

heróis Gostaríamos de acrescentar, um fato omitido na nota, que os professores e funcionários da escola, apesar da ausência de condições mínimas de segurança, foram herói à medida que ao ouvirem os primeiros tiros passaram a trancar os alunos em sala para impedir que o atirador entrasse ou as crianças em pânico saissem, fechando a porta com cadeira, mesa, armário, em uma espécie de barricada.

NOTA DO SEPE SOBRE A TRAGÉDIA DE HOJE NA EM TASSO DA SILVEIRA EM REALENGO
http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=1834

A direção do Sepe já está na porta da Escola Municipal Tasso da Silveira, palco do atentado que provocou, até o momento, a morte de 13 estudantes da unidade e ferimentos em mais 22, que foram encaminhados para hospitais locais. Como o sindicato já vem denunciando fartamente ao longo dos últimos anos, a violência nas unidades escolares tanto do estado como do município tem como uma das causas o abandono por parte das autoridades estaduais e municipais das escolas públicas que compõem as redes de ensino do estado e do município. Hoje, faltam milhares de funcionários administrativos nestas redes, como inspetores de alunos, pessoal de portaria, orientadores educacionais, entre outros profissionais que tem a tarefa de auxiliar o trabalho dos professores e garantir segurança no espaço escolar.

Nos últimos anos, o Sepe já esteve algumas vezes no Ministério Público e na Câmara de Vereadores para denunciar o aumento da violência nas escolas públicas do Rio de Janeiro. O número de casos de violência dentro e no entorno das escolas tem aumentado de ano para ano: agressões a professores, brigas de alunos, balas perdidas resultantes de operações policiais ou confronto de quadrilhas de traficantes; todas estas ocorrências tem provocado ferimentos e até mortes de alunos e o sindicato tem denunciado às autoridades, mas, até o momento, nossas denúncias tem caído no vazio e as ocorrências continuam acontecendo.

Por conta deste fato, o Departamento Jurídico do Sepe está estudando entrar na Justiça contra as autoridades municipais (responsáveis pela rede municipal) e estaduais (responsáveis pela segurança pública) responsabilizando-as criminalmente pela lamentável tragédia ocorrida hoje pela manha na EM Tasso da Silveira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário